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ciencialist · Ciência

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#65906 De: "rmtakata" <roberto.takata@...>
Data: Sáb, 3 de Nov de 2007 7:50 am
Assunto: Re: Pontos notáveis do triângulo
rmtakata
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--- Em ciencialist@..., "Daniel Sottomaior"
> 6) Seja um triângulo ABC com lados a=9, b=7 e c=5. P é o incentro, M
> está em c, N está em b, Q e r estão em a de tal maneira que PQ//MB,
> PR//NC e MN//BC. Determine a razão entre os perímetros AMN e PQR. R:
> 4/3

Este enunciado me parece um pouco incompleto. Creio q se monte de tal
maneira q o segmento MN contenha o ponto P.

[]s,

Roberto Takata

#65907 De: "J.Victor" <j.victor.neto@...>
Data: Sex, 2 de Nov de 2007 9:09 pm
Assunto: Re: correções no GPS devido a relatividade
josevictorde...
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Mori,
Hoje, Alertado pelo seu "Por favor!", fui refazer as contas. Pois cometi um
engano, e encontrei um valor menor do que o real, que é cerca de 3 vezes menor o
que informei.  O que informou o Thadeu está mais próximo. Na verdade, a
composição entre o marchar mais rápido,  devido ao menor potencial gravitacional
e um marchar mais lento, devido ao movimento do satélite (acurácias de 43,2 e
7,2 microsegundos, respectivamente, segundo o próprio Ashby e Crawford, dá um
líquido médio de 36 microsegundos/dia, e não 11,7.  O observador na terra verá o
relógio andar mais rápido, portanto numa tahca maior ainda. Segundo o que se
conhece hoje, o efeito devido ao movimento é cerca de 6 vezes menor que o
gravitacional, mas está muito longe de ser desprezível.  Em resumo, a estimativa
mais próxima é a seguinte:
10800 km /dia !!! ou aprox. 11 km /dia, conforme indicado por Ashby.

Desculpem a primeira estimativa. Pelo menos o "choque" foi menor!

Matar aos poucos, às vezes pode doer menos. É este o caso!

Agora multipica isso por 365 dias, como sugeriu o Thadeu. Nem tenho coragem!
Bem, pode espantar-se mais ainda, agora, com os novos números.

Vou aproveitar o ensejo e agregar mais algumas coisas.
Sobre o assunto RG e suas aplicações apenas para as altas velocidades, para o
gigantescamente grande, e outras cósmicas considerações, este mito está caindo
por terra. Os relógios nos satélites são atômicos e são de alta precisão, e
marcam o tempo com um erro equivalente a uma parte em 10^13. Há previsões para
relógios que exibam erros tão mixurucas quanto uma parte em 10^17. Novas
tecnologias, como apontado por alguns estudos, baseadas em átomos de cálcio,
levarão à construção de relógios com erro equivalente a uma parte em 10^18!
(Não lembro se lí isto em algum artigo de Clifford ou outro pesquisador. Em um
de Ashby não foi, pois não o conhecia.)
O que isto significa? Que poderão ser detectadas, entre outros efeitos, 
diferenças de velocidade em velocidades tão pequenas quanto, digamos,  8 km/h,
ou menos, quando medidas por métodos usando a TN ou a TR, que é a correta, 100%
correta. Só não sei de que nos serviria isso, na prática!.  Mas isto é outra
coisa. Estou mostrando as potencialidades inerentes à teoria. Quem sabe, novas
descobertas, com esses avanços tecnológicos,  sobre coisas da relatividade,  não
acabem sendo uma solução à procura de problemas para resolver. Como o é, ainda
hoje, o Laser. Por coincidência, também previsto por Einstein, num de seus
estudos sobre a física quântica, do qual foi um dos arquitetos mais importantes,
embora tivesse "corrido dos paus" logo depois. Imaginem só se tivesse se
dedicado a ela. Se não a tivesse relegado a segundo plano. Não por incapacidade
de entendê-la, mas devido aos seus preconceitos, suas tradições e também suas
limitações. Que não era de ferro, como sabem alguns e outros nem ligam.  Sério,
não é lavagem cerebral, como diria meu amigo Mesquita. (Só fiz com meu sobrinho,
que será um relativista aloprado...).
Enquanto isso, só nos resta uma coisa: ir nos espantando com essas coisas!

Sobre o link disponibilizado por Thadeu, recomendo a leitura por todos quantos
se interessem pelo assunto. Ashby parece ser tão competente quanto o experiente
e dedicado Clifford, o papa da RG, atualmente. Honestamente, não o conhecia.
Pena que os trabalhos de Ashby sejam accessíveis apenas a  uma minoria, que lê
bem em inglês. Falarei com meu conterrâneo, o Lulla, para que ele, do alto de
sua sapiência, e poder supremo, destine verbas exclusivas para financiar
traduções competentes, desses escritores competentes. Talvez num dos mandatos
seguintes, 3º ou 4º,  consiga-se algo assim.  Só não pode desviar verbas do
CPMF, que era para ser toda ela destinada à saude e  que, hoje, somente uns
míseros  30% o são.

Em tempo: O de que tratamos aquí refere-se aos erros introduzidos devido aos
efeitos relativísticos somente. Na verdade, no cômputo geral há a se considerar
inúmeras outras causas. Corrigir as causas devidas à visão Einsteniana apenas
diminuirão drasticamente os erros de posicionamento global. Mas estes nunca irão
a zero. Mas a bala pode atingir o umbigo de Bin Lada distante um mero
centímetro. Mas acho que matará, do mesmo jeito. Mas sem as correções
relativística o petardo passará metros ou kilometros de distância, pelo que ele
apenas sorrirá, aquelo sorriso sério, de quem quer,  créu, na gente!.

En passant: Estive estes últimos dias em Roraima, na Capital Boa vista, onde 70%
das luminárias públicas têm a cor:  rosa-choque! Mas deixa prá lá... Quem for de
lá, aviso: foi só uma observação inocente, que me chamou a atenção. Só isso!
Lá, visitei uma Empresa de Levantamentos Topográficos, com um amigo meu,
interessado em contratar esses serviços, para lançamentos de postes para
distribuição de energia, mato a dentro, para uma licitação de que iria
participar. Na visita, pude apreciar o trabalho da Empresa. O Titular, ante
minhas perguntas, apressou-se em mostrar seu trabalho e os equipamentos usados,
hoje em dia.  Ao invés de teodolitos, usa receptores eletrônicos de última
geração, que coleta  os sinais dos satélites do Sistema GPS e os usa  para
localizar a posição e um extra  para corrigir as próprias deficiências do
equipamento, que tem precisão, claro, bem inferior à dos relógios dos satélites,
que são atômicos. Mostrou um sem número de levantamentos já feitos, tabelas e
relatórios primorosos. Perguntei-lhe sobre a diferença em relação ao teodolito.
Qual, aquele que está alí, no mostruário? Ainda é importante, claro. Mas este é
outra coisa, pela rapidez de aferição e de deslocamento, pela praticidade e pela
precisão. Nem sabe ele quantas equações e com tanta complexidade o equipamento
precisa resolver, em milisegundos, para lhe dar os valores corretos. Exige,
claro, como em tudo, conhecimento do operador, no que ser refere ao que vai
medir e como operar. Afinal ninguém pilota um avião se não souber a função de
cada um daquele bocado de "pitoquinhos", como estes aquí. E nos deu uma aula de
como operá-lo. Preço? Uma pequena fortuna.
Então, matreiramente, perguntei-lhe se ele conhecia os caminhos que fizeram
chegar às suas mãos tão potentes equipamentos. Ele disse que não. Eu disse:  o
culpado dessa encrenca foi um cara chamado Einstein, cujas idéias "malucas"
mudaram muita coisa neste mundo de meu Deus. E ele: É. Já ouví falar no homem.
Mas não sabia que ele estava ligado a isto aquí, e olhou para o equipamento,
enquanto o guardava cuidadosamente em sua mala. Em verdade, saber quem foi o quê
não é importante para ele.
Espero não tê-los cansado com tanto blá, blá, blá. É a ociosidade nossa de cada
dia, que todos queremos, vez ou outra.

Sds,
Victor.



   ----- Original Message -----
   From: Kentaro Mori
   To: ciencialist@...
   Sent: Monday, October 29, 2007 12:50 AM
   Subject: Re: [ciencialist] correções no GPS devido a relatividade


   On 10/28/07, J.Victor <j.victor.neto@...> wrote:
   > Há, na internet, um trabalho do Prof. Paulo Crawford, de uma universidade
portuguesa, bastante esclarecedor. A quem interessar possa, fornecerei o link.
   >>>

   Por favor! Não sabia que era na ordem de dezenas de quilômetros,
impressionante.

   Abraços,

   Mori




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#65908 De: "Daniel Sottomaior" <cetico@...>
Data: Sáb, 3 de Nov de 2007 3:36 pm
Assunto: Re: Pontos notáveis do triângulo
saudeinfo
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--- Em ciencialist@..., "rmtakata" <roberto.takata@...>
escreveu
>
> --- Em ciencialist@..., "Daniel Sottomaior"
> > 6) Seja um triângulo ABC com lados a=9, b=7 e c=5. P é o incentro,
M
> > está em c, N está em b, Q e r estão em a de tal maneira que PQ//MB,
> > PR//NC e MN//BC. Determine a razão entre os perímetros AMN e PQR.
R:
> > 4/3
>
> Este enunciado me parece um pouco incompleto. Creio q se monte de tal
> maneira q o segmento MN contenha o ponto P.

Sem dúvida, faltou isso no enunciado.

Daniel

#65909 De: "Luis Brudna" <luisbrudna@...>
Data: Sáb, 3 de Nov de 2007 4:45 pm
Assunto: Re: Fw: Tubo de chamas dançantes (dúvidas)_professor Eduardo Salmazo
brudna
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
As perguntas sao bem especificas. Nao sei responder exatamente o solicitado.

   Mas... quem sabe o video presenta em
http://www.youtube.com/watch?v=HpovwbPGEoo

de algumas ideias.
Eh descrito como ´Tubo de Rubens´, nao sei se eh o correto.

Ateh
Luis Brudna
http://www.gluon.com.br/blog/

=-=
On 10/27/07, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...> wrote:
>
>
>
>
>
>
> Estou entupido de e-mails ... bobeei dois dias e a coisa passou dos 300!
> Quem responde essa ao consulente?
>
> []'
> ===========================
> Luiz Ferraz Netto [Léo]
> leobarretos@...
> http://www.feiradeciencias.com.br
> ===========================
> -----Mensagem Original-----
> De: "eduardo salmazo" <esalmazo@...>
> Para: <leobarretos@...>
> Enviada em: terça-feira, 23 de outubro de 2007 16:40
> Assunto: Tubo de chamas dançantes (dúvidas)_professor Eduardo Salmazo
>
> Olá professor Luiz Ferraz meu nome é Eduardo Salmazo,
> sou professor de Física na cidade de Engenheiro
> Coelho, interior de São Paulo. Meus alunos e eu
> estamos tentando montar um osciloscópio de chamas,
> porém, não tivemos até agora muito sucesso. Pedimos
> que, se possível, nos auxilie respondendo algumas
> perguntas:
>
> Fizemos furos maiores que 0,5mm, será que isso
> interfere na qualidade das chamas?
>
> Não sabemos o valor para as freqüências estacionárias
> em nosso tubo, já que elas são determinadas pela
> equação nv/4L, nos falta a informação sobre a
> velocidade de propagação do som no gás. Não encontrei
> na internet.
>
> O comprimento do tubo é de 2m e fizemos furos que
> estão distantes um do outro de 2cm. Será que diminuir
> a distância entre os furos melhora a qualidade das
> chamas?
>
> Utilizamos celofâni para separar o auto-falente do gás
> no interior do tubo, existe algum papel melhor para
> isso?
>
> Agradecemos desde já e estamos esperando sua resposta.
>
> Obrigado.
>
> Eduardo Salmazo.
>

#65910 De: "Luis Brudna" <luisbrudna@...>
Data: Sáb, 3 de Nov de 2007 5:14 pm
Assunto: Re: Fw: Tubo de chamas dançantes (dúvidas)_professor Eduardo Salmazo
brudna
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Opa. Achei mais especificacoes de construcao.

http://www.fysikbasen.dk/English.php?page=Vis&id=6
http://www.physics.umd.edu/lecdem/services/demos/demosh3/h3-17.pdf

Colecao de referencias em
http://en.wikipedia.org/wiki/Ruben's_Tube

Ateh
Luis Brudna
http://www.gluon.com.br

=-=-=



On 11/3/07, Luis Brudna <luisbrudna@...> wrote:
>  As perguntas sao bem especificas. Nao sei responder exatamente o solicitado.
>
>  Mas... quem sabe o video presenta em
> http://www.youtube.com/watch?v=HpovwbPGEoo
>
> de algumas ideias.
> Eh descrito como ´Tubo de Rubens´, nao sei se eh o correto.
>
> Ateh
> Luis Brudna
> http://www.gluon.com.br/blog/
>
> =-=
> On 10/27/07, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...> wrote:
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > Estou entupido de e-mails ... bobeei dois dias e a coisa passou dos 300!
> > Quem responde essa ao consulente?
> >
> > []'
> > ===========================
> > Luiz Ferraz Netto [Léo]
> > leobarretos@...
> > http://www.feiradeciencias.com.br
> > ===========================
> > -----Mensagem Original-----
> > De: "eduardo salmazo" <esalmazo@...>
> > Para: <leobarretos@...>
> > Enviada em: terça-feira, 23 de outubro de 2007 16:40
> > Assunto: Tubo de chamas dançantes (dúvidas)_professor Eduardo Salmazo
> >
> > Olá professor Luiz Ferraz meu nome é Eduardo Salmazo,
> > sou professor de Física na cidade de Engenheiro
> > Coelho, interior de São Paulo. Meus alunos e eu
> > estamos tentando montar um osciloscópio de chamas,
> > porém, não tivemos até agora muito sucesso. Pedimos
> > que, se possível, nos auxilie respondendo algumas
> > perguntas:
> >
> > Fizemos furos maiores que 0,5mm, será que isso
> > interfere na qualidade das chamas?
> >
> > Não sabemos o valor para as freqüências estacionárias
> > em nosso tubo, já que elas são determinadas pela
> > equação nv/4L, nos falta a informação sobre a
> > velocidade de propagação do som no gás. Não encontrei
> > na internet.
> >
> > O comprimento do tubo é de 2m e fizemos furos que
> > estão distantes um do outro de 2cm. Será que diminuir
> > a distância entre os furos melhora a qualidade das
> > chamas?
> >
> > Utilizamos celofâni para separar o auto-falente do gás
> > no interior do tubo, existe algum papel melhor para
> > isso?
> >
> > Agradecemos desde já e estamos esperando sua resposta.
> >
> > Obrigado.
> >
> > Eduardo Salmazo.
> >
>

#65911 De: "rmtakata" <roberto.takata@...>
Data: Sáb, 3 de Nov de 2007 5:20 pm
Assunto: Re: Pontos notáveis do triângulo
rmtakata
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--- Em ciencialist@..., "Daniel Sottomaior"
> > --- Em ciencialist@..., "Daniel Sottomaior"
> > > 6) Seja um triângulo ABC com lados a=9, b=7 e c=5. P é o incentro,
> > > M está em c, N está em b, Q e r estão em a de tal maneira que
> > > PQ//MB, PR//NC e MN//BC. Determine a razão entre os perímetros AMN
> > > e PQR. R: 4/3

Bem, então, fazendo o esquema, percebemos que se formam os seguintes
paralelogramos: BMPQ e CNPR. Então PQ = BM, MP = BQ, NP = CR, PR = CN.
E como os ângulos MBQ e MPQ são alternos internos, eles são
congruentes, assim PQ = MP. O mesmo com os ângulos NPR e NCR e os
segumentos NP e PR.

