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Matéria de capa do próximo BEM ESTAR,, de Porto Alegre.   Lista de mensagens  
Responder Mensagem #1640 de 2811 |
Oi,

Está correndo solto o movimento pela auto-hemoterapia (viu no
Fantástico?). Esta será a matéria de capa do próximo BEM ESTAR, de
Porto Alegre. Te encaminho a seguir o texto que fiz. Caso queira,
pode colocar na rede, pois é importante que uma outra informação,
não-oficial, seja também veiculada.
Abs
Ralph




QUANDO O CORPO CURA

Uma terapia simples e eficiente, que aproveita os recursos do
próprio corpo, dissemina-se pelo Brasil e é discutida em jornais e
em programas dominicais da televisão.



RALPH VIANA



Uma prática tradicional da saúde, utilizada desde 1911,
está nas manchetes de jornais e programas de televisão do Brasil em
2007. Não por seus reconhecidos e comprovados benefícios, mas porque
querem interditá-la, mesmo sem conhecerem suas bases e as
experiências feitas a respeito. A manchete do programa Fantástico
excedeu em seu julgamento prévio, "auto picaretagem", apesar de
mostrar depoimentos de várias pessoas que declararam que melhoraram
enormemente com seu uso, depois que médicos desistirem de seus casos.

Na intenção de trazer informações substanciais e profundas
a seus leitores, e não penas opiniões, o BEM ESTAR decidiu dedicar
sua matéria de capa a este assunto que atualmente ocupa o lugar
central nos debates sobre técnicas terapêuticas complementares.



O QUE É?



Auto-Hemoterapia é uma técnica de estimulação imunológica
que consiste da retirada de sangue da veia (da prega do cotovelo) e
reposição imediata no músculo da nádega ou do braço da própria
pessoa, estimulando assim o Sistema Retículo-Endotelial (S.R.E), o
que provoca a quadruplicação dos macrófagos em todo organismo (ABMC,
2004).
Segundo o médico Ricardo Veronesi, o macrófago é uma célula
importante no mecanismo de defesa do sistema imunológico do
organismo, já que responde por várias funções: destruição de vírus,
bactérias, complexos auto-imunes e células anormais (neoplásicas);
eliminação do excesso de colesterol; limpeza de esteróides;
regulação de hormônios; auxilia na desintoxicação do organismo e
metabolismo de drogas; remoção de microagregados de fibrina e
prevenção de coagulação intra-vascular.
Portanto, a auto hemoterapia funcionaria como uma vacina
inespecífica, estimulando o organismo a fortalecer suas defesas
contra qualquer agressão externa. Esta é sua função primordial.



UM POUCO DA HISTÓRIA



Apesar dos vários comentários das "autoridades" médicas,
afirmando que a auto hemoterapia não tem fundamentação científica ou
estudos prévios, uma simples pesquisa é suficiente para traçar seu
percurso histórico.

Em 1911, o médico F. Ravaut registrou sua utilização em
diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre tifóide e
em várias dermatoses. O Dr. Ravaut usou também a auto-hemoterapia em
certos casos de asma, urticária e estados anafiláticos (Dicionário
Enciclopédico de Medicina, Tomo 1, de L. Braier).

Em 1912, o professor Sicard, da Sorbonne, Paris, utilizou-a
empiricamente em tratamento de infecções e também para tratar da
acne juvenil, com resultados muito positivos. Tal prática disseminou-
se na Europa.

Em 1941, o Dr. Leopoldo Cea, no "Dicionário de Términos Y
Expressiones Hematológicas", pg. 37, cita: Auto hemoterapia: "método
de tratamento que consiste em injetar a um indivíduo cierta cantidad
de sangre total (suero Y glóbules) tomada de este mismo indivíduo".
No mesmo ano, o Dr. H. Dousset, coloca a auto–hemoterapia na
classificação de técnicas indispensáveis: "É muito útil em certos
casos, para dessensibilizações".

Em 1976, Stedman, no "Dicionário Médico", 25ª edição, pg.
129, cita a utilização da auto hemoterapia, descrevendo seu
procedimento. O mesmo acontece no livro "Index Clínico" – Alain
Blacove Belair, publicado em 1977.

Ou seja, a auto hemoterapia é uma técnica reconhecida há
muito tempo no campo médico, indicada por várias autoridades e com
vários estudos publicados. Portanto, não cabe os argumentos
das "autoridades" de que se trata de uma técnica pouco conhecida e
sem estudos realizados.

Brasil na Vanguarda - Mas no Brasil é que foi realizada a
pesquisa mais esclarecedora sobre o tema. O professor Jésse
Teixeira, médico consagrado em nosso país (talvez o médico
brasileiro mais conhecido entre as décadas de 1940/60) , provou que
o Sistema Retículo-Endotelial era ativado pela auto-hemoterapia, em
seu trabalho publicado e premiado em 1940 na "Revista Brasil –
Cirúrgico", no mês de Março.

