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ajudar-timor · Help East Timor people. In any language.

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#4046 De: "Sarandes Nuno" <nuno.sarandes@...>
Data: Sex, 15 de Set de 2006 9:46 pm
Assunto: FW: 13 de Setembro - Dia de Acção Global para um Tratado de Comércio de Armas
nunosarandes
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Nuno Sarandes

Dir. Informática

Grupo Desenvolvimento Não-Vida

Telf: 213183776

nuno.sarandes@...

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From: L.Marques@... [mailto:L.Marques@...]
Sent: terça-feira, 12 de Setembro de 2006 17:50
Subject: 13 de Setembro - Dia de Acção Global para um Tratado de Comércio de Armas

 


Car@ amig@

O trabalho da Amnistia Internacional para conseguir um Tratado sobre o Comércio de Armas continua. Com a sua ajuda, através da Petição Um Milhão de Rostos, demonstrámos aos governos de todo o mundo que os cidadãos estão preocupados com a proliferação descontrolada das armas.

Agora pedimos-lhe que continue a apoiar-nos nesta causa.

Em Outubro a Assembleia Geral das Nações Unidas votará uma resolução para iniciar as negociações de um Tratado sobre o Comércio de Armas. No entanto, esta resolução não faz referência aos direitos humanos.
Se a Resolução não referir claramente os compromissos dos Estados com a promoção e protecção dos direitos humanos, acreditamos que o Tratado que eventualmente se concretize não impeça a tranferência de armas para os principais violadores desses direitos.

Vá a www.controlarms.org e envie um email para um dos países promotores desta resolução, pedindo que sejam introduzidas no texto referências aos direitos humanos.

Um minuto do seu tempo pode fazer a diferença!

Obrigada



Luisa Marques
Coordenadora de Campanhas e Estruturas
Amnistia Internacional Portugal
Telf: 21 386 16 52
Fax: 21 386 17 82
e-mail: l.marques@...

---------------------------------------------------------------------------------------------------------
*Existem 639 milhões de armas no mundo - uma arma para cada dez pessoas
*Todos os anos morrem em média 500,000 pessoas vítimas de violência armada - uma pessoa por minuto!
Apoie a implementação de um Tratado Internacional que regule o Comércio de Armas. Seja um num Milhão: www.controlarms.org


#4047 De: John M Miller <fbp@...>
Data: Ter, 19 de Set de 2006 3:18 pm
Assunto: URGE Australia & the U.S. to Support a Unified UN Mission in Timor-Leste
etanjohn
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Tell the Australia and the U.S. to Support a Unified UN Mission in Timor-Leste

Phone, fax or e-mail the U.S. and Australian
missions to the United Nations today! See sample letters below.

Tell them that a fully integrated UN mission –
which must include a single military force - will
provide the best support for Timor-Leste. If
Australian soldiers are separate from the
integrated UN effort, coordination will be more
difficult and resentment toward Australia will grow within Timor-Leste.

Permanent Mission of Australia to the UN, Ambassador Robert Hill
(212) 351-6600;  fax (212) 351-6610;  australia@...
150 East 42 St, 33rd Flr.
New York, NY 10017-5612
Australians can write PM Howard directly at http://www.pm.gov.au/email.cfm

United States Mission to the UN, Ambassador John R. Bolton
(212) 415-4000, fax (212) 415-4443; usunpublicaffairs@...
140 East 45 St.
New York, N.Y. 10017

You can fax both missions from ETAN's website: go
to http://etan.org/action/2006/09unified.htm.

Thank you for your support. Please let us know the results of your contacts.

Contact John M. Miller (718) 596-7668; etan@....

See additional background below.

---

Sample Letter for Australian Ambassador:

Dear Ambassador Hill,

I am writing to urge Australia to fully
participate in an integrated UN mission in
Timor-Leste. Australia's wish to keep its troops
under separate command is not in Timor-Leste's
interest and will make international support for
Timor-Leste in its current crisis less effective.
Such an arrangement will also exacerbate
resentment toward Australia among the Timorese people.

Helping Timor-Leste achieve stability, peace and
democracy requires a well-coordinated
international response involving all
participating countries and international
institutions. Integrating all the international
security components will improve accountability
and demonstrate respect for the people and
government of Timor-Leste, given their
government's clearly expressed preference for an integrated UN mission.

Thank you for your consideration. I look forward to your response.


Sincerely,

NAME AND CONTACT INFORMATION

---

Sample Letter for U.S. Ambassador:

Dear Ambassador Bolton,

I am writing to urge U.S. support for a fully
integrated UN mission in Timor-Leste. Australia's
wish to keep its troops under separate command is
not in Timor-Leste's interest and will make
international support for Timor-Leste in its
current crisis less effective. Such an
arrangement will also exacerbate resentment
toward Australia among the Timorese people.

Helping Timor-Leste achieve stability, peace and
democracy requires a well-coordinated
international response involving all
participating countries and international
institutions. Integrating all the international
security components will improve accountability
and demonstrate respect for the people and
government of Timor-Leste, given their
government's clearly expressed preference for an integrated UN mission.

Thank you for your consideration. I look forward to your response.

Sincerely,

NAME AND CONTACT INFORMATION


Background

In response to Timor-Leste's recent crisis, the
UN has expanded its mission for Timor-Leste. In
creating UNMIT (United Nations Integrated Mission
in Timor-Leste) on August 25, the UN Security
Council deferred deciding on whether the bulk of
its military component should be part of the UN
mission or remain under Australian command. A
final decision on the military command structure
will be made after the Secretary-General reports on the issue October 25.

While Australia has placed its police within a
unified UN police force, it has insisted on
keeping its military troops (the majority of the
multinational force deployed in late May at the
request of Timor-Leste government) under
Australian command. This position is contrary to
the recommendation of the UN Secretary-General
and to the wishes of Timor-Leste and other
governments who prefer a unified military force
integrated into the UN mission. The U.S. and UK support Australia.

Australia's insistence on keeping its troops
under a separate, national command structure will
make coordination difficult, lessening the
confidence and security that the UNMIT is
intended to provide for the people of
Timor-Leste. It will also increase already
heightened suspicion among many East Timorese of
the motives of the Australian forces.

The Timor-Leste NGO Forum has also urged an
integrated mission, saying that "there will be a
greater degree of accountability for UN forces as
it is a civilian led, international, neutral
institution." The group added, "There is an
inherently unequal relationship in Timor-Leste's
dealings with other more powerful countries on a
bilateral basis. Working through the UN would avoid this situation."

For more information see: IFET Urges Fully
Integrated UN Mission,
<http://etan.org/news/2006/08ifet.htm>http://etan.org/news/2006/08ifet.htm and

The next UN mission in Timor-Leste: Who will
command the military?
<http://www.laohamutuk.org/reports/UN/06UNMITcreation.html>http://www.laohamutuk\
.org/reports/UN/06UNMITcreation.html





etanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetan

Support ETAN! Donate online. Just go to
http://etan.org/etan/donate.htm. Thank you for your support!

John M. Miller         etan@...
National Coordinator, ETAN

Web site: http://www.etan.org

Send a blank e-mail message to info@... to
find out  how to learn more about East Timor on the Internet

#4048 De: "Helena espadinha" <mhespadinha@...>
Data: Ter, 19 de Set de 2006 6:40 pm
Assunto: FW: [crocodilovoador] Fw: [renetil] Filme: "TIMOR: a Ferro e Fogo" (Answered by Fire) estreia iha RTP Portugal
lenalorosae
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-----Mensagem original-----
De: timorcrocodilovoador@yahoogroups.com [mailto:timorcrocodilovoador@yahoogroups.com] Em nome de Henrique Correia
Enviada: terça-feira, 19 de Setembro de 2006 18:56
Para: Vítor Gonçalves; Rui Potricka; Rogério Mimoso Correia; Renetil; RDTL; Português Ásia; petratimor@...; Paula Gonçalves; Padre Felgueiras; NETIM-UNL; Lina; KESTA; José Manuel Fernandes; José Almeida; Jorge Gonçalves; Jorge Branco; João Novaes; Isabel Feijo; Hugo João M. Gonçalves; Fórum Loriku; Dr. Jorge Arrimar; Crocodilovoador; Catarina Novaes; Catarina Brito; Carlos Pereira; Carlos Caldeira Batista; ATC; Ângelo Eduardo Ferreira; timoronline@...
Assunto: [crocodilovoador] Fw: [renetil] Filme: "TIMOR: a Ferro e Fogo" (Answered by Fire) estreia iha RTP Portugal

----- Original Message -----
From: Niko Timor
To: renetil@yahoogroups.com
Sent: Tuesday, September 19, 2006 4:34 PM
Subject: [renetil] Filme: TIMOR "Answered by Fire" estreia iha RTP Portugal

Obrigado Niko. Só quero acrescentar mais algumas informações.