Logo: PQ = PM = BM = BQ e NP = PR = CR = CN.

O perímetro do triângulo AMN = AM + MP + NP + AN

Como MP = BM, AM + MP = AM + BM = 5; NP = CN, AN + NP = AN + CN = 7.
Portanto, o triângulo AMN tem como perímetro AM + BM + AN + CN = 5 + 7
= 12.

Por raciocínio similar, o perímetro do triângulo PQR é igual a 9.

A razão será, desse modo, 12/9 = 4/3.

[]s,

Roberto Takata

#65912 De: "J.Victor" <j.victor.neto@...>
Data: Sex, 2 de Nov de 2007 9:11 pm
Assunto: [Cerebro & Mente] Convite para novo grupo: Instituto da Felicidade
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
A quem interessar possa.
Frquentei o site deles, Cérebro & Mente, e o recomendaria aos meus amigos.
Deixei-o por falta de tempo.
Não parece ser apenas algo tipo auto-ajuda. Os objetivos são mais científicos.
Sds,
Victor.


----- Original Message -----
From: Renato M.E. Sabbatini
To: cerebroemente@...
Sent: Friday, November 02, 2007 11:38 AM
Subject: [Cerebro & Mente] Convite para novo grupo: Instituto da Felicidade


Temos o prazer de convidar você para fazer parte do mais novo grupo
on-line: Diário Cultural da Felicidade
Fundado pelo Instituto da Ciência da Felicidade, Campinas, SP, Brasil.
http://br.groups.yahoo.com/group/instituto_da_felicidade/

Coordenadora: Profa.Dra. Silvia Helena Cardoso
Presidente do Instituto da Ciência da Felicidade
Neurobióloga, mestre e doutora pela USP, pós-doutora pela UCLA e UNICAMP.
Coordenadora de pesquisas do Instituto Edumed

Neste espaço você terá a oportunidade de colaborar para a felicidade
dos outros e conhecer a dos outros também.
Como? Mostrando a elas sua experiência de felicidade ou momentos felizes.

* Qual foi o seu momento de maior felicidade? Quais são os lugares que
você mais gosta de estar?
* Qual viagem te deixou mais feliz? Quais músicas te causam grandes
emoções?
* Quais sãos as pessoas mais felizes que você conhece e por que?
* Qual livro sobre felicidade e bem estar mais te tocou e por que?
* Qual foi o perfume que mais te agradou e mesmo te atraiu? Qual o
objeto mais macio que você gosta de tocar?
* Qual o alimento mais saboroso que já te deixou até "mole"?

Todos nós temos grande curiosidade em saber isso dos outros.

Além disso, estudos mostram que colocar sentimentos em palavras ajudam
a organizar o pensamento
- e mais importante ainda - têm efeito terapêutico sobre o cérebro,
por reduzir a respostas
que causam sentimentos negativos e ativar os circuitos cerebrais que
causam prazer e bem estar.
:
Endereços de e-mail do grupo
Enviar mensagem: instituto_da_felicidade@...
Entrar no grupo: instituto_da_felicidade-subscribe@...
Sair do grupo: instituto_da_felicidade-unsubscribe@...
Proprietário da lista: instituto_da_felicidade-owner@...





[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#65913 De: "rmtakata" <roberto.takata@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 1:14 am
Assunto: Re: Pontos notáveis do triângulo
rmtakata
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
--- Em ciencialist@..., "rmtakata" <roberto.takata@...>
> E como os ângulos MBQ e MPQ são alternos internos, eles são
> congruentes, assim PQ = MP. O mesmo com os ângulos NPR e NCR e os
> segumentos NP e PR.

Aliás, MBQ e MPQ são congruentes, mas não alternos internos entre si.
MPQ é alterno interno a PQR. MBQ é congruente a PQR porq são
correspondentes.

[]s,

Roberto Takata

#65914 De: "J.Victor" <j.victor.neto@...>
Data: Sáb, 3 de Nov de 2007 11:50 pm
Assunto: Re: Engenhosidade experimental
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá, Shridhar,


   ----- Original Message -----
   From: Shridhar Jayanthi
   To: ciencialist@...
   Sent: Friday, November 02, 2007 9:46 PM
   Subject: Re: [ciencialist] Engenhosidade experimental


   Haha,

   Shridhar: Essa experiência de Franklin tem história. Eu morei na Philadelphia
   (ele nasceu em Boston e morou lá) e lá dizem que Franklin nunca
   empinou pipa na chuva, quando a umidade aumenta a chance de uma
   descarga elétrica... Ele teria tentado só em nuvens carregadas antes
   de chover. e estava contente com a carga que ele tinha conseguido na
   chave. E aí patenteou o pára-raios!

   Franklin, além de muito inteligente, era também muito esperto e muito
   prático (leiam a biografia dele, é fantástica... aqui nos EUA ele é
   mais respeitado pelos feitos políticos do que por suas invenções),
   então é bem provável que ele realmente nunca tenha empinado pipa
   alguma na chuva!

   Em algum lugar na Philadelphia (não sei se no Franklin Institute ou se
   no museu da casa dele, não lembro) tem os rascunhos e alguns
   equipamentos desse e de outros experimentos que valem a visita pra
   quem gosta de história da ciência (principalmente porque vc vê os
   métodos do século XIV)... percebe-se que os equipamentos e idéias
   ficaram mais sofisticados mas que, fundamentalmente, a ciência não
   mudou nadinha! Mas lá falava sobre o cientista russo que morreu
   tentando realizar este experimento. Lá também dizia que "despite the
   tales, Franklin probably never flown his kite in the rain".

   Victor:  Os fofoqueiros de plantão falam isso mesmo.   De qualquer maneira, o
que ele descobriu, que se chama Pára-raios Franklin, e variantes, realmente
funciona.  Diferente dos pára-raios radioativos, tipo Amerion, à base de um
isótopo do amerício(parece que o 241, se bem me lembro).  Isto foi "moda"  há
uns 20 anos, e a maioria das grandes estatais adotou a idéia.   O BB, de cujo
Departamento de Engenharia fui uma pecinha, inclusive. Depois verificamos (um
grupo e eu ) que, na verdade,  idéia  do radioativo foi mais parecida com uma
ideia de  "jerico" mesmo,  que aceitamos, sem questionar,  inclusive o
cara-pálida aquí.    É uma história comprida e interessante.  Um dia conto o
causo, como o causo foi. É só alguém se interessar. Hoje, prevalece a hegemonia
flankliana.!...

   Shridhar: Se você puder, Victor, será que vc podia elaborar mais nesse negócio
   da relação entre a relatividade geral e o pêndulo? Acho que me perdi!

   Victor: Não há muito mistério não. Serve para mostrar que, afinal, esse
negócio de a marcha de relógios se alterar em função do potencial gravitacional
não é tão anti-natural e esotérico assim, e que não foi a TR que inventou isso.

   Objetivamente, acho que uma das maiores dificuldades, no que concerne à
aceitação da TR, é engolir que(comentário só em relação ao tempo):

   1 - a TR evidencia que tempos locais, como os medidos dentro de um referencial
inercial em movimento, por um observador em repouso em relação ao evento, não
são os mesmos medidos por alguém de fora, em relação ao mesmo evento que ocorre
no outro referencial. Esquematizando melhor: para o observador em repouso no
interior  do referencial Inercial(esteja ele, o referencial,  em movimento ou
não) o tempo que mede, o tempo medido por um relógio em movimento em relação a
ele, tem um valor, chamado valor próprio, que é o mesmo, qq que seja o
referencial. é um invariante.  Assim,  se um mesmo experimento (evento) for
realizado no interior de n referenciais inerciais, sem importar seu estado de
movimento(aliás, o obs nem saberá qual seria este , se não olhar para fora), o
valor encontrado para a duração desse evento suposto igual  em todos os outros,
por cada um dos observadores no interior de seu respectivo referencial, será
exatamente o mesmo.

   Já para um observador inercial fora do referencial onde o evento acontece, a
coisa não lhe parece tão comportada assim. Este observador externo poderá
encontrar  valores diferentes para o intervalo de ocorrência do mesmo evento, a
depender da velocidade com a qual o outro referencial se move.

   Contudo, quaisquer que sejam os valores vistos pelo observador de fora, estes
estarão ligados ao valor obtido pelo observador fixo ao referencial em movimento
através das TEL(Transfomações Einstein-Lorentz), que só depende da velocidade
relativa entre os dois.

   As pessoas acham isso estranho, esquesito, e muitas não aceitam. E não lhes
tiro a razão.

   Também ninguém é perfeito...

   Afinal, se os dois relógios forem idênticos, como diabos é que um diz uma
coisa e outro diz outra, para um mesmo evento?  Mas a questão é que é assim.
Muitos dos problemas centram-se nesses aspectos, que fogem inteiramente à
compreensão, principalmente se o que se quer é uma lógica, como aquela ditada
por nosso bom senso. Mas as evidências experimentais são fartas. Fazer o quê?  A
razão disso tudo é a universalidade do Primeiro Postulado da Relatividade. Que
deixa as águas bastante cristalinas e dissipa os mistérios.  Entender que a
realidade de um observador é o que ele mede com réguas e relógios, que esta é
sua realidade, em seu referencial, e em nenhum outro mais, é a chave do tesouro.
É o mesmo que dizer que as leis da física são exatamente as mesmíssimas em todos
os referenciais inerciais.  É esta a chave,  a essência. Agora, quais as razões
mais profundas disso, a razão pela qual a natureza se comporta desta maneira tão
comportada(se fosse diferente, seria uma zona, pode acreditar) a física não sabe
e não é seu objetivo futucar atrás dessas verdades essenciais. Mesmo assim eu
gostaria de saber!  Suspeito, contudo,  que nada há, além, para saber.

   2 - A TR também expõe outro efeito sobre tempos locais, quando o relógio é
colocado em pontos de potenciais gravitacionais diferentes. Não é difícil
encontrar críticos da TR que culpam Einstein, dizendo que foi ele quem inventou
esse negócio de tempos que são para uns e não são para outros. Mas Einstein não
inventou coisa alguma.  O ferramental teórico que lhe dá suporte à  TR é que
mostrou que a natureza é assim. Ponto. Eu não sei, mas suspeito de  que este
aspecto é o que causa mais torcidas de nariz, mesmo.

   Eu mesmo torci o meu por muito tempo, no começo, até aprumá-lo.

   Vou fazer uma descrição,  sem mais explicações, do que acontece na realidade.
Tome 5  relógios quaisquer, não importa aquí constituição. Só que sejam iguais,
e igualmente aferidos.  Distribua-os na vertical, distantes, digamos, 1 km um do
outro(para poder perceber alguma coisa, se alguma coisa houver). Digamos que o
último fique no alto de uma montanha de  5000 metros. Cada um tem sistema de
registro gráfico. Pois bem, após um dado intervalo de tempo, recolhemos os
relógios e examinamos os registros gráficos. Se o tempo flui igualmente, para
todos, conforme a TN, é claro que os intervalos de tempo marcados seriam os
mesmos, já que os relógios são perfeitamente iguais e foram igualmente aferidos,
antes.

   Mas os registros mostram que não são iguais. Cada um exibe o seu registro, um
espaçamento entre um tic e um tac, cada um diferente dos outros! Como não devia
acontecer, segundo a TN.   A observação estonteante é que os relógios aceleram
sua marcha quando estão em potenciais gravitacionais menores! Aliás, talvez aquí
haja uma lógica, se pensarmos na gravidade puxando, restringindo.  E são
atrasados quando vão para regiões de campos gravitacionais maiores. Também
parece haver uma lógica nesse comportamento inverso. Há muitos experimentos, até
já clássicos, você mesmo deve conhecer, feitos para alturas mais modestas, que
confirmam isso tudo.

   A tempo só flui segundo a TN, nas CIGV, ou seja: condições iguais de gravidade
e velocidades(inventei isso agora, por analogia com as CNTP!...). Podem malhar à
vontade.

   Não importa o tipo de relógio, o tipo de cadenciamento. Nós temos "relógios"
em nosso organismo. Estes se  amoldam  do mesmo jeito, ante potenciais
gravitacionais, como qualquer outro.

    Agora, acho que posso ir ao núcleo de teu questionamento.

   Há um tipo de relógio a partir do qual o comportamento acima comentado se 
evidencia, de maneira clara e cristalina:   o relógio de pêndulo.

   Neste,  o período T depende do comprimento da haste e de  g (valor do campo
gravitacional num ponto). Se instalarmos um pêndulo na superfície da terra e
depois  1000 metros de altura, garantindo que a haste não altere seu comprimento
por contração, devido a temperatura, T ficará à mercê de g, somente,  g esse que
não pode ser isolado ou blindado por nenhum modo. Então, g variando, T também
acompanha a procissão!  Varia na ordem inversa. Mas ninguém reclama ou chia com
isso! Só quando a TR diz que é assim.  Em minha opinião, é este  o mais direto
argumento que podemos encontrar na natureza, a respeito dos efeitos
gravitacionais sobre ele, o desconhecido e misterioso tempo, cujo espectro é
denunciado pelos relógios e pelos efeitos sobre nós e as coisas. Quer dizer,
esse exemplo evidencia que essa coisa de tempos locais serem diferentes não é lá
tão esquesito assim. Já a explicação para variação de tempos locais, quando
vistos por observadores fora de referencial inercial próprio em movimento não
tem uma clareza  assim, tão evidente. Dá mais nó no juizo. Com relação às
variações "misteriosas" do tempo em função do movimento,  eu tenho uma idéia a
respeito, que me ocorreu ao trabalhar para resolver o paradoxo dos gêmeos(*),
para minha própria satisfação pessoal, que vai de encontro a tudo quanto se
pensa a respeito. Em minha opinião, é a aceleração, a culpada, ainda que
ocorrendo em tempos tão pequenos quanto se queira, nos processos de partidas e
paradas. Para atingir uma velocidade diferente da que tinha um instante atrás é
preciso uma aceleração. Para parar, idem. (Nos aceleradores de partículas, estas
são submetidas a acelerações equivalentes a centenas de vezes o valor de g! E
bote centenas nisso). No caso dos potenciais gravitacionais, que influem também
sobre o tempo, há o quê, presente?  Uma aceleração e variável, para complicar
mais.
   As acelerações estão presentes. Como o Princípio da Equivalência é válido, dá
para ver que há sentido no que estou elucubrando. Como resultado, o coitado do
tempo se contorce todo, para se ajustar a essas coisas. E nos deixar de olhos
esbugalhados, de espanto e incapacidade atingir o âmago da questão.  Até hoje só
encontrei um autor que tem a mesma opinião, embora não tenha uma prova cabal,
matemática consistente. Ao que parece, ainda não entendí algumas coisas a
respeito, pois a grande maioria diz que não. E nem reclamo, pois sei da
impossibilidade de me justificarem suas convicções. Mas, deixa prá la.

