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bambu-brasil · Bambu - Lista de discussão sobre os aspectos desta planta maravilhosa (plantio, tratamento, usos, etc...)

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#27429 De: virgilio senna <vicosennabahia@...>
Data: Sáb, 16 de Jun de 2012 3:58 pm
Assunto: Informação
vicosennabahia
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Companheiros
 
Por não me encontrar em Salvdor e no local onde estava não ter facilidade
de acessar a IOnternet, solicitei da companheira Celina Llerenas informações
sobre a pauta da reunião que será realizada no Rio de Janeiro com o representante da INBAR.
Acredito que a operosa companheira não recebeu a mensagem, haja vista que não obtive resposta.
Por esse motivo, indago aos companheiros qual a pauta dessa reaunião?
Agradeceria se me informassem.
Cordfialmente
 
Virgilio de Senna
71.8149.4549
71.3247.3328
bambuzalbahia.blogspot.com
sannax.blogspot.com 

#27430 De: Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...>
Data: Sáb, 16 de Jun de 2012 6:53 pm
Assunto: RES: Re: [Rede Social do Bambu] Esse é o bicho q vem aterrorizando os...
hansjkleine
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Olá Vicente,

 

                O tigre realmente é uma praga! Com ele todo cuidado é pouco, mas felizmente, que eu saiba,  ele só ataca os colmos de bambu depois da colheita e não as plantações no campo. Ou você pode apontar observações comprovadas em sentido contrário? Seria mais alarmante ainda!

 

Um abraço.

Hans Kleine

www.bambusc.org.br

 

 

 

De: bambu-brasil@... [mailto:bambu-brasil@...] Em nome de Vicente Jesus dos Santos
Enviada em: sexta-feira, 15 de junho de 2012 17:21
Para: Bambu Brasil
Assunto: [bambu-brasil] Re: [Rede Social do Bambu] Esse é o bicho q vem aterrorizando os...

 

 

Oi Rita!!

 

Este bicho chama-se: Clorophorus Anularis Fabrícius, vulgo "Tigre". Ele se apresenta em três fases: Ovos, larva e por último inseto. Trata-se de um inseto que não é do nosso continente, proveniente da Ásia, que devorava plantações de milho e cana. Agora apetitou-se pelo bambu e vem arrasando plantações na região Sul e Sudeste do Brasil.

 

Aqui na PUC ele já fez estragos!!

 

Abraços,

 

Vicente Jesus

Mestre em Design

 

De: Rita Bernabe <notification+izgzrhz1@...>
Para: Rede Social do Bambu <redesocialdobambu@...>
Enviadas: Quinta-feira, 7 de Junho de 2012 9:58
Assunto: [Rede Social do Bambu] Esse é o bicho q vem aterrorizando os...

Esse é o bicho q vem aterrorizando os...

Rita Bernabe

7 de Junho de 2012 09:58

Esse é o bicho q vem aterrorizando os bambuzeiros. Já tinha encontrado dele no Dendrocalamus , agora nesse Phyllostachis... Ele se movimenta como um parafuso e neste caso nem vi por onde entrou.

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#27431 De: Fernando Tombolato <tombolat@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 12:31 pm
Assunto: Re: Rio+20
parinam2
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Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:
- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR


Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:



Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente à vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês


Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados.
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista.
A sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário.

Presente estava também um jovem diplomata de nome Marcos, que está sediado na embaixada do Brasil em Beijing. O Marcos explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme de Brasília, apresentado pelo Ghavami, explicou que acompanha este processo junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.

Fernando Tombolato, do IAC, perguntou mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mosso do falecido amigo  sr. Myiazaky de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão).  Celina por favor acrescente mais.

Uma moça, também oriental mas brasileira filha de pais chineses, pesquisadora, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura ja que estes papéis estavam em suas mãos. O prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou. Gostaria de pedir então ao prof. Ghavami maiores explanações.



Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois sem dúvida o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas na prática percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e cescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz




--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415


#27432 De: Fernando Tombolato <tombolat@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 12:32 pm
Assunto: Re: Rio+20
parinam2
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Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e vamos tenttar identificar a Chusobrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:
- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR



Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:




Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente à vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês


Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados.
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista.
A sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário.

Presente estava também um jovem diplomata de nome Marcos, que está sediado na embaixada do Brasil em Beijing. O Marcos explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme de Brasília, apresentado pelo Ghavami, explicou que acompanha este processo junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.

Fernando Tombolato, do IAC, perguntou mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mosso do falecido amigo  sr. Myiazaky de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão).  Celina por favor acrescente mais.

Uma moça, também oriental mas brasileira filha de pais chineses, pesquisadora, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura ja que estes papéis estavam em suas mãos. O prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou. Gostaria de pedir então ao prof. Ghavami maiores explanações.



Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois sem dúvida o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas na prática percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e cescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz




--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415




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Antonio Fernando Caetano Tombolato
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#27433 De: Fernando Tombolato <tombolat@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 2:21 pm
Assunto: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
parinam2
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Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do INBAR com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.

Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições, fiquem à vontade para compartilhar com todos.

Fernando Tombolato
Instituto Agronômico - IAC



Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e vamos tentar identificar a Chusquea que encontramos na trilha da mata.
Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU para termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:

- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR

Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de outro lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem o desenvolvimetno da cultura no País.
E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de sucesso que almejamos.

Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o Japão (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos que cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas têm limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em nossas conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos encontrar nossos caminhos.

Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o INBAR e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas a serem atingidas.

Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no relatório do Luiz e já encaminhar a todos.

Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não puderam estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber os resultados.

Abraço,

Fernando Tombolato


--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415




Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:




Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês


Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (além de que o o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a atenção - Fernando).
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença do IAC. 
 Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar um sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes (Fernando).
 
A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário. (Também entendi pouco e pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do convidado - Fernando)

Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O Marco Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.

Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do processo- Fernando.

Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô do falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão). 
A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia - Fernando.

A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou.
A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto prazo (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que, hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já está definida - Fernando.



Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática, percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz







#27434 De: Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 2:56 pm
Assunto: RES: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
hansjkleine
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Olá Fernando e Luiz,

 

                Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da necessidade de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus méritos, mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante forum internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme potencial na área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa filiação à rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio Brasil é válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para evitar isso, criando a Associação Brasileira do Bambu.

                Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será feito com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte do clube e, principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para continuar como membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente de seu tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês responder tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima oportunidade.

 

Grande abraço.

Hans J. Kleine

BambuSC – Florianópolis

(48) 9963 3263

 

 

De: Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
Para: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina LLerena; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida; Guilherme Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro Lopes; bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben Lara Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina Shirasuna; Ana Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...; Marcelo Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...; gilmar@...
Assunto: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20

 

Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do INBAR com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.

Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições, fiquem à vontade para compartilhar com todos.

Fernando Tombolato
Instituto Agronômico - IAC



Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e vamos tentar identificar a Chusquea que encontramos na trilha da mata.
Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU para termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:

- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR

Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de outro lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem o desenvolvimetno da cultura no País.
E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de sucesso que almejamos.

Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o Japão (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos que cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas têm limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em nossas conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos encontrar nossos caminhos.

Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o INBAR e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas a serem atingidas.

Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no relatório do Luiz e já encaminhar a todos.

Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não puderam estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber os resultados.

Abraço,

Fernando Tombolato


--

Antonio Fernando Caetano Tombolato

Instituto Agronômico - IAC

Diretor NPD Jardim Botânico

Caixa Postal 28

CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil

tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778

cel. 55-19-9264-1415

 

 

 

 

Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:

 



Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês


Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (além de que o o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a atenção - Fernando).
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença do IAC. 

 Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar um sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes (Fernando).
 

A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário. (Também entendi pouco e pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do convidado - Fernando)

Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O Marco Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.


Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do processo- Fernando.


Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô do falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão). 

A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia - Fernando.


A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou.

A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto prazo (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que, hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já está definida - Fernando.

 


Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática, percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz



 

 


#27435 De: Luiz Ingles <bambuparque@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 10:40 am
Assunto: Rio+20
bambuparque
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Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente à vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês


Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados.
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista.
A sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário.

Presente estava também um jovem diplomata de nome Marcos, que está sediado na embaixada do Brasil em Beijing. O Marcos explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme de Brasília, apresentado pelo Ghavami, explicou que acompanha este processo junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.

Fernando Tombolato, do IAC, perguntou mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mosso do falecido amigo  sr. Myiazaky de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão).  Celina por favor acrescente mais.

Uma moça, também oriental mas brasileira filha de pais chineses, pesquisadora, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura ja que estes papéis estavam em suas mãos. O prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou. Gostaria de pedir então ao prof. Ghavami maiores explanações.



Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois sem dúvida o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas na prática percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e cescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz


#27436 De: "Egeu" <egeulaus@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 4:43 pm
Assunto: INBAR/RIO+20 e ações futuras dos bambuzeiros
egeu_laus
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Prezados Amigos do Bambu,

Foi um prazer conhecer pessoalmente varios de vocês que eu só conhecia pela Rede
Social do Bambu.
Comunico com prazer que a Rede está crescendo muito rapidamente com a entrada de
novos integrantes diariamente. Já são mais de 4.600 membros.

Mas vamos, sem mais delongas, a algumas reflexões que o Encontro me propiciou:

A Visita de Coosje Hoogendoorn, diretora do INBAR, pode servir como catalizador
para esse momento de organização (lato sensu) da cadeia produtiva do bambu no
Brasil, em todas as suas áreas. A filiação ao INBAR me parece um caminho natural
ao qual chegaremos muito em breve.

No entanto, me parece que há ainda algumas providencias a serem tomadas para que
possamos encetar essa viagem.
Falta-nos ainda, a meu ver, consolidar uma visão de conjunto. Já somos capazes
de enxergar e tratar da arvore, mas ainda não temos uma visão da floresta
inteira (perdoem-me a metáfora).
A pesquisa sobre bambu na Academia já é bastante extensa. Se você digitar a
palavra bambu no Curriculo Lattes vai encontrar – hoje – 1.696 trabalhos sobre o
tema entre teses e dissertações variadas. Resta saber quantas delas vão ao
encontro da sociedade se traduzindo em iniciativas práticas. Acredito que
muitas. Quais as que poderiam ser replicadas ajudando a criar um circulo
virtuoso para a cadeia produtiva do bambu?
Por outro lado, meu trabalho na Rede Social do Bambu me permite verificar que o
arco de interessados no tema é muito abrangente. Ou seja, para além dos
empreendedores que trabalham diretamente com o bambu, os "aficcionados" ou
"simpatizantes" é muito vasto, atingindo todos os estados brasileiros e com um
perfil variadíssimo. A quantidade de economistas, por exemplo, é enorme. De que
forma esses e outros integrantes poderiam colaborar na ampliação da rede de
contatos para a facilitação da realização de encontros regionais?
O núcleo de artesãos, outro exemplo, também é muito grande, podendo se traduzir
numa ponta de lança para a disseminacão da cultura do bambu na classe média.
De outro lado, a utilização do bambu nas iniciativas ligadas a ações sociais
(construções populares, etc) cresce a cada dia. Isso poderia se traduzir em
projetos envolvendo o Ministerio do Desenvolvimento Social e mesmo o de
Desenvolvimento Agrário (bambu na agricultura familiar).
Enfim, o próprio bambu nos mostra que as utilizacões são milhares e portanto os
caminhos também são múltiplos. Sem falar no mais óbvio que é o design, a
arquitetura e a construção, além da produção industrial de laminados e celulose
para papel.

Essa visão de conjunto pode ser amplificada em muito com o incentivo aos
projetos de comunicação e difusão da Cultura do Bambu, mas, neste momento, tavez
o que tenhamos mais necessidade são planos objetivos de baixo custo para
incentivar, em cada região, o que cada um dos núcleos de interessados agregados
possa concluir como mais urgente e mais factível (sabendo-se que não
conseguiremos tratar de todos os interesses ao mesmo tempo).

Existem algumas metodologias facilitadoras de Encontros Orientados à Ação que
poderiam nos ajudar a realizar esses Encontros Participativos com propostas
claras e objetivos definidos. Como moro aqui no Rio já me proponho a ajudar a
organizar um Encontro RJ, para o qual talvez possamos envolver a PUC e o
Laboratório de Investigação em Living Design – LIDL e nossos mestres Khosrow
Ghavami e José Luiz Mendes Ripper.

Importante é que possamos nos reunir já com pelo menos algumas idéias debatidas
antecipadamente para que o encontro possa nos servir como um momento de
consolidação de propostas (o que não impede que possamos realizar alguns
encontros informais para bater papo).

Que tal?

--
Egeu Laus
Tel. (21) 9187.9794
http://bamboo.ning.com
https://www.facebook.com/groups/redesocialdobambu/
http://twitter.com/Egeu
http://www.facebook.com/EgeuLaus

#27437 De: Luiz Ingles <bambuparque@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 2:33 am
Assunto: Bambuparque na Rio+20
bambuparque
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Bambuparque esteve na reunião dos bambuzeiros na conferência Rio+20.
Na foto em anexo Coosje Hoogendoorn, Diretora Geral do INBAR com Luiz Inglês

1 de 1 foto(s)


#27438 De: Bruno Piedade Baptista Campos <ecoprojetobambu@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 3:22 am
Assunto: Re: Informação
brunoecoprojeto
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Prezado Sr. Virgílio 
A reunião foi pautada no interesse do Brasil em aderir ao INBAR e serviu como oportunidade para nós bambuzeiros nos encontrarmos para debater as possibilidades que esta adesão pode propiciar, além, é claro, de nos conhecermos e traçarmos planos em se tratando das oportunidades profissionais e coletivas...
Forte abraço e até o próximo encontro.
Bruno Piedade.

Enviado via iPhone

Em 16/06/2012, às 12:58, virgilio senna <vicosennabahia@...> escreveu:

 

Companheiros
 
Por não me encontrar em Salvdor e no local onde estava não ter facilidade
de acessar a IOnternet, solicitei da companheira Celina Llerenas informações
sobre a pauta da reunião que será realizada no Rio de Janeiro com o representante da INBAR.
Acredito que a operosa companheira não recebeu a mensagem, haja vista que não obtive resposta.
Por esse motivo, indago aos companheiros qual a pauta dessa reaunião?
Agradeceria se me informassem.
Cordfialmente
 
Virgilio de Senna
71.8149.4549
71.3247.3328


#27439 De: Bamboofount <bamboofount@...>
Data: Dom, 17 de Jun de 2012 10:00 pm
Assunto: Re: RES: Re: [Rede Social do Bambu] Esse é o bicho q vem aterrorizando os...
bamboofount
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
O C. annularis pode atacar colmos na touceira. Ele coloca ovos nas extremidades secas do bambu mesmo que a parte inferior esteja verde. A medida que o colmo vai secando eles vão descendo. Colmos que caem e colmos que sao deixados escorados nas touceiras para secar sao alvo facil para a postura.

