Salve Thiago e demais,
Este procedimento também ocorre em Universidades particulares. Contando inclusive com obra impressa para consultas públicas. Conhecimento publicado é um caminho importante, no entanto este se complementa ao desdobrar processos e técnicas no meio físico social.
Saudações bambusáceas,
Marcelo Fonseca
On Dom 12/02/12 19:51 , Thiago Greco thmgreco@... sent:
On Dom 12/02/12 19:51 , Thiago Greco thmgreco@... sent:
Salve Marcelo e Virgílio,
Concordo plenamente com essa frase...o conhecimento deve ser publicado..e se foi publicado, do público deve ser...acho muito bacana a iniciativa de grande parte das universidades públicas brasileiras de disponibilizar na rede boa parte das teses e dissertações, em PDF, defendidas nos programas de pós graduação.
Basta buscarmos no google pelo site de teses e dissertações com o nome de uma universidade e colocar no site de busca deles a palavra bambu..em diversas buscas aparece um número interessante de teses defendidas sobre o bambu...e disponível para toda a humanidade que tiver acesso a um computador.
Saudações Bambusoideae de Floripa
Thiago Greco
Em 10 de fevereiro de 2012 18:27, <marbambu@...> escreveu:
Salve Virgilio,
Grato pelo esclarecimento.Cito frase que escutei : "Conhecimento retido é conhecimento perdido." Durante colaboração no evento realizado entre os dias 8 á 10 de Maio de 2009 na EMBRAPA/UFRRJ. Curso de Agroecologia com Estrutura Geodésica - Agricultura Familiar e Agroecologia - ASPTA / Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ / EMBRAPA AGROBIOLOGIA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - /Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA
Saudações bambusáceas,
Marcelo Fonseca
On Sex 10/02/12 15:50 , virgilio senna vicosennabahia@... sent:
Ótimo MarceloPerguntei porque não sabia quem era.Pensei que o "comando" da "marbambu" tinha mudado.Só isso. Não posso saber tudo.Obrigado pela informação.Abs.Virgilio de Senna71.8149.4549
De: "marbambu@..."
Para: bambu-brasil@...
Enviadas: Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012 14:54
Assunto: Re: AW: [bambu-brasil] Re:ASSOCIAÃ?ÃfO BRASILEIRA DO BAMBU -Próximos P assos
Prezado Virgilio,
Após comentar sobre o referido tema com o citado professor, este desejou emitir sua opinião via meu e-mail pessoal. Na minha opinião o importante é o conteúdo da mensagem. Vejo como fundamental prosseguir no fortalecimento e desenvolvimento tecnológico da pesquisa acadêmica sobre bambu no Brasil. Se o contexto nacional do bambu está favorável atualmente, convém reconhecer os trabalhos desbravadores, realizados numa época não tão atrativa assim. A academia moderna (pública ou particular) é um espaço extremamente democrático, com professores abertos ao diálogo e participantes das questões socio-política-econômica. O conceito defasado do catedrático alienado em sua torre de marfim, não existe mais. Todos estão conscientes das questões nacionais e globais.
Saudações bambusáceas,
Marcelo Fonseca
On Qua 8/02/12 13:28 , virgilio senna vicosennabahia@... sent:
Boa tarde companheirosDesculpem a minha ignorância, mas quem fala pela marbambu não é Marcelo Fonseca?Onde entra Luis Eustáquio Moreira; também é do grupo?Obrigado pelos esclarescimentos a respeito.Só quero entender.Abs.Virgilio de Senna71.8149.4549
De: "marbambu@..."
Para: bambu-brasil@...
Enviadas: Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012 18:40
Assunto: Re: AW: [bambu-brasil] Re:ASSOCIAÃ?ÃfO BRASILEIRA DO BAMBU -Próximos P assos
Boa tarde a todos.
Meu nome é Luis Eustáquio Moreira, Sou pesquisador de estruturas de bambu desde 1989 e leciono, pesquiso e oriento alunos na Escola de Engenharia da UFMG desde 1993. A aprovacao de projetos pelos órgaos de fomento à pesquisa, em minha opiniao, sempre foi muito criteriosa na distribuicao de verbas públicas e no credenciamento dos pesquisadores para a conducao de projetos. É preciso lembrar que a formacao científico tecnológica que qualifica um profissional para a pesquisa exige, atualmente, para a qualificacao de um Doutor, um mínimo de 11 anos de estudos universitários. Por outro lado, para que se faça uma pesquisa consistente, além de conhecer a metodologia científica e tecnológica, o pesquisador deve contar com infraestrutura laboratorial, equipamentos normalmente caros, que também exigem, em muitos casos, formacao superior para serem manuseados. Portanto, deixo aqui a minha clara posicao de que defendo que as verbas de fomento à pesquisa do CNPq, CAPEs e fundaçoes estudais, sejam destinadas a pesquisadores, os quais foram institucionalmente qualificados para fazê-las e que, portanto, estao amparados por equipamentos e dispoem de linha de pesquisa amadurecida.
Acho que o papel de todos aqueles que nao sao pesquisadores é buscar outras fontes de financiamento, em organizacoes nao governamentais.
Nao há porque fazer da pesquisa do bambu um vale tudo! Aliás, devemos lembrar que as construcoes com bambu, como todas as demais construcoes com outros materiais, seja o aço, o concreto, a madeira ou outros, devem atender aos requisitos de resistencia e segurança exigidos para os demais materiais, pois construcoes envolvem vidas e constitucionalmente, o direito de projetar e analisar é outorgado por meio de diplomacao em escolas reconhecidas pelo MEC, como competentes para oferecerem os ensinamentos adequados.
