--- El dom, 29/11/09, juan marin alcaraz <moriajoan@...> escribió:
De: juan marin alcaraz <moriajoan@...> Asunto: [EstudiantesRosacruces] QUIEN ES CRISTO.pps [Archivo adjunto 1] Para: "ESTUDIANTES ROSACRUCES" <EstudiantesRosacruces@yahoogroups.com> Fecha: domingo, 29 de noviembre, 2009 17:13
Quando visitamos o Templo em Mount Ecclesia podemos observar que o painel de Leo está colocado na parede oeste do Santuário, por sobre o Altar contendo o Emblema Rosacruz. O simbolismo do Templo (1) nos diz que "Leão é o signo do Cristo levantado e o emblema do desenvolvimento espiritual. Leão representa o caminho da Iniciação por meio do coração. O caminho Rosacruz da Iniciação se inicia na porta do intelecto sob o signo mental de Aquário (porta oriental do Santuário do Templo) econduz à liberação no altar do coração sob o domínio da Hierarquia de Leão."
Esta posição proeminente de Leão como a meta de nossas aspirações no caminho da Iniciação estabelece um padrão que pode ser também reconhecido no Processo Evolutivo e no ciclo anual com Cristo.
Para identificar esse padrão, focalizaremos nossa atenção no esquema evolutivo, especialmente no período de tempo devotado à aquisição de auto consciênciae à construção dos veículos por meio dos quais o espírito manifesta-se no ser humano, eo compararemos ao ciclo anual com Cristo.
Diz o Conceito Rosacruz do Cosmo (2) que, no Período de Saturno, durante sua primeira revolução, os Senhores da Chama ou a Hierarquia de Leão, trabalhando sobre o homem, de sua livre vontade, tiveram sucesso na implantação, na vida em evolução, do germe que deu lugar ao nosso presente corpo denso. Também, no meio da sétima revolução deste mesmo período, a mesma Hierarquia de Leão despertou o mais alto princípio espiritual na humanidade – o Espírito Divino.
O trabalho do Período de Saturno começou e terminou no Mundo do Espírito Divino por meio dos globos A e G. Esta região foi a mais elevada das regiões alcançadas pelos sete globos manifestados durante o esquema evolutivo.
Similarmente, considerando agora o ciclo anual com Cristo, depois que o Sol atinge a sua declinação setentrional máxima e transita pelo signo de Leo, Cristo ascende ao Reino Espiritual do Espírito Divino, conhecido biblicamente como o Trono do Pai. Durante este trânsito sob a supervisão dos Senhores da Chamae unido com o Poder do Pai, o Senhor Cristo trabalha com o supremo poder do Amor, nota chave da Hierarquia de Leão e a força estabilizadora da Terra(3).
Prosseguindo com a análise do período involutivo, duas outras hierarquias trabalharam sobre a humanidade no segundo período de manifestação – o Período Solar – as Hierarquias de Virgem e Câncer, vizinhos da Hierarquia de Leão no círculo zodiacal.
Na primeira revolução do Período Solar,ambas as Hierarquias de Leãoe de Virgemconjuntamente reconstruíram o corpo denso germinal.
Os Senhores da Sabedoria (Virgem), que não eram tão altamente evoluídos como os Senhores da Chama, trabalharam para completar sua própria evolução. Começaram o trabalho próprio do Período Solar, irradiando deles mesmos o gérmen do corpo vital, durante a segunda revolução desse período. Na sexta revolução do período, os Querubins (a Hierarquia de Câncer), surgiram para despertar o segundo aspecto do tríplice espírito no homem – o Espírito de Vida.
A mais elevada região atingida pelos globos ( no caso, globos A e G), durante o Período Solar, foi o Mundo do Espírito de Vida. Similarmente, durante o ciclo anual com Cristo, o Mundo do Espírito de Vida é por Ele visitado durante os meses solares de julho (Câncer) e setembro (Virgem).
O trabalho realizado pelas Hierarquias de Virgem e Câncer no nosso corpo vital e em sua contraparte espiritual, o Espírito de Vida, foi preenchido com as mais puras vibrações e teve uma decisiva influência na construção dos correspondentes arquétipos de acordo com as características dessas Hierarquias.
As notas chave de Virgem são Serviço e Sacrifício. Os Querubins são os guardiões de todos os lugares santos dos Céus e da Terra, guardando também o grande mistério da Vida. O destino da humanidade é, portanto, luminosos e glorioso .na medida em que nos mantenhamos no caminho adequado, vivendo uma vida de serviço e de pureza, seguindo os padrões implantados pelas Hierarquias de Virgem e de Câncer no átomo-semente do corpo vital e em sua contraparte, o Espírito de Vida.
A Escola Rosacruz nos ensina a aprender esta magnífica lição de serviço e pureza, especialmente através da participação no processo de cura. Podemos ler no ritual do Serviço de Cura (4):
"Não será possível irradiar uma força curadora pura e forte se não mantivermos limpos e puros os nossos corpos e as nossas mentes.(...) Quando uma pessoa está intensamente absorvida em fervorosa súplica a um poder superior, sua aura assume uma forma afunilada que se assemelha à parte inferior da tromba d'água. É lançada no espaço a grande distância e estando sintonizada com as vibrações de Cristo no Mundo do Espírito de Vida interplanetário, atrai para si uma força divina que entra na pessoa ou no grupo de pessoas e anima o pensamento-forma que eles criaram."
O terceiro período de manifestação foi o Período Lunar. Depois do trabalho realizado durante as primeiras duas revoluções desse período, para adaptar os corpos denso e vital a terem uma interface com o germe de um novo veículo a ser dado à humanidade, o corpo de desejos, os Senhores da Individualidade {a Hierarquia de Libra), começaram o trabalho próprio doperíodo, durante a terceira revolução. Eles ajudaram o ser humano a se apropriar e construir um corpo de desejos germinal. Os Senhores da Individualidade trabalharam sobre e com a humanidade paracompletarem sua própria evolução.
Durante a quinta revolução do Período Lunar os Serafins (a Hierarquia de Gêmeos), despertaram o terceiro aspecto do Espírito – O Espírito Humano.
No Período Lunar, os globos A e G atingiram a Região do Pensamento Abstrato, o mais alto dos planos atingidos pelos globos nesse período. Similarmente, durante o mês solar de junho (Gêmeos), o Senhor Cristo passa ao Terceiro Céu, isto é, a Região do Pensamento Abstrato. Esta é a mais alta esfera do ciclo de reencarnação atingido pela humanidade em seu presente estágio evolutivo.
Durante o mês de junho, Cristo torna-se o Canal para as radiações emitidas pelos Serafins. Ele os contata através do Espírito Santo. Uma das palavras chave dos Serafins é atividade. Também é a palavra chave do Espírito Santo(3).
Sabemos da Filosofia Rosacruz que o corpo de desejos, a contraparte do Espírito Humano, nos proporciona os incentivos para a ação. No entanto, temos de aprender a controlar essa força, por vezes vandálica e ingovernável.
Quando o Sol entra em Libra, o Sublime Cristo toca a superfície externa de nosso planeta. A grande lição a ser aprendida de Libraé o desenvolvimento do poder do discernimento e da capacidade de distinguir entre o real e o irreal e o verdadeiro do falso, de modo a superar as ilusões criadas pelo corpo de desejos e controlá-lo(3) .
No quarto período evolutivo, o Período Terrestre, a humanidade recebeu o gérmen da mente, por meio do trabalho da Hierarquia de Sagitário, os Senhores da Mente. Este estágio marca o nascimento do indivíduo.
As humanidades dos períodos anteriores (Saturno, Solar e Lunar), respectivamente os Senhores da Mente, os Arcanjos e os Anjos estão trabalhando com os Espíritos Virginais, a Hierarquia de Peixes, durante o Período Terrestre. Estão sendo assistidos pelos Senhores da Forma (a Hierarquia de Escorpião), à qual foi dada responsabilidade sobre o Período Terrestre.
Durante novembro (mês solar de Escorpião), a força de Cristo permeia o Mundo dos Desejos. O Raio Dourado de Cristo quando passa por Escorpião representa um tempo de transmutação. Transmutação é a palavra chave dominante de Escorpião. O Raio Dourado de Cristo penetra ainda mais profundamente na Terra quando o Sol transita por Sagitário e os Reinos Internos tornam-se intensamente luminosos com Sua Luz gloriosa. A força de Cristo chega ao coração da Terra no solstício de dezembro (Capricórnio) . Este evento marca a Noite Santa do ano, quando uma calma e uma paz profundas penetram o mundo inteiro. Quando o Sol transita por Aquário o Senhor Cristo centra Sua atividade no reino etéreo. Durante o mês em que o Sol transita por Aquário os éteres superiores tornam-se luminosos à medida que a força de cristo está se elevando para a superfície da Terra, em preparação para Sua liberação triunfal na Páscoa. As forças dos dois éteres superiores estão se tornando cada vez mais potentesem seus efeitos sobre a humanidade, com a proximidade da Idade de Aquário (3).