Dr. Jésse Teixeira provocou a formação de uma bolha na coxa
de pacientes, com cantárida, substância irritante. Fez a contagem
dos macrófagos – células de defesa do sistema imunológico. Antes da
auto-hemoterapia, a cifra foi de 5%. Após a auto-hemoterapia a cifra
subiu a partir da 1ª hora, chegando após 8 horas a 22%. Manteve-se
em 22% durante 5 dias e finalmente declinou para 5% no 7º dia após a
aplicação. Ou seja, o estudo comprovou que a auto hemoterapia
provoca a quadruplicação dos macrófagos, aquelas células multi
funcionais do sistema imunológico descritas por outro eminente
médico brasileiro, Dr. Ricardo Veronesi. Uma pesquisa científica
conclusiva.



ESTUDOS IMPRESSIONANTES!



A partir dessa constatação, Dr. Jésse Teixeira realizou um
estudo com a aplicação da auto-hemoterapia em pacientes que foram
submetidos à cirurgia de pulmão, comprovando seu impressionante
efeito: 0% de infecção hospitalar ou complicações pós-operatórias!
Utilizou ele a autohemotransfusão de 20 cc logo após a operação;
estando o doente ainda na mesa de operação.

A pesquisa foi baseada em 150 observações, das quais, a
maioria, pertencentes à cirurgia de urgência (sem realização de
profilaxia prévia), através dos casos passados pelo Serviço "Daniel
de Almeida" a cargo do Dr.Jorge Doria, no Hospital de Pronto
Socorro, no Rio de Janeiro, em 1937. Esta foi a primeira pesquisa
brasileira publicada sobre o assunto, tendo sido premiada na
categoria de originalidade, em março de 1940, na Revista "Brasil
Cirúrgico". (Nota do Redator: Tenho disponível o trabalho, tanto
xerocado em sua grafia original, quanto com ortografia atualizada).

Nosso país, que tão raramente se destaca no campo da
pesquisa em qualquer área, obteve, através deste trabalho, uma
posição de destaque na pesquisa médica no campo da imunologia. O não
conhecimento desta pesquisa e sua não utilização na saúde pública
por décadas mostra o quanto não é valorizada a iniciativa dos
pesquisadores nacionais (vale lembrar que tivemos um presidente,
Tancredo Neves, que morreu de infecção hospitalar!)

Outros trabalhos significativos foram feitos pelo Dr Luiz
Moura, eminente médico carioca, o primeiro presidente médico do
INAMPS. Quando estudante de Medicina, Dr. Moura acompanhou o
trabalho de seu pai, Dr. Pedro Moura, aplicando a auto-hemoterapia
em pacientes que iriam à cirurgia, na Casa de Saúde S. José, no Rio
de Janeiro, com a finalidade de evitar infecção ou complicações
pulmonares pós-operatórias.

Fala o Dr. Luiz Moura: "Entre 1943 e 1947, quando cursava a
Faculdade Nacional de Medicina apliquei a auto-hemoterapia seguindo
a indicação de meu pai, Professor Pedro Moura, nos pacientes que ele
operava na Casa de Saúde S. José. A primeira aplicação era feita na
residência do paciente e a segunda 5 dias depois, na Casa de Saúde,
no quarto do paciente. A dosagem era sempre de 10ml. A finalidade da
aplicação era evitar infecção ou outra complicação infecciosa
pulmonar, já que a anestesia na época era feita em geral com éter,
que irritava bastante os pulmões. O cirurgião geral, Dr. Pedro
Moura, adotou este método face ao sucesso da experiência do
Professor Jésse Teixeira que registrou em 150 cirurgias as mais
variadas, 0% de complicações infecciosas post-operatórias, em 1940".

Dr. Luiz Moura depois de formado continuou aplicando a auto-
hemoterapia em casos de acne juvenil e dermatoses de fundo alérgico.
Em 1976, um fato ampliou sua visão sobre a técnica: aplicou a auto-
hemoterapia no Dr. Garófalo, seu colega e amigo, que estava com
obstrução arterial na coxa direita. Durante 4 meses, de 7 em 7 dias
aplicou 10 ml de sangue. Após este período, o Dr. Garófalo, já
podendo caminhar normalmente, submeteu-se a novos exames e comprovou
que a artéria estava livre de obstrução, e indicou ao Dr. Luiz o
trabalho de outro eminente médico brasileiro, que pesquisava na
mesma linha na imunologia, o Dr. Ricardo Veronesi abrindo o campo
para o tratamento das doenças auto-imunes.