   Isto, contudo, é outra história.

   (*) Em tempo: É possível uma demonstração, com uma matemática a nivel dos
primeiros semestres  de matemática básica de uma graduação, de que aquela
estória do paradoxo dos gêmeos, em verdade, não é um paradoxo.

   No trabalho que desenvolví, mostra-se, claramente, que os tempos de aceleração
presentes no processo podem ser considerados muito pequenos,  frente a outros
envolvidos, e são desprezados, com vistas aos cálculos. Mas existem. As
partículas aceleram, desaceleram, etc. em tempos muito pequenos. Ao fim e ao
cabo, você pode calcular as diferenças de tempo devidas aos efeitos
relativísticos considerando, apenas, a velocidade relativa. Acho isso uma
aproximação e um artifício matemático fortuito, apenas isso. Muitos autores
resolvem esse paradoxo usando argumentos da TRR, especificamente a geometria do
espaçotempo e seus pressupostos. Mas acho que não contribue muito para clarficar
a questão. Parece-me mais difiícil de justificar e não há argumentos físicos
suficientes. Apenas a geometria do espaço tempo, 4-dimensional se faz presente. 
E fica tudo mais difícil quando se quer colocar retas e curvas num papel,
superfície euclideaníssima, para representar eventos que ocorrem numa espaço de
4 dimensões!     Aí, fica ruim.  Mas é justo e correto. Apenas não gosto muito. 
Complica mais, em meu entendimento, embora seja válido. Muitos aspectos mais
físicos ficam escondinhos, não aparecem. As razões são mais embaixo, digo, estão
ligadas às acelerações impostas. No trabalho uso o Princípio da Equivalência, da
maneira como deve ser usado. Mas isso é assunto para muitas letras. E nem sei se
o pessoal do fórum ainda tem saco para ler essas coisas.  Por isso,  nem se fala
mais a respeito, acho. Mas houve um tempo em que as fogueiras acesas foram
grandes e quentes.


   Shridhar
   ps. Não quero ser chato, mas já sendo, touché não tem "t" no final
   (significa tocou em francês, da esgrima). Mas, por favor, não encare
   isso como correção ou de maneira pessoal, hehe!

   Victor:  Sem problemas.  Não me melindro com isso.  Pelo contrário, agradeço. 
Então pode apontar erros à vontade.

   Não sei se,  ao falar demais, compliquei essa história. Mas pode descer a
crítica.

   Sds,

   Victor.

   On Nov 2, 2007 6:39 AM, J.Victor <j.victor.neto@...> wrote:
   >
   >
   >
   >
   >
   >
   > O pêndulo de Foucault tem, ainda, outra utilidade: mostrar que,
   > objetivamente, a marcha dos relógios varia com o potencial gravitacional
   > onde se encontra. Uma desvantagem experimental: Não dá para usá-lo numa nave
   > espacial distante da terra, por exemplo. Pois os componentes principais do
   > Pêndulo são: a haste de comprimento L e....a Terra! O pêndulo de Foucault é,
   > pois, o heroi, o "touchet", da RG. Fico a pensar sobre a razão pela qual os
   > pensadores após Foucault não "intuiram" a outra grande consequência dessa
   > história, que só aquele moço, - como é mesmo o nome dele? - revelou.
   >
   > Sobre "Outro experimento, mas aí é mais mental mesmo, é o de Franklin que
   > mostrou a
   > natureza elétrica dos raios.", a realização do experimento, como fez
   > Franklin, é extremamente perigosa.
   >
   > Se alguém a realizar por aquí, minhas bandas, certamente a nada chegará,
   > pois a incidência de descargas do tipo é muito pequena. Provavelmente, mesmo
   > sendo negligente, poderá continuar vivo, não será torrado; já, para algumas
   > regiões do sul, isto poderá não acontecer. É frequente uma descarga agora, e
   > outra mais adiante. É perigoso e não tentem fazer.
   > A primeira vítima dessa saga foi um cientista russo, um dos primeiros a
   > repetirem a "coragem" de Franklin que, simplesmente, foi fulminado pela
   > descarga de um relâmpago numa dessas aventuras científicas: o Prof. de
   > Física Georg Wilhelm Richmann, no distante julho de 1753. Havia poucos anos
   > que Franklin iniciara seus estudos, "explosivos", para verificação
   > experimental de seus insights.E notem bem: Richmann já havia feito
   > experimentos do tipo, juntamente com seu amigo, Lomosov, também professor de
   > física e de muitas outras coisas(descobridor da Lei da Conservação da Massa,
   > adepto convicto do atomismo, dramaturgo, poeta, codificador da língua russa,
   > e muito mais). Quer dizer, não era inexperiente. Os detalhes desse trágico
   > acidente são contados pelo próprio Lomonosov(tgambém fundador da Univ. de
   > Moscou) , que ainda choraria a morte do querido amigo e colaborador, se vivo
   > fosse. (Para mais informações a respeito, sugiro a leitura de uma das boas
   > aquisições que fiz, há uns tempos: A Física e Nosso Mundo - Hans Christian
   > Von Baeyer, Editora Campus).
   > Hoje, verificar esses efeitos, é fácil e seguro: põem-se hastes, digamos,
   > em torres, devidamente conectadas à terra, depois, máquinas fotográficas de
   > última geração e filmadoras, além de outros aparatos científicos "um
   > pouquinho" menos rudimentares dos que ele usava, são apontados para lá, de
   > distâncias confortáveis e seguras, enquanto o mundo pipoca em volta e o
   > experimentador toma um cafezinho, ou assiste um cowboy de Hopolong Cassidy).
   > É. São outros tempos.
   >
   > Bem interessantes os experimentos mostrados por você.
   >
   > Sds,
   > Victor.
   >
   >
   > Uma desvantagem:
   >
   > ----- Original Message -----
   > From: Shridhar Jayanthi
   > To: ciencialist@...
   >
   > Sent: Thursday, November 01, 2007 10:48 PM
   > Subject: Re: [ciencialist] Engenhosidade experimental
   >
   > Bom, o pêndulo de Foucault é um exemplo que se encaixa em quase todos os
   > quesitos (mostrou que a Terra gira em torno de seu próprio eixo, coisa que
   > ninguém questiona muito hoje em dia...), exceto na facilidade de se ver os
   > resultados em pouco tempo... e em latitudes baixas, corre-se o risco de não
   > conseguir de não funcionar muito bem, mas é uma idéia... Eu já vi isso
   > funcionar usando um pêndulo em SJC, de uma altura de uns 15m...
   >
   > Outro experimento, mas aí é mais mental mesmo, é o de Franklin que mostrou
   > a
   > natureza elétrica dos raios. Mas, se vc tiver disposto a botar coisas mais
   > "sem graça", também dá pra colocar o experimento de indução de corrente por
   > variação de magnetismo (ou o contrário) que uniu as duas forças e que gerou
   > quase todos os termos das equações de Maxwell.
   >
   > Pulmão de garrafa PET ou mesmo um desentupidor pode ilustrar a experiência
   > de Cavendish para demonstrar a força da pressão atmosférica (se vc tiver
   > duas cascas rígidas, um gerador de vácuo e cavalos, tanto melhor!). Também
   > me ocorreu a experiência de Joule para demonstrar que energia térmica e
   > mecânica são fenômenos de mesma natureza, apesar de eu achar que é dificíl
   > de reproduzir em ambiente não controlado.
   >
   > Se você tiver uma balança bem calibrada em vácuo, dá pra fazer a
   > experiência
   > de Lavoisier (?) derrubando a teoria do flogisto (a combustão não altera a
   > massa total do sistema)... mais simples é a síntese de Wohler que derrubou
   > a
   > força vital, apesar de isso já tocar em controvérsia com alguns
   > (auto-propaganda para um post do meu blog falando sobre isso:
   > http://entropicando.blogspot.com/2007/07/sobre-como-urina-mudou-cincia.html
   > ).
   >
   > Uma cadeira rotatória pode mostrar a conservação de movimento angular de
   > uma
   > forma bem dramática, apesar de eu não saber quando foi feita ou se isso foi
   > paradigma em algum momento.
   >
   > Algumas idéias
   > Shridhar
   >
   > On Nov 1, 2007 7:43 PM, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...> wrote:
   >
   > > Sorry; os tubos de Galileu/Newton estão em:
   > > http://www.feiradeciencias.com.br/feiravirtual/feiravirtual_03.asp
   > >
   > > []'
   > >
   > > ===========================
   > > Luiz Ferraz Netto [Léo]
   > > leobarretos@... <leobarretos%40uol.com.br>
   >
   > > http://www.feiradeciencias.com.br
   > > ===========================
   > > -----Mensagem Original-----
   > > De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...
   > <leobarretos%40uol.com.br>
   > > >
   > > Para: <ciencialist@...
   > <ciencialist%40yahoogrupos.com.br>>;
   > > <sbcr@yahoogroups.com <sbcr%40yahoogroups.com>>; "lista CA" <
   > > ceticismoaberto@...
   > <ceticismoaberto%40yahoogrupos.com.br>>
   >
   >
   > > Enviada em: quinta-feira, 1 de novembro de 2007 21:12
   > > Assunto: Re: [ciencialist] Engenhosidade experimental
   > >
   > >
   > > Olá Kentaro,
   > >
   > > pedido interessante. Li tb a sugestão do Oráculo ... boa ... mas
   > > 'conceitualmente perigosa' ... além do que a maioria dos experimentos são
   > > 'falsos'. Vou usar a retórica do Oráculo para uns alertas:
   > >
   > > "Talvez o mais simples, embora engenhoso, experimento seja o de Galileu,
   > > sobre a discussão da queda dos corpos. Corpos de maior peso caem mais
   > rápido
   > > que corpos de menor peso, ou caem na mesma velocidade?"
   > >
   > > Não é tão simples fazer isso ao público, a menos que se usem os tubos de
   > > Galileu (ou de Newton). Eu os tenho aqui em casa --- são dois tubos de
   > vidro
   > > de 60 cm cada, contendo cada um deles um disco de papel de seda 'pouco
   > menor
   > > que o diâmetro do tubo'; ambos os tubos são lacrados a fogo; num deles o
   > ar
   > > foi industrialmente rarefeito. Ao virar os dois tubos (eles são presos
   > > rigidamente um ao outro por pontes de vidro) num deles o disco de papel
   > cai
   > > abruptamente (mal da prá ver a queda!) e no outro o disco desce
   > lentamente.
   > >
   > > "Um sistema de planos inclinados, bolas identicas mas com peso
   > diferentes,
   > > e campainhas posicionadas no percurso, que tocavam quando as bolas
   > passavam
   > > montam o experimento. Como o tempo entre cada campainha tocada durante a
   > > queda controlada era o mesmo para bolas de peso diferentes, isso indicava
   > > que caiam a mesma velocidade, não importando seu peso."
   > >
   > > Esse experimento nunca dá certo! Tentem se não acreditam no que digo! O
   > > problema é que o plano inclinado não é liso; se o fosse, as esferas
   > > 'escorregariam' direto plano abaixo e NUNCA ROLARIAM!
   > > Mas, como há atrito, elas rolam ... e assim a energia potencial inicial
   > se
   > > divide entre a energia cinética de translação e energia cinética de
   > rotação.
   > > A aceleração ao longo do plano de modo algum poderá ser a = g.sen(teta)!
   > A
   > > energia cinética de translação e de rotação não é dividida
   > proporcionalmente
   > > em 'esferas iguais mas com pesos diferentes'. A esfera de maior
   > concentração
   > > de massa próxima ao centro de rotação chegará primeiro ao final do plano
   > > inclinado.
   > > Os erros nas tentativas dessa experimentação, sem avaliar os momentos de
   > > inércia, são enormes!
   > >
   > > Vou dar uma sugestão, simples, de fácil verificação e montagem. A coisa é
   > > tão trivial que ninguém percebe onde está onde está escondido o senso
   > comum.
   > > Quantos já não foram nas feiras comprar batatas, cenouras etc. e o
   > > feirante as pesam colocando numa balança de pratos de braços iguais. Ora,
   > A
   > > POSIÇÃO DAS BATATAS no prato ALTERA O MOMENTO RESULTANTE e, portanto, o
   > > equilíbrio ... logo afeta a "pesagem". As batatas não deveriam ficar
   > > empilhadas no centro do prato, na vertical, em vez de espalhadas pelo
   > prato?
   > >
   > > Sim, isso é o que acontecia antes, quando as balanças eram simplesmente
   > um
   > > travessão apoiado em seu centro e um prato em cada extremidade --- as
   > > pesagens dependiam das posições dos pesos nos pratos!
   > > Ai surgiu Gilles Personne de Roberval ... fez um truquinho de estática em
   > > 1699 e .... voilá .... agora não mais importa a posição das batatas no
   > prato
   > > ... nasceu a balança de Roberval!
   > >
   > > Ninguém percebe a coisa ao fazer pesagem! Apenas jogam as coisas no prato
   > > e não se perguntam "porque" podem ficar no prato jogadas ao léu!
   > > Quem quiser apreciar o truquinho de Roberval basta dar uma olhada nas
   > > fotos da página 12 da Feira de Ciências Virtual:
   > > http://www.feiradeciencias.com.br/feiravirtual/feiravirtual_12.asp
   > >
   > > Observe que a posição do 'peso da direita' não interessa ... se está em
   > > equilíbrio permanecerá em equilíbrio!
   > >
   > > Coisa simples, bem mais simples que Michelson-Morley, Faraday, Galileu
   > > etc.
   > > Interessante ...
   > >
   > > aquele abraço,
   > >
   > > ===========================
   > > Luiz Ferraz Netto [Léo]
   > > leobarretos@... <leobarretos%40uol.com.br>
   >
   > > http://www.feiradeciencias.com.br
   > > ===========================
   > > -----Mensagem Original-----
   > > De: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@... <kentaro.mori%40gmail.com>>
   > > Para: <ciencialist@...
   > <ciencialist%40yahoogrupos.com.br>>;
   > > <sbcr@yahoogroups.com <sbcr%40yahoogroups.com>>; "lista CA" <
   > > ceticismoaberto@...
   > <ceticismoaberto%40yahoogrupos.com.br>>
   >
   >
   > > Enviada em: quinta-feira, 1 de novembro de 2007 14:31
   > > Assunto: [ciencialist] Engenhosidade experimental
   > >
   > > Gostaria de ter um exemplo na história da ciência de um experimento
   > > simples que resolveu uma questão pendente por muito tempo...
   > >
   > > É que irei abordar o efeito ideomotor e o experimento de Faraday
   > > colocando cartões sobre as mesas girantes para mostrar que o movimento
   > > parte sempre das mãos dos participantes. E para introduzir isso,
   > > queria mencionar algo similar, mas não relacionado.
   > >
   > > Se houver algum episódio bem adequado... por exemplo, o experimento de
   > > Michelson-Morley é relativamente simples e com implicações enormes,
   > > mas é muito complicado explicá-lo. Experimentos sobre o "magnetismo
   > > animal", ou mesmo aquele famoso, sobre o toque terapêutico, são mais
   > > simples de explicar, mas lidam com a idéia de aleatoriedade que talvez
   > > seja justamente o que muitas pessoas dificilmente irão aceitar ou
   > > entender ("não existem coincidências!").
   > >
   > > Também conta o problema de que tais experimentos negam alegações
   > > extraordinárias. O ideal seria um experimento negando ou provando algo
   > > com que hoje praticamente todos concordariam (alguns ainda acreditem
   > > em magnetismo animal e toque terapêutico). Neste ponto o experimento
   > > de Michelson-Morley seria melhor, por ser "neutro" em relação ao
   > > paranormal.
   > >
   > > O melhor em que pude pensar foi o experimento do toque terapêutico
   > > mesmo, por ter sido formulado pela garota, ser simples e tudo mais.
   > > Mas como mencionei, há uma série de inconvenientes em usá-lo como
   > > exemplo. Talvez haja um outro caso mais amplamente acessível e
   > > aceitável...?
   > >
   > > Agradecimentos de antemão!
   > >
   > > Mori
   > >
   > > ##### ##### #####
   > >
   > > Página de apoio
   > > http://www.ciencialist.com
   > >
   > > ##### ##### ##### #####
   > > Links do Yahoo! Grupos
   > >
   > > --
   > > No virus found in this incoming message.
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   > > Version: 7.5.503 / Virus Database: 269.15.17/1103 - Release Date:
   > > 01/11/2007 06:01
   > >
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   >
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#65915 De: José Carlos Antonio <profjc2003@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 2:39 am
Assunto: Ainda sobre a escola pública
profjc2003
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
A quem interessar possa, sugiro o filme (documentário) "Pro dia nascer
feliz". Ele nos dá uma idéia razoável sobre as "diversas escolas" que
convivem em nossa realidade no Brasil.