Conforme mencionado no início deste artigo, Aquário é a porta de entrada para o Caminho Rosacruz da Iniciação. Os dois éteres superiores podem conduzir as forças para o desenvolvimento das faculdades de observação e de discernimento, importantes requisitos para a construção do corpo-alma. Porém, o desenvolvimento dessas faculdades não é suficiente para prosseguir no Caminho da Iniciação. O coração, regido por Leo, deve estar profundamente envolvido. O ideal de Aquário está mostrado em seu signo oposto, Leão, e suas notas chave são: Amor e Luz.
"Deus é Luz. Se andamos na Luz, como Ele está na Luz, seremos fraternais uns com os outros".
- Roberto Gomes da Costa, Rio de Janeiro, 2008.
Bibliografia
(1)A Probationer, "Temple Symbolism", Part II, Rays from the Rose Cross, vol 88, nº 4, July – August 1996, pgs 30-37.
(2)Max Heindel, "The Rosicrucian Cosmo Conception, Part II – Cosmogenesis and Anthropogenesis, Capítulos VI a XII.
(3)Corinne Heline, "Bible Interpretation" , Mystery of the Christos, vol VII, parts III e V.
(4)Healing Service Form, The Rosicrucian Fellowship.
Diretor- Presidente da Fraternidade Rosacruz Max Heindel no Rio de Janeiro
Roberto G. da Costa nasceu no Rio de Janeiro, sob o signo de Libra. Casou-se com a Sra. Lais da Gama Rosa Costa, que também se tornou companheira de ideal e com a qual teve três filhos. Tornou-se probacionista da Fraternidade Rosacruz ( Rosicrucian Fellowship) , em 1995. Mas, encontrou os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental bem antes disso, quando o atual Centro Autorizado do Rio de Janeiro era ainda reconhecido como um Grupo de Estudos. Participou das solenidades do centenário de nascimento de Max Heindel, em 1965. Na década de 90 do século passado, foi eleito membro do Conselho diretor do Centro, em seu novo ciclo, e escolhido como presidente. Atualmente, Roberto continua servindo ao idealismo rosacruz como instrutor dos Cursos Curriculares de Filosofia Rosacruz, Interpretação Esotérica da Bíblia e Astrologia, oferecidos por correspondência pela Fraternidade Rosacruz Max Heindel, redator do boletim ECOS, de nosso Centro, conferencista e diretor- presidente da Fraternidade Rosacruz Max Heindel - Centro Autorizado do Rio de Janeiro. De um ponto de vista profissional, Roberto é Engenheiro Químico, aposentado, com 40 anos de experiência em Planejamento, Organização e Métodos e em Gestão da Qualidade. Ele acredita firmemente em trabalho de equipe, o único meio efetivo de cumprir nossa missão de "Disseminar os Ensinamentos e Curar os Enfermos". O trabalho de equipe é também o único modo confiável de conduzir nossa Organização adequadamente. Para atuar como equipe, entretanto, devemos conhecer, com clareza, para onde estamos nos dirigindo e adotar as mesmas práticas. Para apoiar todo esse esforço, de forma harmoniosa e cristã, todos nós necessitamos de amor, muito amor, tolerancia e humildade. Acima de tudo, o Amor é o nosso incentivo para trabalhar e viver a Vida.
Grupo de Estudantes, estando presente o Sr. Roberto Gomes da Costa (presidente do Centro), ao fundo, de branco e de óculos
Não perguntes quem são os que escreveram estas cartas, julga-as pelos méritos que apresentam, considera não meramente as palavras, mas o espírito
com que foram escritas. Não nos move nenhum espírito egoísta. E a luz interna que nos instiga a agir, que nos
impulsiona a escrever-te. As credenciais são as verdades que possuímos, verdades
facilmente reconhecidas por aqueles que põem a verdade acima de tudo. Também a ti as
revelaremos, na medida da tua capacidade para receber ou não o que dissermos. A Sabedoria Divina não clama que a admitam; luz que brilha com eterna tranqüilidade,
espera pacientemente o dia em que seja reconhecida e aceita. Nossa comunidade existiu desde o primeiro dia da criação e continuará existindo até
ao último. É a sociedade dos Filhos da Luz. Seus membros conhecem a luz que brilha
no interior e no exterior das trevas e a natureza do destino humano. Em sua Escola, o
Mestre, a própria Sabedoria Divina, ensina aos que procuram a verdade pela verdade
e não por qualquer benefício mundano. Os mistérios explicados nesta Escola reportam-se
às coisas que é possível conhecer, relativas a Deus, à Natureza e ao homem. Todos os
antigos sábios aprenderam em nossa Escola. Entre seus membros, alguns
são habitantes de outros mundos, distintos deste. Esparsos pelo Universo, todavia
estão ligados por um só Espírito. Entre eles não há diferença de opiniões. Estudam
num só livro e, para todos, o método de estudo é o mesmo. Esta Sociedade é
composta de Escolhidos, dos que buscam a luz e podem recebê-la. O que possuí
maior receptividade para a luz e o Chefe. O lugar de reunião e intuitivamente conhecido
por cada membro e facilmente alcançado por todos, residam onde residirem. Está
muito perto, mas tão oculto aos olhos do mundo que ninguém, a não ser um iniciado,
pode encontrá-lo. Os que estão maduros podem entrar, mas os que estão verdes esperam. A Ordem possui três graus: ao primeiro chega-se pelo poder da inspiração
divina; ao segundo, pela iluminação interior e, ao terceiro, o mais
elevado, pela contemplação e adoração. Não existem entre nós disputas, nem controvérsias, nem especulações, nem sofismas,
nem dúvidas, nem ceticismos. Aquele a quem se apresenta a melhor oportunidade
para fazer o bem é o mais feliz. Estamos de posse dos maiores mistérios e, não obstante,
não constituímos nenhuma sociedade secreta. Nossos segredos são um livro aberto
para quem está disposto e apto. O segredo que mantemos não decorre de pouco
desejo de ensinar, mas resulta da fraqueza dos que pedem os ensinamentos.
Estes segredos não podem ser comprados por dinheiro nem demonstrados publicamente.
Os corações despertados para estes poderes são capazes de receber a
sabedoria e o amor fraternos e compreendem-nos. Aquele que despertou o fogo
sagrado é feliz e está contente. Percebe a causa das misérias humanas e a
necessidade inevitável do mal e dos sofrimentos. Sua visão clara compreende o
fundamento de todos os sistemas religiosos, as verdades relativas que contêm e a
instabilidade que os caracteriza, por falta, entre os seus membros, do verdadeiro saber. A humanidade vive mergulhada num mundo de símbolos, incompreendidos
pela maioria dos homens. Mas aproxima-se o dia do reconhecimento do espírito
vivente que encerram. Então, os sagrados mistérios serão revelados. Perfeito conhecimento de Deus, perfeito conhecimento do homem, são as
luzes que, no templo da verdade, iluminam o santuário da sabedoria. Fundamentalmente,
só existe uma religião e uma fraternidade universais. Sob as formas, os sistemas
e associações religiosos, jaz, somente, uma parte da verdade. São cascas, revelando
verdades relativas do que representam e ocultam, mas necessárias aos que não podem
ainda reconhecer a verdade invisível e informe representada pelos símbolos. Ensinar a compreender, pouco a pouco, que a verdade ali existe, ainda que invisível,
é cooperar no despertar da crença, base do desenvolvimento da fé e do conhecimento
espirituais. Mas, se as formas externas de um sentimento religioso representam
verdades ocultas não integradas no sistema, tais símbolos só representam coisas
ridículas. Existem tantos erros nas formas como nas teorias porque, sendo infinita
a verdade absoluta, não pode circunscrever-se a uma forma ou teoria limitadas. Os
homens, equivocadamente, tomaram a forma pelo espírito, o símbolo pela verdade
e, deste equívoco, nasceram infinitos erros. Denunciá-los ou estabelecer ardentes
controvérsias em nada os corrige; assim também, as atitudes hostis não corrigirão os
que vivem no erro. As trevas não podem ser dissipadas ou combatidas com armas.
