Dídimo Matos
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...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.
Luiz Ferraz Netto [Léo]
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----- Original Message -----From: Dídimo MatosSent: Saturday, September 06, 2008 11:57 PMSubject: Re: [ciencialist] Re: curiosidade semântica.
Caro Léo,Se soubesse minimamente o que é ciência ou o que é filosofia não falaria tal conjunto de asneiras.Abraço,
Dídimo Matos
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...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.From: Luiz Ferraz NettoSent: Saturday, September 06, 2008 1:14 PMSubject: Re: [ciencialist] Re: curiosidade semântica.
Sim, acontecerá o mesmo comigo se entrar numa lista de crentes e tentar mostrar para eles os bons propósitos e os fatos dos ateus e agnósticos ... não vou durar dois dias!Se eu entrar numa lista sobre filosofia e tentar mostrar que aquilo não tem estrutura racional, que é apoiada pela palavra da autoridade, e é tão científica como o cristianismo ... sim, não durarei dois dias!Será que aceitarão o fato de que a Ciência vai muito bem ... e continua progredindo ... sem qqer interferência da filosofia? Ou até apesar dela!??[]´===================== ======
Luiz Ferraz Netto [Léo]
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===================== ====== ----- Original Message -----From: Alvaro Augusto (L)Sent: Thursday, September 04, 2008 8:34 PMSubject: Re: [ciencialist] Re: curiosidade semântica.
Caro Léo,Muito fácil falar bobagem sobre filosofia em uma lista de ciências. Quero ver você fazer o mesmo em uma lista de filosofia. Sugiro enviar sua mensagem ultracrepidária para Logica-l@dimap.ufrn.br , por exemplo. Duvido que seus argumentos durem mais de dois dias.[ ]s----- Original Message -----From: Luiz Ferraz NettoSent: Wednesday, September 03, 2008 1:19 PMSubject: Re: [ciencialist] Re: curiosidade semântica.He he he ... alegrou-me o dia ler essas descrições altamente científicas:*1. letra b: “[pronuncia-se] entre os beiços apertados, lançando para fora o bafo com ímpeto e
quase com baba”;
2. letra c: “pronuncia-se dobrando a língua sobre os dentes queixais, fazendo um certo lombo
no meio dela diante do papo, quase chegando com esse lombo da língua ao céu da boca
e impedindo o espírito, o qual por força faça apartar a língua e faces e quebre nos beiços
com ímpeto”;
3. letra ç: “esta letra c com outro c debaixo de si virado para trás, nesta forma ç, tem a mesma
pronunciação que z, senão que aperta mais a língua nos dentes”;
4. letra d: “[sua pronunciação] deita a língua dos dentes de cima com um pouco de
espírito”;
5. letra f: “[sua pronunciação] fecha os dentes de cima sobre o beiço de baixo”;
6. letra g: “[sua pronunciação] é como a do c, com menos força de espírito”;
7. letra h: “se é letra consoante, como alguns quiseram e o traz Diomedes gramático, há mister
própria força e se a tem ou não, ou se é boa a pronunciação que lhe dão alguns Latinos, eles o vejam. Nós, Portugueses, não lhe damos mais as vogais com que se mistura. E dizem os
Latinos que se podem misturar com todas as vogais”;
8. letra j (i consoante): “a sua pronunciação é semelhante à do xi, com menos força, e esta
mesma virtude damos ao g, quando se segue depois dele e ou i, mas a mim me parece que
com o i consoante o podemos escusar”;
9. letra l: “[sua proncunciação] lambe as gengivas de cima com as costas da língua, achegando
às bordas dela os dentes queixais”;
10. letra m: “[sua pronunciação] muge entre os beiços apertados, apanhando para dentro”;
11. letra n: “[sua pronunciação] tine [...] tocando com a ponta da língua as gengivas de
cima”;
12. letra p: “a força ou virtude do p é a mesma que a do b, senão que traz mais espírito”;
13. letra q: “[apesar de Diomedes e Quintiliano considerarem essa letra sobeja], nós a havemos
mister na nossa língua, assim para algumas dicções que de necessidade têm u líquido,
como quase, quando, quanto, qual, e outras semelhantes, como também para quando se
seguem i ou e, para tirar a dúvida que pode haver entre c e ç”;
14. letra r (singelo): “[pronuncia-se] com a língua pegada nos dentes queixais de cima, e sai obafo tremendo na ponta da língua”;
15. letra r (dobrado) [rr]: “[sua] proncunciação é a mesma que a do r singelo, senão que este
dobrado arranha mais as gengivas de cima”;
16. letra s (singelo): “é letra mimosa, e, quando a pronunciamos, alevantamos a ponta da língua
para o céu da boca e o espírito assobia pelas ilhargas da língua”;17. letra s (dobrado) [ss]: “proncuncia-se como o outro, pregando mais a língua no céu da
boca”;
18. letra t: “tem a mesma virtude do d, com mais espírito, todavia tira o t para fora”;
19. letra v (u consoante): “[sua força] é como a do f, mas com menos espírito”;
20. letra x: “pronuncia-se com as queixadas apertadas no meio da boca, os dentes juntos, a
língua ancha na boca e o espírito ferve na humidade da língua”;
21. letra z: “[sua pronunciação] zine entre os dentes cerrados, com a língua chegada a eles e
os beiços apartados um do outro”;
22. letra y: “as mais das vezes, quando vem uma vogal logo atrás outra, nós, pronunciamos
entre elas uma letra como em meio, seio, moio, joio, e outras muitas. A qual letra a mim
me parece ser y, e não i vogal, porque ela não faz sílaba por si, nem tampouco j consoante
na força que lhe nós demos, mas em outra quase semelhante àquela, muito enxuta e sem
nenhuma mistura de cuspinho”.*
Interessante observar, no texto completo indicado pelo Roberto, não o teor do texto em si (muito bom e realmente interessante)
, mas sim as citações das "palavras de autoridade" (dezenas delas!), deixando claro que, quanto mais se afasta da Ciência, mais as palavras de autoridade aparecem.
Filosofia, por exemplo, que sabemos sobejamente que não é Ciência, pulula de nomes para todos os cantos. Basta ver qqer texto ´filosófico´ para ver as miríades de citações de ´augustos pensadores´.[]´
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Luiz Ferraz Netto [Léo]
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===================== ====== ----- Original Message -----From: rmtakataSent: Wednesday, September 03, 2008 1:54 AMSubject: [ciencialist] Re: curiosidade semântica.Aqui um artigo muito interessante - embora acadêmico - sobre a questão
discutida nesta linha de mensagens:
A questão ortográfica na linguagem portuguesa (1536), de Fernão de
Oliveira: uma introdução
http://www.alfa.ibilce.unesp. br/download/ v50/04_SILVA.
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[]s,
Roberto Takata
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