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Responder | Encaminhar Mensagem #10237 de 10495 |
Ao
descobrir que o seu maior desafio seriam as relações humanas aquele homem
passou a pensar muito sobre o assunto. O exercício da autocrítica ensinado por
seu pai passou a fazer parte do seu universo interno insistentemente. O seu
conceito de amor já não o estava fazendo bem, algo teria que ser mudado.
A
sensibilidade é a sabedoria do coração, assim como o conhecimento é a
inteligência do pensamento, e agora aquele homem precisava encontrar um ponto
de equilíbrio entre esses dois rios que correm dentro dele. A razão em demasia
pode tornar as pessoas egoístas e a emoção exagerada deixa-nos frágeis e
carentes demais. O desafio agora era usar a razão onde ela deva ser
usada(resolver problemas, planejar a vida e fazer as escolhas conscientes e sem
impulso) e permitir que o coração tenha sua voz sempre ativa.
A
sensibilidade daquele homem havia deixado seu coração exposto, a sua forma de
amar o deixava dependente emocionalmente do amor. Embora ele soubesse através
de sua razão que ninguém completa ninguém, tinha pavor de ficar sozinho. Não
sozinho fisicamente, mas com o coração vazio, sem ninguém para amar e alguém
para amá-lo.
Aquele
homem como projeto de ser humano poderia sucumbir assim dessa maneira, então
precisava tomar um novo rumo. O primeiro passo seria liberar o perdão a si
mesmo e que sua individualidade não avançasse sobre o calor de seu afeto.
Perdoar a si mesmo é reconhecer seus erros e acreditar na capacidade de
corrigi-los. A individualidade não é um instrumento do egoísmo, ela deve ser
a
nossa aptidão para vivermos sozinhos, de cuidar do nosso corpo e alma
dignamente. E tudo isso aliado ao reconhecimento que o outro não pode ser
submetido, dominado e obrigado a fazer e a ser como queremos.
Aquele
homem estava descobrindo uma nova maneira de amar, sem diminuir o calor e a
poesia desse seu ato mais sublime, seu grau de franqueza consigo mesmo ao ser
transportado pra cá dá uma medida disso. Afinal ele não é automático,
precisa
estar reciclando o tempo todo para manter o frescor de sua alma.
Agora
ele precisava derrubar as velhas pontes e construir novas, para que as
relações
afetivas futuras, e até mesmo as antigas, assumam um novo significado em seu
caminho. A frase do psicoterapeuta Flavio Gikovate agora era como uma onda se
atirando contra os pilares de seu cais “Nosso
modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.â€
Embora
ele tenha sido sempre muito compreensivo, é muito critico, talvez isso tenha
sido um dos pontos de atrito que desgastaram os amores tão bonitos que surgiram
em sua vida, e aquele homem tem buscado desesperadamente paz de espírito e não
tem a encontrado. Não é fácil ser ele porque como está acordando e não
dormindo
como a maioria das pessoas está sujeito a errar muito mais do que eles que
repousam nos braços de Morpheu.
Aquele homem provavelmente sou eu.

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Andre Luis Aquino
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Sex, 3 de Jul de 2009 1:22 pm

meucaminhar
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Ao descobrir que o seu maior desafio seriam as relações humanas aquele homem passou a pensar muito sobre o assunto. O exercício da autocrítica ensinado por...
Andre Luis Aquino
meucaminhar
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3 de Jul de 2009
2:15 pm
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