A luz é que as afasta. Onde entra o saber a ignorância desaparece. No presente século que começa aparecerá a luz. Coisas ocultas durante centúrias
serão conhecidas, muitos véus serão levantados. Será mostrada a verdade que
está para além da forma. A humanidade, como um todo, mais se aproximará de Deus. Não podemos dizer-te, agora, por que isto virá neste século. Limitamo-nos a dizer
que cada coisa tem seu tempo e seu lugar e que todas as coisas no Universo estão
reguladas por uma lei de ordem e harmonia divinas. Primeiro veio o símbolo que
ocultava a verdade; depois, a explicação do símbolo e,
finalmente, a própria verdade será recebida
e reconhecida. A árvore brota da semente, o símbolo, a síntese do seu inteiro caráter. É nosso dever ajudar ao nascimento da verdade e abrir as cascas que cobrem a
verdade, reavivando, por toda a parte, os hieróglifos mortos. Não são os poderes pessoais
que nos permitem fazer isto, mas o poder da luz que, como seus instrumentos,
opera em nós. Não pertencemos a nenhuma seita, não lemos ambições a satisfazer,
não desejamos ser conhecidos, nem somos daqueles a quem desgosta o presente
estado de coisas do mundo e desejariam governar para impor suas opiniões à
humanidade. Não existe ninguém, partidarismo algum, que influa sobre nós,
nem esperamos prêmio pessoal pelo nosso trabalho. Possuímos uma Luz que nos abre os mistérios mais profundos da natureza e
um Fogo que nos alimenta e permite agir em tudo que na natureza existe. Temos as
chaves de todos os segredos e conhecemos os elos que unem o planeta a todos
os mundos. Temos a ciência universal, que abraça todo o universo, cuja história
começou com o primeiro dia da criação. Possuímos todos os livros de sabedoria antiga. A natureza está sujeita à nossa
vontade porque somos unos com o Espírito universal, a potência motriz do universo
e a origem eterna da vida. Não precisamos ser informados nem pelos homens nem
pelos livros que escrevem porque conhecemos tudo que existe, lemo-lo nesse
livro isento de erros, a natureza. Tudo se ensina em nossa Escola, é nossa Mestra
a Luz que produziu todas as coisas. Podemos falar-te das coisas mais maravilhosas, tão longe do alcance do filósofo
mais erudito do nosso tempo como o sol da terra. Todavia, estão para nós tão
perto como a Luz está próxima do Espírito donde emana. Não temos a intenção de excitar a tua curiosidade. Desejamos, sim, criar em ti a sede
da sabedoria e a fome do amor fraterno, para que possas abrir teus olhos à luz e
contemplar a verdade divina. Não nos cumpre aproximar-nos de ti para dar-te
entendimento: o poder da própria verdade é que entra no coração, é o esposo
divino da alma que chama à porta. E quantas almas rejeitam este esposo,
submersas nas ilusões da existência externa! Desejas ser um membro da nossa Fraternidade? Desejas conhecer os Irmãos? Entra
em teu coração, aprende a conhecer a divindade que se manifesta em tua alma. Busca em ti o que é perfeito, imortal, permanente. Quando encontrares, entrarás
em nossa confraria e conhecer-nos-ás. Tens que expulsar todas as impurezas antes
de entrar em nosso círculo, imune a toda imperfeição. Todos os elementos
mortais do teu íntimo deverão ser consumidos pelo fogo do amor divino. Deves ser
batizado com a água da verdade e vestido da substância incorruptível originada dos
pensamentos. O sensório interno deverá abrir-se à percepção das verdades espirituais
e a mente aos clarões da sabedoria divina. Por estes meios, poderão desenvolver-se
em tua alma elevados poderes. Com eles estarás apto a vencer o mal. Todo o teu ser
será restaurado e transformado num ser luminoso, teu corpo servirá de
mansão ao espírito divino. Perguntas quais são as nossas doutrinas? Não tomamos a defesa de nenhuma.
Fosse qual fosse a que te apresentássemos seria mera opinião duvidosa enquanto
não te conheceres a ti mesmo. Interroga teu espírito divino, abre tua alma, teus
sentidos, à compreensão do que te diz e certamente responderá às tuas perguntas. Tudo que podemos fazer por ti é oferecer-te algumas teorias. Considera-as,
examina-as e não creias nelas só porque procedem de nós. Devem servir-te
de balizas e sinais durante tuas excursões pelo labirinto do exame próprio. Uma das proposições que submetemos à tua ponderação é que a humanidade,
como um todo, não será feliz enquanto não reviver no espírito da sabedoria divina e
do amor fraternal. Quando isto for realidade, os regentes do mundo terão coroas de
razão pura, os cetros serão amor e, ungidos do poder puro, poderão libertar os povos
da superstição e das trevas. Então, com tal aperfeiçoamento, melhorarão as
condições da humanidade, desaparecerão a pobreza, o crime e as enfermidades. Outra sentença te apresentamos: os homens seriam mais espirituais e mais
inteligentes se a densidade das partículas materiais dos seus corpos não impedissem
a ação do próprio espírito. Quanto mais grosseiramente vivem, quanto mais se deixam
dominar pela sensualidade animal e semi-animal, tanto menos podem alçar o pensamento
às regiões superiores do mundo ideal e perceber as eternas realidades do espírito. Repara
nas formas humanas que transitam pelas ruas, repletas de alimentos carnívoros,
cheias de impurezas, com o selo da intemperança e da sensualidade impresso nos
rostos - e pergunta a ti próprio se estarão em condições de nelas manifestar-se
a sabedoria divina. Também te dizemos: espírito é substância, é realidade; seus atributos são
indestrutibilidade, impenetrabilidade e duração. Matéria é um agregado que produz a
ilusão da forma, é divisível, penetrável, corruptível e está sujeita a mudanças contínuas. O reino espiritual é um mundo indestrutível que existe agora e sempre. Cristo, o
Logos, está no centro e seus habitantes são poderes conscientes e inteligentes. O mundo físico é um mundo de ilusões, não pode conter a verdade absoluta. As
causas que explicam o mundo externo são relativas e fenomênicas. Este mundo é,
por assim dizer, uma pintura sombria, comparado ao mundo interno e real onde brilha
a luz do espírito vivente que opera no interior e no exterior da matéria. A inteligência inferior do homem toma as idéias do reino mutável do sensível e.
por isso, está sujeita à maior versatilidade. Mas a inteligência espiritual, ou intuição,
um atributo do espírito é imutável e divina. Quanto mais etéreas, refinadas, sutis, forem as partículas constituintes do organismo
humano, mais facilmente serão penetradas pela luz da inteligência e da sabedoria espirituais. Um sistema racional de educação deverá fundar-se no conhecimento da
constituição física, psíquica e espiritual do homem. Será possível quando a constituição
do homem for conhecida completamente e, acima de tudo, a sua essência, o
espírito, não o seu espectro, a matéria. Os aspectos da constituição humana
podem ser estudados por métodos externos mas o conhecimento do seu
organismo invisível só pode ser obtido pela introspecção, pelo estudo de si mesmo. O conselho mais importante que temos a dar-te é, portanto,
CONHECE TEU PRÓPRIO EU.
As proposições anteriores são suficientes. Deves meditá-las, examiná-las à
luz do espírito, até que recebas mais ensinamentos.
(Do Livro "Interpretação da Bíblia para a Nova Era" de Corinne Heline)
Sagitário, assim como Escorpião, é de natureza dual. Seu símbolo pictórico é um centauro, metade cavalo, metade homem. O primeiro simboliza a natureza inferior do homem; o último, sua natureza superior. O espírito imortal sempre aspira os planos superiores a despeito de parecer o contrário. Por ora, a humanidade elegeu seguir o caminho da materialidade (Escorpião) em vez do caminho da espiritualidade (Virgem). Sagitário tem sido o signo da promessa, da esperança e da aspiração.
Basil Valentine, um antigo Iniciado Rosa Cruz, ilustrou a história da Iniciação com uma série de quadros. Neles, Sagitário é representado por um número de lâmpadas sempre queimando, um hieróglifo que chama a humanidade a elevar-se além da materialidade e obter união com a Divindade para que possa compartilhar do verdadeiro êxtase espiritual.
É interessante notar que quando o fogo espinhal espiritual eleva-se do nível da geração ao plano de regeneração, o ponto onde ele deixa o nível de geração é o plexo sagital localizado na base da espinha dorsal regida por Sagitário.
O signo de Sagitário é governado por Júpiter, planeta da benevolência e expansão. Ele aponta o caminho para o nascimento do Cristo Cósmico que ocorre anualmente na Noite Santa, quando o Sol deixa Sagitário para entrar no primeiro decanato de Capricórnio.
O símbolo pictórico de Sagitário mostra que a metade humana do Centauro mira uma seta para as estrelas. Esse pictograma acha-se modificado numa representação do Cupido, deus do amor, mostrado originalmente com sua seta apontada para a glândula pineal em vez de para o coração. Mais tarde, como o homem perdeu consciência de seu objetivo espiritual elevado, e as afeições centravam-se no pessoal mais do que no princípio, o dardo de cupido foi redirecionado para o coração em vez do centro espiritual localizado na cabeça.
Sagitário correlaciona com o Vau Hebreu, significando Sol ou olho. Essa letra representa brancura e brilho, a luz espiritual de Gênesis e Revelação. É a luz que brilha nas trevas, mas as trevas não prevaleceram contra ela. O símbolo do Tarô para Vau é um homem de pé entre duas mulheres. Uma delas está coroada com ouro do espírito e a outra com a vinha, símbolo do falso espírito. O fruto da vinha estimula o corpo do homem a um êxtase, mas seu impulso por uma tal experiência é sua resposta equivocada da personalidade ao chamamento de seu ego. Thomas De Quincy tornou isso claro em seu "Confessions of an Opium Eater", a separação da mente da personalidade e sua ligação com a espiritualidadeé o estímulo de Sagitário; e esse é o propósito e o fim da Grande Obra. A Maçonaria Moderna adotou esse símbolo para reproduzir a mesma idéia.