Se você se interessa por saber a quantas andam a educaçao brasileira e
tem duas horinhas de lazer para investir, assista o filme.

Abaixo segue o link para maiores informações sobre o filme:

http://www.copacabanafilmes.com.br/prodianascerfeliz/

Abraços,
JC

#65916 De: José Carlos Antonio <profjc2003@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 2:36 am
Assunto: Ainda sobre a Física Moderna no Ensino Médio
profjc2003
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Nos dias 5 e 6 de novembro estarei em São Paulo representando os
professores de física da Diretoria de Ensino de Americana para
discutirmos, junto com os representantes de todas as demais 89
diretorias do Estado de São Paulo, a implantação da Física Moderna no
currículo de Física do Ensino Médio (e o próprio currículo de Física
do Ensino Médio).

Será uma tarefa divertida. :)

Com a atual carga horária da disciplina e com a "dinâmica" do ensino
público é possível cumprir cerca de 30% do currículo de Física
Clássica sem muito prejuízo da aprendizagem do aluno. Essa carga
horária é tão pequena que ninguém ousaria oferecer noções básicas de
Física Moderna com ela, mas a idéia é "incluir" essa Física Moderna
dentro dessa mesma carga horária. :)))

Agradeço a todos os que colaboram com a discussão do tema nessa lista
e, em especial ao Léo, por sua brilhante argumentação sobre a
importância de cumprir o tal "currículo".

Depois desse encontro eu prometo contar as novidades para a lista.

Abraços,
JC

#65917 De: "J.Victor" <j.victor.neto@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 12:18 pm
Assunto: InversorMonofásico 48Vcc/220Vca F-N 2KVa
josevictorde...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caro Murilo/TipoAlgo,

Se eu tivesse seu e-mail direto, a solicitação abaixo não iria via ciencialist.
De forma que peço desculpas a todos, pelo uso específico, e com fins não
científicos, mas pessoais.

Mas a necessidade faz a hora.

Preciso de sua ajuda. Parece-me que vocês trabalham com Inversores.

Participarei de uma licitação em Roraima, de 8. Fornecimento e instalação de
sistema de cftv.

O produto para alimentação  do sistema é:
Inversor 48Vcc/220Vca F-N
Potência 2kVa
Montagem: em gabl. met. padrão 19"
Modulção PWM
Saída isolada galvanciamente da fonte de entrada e do chassiatravés de trafo de
isolação
Filtro para elim.do ruído de chaveamento produzido pelos tiristires da ponte
inversora
Chave estática de transferência Tiristorizada, com operação manual e automática
O inversor deverá estar equipado com uma chave que permita efetuar o by-pass
manual da chave Estática em situações de manutenção.
A chave estática deverá utilizar módulos isolados de tiristores de alto dv/dt e
ser do tipo microprocessada
A coluna inversora deverá utilizar módulos isolados de transistores IGBT
Caraceterísiticas gerais:
Rendimento> 85%
Refrigeraçã: ar forçado
máx, ripke< 2%
nível de ruido acústico< abaixo de 60 dB a 1 m
Entrada:
tensão cc= vr. nominal 48Vcc
variãção de entrada:  +- 15% (43 a 56 Vcc)

Proteções: sobre e sub tensão na saida CA
Disjuntor termognético em cx. moldada
limitação de corrente na saida o inversor, para situações de sobrecargas. ao
atingir 150% da corrente nominal, após 1 min., transf. autom. para a saída
by-pass.

Bem, estas características são as principais, havendo outras que são quase uma
decorrência destas.

O problema é o seguinte: devido ao tempo curtinho que me resta, e não conhecendo
empresas que produzam o tal(as pesquisas internet que fiz não ajudaram muito),
recorro você.
Talvez, por trabalhar nessa área, seja-lhe mais fácil. Quem sabe, você m esmo
não poderia ser um fornecedor, e fazermos uma parceria?

Bem, mas o que desejo, assim meio corrido, prá ontem?

a) fornecedores no Brasil. Se for Nacional, é preferível.
b) preço do equipamento com as características mínimas acima.
c) disponibilização da documentação técnica via web.

Esclareço que já entrei no site da Adelco. Mas as informações alí prestadas não
são suficientes.
E hoje é domingo.

Sds,
Victor



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#65918 De: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 3:04 pm
Assunto: Re: Engenhosidade experimental
kmoribr
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Muito, muito obrigado Homero, Takata, Carlos, Léo, Shridhar, J Victor!

Legal ler as sugestões e a discussão.

Abraços,

Mori

#65919 De: Manuel Bulcão <manuelbulcao@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 4:06 pm
Assunto: P/Homero e Marcus - Racismo paleolítico?
manuelbulcao
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Marcus, Homero e Mesquita (desculpe-me, Mesquita, mas eu não
resisto, re re!)

Homero: é necessária aqui, embora também esteja claramente presente
no texto do Manuel. A discriminação contra tribos, raças, grupos,
etc, é um padrão antiquíssimo, e a ciência, ou melhor as primeiras
descobertas da ciência apenas serviram, como tudo o mais, de reforço
a posições racistas.

Marcus: Ótimo. Eu também considero isso. Dê esta dica para o Bulcão.
Ele poderia ter refutado a afirmação utilizando qualquer fato que
demonstrasse que houve racismo antes do Iluminismo, independente de
ser em nome da Igreja ou da ciência. Ele não fez isso.

Manuel: Em minhas pesquistas para meu ensaio "A Eloqüência do Ódio",
encontrei estudos antropológicos que sugerem racismo ou proto-
racismo - e não apenas de xenofobia tribal - em povos caçadores-
coletores e neolíticos. Reproduzo um trecho do capítulo 2 (A Reação
Racista) do mencionado ensaio que ainda estou escrevendo:

... Quanto ao racismo, pode ser que sua semente se encontre na
tradição do passado neolítico (ou mesmo paleolítico) de certos povos.

<<Com efeito, digna de nota é a maneira como alguns povos primitivos
designam-se a si próprios. Os Suruí de Rondônia se autodenominam
Paiter, que significa "os homens verdadeiros"; os Paracanã nomeiam-se
Auaeté, cujo significado é "gente de verdade"; os Crenacarore, por
sua vez, referem-se a si mesmos como Panará, isto é, "os seres
humanos". Tais autodenominações indicam, a meu ver, que esses
indígenas sul-americanos negam a "humanidade" dos outros,
considerando-os, ao contrário, como animais de outras espécies. Ora,
não é desarrazoada a suposição de que isso se trata, no mínimo, de um
pré-racismo.

Ademais, o antropólogo Claude Lévi-Strauss, em sua obra "O Pensamento
Selvagem" (1962), refere-se a certa "teoria" indígena que estabelece
uma "analogia direta entre grupos humanos e espécies naturais (não
sendo estas espécies necessariamente totens). Os índios que postulam
essa teoria se identificam sobremaneira – e, consequentemente,
identificam o Outro – com o seu epônimo animal: consideram-se não só
descendentes de um bicho como crêem compartilhar com ele muitas
características físicas e mentais. Esse entendimento acentua as
diferenças entre os grupos ao ponto de convertê-las em diferenças "de
espécie" que tornam impossível o entrecruzamento entre eles – i.e., a
impossibilidade de matrimônio entre membros do "povo do rerum" com os
do "povo do gato selvagem" ou com os do "povo da raposa"... –. Não há
dúvidas de que esse mito enseja o surgimento de sociedades
de "castas", de grupos sexualmente isolados e o reforço de tendência
racistas. C. L.-Strauss, na obra citada, comenta sobre alguns povos
que sustentam essa crença: algumas tribos algonkin e, no sudeste dos
Estados Unidos, as do grupo lingüístico muskogi, entre as quais se
sobressai os chickasaw. Sobre essa teoria indígena e os povos que
nela crêem, o autor escreveu:

"... se os grupos sociais são encarados menos sob o ângulo de suas
relações recíprocas na vida social do que (...) em relação a uma
realidade de ordem diferente da sociológica, então se pode prever que
o ponto de vista da diversidade prevalecerá sobre a unidade. Cada
grupo social tenderá a formar um sistema não mais com os outros
grupos sociais, mas com certas propriedades diferenciais concebidas
como hereditárias, sendo que esses caracteres exclusivos dos grupos
tornarão mais frágil sua articulação solidária no seio da sociedade.
À medida que cada grupo procurar se definir pela imagem que se faz de
um modelo natural, ser-lhe-á cada vez mais difícil, no plano social,
manter suas ligações com os outros grupos e, muito especialmente,
permutar com eles suas filhas e irmãs, pois tenderá a representá-las
como se fossem de uma 'espécie' particular. — C. L.-Strauss, 'O
Pensamento Selvagem', Papirus Editora, Campinas, 1989, p. 134/135 (os
negritos são meus)."

É de se ressalvar, porém, que a noção de que apenas os membros da
própria tribo são humanos ou "homens verdadeiros", bem como o hábito
de naturalizar traços culturais (L.-Strauss relata que o povo do
puma, assim como o puma, "evitava a água, de que tinha grande pavor,
e consumia principalmente caça" [op. cit., p. 137] – no século
passado, o filósofo nazista Alfred Rosenberg, em "O Mito do Século
XX", tentou conferir cientificidade a essa idéia primitiva,
afirmando, entre outras asneiras, que "toda raça tem uma religião"),
retomando o fio, é muito provável que esses costumes constituam
exceções na vasta gama de unidades sócio-culturais em que consiste a
humanidade. Os Caiapó, por exemplo, consideram-se apenas "os homens
do lugar da água" (Mebengocre), e os Tembé como "a gente"
(Teneteara), em oposição a outras gentes. Aliás, fato notável é a
dissociação, observada em alguns povos, entre a idéia de parentesco e
a de consangüinidade. Friedrich Engels, baseado nas pesquisas
etnológicas de Morgan, escreveu o seguinte a respeito dos iroqueses:

"A gens pode adotar estranhos e, desse modo, integrá-los no conjunto
da tribo. Os prisioneiros de guerra que não fossem condenados à morte
se tornavam, por meio da adoção numa das gens, membros da tribo dos
senecas, entrando na posse de todos os direitos da gens e da tribo. A
adoção era feita por proposta individual de algum membro da gens,
algum homem que tomava o estrangeiro por irmão ou irmã ou alguma
mulher que o aceitava como filho. — F. Engels, 'A Origem da Família,
da Propriedade Privada e do Estado', Ed. Escala, São Paulo, s/d., p.
94 (o negrito é meu)."

Acresce dizer que o exclusivismo ilustrado pelos Suruí, Paracanã e
pelos Crenacarore, ou a tendência de ver os outros como espécies
distintas, nem sempre tem por corolário a hostilidade em relação ao
estranho. Ora, um alto grau hostilidade – não aquela, mais comezinha,
cuja catarse resume-se a trocas de piadas e disputas esportivas – é
ingrediente necessário para converter "pré-racismo" em "proto-
racismo".

Hostilidade intensa em relação ao diferente pode ter um fundamento
racional (a defesa do território, por exemplo) ou decorrer tão-
somente de superstições. Entre os indígenas sul-americanos, a
hostilidade devido a superstições parece se verificar entre os
Ianomâmi e os Tiriyó. Esses últimos, que vivem na fronteira do
Suriname com o Brasil, são – frise-se isso – fortemente endogâmicos:
tiriyós homens ou mulheres preferem se casar com tiriyós de sua
própria vila. Os membros desse grupo indígena como escreveu Eva Wu
('Anta e Onça – Animais ou Homens?', 2005), 'têm muito medo do
*outro*, porque este pode ter poderes mágicos para magoar os Tiriyó"
(o itálico é meu).">>


Paz e amor,
Manuel Bulcão

#65920 De: murilo filo <avalanchedrive@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 2:20 pm
Assunto: RE: InversorMonofásico 48Vcc/220Vca F-N 2KVa
avalanchedrive
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Victor, oi!
Seguiu uma msg direta p/seu email.
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#65921 De: vernerstranz@...
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 8:58 am
Assunto: Enc: Re: Misticismo no meio universitário
vernerstranz
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----- Mensagem encaminhada de Marcos Ludwig <reinada@...> -----
     Data: Tue, 23 Oct 2007 00:02:44 -0300
       De: Marcos Ludwig <reinada@...>
Responder para: ciencialist@...
  Assunto: Re: [ciencialist] Misticismo no meio universitário
     Para: ciencialist@...

Em 22/10/07, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...> escreveu:
> Uma vez que sou marxista e ateu...

Uhmmm... Interessante. :-)

*+*+*+*
Ué Marcos, porque o espanto? Existem marxistas, ateus ou não... Isso te
incomoda?
abraços, verner.

--
Marcos Ludwig
[ marcosludwig@... (GTalk/MSN) ]
[     www.sentinelas.org/reinada     ]

----- Finalizar mensagem encaminhada -----



________________________________________________________________________________\
___
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#65922 De: Samuel SZN <samuelszn@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 7:41 pm
Assunto: Impacto Não Elástico
samuelszn
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Boa tarde à todos:

Não tenho participado das discussões de vocês, mas sempre que posso
tenho lido
alguma coisa que vocês comentam.
Estou aproveitando e mandando algo que gostaria que vocês discutíssem,
parece
simples, mas é interessante.