Ene/
Enviado via iPhone

Em 16/06/2012, às 15:53, Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...> escreveu:

 

Olá Vicente,

 

                O tigre realmente é uma praga! Com ele todo cuidado é pouco, mas felizmente, que eu saiba,  ele só ataca os colmos de bambu depois da colheita e não as plantações no campo. Ou você pode apontar observações comprovadas em sentido contrário? Seria mais alarmante ainda!

 

Um abraço.

Hans Kleine

www.bambusc.org.br

 

 

 

De: bambu-brasil@... [mailto:bambu-brasil@...] Em nome de Vicente Jesus dos Santos
Enviada em: sexta-feira, 15 de junho de 2012 17:21
Para: Bambu Brasil
Assunto: [bambu-brasil] Re: [Rede Social do Bambu] Esse é o bicho q vem aterrorizando os...

 

 

Oi Rita!!

 

Este bicho chama-se: Clorophorus Anularis Fabrícius, vulgo "Tigre". Ele se apresenta em três fases: Ovos, larva e por último inseto. Trata-se de um inseto que não é do nosso continente, proveniente da Ásia, que devorava plantações de milho e cana. Agora apetitou-se pelo bambu e vem arrasando plantações na região Sul e Sudeste do Brasil.

 

Aqui na PUC ele já fez estragos!!

 

Abraços,

 

Vicente Jesus

Mestre em Design

 

De: Rita Bernabe <notification+izgzrhz1@...>
Para: Rede Social do Bambu <redesocialdobambu@...>
Enviadas: Quinta-feira, 7 de Junho de 2012 9:58
Assunto: [Rede Social do Bambu] Esse é o bicho q vem aterrorizando os...

Esse é o bicho q vem aterrorizando os...

Rita Bernabe

7 de Junho de 2012 09:58

Esse é o bicho q vem aterrorizando os bambuzeiros. Já tinha encontrado dele no Dendrocalamus , agora nesse Phyllostachis... Ele se movimenta como um parafuso e neste caso nem vi por onde entrou.

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#27440 De: "Egeu" <egeulaus@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 5:53 pm
Assunto: Sobre o Encontro Bambuzeiros/Inbar/Rio+20
egeu_laus
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Prezados Amigos do Bambu,

Foi um prazer conhecer pessoalmente varios de vocês que eu só conhecia pela Rede
Social do Bambu.
Comunico com prazer que a Rede está crescendo muito rapidamente com a entrada de
novos integrantes diariamente. Já são mais de 4.600 membros.

Mas vamos, sem mais delongas, a algumas reflexões que o Encontro me propiciou:

A Visita de Coosje Hoogendoorn, diretora do INBAR, pode servir como catalizador
para esse momento de organização (lato sensu) da cadeia produtiva do bambu no
Brasil, em todas as suas áreas. A filiação ao INBAR me parece um caminho natural
ao qual chegaremos muito em breve.

No entanto, me parece que há ainda algumas providencias a serem tomadas para que
possamos encetar essa viagem.
Falta-nos ainda, a meu ver, consolidar uma visão de conjunto. Já somos capazes
de enxergar e tratar da arvore, mas ainda não temos uma visão da floresta
inteira (perdoem-me a metáfora).
A pesquisa sobre bambu na Academia já é bastante extensa. Se você digitar a
palavra bambu no Curriculo Lattes vai encontrar – hoje – 1.696 trabalhos sobre o
tema entre teses e dissertações variadas. Resta saber quantas delas vão ao
encontro da sociedade se traduzindo em iniciativas práticas. Acredito que
muitas. Quais as que poderiam ser replicadas ajudando a criar um circulo
virtuoso para a cadeia produtiva do bambu?
Por outro lado, meu trabalho na Rede Social do Bambu me permite verificar que o
arco de interessados no tema é muito abrangente. Ou seja, para além dos
empreendedores que trabalham diretamente com o bambu, os "aficcionados" ou
"simpatizantes" é muito vasto, atingindo todos os estados brasileiros e com um
perfil variadíssimo. A quantidade de economistas, por exemplo, é enorme. De que
forma esses e outros integrantes poderiam colaborar na ampliação da rede de
contatos para a facilitação da realização de encontros regionais?
O núcleo de artesãos, outro exemplo, também é muito grande, podendo se traduzir
numa ponta de lança para a disseminacão da cultura do bambu na classe média.
De outro lado, a utilização do bambu nas iniciativas ligadas a ações sociais
(construções populares, etc) cresce a cada dia. Isso poderia se traduzir em
projetos envolvendo o Ministerio do Desenvolvimento Social e mesmo o de
Desenvolvimento Agrário (bambu na agricultura familiar).
Enfim, o próprio bambu nos mostra que as utilizacões são milhares e portanto os
caminhos também são múltiplos. Sem falar no mais óbvio que é o design, a
arquitetura e a construção, além da produção industrial de laminados e celulose
para papel.

Essa visão de conjunto pode ser amplificada em muito com o incentivo aos
projetos de comunicação e difusão da Cultura do Bambu, mas, neste momento, tavez
o que tenhamos mais necessidade são planos objetivos de baixo custo para
incentivar, em cada região, o que cada um dos núcleos de interessados agregados
possa concluir como mais urgente e mais factível (sabendo-se que não
conseguiremos tratar de todos os interesses ao mesmo tempo).

Existem algumas metodologias facilitadoras de Encontros Orientados à Ação que
poderiam nos ajudar a realizar esses Encontros Participativos com propostas
claras e objetivos definidos. Como moro aqui no Rio já me proponho a ajudar a
organizar um Encontro RJ, para o qual talvez possamos envolver a PUC e o
Laboratório de Investigação em Living Design – LILD e nossos mestres Khosrow
Ghavami e José Luiz Mendes Ripper.

Importante é que possamos nos reunir já com pelo menos algumas idéias debatidas
antecipadamente para que o encontro possa nos servir como um momento de
consolidação de propostas (o que não impede que possamos realizar alguns
encontros informais para bater papo).

Que tal?

Um abraço a todos!

Egeu Laus

Tel. (21) 9187.9794
http://bamboo.ning.com
https://www.facebook.com/groups/redesocialdobambu/
http://twitter.com/Egeu
http://www.facebook.com/EgeuLaus

#27441 De: Fernando Tombolato <tombolat@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 8:01 pm
Assunto: Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
parinam2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Hans,
O valor atual da anuidade é de 12 mil dólares. Quem estabelece este valor é o próprio INBAR. Certamente existe um Conselho do qual participam representantes dos países membros, como também têm representantes nos 5(?) continentes. Enfim, não estou certo dos detalhes mas é uma organização internacional e teremos nosso espaço par aopinar entre os atuais 34 países membros.
Bem, de qualquer maneira, esse valor certamente é irrelevante perante o custo dos projetos que eles se propõem a desenvolver no Brasil. Os recursos financeiros necessários para a implantação de projetos deverão ser da ordem de milhões.
Perguntei se viriam recursos de fundos internacionais, ou seja, se o INBAR tem instrumentos de captação, ou se somente o Brasil teria que arcar com isto, mas fiquei sem resposta.
Também não houve nenhum comentário sobre quem definirá as prioridades. Mais um motivo para estarmos unidos e prevenir que os "comendadores" e "barões" decidam sobre seus próprios benefícios!
Escrevi para o Prof. Jaime sobre tudo isto e que certamente a RBB não poderá ficar isolada e seus membors deverão também participar da ABB.
FER

Em 18 de junho de 2012 11:56, Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...> escreveu:

Olá Fernando e Luiz,

 

                Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da necessidade de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus méritos, mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante forum internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme potencial na área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa filiação à rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio Brasil é válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para evitar isso, criando a Associação Brasileira do Bambu.

                Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será feito com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte do clube e, principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para continuar como membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente de seu tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês responder tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima oportunidade.

 

Grande abraço.

Hans J. Kleine

BambuSC – Florianópolis

(48) 9963 3263

 

 

De: Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
Para: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina LLerena; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida; Guilherme Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro Lopes; bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben Lara Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina Shirasuna; Ana Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...; Marcelo Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...; gilmar@...
Assunto: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20

 

Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do INBAR com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.

Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições, fiquem à vontade para compartilhar com todos.

Fernando Tombolato
Instituto Agronômico - IAC



Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e vamos tentar identificar a Chusquea que encontramos na trilha da mata.
Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU para termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:

- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR

Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de outro lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem o desenvolvimetno da cultura no País.
E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de sucesso que almejamos.

Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o Japão (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos que cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas têm limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em nossas conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos encontrar nossos caminhos.

Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o INBAR e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas a serem atingidas.

Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no relatório do Luiz e já encaminhar a todos.

Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não puderam estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber os resultados.

Abraço,

Fernando Tombolato


--

Antonio Fernando Caetano Tombolato

Instituto Agronômico - IAC

Diretor NPD Jardim Botânico

Caixa Postal 28

CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil

tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778

cel. 55-19-9264-1415

 

 

 

 

Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:

 



Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês


Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (além de que o o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a atenção - Fernando).
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença do IAC. 

 Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar um sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes (Fernando).
 

A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário. (Também entendi pouco e pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do convidado - Fernando)

Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O Marco Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.


Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do processo- Fernando.


Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô do falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão). 

A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia - Fernando.


A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou.

A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto prazo (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que, hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já está definida - Fernando.

 


Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática, percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz



 

 




--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415


#27442 De: Fernando Tombolato <tombolat@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 8:13 pm
Assunto: Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
parinam2
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Colegas,

Desculpe, mas hoje de manhã acabei por enviar 2 mensagens de teor parecido, mas a primeira delas seguiu truncada.
O conteúdo completo das mensagens minha e do Luiz Inglês é o que segue logo abaixo dos comentários do Hans.

FER



Em 18 de junho de 2012 17:01, Fernando Tombolato <parinam.parinam@...> escreveu:
Hans,
O valor atual da anuidade é de 12 mil dólares. Quem estabelece este valor é o próprio INBAR. Certamente existe um Conselho do qual participam representantes dos países membros, como também têm representantes nos 5(?) continentes. Enfim, não estou certo dos detalhes mas é uma organização internacional e teremos nosso espaço par aopinar entre os atuais 34 países membros.
Bem, de qualquer maneira, esse valor certamente é irrelevante perante o custo dos projetos que eles se propõem a desenvolver no Brasil. Os recursos financeiros necessários para a implantação de projetos deverão ser da ordem de milhões.
Perguntei se viriam recursos de fundos internacionais, ou seja, se o INBAR tem instrumentos de captação, ou se somente o Brasil teria que arcar com isto, mas fiquei sem resposta.
Também não houve nenhum comentário sobre quem definirá as prioridades. Mais um motivo para estarmos unidos e prevenir que os "comendadores" e "barões" decidam sobre seus próprios benefícios!
Escrevi para o Prof. Jaime sobre tudo isto e que certamente a RBB não poderá ficar isolada e seus membors deverão também participar da ABB.
FER

Em 18 de junho de 2012 11:56, Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...> escreveu:

Olá Fernando e Luiz,

 

                Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da necessidade de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus méritos, mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante forum internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme potencial na área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa filiação à rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio Brasil é válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para evitar isso, criando a Associação Brasileira do Bambu.

                Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será feito com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte do clube e, principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para continuar como membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente de seu tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês responder tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima oportunidade.

 

Grande abraço.

Hans J. Kleine

BambuSC – Florianópolis

(48) 9963 3263

 

 

De: Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
Para: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina LLerena; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida; Guilherme Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro Lopes; bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben Lara Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina Shirasuna; Ana Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...; Marcelo Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...; gilmar@...
Assunto: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20

 

Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do INBAR com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.

Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições, fiquem à vontade para compartilhar com todos.

Fernando Tombolato
Instituto Agronômico - IAC



Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e vamos tentar identificar a Chusquea que encontramos na trilha da mata.
Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU para termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:

- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR

Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de outro lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem o desenvolvimetno da cultura no País.
E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de sucesso que almejamos.

Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o Japão (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos que cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas têm limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em nossas conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos encontrar nossos caminhos.

Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o INBAR e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas a serem atingidas.

Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no relatório do Luiz e já encaminhar a todos.

Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não puderam estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber os resultados.

Abraço,

Fernando Tombolato


--

Antonio Fernando Caetano Tombolato

Instituto Agronômico - IAC

Diretor NPD Jardim Botânico

Caixa Postal 28

CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil

tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778

cel. 55-19-9264-1415

 

 

 

 

Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:

 



Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês


Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (além de que o o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a atenção - Fernando).
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença do IAC. 

 Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar um sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes (Fernando).
 

A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário. (Também entendi pouco e pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do convidado - Fernando)

Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O Marco Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.


Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do processo- Fernando.


Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô do falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão). 

A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia - Fernando.


A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou.

A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto prazo (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que, hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já está definida - Fernando.

 


Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática, percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz



 

 




--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415




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#27443 De: Fernando Tombolato <tombolat@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 9:48 pm
Assunto: filme no Youtube da apresentação da Coosjie
parinam2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Colegas,
Segue link  do filme no Youtube da apresentação da Coosjie que o Egeu Laus disponibilizou na Rede Social do Bambu.
Ótimo para quem não pôde estar presente.
Abraço,
FER

http://www.youtube.com/watch?v=i2GFYL2bZsk&feature=youtu.be

Em 18 de junho de 2012 17:13, Fernando Tombolato <parinam.parinam@...> escreveu:
Colegas,

Desculpe, mas hoje de manhã acabei por enviar 2 mensagens de teor parecido, mas a primeira delas seguiu truncada.
O conteúdo completo das mensagens minha e do Luiz Inglês é o que segue logo abaixo dos comentários do Hans.

FER



Em 18 de junho de 2012 17:01, Fernando Tombolato <parinam.parinam@...> escreveu:

Hans,
O valor atual da anuidade é de 12 mil dólares. Quem estabelece este valor é o próprio INBAR. Certamente existe um Conselho do qual participam representantes dos países membros, como também têm representantes nos 5(?) continentes. Enfim, não estou certo dos detalhes mas é uma organização internacional e teremos nosso espaço par aopinar entre os atuais 34 países membros.
Bem, de qualquer maneira, esse valor certamente é irrelevante perante o custo dos projetos que eles se propõem a desenvolver no Brasil. Os recursos financeiros necessários para a implantação de projetos deverão ser da ordem de milhões.
Perguntei se viriam recursos de fundos internacionais, ou seja, se o INBAR tem instrumentos de captação, ou se somente o Brasil teria que arcar com isto, mas fiquei sem resposta.
Também não houve nenhum comentário sobre quem definirá as prioridades. Mais um motivo para estarmos unidos e prevenir que os "comendadores" e "barões" decidam sobre seus próprios benefícios!
Escrevi para o Prof. Jaime sobre tudo isto e que certamente a RBB não poderá ficar isolada e seus membors deverão também participar da ABB.
FER

Em 18 de junho de 2012 11:56, Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...> escreveu:

Olá Fernando e Luiz,

 

                Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da necessidade de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus méritos, mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante forum internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme potencial na área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa filiação à rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio Brasil é válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para evitar isso, criando a Associação Brasileira do Bambu.

                Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será feito com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte do clube e, principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para continuar como membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente de seu tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês responder tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima oportunidade.

 

Grande abraço.

Hans J. Kleine

BambuSC – Florianópolis

(48) 9963 3263

 

 

De: Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
Para: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina LLerena; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida; Guilherme Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro Lopes; bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben Lara Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina Shirasuna; Ana Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...; Marcelo Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...; gilmar@...
Assunto: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20

 

Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do INBAR com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.

Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições, fiquem à vontade para compartilhar com todos.

Fernando Tombolato
Instituto Agronômico - IAC



Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e vamos tentar identificar a Chusquea que encontramos na trilha da mata.
Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU para termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:

- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR

Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de outro lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem o desenvolvimetno da cultura no País.
E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de sucesso que almejamos.

Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o Japão (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos que cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas têm limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em nossas conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos encontrar nossos caminhos.

Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o INBAR e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas a serem atingidas.

Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no relatório do Luiz e já encaminhar a todos.

Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não puderam estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber os resultados.

Abraço,

Fernando Tombolato


--

Antonio Fernando Caetano Tombolato

Instituto Agronômico - IAC

Diretor NPD Jardim Botânico

Caixa Postal 28

CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil

tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778

cel. 55-19-9264-1415

 

 

 

 

Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:

 



Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês


Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (além de que o o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a atenção - Fernando).
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença do IAC. 

 Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar um sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes (Fernando).
 

A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário. (Também entendi pouco e pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do convidado - Fernando)

Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O Marco Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.


Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do processo- Fernando.


Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô do falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão). 

A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia - Fernando.


A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou.

A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto prazo (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que, hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já está definida - Fernando.

 


Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática, percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz



 

 




--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415




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Antonio Fernando Caetano Tombolato
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cel. 55-19-9264-1415




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#27444 De: dario miyahira <mulatrox@...>
Data: Seg, 18 de Jun de 2012 11:08 pm
Assunto: RE: Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
mulatrox@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá a todos os colegas bambuzeiros do grupo.
Agradeço desde já estas informações tão importantes que estão sendo divididas com todos.
 
Meu nome é Dário Miyahira, 35, Guarujá em São Paulo.
 
Venho acompanhando vários e-mails durante algum tempo e muitas vezes fico sem jeito de entrar nas histórias por ser jovem, no mundo do bambu, estudo esta maravilha apenas a 16 anos. Fiz curso com o Rafael na Ebiobambu e conhei a Celina. Aprendi muito com Edoardo Aranha aqui em SP. Fiquei um tempo com Galeno na Ilha bela, enfim, sou um amante deste mundo que é o bambúe que todos nós conhecemos.
Quero deixar minha opinião sobre toda esta história gente.
 
Acredito ser muito importante esta associação ao INBAR, mas acredito como alguns colegas vem dizendo que nossa principal preocupação neste momento é nos organizar melhor aqui dentro do nosso país. Somos muito melhor que eles pessoal, somos brasileiros que não desistem nunca, somos os melhores no improviso, então porque não aproveitar todo esse calor que esta acontecendo neste momento e nos juntar-mos de uma vez por todas, sei que precisamos muito da ABB, mas precisamos criá-la de uma forma correta, com muita calma e sabedoria.
 
Não consegui ir até o RJ para a reunião por problemas de saúde, mas estou aqui acompanhando Sei que muitos de nós queremos fazer o melhor, mas peço-lhes que deixem de lado todas as diferenças políticas ou interesses pessoais neste momento e coloquemos em prática toda a sabedoria que esta planta maravilhiosa nos ensina a cada dia.
 
Sei que podemos e que vamos conseguir ser-mos os melhores do mundo neste assunto, porque somos o povo mais criativo do mundo pessoal. Vamos nos reunir de uma forma flexível para poder-mos solidificar esta idéia não só nos governantes, mas também na população e empresas.
 
Temos muitas pessoas maravilhosas e experientes no grupo, não vamos deixar questões de ego atrapalhar nosso intuito maior.
 
Um grande abraço a todos vcs, irmãos bambuzeiros de todo Brasil e mundo.
 
 
Att.
 
Dário Miyahira
13 78080751
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

To: hjkleine@...
CC: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC@...; bambuzalbahia@...; celina@...; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; cantoar@...; guilherme.wiedman@...; cpab@...; beraldo@...; pereira@...; elyzeus@...; bambusa@...; contato@...; sitiodamata@...; guilhermekorte@...; mosespi@...; thmgreco@...; waldolar@...; tfilg@...; mairapad@...; regina.shirasuna@...; santosgon@...; vianapl@...; pedrotti@...; marceloventuri@...; kuperstein@...; rfguerra@...; gilmar@...; vagalume@...; vicosennabahia@...
From: tombolat@...
Date: Mon, 18 Jun 2012 17:13:17 -0300
Subject: [bambu-brasil] Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20

 
Colegas,

Desculpe, mas hoje de manhã acabei por enviar 2 mensagens de teor parecido, mas a primeira delas seguiu truncada.
O conteúdo completo das mensagens minha e do Luiz Inglês é o que segue logo abaixo dos comentários do Hans.

FER



Em 18 de junho de 2012 17:01, Fernando Tombolato <parinam.parinam@...> escreveu:
Hans,
O valor atual da anuidade é de 12 mil dólares. Quem estabelece este valor é o próprio INBAR. Certamente existe um Conselho do qual participam representantes dos países membros, como também têm representantes nos 5(?) continentes. Enfim, não estou certo dos detalhes mas é uma organização internacional e teremos nosso espaço par aopinar entre os atuais 34 países membros.
Bem, de qualquer maneira, esse valor certamente é irrelevante perante o custo dos projetos que eles se propõem a desenvolver no Brasil. Os recursos financeiros necessários para a implantação de projetos deverão ser da ordem de milhões.
Perguntei se viriam recursos de fundos internacionais, ou seja, se o INBAR tem instrumentos de captação, ou se somente o Brasil teria que arcar com isto, mas fiquei sem resposta.
Também não houve nenhum comentário sobre quem definirá as prioridades. Mais um motivo para estarmos unidos e prevenir que os "comendadores" e "barões" decidam sobre seus próprios benefícios!
Escrevi para o Prof. Jaime sobre tudo isto e que certamente a RBB não poderá ficar isolada e seus membors deverão também participar da ABB.
FER

Em 18 de junho de 2012 11:56, Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...> escreveu:

Olá Fernando e Luiz,

 

                Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da necessidade de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus méritos, mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante forum internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme potencial na área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa filiação à rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio Brasil é válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para evitar isso, criando a Associação Brasileira do Bambu.

                Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será feito com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte do clube e, principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para continuar como membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente de seu tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês responder tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima oportunidade.

 

Grande abraço.

Hans J. Kleine

BambuSC – Florianópolis

(48) 9963 3263

 

 

De: Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
Para: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina LLerena; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida; Guilherme Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro Lopes; bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben Lara Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina Shirasuna; Ana Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...; Marcelo Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...; gilmar@...
Assunto: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20

 

Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do INBAR com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.

Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições, fiquem à vontade para compartilhar com todos.

Fernando Tombolato
Instituto Agronômico - IAC



Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e vamos tentar identificar a Chusquea que encontramos na trilha da mata.
Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU para termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:

- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR

Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de outro lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem o desenvolvimetno da cultura no País.
E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de sucesso que almejamos.

Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o Japão (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos que cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas têm limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em nossas conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos encontrar nossos caminhos.

Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o INBAR e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas a serem atingidas.

Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no relatório do Luiz e já encaminhar a todos.

Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não puderam estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber os resultados.

Abraço,

Fernando Tombolato


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Antonio Fernando Caetano Tombolato

Instituto Agronômico - IAC

Diretor NPD Jardim Botânico

Caixa Postal 28

CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil

tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778

cel. 55-19-9264-1415

 

 

 

 

Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:

 



Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês


Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (além de que o o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a atenção - Fernando).
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença do IAC. 

 Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar um sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes (Fernando).
 

A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário. (Também entendi pouco e pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do convidado - Fernando)

Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O Marco Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.


Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do processo- Fernando.


Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô do falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão). 

A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia - Fernando.


A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou.

A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto prazo (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que, hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já está definida - Fernando.

 


Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática, percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz



 

 




--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415




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#27445 De: Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...>
Data: Ter, 19 de Jun de 2012 1:59 am
Assunto: RES: RES: Re: [Rede Social do Bambu] Esse é o bicho q vem aterrorizando os...
hansjkleine
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Oi Ene,

 

                A sua observação é um importante alerta, referente a um dos métodos recomendados de tratamento das varas de bambu, que é a secagem na moita. O método pode ser usado, desde que a extremidade da base da vara cortada esteja imersa em uma solução preservante, que mantenha os tigres e outros insetos afastados, assim evitando a deposição de ovos.

 

Obrigado e um abraço.

HJKleine

 

De: bambu-brasil@... [mailto:bambu-brasil@...] Em nome de Bamboofount
Enviada em: domingo, 17 de junho de 2012 19:00
Para: bambu-brasil@...
Cc: <bambu-brasil@...>
Assunto: Re: RES: [bambu-brasil] Re: [Rede Social do Bambu] Esse é o bicho q vem aterrorizando os...

 

 

O C. annularis pode atacar colmos na touceira. Ele coloca ovos nas extremidades secas do bambu mesmo que a parte inferior esteja verde. A medida que o colmo vai secando eles vão descendo. Colmos que caem e colmos que sao deixados escorados nas touceiras para secar sao alvo facil para a postura.


Ene/

Enviado via iPhone


Em 16/06/2012, às 15:53, Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...> escreveu:

 

Olá Vicente,

 

                O tigre realmente é uma praga! Com ele todo cuidado é pouco, mas felizmente, que eu saiba,  ele só ataca os colmos de bambu depois da colheita e não as plantações no campo. Ou você pode apontar observações comprovadas em sentido contrário? Seria mais alarmante ainda!

 

Um abraço.

Hans Kleine

www.bambusc.org.br

 

 

 

De: bambu-brasil@... [mailto:bambu-brasil@...] Em nome de Vicente Jesus dos Santos
Enviada em: sexta-feira, 15 de junho de 2012 17:21
Para: Bambu Brasil
Assunto: [bambu-brasil] Re: [Rede Social do Bambu] Esse é o bicho q vem aterrorizando os...

 

 

Oi Rita!!

 

Este bicho chama-se: Clorophorus Anularis Fabrícius, vulgo "Tigre". Ele se apresenta em três fases: Ovos, larva e por último inseto. Trata-se de um inseto que não é do nosso continente, proveniente da Ásia, que devorava plantações de milho e cana. Agora apetitou-se pelo bambu e vem arrasando plantações na região Sul e Sudeste do Brasil.

 

Aqui na PUC ele já fez estragos!!

 

Abraços,

 

Vicente Jesus

Mestre em Design

 

De: Rita Bernabe <notification+izgzrhz1@...>
Para: Rede Social do Bambu <redesocialdobambu@...>
Enviadas: Quinta-feira, 7 de Junho de 2012 9:58
Assunto: [Rede Social do Bambu] Esse é o bicho q vem aterrorizando os...

Esse é o bicho q vem aterrorizando os...

Rita Bernabe

7 de Junho de 2012 09:58

Esse é o bicho q vem aterrorizando os bambuzeiros. Já tinha encontrado dele no Dendrocalamus , agora nesse Phyllostachis... Ele se movimenta como um parafuso e neste caso nem vi por onde entrou.

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#27446 De: Fernando Tombolato <tombolat@...>
Data: Ter, 19 de Jun de 2012 11:36 am
Assunto: Re: Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
parinam2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Colega Dário,

Sua energia é muito boa e parece que já conhece bem o"métier". Também acredito que nosso caminho seja por aí, nacionalismos à parte, podemos construir um bom futuro para o bambu no País.
Faz pouco tempo que estivemos em Bertioga quando pudemos visitar o Nunes, em uma próxima ida  podemos marcar de nos conhecer. Venha quando quiser fazer uma visita ao IAC.

Abraço,

Fernando


--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
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cel. 55-19-9264-1415


Em 18 de junho de 2012 20:08, dario miyahira <mulatrox@...> escreveu:
 

Olá a todos os colegas bambuzeiros do grupo.
Agradeço desde já estas informações tão importantes que estão sendo divididas com todos.
 
Meu nome é Dário Miyahira, 35, Guarujá em São Paulo.
 
Venho acompanhando vários e-mails durante algum tempo e muitas vezes fico sem jeito de entrar nas histórias por ser jovem, no mundo do bambu, estudo esta maravilha apenas a 16 anos. Fiz curso com o Rafael na Ebiobambu e conhei a Celina. Aprendi muito com Edoardo Aranha aqui em SP. Fiquei um tempo com Galeno na Ilha bela, enfim, sou um amante deste mundo que é o bambúe que todos nós conhecemos.
Quero deixar minha opinião sobre toda esta história gente.
 
Acredito ser muito importante esta associação ao INBAR, mas acredito como alguns colegas vem dizendo que nossa principal preocupação neste momento é nos organizar melhor aqui dentro do nosso país. Somos muito melhor que eles pessoal, somos brasileiros que não desistem nunca, somos os melhores no improviso, então porque não aproveitar todo esse calor que esta acontecendo neste momento e nos juntar-mos de uma vez por todas, sei que precisamos muito da ABB, mas precisamos criá-la de uma forma correta, com muita calma e sabedoria.
 
Não consegui ir até o RJ para a reunião por problemas de saúde, mas estou aqui acompanhando Sei que muitos de nós queremos fazer o melhor, mas peço-lhes que deixem de lado todas as diferenças políticas ou interesses pessoais neste momento e coloquemos em prática toda a sabedoria que esta planta maravilhiosa nos ensina a cada dia.
 
Sei que podemos e que vamos conseguir ser-mos os melhores do mundo neste assunto, porque somos o povo mais criativo do mundo pessoal. Vamos nos reunir de uma forma flexível para poder-mos solidificar esta idéia não só nos governantes, mas também na população e empresas.
 