Caros amigos: se puderem, vejam esta série de TV. Não só porque é sobre Timor-Leste, mas porque é uma série de óptima qualidade, desde a direcção à fotografia, passando pela música e pelo trabalho dos actores. Aqui, para além dos actores profissionais, gostaria de destacar o magnífico trabalho feito pelos actores timorenses, começando pelo nosso colega Alex Tilman (Isménio, na série). Apesar de todos serem amadores, quase fazem esquecer a actuação dos dois protagonistas.

A série está centrada no referendo de 1999. Reproduz fielmente o ambiente que se viveu nessa altura, ao ponto de quase julgarmos que se trata de uma reportagem e não de um filme. Também os cenários são muito realistas, fazendo-nos crer que tudo foi filmado em Timor-Leste (Austrália, na realidade). Os timorenses ocupam o lugar central da série e inclusive há imensas sequências com diálogos em Tétum.

Enfim, uma agradável surpresa que recomendo vivamente aos fãs de Timor e não só.

Henrique Correia

TIMOR
"Answered by Fire"


"TIMOR: a Ferro e Fogo"
Estreia absoluta em Portugal
Quinta-feira, 21 Set. - 22:45 (hora Lisboa)
RTP1
Com: David Wenham (O Senhor dos Anéis), Alex Tilman, Fátima Almeida, Felisberto Araújo, Fivo Freitas

Mais informações em:
http://www.rtp.pt/programas/index.php?article=1530&visual=4

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#4049 De: "Eliana Teixeira" <doctorbrazilian@...>
Data: Qui, 21 de Set de 2006 5:03 am
Assunto: VAMOS!!!!!!!!!!!!!FALTAM 19 DIAS
doctorbrazilian
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Ola VAMOS PARTICIPAR?????Faltam 19 dias!!!! voce não vai ficar fora
desta né?????? da uma força nesta ação!!!O PRODIPE realizara mais um
ano a festa do dia das crianças para cerca de 2.600 crianças de 2
comunidades que atendemos(V.Galvão e Penha),na festa(11/10)teremos
tambem brincadeiras e muita alegria para essas crianças, queremos
dividir este momento de alegria com voce solicitando a sua presença e
colaboração,estamos ARRECADANDO doces em geral,salgadinhos,
refrigerantes,brinquedos(novos e usados),roupas e acessorios
infantis,etc ( retiramos se preferir)QUANTO VALE UM SORRISO DE CRIANÇA
EM SEU SONHO COLORIDO?vc podera fazer a diferença,DOE!!vc estara
fazendo um ato de amor ao proximo,e juntos conseguiremos realizar o
sonho de muitas crianças,entrem em contato :tel 98015215,COMUNIDADE:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5867320 : NOSSO SITE
www.prodipe.pre-lude.com, imail prodipe_sp@... ,VAMOS NOS
UNIR nesta ação DIA DE FESTA!SORRISO DE CRIANÇA. Sua AJUDA é muito
importante.Obrigada bjs no seu coração Dra.Eliana Teixeira(medica do
prodipe)

#4050 De: "ma pe al" <mapeal2@...>
Data: Sáb, 23 de Set de 2006 2:36 pm
Assunto: Discurso do Papa na Univ Regensburg
mapeal2
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Olá

Chegou-me às mãos o discurso do Papa Bento XVI na Universidade de Regensburg
que tanta polemica tem alimentado


http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2006/september/docum
ents/hf_ben-xvi_spe_20060912_university-regensburg_en.html

Mas esta é uma tradução em Português que afirma sem confirmação: "Versão
para português da tradução inglesa do original alemão. O Papa pretende
apresentar uma versão posterior deste texto, completa e com notas de rodapé.
O presente texto, oferecido pelo Vaticano, deve ser considerado provisório."
------------------------------------------------------------------------


Fé, Razão e Universidade: Memórias e Reflexões

Discurso do Papa na Universidade de Ratisbona (Regensburg)

Vossas Eminências, Vossa Magnificência, Excelências, Distintos Senhoras e
Cavalheiros,

É uma experiência comovente para mim estar de volta á universidade e poder,
mais uma vez, dar uma lição neste pódio. Penso naqueles anos em que, depois
de um período agradável na Universidade de Freisinger, comecei a ensinar na
Universidade de Bona. Estávamos em 1959, nos tempos em que a universidade
era feita de professores catedráticos. As várias cadeiras não tinham nem
assistentes nem secretarias, mas em recompensa havia muito mais contacto
directo entre estudantes e entre os próprios professores. Encontrávamo-nos
com frequência antes e depois das lições nas salas de professores. Havia um
intercâmbio vivo com historiadores, filósofos e, naturalmente, entre as duas
faculdades de teologia. Uma vez por semestre havia o dies academicus, em que
professores de cada faculdade apareciam perante os estudantes de toda a
universidade, tornando possível uma experiência genuína da universitas -
algo que V. Ex.ª também, Magnífico Reitor, acabou de mencionar - a
experiência, noutras palavras, do facto, de que, apesar das nossas
especializações que, por vezes, tornam difícil comunicarmos uns com os
outros, fazemos parte de um todo, trabalhando em tudo na base de uma
racionalidade única nos seus vários aspectos e partilhando responsabilidade
no uso adequado da razão - esta realidade tornava-se uma experiência vivida.
A universidade tinha também muito orgulho das suas duas faculdades de
teologia. Era claro que, inquirindo sobre a razoabilidade da fé, também
levavam a cabo um trabalho que era necessariamente parte do "todo" da
universitas scientarum, mesmo se nem toda a gente pudesse partilhar da fé
que os teólogos procuram correlacionar com a própria razão. Este sentimento
profundo de coerência da razão dentro da universidade não foi sequer
perturbado, mesmo quando uma vez foi noticiado que um colega nosso dissera
algo estranho acerca da nossa universidade: que tinha duas faculdades
dedicadas a algo que não existia: Deus. Mesmo face a tão radical cepticismo
é ainda necessário e razoável colocar a questão de Deus pelo uso da razão, e
fazê-lo no contexto da tradição da fé cristã: isto, na universidade,
considerada na sua totalidade, era aceite sem qualquer questão.

Fui recordado disto, quando recentemente li a edição do Professor Theodore
Khoury (Münster) de parte do diálogo levado a cabo - talvez em 1391 no
acampamento de Inverno perto de Ankara - entre o erudito Imperador Bizantino
Manuel II Paleólogo e um intelectual Persa sobre o assunto da Cristandade e
do Islão e a verdade de ambos. Presumivelmente foi o Imperador que iniciou
este diálogo, durante o cerco de Constantinopla entre
1394 e 1402; e isto explicaria porque é que os seus argumentos são mostrados
em maior detalhe do que os do seu interlocutor Persa. O diálogo situa-se
largamente nas estruturas da fé contidas na Bíblia e no Corão e trata
especialmente a imagem de Deus e do homem, ao mesmo tempo que retorna
sucessivamente à relação entre - como são chamadas - as três "Leis" ou
"regras de vida": o Antigo Testamento, o Novo Testamento e o Corão. Não é
minha intenção discutir esta questão nesta lição; eu gostaria de discutir
aqui apenas um aspecto - ele próprio bastante marginal ao diálogo na sua
totalidade - que, no contexto do tema "fé e razão", me parece interessante e
serve como ponto de partida para a minha reflexão sobre esta matéria.

