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ciencialist · Ciência

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Re: [ciencialist] feixes de elétrons   Lista de mensagens  
Responder Mensagem #4663 de 79637 |

-----Mensagem Original-----
De: Antonio Carlos M. de Queiroz <acmq@...>
Para: <ciencialist@egroups.com>
Enviada em: terça-feira, 9 de maio de 2000 00:02
Assunto: Re: [ciencialist] feixes de elétrons


Luiz Ferraz Netto wrote:

> Noutra, não sei que instinto meu diz que algo está ferindo o princípio da
> inércia (como podem os elétrons criarem campos magnéticos que agem sobre
> eles mesmos?). Se uma carga em movimento criar campo magnético e esse
campo
> agir sobre essa própria carga ... sei lá o que poderá acontecer com ela
...
> acelerá-la indefinidamente?. No efeito Hall, é um campo externo
(proveniente
> de outra fonte) quem determina a migração das cargas para os bordos do
> condutor.

Vou ter que detalhar mais então:
Pense em dois fios paralelos conduzindo corrente elétrica (positiva
mesmo), como no desenho abaixo (use uma fonte de largura fixa para ver).
Os dois fios conduzem uma corrente i para cima e tem um comprimento l.
Representei ao lado de cada fio o campo magnético gerado pelo -outro-
fio,
"." significando saindo da figura, e "x" representando entrando na
figura.
Considere B a intensidade do campo magnético causado pelos fios.
O fio da esquerda recebe uma força para a direita, e o da direita uma
força para a esquerda, ambas valendo F=B*i*l. B é facilmente calculado
tendo-se a distância d<<l entre os fios como u0*i/(2*pi*d).

^ ^
. | . x | x
. | . x | x
. | ->F F <- | x
. | . x | x
. | . x | x

Espiras paralelas se atraem (lembra da mola de Roget?). Fios paralelos
também. Feixes de elétrons paralelos também. Existe uma força
eletrostática de repulsão entre os fios, se existir uma distribuição
de carga nos fios, como existe em um feixe de elétrons. Esta força
também
decai com o inverso da distância (linhas paralelas, não pontos, que
causariam forças decaindo com o quadrado da distância). A distância
sai então das equações, e resulta uma certa corrente, que depende da
velocidade do feixe, que causa equilíbrio entre as forças. Além desta
corrente, os elétrons são puxados para o ao centro. Abaixo dela, tendem
a divergir.

> E, outra coincidência estranha, por que o efeito Hall iria anular justinho
> só os elétrons que tendem a se divergir, no feixe? Por que não os outros?
> Será que ainda há coisas tão esquisitas dentro da Física do
Eletromagnetismo
> a serem estudadas (ou descobertas)? Coisas assim assustam: "Algo puxa as
> cargas para o centro da fita."

É o mesmo efeito. Deixo para outra ocasião uma avaliação quantitativa
para ver se os valores são razoáveis.

Antonio Carlos M. de Queiroz


Calma ... calma.
No caso dos fios paralelos, o campo B produzido pela corrente i que circula
por um dos fios de comprimento 'infinito' age sobre o trecho de corrente i'
de extensão L' do outro fio aplicando nesse trecho força F' (B = ui/2.pi.d
; F' = B.i'.L' ou F'=u.i.i'.L'/2.pi.d). Por outro lado, o campo B' produzido
pela corrente i' que circula pelo segundo fio de extensão também infinita,
age sobre o trecho de extensão L do fio onde passa a corrente i aplicando
força F dada por F = B'.i.L e como B'= u.i'/2.pi.d tem-se F =
u.i.i'.L/2.pi.d.
De início, essas forças não correspondem ao par ação/reação da 3a. lei de
Newton.
Em particular, se ambos os fios são infinitos, i = i' , L = L' e ambos
mergulhados no mesmo meio, resultam forças de mesmas intensidades dadas por
F = F' = u.i^2.L/2.pi.d.
Neste caso, todos os elétrons participantes da corrente em um dos fios
colaboram na produção do campo magnético (é a fonte de campo) e esse campo
age sobre parte dos elétrons do outro fio (não do próprio).

Na mola de Roget, o campo produzido pela corrente circulando por uma das
espiras age sobre os elétrons participantes da corrente numa OUTRA espira,
determinando a atração. Se a 'mola' tivesse uma única espira, poderia o
campo gerado por ela agir sobre ela própria, fazendo a espira ficar mais
apertada?

Agora a afirmação "Feixe de elétrons, paralelos, também" (se atraem) ...
estou firmemente pensando nos feixes de raios catódicos no TRC. Esse efeito
me escapa de qualquer experimentação que eu já tenha feito. Penso assim, se
isso ocorre, um feixe de elétrons de geometria cilíndrica deverá tornar-se
cônico ou ir afinando ... até formar 'um fio de elétrons em fila indiana'.
Tomemos apenas 2 elétrons; um de cada feixe, em trajetórias paralelas, lado
a lado. Com certeza, não se atraem, as trajetórias continuam paralelas. A
menos que alguém me demonstre o contrário. (não disse que sou turrão?).

Pelo que estou sentindo das posturas de idéias o elétron (pobre coitado, bem
que poderia ser uma simples bolinha maciça com um pequeno parasita preso na
sua superfície, conhecido pela alcunha de carga elétrica) tem comportamentos
distintos quando em repouso (pertencendo a uma carga estática) ou quando em
movimento (pertencendo a uma corrente elétrica). Ora gira, ora faz que gira,
mas não gira ... é um giro virtual, ora tem pólos elétricos, ora tem pólos
magnéticos, ora não.

Vou dormir ... e sonhar com T. A. Edson pensando em como explicar o
escurecimento do bulbo de sua lâmpada elétrica ... ele não conhecia o tal de
elétron ... só fluidos.

Bons morfeus a todos .......
[]'
Léo




Qua, 10 de Mai de 2000 4:38 am

leo@...
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... De: Antonio Carlos M. de Queiroz <acmq@...> Para: <ciencialist@egroups.com> Enviada em: terça-feira, 9 de maio de 2000 00:02 Assunto: Re:...
Luiz Ferraz Netto
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10 de Mai de 2000
4:26 am
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