-----Mensagem Original-----
De: "TARCISIO BORGES"
Para: <ciencialist@egroups.com>
Enviada em: Sexta-feira, 17 de Novembro de 2000 13:17
Assunto: Re: [ciencialist] relatividade
> Vc continua pisando no mesmo tomate, o fato do feixe de luz atingir o
> obstáculo exatamente em oposição à abertura não significa que o
> observador 2 verá o tubo perpendicular às paredes do trem, o cérebro
> dele pode interpretar como sendo perpendicular, mas não é isso que ele
> vê.
> Como já disse, esta experiência não tem a ver com a
> teoria da relatividade e pode ser tratada com mecânica clássica e sem
> erros.
Caro Tarcísio
Concordo plenamente contigo, apenas não sei se estou pisando num "tomate"
clássico ou relativístico. E creia-me, eles não são iguais. Tudo o que você
afirma é correto do ponto de vista clássico e no meu artigo original
utilizei-me deste argumento (o de um elemento de volume do feixe de luz
seguir uma orientação oblíqua, ainda que o feixe aparentasse sempre ser
perpendicular à parede) quando tentei distinguir o que chamei "uma
interpretação clássica ingênua" de "uma interpretação clássica não ingênua".
Sua interpretação, que como você afirma, é clássica, concorda com o que
denominei "não ingênua". Ótimo, você está classicamente certo. E não vejo
discordância alguma entre nossa maneira de pensar a respeito. Mesmo se
estivéssemos estudando um cano a transportar água, diria que o cano, como
uma estrutura rígida, desloca-se, para o observador 2, numa velocidade v no
sentido do movimento do trem; não obstante, as moléculas de água deslocam-se
na oblíqua, conforme seu desenho para a luz. O cano não se deforma (deixemos
o que chamei "visão sofisticada" de lado, pois trata-se de outro assunto
paralelo e no momento sem importância para o que estamos discutindo).
> Se você resolve mostrar o seu belo telhado de vidro para todo mundo,
> então é bom estar preparado para levar pedrada. Se os outros se ofendem
> por que vc defende uma idéia diferente da deles, então o problema é
> deles.
Talvez você tenha razão. Então vamos aproveitar que você chegou à solução
clássica do problema para reapresentar o "aparente" paradoxo que citei na
mensagem 4800 da Ciencialist de 1 de junho de 2000 (seguida das msgs 4802,
4803, 4804 e 4808). A situação é um pouquinho diferente. Aliás, é bem mais
simples (não existe trem nem fontes externas ao trem) mas deixa claro
porque não posso transpor essa interpretação clássica para a relatividade
moderna. Ainda que o paradoxo apresentado, a meu ver, não tenha sido
devidamente solucionado, você poderá notar que foram feitos alguns
comentários preliminares e, nos aspectos essenciais, não discordam da minha
interpretação. Quem sabe você ou o Eduardo possam apresentar uma solução
convincente.
Para facilitar, coloquei um mapa da thread em meu site uol onde também
postei "as minhas" mensagens (assim elas entram mais rápido). Para as demais
deixei apenas o link que entra diretamente na página respectiva da
ciencialist. O mapa da thread está em
http://sites.uol.com.br/albmesq/Dialogos/rdd.htm.
Obs.: Os links da tabela em anexo (Conheça o ECC) não estão funcionando.
[ ]'s
Alberto
http://www.geocities.com/CapeCanaveral/Lab/9378/indice.htm