No sétimo colóquio ("diálesis" - controvérsia) editado pelo Professor
Khoury, o imperador toca no tema da guerra santa. O imperador devia saber
que surah 2, 256 diz: "Não há compulsão nas coisas da fé". De acordo com os
peritos, este é um dos suras do período inicial, em que Maomé não tinha
ainda qualquer poder e era perseguido. Mas o imperador também conhecia as
instruções, mais tardes desenvolvidas e transcritas para o Corão, e que
dizem respeito à Guerra Santa. Sem descer a detalhes, tais como as
diferenças em tratamento relativas aos que seguiam o "Livro" e aos
"infiéis", ele dirige-se ao seu interlocutor com uma brusquidão inesperada
que nos surpreende acerca da questão central sobre a relação entre religião
e violência, em geral, dizendo: "Diz-me o que é que Maomé trouxe de novo e
aí apenas encontrarás coisas más e desumanas tais como a sua directiva de
espalhar com a espada a fé que pregava". O imperador, depois de se ter
expresso assim tão fortemente, segue para explicar em detalhe as razões
pelas quais divulgar a fé pela violência é qualquer coisa de irrazoável. A
violência é incompatível com a natureza de Deus. "Deus", diz ele, "não se
compraz com sangue - e agir irrazoávelmente (syn logo) é contrário à
natureza de Deus. A fé nasce da alma, não do corpo. Quem quer que conduza
alguém à fé precisa da habilidade de falar bem e de julgar adequadamente,
sem violência ou ameaças... Para convencer uma alma razoável, não é preciso
um braço poderoso, ou armas de qualquer tipo, ou qualquer outro meio de
ameaçar uma pessoa de morte...."

A afirmação decisiva neste argumento contra a conversão violenta é esta:
não agir de acordo com a razão é contrário à natureza de Deus. O editor,
Theodore Khoury, observa: Para o Imperador, um Bizantino formado pela
filosofia Grega, esta afirmação é auto-evidente. Mas para a mentalidade
muçulmana é absolutamente transcendente. A Sua vontade não está limitada por
nenhuma das nossas categorias, mesmo pela da racionalidade. Aqui, Khoury
cita um trabalho do notável islamista Francês R. Arnaldez, que assinala que
Ibn Hazn foi tão longe a ponto de afirmar que Deus não está ligado a cumprir
a sua própria palavra e que nada o obriga a revelar-nos a verdade. Se fosse
essa a vontade de Deus, nós seríamos inclusive obrigados a praticar a
idolatria.

Neste ponto, e tanto quanto somos capazes de compreender Deus e, por isso, a
concretizar a prática da religião, deparamo-nos com um dilema inevitável.
Será que a convicção de que actuar irrazoavelmente contradiz a natureza de
Deus é apenas uma ideia Grega, ou é sempre e intrinsecamente verdade?
Acredito que podemos ver a harmonia profunda entre o que é Grego no melhor
sentido da palavra e a compreensão bíblica da fé em Deus. Modificando o
primeiro versículo do Livro do Génesis, o primeiro versículo de toda a
Bíblia, João começou o prólogo do seu Evangelho com as palavras: "No
princípio era o Verbo" - logos -. Esta é a exacta palavra usada pelo
Imperador: Deus age pela palavra (logos). Logos significa razão e palavra -
uma razão que é creativa e capaz de auto-comunicação, precisamente porque é
razão. João diz assim a última palavra sobre o conceito de Deus e nesta
palavra todos os meandros penosos e tortuosos da fé bíblica encontram o seu
cume e a sua síntese. No princípio era o verbo, e o verbo era Deus, diz o
Evangelista. O encontro entre a mensagem bíblica e o pensamento Grego não
aconteceu por acaso. A visão de S. Paulo, que viu as estradas da Ásia
bloqueadas e num sonho viu um Macedónio pedindo-lhe "Passa à Macedónia e vem
ajudar-nos" (cf. Acts 16:6-10) - esta visão pode ser interpretada como uma
"destilação" da necessidade intrínseca de uma reaproximação entre a fé
bíblica e a pesquisa Grega.

De facto, esta reaproximação já decorria há algum tempo. O misterioso nome
de Deus, revelado na sarça ardente, um nome que separa este Deus de todas as
divindades com todos os seus diferentes nomes e declara simplesmente:
"Eu sou", já representa um desafio à noção de mito, em analogia próxima com
a tentativa de Sócrates de vencer e transcender o mito. No Antigo
Testamento, o processo que começou na sarça ardente alcançou nova maturidade
no tempo do Exílio, quando o Deus de Israel, um Israel então privado da sua
terra e do seu templo, foi proclamado como Deus do céu e da terra e descrito
numa fórmula que ecoa nas palavras sussurradas na sarça
ardente: "Eu sou". Esta nova compreensão de Deus é acompanhada por uma
espécie de iluminação que encontra a sua expressão completa no desprezo de
deuses que são simples obras de mãos humanas (Sl 115, 4). Assim, apesar do
conflito amargo com os governantes helénicos que almejaram acomodá-la à
força aos costumes idólatras do culto dos Gregos, a fé bíblica, no período
Helenístico, encontrou o melhor do pensamento Grego num nível profundo,
resultando num enriquecimento mútuo evidente, especialmente na mais tardia
literatura da sabedoria. Hoje, sabemos que a tradução grega do Antigo
Testamento produzida em Alexandria - a tradução dos Setenta - é mais do que
uma simples (e, nesse sentido, realmente menos do que satisfatória) tradução
do texto Hebreu: é um testemunho textual independente e um passo distinto e
importante na história da revelação, um passo que trouxe consigo um encontro
genuíno entre iluminação e religião, um passo que trouxe este encontro de
forma tão decisiva que permitiu o nascimento e difusão do Cristianismo. Um
profundo encontro entre fé e razão tem lugar agora, um encontro entre entre
iluminação genuína e religião. Do próprio coração da fé cristã e, ao mesmo
tempo, do coração do pensamento Grego então juntos pela fé, Manuel II podia
dizer: Não agir "segundo o 'logos'" é contrário à natureza de Deus.

Com toda a honestidade devemos observar que na Idade Média tardia
encontramos tendência teológicas separatistas desta síntese entre o espírito
Grego e o espírito Cristão. Em contraste com o assim chamado intelectualismo
de Agostinho e de Tomás, surgiu com Dusn Escoto um voluntarismo que, nos
seus desenvolvimentos mais tardios, levou a proclamar que nós só podemos
conhecer a voluntas ordinata de Deus. Para além disto, é o domínio da
liberdade de Deus, em virtude da qual, Ele poderia ter feito o oposto de
tudo o que Ele realmente fez. Isto dá lugar a posições que se aproximam
claramente das de Ibn Hazn e podem mesmo conduzir à imagem de um Deus
caprichoso, que nem sequer está comprometido com a verdade e a bondade. A
transcendência e alteridade de Deus são tão exaltadas que a nossa razão, o
nosso sentido de verdade e de bem, já não são um autêntico espelho de Deus.
Cujas possibilidades mais profundas permanecem eternamente inatingíveis e
escondidas por detrás das suas decisões reais. Opostamente, a fé da Igreja
insistiu sempre que entre Deus e nós, entre o Seu eterno Espírito Criador e
a nossa razão criada existe uma analogia real, em que - como o 4.º Concílio
de Latrão afirmou em 1215 - a dissemelhança permanece infinitamente maior do
que a semelhança, porém, não ao ponto de abolir a analogia e a sua
linguagem. Deus não se torna mais divino quando nós o empurrámos para longe
de nós, num voluntarismo separador e voluntarista; pelo contrário, o Deus
verdadeiramente divino é o Deus que se revelou como logos e, como logos,
actuou e continua a actuar amorosamente por nós.
Certamente, o amor, como S. Paulo diz, "transcende" o conhecimento e, por
isso, é capaz de perceber mais do que só o pensamento (cf. Ef 3:19); apesar
disso continua a ser o amor de Deus que é Logos. Consequentemente, a oração
cristã é, citando outra vez S. Paulo - latreía logica - oração em harmonia
com a Palavra eterna e com a nossa razão (cf. Rom 12:1).

Esta reaproximação interna entre a fé bíblica e a pesquisa filosófica Grega
foi um acontecimento de importância decisiva do ponto de vista da história
das religiões, mas também da história universal - é um acontecimento que nos
diz respeito a nós mesmo hoje. Dada esta convergência não é surpreendente
que o Cristianismo, apesar das suas origens e de alguns desenvolvimentos
significativos no Oriente, adquiriu finalmente o seu carácter decisivo na
Europa e permanece o fundamento daquilo a que podemos chamar com justeza,
Europa.

A tese de que a herança Grega criticamente purificada forma uma parte
integrante da fé Cristã tem sido confrontada com uma chamada à
deshelenização do Cristianismo - uma chamada que tem dominado cada vez mais
as discussões teológicas a partir do início da Idade Moderna. Vistos mais de
perto, podemos observar três estágios no programa de dehelenização:
apesar de interligados, são claramente distintos uns dos outros nas suas
motivações e objectivos.