Cordialmente,
Luís Eustáquio MoreiraProf. Associado - DEES - EEUFMG
On Sáb 4/02/12 19:14 , Luiz Carlos d'AboimInglês bambu_parque@... sent:
Querido prof. Marco,
Também acho lamentável esta simplificação, de reduzir o setor bambuzeiro a apenas duas categorias: os acadêmicos e o resto. Está na hora de superarmos esta discussão, mas apenas silenciar os críticos não seria a solução. Pelo contrário, talvez seja melhor entrar no mérito das críticas, o que até agora não tem sido feito.
Não tenho procuração de ninguém, mas gostaria de partilhar a minha visão sobre a origem dos problemas: o já famoso edital N° 025/2008 do CNPq, que representou um inédito avanço para o setor do bambu, foi a resposta do Governo Federal às solicitações feitas pelos bambuzeiros dois anos antes, durante o seminário ocorrido no Ministério do Meio Ambiente em 2006. O seu lançamento foi, portanto, uma conquista de todos os bambuzeiros e não apenas daqueles que receberam a incumbência de organizar e administrar as verbas destinadas para as pesquisas.
É normal em qualquer distribuição de verbas o surgimento de vozes descontentes, que no caso não se voltaram contra o governo em si, mas contra os acadêmicos que agiam em nome dele, definindo prioridades e critérios e que passaram a ter o poder de aprovar ou rejeitar projetos. Na época houve também queixas pela falta de comunicação dos organizadores do edital, dos quais poucos tem participação ativa nos grupos de discussão. Sabe-se, que um segundo edital está em fase de gestação e existe o risco de surgirem novos descontentamentos, caso não se tente corrigir eventuais falhas. Não há sinais no horizonte, que indiquem que os organizadores tenham consciência deste risco, o que é preocupante.
Penso, que os problemas poderiam ser facilmente contornados com mais disposição ao diálogo e talvez até com algumas alterações nos critérios do próximo edital. Na atual conjuntura o setor ainda é totalmente dependente da ajuda dos governos, por falta de empresas capazes ou dispostas a financiar o seu avanço tecnológico. Então, os problemas tendem a se agravar, caso não surja uma mudança de rota.
Espero, que o alerta seja entendido de forma positiva e que ele não seja usado como pretexto para agravar os desentendimentos. Sem união, não chegaremos a lugar nenhum.
Um grande abraço.
HJKleine
Gostaria de também externar opinião - que tem a ver com nosso momento - mas que não vejo colocada pelos companheiros.
Não me dirijo a ninguém especificamente, pessoa ou entidade, mas aproveito mensagem acima do Hans abrindo situação delicada, para democraticamente colocar na mesa da discussão este tema: Plantio.
Fala-se muito em plantar. Plantar para não faltar matéria-prima. Plantar para abastecer um mercado promissor. Plantar para difundir espécies nativas. Plantar para introduzir novas espécies. Plantar para construção-civil. Plantar para artesanato. Enfim, plantar, plantar e plantar.
Sem dúvida não adianta os catedráticos estudarem, os acadêmicos pesquisarem, os práticos bambuzeiros utilizarem em seus trabalhos SE não houver bambu.
Sou plantador de Phyllostachys aurea há mais de 20 anos. Um bambu para movelaria, artefatos/utensílios de pequeno porte e artesanato.Tenho um pequeno, mas bem cuidado bambuzal com quase 2 hectares, manejado sob um rígido controle autossustentável onde só é retirado, a cada ano (média de 500 colmos mensais), o que o bambuzal pode repor. Trabalho apenas com colmos de 5 anos, ou seja retiro apenas 20% do bambuzal anualmente. Um bambuzal "orgânico" que nunca viu jamais qualquer aditivo químico ou agrotóxico. Oscar Hidalgo, Kosrow Ghavami, prof. Ripper, Celina Llerena, Roberto Zunn, Mario Seixas, Bina, dentre outros bambuzeiros atuantes (por favor "bambueiros" nunca!) já lá estiveram. A PUC-Rio ocasionalmente envia seus alunos para pesquisas e coletas.
Mas...durante todos estes anos nunca houve nenhum incentivo para quem planta. Somos o início da cadeia produtiva e os mais esquecidos e marginalizados, apesar do clamor para se plantar, plantar e plantar!
Gostaria que meus ilustres companheiros não só continuem a insistir no plantio, mas que ajam concretamente, de alguma forma, que alertem as autoridades no que concerne uma ajuda real ao plantio através de incentivos fiscais, subsídios, financiamentos dirigidos, políticas públicas, etc.
Obrigado, Luiz Inglês
PS: Quanto ao setor bambuzeiro, devemos interromper esta divisão maniqueísta entre acadêmicos e o resto. Somos todos bambuzeiros, cada qual em sua especificidade: plantadores, artesãos, acadêmicos, arquitetos, pesquisadores, biólogos, professores, artistas, etc. O importante é o amor e o interesse pelo bambu, esta gramínea maravilhosa. Não pode haver discriminação na meta de cada um, que pode variar desde o lucro financeiro ao orgulho de ver uma casa levantada, uma arandela iluminando a madrugada ou um simples talher.
Como uma corrente, cada um é um elo desta interminável cadeia que só cresce enobrecendo e solidificando a incipiente cadeia produtiva do bambu no Brasil.
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