Daí poder-se ver que a mensagem das estrelas revela o caminho da evolução para toda a humanidade. Para a massa semi-adormecida, o Caminho dá voltas e mais voltas em torno da montanha do objetivo; mas para as almas despertas há um caminho curto, estreito e direto que leva ao cume.
Sagitário rege a mente superior do homem, a mente capaz de raciocínio abstrato. A nota-chave bíblica é encontrada na admoestação de Paulo: "Deixe sua mente estar com você, a qual está também em Cristo Jesus".
Na mitologia grega, a virgem Ariadne leva Teseu para fora do labirinto por meio de um fio. Tanto a virgem quanto o seu fio perderam-se para o homem moderno, mas a intuição superior de Sagitário os substitui, pois a intuição espiritual (o fio) é, de fato, a essência da razão. Quando, havendo percorrido o circuito do Zodíaco, um espírito libertado retorna ao ponto de partida, onde encontra a Virgem dos Céus esperando-o como Ariadne esperou Teseu segundo o antigo mito.
Meditação de Mt. Ecclesia para o Mês Solar de Sagitário
( no Zodíaco Intelectual )
Novembro 23 a Dezembro 22
Regência : Planeta Júpiter
Todos nós, no fundo da alma, sabemos que somos uma parte de Deus e que é nosso destino desenvolver-nos à semelhança de Sua Perfeição; e no recôndito de nosso ser subsiste o desejo de conhecer Deus e unir-nos à Sua Luz.
As palavras-clave para este mês representam as qualidades que aumentam essa aspiração. São elas:
A meditação sobre essas palavras-clave ajuda-nos a preparar-nos e a apressar o dia da consecução do que desejamos, porque "o obreiro é digno de seu salário".
"Assim, resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus".
Prezados Colisteiros,
Saudações Fraternais!
Estou procurando os livros em formato PDF do Mestre Philippe de Lyon para
disponibilizar numa lista que sou moderador. Encontrei e já postei a algum tempo
Mestre_Philippe_de_Lyon-volume_I.pdf e o compilador também disponibilizou o
Volumes 2, 3 e 4. Mas não estou conseguindo localizar.
Fraternalmente,
AEC
Sabemos que mentir não é correcto, mas já nos questionámos se é correcto dizer uma mentira «piedosa»?A resposta é não.Chamamos «piedosas» às mentiras quando elas parecem inofensivas;contudo, em termos espirituais falamos do certo e do errado baseando-nos num princípio de conteúdo, como as coisas na verdade são, e não pela sua aparência.
Mentir é Morrer Espiritualmente
Desde cedo aprendemos nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que uma mentira no Mundo dos Desejos «é tanto um crime como um suicídio», pois não só destrói o que falsamente representa, como também se destrói a si mesma no processo.
No estudo de Max Heindel intitulado Arquétipos, lemos que «quando se dá uma ocorrência, uma certa forma pensamento gerada no mundo invisível regista o incidente. Sempre que se fala ou comenta o incidente, é criada uma nova forma de pensamento que se coaduna com o original e o reforça, desde que ambos sejam verdadeiros e sintonizados com a mesma vibração.Mas se é proferida uma mentira acerca de um acontecimento, as vibrações do original e as da reprodução não são idênticas; não estão em sintonia e ficam desafinadas entre si, dilacerando-se mutuamente».
Este trecho é desenvolvido em A Teia do Destino (VI Parte: «A criação do ambiente — A génese das enfermidades mentais e físicas») onde aprendemos que os nossos padrões de pensamento durante a vida têm um impacto directo no arquétipo do corpo, do qual depende a nossa condição física em vida, e ao nos alinharmos com o que é verdadeiro usufruiremos de uma melhor saúde no futuro.
Amar a Verdade
Assim, quando dizemos «a verdade» referimo-nos ao que dizemos em relação ao que percepcionamos como tal, e também em relação à forma registada no mundo invisível.Se tivermos uma coisa em mente e a adulteramos, estamos a mentir.Se fizermos pouco esforço no sentido de vermos claramente, de sermos objectivos e se formos descuidados com a verdade, tornar-nos-emos igualmente culpados.Donde se conclui que temos de amar a Verdade para que possamos buscá-la e eventualmente encontrá-la.
Max Heindel escreve em A Teia do Destino que «mesmo na actualidade apenas uma pequena percentagem de pessoas está preparada para viver tão perto da verdade como a percepcionam, para a confessar e a professar perante os homens […]». Em tempos passados «o amor à verdade era quase desprezível» e os homens estavam naturalmente inclinados a «desrespeitar os interesses dos outros. Dizer uma mentira não parecia de modo algum repreensível, sendo, por vezes até, considerado meritório» (Parte VII: «A causa das doenças»).
Egocentrismo
Ao mentirmos, fazemo-lo com um objectivo: a pessoa a quem mentimos, e o assunto sobre o qual mentimos.Ao mentir estamos a desrespeitar alguém e estamos a provar ser egocêntricos, protegendo os nossos próprios interesses, mesmo cobardemente.Seremos cobardes a este ponto? Pode ser que sim.Trouxemos connosco do passado, e ainda trazemos, estas tendência inatas de auto-interesse e auto-protecção.Mas temos necessidade de continuar a fazê-lo?Acho que não.Se a nossa jornada espiritual vai começar, ela tem de começar algures. Dizer a verdade é um ponto de partida bastante prático.
Não amamos o ser humano ou a Deus quando mentimos.Se vamos amar o próximo como a nós mesmos, então comecemos por fornecer respostas verdadeiras, que nós próprios acharíamos aceitáveis — nem mais nem menos, a quem quer que seja.Dizer a verdade tanto aos que amamos como aos que não amamos é uma maneira de realizar as máximas «Faz aos outros como gostarias que te fizessem a ti» e «Ama o teu inimigo», tal como é ensinado no Sermão na Montanha (Mateus, caps. 5 a 7).
Praticar para Alcançar a Perfeição
O apóstolo Tiago escreveu: «Aquele que não peca no falar é homem perfeito, capaz de pôr freio ao corpo todo»(Tiago 3, 2).
Em Princípios Ocultos de Saúde e Cura, Max Heindel escreveu: «As verdades eternas só são percepcionadas quando entramos nos mundos mais elevados e particularmente na Região do Pensamento Concreto; por isso temos de cometer erros e mais erros, apesar dos nossos esforços mais sérios, para saber e dizer sempre a verdade» (Capítulo V: «Causas específicas da doença»).
Precisamos de pôr em prática os nossos princípios Cristãos, começando agora mesmo a «dizer a verdade».
O que acontecerá se começarmos a dizer apenas a verdade? Poderemos imaginar? Um escritor tentou imaginá-lo e escreveu uma história, de que foi feito um filme chamado O Mentiroso Compulsivo (Liar, liar, 1997) com Jim Carrey.Durante 24 horas um mentiroso incorrigível tinha de dizer a verdade.Para ele era muito embaraçoso e muito difícil.
No vindouro período de Júpiter a verdade e a mentira estarão patentes.O que quer que digamos, as pessoas verão o que queremos dizer utilizando a sua «visão mental».Será muito desconfortável para muitos de nós!Mesmo actualmente, muitas pessoas sensitivas sabem quando estamos a mentir pela nossa maneira, pelo tom de voz, cambiantes na expressão, ou simplesmente pela inconsistência do nosso testemunho.
São hoje em dia usadas técnicas científicas para determinar se estamos ou não a falar verdade.Mesmo a direcção do nosso olhar revela se estamos a tentar recordar alguma coisa ou se fazemos um esforço para arranjar uma invenção improvisada.
Uma Palavra de Aviso
Antes de começarmos a "dizer a verdade", precisamos de ter cautela para não nos excedermos.Se não pudermos ser objectivos, não podemos dizer a verdade.Um pensamento forma do acontecimento já foi gravado, independentemente da nossa percepção.
Opiniões subjectivas e negativas não são «a verdade», por muito que acreditemos nelas ou por muito que as repitamos.Uma opinião negativa é um dado a que se juntou um pensamento negativo e, na maior parte dos casos, o resultado é um julgamento precipitado.As mentiras são perigosas, sobretudo as «mentiras nocivas e maliciosas, que podem acabar com alguma coisa boa, se forem suficientemente fortes e repetidasvezes bastantes»(Conceito Rosacruz do Cosmos, Cap. I: «Os Mundos visíveis e invisíveis»).