A deshelinização emerge em primeiro lugar em ligação com os postulados da
Reforma no século XVI. Olhando para a tradição da teologia escolástica, os
Reformadores viram-se confrontados com um sistema de fé totalmente
condicionado pela filosofia, isto é, com uma articulação da fé com um
sistema estranho de pensamento. Em resultado disto, a fé não mais aparece
como uma Palavra histórica viva mas como um elemento de um sistema
filosófico regulador. O princípio sola scriptura, por outro lado, pensou a
fé na sua forma mais pura e primordial, como originalmente se encontra na
Palavra bíblica. A Metafísica apareceu como uma premissa derivada de outra
origem, da qual a fé tinha que ser libertada, de modo a poder tornar-se mais
ela própria. Quando Kant afirmou que precisava de pôr o pensamento de lado
de modo a dar espaço à fé, levou este programa a um radicalismo que os
Reformadores nunca tinham sonhado. Deste modo, ele ancorou a fé
exclusivamente na razão prática, negando-lhe o acesso à realidade como um
todo.

A teologia liberal dos séculos XIX e XX deslizou para um segundo estádio no
processo de deshelenização, com Adolf Harnack como seu representante mais
significativo. Quando eu era estudante e nos meus primeiros anos de
aprendizagem, este programa era muito influente mesmo na teologia católica.
Tomou como seu ponto de partida, a distinção de Pascal entre o Deus dos
filósofos e o Deus de Abrão, Iasaac e Jacob. Na minha lição inaugural em
Bona, em 1959, tentei abordar este assunto e não tenciono repetir aqui o que
disse nessa ocasião, mas simplesmente descrever, pelo menos brevemente, o
que era novo neste segundo estádio de deshelenização. A ideia central de
Harnack era voltar simplesmente ao homem Jesus e à sua mensagem simples, por
debaixo dos acréscimos de teologia e verdadeiramente de helenização:
esta mensagem simples era vista como o culminar o desenvolvimento religioso
da humanidade. Jesus teria posto termo à adoração em favor da moralidade.
Em última análise ele era apresentado como o pai de uma mensagem moral
humanitária. Fundamentalmente, o objectivo de Harnack era voltar a trazer o
Cristianismo para a harmonia com a razão moderna, libertando-o, numa forma
de dizer, de elementos filosóficos e teológicos tais como a fé na divindade
de Cristo e no Deus trinitário. Neste sentido, a exegese histórico-crítica
do Novo Testamento, tal como ele a via, rerstaurava à teologia o seu lugar
na Universidade: a teologia, para Harnack, é qualquer coisa essencialmente
histórica e, portanto, estritamente científica. O que ela é capaz de dizer
criticamente acerca de Jesus é, por assim dizer, uma expressão da razão
prática e consequentemente pode tomar o seu lugar de direito na
universidade. Por detrás deste pensamento, jaz a auto-limitação moderna da
razão, expressa classicamente por Kant nas suas "Críticas", mas ao mesmo
tempo, ainda mais radicalizada pelo impacto das ciências naturais. Este
conceito moderno de razão é baseado, para o dizer brevemente, numa síntese
entre Platonismo (Cartesianismo) e empiricismo, uma síntese confirmada pelo
sucesso da tecnologia. Por um lado pressupõe a estrutura matemática da
matéria, a sua racionalidade intrínseca, que torna possível compreender como
a matéria funciona e como a usar eficientemente: esta premissa básica é, por
assim dizer, o elemento Platónico na compreensão moderna da natureza. Por
outro lado, há uma capacidade da natureza para ser explorada para os nossos
propósitos e aqui, apenas a possibilidade de verificação ou falsificação
através da experimentação pode conduzir à certeza. O peso entre estes dois
pólos pode, dependendo das circunstâncias, mudar de um lado para outro, a
ponto de, J. Monod, um forte pensador positivista, se ter declarado um
convicto platónico/cartesiano.

Isto dá origem a dois princípios cruciais para a questão que levantamos. Em
primeiro lugar, só o tipo de certeza que resulta da interacção entre
elementos matemáticos e empíricos pode ser considerada científica. Algo que
se reclame científico pode ser confrontado com este critério. Deste modo, as
ciências humanas, como a história, a psicologia, a sociologia e a filosofia,
tentam conformar-se com este canon de cientificidade. Um segundo ponto,
importante para as nossas reflexões, é que pela sua própria natureza este
método exclui a questão de Deus, fazendo-a aparecer como não científica ou
como uma questão pré-científica. Consequentemente, deparamo-nos com uma
redução do alcance da ciência e da razão que precisa de ser questionada.
Voltarei a este problema mais tarde. Entretanto, deve observar-se que deste
ponto de vista qualquer tentativa de manter a pretensão teológica de ser
"científica" acabaria reduzindo o Cristianismo a um mero fragmento da sua
identidade inicial. Mas devemos avançar: se a ciência como um todo é isto e
isto só, então é o próprio homem que acaba sendo reduzido, porque as
questões especificamente humanas acerca da sua origem e do seu destino, as
questões levantadas pela religião e pela ética, não terão então lugar no
conjunto dos objectos da razão colectiva como definida pela "ciência", assim
compreendida, e devem, por conseguinte, ser relegadas para o domínio do
subjectivo. O sujeito então decide, na base das suas experiências, aquilo
que ele considera adequado em matérias de religião, e a "consciência"
subjectiva torna-se o único árbitro do que é ou não ético.
Deste modo, contudo, a ética e a religião perdem o seu poder de criar uma
comunidade e tornam-se uma matéria completamente pessoal. Este é o perigoso
estado de coisas da humanidade, tal como vemos a partir das perturbadoras
patologias da religião e da razão que irrompem necessariamente quando a
razão é de tal modo reduzida que as questões de religião e ética já não lhe
dizem respeito. As tentativas de construir uma ética a partir das regras da
evolução ou da psicologia e sociologia, acabam por se mostrar simplesmente
desadequadas.

Antes de retirar as conclusões a que tudo isto conduz, devo referir
brevemente o terceiro estádio de deshelenização, que está em progresso. À
luz da nossa experiência com o pluralismo cultural, diz-se frequentemente
hoje que a síntese com o Helenismo conseguida na Igreja inicial era uma
inculturação preliminar que não deveria ser obrigatória para as outras
culturas. Diz-se destas últimas que têm o direito de regressar à mensagem
simples do Novo testamento, anterior àquela inculturação, de modo a poderem
inculturar de novo de cada modo particular correspondente ao ambiente em que
se encontram. Esta tese não é apenas falsa; é grosseira e imprecisa. O Novo
Testamento foi escrito em Grego e traz consigo a impressão do espírito
Grego, que já tinha atingido a maturidade enquanto se desenvolvia o Antigo
Testamento. É verdade que há elementos de verdade na evolução da Igreja
inicial que não têm que ser integrados em todas as culturas. Contudo, as
decisões fundamentais tomadas acerca da relação entre fé e o uso da razão
humana são parte integrante da mesma fé; são desenvolvimentos consonantes
com a natureza da própria fé.

E chego assim à minha conclusão. Esta tentativa, a pinceladas largas, de uma
crítica da razão moderna por dentro, que não tem nada a ver com recuar no
tempo anterior ao Iluminismo ou rejeitar as conquistas da idade moderna.
Os aspectos positivos da modernidade devem ser reconhecidos sem reservas:
estamos todos gratos pelas maravilhosas possibilidades que foram abertas à
humanidade e ao progresso que nos foi concedido. O ethos científico, é, para
além disso, - como mencionou o Magnífico Reitor - a vontade de obedecer à
verdade e, deste modo, incorpora uma atitude que pertence às decisões
essenciais do espírito do Cristianismo. A intenção aqui não é de
entrincheiramento ou de criticismo negativo, mas de alargamento do nosso
conceito de razão e da sua aplicação. Ao mesmo tempo que nos alegramos com
as novas possibilidades que se abrem à humanidade, também vemos os perigos
que decorrem destas possibilidades e devemos perguntarmo-nos como os
poderemos ultrapassar. Seremos bem sucedidos só se a razão e a fé se
juntarem de uma forma nova, se ultrapassarmos a auto-imposta limitação da
razão ao empiricamente verificável, e se uma vez mais libertarmos os seus
vastos horizontes. Neste sentido, a teologia tem lugar na universidade e
dentro do largo leque de diálogo entre as ciências, não apenas como uma
disciplina histórica e uma das ciências humanas, mas precisamente como
teologia, como inquérito sobre a racionalidade da fé.