Gostaria de saber de vocês quem tem uma sugestão sobre como fazer
para se medir a potência instantânea em uma bola de aço numa superfície
plana,
com velocidade de 5m/s e com uma massa de 0,150Kg.
Na opinião de vocês, qual seria um método mais simples de se medir esta
potência,
que seria transferida pela energia cinética desta bola, ou com choque
inelástico, ou
pelo deslocamento de um corpo pelo impacto não elástico, computando-se o
desloca-
mento e o tempo deste deslocamento, assim como a força de atrito deste
corpo.
Logicamente a energia pode ser media por trabalho ( força e
deslocamento) ou pela potência
( força, deslocamento e tempo...).
Não estou falando de trabalho apenas, mas de potência do impacto (força,
deslocamento e tempo).
Como calcular a potência de impacto neste caso?
Qual o método vocês acham que seria o mais simples e mais objetivo? Ou o
mais completo?
Um abraço a todos.

Samuel Solznicki
samuelszn@...

#65923 De: "Shridhar Jayanthi" <jshridhar@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 4:39 pm
Assunto: Re: Engenhosidade experimental
shridhar_jay...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Oi Victor,

Obrigado! Agora sim eu entendi o que você dizia, e já concordava antes
de ler o que vc dizia! Sabe aquelas idéias que a gente tem mas, por
incapacidade ou por falta de necessidade, nunca arruma de forma
coerente na cabeça? Pois é, isso as coisas se arranjaram!

Eu nunca tive muito interesse na física moderna pra além da quântica,
e meu conhecimento de sério de relatividade se reduz ao conceito de
que as equações de Maxwell são invariantes sob a transformação de
Lorentz... Mas, uma coisa que eu sempre achei admirável é que, na
física, os modelos são sempre tão bons quanto a sua capacidade de
sondar... a matemática geralmente permite umas extrapolações dos
modelos que sempre são guias excelentes para quais são os próximos
testes que devem ser feitos e que causam ajustes na modelagem em
ciclos.

Essa questão dos paralelo entre o pêndulo e a relatividade é bastante
similar. Quando alguém quer medir o tempo, é preciso uma régua pra
medi-lo, e quanto mais invariante a régua, melhor. No caso do relógio
de pêndulo, chamamos ele de impreciso porque ele sabemos que o período
constante, sob mesmo g, depende também de ele estar num referencial
inercial, o que raramente é verdade na Terra. Mas sabemos que o
relógio é impreciso porque temos outras "réguas" mais precisas
(movimento do sol) e mais recentemente, as oscilações naturais de
estados de energia (relógios de quartz!). A definição de segundo mais
recente é em função da transição dos estados de energia do Cs, se não
me engano.

[Vem aqui um adendo: eu acredito que o postulado fundamental da
relatividade, o de que a luz é o que há de mais rápido não é
exatamente tão importante quanto um corolário: o de que a informação
tem limite de velocidade (diferença entre velocidade de fase e de
grupo que me faz pensar assim). Acho que é desse fato que decorre as
distorções que a teoria traz. Toda vez que eu penso nas distorções do
espaço-tempo, eu lembro dos epiciclos de Ptolomeu e fico pensando que
a dificuldade de visualizar a relatividade vêm do fato de que não
estamos sabendo exatamente colocar o "Sol" no centro!]

É aí que eu me pergunto se a questão toda reside, assim como na
quântica, nas limitações que a natureza impõe às nossas observações.
As acelerações e frenagens alteram as melhores "réguas" que temos a
nossa disposição e aí ficamos perdidos. O problema adicional é que, se
no caso do pêndulo, teríamos como minimizar os problemas, no caso das
moléculas não temos como fazê-lo: a natureza nos restringe...

Desculpa se eu estou falando coisas óbvias, mas é que eu não sou
"físico moderno" nem tenho pretensões de ser, então eu não ando muito
a par da literatura da área, e eu gostaria bastante de saber se minhas
interpretações fazem algum sentido!