Temos muitas pessoas maravilhosas e experientes no grupo, não vamos deixar questões de ego atrapalhar nosso intuito maior.
 
Um grande abraço a todos vcs, irmãos bambuzeiros de todo Brasil e mundo.
 
 
Att.
 
Dário Miyahira
13 78080751
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

To: hjkleine@...
CC: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC@...; bambuzalbahia@...; celina@...; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; cantoar@...; guilherme.wiedman@...; cpab@...; beraldo@...; pereira@...; elyzeus@...; bambusa@...; contato@...; sitiodamata@...; guilhermekorte@...; mosespi@...; thmgreco@...; waldolar@...; tfilg@...; mairapad@...; regina.shirasuna@...; santosgon@...; vianapl@...; pedrotti@...; marceloventuri@...; kuperstein@...; rfguerra@...; gilmar@...; vagalume@...; vicosennabahia@...
From: tombolat@...

Date: Mon, 18 Jun 2012 17:13:17 -0300
Subject: [bambu-brasil] Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20


 
Colegas,

Desculpe, mas hoje de manhã acabei por enviar 2 mensagens de teor parecido, mas a primeira delas seguiu truncada.
O conteúdo completo das mensagens minha e do Luiz Inglês é o que segue logo abaixo dos comentários do Hans.

FER



Em 18 de junho de 2012 17:01, Fernando Tombolato <parinam.parinam@...> escreveu:
Hans,
O valor atual da anuidade é de 12 mil dólares. Quem estabelece este valor é o próprio INBAR. Certamente existe um Conselho do qual participam representantes dos países membros, como também têm representantes nos 5(?) continentes. Enfim, não estou certo dos detalhes mas é uma organização internacional e teremos nosso espaço par aopinar entre os atuais 34 países membros.
Bem, de qualquer maneira, esse valor certamente é irrelevante perante o custo dos projetos que eles se propõem a desenvolver no Brasil. Os recursos financeiros necessários para a implantação de projetos deverão ser da ordem de milhões.
Perguntei se viriam recursos de fundos internacionais, ou seja, se o INBAR tem instrumentos de captação, ou se somente o Brasil teria que arcar com isto, mas fiquei sem resposta.
Também não houve nenhum comentário sobre quem definirá as prioridades. Mais um motivo para estarmos unidos e prevenir que os "comendadores" e "barões" decidam sobre seus próprios benefícios!
Escrevi para o Prof. Jaime sobre tudo isto e que certamente a RBB não poderá ficar isolada e seus membors deverão também participar da ABB.
FER

Em 18 de junho de 2012 11:56, Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...> escreveu:

Olá Fernando e Luiz,

 

                Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da necessidade de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus méritos, mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante forum internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme potencial na área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa filiação à rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio Brasil é válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para evitar isso, criando a Associação Brasileira do Bambu.

                Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será feito com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte do clube e, principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para continuar como membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente de seu tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês responder tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima oportunidade.

 

Grande abraço.

Hans J. Kleine

BambuSC – Florianópolis

(48) 9963 3263

 

 

De: Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
Para: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina LLerena; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida; Guilherme Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro Lopes; bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben Lara Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina Shirasuna; Ana Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...; Marcelo Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...; gilmar@...
Assunto: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20

 

Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do INBAR com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.

Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições, fiquem à vontade para compartilhar com todos.

Fernando Tombolato
Instituto Agronômico - IAC



Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e vamos tentar identificar a Chusquea que encontramos na trilha da mata.
Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU para termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:

- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR

Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de outro lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem o desenvolvimetno da cultura no País.
E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de sucesso que almejamos.

Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o Japão (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos que cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas têm limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em nossas conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos encontrar nossos caminhos.

Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o INBAR e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas a serem atingidas.

Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no relatório do Luiz e já encaminhar a todos.

Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não puderam estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber os resultados.

Abraço,

Fernando Tombolato


--

Antonio Fernando Caetano Tombolato

Instituto Agronômico - IAC

Diretor NPD Jardim Botânico

Caixa Postal 28

CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil

tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778

cel. 55-19-9264-1415

 

 

 

 

Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:

 



Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês


Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (além de que o o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a atenção - Fernando).
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença do IAC. 

 Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar um sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes (Fernando).
 

A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário. (Também entendi pouco e pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do convidado - Fernando)

Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O Marco Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.


Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do processo- Fernando.


Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô do falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão). 

A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia - Fernando.


A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou.

A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto prazo (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que, hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já está definida - Fernando.

 


Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática, percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz



 

 




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#27447 De: virgilio senna <vicosennabahia@...>
Data: Ter, 19 de Jun de 2012 12:48 pm
Assunto: Re: Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
vicosennabahia
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Olá! Dario
 
Em primeiro lugar gostaria de lhe informar que, na Bahia, estamos à sua disposição.
Com 16 anos de bambu você não é tão novo assim no metier. Isso é modéstia de sua parte.
Agora companheiro, não entendi uma coisa: o que são "questões de ego..." neste caso particular?
Abs.
 
Virgilio de Senna
71.8149.4549
71.3247.3328
bambuzalbahia.blogspot.com
sannax.blogspot.com 

De: dario miyahira <mulatrox@...>
Para: bambu-brasil@...
Enviadas: Segunda-feira, 18 de Junho de 2012 20:08
Assunto: RE: [bambu-brasil] Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
 
Olá a todos os colegas bambuzeiros do grupo.Agradeço desde já estas informações tão importantes que estão sendo divididas com todos. Meu nome é Dário Miyahira, 35, Guarujá em São Paulo. Venho acompanhando vários e-mails durante algum tempo e muitas vezes fico sem jeito de entrar nas histórias por ser jovem, no mundo do bambu, estudo esta maravilha apenas a 16 anos. Fiz curso com o Rafael na Ebiobambu e conhei a Celina. Aprendi muito com Edoardo Aranha aqui em SP. Fiquei um tempo com Galeno na Ilha bela, enfim, sou um amante deste mundo que é o bambúe que todos nós conhecemos.Quero deixar minha opinião sobre toda esta história gente. Acredito ser muito importante esta associação ao INBAR, mas acredito como alguns colegas vem dizendo que nossa principal preocupação neste momento é nos organizar melhor aqui dentro do nosso país. Somos muito melhor que eles pessoal, somos brasileiros que não desistem nunca, somos os melhores no improviso, então porque não aproveitar todo esse calor que esta acontecendo neste momento e nos juntar-mos de uma vez por todas, sei que precisamos muito da ABB, mas precisamos criá-la de uma forma correta, com muita calma e sabedoria. Não consegui ir até o RJ para a reunião por problemas de saúde, mas estou aqui acompanhando Sei que muitos de nós queremos fazer o melhor, mas peço-lhes que deixem de lado todas as diferenças políticas ou interesses pessoais neste momento e coloquemos em prática toda a sabedoria que esta planta maravilhiosa nos ensina a cada dia. Sei que podemos e que vamos conseguir ser-mos os melhores do mundo neste assunto, porque somos o povo mais criativo do mundo pessoal. Vamos nos reunir de uma forma flexível para poder-mos solidificar esta idéia não só nos governantes, mas também na população e empresas. Temos muitas pessoas maravilhosas e experientes no grupo, não vamos deixar questões de ego atrapalhar nosso intuito maior. Um grande abraço a todos vcs, irmãos bambuzeiros de todo Brasil e mundo.  Att. Dário Miyahira13 78080751            
To: hjkleine@...CC: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC@...; bambuzalbahia@...; celina@...; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; cantoar@...; guilherme.wiedman@...; cpab@...; beraldo@...; pereira@...; elyzeus@...; bambusa@...; contato@...; sitiodamata@...; guilhermekorte@...; mosespi@...; thmgreco@...; waldolar@...; tfilg@...; mairapad@...; regina.shirasuna@...; santosgon@...; vianapl@...; pedrotti@...; marceloventuri@...; kuperstein@...; rfguerra@...; gilmar@...; vagalume@...; vicosennabahia@...From: tombolat@...Date: Mon, 18 Jun 2012 17:13:17 -0300Subject: [bambu-brasil] Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20 
Colegas,Desculpe, mas hoje de manhã acabei por enviar 2 mensagens de teor parecido, mas a primeira delas seguiu truncada.O conteúdo completo das mensagens minha e do Luiz Inglês é o que segue logo abaixo dos comentários do Hans.FER
Em 18 de junho de 2012 17:01, Fernando Tombolato <parinam.parinam@...> escreveu:
Hans,
O valor atual da anuidade é de 12 mil dólares. Quem estabelece este valor é o próprio INBAR. Certamente existe um Conselho do qual participam representantes dos países membros, como também têm representantes nos 5(?) continentes. Enfim, não estou certo dos detalhes mas é uma organização internacional e teremos nosso espaço par aopinar entre os atuais 34 países membros.
Bem, de qualquer maneira, esse valor certamente é irrelevante perante o custo dos projetos que eles se propõem a desenvolver no Brasil. Os recursos financeiros necessários para a implantação de projetos deverão ser da ordem de milhões.
Perguntei se viriam recursos de fundos internacionais, ou seja, se o INBAR tem instrumentos de captação, ou se somente o Brasil teria que arcar com isto, mas fiquei sem resposta.
Também não houve nenhum comentário sobre quem definirá as prioridades. Mais um motivo para estarmos unidos e prevenir que os "comendadores" e "barões" decidam sobre seus próprios benefícios!
Escrevi para o Prof. Jaime sobre tudo isto e que certamente a RBB não poderá ficar isolada e seus membors deverão também participar da ABB.
FER

Em 18 de junho de 2012 11:56, Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...> escreveu:

Olá Fernando e Luiz,
 
                Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da necessidade de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus méritos, mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante forum internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme potencial na área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa filiação à rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio Brasil é válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para evitar isso, criando a Associação Brasileira do Bambu.
                Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será feito com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte do clube e, principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para continuar como membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente de seu tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês responder tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima oportunidade.
 
Grande abraço.
Hans J. Kleine
BambuSC – Florianópolis
(48) 9963 3263
 
 
De: Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
Para: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina LLerena; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida; Guilherme Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro Lopes; bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben Lara Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina Shirasuna; Ana Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...; Marcelo Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...; gilmar@...
Assunto: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
 
Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do INBAR com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.

Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições, fiquem à vontade para compartilhar com todos.

Fernando Tombolato
Instituto Agronômico - IAC



Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e vamos tentar identificar a Chusquea que encontramos na trilha da mata.
Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU para termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:

- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR

Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de outro lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem o desenvolvimetno da cultura no País.
E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de sucesso que almejamos.

Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o Japão (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos que cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas têm limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em nossas conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos encontrar nossos caminhos.

Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o INBAR e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas a serem atingidas.

Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no relatório do Luiz e já encaminhar a todos.

Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não puderam estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber os resultados.

Abraço,

Fernando Tombolato


--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415
 
 
 
 
Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:
 

Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês
Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (além de que o o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a atenção - Fernando).
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença do IAC. 
 Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar um sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes (Fernando).
 
A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário. (Também entendi pouco e pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do convidado - Fernando)

Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O Marco Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.

Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do processo- Fernando.

Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô do falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão). 
A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia - Fernando.

A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou.
A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto prazo (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que, hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já está definida - Fernando.
 
Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática, percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz


 
 
--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415
--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
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#27448 De: virgilio senna <vicosennabahia@...>
Data: Ter, 19 de Jun de 2012 12:51 pm
Assunto: Re: Informação
vicosennabahia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Sr. Bruno Piedade
Obrigado pela resposta.
Cordialmente
 
Virgilio de Senna
71.8149.4549
71.3247.3328
bambuzalbahia.blogspot.com
sannax.blogspot.com 

De: Bruno Piedade Baptista Campos <ecoprojetobambu@...>
Para: "bambu-brasil@..." <bambu-brasil@...>
Enviadas: Segunda-feira, 18 de Junho de 2012 0:22
Assunto: Re: [bambu-brasil] Informação
 
Prezado Sr. Virgílio 
A reunião foi pautada no interesse do Brasil em aderir ao INBAR e serviu como oportunidade para nós bambuzeiros nos encontrarmos para debater as possibilidades que esta adesão pode propiciar, além, é claro, de nos conhecermos e traçarmos planos em se tratando das oportunidades profissionais e coletivas...
Forte abraço e até o próximo encontro.
Bruno Piedade.
Enviado via iPhone
Em 16/06/2012, às 12:58, virgilio senna <vicosennabahia@...> escreveu:
 
Companheiros
 
Por não me encontrar em Salvdor e no local onde estava não ter facilidade
de acessar a IOnternet, solicitei da companheira Celina Llerenas informações
sobre a pauta da reunião que será realizada no Rio de Janeiro com o representante da INBAR.
Acredito que a operosa companheira não recebeu a mensagem, haja vista que não obtive resposta.
Por esse motivo, indago aos companheiros qual a pauta dessa reaunião?
Agradeceria se me informassem.
Cordfialmente
 
Virgilio de Senna
71.8149.4549
71.3247.3328

#27449 De: virgilio senna <vicosennabahia@...>
Data: Ter, 19 de Jun de 2012 1:00 pm
Assunto: Re: RES: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
vicosennabahia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Hans
 
Faço minhas as suas palavras e problemas. Integralmente. Inclusive na nossa impossibilidade de
participarmos do encontro, haja vista a exiguidade de tempo entre o comunicado e a data do evento, pois
haviam compromissos anteriormente assumidos e impossíveis de serem transferidos.
Como acreditamos na importância dessa reunião, acho interessante que os companheiros que participaram
façam um relato dos fatos ocorridos. Seria de bom alvitre.
Abs.
Virgilio de Senna
71.8149.4549
71.3247.3328
bambuzalbahia.blogspot.com
sannax.blogspot.com 

De: Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...>
Para: tombolat@...; seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; 'BambuSC' <BambuSC@...>; 'Bambuzal Bahia' <bambuzalbahia@...>; 'Celina LLerena' <celina@...>; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; 'jaime almeida' <cantoar@...>; 'Guilherme Wiedman' <guilherme.wiedman@...>; "'Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras Naturais,,33403948,'" <cpab@...>; 'Antonio Beraldo' <beraldo@...>; 'Marco Pereira' <pereira@...>; 'Eliseu Pinheiro Lopes' <elyzeus@...>; bambusa@...; 'Sitio da Mata' <contato@...>; 'Guiomar' <sitiodamata@...>; 'Guilherme Korte' <guilhermekorte@...>; 'moises medeiros pinto' <mosespi@...>; 'Thiago Greco' <thmgreco@...>; 'Waldo Alejandro Ruben Lara Cabezas' <waldolar@...>; 'tfilg' <tfilg@...>; 'Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi' <mairapad@...>; 'Regina Shirasuna' <regina.shirasuna@...>; 'Ana Paula Santos Gonçalves' <santosgon@...>; vianapl@...; pedrotti@...; 'Marcelo Venturi' <marceloventuri@...>; 'Rebeca Paciornik Kuperstein' <kuperstein@...>; rfguerra@...; gilmar@...
Enviadas: Segunda-feira, 18 de Junho de 2012 11:56
Assunto: [bambu-brasil] RES: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
 
Olá Fernando e Luiz,
 
                Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da necessidade de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus méritos, mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante forum internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme potencial na área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa filiação à rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio Brasil é válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para evitar isso, criando a Associação Brasileira do Bambu.
                Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será feito com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte do clube e, principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para continuar como membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente de seu tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês responder tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima oportunidade.
 