Só assim nos tornaremos capazes desse diálogo genuíno entre culturas e
religiões tão urgentemente necessário hoje. No mundo ocidental domina
largamente a opinião de que só a razão positivista e as formas de filosofia
nela baseadas são válidas universalmente. Contudo, as culturas do mundo
profundamente religiosas vêm esta exclusão do divino da universalidade da
razão como um ataque às suas mais profundas convicções. Uma razão que é
surda ao divino e que relega a religião para o âmbito das subculturas é
incapaz de se inserir num diálogo de culturas. Ao mesmo tempo, como tentei
mostrar, a razão científica moderna com o seu elemento intrinsecamente
Platónico traz consigo uma questão que aponta para além de si própria e para
além das possibilidades da sua metodologia. A razão científica moderna tem,
muito simplesmente, que aceitar a estrutura racional da matéria e a
correspondência entre o nosso espírito e as estruturas racionais
prevalecentes na natureza como um dado, na qual a sua metodologia tem que
ser fundada. Contudo, a questão porque isto tem que ser assim é uma
verdadeira questão que tem que ser redireccionada pelas ciências naturais
para outros modos e planos de pensamento - para a filosofia e a teologia.
Porque a filosofia e, apesar de em modo diferente, a teologia, escutando as
grandes experiências e descobertas das tradições religiosas da humanidade, e
as da fé cristã em particular, é uma fonte de conhecimento, e ignorá-lo
seria uma restrição inaceitável do nosso ouvir e responder. Aqui lembro-me
de algo que Sócrates disse a Phaedo. Nas suas primeiras conversas, tinham
surgido muitas opiniões filosóficas falsas e então Sócrates diz:"Seria
facilmente compreensível que alguém ficasse tão aborrecido com todas estas
noções a ponto de, para o resto da sua vida, desprezar e troçar de toda a
conversa acerca do ser - mas deste modo ficaria privado da verdade da
existência e sofreria uma grande perda". O Ocidente tem, desde há muito
tempo, sido ameaçado por esta aversão às questões que suportam a sua
racionalidade e daqui para a frente só pode ser ainda mais prejudicado. A
coragem de incluir todo o âmbito da razão, e não a negação da sua grandeza:
é este o programa com que uma teologia enraizada na fé bíblica entra nos
debates do nosso tempo. "Não agir razoavelmente, não agir com logos, é
contrário à natureza de Deus" disse Manuel II, de acordo com a sua
compreensão cristã de Deus, em resposta ao seu interlocutor persa. É a este
grande logos, a este respiro da razão, que convidamos os nossos parceiros no
diálogo de culturas. Redescobri-lo constantemente é a grande tarefa da
universidade.

Aula Magna da Universidade de Regensburg, 12 de Setembro de 2006

NOTA: Versão para português da tradução inglesa do original alemão. O Papa
pretende apresentar uma versão posterior deste texto, completa e com notas
de rodapé. O presente texto, oferecido pelo Vaticano, deve ser considerado
provisório.
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#4051 De: John M Miller <fbp@...>
Data: Qui, 28 de Set de 2006 1:07 pm
Assunto: Fax Australia & the U.S. to Urge Support a Unified UN Mission in Timor
etanjohn
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Tell the Australia and the U.S. to Support a Unified UN Mission in Timor-Leste

Phone, fax or e-mail the U.S. and Australian missions to the United Nations today! See sample letters below or you can fax both missions from ETAN's website: go to http://etan.org/action/2006/09unified.htm.

Tell them that a fully integrated UN mission – which must include a single military force - will provide the best support for Timor-Leste. If Australian soldiers are separate from the integrated UN effort, coordination will be more difficult and resentment toward Australia will grow within Timor-Leste.
 
Permanent Mission of Australia to the UN, Ambassador Robert Hill
(212) 351-6600;  fax (212) 351-6610;  australia@...
150 East 42 St, 33rd Flr.
New York, NY 10017-5612
Australians can write PM Howard directly at http://www.pm.gov.au/email.cfm

United States Mission to the UN, Ambassador John R. Bolton
(212) 415-4000 press 6, fax (212) 415-4443; usunpublicaffairs@...
140 East 45 St.
New York, N.Y. 10017

Thank you for your support. Please let us know if you took action and any response.

Contact John M. Miller (718) 596-7668; etan@....

See additional background at http://etan.org/action/2006/09unified.htm

---

Sample Letter for Australian Ambassador:
 
Dear Ambassador Hill,

I am writing to urge Australia to fully participate in an integrated UN mission in Timor-Leste. Australia's wish to keep its troops under separate command is not in Timor-Leste's interest and will make international support for Timor-Leste in its current crisis less effective. Such an arrangement will also exacerbate resentment toward Australia among the Timorese people.

Helping Timor-Leste achieve stability, peace and democracy requires a well-coordinated international response involving all participating countries and international institutions. Integrating all the international security components will improve accountability and demonstrate respect for the people and government of Timor-Leste, given their government's clearly expressed preference for an integrated UN mission.

Thank you for your consideration. I look forward to your response.


Sincerely,

NAME AND CONTACT INFORMATION

---

Sample Letter for U.S. Ambassador:
 
Dear Ambassador Bolton,

I am writing to urge U.S. support for a fully integrated UN mission in Timor-Leste. Australia's wish to keep its troops under separate command is not in Timor-Leste's interest and will make international support for Timor-Leste in its current crisis less effective. Such an arrangement will also exacerbate resentment toward Australia among the Timorese people.

Helping Timor-Leste achieve stability, peace and democracy requires a well-coordinated international response involving all participating countries and international institutions. Integrating all the international security components will improve accountability and demonstrate respect for the people and government of Timor-Leste, given their government's clearly expressed preference for an integrated UN mission.

Thank you for your consideration. I look forward to your response.

Sincerely,

NAME AND CONTACT INFORMATION





#4052 De: "Eliana Teixeira" <doctorbrazilian@...>
Data: Sáb, 30 de Set de 2006 2:16 pm
Assunto: VOCE VAI FICAR DE FORA??????????
doctorbrazilian
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Ola , venho aqui em nome do prodipe falar da festa do dia das crianças
que realizaremos dia 11/10 em 2 comunidades que atendemos durante o
ano (V.Galvão e Penha) cerca de 1.300 crianças cada comunidade , para
isso contamos com a sua ajuda pois são muitas crianças esperando esse
carinho...estamos arrecadando:DOCES,SALGADINHOS(tipo cheetos)
REFRIGERANTES,BRINQUEDOS(novos e usados), ROUPAS E CALÇADOS INFANTIS,
(retiramos se preferir) COLABORE!!!!!. com um pouco de cada um
conseguiremos realizar uma festa inesquecivel para as
crianças...contato 98015215 ou pelo imail prodipe_sp@...,
site www.prodipe.pre-lude.com ,conto muito com a sua participação e
espero vc la tambem, afinal nada como ver esses rostinhos lindos com
um sorriso enorme iluminando , aguardo o seu contato (para colaborar
ou para marcarmos de irmos juntos na festa), DOAR UM ATO DE AMOR AO
PROXIMO!!!!! PARTICIPE DESTA AÇÃO , DIA DE FESTA!!!SORRISO DE CRIANÇA,
beijos no seu coração Dra. Eliana Teixeira ( medica do prodipe)FALTAM
POUCOS DIAS!!! COLABORE.

#4053 De: "Helena espadinha" <mhespadinha@...>
Data: Sex, 6 de Out de 2006 10:18 am
Assunto: APELO À NAÇÃO - Proferido por Sua Excelência o Presidente da República de Timor-Leste
lenalorosae
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Presidência da República

Gabinete do Presidente

 

APELO À NAÇÃO

Proferido por Sua Excelência o Presidente da

República,

Também em nome de

Sua Excelência o Presidente do Parlamento Nacional

e de

Sua Excelência o Primeiro-Ministro

Palácio das Cinzas, 5 de Outubro de 2006

 

APELO À NAÇÃO

 

Estamos a chegar à hora da Comissão Especial de Inquérito Independente emitir o seu Relatório. Desde que as Nações Unidas nos trasferiram o poder para nos tornarmos um Estado independente no passado dia 20 de Maio de 2002, esta foi a primeira vez que o nosso Estado, com total franqueza e abertura, pediu às Nações Unidas para criar uma comissão a fim de investigar a situação no nosso país. As Nações Unidas acederam ao pedido dos órgãos de soberania Timorenses e criaram uma comissão, denominada Comissão Especial de Inquérito Independente.