A partir de diversos tratamentos e estudos de caso, o Dr.
Luiz Moura passou a ser considerado uma referência mundial na
utilização da técnica de auto-hemoterapia, tanto como pesquisador
quanto como divulgador. Suas pesquisas e prática clínica passaram a
indicar um grande leque de possibilidades da aplicação da auto-
hemoterapia, além de outros procedimentos terapêuticos
complementares. A respeito de seu trabalho inovador, foram gravados
dois vídeos, de cerca de 2 horas e meia de duração cada: o "Energia
da Vida" (realizado em 1992 por Luiz Sarmento e Ralph Viana) e "Auto-
hemoterapia – Contribuição para a Saúde" (março de 2004, direção de
Luiz Sarmento e Ana Martinez), que foram os vídeos que deram a
dimensão nacional à auto hemoterapia e que foram citados e mostrados
no Fantástico.

A disseminação da auto hemoterapia é visível também na
internet, onde há inúmeras referências a tratamentos e aplicações
(como nas diversas enfermidades do tipo anafilático: coriza
espasmódica, asma, eczemas, urticária, etc. – ver
www.megasalud.com.mx).

Na pesquisa na internet, constatamos que em Scottsdale, no
estado de Arizona - EUA, o tratamento com a auto-hemoterapia (em
diversas enfermidades) pode ser incluída no Plano de Saúde Pessoal,
no Envita Natural Medical Center da America.
(www.behealthyamerica.com/therapies/autohemotherapy.htm).

Também na rede (www.InstituteOfScience.com) está disponível
o impressionante trabalho de 296 páginas: "AUTOHEMOTHERAPY REFERENCE
MANUAL & HISTORICAL REVIEW - Autologous Blood in the History and
Future of Medicine: From Bloodletting to Stem Cells Incorporating
considerations of associated fields of AUTOLOGOUS-VACCINE-THERAPY
and AUTOTHERAPY", escrito por S.Hale Shakman, Ph. D, do INSTITUTE OF
SCIENCE.





UM CASO EMBLEMÁTICO



O Dr. Luiz Moura é pródigo em detalhes em suas anotações
sobre os mais diversos casos que tratou com a auto hemoterapia. Um
deles abriu as portas da utilização da auto hemoterapia como
coadjuvante no tratamento das doenças auto-imunes (quando o próprio
corpo se ataca). Em suas palavras: "Em setembro de 1976 internou-se
na Clínica Médica do Hospital Cardoso Fontes uma paciente cujo
diagnóstico foi esclarecido pela consultora dermatológica da
Clínica, Dra. Ryssia Alvares Florião. Feitas as biópsias nas mamas,
abdômen e coxa de A.S.O. (F) – 52 anos, e encaminhadas estas à
patologista do Hospital, Dra. Glória de Morais Patello, o
diagnóstico foi: esclerodermia, fase final.

A Dra. Ryssia que tinha sido residente em Clínica
Dermatológica em Nova York, Estados Unidos, para onde convergiam os
pacientes com esclerodermia, disse que "pouco podia fazer pela
paciente, pois aquela Clínica era nada mais que um depósito de
esclerodérmicos"

Iniciei o tratamento da paciente no dia 10/09/1976. Com a
intenção de provocar o desvio imunológico (as defesas passarem a se
concentrar no sangue injetado) e assim aliviar a paciente, apliquei
5 ml de sangue em cada deltóide e 5ml em cada glúteo, de 5 em 5
dias. A paciente já não caminhava há 8 meses e não deglutia sólidos,
só líquidos, devido a estenose do esôfago. Um mês depois, no dia
10/10/1976 a paciente saía andando do Hospital, com alta melhorada
assinada pela Dra. Ryssia.

A paciente continuou o tratamento com a dose de 10 ml de
sangue por semana. Em maio de 1977, sete meses depois, a paciente
A.S.O. foi reinternada para avaliação, sendo constatada uma grande
melhora em relação ao dia 10/10/1976 quando teve alta no ano
anterior.

Surgiu na ocasião um concurso patrocinado pelo Laboratório
Roche/Hospital Central da Aeronáutica. Redigimos então um trabalho
minuciosamente documentado tanto com exames complementares como
também com fotografias em slides da paciente em setembro de 1976 e
maio de 1977. Surpreendentemente, o concurso cujo tema era
originalidade, não publicou o trabalho".

Aí começa a desvendar-se o lado sombrio e subterrâneo dos
interesses contrariados por esta tradicional prática médica. Afinal,
a auto hemoterapia, por estimular o sistema imunológico provou sua
eficiência em diversas patologias sem a utilização de medicamentos!
Uma seringa e uma agulha ao invés de remédios caros e de uso
continuado. Fica evidente que os interesses mercadológicos da
poderosa indústria farmacêutica são confrontados por uma prática
simples e de comprovada eficiência (zero de infecção hospitalar em
150 casos é uma boa medida, não?).