Shridhar

On Nov 3, 2007 7:50 PM, J.Victor <j.victor.neto@...> wrote:
>
>
>
>
>
>
> Olá, Shridhar,
>
>
>  ----- Original Message -----
>  From: Shridhar Jayanthi
>  To: ciencialist@...
>  Sent: Friday, November 02, 2007 9:46 PM
>  Subject: Re: [ciencialist] Engenhosidade experimental
>
>
>  Haha,
>
>  Shridhar: Essa experiência de Franklin tem história. Eu morei na
> Philadelphia
>  (ele nasceu em Boston e morou lá) e lá dizem que Franklin nunca
>  empinou pipa na chuva, quando a umidade aumenta a chance de uma
>  descarga elétrica... Ele teria tentado só em nuvens carregadas antes
>  de chover. e estava contente com a carga que ele tinha conseguido na
>  chave. E aí patenteou o pára-raios!
>
>  Franklin, além de muito inteligente, era também muito esperto e muito
>  prático (leiam a biografia dele, é fantástica... aqui nos EUA ele é
>  mais respeitado pelos feitos políticos do que por suas invenções),
>  então é bem provável que ele realmente nunca tenha empinado pipa
>  alguma na chuva!
>
>  Em algum lugar na Philadelphia (não sei se no Franklin Institute ou se
>  no museu da casa dele, não lembro) tem os rascunhos e alguns
>  equipamentos desse e de outros experimentos que valem a visita pra
>  quem gosta de história da ciência (principalmente porque vc vê os
>  métodos do século XIV)... percebe-se que os equipamentos e idéias
>  ficaram mais sofisticados mas que, fundamentalmente, a ciência não
>  mudou nadinha! Mas lá falava sobre o cientista russo que morreu
>  tentando realizar este experimento. Lá também dizia que "despite the
>  tales, Franklin probably never flown his kite in the rain".
>
>  Victor: Os fofoqueiros de plantão falam isso mesmo. De qualquer maneira, o
> que ele descobriu, que se chama Pára-raios Franklin, e variantes, realmente
> funciona. Diferente dos pára-raios radioativos, tipo Amerion, à base de um
> isótopo do amerício(parece que o 241, se bem me lembro). Isto foi "moda" há
> uns 20 anos, e a maioria das grandes estatais adotou a idéia. O BB, de cujo
> Departamento de Engenharia fui uma pecinha, inclusive. Depois verificamos
> (um grupo e eu ) que, na verdade, idéia do radioativo foi mais parecida com
> uma ideia de "jerico" mesmo, que aceitamos, sem questionar, inclusive o
> cara-pálida aquí. É uma história comprida e interessante. Um dia conto o
> causo, como o causo foi. É só alguém se interessar. Hoje, prevalece a
> hegemonia flankliana.!...
>
>  Shridhar: Se você puder, Victor, será que vc podia elaborar mais nesse
> negócio
>
>  da relação entre a relatividade geral e o pêndulo? Acho que me perdi!
>
>  Victor: Não há muito mistério não. Serve para mostrar que, afinal, esse
> negócio de a marcha de relógios se alterar em função do potencial
> gravitacional não é tão anti-natural e esotérico assim, e que não foi a TR
> que inventou isso.
>
>  Objetivamente, acho que uma das maiores dificuldades, no que concerne à
> aceitação da TR, é engolir que(comentário só em relação ao tempo):
>
>  1 - a TR evidencia que tempos locais, como os medidos dentro de um
> referencial inercial em movimento, por um observador em repouso em relação
> ao evento, não são os mesmos medidos por alguém de fora, em relação ao mesmo
> evento que ocorre no outro referencial. Esquematizando melhor: para o
> observador em repouso no interior do referencial Inercial(esteja ele, o
> referencial, em movimento ou não) o tempo que mede, o tempo medido por um
> relógio em movimento em relação a ele, tem um valor, chamado valor próprio,
> que é o mesmo, qq que seja o referencial. é um invariante. Assim, se um
> mesmo experimento (evento) for realizado no interior de n referenciais
> inerciais, sem importar seu estado de movimento(aliás, o obs nem saberá qual
> seria este , se não olhar para fora), o valor encontrado para a duração
> desse evento suposto igual em todos os outros, por cada um dos observadores
> no interior de seu respectivo referencial, será exatamente o mesmo.
>
>  Já para um observador inercial fora do referencial onde o evento acontece,
> a coisa não lhe parece tão comportada assim. Este observador externo poderá
> encontrar valores diferentes para o intervalo de ocorrência do mesmo evento,
> a depender da velocidade com a qual o outro referencial se move.
>
>  Contudo, quaisquer que sejam os valores vistos pelo observador de fora,
> estes estarão ligados ao valor obtido pelo observador fixo ao referencial em
> movimento através das TEL(Transfomações Einstein-Lorentz), que só depende da
> velocidade relativa entre os dois.
>
>  As pessoas acham isso estranho, esquesito, e muitas não aceitam. E não lhes
> tiro a razão.
>
>  Também ninguém é perfeito...
>
>  Afinal, se os dois relógios forem idênticos, como diabos é que um diz uma
> coisa e outro diz outra, para um mesmo evento? Mas a questão é que é assim.
> Muitos dos problemas centram-se nesses aspectos, que fogem inteiramente à
> compreensão, principalmente se o que se quer é uma lógica, como aquela
> ditada por nosso bom senso. Mas as evidências experimentais são fartas.
> Fazer o quê? A razão disso tudo é a universalidade do Primeiro Postulado da
> Relatividade. Que deixa as águas bastante cristalinas e dissipa os
> mistérios. Entender que a realidade de um observador é o que ele mede com
> réguas e relógios, que esta é sua realidade, em seu referencial, e em nenhum
> outro mais, é a chave do tesouro. É o mesmo que dizer que as leis da física
> são exatamente as mesmíssimas em todos os referenciais inerciais. É esta a
> chave, a essência. Agora, quais as razões mais profundas disso, a razão pela
> qual a natureza se comporta desta maneira tão comportada(se fosse diferente,
> seria uma zona, pode acreditar) a física não sabe e não é seu objetivo
> futucar atrás dessas verdades essenciais. Mesmo assim eu gostaria de saber!
> Suspeito, contudo, que nada há, além, para saber.
>
>  2 - A TR também expõe outro efeito sobre tempos locais, quando o relógio é
> colocado em pontos de potenciais gravitacionais diferentes. Não é difícil
> encontrar críticos da TR que culpam Einstein, dizendo que foi ele quem
> inventou esse negócio de tempos que são para uns e não são para outros. Mas
> Einstein não inventou coisa alguma. O ferramental teórico que lhe dá suporte
> à TR é que mostrou que a natureza é assim. Ponto. Eu não sei, mas suspeito
> de que este aspecto é o que causa mais torcidas de nariz, mesmo.
>
>  Eu mesmo torci o meu por muito tempo, no começo, até aprumá-lo.
>
>  Vou fazer uma descrição, sem mais explicações, do que acontece na
> realidade. Tome 5 relógios quaisquer, não importa aquí constituição. Só que
> sejam iguais, e igualmente aferidos. Distribua-os na vertical, distantes,
> digamos, 1 km um do outro(para poder perceber alguma coisa, se alguma coisa
> houver). Digamos que o último fique no alto de uma montanha de 5000 metros.
> Cada um tem sistema de registro gráfico. Pois bem, após um dado intervalo de
> tempo, recolhemos os relógios e examinamos os registros gráficos. Se o tempo
> flui igualmente, para todos, conforme a TN, é claro que os intervalos de
> tempo marcados seriam os mesmos, já que os relógios são perfeitamente iguais
> e foram igualmente aferidos, antes.
>
>  Mas os registros mostram que não são iguais. Cada um exibe o seu registro,
> um espaçamento entre um tic e um tac, cada um diferente dos outros! Como não
> devia acontecer, segundo a TN. A observação estonteante é que os relógios
> aceleram sua marcha quando estão em potenciais gravitacionais menores!
> Aliás, talvez aquí haja uma lógica, se pensarmos na gravidade puxando,
> restringindo. E são atrasados quando vão para regiões de campos
> gravitacionais maiores. Também parece haver uma lógica nesse comportamento
> inverso. Há muitos experimentos, até já clássicos, você mesmo deve conhecer,
> feitos para alturas mais modestas, que confirmam isso tudo.
>
>  A tempo só flui segundo a TN, nas CIGV, ou seja: condições iguais de
> gravidade e velocidades(inventei isso agora, por analogia com as CNTP!...).
> Podem malhar à vontade.
>
>  Não importa o tipo de relógio, o tipo de cadenciamento. Nós temos
> "relógios" em nosso organismo. Estes se amoldam do mesmo jeito, ante
> potenciais gravitacionais, como qualquer outro.
>
>  Agora, acho que posso ir ao núcleo de teu questionamento.
>
>  Há um tipo de relógio a partir do qual o comportamento acima comentado se
> evidencia, de maneira clara e cristalina: o relógio de pêndulo.
>
>  Neste, o período T depende do comprimento da haste e de g (valor do campo
> gravitacional num ponto). Se instalarmos um pêndulo na superfície da terra e
> depois 1000 metros de altura, garantindo que a haste não altere seu
> comprimento por contração, devido a temperatura, T ficará à mercê de g,
> somente, g esse que não pode ser isolado ou blindado por nenhum modo. Então,
> g variando, T também acompanha a procissão! Varia na ordem inversa. Mas
> ninguém reclama ou chia com isso! Só quando a TR diz que é assim. Em minha
> opinião, é este o mais direto argumento que podemos encontrar na natureza, a
> respeito dos efeitos gravitacionais sobre ele, o desconhecido e misterioso
> tempo, cujo espectro é denunciado pelos relógios e pelos efeitos sobre nós e
> as coisas. Quer dizer, esse exemplo evidencia que essa coisa de tempos
> locais serem diferentes não é lá tão esquesito assim. Já a explicação para
> variação de tempos locais, quando vistos por observadores fora de
> referencial inercial próprio em movimento não tem uma clareza assim, tão
> evidente. Dá mais nó no juizo. Com relação às variações "misteriosas" do
> tempo em função do movimento, eu tenho uma idéia a respeito, que me ocorreu
> ao trabalhar para resolver o paradoxo dos gêmeos(*), para minha própria
> satisfação pessoal, que vai de encontro a tudo quanto se pensa a respeito.
> Em minha opinião, é a aceleração, a culpada, ainda que ocorrendo em tempos
> tão pequenos quanto se queira, nos processos de partidas e paradas. Para
> atingir uma velocidade diferente da que tinha um instante atrás é preciso
> uma aceleração. Para parar, idem. (Nos aceleradores de partículas, estas são
> submetidas a acelerações equivalentes a centenas de vezes o valor de g! E
> bote centenas nisso). No caso dos potenciais gravitacionais, que influem
> também sobre o tempo, há o quê, presente? Uma aceleração e variável, para
> complicar mais.
>  As acelerações estão presentes. Como o Princípio da Equivalência é válido,
> dá para ver que há sentido no que estou elucubrando. Como resultado, o
> coitado do tempo se contorce todo, para se ajustar a essas coisas. E nos
> deixar de olhos esbugalhados, de espanto e incapacidade atingir o âmago da
> questão. Até hoje só encontrei um autor que tem a mesma opinião, embora não
> tenha uma prova cabal, matemática consistente. Ao que parece, ainda não
> entendí algumas coisas a respeito, pois a grande maioria diz que não. E nem
> reclamo, pois sei da impossibilidade de me justificarem suas convicções.
> Mas, deixa prá la.
>
>  Isto, contudo, é outra história.
>
>  (*) Em tempo: É possível uma demonstração, com uma matemática a nivel dos
> primeiros semestres de matemática básica de uma graduação, de que aquela
> estória do paradoxo dos gêmeos, em verdade, não é um paradoxo.
>
>  No trabalho que desenvolví, mostra-se, claramente, que os tempos de
> aceleração presentes no processo podem ser considerados muito pequenos,
> frente a outros envolvidos, e são desprezados, com vistas aos cálculos. Mas
> existem. As partículas aceleram, desaceleram, etc. em tempos muito pequenos.
> Ao fim e ao cabo, você pode calcular as diferenças de tempo devidas aos
> efeitos relativísticos considerando, apenas, a velocidade relativa. Acho
> isso uma aproximação e um artifício matemático fortuito, apenas isso. Muitos
> autores resolvem esse paradoxo usando argumentos da TRR, especificamente a
> geometria do espaçotempo e seus pressupostos. Mas acho que não contribue
> muito para clarficar a questão. Parece-me mais difiícil de justificar e não
> há argumentos físicos suficientes. Apenas a geometria do espaço tempo,
> 4-dimensional se faz presente. E fica tudo mais difícil quando se quer
> colocar retas e curvas num papel, superfície euclideaníssima, para
> representar eventos que ocorrem numa espaço de 4 dimensões! Aí, fica ruim.
> Mas é justo e correto. Apenas não gosto muito. Complica mais, em meu
> entendimento, embora seja válido. Muitos aspectos mais físicos ficam
> escondinhos, não aparecem. As razões são mais embaixo, digo, estão ligadas
> às acelerações impostas. No trabalho uso o Princípio da Equivalência, da
> maneira como deve ser usado. Mas isso é assunto para muitas letras. E nem
> sei se o pessoal do fórum ainda tem saco para ler essas coisas. Por isso,
> nem se fala mais a respeito, acho. Mas houve um tempo em que as fogueiras
> acesas foram grandes e quentes.
>
>
>  Shridhar
>  ps. Não quero ser chato, mas já sendo, touché não tem "t" no final
>  (significa tocou em francês, da esgrima). Mas, por favor, não encare
>  isso como correção ou de maneira pessoal, hehe!
>
>  Victor: Sem problemas. Não me melindro com isso. Pelo contrário, agradeço.
> Então pode apontar erros à vontade.
>
>  Não sei se, ao falar demais, compliquei essa história. Mas pode descer a
> crítica.
>
>  Sds,
>
>  Victor.
>
>
>
>  On Nov 2, 2007 6:39 AM, J.Victor <j.victor.neto@...> wrote:
>  >
>  >
>  >
>  >
>  >
>  >
>  > O pêndulo de Foucault tem, ainda, outra utilidade: mostrar que,
>  > objetivamente, a marcha dos relógios varia com o potencial gravitacional
>  > onde se encontra. Uma desvantagem experimental: Não dá para usá-lo numa
> nave
>  > espacial distante da terra, por exemplo. Pois os componentes principais
> do
>  > Pêndulo são: a haste de comprimento L e....a Terra! O pêndulo de Foucault
> é,
>  > pois, o heroi, o "touchet", da RG. Fico a pensar sobre a razão pela qual
> os
>  > pensadores após Foucault não "intuiram" a outra grande consequência dessa
>  > história, que só aquele moço, - como é mesmo o nome dele? - revelou.
>  >
>  > Sobre "Outro experimento, mas aí é mais mental mesmo, é o de Franklin que
>  > mostrou a
>  > natureza elétrica dos raios.", a realização do experimento, como fez
>  > Franklin, é extremamente perigosa.
>  >
>  > Se alguém a realizar por aquí, minhas bandas, certamente a nada chegará,
>  > pois a incidência de descargas do tipo é muito pequena. Provavelmente,
> mesmo
>  > sendo negligente, poderá continuar vivo, não será torrado; já, para
> algumas
>  > regiões do sul, isto poderá não acontecer. É frequente uma descarga
> agora, e
>  > outra mais adiante. É perigoso e não tentem fazer.
>  > A primeira vítima dessa saga foi um cientista russo, um dos primeiros a
>  > repetirem a "coragem" de Franklin que, simplesmente, foi fulminado pela
>  > descarga de um relâmpago numa dessas aventuras científicas: o Prof. de
>  > Física Georg Wilhelm Richmann, no distante julho de 1753. Havia poucos
> anos
>  > que Franklin iniciara seus estudos, "explosivos", para verificação
>  > experimental de seus insights.E notem bem: Richmann já havia feito
>  > experimentos do tipo, juntamente com seu amigo, Lomosov, também professor
> de
>  > física e de muitas outras coisas(descobridor da Lei da Conservação da
> Massa,
>  > adepto convicto do atomismo, dramaturgo, poeta, codificador da língua
> russa,
>  > e muito mais). Quer dizer, não era inexperiente. Os detalhes desse
> trágico
>  > acidente são contados pelo próprio Lomonosov(tgambém fundador da Univ. de
>  > Moscou) , que ainda choraria a morte do querido amigo e colaborador, se
> vivo
>  > fosse. (Para mais informações a respeito, sugiro a leitura de uma das
> boas
>  > aquisições que fiz, há uns tempos: A Física e Nosso Mundo - Hans
> Christian
>  > Von Baeyer, Editora Campus).
>  > Hoje, verificar esses efeitos, é fácil e seguro: põem-se hastes, digamos,
>  > em torres, devidamente conectadas à terra, depois, máquinas fotográficas
> de
>  > última geração e filmadoras, além de outros aparatos científicos "um
>  > pouquinho" menos rudimentares dos que ele usava, são apontados para lá,
> de
>  > distâncias confortáveis e seguras, enquanto o mundo pipoca em volta e o
>  > experimentador toma um cafezinho, ou assiste um cowboy de Hopolong
> Cassidy).
>  > É. São outros tempos.
>  >
>  > Bem interessantes os experimentos mostrados por você.
>  >
>  > Sds,
>  > Victor.
>  >
>  >
>  > Uma desvantagem:
>  >
>  > ----- Original Message -----
>  > From: Shridhar Jayanthi
>  > To: ciencialist@...
>  >
>  > Sent: Thursday, November 01, 2007 10:48 PM
>  > Subject: Re: [ciencialist] Engenhosidade experimental
>  >
>  > Bom, o pêndulo de Foucault é um exemplo que se encaixa em quase todos os
>  > quesitos (mostrou que a Terra gira em torno de seu próprio eixo, coisa
> que
>  > ninguém questiona muito hoje em dia...), exceto na facilidade de se ver
> os
>  > resultados em pouco tempo... e em latitudes baixas, corre-se o risco de
> não
>  > conseguir de não funcionar muito bem, mas é uma idéia... Eu já vi isso
>  > funcionar usando um pêndulo em SJC, de uma altura de uns 15m...
>  >
>  > Outro experimento, mas aí é mais mental mesmo, é o de Franklin que
> mostrou
>  > a
>  > natureza elétrica dos raios. Mas, se vc tiver disposto a botar coisas
> mais
>  > "sem graça", também dá pra colocar o experimento de indução de corrente
> por
>  > variação de magnetismo (ou o contrário) que uniu as duas forças e que
> gerou
>  > quase todos os termos das equações de Maxwell.
>  >
>  > Pulmão de garrafa PET ou mesmo um desentupidor pode ilustrar a
> experiência
>  > de Cavendish para demonstrar a força da pressão atmosférica (se vc tiver
>  > duas cascas rígidas, um gerador de vácuo e cavalos, tanto melhor!).
> Também
>  > me ocorreu a experiência de Joule para demonstrar que energia térmica e
>  > mecânica são fenômenos de mesma natureza, apesar de eu achar que é
> dificíl
>  > de reproduzir em ambiente não controlado.
>  >
>  > Se você tiver uma balança bem calibrada em vácuo, dá pra fazer a
>  > experiência
>  > de Lavoisier (?) derrubando a teoria do flogisto (a combustão não altera
> a
>  > massa total do sistema)... mais simples é a síntese de Wohler que
> derrubou
>  > a
>  > força vital, apesar de isso já tocar em controvérsia com alguns
>  > (auto-propaganda para um post do meu blog falando sobre isso:
>  >
> http://entropicando.blogspot.com/2007/07/sobre-como-urina-mudou-cincia.html
>  > ).
>  >
>  > Uma cadeira rotatória pode mostrar a conservação de movimento angular de
>  > uma
>  > forma bem dramática, apesar de eu não saber quando foi feita ou se isso
> foi
>  > paradigma em algum momento.
>  >
>  > Algumas idéias
>  > Shridhar
>  >
>  > On Nov 1, 2007 7:43 PM, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@...> wrote:
>  >
>  > > Sorry; os tubos de Galileu/Newton estão em:
>  > > http://www.feiradeciencias.com.br/feiravirtual/feiravirtual_03.asp
>  > >
>  > > []'
>  > >
>  > > ===========================
>  > > Luiz Ferraz Netto [Léo]
>  > > leobarretos@... <leobarretos%40uol.com.br>
>  >
>  > > http://www.feiradeciencias.com.br
>  > > ===========================
>  > > -----Mensagem Original-----
>  > > De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...
>  > <leobarretos%40uol.com.br>
>  > > >
>  > > Para: <ciencialist@...
>  > <ciencialist%40yahoogrupos.com.br>>;
>  > > <sbcr@yahoogroups.com <sbcr%40yahoogroups.com>>; "lista CA" <
>  > > ceticismoaberto@...
>  > <ceticismoaberto%40yahoogrupos.com.br>>
>  >
>  >
>  > > Enviada em: quinta-feira, 1 de novembro de 2007 21:12
>  > > Assunto: Re: [ciencialist] Engenhosidade experimental
>  > >
>  > >
>  > > Olá Kentaro,
>  > >
>  > > pedido interessante. Li tb a sugestão do Oráculo ... boa ... mas
>  > > 'conceitualmente perigosa' ... além do que a maioria dos experimentos
> são
>  > > 'falsos'. Vou usar a retórica do Oráculo para uns alertas:
>  > >
>  > > "Talvez o mais simples, embora engenhoso, experimento seja o de
> Galileu,
>  > > sobre a discussão da queda dos corpos. Corpos de maior peso caem mais
>  > rápido
>  > > que corpos de menor peso, ou caem na mesma velocidade?"
>  > >
>  > > Não é tão simples fazer isso ao público, a menos que se usem os tubos
> de
>  > > Galileu (ou de Newton). Eu os tenho aqui em casa --- são dois tubos de
>  > vidro
>  > > de 60 cm cada, contendo cada um deles um disco de papel de seda 'pouco
>  > menor
>  > > que o diâmetro do tubo'; ambos os tubos são lacrados a fogo; num deles
> o
>  > ar
>  > > foi industrialmente rarefeito. Ao virar os dois tubos (eles são presos
>  > > rigidamente um ao outro por pontes de vidro) num deles o disco de papel
>  > cai
>  > > abruptamente (mal da prá ver a queda!) e no outro o disco desce
>  > lentamente.
>  > >
>  > > "Um sistema de planos inclinados, bolas identicas mas com peso
>  > diferentes,
>  > > e campainhas posicionadas no percurso, que tocavam quando as bolas
>  > passavam
>  > > montam o experimento. Como o tempo entre cada campainha tocada durante
> a
>  > > queda controlada era o mesmo para bolas de peso diferentes, isso
> indicava
>  > > que caiam a mesma velocidade, não importando seu peso."
>  > >
>  > > Esse experimento nunca dá certo! Tentem se não acreditam no que digo! O
>  > > problema é que o plano inclinado não é liso; se o fosse, as esferas
>  > > 'escorregariam' direto plano abaixo e NUNCA ROLARIAM!
>  > > Mas, como há atrito, elas rolam ... e assim a energia potencial inicial
>  > se
>  > > divide entre a energia cinética de translação e energia cinética de
>  > rotação.
>  > > A aceleração ao longo do plano de modo algum poderá ser a =
> g.sen(teta)!
>  > A
>  > > energia cinética de translação e de rotação não é dividida
>  > proporcionalmente
>  > > em 'esferas iguais mas com pesos diferentes'. A esfera de maior
>  > concentração
>  > > de massa próxima ao centro de rotação chegará primeiro ao final do
> plano
>  > > inclinado.
>  > > Os erros nas tentativas dessa experimentação, sem avaliar os momentos
> de
>  > > inércia, são enormes!
>  > >
>  > > Vou dar uma sugestão, simples, de fácil verificação e montagem. A coisa
> é
>  > > tão trivial que ninguém percebe onde está onde está escondido o senso
>  > comum.
>  > > Quantos já não foram nas feiras comprar batatas, cenouras etc. e o
>  > > feirante as pesam colocando numa balança de pratos de braços iguais.
> Ora,
>  > A
>  > > POSIÇÃO DAS BATATAS no prato ALTERA O MOMENTO RESULTANTE e, portanto, o
>  > > equilíbrio ... logo afeta a "pesagem". As batatas não deveriam ficar
>  > > empilhadas no centro do prato, na vertical, em vez de espalhadas pelo
>  > prato?
>  > >
>  > > Sim, isso é o que acontecia antes, quando as balanças eram simplesmente
>  > um
>  > > travessão apoiado em seu centro e um prato em cada extremidade --- as
>  > > pesagens dependiam das posições dos pesos nos pratos!
>  > > Ai surgiu Gilles Personne de Roberval ... fez um truquinho de estática
> em
>  > > 1699 e .... voilá .... agora não mais importa a posição das batatas no
>  > prato
>  > > ... nasceu a balança de Roberval!
>  > >
>  > > Ninguém percebe a coisa ao fazer pesagem! Apenas jogam as coisas no
> prato
>  > > e não se perguntam "porque" podem ficar no prato jogadas ao léu!
>  > > Quem quiser apreciar o truquinho de Roberval basta dar uma olhada nas
>  > > fotos da página 12 da Feira de Ciências Virtual:
>  > > http://www.feiradeciencias.com.br/feiravirtual/feiravirtual_12.asp
>  > >
>  > > Observe que a posição do 'peso da direita' não interessa ... se está em
>  > > equilíbrio permanecerá em equilíbrio!
>  > >
>  > > Coisa simples, bem mais simples que Michelson-Morley, Faraday, Galileu
>  > > etc.
>  > > Interessante ...
>  > >
>  > > aquele abraço,
>  > >
>  > > ===========================
>  > > Luiz Ferraz Netto [Léo]
>  > > leobarretos@... <leobarretos%40uol.com.br>
>  >
>  > > http://www.feiradeciencias.com.br
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>  > > -----Mensagem Original-----
>  > > De: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@... <kentaro.mori%40gmail.com>>
>  > > Para: <ciencialist@...
>  > <ciencialist%40yahoogrupos.com.br>>;
>  > > <sbcr@yahoogroups.com <sbcr%40yahoogroups.com>>; "lista CA" <
>  > > ceticismoaberto@...
>  > <ceticismoaberto%40yahoogrupos.com.br>>
>  >
>  >
>  > > Enviada em: quinta-feira, 1 de novembro de 2007 14:31
>  > > Assunto: [ciencialist] Engenhosidade experimental
>  > >
>  > > Gostaria de ter um exemplo na história da ciência de um experimento
>  > > simples que resolveu uma questão pendente por muito tempo...
>  > >
>  > > É que irei abordar o efeito ideomotor e o experimento de Faraday
>  > > colocando cartões sobre as mesas girantes para mostrar que o movimento
>  > > parte sempre das mãos dos participantes. E para introduzir isso,
>  > > queria mencionar algo similar, mas não relacionado.
>  > >
>  > > Se houver algum episódio bem adequado... por exemplo, o experimento de
>  > > Michelson-Morley é relativamente simples e com implicações enormes,
>  > > mas é muito complicado explicá-lo. Experimentos sobre o "magnetismo
>  > > animal", ou mesmo aquele famoso, sobre o toque terapêutico, são mais
>  > > simples de explicar, mas lidam com a idéia de aleatoriedade que talvez
>  > > seja justamente o que muitas pessoas dificilmente irão aceitar ou
>  > > entender ("não existem coincidências!").
>  > >
>  > > Também conta o problema de que tais experimentos negam alegações
>  > > extraordinárias. O ideal seria um experimento negando ou provando algo
>  > > com que hoje praticamente todos concordariam (alguns ainda acreditem
>  > > em magnetismo animal e toque terapêutico). Neste ponto o experimento
>  > > de Michelson-Morley seria melhor, por ser "neutro" em relação ao
>  > > paranormal.
>  > >
>  > > O melhor em que pude pensar foi o experimento do toque terapêutico
>  > > mesmo, por ter sido formulado pela garota, ser simples e tudo mais.
>  > > Mas como mencionei, há uma série de inconvenientes em usá-lo como
>  > > exemplo. Talvez haja um outro caso mais amplamente acessível e
>  > > aceitável...?
>  > >
>  > > Agradecimentos de antemão!
>  > >
>  > > Mori
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#65924 De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 7:48 pm
Assunto: Re: Impacto Não Elástico
leoferraz2003
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
O cálculo é imediato e simples, desde que vc nos envie o dado que falta, ou
seja, o intervalo de tempo (/\t) de duração do choque. Com esse dado: (/\ =
delta)