O mandato que as Nações Unidas atribuiram à Comissão Especial de Inquérito Independente foi:

  • Estabelecer os factos e as circunstâncias relativas aos incidentes de 28 – 29 de Abril e de 23 a 25 de Maio e outros eventos e assuntos relevantes que contribuíram para a crise, incluindo as questões relacionadas ao funcionamento do sector de segurança;
  • Clarificar as devidas responsabilidades relativas aos acontecimentos acima mencionados;
  • Recomendar medidas que garantam responsabilidades por crimes e violações sérias de direitos humanos, alegadamente cometidas no período acima mencionado, sob a responsabilidade do actual sistema judicial de Timor-Leste;

Timor-Leste fez chegar este seu pedido para a criação de uma Comissão em 8 de Junho passado, quando o Dr. Ramos-Horta, na sua qualidade de Ministro de Negócios Estrangeiros e Cooperação, solicitou a Sua Excelência o Secretário-Geral da ONU, Dr. Kofi Annan, para criar uma Comissão de Inquérito Especial Independente. A carta que Dr. Ramos-Horta enviou, fê-lo em nome de Timor-Leste, com o compromisso de que o Governo de Timor-Leste, e de todos nós, havemos de garantir que o resultado deste inquérito, reforce o sector de segurança e a responsabildade pelas violações criminais e pelas violações contra os direitos humanos cometidos durante a crise.

 

Caros Compatriotas

Povo de Timor-Leste

Chegou a hora de todos nós recebermos o resultado do trabalho da Comissão e todas as suas recomendações, para nos ajudar a desenvolver o sector de segurança e de respeito pelos direitos humanos, pôr termo à violência política, para que esta crise nunca mais se repita no nosso país.

É para ajudar o Estado, e não para ajudar uma pessoa ou um líder ou outro. É para ajudar o Estado a florescer, de acordo com as vias democráticas e de Estado de Direito.

Enquanto órgãos de soberania, o Presidente da República, o Presidente do Parlamento Nacional e o Primeiro-Ministro, hoje, nós, aqui juntos nesta conferência, temos uma só voz.

Nós ainda não vimos o relatório que a Comissão Especial de Inquérito Independente vai publicar. Só sabemos que a Comissão irá emitir o seu relatório com as suas recomendações dentro de dias.

Sabemos também que o Relatório e as recomendações que a Comissão irá emitir, poderão ser duros para muitas pessoas, duros  para os líderes, duros para os cidadãos, para os civis, para as forças militares e policiais. Mas este será um peso a acarretar pelo próprio Estado.

Por isso mesmo, hoje, o Primeiro-Ministro, o Presidente do Parlamento Nacional e o Presidente da República, estão aqui reunidos, no Palácio das Cinzas, para vos fazer chegar o seguinte apelo:

Todos nós devemos receber bem o relatório e as recomendações que a Comissão Especial de Inquérito Independente irá emitir para a nossa jovem nação.

Todos nós devemos receber o relatório com serenidade e com a devida responsabilidade, porque esta foi a grande caracterísitica já demonstrada por todo o nosso povo durante os vinte e quatro anos em que o povo alicercou a resistência nacional para conquistar o direito a auto-determinação e independência.

Todos nós devemos receber, com a devida dignidade, com hombridade e coragem, tal como o nosso Povo já demostrou, em 30 de Agosto de 1999, sete anos atrás, quando o povo marchou para as estações de voto espalhados por todo o território, para registar o seu voto, para pôr fim à ocupação ilegal do nosso país, e conquistar a independência.

Estes passos históricos do nosso país, foram também dados com o apoio das Nações Unidas, dentro do quadro legal da ONU, de acordo com o direito internacional.

 

Compatriotas

Povo de Timor-Leste

Mais uma vez, com o apoio da ONU, todo o nosso Povo vai receber as recomendações da Comissão que a própria ONU instituiu, a Comissão que fomos nós próprios que solicitámos à ONU para constituir, para nos ajudar a compreender exactamente a razão porque esta crise aconteceu no nosso país.

Quando, dentro de dias, a Comissão Especial de Inquérito Independente, emitir o seu relatório de investigação, de acordo com o que foi mandatada, todos nós, enquanto uma nação e um povo, todos os líderes e todos os cidadãos, num espírito de diálogo e reconciliação, num espírito de justiça e unidade nacional, com coragem e serenidade, todos nós, vamos receber este relatório e todas as suas recomendações e transformá-los num relatório que é nosso, para o bem da nossa Nação!

 

De nós os três para todos vós, vão as nossas saudações calorosas e os nossos votos de boa saúde!


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#4054 De: "Sarandes Nuno" <nuno.sarandes@...>
Data: Seg, 9 de Out de 2006 3:19 pm
Assunto: FW: Dia 10 de Outubro - Dia mundial contra a pena de morte
nunosarandes
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Nuno Sarandes

Dir. Informática

Grupo Desenvolvimento Não-Vida

Telf: 213183776

nuno.sarandes@...

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From: c.pedra@... [mailto:c.pedra@...]
Sent: segunda-feira, 9 de Outubro de 2006 15:56
Subject: Dia 10 de Outubro - Dia mundial contra a pena de morte

 


Dia 10 de Outubro - Dia mundial contra a pena de morte

A Amnistia Internacional Portugal assinala este dia e simultaneamente os 160 anos decorridos sobre a última execução da pena de morte em Portugal, através de uma largada de balões brancos em sinal de apelo pacífico aos países que ainda mantêm a pena de morte.  Esta largada de balões terá lugar no Terreiro do Paço, em Lisboa, às 17h30.

No mesmo dia, em vários pontos do país, será iluminado o pelourinho ou local de igual importância simbólica de cada município. Ao iluminar este tipo de monumento, as cidades estarão a apelar à abolição universal da pena de morte, tendo esta acção como objectivos: encorajar a discussão pública sobre a pena de morte, reforçar a sua oposição por parte da sociedade civil, e pressionar os países retencionistas para acabar com as execuções e abolir a pena de morte.

Nesta iniciativa da Amnistia Internacional participam 22 municípios.

Os factos da pena de morte:  Em 2005 registaram-se 5186 condenações à morte em 53 países e pelo menos 2148 pessoas foram executadas em 22 países.

A pena de morte é errada, não é dissuasiva, é irreversível, é dispendiosa e embrutece a sociedade.


Amnistia Internacional Portugal - "Por um mundo sem pena de morte!"



Visite www.amnistia-internacional.pt para saber mais sobre o nosso trabalho relativamente à pena de morte.





Cláudia Pedra
Directora Executiva/ Executive Director
Amnistia Internacional Portugal
Tel: (+351) 21 386 16 52
Fax:(+351) 21 386 17 82
e-mail: c.pedra@...

Visite o nosso website em www.amnistia-internacional.pt


#4055 De: John M Miller <fbp@...>
Data: Seg, 16 de Out de 2006 8:47 pm
Assunto: Take local action for justice on the Nov. 12 anniversary of Santa Cruz massacre
etanjohn
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East Timor ACTION Network ALERT

Take local action for justice on anniversary of Santa Cruz massacre

This November, take local action to remember the victims of genocide and demand justice for East Timor!

This November 12 will be the 15th anniversary of the Santa Cruz Massacre in East Timor. This tragic event was a crucial turning point in the East Timor’s struggle for freedom. Western media finally began acknowledging the brutality of Indonesia’s illegal occupation, the international solidarity movement strengthened, and government policies began to change. Here in the U.S., the East Timor and Indonesian Action Network (ETAN) was formed to demand that the U.S. support self-determination and end its support for the Indonesian military.

On November 12, 1991, Indonesian troops opened fire on a memorial procession to the Santa Cruz cemetery in Dili, East Timor’s capital, that had turned into a peaceful pro-independence demonstration. Hundreds of East Timorese were murdered. This massacre, unlike many others committed during Indonesia's 24-year occupation, was filmed and photographed by international journalists.