Grande abraço.
Hans J. Kleine
BambuSC – Florianópolis
(48) 9963 3263
 
 
De: Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
Para: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...; ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com; bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina LLerena; dep.comercial@...; rubens@...; nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida; Guilherme Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro Lopes; bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben Lara Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina Shirasuna; Ana Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...; Marcelo Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...; gilmar@...
Assunto: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
 
Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do INBAR com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.

Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições, fiquem à vontade para compartilhar com todos.

Fernando Tombolato
Instituto Agronômico - IAC



Luiz Inglês e Colegas,

Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e vamos tentar identificar a Chusquea que encontramos na trilha da mata.
Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.

Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU para termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro para:

- regulamentação da Lei do Bambu
- adesão ao INBAR

Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de outro lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem o desenvolvimetno da cultura no País.
E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de sucesso que almejamos.

Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o Japão (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos que cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas têm limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em nossas conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos encontrar nossos caminhos.

Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o INBAR e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas a serem atingidas.

Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no relatório do Luiz e já encaminhar a todos.

Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não puderam estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber os resultados.

Abraço,

Fernando Tombolato


--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415
 
 
 
 
Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...> escreveu:
 

Amigo Ghavami,
Amigo Ripper,
Amiga Celina,
Amigo Egeu,
Amigo Mario,
Amigo Fernando,
Amigo Moisés,
Amigo Vitor,
Amigo Demétrio,
e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:

Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na Rio+20.
Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu no Brasil.
Obrigado,
Luiz Inglês
Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.

Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (além de que o o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a atenção - Fernando).
Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.

Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença do IAC. 
 Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar um sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes (Fernando).
 
A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da renda dessas famílias.

Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
Após o video começaram os debates.

Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu depoimento. Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar por favor acrescente seu comentário. (Também entendi pouco e pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do convidado - Fernando)

Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O Marco Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não podemos estar dispersos.

O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e informou que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando for o momento.

Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do processo- Fernando.

Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este dispêndio.

Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô do falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.

Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do INBAR em outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a este respeito (a não ser o caso do Butão). 
A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia - Fernando.

A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados obtidos na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami mencionou que conhecia este trabalho e a parabenizou.
A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto prazo (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que, hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já está definida - Fernando.
 
Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra. Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não chegou a hora e meia.

Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá mais credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática, percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se torna alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a ensinar.

Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.

Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na reunião.

Um grande abraço,
Luiz


 
 

#27450 De: Bruno Piedade <ecoprojetobambu@...>
Data: Ter, 19 de Jun de 2012 2:06 pm
Assunto: Re: filme no Youtube da apresentação da Coosjie
brunoecoprojeto
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Caríssimo Sr. Tombolato

Muito grato pelas informações compartilhadas. Cada passo para frente
significa que não estamos parados, inertes e inoperantes. Agradeço
também todas as consultorias e aulas sobre bambu que o senhor e o
caríssimo colega, Sr. Moiséis Medeiros, concederam com tanto conteúdo
em um período tão curto.
Resumindo: vocês foram incrivéis e é um privilégio saber que agora
posso estreitar  a luxuosa comunicação com os senhores.

Fortíssimo abraço aos colegas do IAC.

Bruno Piedade Baptista Campos
Arquiteto e Urbanista
(61) 99799547 - ecoprojetobambu@...



Em 18/06/12, Fernando Tombolato<tombolat@...> escreveu:
> Colegas,
> Segue link  do filme no Youtube da apresentação da Coosjie que o Egeu Laus
> disponibilizou na Rede Social do Bambu.
> Ótimo para quem não pôde estar presente.
> Abraço,
> FER
>
> http://www.youtube.com/watch?v=i2GFYL2bZsk&feature=youtu.be
>
> Em 18 de junho de 2012 17:13, Fernando Tombolato
> <parinam.parinam@...>escreveu:
>
>> Colegas,
>>
>> Desculpe, mas hoje de manhã acabei por enviar 2 mensagens de teor
>> parecido, mas a primeira delas seguiu truncada.
>> O conteúdo completo das mensagens minha e do Luiz Inglês é o que segue
>> logo abaixo dos comentários do Hans.
>>
>> FER
>>
>>
>>
>> Em 18 de junho de 2012 17:01, Fernando Tombolato <
>> parinam.parinam@...> escreveu:
>>
>> Hans,
>>> O valor atual da anuidade é de 12 mil dólares. Quem estabelece este
>>> valor
>>> é o próprio INBAR. Certamente existe um Conselho do qual participam
>>> representantes dos países membros, como também têm representantes nos
>>> 5(?)
>>> continentes. Enfim, não estou certo dos detalhes mas é uma organização
>>> internacional e teremos nosso espaço par aopinar entre os atuais 34
>>> países
>>> membros.
>>> Bem, de qualquer maneira, esse valor certamente é irrelevante perante o
>>> custo dos projetos que eles se propõem a desenvolver no Brasil. Os
>>> recursos
>>> financeiros necessários para a implantação de projetos deverão ser da
>>> ordem
>>> de milhões.
>>> Perguntei se viriam recursos de fundos internacionais, ou seja, se o
>>> INBAR tem instrumentos de captação, ou se somente o Brasil teria que
>>> arcar
>>> com isto, mas fiquei sem resposta.
>>> Também não houve nenhum comentário sobre quem definirá as prioridades.
>>> Mais um motivo para estarmos unidos e prevenir que os "comendadores" e
>>> "barões" decidam sobre seus próprios benefícios!
>>> Escrevi para o Prof. Jaime sobre tudo isto e que certamente a RBB não
>>> poderá ficar isolada e seus membors deverão também participar da ABB.
>>> FER
>>>
>>> Em 18 de junho de 2012 11:56, Hans-Jürgen Kleine
>>> <hjkleine@...
>>> > escreveu:
>>>
>>> Olá Fernando e Luiz,****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>>                 Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu
>>>> queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da
>>>> necessidade
>>>> de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus
>>>> méritos,
>>>> mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante
>>>> forum
>>>> internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para
>>>> adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme
>>>> potencial
>>>> na área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa
>>>> filiação
>>>> à rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio
>>>> Brasil é válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para
>>>> evitar isso, criando a Associação Brasileira do Bambu.****
>>>>
>>>>                 Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será
>>>> feito com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte
>>>> do
>>>> clube e, principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para
>>>> continuar
>>>> como membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente
>>>> de
>>>> seu tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês
>>>> responder tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima
>>>> oportunidade.****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> Grande abraço.****
>>>>
>>>> Hans J. Kleine****
>>>>
>>>> BambuSC – Florianópolis ****
>>>>
>>>> (48) 9963 3263****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> *De:* Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
>>>> *Enviada em:* segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
>>>> *Para:* seutiago@...; marioseixas@...;
>>>> sotokrause@...; ricardo@...;
>>>> bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com;
>>>> bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina
>>>> LLerena; dep.comercial@...; rubens@...;
>>>> nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida;
>>>> Guilherme Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras
>>>> Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro
>>>> Lopes;
>>>> bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises
>>>> medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben
>>>> Lara Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina
>>>> Shirasuna;
>>>> Ana Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...;
>>>> Marcelo Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...;
>>>> gilmar@...
>>>> *Assunto:* Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do
>>>> INBAR
>>>> com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
>>>> sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.
>>>>
>>>> Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições,
>>>> fiquem à vontade para compartilhar com todos.
>>>>
>>>> Fernando Tombolato
>>>> Instituto Agronômico - IAC
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> Luiz Inglês e Colegas,
>>>>
>>>> Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na
>>>> 6a-feira e vamos tentar identificar a *Chusquea *que encontramos na
>>>> trilha da mata.
>>>> Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
>>>> Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.
>>>>
>>>> Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve
>>>> que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
>>>> Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do
>>>> Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina,
>>>> logicamente.
>>>> Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40
>>>> espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de *Chusquea* nativa na
>>>> beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos
>>>> que,
>>>> realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de
>>>> bambuzeiros,
>>>> há a necesidade de *criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU* para
>>>> termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro
>>>> para:
>>>>
>>>> - regulamentação da Lei do Bambu
>>>> - adesão ao INBAR
>>>>
>>>> Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um
>>>> lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de
>>>> outro
>>>> lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem
>>>> o
>>>> desenvolvimetno da cultura no País.
>>>> E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de
>>>> sucesso que almejamos.
>>>>
>>>> Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o
>>>> Japão
>>>> (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos
>>>> que
>>>> cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas
>>>> têm
>>>> limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em
>>>> nossas
>>>> conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos
>>>> encontrar nossos caminhos.
>>>>
>>>> Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o
>>>> INBAR
>>>> e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas
>>>> a
>>>> serem atingidas.
>>>>
>>>> Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no
>>>> relatório do Luiz e já encaminhar a todos.
>>>>
>>>> Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à
>>>> reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não
>>>> puderam
>>>> estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber
>>>> os
>>>> resultados.
>>>>
>>>> Abraço,
>>>>
>>>> Fernando Tombolato
>>>>
>>>>
>>>> -- ****
>>>>
>>>> Antonio Fernando Caetano Tombolato****
>>>>
>>>> Instituto Agronômico - IAC****
>>>>
>>>> Diretor NPD Jardim Botânico****
>>>>
>>>> Caixa Postal 28****
>>>>
>>>> CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil****
>>>>
>>>> tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778****
>>>>
>>>> cel. 55-19-9264-1415****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <
>>>> bambuparque@...> escreveu:****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>>
>>>> ****
>>>> ------------------------------
>>>>
>>>> Amigo Ghavami,
>>>> Amigo Ripper,
>>>> Amiga Celina,
>>>> Amigo Egeu,
>>>> Amigo Mario,
>>>> Amigo Fernando,
>>>> Amigo Moisés,
>>>> Amigo Vitor,
>>>> Amigo Demétrio,
>>>> e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:
>>>>
>>>> Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas
>>>> lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR
>>>> na
>>>> Rio+20.
>>>> Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos
>>>> amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião
>>>> única
>>>> – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do
>>>> bambu no Brasil.
>>>> Obrigado,
>>>> Luiz Inglês****
>>>> ------------------------------
>>>>
>>>> Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava
>>>> preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet
>>>> com
>>>> a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião
>>>> foi
>>>> no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.
>>>>
>>>> Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou
>>>> sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (*além de que o
>>>> o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a
>>>> atenção - Fernando)*.
>>>> Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas
>>>> técnicas
>>>> num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
>>>> Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que
>>>> presenciei.
>>>>
>>>> Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto
>>>> Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença
>>>> do
>>>> IAC.  ****
>>>>
>>>> * **Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as
>>>> listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a
>>>> reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros
>>>> representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar
>>>> um
>>>> sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes
>>>> (Fernando).*
>>>>  ****
>>>>
>>>> A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a
>>>>  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o
>>>> que
>>>> era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou
>>>> porque o
>>>> Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia
>>>> participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países
>>>> membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões
>>>> mais
>>>> pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por
>>>> terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem
>>>> ajuda
>>>> ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos.
>>>> Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das
>>>> populações
>>>> mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz
>>>> para o aumento da renda dessas famílias.
>>>>
>>>> Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre
>>>> o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas
>>>> fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China.
>>>> Empresários e
>>>> trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando
>>>> hábitos
>>>> e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado
>>>> apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros
>>>> países.
>>>> Após o video começaram os debates.
>>>>
>>>> Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu
>>>> depoimento.
>>>> Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém
>>>> puder
>>>> ajudar por favor acrescente seu comentário. *(Também entendi pouco e
>>>> pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do
>>>> convidado - Fernando)*
>>>>
>>>> Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do
>>>> Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O
>>>> Marco
>>>> Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a
>>>> filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a
>>>> presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado
>>>> quando
>>>> assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do
>>>> bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de
>>>> aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia
>>>> produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR,
>>>> esta
>>>> tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos
>>>> estar
>>>> mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força
>>>> desta união. *(O que torna necessário a criação de nossa associação
>>>> nacional)*. Ele argumentou que não podemos estar dispersos.
>>>>
>>>> O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou
>>>> meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem
>>>> pesquisadores
>>>> formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com
>>>> o
>>>> bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua
>>>> especialidade.
>>>> Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação,
>>>> explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e
>>>> informou
>>>> que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação
>>>> quando
>>>> for o momento.****
>>>>
>>>>
>>>> *Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da
>>>> Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do
>>>> processo- Fernando. *****
>>>>
>>>>
>>>> Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma
>>>> resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas,
>>>> os
>>>> estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se
>>>> seriam
>>>> empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este
>>>> dispêndio.
>>>>
>>>> Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de
>>>> grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta
>>>> "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá
>>>> na
>>>> China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é
>>>> produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô
>>>> do
>>>> falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal
>>>> cultivado
>>>> com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se
>>>> manifestaram
>>>> para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande
>>>> produção
>>>> negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
>>>> Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes
>>>> potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.
>>>>
>>>> Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do
>>>> INBAR
>>>> em outros países já que no filme e na palestra não havia sido
>>>> mencionado
>>>> nada a este respeito (a não ser o caso do Butão).  ****
>>>>
>>>> *A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à
>>>> Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros
>>>> países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia -
>>>> Fernando. *****
>>>>
>>>>
>>>> A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura -
>>>> CENA
>>>> , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados
>>>> obtidos na propagação do *Bambusa vulgaris*. Mostrou uma documentação
>>>> com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou
>>>> nenhuma
>>>> leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami
>>>> mencionou
>>>> que conhecia este trabalho e a parabenizou. ****
>>>>
>>>> *A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede
>>>> Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto
>>>> prazo
>>>> (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que,
>>>> hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já
>>>> está
>>>> definida - Fernando.*****
>>>>
>>>> ** **
>>>> ------------------------------
>>>>
>>>> Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra.
>>>> Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou
>>>> a
>>>> todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não
>>>> chegou a hora e meia.
>>>>
>>>> Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR.
>>>> Não
>>>> vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto
>>>> acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá
>>>> mais
>>>> credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma
>>>> comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
>>>> Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática,
>>>> percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se
>>>> torna
>>>> alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e
>>>> interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando
>>>> de
>>>> lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a
>>>> ensinar.
>>>>
>>>> Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas
>>>> que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.
>>>>
>>>> Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida
>>>> na reunião.
>>>>
>>>> Um grande abraço,
>>>> Luiz****
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> ****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>
>>>
>>>
>>> --
>>> Antonio Fernando Caetano Tombolato
>>> Instituto Agronômico - IAC
>>> Diretor NPD Jardim Botânico
>>> Caixa Postal 28
>>> CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
>>> tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
>>> cel. 55-19-9264-1415
>>>
>>>
>>
>>
>> --
>> Antonio Fernando Caetano Tombolato
>> Instituto Agronômico - IAC
>> Diretor NPD Jardim Botânico
>> Caixa Postal 28
>> CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
>> tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
>> cel. 55-19-9264-1415
>>
>>
>
>
> --
> Antonio Fernando Caetano Tombolato
> Instituto Agronômico - IAC
> Diretor NPD Jardim Botânico
> Caixa Postal 28
> CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
> tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
> cel. 55-19-9264-1415
>


--
Bruno Piedade Baptista Campos
Arquiteto e Urbanista CREA 12376/D DF
ecoprojetobambu@...
(61) 99799547 - Brasília DF

#27451 De: Bruno Piedade <ecoprojetobambu@...>
Data: Ter, 19 de Jun de 2012 2:19 pm
Assunto: Re: Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
brunoecoprojeto
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Prezado Sr. Dário Miyahira

      Suas palavras ratificam a sabedoria apresentada em um livro
presenteado pelo nobre colega bambuzeiro Maurício Cardoso, "O Tao e o
bambu".
      Espero poder contar mais com manifestações como a sua, senhor.
Seu depoimento nos reforça de energias para a consolidação da RBB...