"Sermon on the Mount" Fresco, Fra Angelico (1387-1455), Museo di San Marco, Florence
Podemos tentar desculpar o mentiroso, dizendo «Ele só quer chamar atenção.» Como podemos sabê-lo? Dizemo-lo porque achamos mais fácil e estamos irritados.A verdade nem sempre é a primeira prioridade; insistir em ser verdadeiro pode ser inconveniente.Requer a nossa atenção quando podemos nem estar interessados.Os nossosjulgamentos súbitos, oriundos de contrariedades e impaciência não estão de acordo com as coisas como realmente são.Uma vez proferidas, as mesmas conclusões, muitas vezes precipitadas, são repetidas mais fácil e frequentemente.
Até que ponto nos importamos com o impacto que podemos ter relativamente à pessoa acerca da qual falamos? «Bem, isto é verdade, não é?» respondemos.Mas será? Provavelmente não, mas será que nos importamos? Temos de colocar a nossa persona de lado e perguntar: qual é a verdade, neste caso concreto?
Os aspirantes espirituais aprendem a observar correctamente, vendo-se «na terceira pessoa». A verdade permite-nos auxiliar os outros, e não magoá-los, se soubermos exprimir-nos correctamente. A análise objectiva, por vezes, indicar-nos-á o erro, mas outras vezes não. A objectividade procura soluções; culpar os outros parece ser um permanente mecanismo de autodefesa.
Ver o Bem
Dizer «a verdade» não significa usar as nossas competências analíticas para encontrar falhas nos outros e denunciá-las, muitas vezes com pouca generosidade de espírito.Como estudantes Rosacrucianos esforçamo-nos por «falar, agir e ver apenas o que é bom nos nossos relacionamentos diários com os outros.»
Somos instruídos para ver o lado positivo em qualquer situação, pois ao fazê-lo o que é positivo fortifica-se.A verdade sobre uma situação ou pessoa, quando identificada e proferida, sairá reforçada.Um professor de Matemática reformado, um ateu que pouco beneficiava do conhecimento das leis espirituais, verificou que tudo aquilo que nos torna gratos, promove crescimento.
Tal como é mencionado em O Corpo de Desejos, o conhecedor de ciência oculta baseia as suas acções na lei cósmica: «Ao procurar o bem no mal, transmutará, a seu tempo, o mal no bem.Se a forma usada para minimizar o mal é fraca, não terá grande efeito e será destruída pela forma má, mas se for forte e repetida frequentemente, terá como efeito a desintegração do mal e a sua substituição pelo bem.Esse efeito, entenda-se bem, nunca será conseguido pela mentira, ou pela negação do mal, mas pela procura do bem» (Parte V: «Espiritualização do Corpo de Desejos do Homem» — Capítulo III: «Preparação para a vida superior»)
Humildade e Coragem
Dizer a verdade é muitas vezes uma experiência de humildade; a tentação da mentira é frequentemente utilizada para com alguém que sentimos como nosso adversário.Por essa razão, quando dizemos a verdade mostramos respeito pela pessoa a quem teríamos a tentação de negá-la, sobretudo se essa a verdade nos apontar algum erro.
Dizer a verdade nem sempre é fácil e pode ser prejudicial para a nossa reputação, até para a nossa vida, e pode exigir uma fé que simplesmente não possuímos. Que fazer, então? Não dizermos a verdade?Todavia o mínimo que podemos fazer é não mentir a nós mesmos num esforço para justificar uma mentira, e saber a diferença entre um pretexto e uma justificação.
Corrie ten Boom escreveu no seu livro O Esconderijo (The Hiding Place) que, durante a ocupação Nazi, na Holanda, ela disse a verdade aos soldados que procuravam Judeus, apontando para a entrada do seu verdadeiro esconderijo.Sabe-se lá porquê, mas por um milagre de fé, os soldados não procuraram onde ela indicou.
Pensar de Maneira Diferente
Agora que começámos a prestar atenção ao que dizemos, ficaremos desconcertados ao verificar a frequência com que distorcemos os factos, ou com que mentimos.Reconhecendo que alguns leitores da revista Rays From the Rose Cross[1] podem ter ultrapassado esta fase de incertezas, para os restantes de nós perguntemos: Quantas vezes dizemos ou ouvimos pessoas aconselharem «Diz isto» ou «Diz aquilo», ou «Não precisas de dizer» ou «Ninguém saberá», ou «Quem é que vai saber»?
O primeiro passo é eliminar esses hábitos e práticas que teríamos dificuldade em confessar. Não podemos dizer que não fizemos o que fizemos, e não podemos dizer que fizemos o que não fizemos, etc.Se dissermos que fizemos e não fizemos, temos de corrigir o nosso erro, e se não fizemos e dissermos que fizemos, mais uma vez temos de o corrigir.
Cristo disse que é melhor ser quente ou frio do que tépido porque Ele sabia que se erramos seremos apanhados e sofreremos por causa disso — e assim aprenderemos.Se mentirmos, perdemos uma vantagem importante como aspirantes espirituais.
Então como haveremos de responder a perguntas difíceis?Que deveremos dizer quando alguém nos pede a opinião e o que pensamos não é o que o interlocutor quer ouvir?Podíamos dizer-lhe o que ele quer ouvir; no entanto, dizer algo que contraste com os nossos pensamentos mais secretos significa mentir.Pensamentos são coisas.A questão é crucial.Não minimizemos as consequências de ser falso: «Uma mentira tanto é crime como suicídio.»
Para iniciarmos este processo de sermos verdadeiros, temos de cessar de ter pensamentos exageradamente críticos; é uma maneira de ficarmos mais leves.Aprendemos a abordar os outros com gentileza — como gostaríamos de ser abordados — colocando as coisas em perspectiva.
Existem maneiras de responder às pessoas com tacto, ou com humor, mesmo perante os assuntos mais delicados.A ignorância é o único pecado, dizia Max Heindel. Ao arranjarmos tempo para entender o que vemos,são-nos reveladas coisas que, de outro modo, nunca saberíamos.Então, ao possuirmos uma perspectiva mais esclarecida, podemos aprender a dar respostas mais afáveis.
Se formos confrontados com uma questão séria, à qual preferíamos não responder, podemos tentar ser «firmes mas justos».As pessoas respeitam o que é «firme mas justo»; não queremos mentir e não «precisamos» de mentir quando somos «firmes mas justos». Ser firme implica ouvir as objecções e medir as respectivas respostas, adaptando-as, se necessário.
Mentir a Deus
Nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, ensinaram-nos a tratar o próximo em termos do seu Eu Superior, aquela parte de Deus dentro de cada um de nós.Ao fazê-lo estamos a dirigir-nos a Deus como Ele se manifesta em nós.Mentiríamos a Deus?
Encontramos um conceito paralelo nas obras de Elman Bacher sobre Astrologia, onde ele diz que «os planetas são pessoas».As forças cósmicas representadas no nosso carta astrológica, que está em nós, manifesta-se em nós através de pessoas.Mentimos a nós próprios?Infelizmente sim, e não poucas vezes.Dizemos que não nos interessa, não sabemos, não conseguimos; e no entanto, importamo-nos, sabemos e, isso sim, conseguimos.
É injusto fazer previsões negativas sobre o que as pessoas poderiam dizer ou fazer para justificar mentir-lhes; as pessoas não esperam que lhes mintam, que as tratem com desrespeito, e por isso reagem negativamente.
Esta abordagem não é garantia imediata de afeição, e devemos ter cuidado para não nos «arrependermos» de ter dito a verdade.A primeira reacção das pessoas raramente é a sua reacção final, mas aqui a questão não é como as pessoas reagem a nós; o importante é que façamos a nossa parte e, se alguém deseja contribuir, que seja bem vindo.
Se mentirmos com medo do que alguém possa dizer ou fazer, tanto maior a razão para dizer a verdade; se nos deixamos levar pela cilada do medo, isso far-nos-á sentir inferiores.Dar respostas exactas, que servem o interesse de todas as partes envolvidas, serve a Verdade e serve a Deus.
A única coisa que temos em comum com os outros é Deus, e «Deus é a Verdade». Se sacrificarmos Deus nos nossos relacionamentos, perderemos a dimensão dinâmica dessa relação, a dimensão em que nos damos, em que crescemos e encorajamos os outros a fazer o mesmo.Ao sacrificarmos o nosso pequeno ego, a nossa «face», em prol da Verdade, estamos a dar um valor real ao próximo; e estamos a viver segundo o nosso lema — o do «serviço amoroso e desinteressado pelos outros.»
Diamantes em Estado Bruto
A Fenix e a Pedra Filosofal, J.A.Knapp
Dizer a verdade pode ser difícil quando não fazemos disso um princípio orientador da nossa vida, mas, como aspirantes espirituais, existe uma vantagem acrescida para dizermos a verdade.