Fm./\t = m./\V ===> Fm = m. /\V//\t

se a velocidade final, após o choque for ZERO, /\V = Vi (velocidade inicial do
choque) e então a força média será: Fm = m.Vi//\t

Tendo=se Fm, pode-se calcular a potência média do choque com : Pm = Fm.Vi

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             Luiz Ferraz Netto [Léo]
            leobarretos@...
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-----Mensagem Original-----
De: "Samuel SZN" <samuelszn@...>
Para: "Samuel Solznick" <ciencialist@...>
Enviada em: domingo, 4 de novembro de 2007 17:41
Assunto: [ciencialist] Impacto Não Elástico


Boa tarde à todos:

Não tenho participado das discussões de vocês, mas sempre que posso
tenho lido
alguma coisa que vocês comentam.
Estou aproveitando e mandando algo que gostaria que vocês discutíssem,
parece
simples, mas é interessante.

Gostaria de saber de vocês quem tem uma sugestão sobre como fazer
para se medir a potência instantânea em uma bola de aço numa superfície
plana,
com velocidade de 5m/s e com uma massa de 0,150Kg.
Na opinião de vocês, qual seria um método mais simples de se medir esta
potência,
que seria transferida pela energia cinética desta bola, ou com choque
inelástico, ou
pelo deslocamento de um corpo pelo impacto não elástico, computando-se o
desloca-
mento e o tempo deste deslocamento, assim como a força de atrito deste
corpo.
Logicamente a energia pode ser media por trabalho ( força e
deslocamento) ou pela potência
( força, deslocamento e tempo...).
Não estou falando de trabalho apenas, mas de potência do impacto (força,
deslocamento e tempo).
Como calcular a potência de impacto neste caso?
Qual o método vocês acham que seria o mais simples e mais objetivo? Ou o
mais completo?
Um abraço a todos.

Samuel Solznicki
samuelszn@...






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#65925 De: "Amauri N. Sanches Jr " <amaurij@...>
Data: Dom, 4 de Nov de 2007 7:38 pm
Assunto: Re: Re: Misticismo no meio universitário
amaurijunior2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
no meio cientifico sim

Em 04/11/07, vernerstranz@... <vernerstranz@...>
escreveu:
>
>
>
> ----- Mensagem encaminhada de Marcos Ludwig
<reinada@...<reinada%40gmail.com>>
> -----
> Data: Tue, 23 Oct 2007 00:02:44 -0300
> De: Marcos Ludwig <reinada@... <reinada%40gmail.com>>
> Responder para:
ciencialist@...<ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> Assunto: Re: [ciencialist] Misticismo no meio universitário
> Para: ciencialist@... <ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
>
> Em 22/10/07, Luiz Ferraz Netto
<leobarretos@...<leobarretos%40uol.com.br>>
> escreveu:
> > Uma vez que sou marxista e ateu...
>
> Uhmmm... Interessante. :-)
>
> *+*+*+*
> Ué Marcos, porque o espanto? Existem marxistas, ateus ou não... Isso te
> incomoda?
> abraços, verner.
>
> --
> Marcos Ludwig
> [ marcosludwig@... <marcosludwig%40gmail.com> (GTalk/MSN) ]
> [ www.sentinelas.org/reinada ]
>
> ----- Finalizar mensagem encaminhada -----
>
> __________________________________________________________
> Para fazer uma ligação DDD pra perto ou pra longe, faz um 21. A Embratel
> tem
> tarifas muito baratas esperando por você. Aproveite!
>
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>
>
>



--

Meu blog:
http://masterofdarkness.multiply.com/journal

É só se cadastrar nos link abaixo:

http://www.publipt.com/pages/index.php?refid=avoltaire






"Se vc não tem atitude, mantenha pelo menos a palavra!"

("Quem quer que haja construído um novo céu, só no seu próprio inferno
encontrou energia para fazê-lo!" Nietszche)

"Não importa o que fizeram a você.
O que importa é o que você faz com
aquilo que fizeram para você".

Jean-Paul Sartre (1905-1980)
            Filósofo francês


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#65926 De: "rmtakata" <roberto.takata@...>
Data: Seg, 5 de Nov de 2007 3:49 am
Assunto: Re: Engenhosidade experimental
rmtakata
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
--- Em ciencialist@..., "J.Victor" <j.victor.neto@...>
> Mas os registros mostram que não são iguais. Cada um exibe o seu
> registro, um espaçamento entre um tic e um tac, cada um diferente
> dos outros!

O espaçamento entre um tic e um tac no gráfico registrado será
exatamente igual no momento da comparação. O q será diferente é o
número total de tics e tacs de cada relógio.

> Neste,  o período T depende do comprimento da haste e de  g (valor
> do campo gravitacional num ponto). Se instalarmos um pêndulo na
> superfície da terra e depois  1000 metros de altura, garantindo que
> a haste não altere seu comprimento por contração, devido a
> temperatura, T ficará à mercê de g, somente,  g esse que não pode
> ser isolado ou blindado por nenhum modo. Então, g variando, T também
> acompanha a procissão!  Varia na ordem inversa. Mas ninguém reclama
> ou chia com isso!

Isso exatamente porq.:
1) o que varia é o período do pêndulo e não o total de tempo
contabilizado (aqui sim há uma variação do espaçamento entre o tic e o
tac);
2) isso não é generalizável: serve somente para relógios tipo pêndulo;
um relógio de quartzo não estaria sujeito a isso.

[]s,

Roberto Takata

#65927 De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...>
Data: Seg, 5 de Nov de 2007 8:44 am
Assunto: Fw: sistema sms
leoferraz2003
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá estudiosos em SMS e adjacências ...

[]'
      ===========================
             Luiz Ferraz Netto [Léo]
            leobarretos@...
      http://www.feiradeciencias.com.br
      ===========================
-----Mensagem Original-----
De: Felipe Finger Becker
Para: leobarretos@...
Enviada em: sexta-feira, 2 de novembro de 2007 14:26
Assunto: sistema sms


Olá, sou aluno da Fundação Liberato de Novo Hamburgo, RS e estou fazendo um
trabalho de conclusão que utiliza o sistema SMS. Gostaria que você me mandasse
algum material sobre SMS, pois no seu site feira de ciencias nõa encontrei nada
sobre o assunto. Meu trabalho usará um celular que será ligado à um circuito
externo, e este circuito deverá controlar o momento que será enviada a mensagem
SMS para outro celular. Se você tiver algum material sobre como ligar um
circuito externo ao celular mande-nos. Desde já agradecemos a compreensão e
concerteza citarei seu site nas referências do trabalho.

Abraços
Felipe Becker



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#65928 De: "Tipoalgo" <tipoalgo@...>
Data: Seg, 5 de Nov de 2007 9:39 am
Assunto: Fw: Como injetar energia elétrica em uma rede ou Motor Elétrico como Gerador.
tipoalgo
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Meu caro Gert

O princípio de funcionamento de um motor elétrico como gerador é muito
simples, elementar mesmo.
Basta que esteja conectado na rede, como um motor... e que sua rotação
seja maior do que a rotação síncrona.
Vc aumenta a rotação do motor elétrico com uma fonte externa de
energia, como por exemplo, uma queda de água e turbina, ou pás de
aerogerador, ou com um motor a óleo vegetal, etc...
Um motor elétrico convencional se chama de assíncrono, e sua
velocidade é menor do que a síncrona.
Por exemplo, numa rede de 60 Hertz (ciclos por segundo) igual a nossa,
um motor de 4 polos teria uma velocidade síncrona de 1800 rpm
(rotações por minuto).
Mas como ele é assíncrono, sua rotação nominal é de por exemplo 1750
rpm, conforme se lê na plaquinha do motor.
Então, seu escorregamento motor é de 50 rpm.
Ou seja, se vc adicionar este escorregamento de 50 rpm à velocidade
síncrona de 1800 rpm resulta 1850 rpm.
Quer dizer, se vc forçar mecanicamente o motor a rodar 1850 rpm,
estando ele ligado à rede, ele passa a ser um gerador, com exatamente
a mesma potência nominal que ele teria como motor.
Se o escorregamento for maior (mais força) vc queima o gerador, assim
como vc o queima quando força ele a rodar abaixo de sua velocidade
nominal como motor, por um certo tempo...
Assim, este gerador é intrinsicamente seguro, ou seja, se cai a rede,
ele para de gerar instantâneamente.
Este esquema é utilizado no primeiro mundo para gertar EE em paralelo
com a rede, e onde as concessionárias são obrigadas a comprar EE
excedente e a pagar bem por ela.
Infelizmente "neschtenoschopaísch" isto é proibido...

Sucesso na apresentação na ALESC... onde o deputado Pedro Uczai já viu
eu injetar EE na rede...

Hba
Fendel

#65929 De: "Maurício de Paula Kanno" <mauricio.kanno@...>
Data: Seg, 5 de Nov de 2007 7:49 am
Assunto: Papos sobre Nanotecnologia esta semana: Genética, Ecologia e Câncer
mpkjor
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Esta semana, às segundas e quartas à tarde e sextas-feiras de manhã,
acontecem 3 encontros virtuais sobre nanotecnologia, nova área do
conhecimento multidisciplinar, que trata da manipulação da matéria em escala
atômica.**

Os chats desta semana focam o lado biológico da questão, com Genética, Meio
Ambiente e Tratamento de Câncer. Estarão disponíveis para conversar
professores e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Instituto de
Pesquisas Tecnológicas de SP (IPT) e Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Para participar, basta entrar em *
http://chat.ipt.br/renanosoma/index.php?agenda* no dia e hora marcados,
clicar no assunto atual e digitar seu nome de usuário. A duração de cada
bate-papo é de cerca de uma hora.
**
*Hoje*, segunda-feira, 5 de novembro, 14 horas
*Nanotecnologia e Genética, *
*Com Henrique Krieger*: Graduado em História Natural, na área de Genética é
doutor pela Universidade do Hawaii e livre-docente pela USP. Atualmente é
professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Em 2003, foi
premiado pela presidência do Brasil como Comendador da Ordem do Mérito
Científico.

Quarta-feira, 7 de novembro, 14 horas
*Nanotecnologia e Meio Ambiente, *
*Com Paulo Martins*: Coordenador da Rede de Pesquisa em Nanotecnologia,
Sociedade e Meio Ambiente (Renanosoma) e pesquisador do Instituto de
Pesquisas Tecnológicas (IPT). É sociólogo, mestre em Desenvolvimento
Agrícola e doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, com tese sobre
trajetórias tecnológicas e meio ambiente.

Sexta-feira, 9 de novembro, 10 horas
*Tratamento de Câncer com Nanotecnologia, *
*Com Celso Vataru Nakamura*: Graduado em Farmácia Bioquímica, é mestre e
doutor em Microbiologia. Professor da Universidade Estadual de Maringá (PR),
sua especialidade é em Produtos Naturais e Sintéticos Biologicamente Ativos.
Em 2006, iniciou projeto de desenvolvimento de formulação farmacêutica por
nanotecnologia para tratar câncer de próstata.


Os encontros fazem parte do projeto Engajamento Público em Nanotecnologia,
financiado pelo CNPq e coordenado pela Rede de Nanotecnologia, Sociedade e
Meio Ambiente (Renanosoma), sediada no Instituto de Pesquisas Tecnológicas
(IPT) do Estado de São Paulo. Saiba mais no site: *
http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/*

Contamos com sua presença!
Maurício Kanno
(11) 9564-4568 / 3675-5323
Renanosoma / CNPq


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#65930 De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...>
Data: Seg, 5 de Nov de 2007 9:49 am
Assunto: Fw: PROBLEMAS
leoferraz2003
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Quem quer relembrar a aritmética?
[]'
      ===========================
             Luiz Ferraz Netto [Léo]
            leobarretos@...
      http://www.feiradeciencias.com.br
      ===========================
-----Mensagem Original-----
De: Inaldo Andrade
Para: leobarretos@...
Enviada em: segunda-feira, 5 de novembro de 2007 01:50
Assunto: PROBLEMAS


Luiz, Seguem dois problemas para você me ajudar a encontrar a solução:

1º) GUSTAVO COMPROU UMA GARRAFA DE 1,5 L DE REFRIGERANTE PARA LEVAR A UM
CHURRASCO, ENQUANTO GUSTAVO SEPARAVA AS SUAS COISAS, SEU IRMÃO MAIS NOVO ROBSON,
QUERENDO BRINCAR, TIROU AS ESCONDIDAS UM COPO DE REFRIGERANTE E COMPLETOU O
CONTEÚDO COM ÁGUA. QUANDO GUSTAVO RESOLVEU SE TROCAR, ROBSON REPETIU A
BRINCADEIRA. CONSIDERANDO OS DOIS ATOS NADA ELOGIÁVEIS DO GAROTO, DETERMINE O
VOLUME DE REFRIGERANTE RETIRADO EM CADA ETAPA, SABENDO QUE APÓS ESSAS DUAS
OPERAÇÕES, APENAS 540 ML DE REFRIGERANTE PERMANECERAM NO RECIPIENTE? DICA: NA 1ª
OPERAÇÃO ELE TIROU REFRIGERANTE PURO. JÁ NA SEGUNDA ELE TIROU REFRIGERANTE MAIS
ÁGUA.