      Parabéns pela manifestação otimista, convocativa e de profundo
valor agregador e socializador.


Bruno Piedade
Arquiteto e Urbanista
ecoprojetobambu@...




Em 18/06/12, dario miyahira<mulatrox@...> escreveu:
>
> Olá a todos os colegas bambuzeiros do grupo.Agradeço desde já estas
> informações tão importantes que estão sendo divididas com todos. Meu nome é
> Dário Miyahira, 35, Guarujá em São Paulo. Venho acompanhando vários e-mails
> durante algum tempo e muitas vezes fico sem jeito de entrar nas histórias
> por ser jovem, no mundo do bambu, estudo esta maravilha apenas a 16 anos.
> Fiz curso com o Rafael na Ebiobambu e conhei a Celina. Aprendi muito com
> Edoardo Aranha aqui em SP. Fiquei um tempo com Galeno na Ilha bela, enfim,
> sou um amante deste mundo que é o bambúe que todos nós conhecemos.Quero
> deixar minha opinião sobre toda esta história gente. Acredito ser muito
> importante esta associação ao INBAR, mas acredito como alguns colegas vem
> dizendo que nossa principal preocupação neste momento é nos organizar melhor
> aqui dentro do nosso país. Somos muito melhor que eles pessoal, somos
> brasileiros que não desistem nunca, somos os melhores no improviso, então
> porque não aproveitar todo esse calor que esta acontecendo neste momento e
> nos juntar-mos de uma vez por todas, sei que precisamos muito da ABB, mas
> precisamos criá-la de uma forma correta, com muita calma e sabedoria. Não
> consegui ir até o RJ para a reunião por problemas de saúde, mas estou aqui
> acompanhando Sei que muitos de nós queremos fazer o melhor, mas peço-lhes
> que deixem de lado todas as diferenças políticas ou interesses pessoais
> neste momento e coloquemos em prática toda a sabedoria que esta planta
> maravilhiosa nos ensina a cada dia. Sei que podemos e que vamos conseguir
> ser-mos os melhores do mundo neste assunto, porque somos o povo mais
> criativo do mundo pessoal. Vamos nos reunir de uma forma flexível para
> poder-mos solidificar esta idéia não só nos governantes, mas também na
> população e empresas. Temos muitas pessoas maravilhosas e experientes no
> grupo, não vamos deixar questões de ego atrapalhar nosso intuito maior. Um
> grande abraço a todos vcs, irmãos bambuzeiros de todo Brasil e mundo.  Att.
> Dário Miyahira13 78080751            To: hjkleine@...
> CC: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...;
> ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com;
> bambu-brasil@...; BambuSC@...;
> bambuzalbahia@...; celina@...;
> dep.comercial@...; rubens@...;
> nunes.pontes@...; nperazzo@...; cantoar@...;
> guilherme.wiedman@...; cpab@...; beraldo@...;
> pereira@...; elyzeus@...; bambusa@...;
> contato@...; sitiodamata@...;
> guilhermekorte@...; mosespi@...; thmgreco@...;
> waldolar@...; tfilg@...; mairapad@...;
> regina.shirasuna@...; santosgon@...; vianapl@...;
> pedrotti@...; marceloventuri@...; kuperstein@...;
> rfguerra@...; gilmar@...; vagalume@...;
> vicosennabahia@...
> From: tombolat@...
> Date: Mon, 18 Jun 2012 17:13:17 -0300
> Subject: [bambu-brasil] Re: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20
>
>
>
>
>
>
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>
>
>
>
>
>
>
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>
>
>
>
>
>
>
>
>
>       Colegas,
>
> Desculpe, mas hoje de manhã acabei por enviar 2 mensagens de teor parecido,
> mas a primeira delas seguiu truncada.
> O conteúdo completo das mensagens minha e do Luiz Inglês é o que segue logo
> abaixo dos comentários do Hans.
>
>
> FER
>
>
>
> Em 18 de junho de 2012 17:01, Fernando Tombolato <parinam.parinam@...>
> escreveu:
>
> Hans,
> O valor atual da anuidade é de 12 mil dólares. Quem estabelece este valor é
> o próprio INBAR. Certamente existe um Conselho do qual participam
> representantes dos países membros, como também têm representantes nos 5(?)
> continentes. Enfim, não estou certo dos detalhes mas é uma organização
> internacional e teremos nosso espaço par aopinar entre os atuais 34 países
> membros.
>
>
> Bem, de qualquer maneira, esse valor certamente é irrelevante perante o
> custo dos projetos que eles se propõem a desenvolver no Brasil. Os recursos
> financeiros necessários para a implantação de projetos deverão ser da ordem
> de milhões.
>
>
> Perguntei se viriam recursos de fundos internacionais, ou seja, se o INBAR
> tem instrumentos de captação, ou se somente o Brasil teria que arcar com
> isto, mas fiquei sem resposta.
> Também não houve nenhum comentário sobre quem definirá as prioridades. Mais
> um motivo para estarmos unidos e prevenir que os "comendadores" e "barões"
> decidam sobre seus próprios benefícios!
>
>
> Escrevi para o Prof. Jaime sobre tudo isto e que certamente a RBB não poderá
> ficar isolada e seus membors deverão também participar da ABB.
> FER
>
> Em 18 de junho de 2012 11:56, Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...>
> escreveu:
>
>
> Olá Fernando e Luiz,
>
>                  Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu
> queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da necessidade
> de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus méritos,
> mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante forum
> internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para
> adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme potencial na
> área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa filiação à
> rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio Brasil é
> válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para evitar isso,
> criando a Associação Brasileira do Bambu.
>
>                 Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será feito
> com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte do clube e,
> principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para continuar como
> membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente de seu
> tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês responder
> tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima oportunidade.
>
>
>
> Grande abraço.Hans J. Kleine
>
> BambuSC – Florianópolis
>
> (48) 9963 3263
>
>
>
> De: Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
>
>
> Enviada em: segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
> Para: seutiago@...; marioseixas@...; sotokrause@...;
> ricardo@...; bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com;
> bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina LLerena;
> dep.comercial@...; rubens@...;
> nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida; Guilherme
> Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras
> Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro Lopes;
> bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises
> medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben Lara
> Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina Shirasuna; Ana
> Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...; Marcelo
> Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...;
> gilmar@...
>
>
> Assunto: Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20 Seguem abaixo
> comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do INBAR com os
> "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
>
>
> sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.
>
> Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições, fiquem
> à vontade para compartilhar com todos.
>
> Fernando Tombolato
> Instituto Agronômico - IAC
>
>
>
>
>
> Luiz Inglês e Colegas,
>
> Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na 6a-feira e
> vamos tentar identificar a Chusquea que encontramos na trilha da mata.
> Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
>
>
> Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.
>
> Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve que
> dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
> Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do Guilherme
> Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina, logicamente.
>
>
> Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40 espécies
> exóticas de bambu em cultivo e uma de Chusquea nativa na beira do riacho.
> Nas conversas continuamos as discussões e decidimos que, realmente, apesar
> de ser um pouco precoce em termos número de bambuzeiros, há a necesidade de
> criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU para termos uma representatividade
> nacional perante o governo brasileiro para:
>
>
>
> - regulamentação da Lei do Bambu
> - adesão ao INBAR
>
> Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um lado, no
> nível internacional alinha o Brasil com outros países e de outro lado é um
> status que forçará o governo a investir em projetos que visem o
> desenvolvimetno da cultura no País.
>
>
> E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de
> sucesso que almejamos.
>
> Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o Japão (os
> G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos que cada um
> conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas têm limitação
> de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em nossas conversas
> que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos encontrar nossos
> caminhos.
>
>
>
> Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o INBAR e,
> mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas a serem
> atingidas.
>
> Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no
> relatório do Luiz e já encaminhar a todos.
>
>
>
> Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à
> reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não puderam
> estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber os
> resultados.
>
>
>
> Abraço,
>
> Fernando Tombolato
>
>
> -- Antonio Fernando Caetano TombolatoInstituto Agronômico - IAC
>
> Diretor NPD Jardim BotânicoCaixa Postal 28CEP 13020-902 Campinas SP -
> Brasil
>
> tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778cel. 55-19-9264-1415
>
>
>
>  Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <bambuparque@...>
> escreveu:
>
>
>
>
>
>
> Amigo Ghavami,
> Amigo Ripper,
> Amiga Celina,
> Amigo Egeu,
> Amigo Mario,
> Amigo Fernando,
>
>
> Amigo Moisés,
> Amigo Vitor,
> Amigo Demétrio,
> e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:
>
> Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas
> lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR na
> Rio+20.
>
>
> Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos
> amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião única
> – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do bambu
> no Brasil.
>
>
> Obrigado,
> Luiz Inglês
>
> Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava preparando
> um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet com a pauta
> (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião foi no
> sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.
>
>
>
> Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou
> sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (além de que o o
> sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a atenção
> - Fernando).
>
>
> Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas técnicas num
> idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
> Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que presenciei.
>
> Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto
> Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença do
> IAC.
>
>  Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as listas.
> Seja quel for o número exato o comentario geral, após a reunião, é que foi
> um momento único de união entre os bambuzeiros representando diversos
> Estados e que, só por isto, já podemos considerar um sucesso. Brevemente
> poderemos enviar a lista finaldos participantes (Fernando).
>
>
>
>
> A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a
> apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o que era
> o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou porque o
> Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia
> participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países
> membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões mais
> pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por terremoto
> – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem ajuda ao povo na
> construção de moradias que fossem resistentes à terremotos. Também falou das
> vantagens na melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres ao
> terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz para o aumento da
> renda dessas famílias.
>
>
>
> Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre o
> INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas fábricas,
> indústrias e plantios em diversas cidades da China. Empresários e
> trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando hábitos
> e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado
> apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros países.
>
>
> Após o video começaram os debates.
>
> Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu depoimento. Não
> entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém puder ajudar
> por favor acrescente seu comentário. (Também entendi pouco e pedi à Sara que
> nos mande melhor informação sobre a participação do convidado - Fernando)
>
>
>
> Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do Setor
> de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O Marco Túlio
> explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a filiação do
> Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a presidenta Dilma
> na viagem que fez à China em abril do ano passado quando assinou alguns
> convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do bambu. O Marcos
> explicou que necessita de nosso apoio já que depois de aprovada pelo
> governo, a política governamental referente a cadeia produtiva do bambu no
> Brasil com sua consequente filiação ao INBAR, esta tem que ser aprovada no
> Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos estar mais organizados, nossa
> pressão seria mais contundente através da força desta união. (O que torna
> necessário a criação de nossa associação nacional). Ele argumentou que não
> podemos estar dispersos.
>
>
>
> O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou meu
> nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem pesquisadores formais
> ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com o bambu
> incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua especialidade.
>
>
> Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação,
> explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e informou
> que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação quando
> for o momento.
>
>
> Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da Agricultura,
> Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do processo- Fernando.
>
>
>
>
>
>
>
> Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma
> resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas, os
> estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se seriam
> empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este
> dispêndio.
>
>
>
> Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de
> grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta
> "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá na
> China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é
> produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô do
> falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal cultivado
> com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se manifestaram
> para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande produção
> negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
>
>
> Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes potências
> em detrimento dos países que mais precisam de informação.
>
> Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do INBAR em
> outros países já que no filme e na palestra não havia sido mencionado nada a
> este respeito (a não ser o caso do Butão).
>
> A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à Celina
> que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros países, mas
> têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia - Fernando.
>
>
>
>
>
>
> A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA ,
> USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados obtidos
> na propagação do Bambusa vulgaris. Mostrou uma documentação com gráficos e
> vasta literatura mas a distância não possibilitou nenhuma leitura já que
> esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami mencionou que conhecia
> este trabalho e a parabenizou.
>
> A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede Brasileira
> de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto prazo (2 anos) de
> desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que, hoje, para B.
> vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já está definida -
> Fernando.
>
>
>
>
>
>
>
> Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra.
> Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou a
> todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não
> chegou a hora e meia.
>
>
>
> Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR. Não
> vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto
> acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá mais
> credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma
> comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
>
>
> Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática,
> percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se torna
> alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e
> interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando de
> lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a
> ensinar.
>
>
>
> Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas que
> deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.
>
>
>
> Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida na
> reunião.
>
> Um grande abraço,
> Luiz
>
>
>
>
>
>
> --
> Antonio Fernando Caetano Tombolato
> Instituto Agronômico - IAC
> Diretor NPD Jardim Botânico
> Caixa Postal 28
> CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
> tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
> cel. 55-19-9264-1415
>
>
>
> --
> Antonio Fernando Caetano Tombolato
> Instituto Agronômico - IAC
> Diretor NPD Jardim Botânico
> Caixa Postal 28
> CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
> tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
> cel. 55-19-9264-1415
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>


--
Bruno Piedade Baptista Campos
Arquiteto e Urbanista CREA 12376/D DF
ecoprojetobambu@...
(61) 99799547 - Brasília DF

#27452 De: Fernando Tombolato <tombolat@...>
Data: Ter, 19 de Jun de 2012 10:33 pm
Assunto: Fwd: Alguns Videos do Encontro INBAR
parinam2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
repassando................