This November 12, we need to continue demanding justice and accountability for human rights crimes committed in East Timor throughout the Indonesian occupation, as well as to the complicity of the United States in the occupation (many of the weapons used were U.S.-supplied, and Indonesia received crucial diplomatic support from the U.S.).

The struggle for independence was long and difficult, but the determination of the East Timorese people ended the occupation and East Timor is now independent. However, the struggle is not over. This November 12, and every future November 12, we can honor the 100,000 East Timorese who lost their lives during the occupation and to remember the on-going need to hold the Indonesian military responsible. We are calling on activists across the U.S. to take action locally, to educate their communities about the sordid history of the U.S. in East Timor.

Some suggestions for local activities:
  • Have a video showing or a public talk with people who’ve worked for justice in East Timor
  • Hold a vigil or other demonstration at the local Indonesian consulate or at a U.S. federal government building
  • Have a commemoration service at your local church or place of worship
  • Write letters or op-eds to local newspapers
  • Request to have guests on local talk shows, or meet with your local newspaper’s editorial board
  • Display posters and photos of East Timorese history and the Santa Cruz massacre

Please let us know what you’re planning! We can help provide materials and additional suggestions for action. We are preparing sample op-eds and letters for folks to use.

-- East Timor & Indonesia Action Network (ETAN)
718-596-7668; www.etan.org; etan@...

etanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetan

ETAN welcomes your financial support. For more info: http://etan.org/etan/donate.htm

John M. Miller         Internet: fbp@...

National Coordinator
ETAN
48 Duffield St., Brooklyn, NY 11201 USA
Phone: (718)596-7668      Fax: (718)222-4097
Mobile phone: (917)690-4391  Skype: john.m.miller

Send a blank e-mail message to info@... to find out
how to learn more about East Timor on the Internet

etanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetan

#4056 De: "Helena espadinha" <mhespadinha@...>
Data: Ter, 17 de Out de 2006 4:02 pm
Assunto: Relatório da ONU já foi entregue no Parlamento Nacional
lenalorosae
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Terça-feira, Outubro 17, 2006

Relatório da ONU já foi entregue no Parlamento Nacional

Díli, 17 Out (Lusa) - O relatório de uma comissão mandatada pelo secretário-geral da ONU identificando os responsáveis pela violência registadas em Abril e Maio em Timor-Leste, e recomendando procedimentos criminais, foi entregue hoje no Parlamento Nacional timorense, disse à Lusa fonte parlamentar.

.
Comments:
Agora mesmo, o relatoriu vai intregar para 4 institusoins em Dili;
1. Gabinete Premeiru Ministru de Dereitus Umanus
2. NGO forum
3. HAK
4. ......?
 
Vamos ver no que é que isto vai dar!
O filme segue dentro de momentos...
Eu preferia que fosse um filme de amor! Mas pode ser de acção, de terror, ou até de espionagem!
 
Esperamos que o Procurador Geral e Tribunal vai ter o maximo trabalho para assegurar a verdade e justica .....
 
foi esfaqueado um homem a frente do palacio do governo - alguém pode confirmar?
 
Não existe registo desse incidente junto das forças internacionais.
 
A CII escoderan o envolvimento directo do Xanana Gusmao a escrever a mao instrcoes ao rebelde Alfredo no dia 29-5-06 para ir estacionar em Aileu depois da cordenacao com as tropas Australianas , que tipo desta brincadeira , isto e que diz imparcial ..?????? sao coisas que sempre acontece no mundo de mintira . Ainda tenho actualmente estas evidencias na mao .
 
Para K pôr + axa na fougueira?
 
Se tens pk não entregas cópia a comissão?
 

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#4057 De: "Helena espadinha" <mhespadinha@...>
Data: Ter, 17 de Out de 2006 4:13 pm
Assunto: Relatório da CI - site do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos
lenalorosae
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http://www.ohchr.org

Independent Special Commission of Inquiry for Timor Leste

Geneva, 17 October 2006 -- Today the UN Independent Special Commission of Inquiry for Timor-Leste submitted its report to the National Parliament of Timor-Leste according to its mandate. A copy of the report was provided to each member of the National Parliament, the Prime Minister and the President of Timor-Leste.
>>> Full summary

Other versions: Bahasa Portuguese Tetum

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#4058 De: John M Miller <fbp@...>
Data: Ter, 17 de Out de 2006 7:07 pm
Assunto: ETAN on Commission of Inquiry Timor-Leste Report
etanjohn
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
contact: John M. Miller, 718-596-7668; etan@...

Commission of Inquiry Report Can Help Timor-Leste Overcome Divisions

But Context of Recent Violence Needs Attention

October 17 - The East Timor and Indonesia Action
Network (ETAN) today praised the work of the UN's
Commission of Inquiry (COI) into the violence in
Timor-Leste last April and May. The Commission’s
report helps clarify how divisions within and
among Timor-Leste's security forces, government
and society escalated into violence. It also
highlights institutional weaknesses and the fatal
effects of widespread weapons distribution, lack
of respect for legal process, and a culture of impunity.



The COI concluded that “the violent events of
April and May were more than a series of criminal
acts. They were the expression of deep-rooted
problems inherent in fragile State institutions
and a weak rule of law.” The Commission
identified suspects for criminal prosecution and
further investigation and described institutional
breakdowns which contributed to the violence.
Although the Commission focuses on particular
incidents of violence during the five days it was
mandated to investigate, the repercussions of
those incidents have victimized nearly all of the
people of Timor-Leste. Dozens were killed,
hundreds wounded, thousands had their houses
destroyed and tens of thousands have been
displaced from their homes for several months.
Equally important, the confidence of the citizens
in their newly independent state and in their
ability to govern themselves, has been severely shaken.

Follow up of all the COI’s recommendations is
crucial to establish criminal responsibility,
ensure accountability and to reassure the victims
that there will be justice. But deeper issues,
outside the Commission’s mandate, must also be
addressed if nation-building in Timor-Leste is to
serve both its own people and the exemplary role
it has been assigned by the United Nations.

Crucial issues such as poverty and unemployment,
widespread traumatization, accountability for
crimes during the Indonesian occupation, and
development of a broad-based understanding and
commitment to peaceful, constitutional political
dialogue must be dealt with as part of the
unfinished process of building the nation of
Timor-Leste. These factors all contributed to the
environment that allowed the events investigated
by the COI to occur and to escalate so quickly.
The UN and other international institutions have
recognized these problems since 1999 and must
continue to fulfill their responsibility to address them.

The Commission referred to manipulation by
“groups with specific political interests” and
“young men” who appeared at key crisis points,
but it did not explain the nature, motivations or
leaders of these shadowy elements. Further
exploration of these factors and their economic,
political and social context, is essential. We
encourage civil society, criminal investigators,
the United Nations and others to examine these
factors more closely – objectively determining
facts while refraining from the propagation of unfounded accusations.

Rebuilding National Unity

We urge Timor-Leste's leaders, political parties
and the general population to use the COI report
as an opportunity to recommit themselves to
national unity, as well as to examine their own
actions and experiences. They must work for the
benefit of the entire population and avoid
further finger-pointing or defensiveness. The COI
report is not the final word about what happened,
but it provides a foundation for re-focusing
attention on the rule of law and orderly, constitutional government processes.

Re-establishing the rule of law and holding
people accountable for illegal actions described
by the Commission is an important step. The COI
strongly recommended strengthening the judicial
system, with substantial international
participation in investigations, prosecutions and
trials. The international community must provide the promised support.

Timor-Leste’s people still live with their
memories of Indonesia’s quarter-century of
illegal military occupation; the majority of them
experienced this brutality first-hand or have
victims in their immediate families. This
unhealed mass trauma continues to strongly
influence the reactions of Dili residents, both
in their decisions to flee en masse last April
and in the fact that many still refuse to return
home. Patterns of behavior essential to the
independence struggle, including secrecy and
self-reliance, need to be transformed into
transparency, accountability, and open,
democratic debate. Regional differences must not
be manipulated, exacerbated, or used as excuses
for discrimination or factionalism.