DISSEMINAÇÃO, RESISTÊNCIAS E INTERESSES



Os diversos casos citados pelo Dr. Luiz Moura em vários
artigos e por outros profissionais que passaram a utilizar a auto
hemoterapia, como a enfermeira Ida Zaslavsky, em Florianópolis,
chamaram a atenção de vários profissionais em todo o Brasil, que
também tiveram acesso ao vídeo e passaram a incluir esse
procedimento em suas clínicas. Os incontáveis resultados favoráveis
com este tratamento coadjuvante (a auto hemoterapia é utilizada de
forma complementar) e a conseqüente divulgação boca a boca por parte
dos pacientes beneficiados tornou-a rapidamente popular. Afinal
trata-se de uma terapia eficaz e barata, com mínimas contra
indicações, própria para um país pobre e com um sistema de saúde
precário. Em Recife passou a ser utilizada na rede pública, em
Postos de Saúde, com bons resultados, segundo o médico que está à
frente do projeto e que fez esta declaração ao Fantástico.

A resposta das instituições profissionais da saúde não
demorou. Não reconhecendo as evidências, propondo mais estudos ou
sua utilização na rede pública, mas surpreendentemente
desaconselhando seu uso, como alguns conselhos de medicina e de
enfermagem fizeram (a princípio até que estudos mais conclusivos
fossem feitos). E, pior, simplesmente proibindo sua prática, como
fizeram alguns conselhos estaduais, baseados no argumento de que não
se trata de um procedimento científico!

A discussão sobre cientificidade, seus métodos e
limitações, é pertinente, mas não cabe no espaço deste artigo, até
porque os dados e estudos sobre a auto hemoterapia citados são mais
do que abundantes. O que cabe é perguntar por que se proíbe
arbitrariamente um procedimento médico tradicional que não utiliza
medicamentos, apesar das evidências, de vários estudos e de
inumeráveis relatos pessoais positivos?

A auto hemoterapia poderia ser criticada por sua suposta
menor eficácia comparada aos medicamentos modernos, ou por ser um
procedimento fora de uso (como as ventosas) pela medicina
tecnológica atual. Mas sua proibição, extemporânea e irracional,
gera a inevitável conjetura: que interesses estão sendo
contrariados? Quem está perdendo com a disseminação da auto
hemoterapia? Serão aqueles que apregoam e têm lucros fantásticos
(boa a lembrança do nome) com a venda de medicamentos?

Com certeza não são os pacientes que se submeteram ao
procedimento, pois em todas as matérias publicadas em jornais e as
veiculadas pela televisão, não apareceu nenhum cidadão ou cidadã
reclamando de sua ineficácia, muito pelo contrário.



COMENTÁRIOS FINAIS



Seria de se esperar que os dirigentes desses conselhos, de
medicina e de enfermagem, estudassem minimante o tema antes de se
pronunciarem publicamente ou interditarem a utilização de uma
técnica tão bem avaliada por seus usuários, tanto por sua eficiência
quanto por seu baixíssimo custo (além de evitar todos os efeitos
colaterais conhecidos provocados pelo excesso de medicamentos). A
resposta ao Fantástico do médico que condenou a sua prática, à
pergunta sobre o porquê de tantos depoimentos favoráveis de clientes
da auto hemoterapia, "É o efeito placebo", mostra o despreparo de
alguém a quem caberia dar uma resposta científica, tão cobrada por
ele na condenação.

Só nos resta constatar que no Brasil do vale tudo, só não
valem, verdadeiramente, os interesses da população. Mas é inevitável
que, como disse Caetano Veloso, "enquanto os homens exercem os
podres poderes", a população faz seu papel, cuidando da melhor
maneira de sua saúde, pois os poderosos nunca o fizeram.

O movimento em prol da hemoterapia está crescendo
fortemente entre seus usuários (vide comunidade no orkut), que
afirmam que continuarão a utilizá-la, independentemente da
decisão "oficial". Profissionais de saúde estão passando a assinar
um necessário termo de responsabilidade (feito por advogados
usuários da auto hemoterapia) para continuarem exercendo seu direito
de ajudar seus clientes. O movimento cresce.

É provável que este momento fique na história com a mesma
marca da "Revolta da vacina", quando várias "sumidades"
e "autoridades" quiseram proibir e incitaram a população a resistir
à vacinação contra a febre amarela, no Rio de Janeiro. A
determinação de Oswaldo Cruz conseguiu ultrapassar as resistências e
as vacinas (consideradas "uma prática perigosíssima" por aqueles),
salvaram milhões de pessoas. Inacreditavelmente, cem anos depois
estamos novamente frente o mesmo dilema (com outros interesses por
trás, é claro). O Brasil é um país sui generis.






Ter, 24 de Abr de 2007 7:20 pm

kkinhirin
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kkinhirin
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24 de Abr de 2007
7:22 pm
Avançado

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