---------- Forwarded message ----------
From: Egeu Laus <egeulaus@...>
Date: 2012/6/19
Subject: Alguns Videos do Encontro INBAR
To: parinam.parinam@...
Cc: Guilherme Wiedman <guilherme.wiedman@...>, Luiz Inglês <luiz@...>, Celina Llerena <celina@...>, Marco Tulio Cabral <cabral.itamaraty@...>, Khosrow Ghavami <ghavami@...>, Mario Seixas <contato@...>


http://youtu.be/i2GFYL2bZsk

http://youtu.be/jCiK4XKrGBE

http://youtu.be/Plc9wXBhNC0

http://youtu.be/wc6CMXMr4ug

--
Egeu Laus
Tel. (21) 9187.9794
http://bamboo.ning.com
https://www.facebook.com/groups/redesocialdobambu/
http://twitter.com/Egeu
http://www.facebook.com/EgeuLaus




--
Antonio Fernando Caetano Tombolato
Instituto Agronômico - IAC
Diretor NPD Jardim Botânico
Caixa Postal 28
CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
cel. 55-19-9264-1415


#27453 De: Fernando Tombolato <tombolat@...>
Data: Ter, 19 de Jun de 2012 11:32 pm
Assunto: Re: filme no Youtube da apresentação da Coosjie
parinam2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Bruno,

Aproveito para de público agradecer ao colega Moisés que nesses últimos anos tem vivido de corpo e alma para colaborar com o nosso trabalho no IAC e colocar todo seu conhecimento à nossa disposição.
Se não fosse a sua extrema dedicação, certamente 2/3 de tudo isto não teria acontecido!
Do que sei hoje devo muitissimo a ele.

Obrigado,

FER

Em 19 de junho de 2012 11:06, Bruno Piedade <ecoprojetobambu@...> escreveu:
Caríssimo Sr. Tombolato

Muito grato pelas informações compartilhadas. Cada passo para frente
significa que não estamos parados, inertes e inoperantes. Agradeço
também todas as consultorias e aulas sobre bambu que o senhor e o
caríssimo colega, Sr. Moiséis Medeiros, concederam com tanto conteúdo
em um período tão curto.
Resumindo: vocês foram incrivéis e é um privilégio saber que agora
posso estreitar  a luxuosa comunicação com os senhores.

Fortíssimo abraço aos colegas do IAC.

Bruno Piedade Baptista Campos
Arquiteto e Urbanista
(61) 99799547 - ecoprojetobambu@...



Em 18/06/12, Fernando Tombolato<tombolat@...> escreveu:
> Colegas,
> Segue link  do filme no Youtube da apresentação da Coosjie que o Egeu Laus
> disponibilizou na Rede Social do Bambu.
> Ótimo para quem não pôde estar presente.
> Abraço,
> FER
>
> http://www.youtube.com/watch?v=i2GFYL2bZsk&feature=youtu.be
>
> Em 18 de junho de 2012 17:13, Fernando Tombolato
> <parinam.parinam@...>escreveu:
>
>> Colegas,
>>
>> Desculpe, mas hoje de manhã acabei por enviar 2 mensagens de teor
>> parecido, mas a primeira delas seguiu truncada.
>> O conteúdo completo das mensagens minha e do Luiz Inglês é o que segue
>> logo abaixo dos comentários do Hans.
>>
>> FER
>>
>>
>>
>> Em 18 de junho de 2012 17:01, Fernando Tombolato <
>> parinam.parinam@...> escreveu:
>>
>> Hans,
>>> O valor atual da anuidade é de 12 mil dólares. Quem estabelece este
>>> valor
>>> é o próprio INBAR. Certamente existe um Conselho do qual participam
>>> representantes dos países membros, como também têm representantes nos
>>> 5(?)
>>> continentes. Enfim, não estou certo dos detalhes mas é uma organização
>>> internacional e teremos nosso espaço par aopinar entre os atuais 34
>>> países
>>> membros.
>>> Bem, de qualquer maneira, esse valor certamente é irrelevante perante o
>>> custo dos projetos que eles se propõem a desenvolver no Brasil. Os
>>> recursos
>>> financeiros necessários para a implantação de projetos deverão ser da
>>> ordem
>>> de milhões.
>>> Perguntei se viriam recursos de fundos internacionais, ou seja, se o
>>> INBAR tem instrumentos de captação, ou se somente o Brasil teria que
>>> arcar
>>> com isto, mas fiquei sem resposta.
>>> Também não houve nenhum comentário sobre quem definirá as prioridades.
>>> Mais um motivo para estarmos unidos e prevenir que os "comendadores" e
>>> "barões" decidam sobre seus próprios benefícios!
>>> Escrevi para o Prof. Jaime sobre tudo isto e que certamente a RBB não
>>> poderá ficar isolada e seus membors deverão também participar da ABB.
>>> FER
>>>
>>> Em 18 de junho de 2012 11:56, Hans-Jürgen Kleine
>>> <hjkleine@...
>>> > escreveu:
>>>
>>> Olá Fernando e Luiz,****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>>                 Os depoimentos de vocês são ótimos, muito obrigado! Eu
>>>> queria muito ter podido participar, pois continuo convencido da
>>>> necessidade
>>>> de o Brasil ser membro da rede INBAR. Não tanto em função de seus
>>>> méritos,
>>>> mas para que os bambuzeiros brasileiros tenham acesso a um importante
>>>> forum
>>>> internacional, que vai nos obrigar a ser mais organizados e ativos para
>>>> adquirir o reconhecimento que merecemos, como um país de enorme
>>>> potencial
>>>> na área do bambu. A preocupação com a possibilidade de que a nossa
>>>> filiação
>>>> à rede possa beneficiar mais a China e outros países do que o próprio
>>>> Brasil é válida, mas acho que temos condições de nos prepararmos para
>>>> evitar isso, criando a Associação Brasileira do Bambu.****
>>>>
>>>>                 Faltou a Sra. Coosje Hoogendoorn explicar o que será
>>>> feito com os 12 mil dólares que o país terá de pagar para fazer parte
>>>> do
>>>> clube e, principalmente, quanto deverá ser pago a cada ano para
>>>> continuar
>>>> como membro. Estes valores são iguais para qualquer país, independente
>>>> de
>>>> seu tamanho em área, população ou PIB? Claro, que não cabe a vocês
>>>> responder tais perguntas, que já ficam colocadas para uma próxima
>>>> oportunidade.****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> Grande abraço.****
>>>>
>>>> Hans J. Kleine****
>>>>
>>>> BambuSC – Florianópolis ****
>>>>
>>>> (48) 9963 3263****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> *De:* Fernando Tombolato [mailto:parinam.parinam@...]
>>>> *Enviada em:* segunda-feira, 18 de junho de 2012 11:22
>>>> *Para:* seutiago@...; marioseixas@...;
>>>> sotokrause@...; ricardo@...;
>>>> bamboo-plantations-subscribe@yahoogroups.com;
>>>> bambu-brasil@...; BambuSC; Bambuzal Bahia; Celina
>>>> LLerena; dep.comercial@...; rubens@...;
>>>> nunes.pontes@...; nperazzo@...; jaime almeida;
>>>> Guilherme Wiedman; Centro de Pesquisa e Aplicacao de Bambu e Fibras
>>>> Naturais,,33403948,; Antonio Beraldo; Marco Pereira; Eliseu Pinheiro
>>>> Lopes;
>>>> bambusa@...; Sitio da Mata; Guiomar; Guilherme Korte; moises
>>>> medeiros pinto; Thiago Greco; Hans-Jürgen Kleine; Waldo Alejandro Ruben
>>>> Lara Cabezas; tfilg; Maíra de Campos Gorgulho Padgurschi; Regina
>>>> Shirasuna;
>>>> Ana Paula Santos Gonçalves; vianapl@...; pedrotti@...;
>>>> Marcelo Venturi; Rebeca Paciornik Kuperstein; rfguerra@...;
>>>> gilmar@...
>>>> *Assunto:* Comentários sobre a reunião do INBAR na Rio+20****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> Seguem abaixo comentários meus e do Luiz Inglês sobre a reunião do
>>>> INBAR
>>>> com os "bambuzeiros" que ajudamos a organizar na Rio+20
>>>> sábado - 16 de junho de 2012 - 10:30 hs.
>>>>
>>>> Os colegas que participaram da reunião e tiverem mais contribuições,
>>>> fiquem à vontade para compartilhar com todos.
>>>>
>>>> Fernando Tombolato
>>>> Instituto Agronômico - IAC
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> Luiz Inglês e Colegas,
>>>>
>>>> Antes de tudo obrigado pela agradável recepção no Bambuparque na
>>>> 6a-feira e vamos tentar identificar a *Chusquea *que encontramos na
>>>> trilha da mata.
>>>> Obrigado também por adiantar em escrever o relatório da reunião.
>>>> Acrescentei apenas os nomes das pessoas que me lembro.
>>>>
>>>> Eu e o Moisés chegamos a Campinas ontem à noite e o Moisés ainda teve
>>>> que dirigir sozinho até Sorocaba por mais 1 hora e meia.
>>>> Passamos a noite do sábado eo domingo na Ebiobambu em compania do
>>>> Guilherme Wiedman, Victor Marçal, Demetrio, Bruno Piedade e da Celina,
>>>> logicamente.
>>>> Fizemos uma explêndida visita quando pudemos constatar mais de 40
>>>> espécies exóticas de bambu em cultivo e uma de *Chusquea* nativa na
>>>> beira do riacho. Nas conversas continuamos as discussões e decidimos
>>>> que,
>>>> realmente, apesar de ser um pouco precoce em termos número de
>>>> bambuzeiros,
>>>> há a necesidade de *criação da ASSOCIAÇÃO BRASILERIA DE BAMBU* para
>>>> termos uma representatividade nacional perante o governo brasileiro
>>>> para:
>>>>
>>>> - regulamentação da Lei do Bambu
>>>> - adesão ao INBAR
>>>>
>>>> Também vejo que a adesão ao INBAR é uma decisão política que, de um
>>>> lado, no nível internacional alinha o Brasil com outros países e de
>>>> outro
>>>> lado é um status que forçará o governo a investir em projetos que visem
>>>> o
>>>> desenvolvimetno da cultura no País.
>>>> E logicamente teremos acesso à expertise deles para melhorar o gráu de
>>>> sucesso que almejamos.
>>>>
>>>> Da mesma maneira que os USA não briga diretamente com a Europa e o
>>>> Japão
>>>> (os G7 ou G8), nós dos BRICS não devemos brigar entre nós, mas temos
>>>> que
>>>> cada um conquistar seu espaço. A China é o #1 do mundo em bambu, mas
>>>> têm
>>>> limitação de expansão de área para cultivo e também foi lembrado em
>>>> nossas
>>>> conversas que não fazem investimento em "design", ou seja, precisamos
>>>> encontrar nossos caminhos.
>>>>
>>>> Minha dúvida é realmente quem financiará os futuros projetos com o
>>>> INBAR
>>>> e, mais do que isto, quem definirá quais serão os objetivos e as metas
>>>> a
>>>> serem atingidas.
>>>>
>>>> Enfim, tomei a liberdade de fazer pequenas alterações e comentários no
>>>> relatório do Luiz e já encaminhar a todos.
>>>>
>>>> Em nome do IAC, agradeço a todos que puderam comparecer pessoalmente à
>>>> reunião que organizamos e também àqueles que por tantos motivos não
>>>> puderam
>>>> estar presentes mas acompanharam à distância e estão ávidos por saber
>>>> os
>>>> resultados.
>>>>
>>>> Abraço,
>>>>
>>>> Fernando Tombolato
>>>>
>>>>
>>>> -- ****
>>>>
>>>> Antonio Fernando Caetano Tombolato****
>>>>
>>>> Instituto Agronômico - IAC****
>>>>
>>>> Diretor NPD Jardim Botânico****
>>>>
>>>> Caixa Postal 28****
>>>>
>>>> CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil****
>>>>
>>>> tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778****
>>>>
>>>> cel. 55-19-9264-1415****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> Em 18 de junho de 2012 07:40, Luiz Ingles <
>>>> bambuparque@...> escreveu:****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>>
>>>> ****
>>>> ------------------------------
>>>>
>>>> Amigo Ghavami,
>>>> Amigo Ripper,
>>>> Amiga Celina,
>>>> Amigo Egeu,
>>>> Amigo Mario,
>>>> Amigo Fernando,
>>>> Amigo Moisés,
>>>> Amigo Vitor,
>>>> Amigo Demétrio,
>>>> e outros que estiveram presentes mas cujo nomes me escapam:
>>>>
>>>> Peço encarecidamente a vocês que corrijam meus erros e acrescentem suas
>>>> lembranças da reunião e/ou deem suas opiniões deste encontro com o INBAR
>>>> na
>>>> Rio+20.
>>>> Precisamos, neste momento, dividir o teor da reunião com todos nossos
>>>> amigos/as que não puderam comparecer para – aproveitando esta ocasião
>>>> única
>>>> – dar prosseguimento ao nosso movimento em prol da cadeia produtiva do
>>>> bambu no Brasil.
>>>> Obrigado,
>>>> Luiz Inglês****
>>>> ------------------------------
>>>>
>>>> Amigo Hans, perdoe-me por não ter-lhe informado antes, mas estava
>>>> preparando um pequeno relatório para por nas nossas listas na Internet
>>>> com
>>>> a pauta (aproximada) da reunião com a diretora do INBAR. Como a reunião
>>>> foi
>>>> no sábado e isso demanda um pouco de tempo, só consegui terminar agora.
>>>>
>>>> Como você ja deve saber, a reunião foi toda em inglês, o que dificultou
>>>> sobremaneira o entendimento geral dos assuntos tratados (*além de que o
>>>> o sol, o calor e o trânsito intenso de pessoas no local dispersavam a
>>>> atenção - Fernando)*.
>>>> Apesar de falar inglês, quando se trata de acompanhar propostas
>>>> técnicas
>>>> num idioma estrangeiro perdemos alguns pontos importantes.
>>>> Vou tentar de qualquer forma dar um seguimento lógico ao que
>>>> presenciei.
>>>>
>>>> Contei uns 30 participantes, mas o Fernando Tombolato do Instituto
>>>> Agronômico de Campinas me disse que só 15 assinaram a lista de presença
>>>> do
>>>> IAC.  ****
>>>>
>>>> * **Mas a Sara, Gerente de Comunicação do INBAR, ficou de juntar as
>>>> listas. Seja quel for o número exato o comentario geral, após a
>>>> reunião, é que foi um momento único de união entre os bambuzeiros
>>>> representando diversos Estados e que, só por isto, já podemos considerar
>>>> um
>>>> sucesso. Brevemente poderemos enviar a lista finaldos participantes
>>>> (Fernando).*
>>>>  ****
>>>>
>>>> A Sra. Coosje Hoogendoorn, holandesa, Diretora Geral do INBAR fez a
>>>>  apresentação inicial agradecendo a presença e todos ali e explicou o
>>>> que
>>>> era o INBAR e sua atuação nos 39 países membros. Depois demonstrou
>>>> porque o
>>>> Brasil deveria se filiar. As vantagens seriam que o Brasil poderia
>>>> participar da extensa rede de parcerias desenvolvida entre os países
>>>> membros, através de workshops ou de participacões do INBAR em questões
>>>> mais
>>>> pontuais, como recentemente aconteceu no Butão – país atingido por
>>>> terremoto – que pediu ao INBAR atividades com o bambu que refletissem
>>>> ajuda
>>>> ao povo na construção de moradias que fossem resistentes à terremotos.
>>>> Também falou das vantagens na melhoria da qualidade de vida das
>>>> populações
>>>> mais pobres ao terem acesso às inúmeras possibilidades que o bambu traz
>>>> para o aumento da renda dessas famílias.
>>>>
>>>> Após esta preleção inicial, foi apresentado um video-documentário sobre
>>>> o INBAR. Pessoalmente achei o video interessante pois mostrou muitas
>>>> fábricas, indústrias e plantios em diversas cidades da China.
>>>> Empresários e
>>>> trabalhadores deram seus depoimentos de como o bambu estava mudando
>>>> hábitos
>>>> e melhorando a qualidade de vida das aldeias. Mas achei o video focado
>>>> apenas na China. Gostaria de ter visto a atuação do INBAR em outros
>>>> países.
>>>> Após o video começaram os debates.
>>>>
>>>> Um chinês, de terno foi convidado pela Sra. Coojse a dar seu
>>>> depoimento.
>>>> Não entendi seu inglês e não me recordo o que ele falou. Se alguém
>>>> puder
>>>> ajudar por favor acrescente seu comentário. *(Também entendi pouco e
>>>> pedi à Sara que nos mande melhor informação sobre a participação do
>>>> convidado - Fernando)*
>>>>
>>>> Presente estava também o jovem diplomata Marco Túlio Cabral, Chefe do
>>>> Setor de Ciência e Tecnologia da embaixada do Brasil em Beijing. O
>>>> Marco
>>>> Túlio explicou que trabalha junto ao governo brasileiro incentivando a
>>>> filiação do Brasil ao INBAR. Esteve presente na comitiva que recebeu a
>>>> presidenta Dilma na viagem que fez à China em abril do ano passado
>>>> quando
>>>> assinou alguns convenios referentes ao incentivo da cadeia produtiva do
>>>> bambu. O Marcos explicou que necessita de nosso apoio já que depois de
>>>> aprovada pelo governo, a política governamental referente a cadeia
>>>> produtiva do bambu no Brasil com sua consequente filiação ao INBAR,
>>>> esta
>>>> tem que ser aprovada no Congresso Nacional, e que se nós pudéssemos
>>>> estar
>>>> mais organizados, nossa pressão seria mais contundente através da força
>>>> desta união. *(O que torna necessário a criação de nossa associação
>>>> nacional)*. Ele argumentou que não podemos estar dispersos.
>>>>
>>>> O Prof. Khosrow Ghavami também falou incentivando a filiação. Mencionou
>>>> meu nome e o de Celina Llerena como pessoas que, sem serem
>>>> pesquisadores
>>>> formais ou ligadas à instituições acadêmicas, se dedicam a trabalhar com
>>>> o
>>>> bambu incentivando na prática o uso do bambu, cada um em sua
>>>> especialidade.
>>>> Guilherme Wiedman, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação,
>>>> explicou que acompanha a tramitaçõa deste processo em Brasília e
>>>> informou
>>>> que o Ministério vai bancar os 12.000 dólares referentes à filiação
>>>> quando
>>>> for o momento.****
>>>>
>>>>
>>>> *Na semana que vem a Coosjie terá uma reunião no Ministério da
>>>> Agricultura, Pecuária e Abastecimento para pressionar o andamento do
>>>> processo- Fernando. *****
>>>>
>>>>
>>>> Fernando Tombolato, do IAC, perguntou à Coosjie, mas não conseguiu uma
>>>> resposta satisfatória, tentando saber quem bancaria as grande pesquisas,
>>>> os
>>>> estudos e trabalhos que seriam desenvolvidos no Brasil. Perguntou se
>>>> seriam
>>>> empresas particulares ou o governo que abriria os cofres para este
>>>> dispêndio.
>>>>
>>>> Mario Seixas, da Bambutec, colocou uma questão – na minha opinião – de
>>>> grande importância: nos alertou para o perigo que pode significar esta
>>>> "invasão" chinesa em referência aos bambus, no Brasil. Lembrou que lá
>>>> na
>>>> China as indústrias compram o bambu às toneladas já que a intenção é
>>>> produzir em escala industrial. Ele mencionou o caso do plantio de mossô
>>>> do
>>>> falecido amigo  Sr. Myiazaky, de Guarulhos. Um extenso bambuzal
>>>> cultivado
>>>> com carinho e dedicação e que em certa altura os chineses se
>>>> manifestaram
>>>> para a compra. A intenção era a derrubada de tudo para uma grande
>>>> produção
>>>> negligenciando o apuro com que aqueles bambus são cuidados.
>>>> Mencionou uma certa desconfiança do INBAR ser dominado por grandes
>>>> potências em detrimento dos países que mais precisam de informação.
>>>>
>>>> Celina Llerena, da Ebiobambu, também perguntou sobre o trabalho do
>>>> INBAR
>>>> em outros países já que no filme e na palestra não havia sido
>>>> mencionado
>>>> nada a este respeito (a não ser o caso do Butão).  ****
>>>>
>>>> *A Coosjie, mais tarde, na hora do almoço, se desculpou e explicou à
>>>> Celina que infelizmente não têm um filme sobre os projetos em outros
>>>> países, mas têm relatório fotográficos e mencionou o caso da Índia -
>>>> Fernando. *****
>>>>
>>>>
>>>> A Prof. Siu Mui Tsai, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura -
>>>> CENA
>>>> , USP, filha de pais chineses, estava entusiasmada com os resultados
>>>> obtidos na propagação do *Bambusa vulgaris*. Mostrou uma documentação
>>>> com gráficos e vasta literatura mas a distância não possibilitou
>>>> nenhuma
>>>> leitura já que esses papéis estavam em suas mãos. O Prof. Ghavami
>>>> mencionou
>>>> que conhecia este trabalho e a parabenizou. ****
>>>>
>>>> *A pesquisa da Prof. Tsai foi financiada pelo 1o. Edital da Rede
>>>> Brasileira de Bambu lançado em 2008 e gerido pelo CNPq e, pelo curto
>>>> prazo
>>>> (2 anos) de desenvolvimento obteve resultados parciais. Ela afirma que,
>>>> hoje, para B. vulgaris, a metodologia de propagação em laboratório já
>>>> está
>>>> definida - Fernando.*****
>>>>
>>>> ** **
>>>> ------------------------------
>>>>
>>>> Hans, achei a reunião muito curta e sem debates mais profundos. A Sra.
>>>> Coojse estava preocupada com o horário do almoço e gentilmente convidou
>>>> a
>>>> todos a almoçar em um restaurante ali no Pier Mauá. A reunião toda não
>>>> chegou a hora e meia.
>>>>
>>>> Pessoalmente não vejo grande relevância o Brasil se filiar ao INBAR.
>>>> Não
>>>> vejo soluções nem auxílios de ordem prática a curto prazo. No entanto
>>>> acredito ser conveniente esta filiação pois, sem dúvida, o Brasil terá
>>>> mais
>>>> credibilidade na esfera internacional e passa a fazer parte de uma
>>>> comunidade mundial ligada ao bambu. Ou seja, uma decisão política.
>>>> Foi mencionado diversas vezes a troca de experiência, mas, na prática,
>>>> percebemos que o Brasil, pelo seu tamanho e crescimento promissor se
>>>> torna
>>>> alvo dos olhares internacionais em suas mais diversas manifestações e
>>>> interesses, muitas vezes escusos. Temos muito a aprender mas, deixando
>>>> de
>>>> lado esta nossa mania de "colonizado" já temos sim, também, muito a
>>>> ensinar.
>>>>
>>>> Quero pedir desculpas em não acrescentar mais e peço aos meus colegas
>>>> que deem suas opiniões e apurem este meu relato meio capenga.
>>>>
>>>> Hans, estou enviando assim que o correio abrir, publicação distribuida
>>>> na reunião.
>>>>
>>>> Um grande abraço,
>>>> Luiz****
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> ****
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>> ** **
>>>>
>>>
>>>
>>>
>>> --
>>> Antonio Fernando Caetano Tombolato
>>> Instituto Agronômico - IAC
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>>> CEP 13020-902 Campinas SP - Brasil
>>> tel. 55-19-3202-1681 e 3202-1778
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#27454 De: DEMETRIO OLIVEIRA <bambumetro@...>
Data: Qua, 20 de Jun de 2012 1:51 pm
Assunto: Re: Fwd: Alguns Videos do Encontro INBAR
bambumetro
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Caros amigos, bom dia!