Max Heindel compara os estudantes, a este nível da sua carreira evolucionária, com «diamantes em estado bruto».É através da dor de viver que somos polidos, que somos clarificados, e podemos receber e transmitir cada vez mais Luz.Dizer a verdade em relação a alguma coisa que nos envergonha, pode muito bem causar-nos a dor da humilhação.Mas não nos devíamos conter nesta purgação.Ela é parte da nossa experiência quando fazemos a oferenda da nossa natureza inferior sobre o Altar de Bronze nos fogos purificadores duma retrospecção nítida.
Se nos protegermos do devido reconhecimento, evadindo-nos, o que estamos a proteger? O nosso eu inferior.Quem estamos a magoar? Todos, incluindo o nosso Eu interior ou superior, pois interpomos o tecido das mentiras entre o mentiroso, o nosso eu pessoal, e a Verdade viva.
Mas temos medo.O que nos irá acontecer? Esse é o ponto em que diferimos de Deus.Pedimos que a Sua vontade seja feita, e não a nossa.Se, ao mesmo tempo que recusamos mentir, abrimos a possibilidade de censura, libertámo-nos da prisão do isolamento, onde seríamos confinados pelo pecado.
Pouco ou nada do que é negativo se aderirá a nós, a menos que tenhamos contribuído para tal; mas isso não impede que nos arrependamos, e que oremos ao Pai para que mostre a Sua benevolência para connosco. Essa benevolência pode vir de uma direcção inesperada, até da parte do nosso acusador.
Enquanto as acções passadas são uma «causa» para as condições presentes, também as acções presentes determinam o nosso futuro, incluindo orações de arrependimento que podem ajudar a neutralizar o efeito de acções passadas injustas.Por boas razões nos ensinaram a arrepender-nos e a pedir perdão.O primeiro passo é confessar as nossas iniquidades. Simplesmente dizer a verdade é a confissão mais básica e pode ser eficaz na dissipação de complexos neuróticos de culpa e sentimentos de inferioridade.
É a sensação ardente da humilhação, seguida do remorso sincero, que apaga a memória dos nossos erros do átomo-semente físico alojado no nosso coração. Então, por que nos escondemos dessa experiência?
Se dizer a verdade nos leva frente a frente com o que fomos e fizemos, e com o que achamos censurável, então por que não dizer a verdade para que possamos repudiar e dissolver esse estado?
Não tenhamos medo: confiar nos outros em tudo o que dizemos, por mais incómodo ou doloroso que seja, trar-nos-á recompensas que nem podemos imaginar.
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Diagrama
A via mistica ( a alma diamantina) e a via ocultista ( o rubi da alma)
Que a Paz seja convosco e a Paz seja entre todos nós! Somos "pensamentos" de DEUS. "Pensamentos de DEUS",
vivos e desdobrando a potencialidade
que, como herança divina, DEUS nos deu. Envolveram-se estes "pensamentos"
desta vida virginal em todas as substâncias necessárias para adquirir consciência
de si mesmos. É verdade que um dia fomos inconscientes de nós mesmos. Por assim
dizer, movimentávamo-nos na vida una sem consciência dela mesma. Hoje, estes
"pensamentos", Espíritos Virginais convertidos mais tarde em Egos humanos,
chegaram a esta perfeição de poderem se manifestar como indivíduos separados
e, no entanto, tão unidos e tão imensamente unificados na vida de DEUS. Penso
que assim foi para alcançar esta consciência consciente de que hoje dispomos. A humanidade toda tem percorrido tantos e tantos tempos que mesmo se perde na
memória. Assim, amigos, já passamos por três grandes Anos Siderais. Cada ano
sideral se compõe de 25.868 anos. E passamos três anos Siderais para chegar à
metade de nossa Evolução. É apenas o que se pode comprovar em relação aos
passos que já realizamos na Terra. Quanto teremos nos movimentado antes de
chegarmos a esta forma concreta? Somente na infinita vida de DEUS é que se
poderá encontrar a exatidão destes "pensamentos de DEUS". Entretanto, a vida
humana tem uma finalidade: adquirir o domínio total de tudo que possuímos
como Espíritos em evolução. Para isto, é que manifestamos pensamentos,
sentimentos, desejos que nos vêm de DEUS e nos provocam uma reação, à
medida de nossa evolução, que cada dia é maior. Sentimos, hoje em dia, a necessidade imensa de poder ter um mundo de Paz e que
toda a humanidade possa ter a alegria de viver em Paz. Paz e Paz para com todos os
homens. Paz, trata a ciência e Paz, trata a religião, e ambas trabalham. E como
trabalham separadas, separadamente extraem seus resultados. Em conjunto,
unidas, é difícil. Por isto, é preciso que se trate de uma unificação integral da criatura
de DEUS. Quando se tratar a ciência, a religião e a arte juntas, não haverá tanta
preocupação com a Paz e a Paz será uma realidade entre todos nós. Porque o
essencial da vida humana é adquirir experiência, e a finalidade de estarmos
na Terra é somente adquirirmos uma consciência consciente, para podermos
penetrar em outros planos de atividade ou Dias de Manifestação, onde possamos
viver em corpos mais leves, com uma Inteligência ou Sabedoria desdobrada
mais próxima da realidade da Vida de DEUS. Amigos, na verdade, entender o Cristianismo de Cristo é simples e natural. Nós, os
cristãos, é que somos complicados e, sobretudo, é muito difícil para nós
entendermos a unificação de toda humanidade. Sim, enquanto isso não seja uma
realidade, andaremos pelas areias da vida sempre à procura da última fórmula fora
de nós, e sem sentir que ela está no mais interno de nosso coração. Por que ela
está no mais interno de nosso coração? Porque em nosso coração há um ventrículo
e nele, de verdade e em verdade, mora a Voz de DEUS. É essa voz de DEUS que
se manifesta, é essa voz de DEUS que pulsa constantemente para dar algo que
nos traga a Paz, algo que nos dê a sensação da Unidade completa com tudo. Por que temos esta ânsia de chegar a DEUS? Em verdade, não há criatura que
esteja satisfeita. Não há poder na Terra que dê a completa harmonia, a satisfação
do Espírito, porque ele se sente movido sempre por seu eterno Criador, por Aquele
que pensa, que o provoca e o movimenta. Assim, amigos, o Espírito, envolvido em
corpos, vai desenvolvendo a Vontade do Pai, o Amor e a Sabedoria de
Cristo e a Atividade do Espírito Santo. Como isto se manifestará na vida humana? Através da manifestação de cada um de
nós. Quando nos manifestamos, pomos em movimento as essências que estão em
nosso interior. Assim, vamos desenvolvendo uma vontade, essa vontade que se
dirige para o divino, para o perfeito; esta é a Vontade do Pai. De certa forma, a
Vontade do Pai sustém o mundo para ver se cada um de nós deseja mesmo
empregar a vontade para unir e construir, para amar e levantar a humanidade,
se cada um de nós está fazendo contato com a Vontade do Pai, assim como
o Pai fez contato com a Vontade de DEUS. Assim será quando desejarmos
amar profundamente, amar por amar mesmo sem
nada possuir, apenas por um desejo de dar-nos. Dar-nos, amigos, é uma palavra muito difícil. É tão difícil para o cristão dar-se!... O
único espelho, o único que temos no Cristianismo, deu-se, deu-se sem nada pedir,
deu-se por dar-se mesmo na ânsia infinita de amar até mesmo o imperfeito, como
imperfeitos somos nós. Ele é grande, imensamente grande e nós, na nossa
pequenez, desejamos somente amar o perfeito. Oh! Quantas vezes negamos a caridade do sentimento! Haverá caridade maior do
que a caridade do sentimento para uma alma que sofre, seja qual for a natureza
de seu sofrimento? Não há caridade maior que esta, mas nós
escolhemos a quem dar nosso sentimento... O Cristianismo é perfeito. O Cristianismo é único. Nós, os cristãos, é que somos
imperfeitos, é que selecionamos para amar. Quando amarmos integralmente,
quando amarmos sem nada pedir, quando amarmos sem nada possuir, estaremos
amando como nos ensina o Cristianismo. Amando, amando tudo, estaremos
fazendo contato com o Salvador do Mundo. Não temos outro meio para salvar-nos senão esse meio: o meio de contato com o
Pai, o meio de contato com o Filho. Sim, usando nossa vontade, a parte do Pai que
está em nós se manifesta através dela, mesmo a vontade para realizar no plano
material. É sempre um contato com a vontade do Pai. Assim, quando amamos,
quando desejamos saber dar, quando desejamos dar tudo o que possuímos,
estamos fazendo contato com o Amor e a Sabedoria de Jesus Cristo. E quando
pomos em atividade este Princípio Divino em nós, estamos entrando em contato
com a origem de nossa vida e, como "pensamentos de DEUS", manifestar-nos-emos
muitíssimo mais amplamente em toda a atividade da vida. Porque quando a
nossa Vontade, o nosso Amor e o nosso desejo revolucionarem o nosso próprio
ser de encontro a uma meta divina, estaremos entrando em contato consciente com
os poderes latentes que estão em nosso interior e, de certa forma, estarão os
"pensamentos de DEUS" buscando a origem de como manifestar-nos divina e sabiamente. A atividade de nossa vida, a ação de nossa vida, está dirigida pelo Espírito Santo.
