Caros Colegas
Segundo minhas informações, o universo está em expansão sem a possibilidade de
uma contração posterior. O tempo teve sua origem no evento inicial, mas, como o
movimento permanecerá, parace que o decorrer do tempo também.
Mas se a energia útil do sistema tornar-se em energia incapaz de realizar
trabalho, não veríamos acelerações o desacelerações, ou seja, alterações na
velocidade do universo. Mas, se o tempo está ligado ao movimento, e, o
movimento, na realidade, depender do caráter útil da energia, ainda que não de
sua atuação direta na mudança de velocidade, então o movimento tenderia a dimuir
até parar. Então o tempo também deixaria de correr como no início. Se algo assim
fosse possível, veríamos a impossibilidade da "eternidade" tanto no início
quanto no fim. Mas se haver movimento em velocidade constante e indefinido,
então o tempo teria um início e não conheceria um fim.
É assim mesmo?
Outro ponto importante que quero esclarecer. Se o tempo depende de um estado
inicial, significa que não faz sentido imaginar que a matéria "sempre existiu"
ou "pré-existiu" em plasma, pois o tempo não corria. Sendo assim, a matéria em
seu quarto estado seria inicialmente "atemporal". Isso tal como um axioma, por
exemplo do ponto, na geometria.
O ponto não é definível, logo, não faz sentido dizer "desde quando o ponto
existe?". O ponto é, por característica lógica, atemporal. Isso não seria uma
analogia ao plasma inicial?
Gostaria de suas considerações.
Pirulito