Após um breve período recolhido para tratamento de um tumor, eis que me encontro de volta ao grupo. Afinal, se tem uma coisa que eu pude aprender com os bambus ao longo desses anos foi a ter RESILIÊNCIA. Bambus envergam mais não quebram :-) . Agradeço ao Fernando e a todos que estiveram envolvidos com essa reunião aqui no Rio. Quanto a industrialização do bambu no Brasil, é consenso  que precisamos investir  primeiro em plantações, Existe a lei, mas ela não está regulamentada. Então eu acredito que nós ( sociedade civil) devemos nos organizar para mostrarmos ao governo que o bambu é um assunto de interesse nacional. Bambu é uma planta rizomática. Rizoma é como se fosse um monte de gente de mãos dadas cooperando.

Saudações rizomáticas!

Demétrio Oliveira



#27455 De: agrobambu/bamboofount <bamboofount@...>
Data: Qua, 20 de Jun de 2012 8:46 pm
Assunto: Blog sobre bambu-At.18/jun/12
bamboofount
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Olá pessoal

Estou disponibilizando uma atualização em meu blog sobre o efeito das últimas geadas aqui no RS - É pra matar!
Link abaixo:
 http://agrobambu.blogspot.com
Agradeço os comentários e disponibilizo o blog para seguirdores que queiram receber as atualizações dele no futuro.

Ene
Agrobambu CF&T e Bambuplatz Garten
Visite nosso blog em: http://agrobambu.blogspot.com e nosso website em:
http://www.bamboofount.com.br



#27456 De: moises medeiros pinto <mosespi@...>
Data: Qui, 21 de Jun de 2012 1:57 pm
Assunto: Histórico das Pontes de Bambu
mosespio
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Caros colegas Bambuzeiros,
 
Compartilho o link do artigo que li e achei excelente:
 
http://www.echocommunity.org/resource/collection/7B4F6F18-749A-46C0-A127-904FAA07B7F8/A_History_of_Bamboo_Bridges.pdf
 
Moisés

#27457 De: virgilio senna <vicosennabahia@...>
Data: Sex, 22 de Jun de 2012 5:46 am
Assunto: Re: Fwd: Alguns Videos do Encontro INBAR
vicosennabahia
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá! Demétrio
 
Correto, do meu ponto de vista, o seu posicionamento.
Espero que você esteja resolvendo bem esse problema de saúde.
Melhoras continuadas.
Abs.
 
Virgilio de Senna
71.8149.4549
71.3247.3328
bambuzalbahia.blogspot.com
sannax.blogspot.com 

De: DEMETRIO OLIVEIRA <bambumetro@...>
Para: bambu-brasil@...
Enviadas: Quarta-feira, 20 de Junho de 2012 10:51
Assunto: Re: [bambu-brasil] Fwd: Alguns Videos do Encontro INBAR
 
Caros amigos, bom dia!

Após um breve período recolhido para tratamento de um tumor, eis que me encontro de volta ao grupo. Afinal, se tem uma coisa que eu pude aprender com os bambus ao longo desses anos foi a ter RESILIÊNCIA. Bambus envergam mais não quebram :-) . Agradeço ao Fernando e a todos que estiveram envolvidos com essa reunião aqui no Rio. Quanto a industrialização do bambu no Brasil, é consenso  que precisamos investir  primeiro em plantações, Existe a lei, mas ela não está regulamentada. Então eu acredito que nós ( sociedade civil) devemos nos organizar para mostrarmos ao governo que o bambu é um assunto de interesse nacional. Bambu é uma planta rizomática. Rizoma é como se fosse um monte de gente de mãos dadas cooperando.

Saudações rizomáticas!

Demétrio Oliveira



#27458 De: Hans-Jürgen Kleine <hjkleine@...>
Data: Sex, 22 de Jun de 2012 6:39 pm
Assunto: RES: Fwd: Alguns Videos do Encontro INBAR
hansjkleine
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

Olá Demétrio,

 

                Bela notícia! Precisamos muito de sua energia e disposição para compartilhar e desenvolver trabalho pioneiro.

 

Grande abraço.

HJKleine

 

De: bambu-brasil@... [mailto:bambu-brasil@...] Em nome de DEMETRIO OLIVEIRA
Enviada em: quarta-feira, 20 de junho de 2012 10:52
Para: bambu-brasil@...
Assunto: Re: [bambu-brasil] Fwd: Alguns Videos do Encontro INBAR

 

 

Caros amigos, bom dia!

 

Após um breve período recolhido para tratamento de um tumor, eis que me encontro de volta ao grupo. Afinal, se tem uma coisa que eu pude aprender com os bambus ao longo desses anos foi a ter RESILIÊNCIA. Bambus envergam mais não quebram :-) . Agradeço ao Fernando e a todos que estiveram envolvidos com essa reunião aqui no Rio. Quanto a industrialização do bambu no Brasil, é consenso  que precisamos investir  primeiro em plantações, Existe a lei, mas ela não está regulamentada. Então eu acredito que nós ( sociedade civil) devemos nos organizar para mostrarmos ao governo que o bambu é um assunto de interesse nacional. Bambu é uma planta rizomática. Rizoma é como se fosse um monte de gente de mãos dadas cooperando.

 

Saudações rizomáticas!

 

Demétrio Oliveira

 

 


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