"Deus escolhe as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e
escolhe as coisas fracas para envergonhar as fortes. Deus escolhe as coisas
humildes, e as desprezadas, e aquelas que não são para reduzir a nada as que
são" (1 Co. 1.27,28).
Quando recentemente me vi
passando pelas mesmas situações que já havia passado antes fui tomado por uma
ira e comecei a bradar contra meu próprio coração.Sentindo raiva dele, o
acusando-o veemente de ser o mentor das minhas derrotas.
Mas logo que encerrei meu
desatino ele respondeu calmamente soprando em meus ouvidos: "Você já passou
sim
por isso antes, porem jamais as ultrapassou..."
Depois disso para me aliviar
fui praticar natação coisa que não experimentava há anos. Aliás aprendi a
nadar
bem cedo, aos quatro anos de idade em aulas de natação para crianças e segui
nanado até os treze ou quatorze anos.E como muita coisa na vida, o mundo dá
uma
volta inteira pra voltar no mesmo lugar.O meu professor agora que tenho trinta
e quanto é o mesmo que naquela época ao 4 me ensinou a nadar.
Um dos conceitos mais
importantes que aprendi nesse recomeço das aulas foi a importância da harmonia
entre o nadador e a água.A biomecânica do nado deve proporcionar ao corpo que
ele deslize, sem precisar ficar brigando com a piscina.Assim deveríamos ser com
a vida.
Enquanto eu nadava pensei
nela. E lá estava ela sorrindo pra mim deitada no fundo da piscina. A cada
braçada e respiração ritmada ela se movimentava diante dos meus olhos presos
nos óculos espelhados de mergulho, como se fosse real.
Eu fui mudando os estilos, costas,
peito, borboleta e nado livre, e ela permanecia lá deitada como se os azulejos
azuis fossem a relva que cobria uma colina e a superfície da água onde eu
deslizava fosse o céu.
E ela era tão ela mesma,
como se não tivesse ancestrais, nem presente, nem futuro , como se não tivesse
sido filha nunca, porque foi gerada pela lua, fecundada pelo sol.
Enquanto eu nadava me sentia
fazendo musica com ela, eu soando notas graves e ela sons agudos.Vibrávamos na
freqüência
do coração do universo, pulsávamos na mesma sintonia, por isso que nesse
nível de
imaginação a realidade fica louca para se vestir de fantasia.
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