2º) UM FABRICANTE DE CHOCOLATE RESOLVEU COLOCAR SUA PRODUÇÃO DE OVOS DE PÁSCOA
TODOS DO MESMO TAMANHO EM UMA SUPERFÍCIE DE FORMA QUADRADA. Ao DISPOR ESSES OVOS
LADO A LADO IGUALMENTE ESPAÇADOS E FORMANDO FILEIRAS PARALELAS RESTARAM 326
OVOS. NUMA SEGUNDA TENTATIVA CONSEGUE DISPOR MAIS 3 OVOS EM CADA FILEIRA E
VERIFICOU QUE AINDA PODERIAM SER COLOCADOS 253 OVOS. QUAL FOI A PRODUÇÃO DO
FABRICANTE?


Abraços,

Inaldo L Andrade.


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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#65931 De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...>
Data: Seg, 5 de Nov de 2007 9:52 am
Assunto: Fw: Como montar um eletroíma potente com corrente contínua
leoferraz2003
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aceito sugestões .........

[]'
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             Luiz Ferraz Netto [Léo]
            leobarretos@...
      http://www.feiradeciencias.com.br
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-----Mensagem Original-----
De: Elizeu Weiber
Para: leobarretos@...
Enviada em: domingo, 4 de novembro de 2007 21:16
Assunto: Como montar um eletroíma potente com corrente contínua


Estou precisando montar um eletroíma com corrente contínua,
usando uma bateria de carro. Ele precisa levantar 5 kg  que estará
a distância de 20cm. Se puder me passar as fórmulas.
Eu preciso de tanto em tantos segundos inverter a polaridade do eletroíma,
no primeiro estágio atração e no segundo expulsão.
Para diminuir a intensidade do fluxo como fazer? Pode ser por diminuição
da corrente? O que utilizar VARISTORES?
Este tipo de equipamento que vou instalar as bobinas vai ter que trabalhar com
frequência através de movimento pela forçada atraçãoem relação a peso.
Como aumentar e diminuir a freqência do equipamento assim?

Sds

Elizeu Weiber


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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#65932 De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...>
Data: Seg, 5 de Nov de 2007 10:36 am
Assunto: Re: Fw: Como injetar energia elétrica em uma rede ou Motor Elétrico como Gerador.
leoferraz2003
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Olá Tipo Algo,

acrescente aqui a resposta que dei a esse texto lá na lista das eletrônicas.

[]'
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             Luiz Ferraz Netto [Léo]
            leobarretos@...
      http://www.feiradeciencias.com.br
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-----Mensagem Original-----
De: "Tipoalgo" <tipoalgo@...>
Para: <ciencialist@...>
Enviada em: segunda-feira, 5 de novembro de 2007 07:39
Assunto: [ciencialist] Fw: Como injetar energia elétrica em uma rede ou Motor
Elétrico como Gerador.


Meu caro Gert

O princípio de funcionamento de um motor elétrico como gerador é muito
simples, elementar mesmo.
Basta que esteja conectado na rede, como um motor... e que sua rotação
seja maior do que a rotação síncrona.
Vc aumenta a rotação do motor elétrico com uma fonte externa de
energia, como por exemplo, uma queda de água e turbina, ou pás de
aerogerador, ou com um motor a óleo vegetal, etc...
Um motor elétrico convencional se chama de assíncrono, e sua
velocidade é menor do que a síncrona.
Por exemplo, numa rede de 60 Hertz (ciclos por segundo) igual a nossa,
um motor de 4 polos teria uma velocidade síncrona de 1800 rpm
(rotações por minuto).
Mas como ele é assíncrono, sua rotação nominal é de por exemplo 1750
rpm, conforme se lê na plaquinha do motor.
Então, seu escorregamento motor é de 50 rpm.
Ou seja, se vc adicionar este escorregamento de 50 rpm à velocidade
síncrona de 1800 rpm resulta 1850 rpm.
Quer dizer, se vc forçar mecanicamente o motor a rodar 1850 rpm,
estando ele ligado à rede, ele passa a ser um gerador, com exatamente
a mesma potência nominal que ele teria como motor.
Se o escorregamento for maior (mais força) vc queima o gerador, assim
como vc o queima quando força ele a rodar abaixo de sua velocidade
nominal como motor, por um certo tempo...
Assim, este gerador é intrinsicamente seguro, ou seja, se cai a rede,
ele para de gerar instantâneamente.
Este esquema é utilizado no primeiro mundo para gertar EE em paralelo
com a rede, e onde as concessionárias são obrigadas a comprar EE
excedente e a pagar bem por ela.
Infelizmente "neschtenoschopaísch" isto é proibido...

Sucesso na apresentação na ALESC... onde o deputado Pedro Uczai já viu
eu injetar EE na rede...

Hba
Fendel



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Página de apoio
http://www.ciencialist.com


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#65933 De: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@...>
Data: Seg, 5 de Nov de 2007 1:16 pm
Assunto: Re: Fw: PROBLEMAS
alvaug
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Não me atrevo nem a começar a ler um texto todo em maiúsculas. Além de ser
desnecessário escrever dessa maneira, dói os olhos...

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@...


----- Original Message -----
From: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@...>
To: "ciencialist" <ciencialist@...>
Sent: Monday, November 05, 2007 7:49 AM
Subject: [ciencialist] Fw: PROBLEMAS


Quem quer relembrar a aritmética?
[]'
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             Luiz Ferraz Netto [Léo]
            leobarretos@...
      http://www.feiradeciencias.com.br
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-----Mensagem Original-----
De: Inaldo Andrade
Para: leobarretos@...
Enviada em: segunda-feira, 5 de novembro de 2007 01:50
Assunto: PROBLEMAS


Luiz, Seguem dois problemas para você me ajudar a encontrar a solução:

1º) GUSTAVO COMPROU UMA GARRAFA DE 1,5 L DE REFRIGERANTE PARA LEVAR A UM
CHURRASCO, ENQUANTO GUSTAVO SEPARAVA AS SUAS COISAS, SEU IRMÃO MAIS NOVO
ROBSON, QUERENDO BRINCAR, TIROU AS ESCONDIDAS UM COPO DE REFRIGERANTE E
COMPLETOU O CONTEÚDO COM ÁGUA. QUANDO GUSTAVO RESOLVEU SE TROCAR, ROBSON
REPETIU A BRINCADEIRA. CONSIDERANDO OS DOIS ATOS NADA ELOGIÁVEIS DO GAROTO,
DETERMINE O VOLUME DE REFRIGERANTE RETIRADO EM CADA ETAPA, SABENDO QUE APÓS
ESSAS DUAS OPERAÇÕES, APENAS 540 ML DE REFRIGERANTE PERMANECERAM NO
RECIPIENTE? DICA: NA 1ª OPERAÇÃO ELE TIROU REFRIGERANTE PURO. JÁ NA SEGUNDA
ELE TIROU REFRIGERANTE MAIS ÁGUA.

2º) UM FABRICANTE DE CHOCOLATE RESOLVEU COLOCAR SUA PRODUÇÃO DE OVOS DE
PÁSCOA TODOS DO MESMO TAMANHO EM UMA SUPERFÍCIE DE FORMA QUADRADA. Ao DISPOR
ESSES OVOS LADO A LADO IGUALMENTE ESPAÇADOS E FORMANDO FILEIRAS PARALELAS
RESTARAM 326 OVOS. NUMA SEGUNDA TENTATIVA CONSEGUE DISPOR MAIS 3 OVOS EM
CADA FILEIRA E VERIFICOU QUE AINDA PODERIAM SER COLOCADOS 253 OVOS. QUAL FOI
A PRODUÇÃO DO FABRICANTE?


Abraços,

Inaldo L Andrade.

#65934 De: "adm_anaribas" <adm_anaribas@...>
Data: Seg, 5 de Nov de 2007 1:11 pm
Assunto: 1ª Jornada Catarinense em Atenção Oncológica
adm_anaribas
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Convite e solicita apoio na divulgação

AAPEC - Associação de Assistência aos Portadores e Ex-portadores de
Câncer, entidade de direito privado sem fins lucrativos,  realizará a
1ª Jornada Catarinense em Atenção Oncológica,  no período de 19 a 23 de
novembro, no balneário de Barra Velha - SC
Público-alvo: profissionais em saúde, gestores públicos, parlamentares,
ONGs afins, acadêmicos, assistentes sociais, conselheiros.
Informações e Inscrições: http://www.3p.org.br/jornadacatarinense

Ana Ribas
Diretora de Planejamento e Gestão
AAPEC Barra Velha

#65935 De: "Ricardo" <ricardos@...>
Data: Seg, 5 de Nov de 2007 1:16 pm
Assunto: RES: Fw: PROBLEMAS (SPOILER)
info931
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Minhas respostas abaixo:

1º) Gustavo comprou uma garrafa de 1,5 l de refrigerante para levar a um
churrasco, enquanto Gustavo separava as suas coisas, seu irmão mais novo
Robson, querendo brincar, tirou as escondidas um copo de refrigerante e
completou o conteúdo com água. Quando Gustavo resolveu se trocar, Robson
repetiu a brincadeira. Considerando os dois atos nada elogiáveis do garoto,
determine o volume de refrigerante retirado em cada etapa, sabendo que após
essas duas operações, apenas 540 ml de refrigerante permaneceram no
recipiente? Dica: na 1ª operação ele tirou refrigerante puro. Já na segunda
ele tirou refrigerante mais água.

Resposta:

Ao retirar de 1,5 l o volume do copo (que vou chamar Vc) e encher o
equivalente com água, a fração de refrigerante na mistura da garrafa, que
era 1 (100%), passa a ser de (1,5 - Vc)/1,5 l.

Na 2ª retirada obtemos o volume do copo da mistura, mas como na mistura só
temos a fração calculada de refrigerante, estamos obtendo de refrigerante,
na verdade, Vc * (1,5 - Vc)/1,5 l.

Se o que resta de refrigerante na garrafa é 0,540 l, então o meliante
subtraiu 0,960 l de refrigerante no total, somando o que ele pegou no
primeiro copo (o copo inteiro de refrigerante) e no segundo (calculado no
parágrafo acima). Então temos que:

Vc           +         (Vc * (1,5 - Vc)/1,5)    =    0,960
1º copo                2º copo


Vc^2 - 3*Vc + 1,44 = 0

Vc = 3 - Raiz(9 -  4*1*1,44) / (2*1)

Vc = 0,6 l    (copo grande)



-----------------------

2º) Um fabricante de chocolate resolveu colocar sua produção de ovos de
páscoa todos do mesmo tamanho em uma superfície de forma quadrada. Ao dispor
esses ovos lado a lado igualmente espaçados e formando fileiras paralelas
restaram 326 ovos. Numa segunda tentativa consegue dispor mais 3 ovos em
cada fileira e verificou que ainda poderiam ser colocados 253 ovos. Qual foi
a produção do fabricante?

Resposta:

Sabendo que a superfície é quadrada e os ovos estão igualmente espaçados
podemos deduzir que o número de linhas e colunas de ovos é mesmo. Se temos
"n" linhas e "n" colunas, no primeiro caso, e sobraram 326 ovos, então
sabemos que:

Total = (n * n) + 326

Total = n^2 + 326

Na segunda arrumação foi possível colocar mais 3 ovos em cada fileira e
ainda poderiam ser colocados 253 ovos, logo:

Total = ((n+3) * (n+3)) - 253

Total = n^2 + 6*n + 9 - 253

Total = n^2 + 6*n - 244



Igualando as duas expressões temos:

n^2 + 6*n - 244 = n^2 + 236

6*n = 570

n = 95


Se tínhamos 95 linhas e 95 colunas na primeira arrumação sabemos que:

Total = 95 * 95 + 326 = 9351 ovos




-----Mensagem original-----
De: ciencialist@... [mailto:ciencialist@...]
Em nome de Luiz Ferraz Netto
Enviada em: segunda-feira, 5 de novembro de 2007 07:49
Para: ciencialist
Assunto: [ciencialist] Fw: PROBLEMAS

Quem quer relembrar a aritmética?
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             Luiz Ferraz Netto [Léo]
            leobarretos@...
      http://www.feiradeciencias.com.br
      ===========================
-----Mensagem Original-----
De: Inaldo Andrade
Para: leobarretos@...
Enviada em: segunda-feira, 5 de novembro de 2007 01:50
Assunto: PROBLEMAS


Luiz, Seguem dois problemas para você me ajudar a encontrar a solução:

1º) GUSTAVO COMPROU UMA GARRAFA DE 1,5 L DE REFRIGERANTE PARA LEVAR A UM
CHURRASCO, ENQUANTO GUSTAVO SEPARAVA AS SUAS COISAS, SEU IRMÃO MAIS NOVO
ROBSON, QUERENDO BRINCAR, TIROU AS ESCONDIDAS UM COPO DE REFRIGERANTE E
COMPLETOU O CONTEÚDO COM ÁGUA. QUANDO GUSTAVO RESOLVEU SE TROCAR, ROBSON
REPETIU A BRINCADEIRA. CONSIDERANDO OS DOIS ATOS NADA ELOGIÁVEIS DO GAROTO,
DETERMINE O VOLUME DE REFRIGERANTE RETIRADO EM CADA ETAPA, SABENDO QUE APÓS
ESSAS DUAS OPERAÇÕES, APENAS 540 ML DE REFRIGERANTE PERMANECERAM NO
RECIPIENTE? DICA: NA 1ª OPERAÇÃO ELE TIROU REFRIGERANTE PURO. JÁ NA SEGUNDA
ELE TIROU REFRIGERANTE MAIS ÁGUA.

2º) UM FABRICANTE DE CHOCOLATE RESOLVEU COLOCAR SUA PRODUÇÃO DE OVOS DE
PÁSCOA TODOS DO MESMO TAMANHO EM UMA SUPERFÍCIE DE FORMA QUADRADA. Ao DISPOR
ESSES OVOS LADO A LADO IGUALMENTE ESPAÇADOS E FORMANDO FILEIRAS PARALELAS
RESTARAM 326 OVOS. NUMA SEGUNDA TENTATIVA CONSEGUE DISPOR MAIS 3 OVOS EM
CADA FILEIRA E VERIFICOU QUE AINDA PODERIAM SER COLOCADOS 253 OVOS. QUAL FOI
A PRODUÇÃO DO FABRICANTE?


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Inaldo L Andrade.

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