Do Espírito Santo nos chega a ação. Em tudo o que é ação em nossa vida está-se
manifestando em nós o Espírito Santo. Em verdade, três divindades em uma,
pois, na verdade, todas as três divindades são DEUS mesmo, através de seu
Verbo Criador. Assim como nós, Espírito tríplice, em verdade um Espírito agindo
em diferentes facetas de nossa manifestação, assim como o Espírito tríplice
manifesta-se ou extrai a alquimia destas atividades, a alma, que não é de DEUS,
se forma para DEUS. Quando nós, em Espírito como somos, manifestarmos a
Vontade, o Amor e a Atividade, estará se manifestando em nosso interior a
triplicidade de nosso Espírito. Essa triplicidade de nosso Espírito põe em atividade
os Corpos. Chamamos na Filosofia Rosacruz de Max Heindel de Sombras do
Espírito. Sombras porque são de matérias mais densas e denominam-se
Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente. Em verdade, são
instrumentos do Espírito Uno. Mas o Espírito Uno não se manifesta diretamente
senão através de sua Santíssima Trindade e nós, como"pensamentos d´ELE",
nos manifestamos em Triplicidade. É assim que DEUS põe em movimento o Pai, o
Filho e o Espírito Santo para manifestar seu Poder Criador Divino. Nós, como
Espíritos Virginais imortais, pomos em manifestação a triplicidade do Espírito
com seu tríplice corpo, e, trabalhando através de seus corpos, o Espírito extrai
de cada um deles a alquimia, a grandiosa e formosa alquimia dos alquimistas: a
transmutação do material inferior em ouro puríssimo da alma. Quando o Espírito
consegue trabalhar manifestando a Vontade Divina, o Amor, a Sabedoria e uma
Atividade correta, digna e unificante, está trabalhando as alquimias de seus
corpos e ele extrairá disso o resultado. Forma-se, então, através do trabalho
do Corpo Físico o que se denomina Alma Consciente. Extrai-se do Corpo
Vital o que se denomina Alma Intelectual e extrai-se do Corpo de Desejos o que
se denomina Alma Emocional. Tem, então, o Espírito o que se denomina
as alquimias, como um grande alquimista que há de transmutar a partir dos
metais baixos o puríssimo ouro para formar as almas em homenagem Àquele
que o criou. Em Verdade e em Verdade disse Paulo: "Não sabeis que sois
Templos de DEUS?" Sim, somos Templos de DEUS, onde DEUS se manifesta,
mas através de um grande alquimista que também está em
nosso interior - o Espírito Uno em potencial. Assim, amigos, poderemos realizar tudo o que nos propuzermos a realizar. Sim,
amigos, tudo alcançaremos, dependendo das forças que pusermos em movimento
dentro de nós. Não se esqueçam de que a vontade deve ser uma Vontade Divina,
deve ser uma vontade sublime, deve ser uma vontade mística e magnífica. O
Amor deve ser um amor de dar por dar mesmo. E a Atividade deve ser uma
atividade que nos dê a experiência sábia e consciente, sem magoar, sem oprimir,
sem nada querer, senão pela forma de dar-se. Dar-nos é a única forma que
temos de ganhar. Dar-nos para ganhar o Caminho de Retorno,
Sábio e Consciente à Fonte de toda Origem. Hoje é um grande dia para recolher-se, para recuperar a saúde, harmonizar os
corpos e sobretudo revestir-se de harmonia interna. Que a Paz seja convosco e a Paz seja entre todos nós! - Palestra radiofônica feita ao microfone da Rádio Copacabana, no
SOLO PARA LOS QUE NO ENTIENDEN ALGO DE ÉSTE IMPORTANTE MENSAJE:
LA FÁBULA DEL PUERCOESPÍN:
DURANTE LA ERA GLACIAR, MUCHOS ANIMALES MORÍAN DE FRÍO. LOS PUERCOESPINES, PERCIBIENDO LA SITUACIÓN, RESOLVIERON JUNTARSE EN GRUPOS, DE ESTE MODO SE PROCURABAN CALOR Y SE PROTEGÍAN MUTUAMENTE, MÁS LAS ESPINAS DE CADA UNO ERÍAN A LOS COMPAÑEROS MÁS PRÓXIMOS, JUSTAMENTE LOS QUE OFRECÍAN MAYOR CALOR.
POR ELLO DESIDIERON APARTARSE UNOS DE OTROS Y VOLVIERON A MORIR CONJELADOS, ENTONCES PRECISAVAN HACER UNA ELECCIÓN:
O MORÍAN CONJELADOS O ACEPTABAN LAS ESPINAS DE LOS COMPAÑEROS.
CON SABIDURÍA DESIDIERON VOLVER A ESTAR JUNTOS.
APRENDIERON ASÍ A CONVIVIR CON LAS PEQUEÑAS ERIDAS QUE LA RELACIÓN TAN PRÓXIMA PODÍA CAUSAR, YA QUE LO MÁS IMPORTANTE ERA EL CALOR DEL OTRO.
Y ASÍ SOBREVIVIERON.
MORALEJA: LA MEJOR RELACIÓN NO ES AQUELLA QUE UNE A DOS PERSONAS PERFECTAS, MÁS AQUELLA EN DONDE CADA UNO APRENDE A VIVIR CON LOS DEFECTOS DEL OTRO, ES DE ADMIRAR SUS CUALIDADES.
Subject: [A MENSAGEM DAS ESTRÊLAS] A fábula do porco-espinho
A fábula do Porco-espinho
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
Moral da História
O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.
__________ Información de NOD32, revisión 4624 (20091120) __________
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
Moral da História
O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.
Nesta oficina o participante entrará em contato com o processo de criação e treinamento da Cia. Teatro da Transcendência, dirigida por Camila Diehl, através de exercícios de concentração, relação com o espaço, consciência corporal e improvisações.
Este curso tem como objetivo apresentar a meditação como instrumento para a criação cênica.
Propõe-se aos participantes uma vivência temporal e espacial diferenciada de nosso estado cotidiano, através de exercícios de mentalização, alinhamento de chakras, respiração, vocalização, percepção corporal, escrita automática e improvisos. O aluno é estimulado a trabalhar com a sua energia, fazendo com que estes processos internos de percepção e escuta se materializem em intenções, ações e palavras.
Desenvolvimento de uma linguagem simbólica e abstrata em cena. Busca pela essência do impulso, precisão e consciência.
Através da meditação criativa o praticante pode expandir e aprofundar a visão que tem de si mesmo, do outro e da realidade que o cerca, permitindo assim a transformação de suas memórias, pensamentos e emoções em material artístico.
O curso será ministrado pela diretora e dramaturga Camila Diehl. Incluso certificado de participação.
Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO. Especializou-se na área de Gêneros e Linguagens Dramatúrgicas, sob a orientação da Prof. Dra. Ana Maria de Bulhões Carvalho, e em Dramaturgia Corporal e Dança-Teatro, sob a orientação da coreógrafa Prof. Dra. Elid Bittencourt. Estudou técnicas literárias com o escritor Antônio Fernando Borges e linguagem sânscrita com Annabella Magalhães. Fez diversos cursos nas áreas de ocultismo e mitologia, estudando com a terapeuta vibracional e taróloga Daniela Pereira Lobo, o instrutor xamânico Tony Paixão e o astrólogo André Leôncio. Aprimorou seus estudos sobre teatro e treinamento do ator a partir de cursos com os diretores Persis-Jade Maravala (Para Active Theatre Company – Londres), Jorge Ramos (Zecora Ura Theatre Network – Londres), Moacir Chaves, Thierry Trémouroux e Paulo de Moraes (Rio de Janeiro). É dramaturga, diretora, atriz e produtora e, desde 2004, vem desenvolvendo um trabalho autoral que culminou com a fundação da companhia Teatro da Transcendência. Em setembro de 2007 lançou seu primeiro livro “O Teatro da Transcendência – cinco peças”, pela editora Ibis Libris, que reúne os textos das cinco primeiras montagens realizadas pelo grupo.
CIA. TEATRO DA TRANSCENDÊNCIA
O Teatro da Transcendência é voltado exclusivamente para a construção de um repertório original. Caracteriza-se pela escrita poética, pela valorização do trabalho do intérprete, pela musicalidade e corporalidade presentes na encenação. As montagens seguem uma linha mítica-espiritual e buscam transcender a temática do cotidiano, explorando as múltiplas capacidades do corpo, voz e psiquismo do ator, em uma condução orgânica, rompendo bloqueios e enfatizando particularidades. Mitos e símbolos representam preciosas fontes de inspiração para a companhia, que se utiliza também dos conhecimentos da psicanálise, filosofia, religião, ocultismo, literatura e todos os tipos de artes, para construir uma linguagem cênica específica, a essência do Teatro Transcendental.
Dotadas de singular eloqüência e elevado misticismo, tais Cartas são adotadas por diversas Escolas Rosacruzes.
Remontam ao século XVIII, e foram publicadas nos Vols. 8 e 9 do periódico "The Theosophist", editado pela Sociedade Teosófica, assinadas por F.H. e H., no caso da sétima e última carta. É referido que a sexta carta teria sido remetida a Eckartshausen, martinista e autor do célebre livro "A Núvem Sobre o Santuário". Segundo A.E.Waite, foram reimpressas num periódico americano, com as iniciais F.H. e H. suprimidas, sendo toda a série atribuída a Eckartshausen, que teria escrito-as entre 1792 e 1801. Proclama-se que elas teriam sido traduzidas do Espanhol. Segundo A.E. Waite, "as iniciais sugerem obvilmente a mão do Dr. Franz Hartmann".
Tais Cartas se popularizaram através da revista "Rays from Rose Cross", editada pela "The Rosicrucian Fellowship", posteriormente foi publicada como apendice do livro "A Maçonaria e o Catolicismo", de Max Heindel, editado em vários idiomas.
A presente tradução é atribuida a Francisco Phellip Preuss, e consta na primeira edição de "Maçonaria e Catolicismo", publicada no Brasil pela Fraternidade Rosacruz Max Heindel, em 1959. Foi revisada pela Irmã Probacionista Ruth Coelho Monteiro, da Fraternidade Rosacruz Max Heindel, em São Paulo.
Carta I
SABEDORIA DIVINA
PINCHA EN EL EMBLEMA PARA
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Não tentes estudar a mais elevada de todas as ciências se, de antemão, não resolvestes entrar na via da virtude; os incapazes de sentir a verdade não compreenderão minhas palavras. Só os que entram no reino de Deus podem compreender os mistérios divinos e aprender a verdade e sabedoria, na medida da sua capacidade para receber a luz divina da verdade. Aqueles que se guiam unicamente pela luz da inteligência não compreendem os mistérios divinos da natureza; as suas almas não podem ouvir as palavras que a luz pronuncia. Mas aquele que abandona o próprio eu pessoal pode conhecer a verdade. A verdade só pode ser conhecida na região do bem absoluto. Tudo que existe é produto da atividade do espírito. É a mais elevada de todas as ciências a que permite
ao homem aprender a conhecer o laço de união entre a inteligência espiritual e as formas corpóreas. Entre o espírito e a matéria não existem linhas de separação porque entre os extremos, se encontram todas as gradações possíveis.
Deus é fogo que irradia puríssima luz. Esta luz é vida. As gradações entre a Luz e as Trevas estão para além da compreensão humana. Quanto mais nos aproximamos do centro da Luz tanto maior é a energia que recebemos e tanto mais poder e atividade resultam. É destino do homem elevar-se até ao centro espiritual da Luz. O homem primordial era um filho da Luz. Permanecia em estado de perfeição espiritual bem mais elevada do que no presente; dela desceu a um estado mais material, tomando uma forma corpórea e rude. Para volver à sua primeira condição tem de percorrer o caminho por onde desceu.
Cada um dos seres animados deste mundo obtém sua vida e sua atividade do poder do espírito. Os elementos grosseiros estão regidos pelos mais sutis e estes por outros de maior sutileza, até chegarmos no poder puramente espiritual e divino. Deste modo, Deus influi em tudo e tudo governa. O homem possui um germe do poder divino que pode desenvolver-se e transformar-se em árvore de frutos maravilhosos. A expansão deste germe só pode fazer-se pelo calor que irradia do centro flamígero do grande sol espiritual. Quanto mais nos aproximamos desta luz, mais recebemos o seu calor. Do centro, ou causa suprema original, irradiam continuamente poderes ativos que se infundem nas formas oriundas da sua atividade eterna. Destas formas revertem novamente a causa primeira,
dando lugar a uma cadeia ininterrupta de atividade, luz e vida. O homem, ao abandonar a radiante esfera de luz, incapacitou-se para contemplar o pensamento, a atividade e a vontade do Infinito em sua unidade.
Daí resulta que, na atualidade, tão só percebe a imagem de Deus numa multiplicidade de imagens. Contempla Deus sob um número de aspectos quase infinito, mas Deus permanece sempre Uno. Todas essas imagens devem recordar-lhe a exaltada situação que outrora manteve e para cuja reconquista devem tender todos os seus esforços. Se não se esforçar por elevar-se a maior altura espiritual, irá sumindo-se cada vez mais na sensualidade e, depois, ser-lhe-á muito mais difícil voltar ao primeiro estado.
Durante a vida terrestre estamos rodeados de perigos e é bem pequeno o nosso poder de defesa. Os corpos materiais nos encadeiam ao reino do sensível e mil tentações nos assaltam todos os dias. Sem a reação do espírito a natureza animal afundaria o homem na sensualidade. Todavia, este contato com o sensível é necessário: proporciona a força que o faz progredir. O poder da vontade o eleva; e aquele que identifica a sua vontade com a vontade de Deus pode, durante a vida na terra, chegar à espiritualidade que lhe concede a contemplação e compreensão da sua unidade no reino da inteligência. Tal homem pode realizar o que quiser porque, unido com o Deus Universal, todos os poderes da natureza são seus poderes e nele se manifestarão a harmonia e a unidade
do Todo. Então, vivendo no eterno, não está sujeito às condições do espaço e do tempo, participa do poder de Deus sobre todos os elementos e poderes do mundo visível e invisível e tem a consciência do eterno.
- Dirige todos os teus esforços no cultivo da tenra planta da virtude que cresce em teu seio. Purifica tua vontade e não permitas que as ilusões dos sentidos te alucinem. A cada passo que deres na senda da vida eterna, encontrarás um ar mais puro, uma vida nova, uma luz mais clara e, em proporção à ascensão para o alto, aumentará o teu horizonte mental.
A inteligência, só por si, não conduz à sabedoria. O espírito conhece tudo e, no entanto, nenhum homem o conhece. Sem Deus, a inteligência enlouquece, adora-se a si, repele a influência do Espírito Santo. Quanto é decepcionante e enganosa a inteligência sem a espiritualidade. Em pouco tempo perecerá. O espírito é causa de tudo; a luz da mais brilhante inteligência deixará de brilhar se for abandonada pelos raios de vida do sol espiritual. Para compreender os segredos da sabedoria não basta teorizar, é necessário alcançar sabedoria. Só o que se conduz sabiamente realmente é sábio, ainda que não tenha recebido a menor instrução intelectual.
Para ver necessitamos de olhos e para ouvir, de ouvidos. Similarmente, para atingir as coisas do espírito, precisamos de percepção espiritual. É o espírito e não a inteligência que dá vida a todas as coisas, desde o Anjo Planetário até ao mais pequeno ser do fundo do oceano. A influência espiritual vem de cima para baixo e nunca de baixo para cima; por outros termos, irradia do centro para a periferia e nunca em sentido contrário. Isto explica por que a inteligência, produto ou efeito da luz do espírito que brilha na matéria, não pode nunca se sobrepor à luz do espírito.
A inteligência humana só pode compreender as verdades espirituais quando a sua consciência entra no reino da luz espiritual. É uma verdade que a grande maioria dos intelectuais não quer compreender. Não podendo elevar-se a um estado superior ao intelectual, consideram tudo que está fora de seu alcance como fantasia e sonho ilusório.
Sua compreensão é obscura e no coração abrigam as paixões que os impedem de contemplar a luz da verdade. O que ajuíza a partir dos sentidos externos não pode compreender as verdades espirituais. Preso ao ilusório, ao eu pessoal, repete as verdades espirituais que lhe destroem a personalidade. O instinto e o eu inferior levam-no a considerar-se um ser distinto do Deus universal. O conhecimento da verdade desfaz essa ilusão, razão porque o homem sensual odeia a verdade. O homem espiritual é filho da luz. O homem regenerado retorna ao seu primeiro estado de perfeição e essa regeneração, que o põe acima dos outros seres do universo, depende do apagamento das obscuridades que velam sua natureza interna.
O homem, por assim dizer, é um fogo concentrado no interior de uma casca material e rude. O seu destino é abrasar neste fogo a natureza animal, os materiais grosseiros, e unir-se de novo com o flamígero centro, do qual é uma centelha durante a vida terrestre. Se a consciência e a atividade do homem continuamente se concentram nas coisas externas, a luz que irradia da centelha, no interior do coração, vai enfraquecendo a pouco e pouco e acaba por desaparecer. Mas, se o fogo interno é cultivado e alimentado, destrói os elementos grosseiros, atrai outros mais etéricos, faz o homem cada vez mais espiritual e concede-lhe poderes divinos. Não só expande a atividade interna, mas também aumenta a receptividade às influências puras e divinas. Purifica e nobilita
por completo a constituição do homem e converte-o, finalmente, no verdadeiro senhor da criação.