Ending Impunity

The COI echoed popular concern for “an end to the
culture of impunity” which would be exacerbated
if perpetrators of the crimes of April and May
are not held accountable. In reality, impunity
for serious crimes has prevailed in Timor-Leste
since the Indonesian occupation. After seven
years and countless processes, Indonesia,
Timor-Leste and the United Nations have failed to
achieve accountability for crimes against
humanity committed between 1975 and 1999. This
impunity has led some in Timor-Leste to believe
that they would not be held accountable when they
commit violent crimes, either offensively or in
retaliation to violence against their colleagues.
Once again, we join with the Timorese people in
urging the creation of an international tribunal
to pursue the Indonesian generals and political
leaders who organized and ordered the worst
violations during the occupation. Only a credible
international tribunal can demonstrate that impunity will not prevail.

Elections

The 2007 Parliament and Presidential elections
will be crucial in resolving Timor-Leste’s
political differences. International assistance
with election mechanisms, civic education, and
ensuring a peaceful and free environment can help
reassure a distrusting population. The UN
Secretary-General’s recent appointment of a team
of experts to verify next year's elections is an
important step. As Timor-Leste enacts its
electoral law over the next few weeks, it is
important that Parliament establishes a level
playing field, so that voters from all parties
have confidence in the process. Most importantly,
we urge that campaigning be based on issues and
constructive policy proposals, rather than name
calling, geographic or historical stereotyping,
or ad hominem attacks. The COI avoided discussing
political factors behind the recent violence, but
those factors exist and it is essential for
Timor-Leste’s politicians, candidates, parties
and citizens to address them responsibly,
avoiding rumors and unfounded accusations while
suggesting specific institutional solutions.

Security Forces

Some of the recent problems emerged from the
unclear mandate, poor communications, violations
of legal and operational procedures, indiscipline
and other questionable activities of
Timor-Leste’s armed forces, the Falintil-FDTL.
Historical, personal, resource and regional
rivalries within and between the police and the
military must be transcended so that both
institutions serve the entire nation. Providing
employment and recognition for those who
dedicated their lives to the independence
struggle have proven complex and intractable.
Transforming parts of the resistance army into a
defense force has not resolved this problem.
Timor-Leste’s leaders and their international
advisors know more now than when UNTAET
established F-FDTL in early 2001. The necessity
and mandate for a separate defense force and for
paramilitary divisions of the police should be
carefully re-evaluated to meet current and future
needs for internal and external security.

All of the alleged perpetrators named by COI are
male, nearly all are or were members of the
police or military, and all of the identified
weapons involved came from police and military
inventories. We are concerned that the universal
military service law which is currently being
enacted by the post-Alkatiri government will
further increase the number of men with guns,
laying a foundation for further violence.

Economic Development

Widespread urban unemployment and the failure to
meet public expectations for post-independence
economic development are crucial to avoid the
recurrence of gang warfare and insecurity that
have frightened the population of Dili. Although
Timor-Leste has saved $800 million in oil
revenues in the Federal Reserve Bank, until
recently this money has not been used to provide
jobs or improve people’s standard of living.
Although setting aside some of these funds for
the future is admirable, donor support and some
petroleum revenues must be used to alleviate alienation today.

Oil revenues have proven to be a curse in most
countries similar to Timor-Leste. With 90% of its
GDP from petroleum exploitation, Timor-Leste is
at risk of falling into the oily pit of
corruption, violence and bad economic policies.
Timor-Leste may be able to reduce poverty with
oil money, but this will require the greatest
transparency and accountability to an informed population.

International economic and political assistance
remains necessary. The new UN mission’s (UNMIT)
priorities are reasonable for the short-term. We
hope that UNMIT will not repeat the limitations
or mistakes of past missions, and that all
international security personnel in Timor-Leste
will be part of a unified, UN-led command. But in
the end, Timor-Leste must stand on its own,
dealing with its problems in constructive and
legal ways without descending into violence. Only
then will the Democratic Republic of Timor-Leste
fulfill its name and its dream of an independent nation.

Background

The UN's Independent Special Commission of
Inquiry for Timor-Leste was established at the
request of then Foreign Minister José Ramos-Horta
in June. COI's main tasks were to establish the
facts and circumstances of "the incidents on
28-29 April, 23, 24 and 25 May and other related
events or issues which contributed to the
crisis." Its can be found at
http://www.ohchr.org/english/ in English, Tetum,
Portuguese, and Bahasa Indonesia.

Since 1991, ETAN
(<http://www.etan.org/>www.etan.org) has
advocated for democracy, justice and human rights
for East Timor and Indonesia. ETAN calls for an
international tribunal to prosecute crimes
against humanity committed in East Timor from
1975 to 1999 and for restrictions on U.S.
military assistance to Indonesia until there is
genuine reform of its security forces. ETAN is
planning to send observers for Timor-Leste's
planned parliamentary election next year.



etanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetan

John M. Miller         Internet: fbp@...
National Coordinator

East Timor & Indonesia Network
48 Duffield St., Brooklyn, NY 11201 USA
Phone: (718)596-7668      Mobile: (917)690-4391
Skype: john.m.miller  Web: http://www.etan.org

Send a blank e-mail message to info@... to find out
how to learn more about East Timor on the Internet

etanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetan

#4059 De: "Helena espadinha" <mhespadinha@...>
Data: Ter, 17 de Out de 2006 11:35 pm
Assunto: Xanana Gusmão ilibado de responsabilidade na violência de Abril e Maio
lenalorosae
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Relatório das Nações Unidas
Xanana Gusmão ilibado de responsabilidade na violência de Abril e Maio 
17.10.2006 - 12h23   Lusa, PUBLICO.PT
 
A comissão pede mais investigação para se perceber melhor a actuação do ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri

A comissão da ONU que investigou a onda de violência registada em Timor-Leste em Abril e Maio deste ano afirma que Xanana Gusmão não ordenou nem autorizou actos criminosos, mas recomenda a instauração de processos criminais aos ex-ministros Rogério Lobato e Roque Rodrigues e ao chefe das Forças Armadas, Taur Matan Ruak.

A comissão afirma ter reunido provas de que o major Alfredo Reinado e os homens sob o seu comando são suspeitos de terem cometido crimes durante o confronto armado ocorrido em Fatu Ahi no dia 23 de Maio.

Com base nessa conclusão, a comissão recomenda que o major Alfredo Reinado e os seus homens sejam alvo de processos criminais.

Em relação à actuação de Xanana Gusmão, a comissão salienta que, apesar de os poderes do Presidente da República serem "relativamente limitados", a natureza do seu papel e o seu estatuto como o mais destacado líder da luta pela independência "criaram um grande potencial para a não clareza das responsabilidades relativamente à governação".

"Embora seja evidente que o Presidente actuou adequadamente em relação ao comportamento inicial dos [militares] peticionários ao mandá-los de volta para as F-FDTL, alguns dos seus últimos pronunciamentos e actos mostram que o potencial para a não clareza das responsabilidades se concretizou", lê-se no relatório.

No entanto, "apesar de o Presidente dever ter mostrado maior comedimento e respeito pelos canais institucionais na comunicação directa com o major Reinado após a sua deserção [das Forças Armadas timorenses], o Presidente não ordenou ou autorizou o grupo de homens armados sob o comando do major Reinado a praticar actos criminosos", lê-se também no sumário do relatório.

Quanto ao discurso de 23 de Março, em que Xanana Gusmão criticou o despedimento dos 600 militares e desautorizou o comandante das F-FDTL (Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste), o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, a comissão considera que o Presidente deveria ter mostrado "maior contenção e respeito pelos canais institucionais" antes de se dirigir à nação.

"Similarmente, a comissão nota que, ao intervir pessoalmente junto do major Reinado (...), o Presidente da República não consultou nem cooperou com o comando das F-FDTL, aumentando desta forma a tensão entre o gabinete do Presidente e as F-FDTL".

Rogério Lobato, Roque Rodrigues e Taur Matan-Ruak responsabilizados pela distribuição armas

Segundo a comissão, Rogério Loabto (ex-ministro do Interior), Roque Rodrigues (ex-ministro da Defesa) e Taur Matan Ruak "actuaram sem autoridade legal e criaram uma situação de perigo potencial significativo" com a distribuição de armas da polícia e das Forças Armadas a civis.

Os três "deverão ser responsabilizados pela transferência ilegal de armas", lê-se no relatório da comissão liderada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro. A comissão salienta ainda "a ausência de um controlo sistemático das armas e munições no sector da segurança, particularmente na PNTL".

"A comissão considera que o ministro do Interior Rogério Lobato e o comandante geral [da PNTL] Paulo Martins passaram por cima dos procedimentos institucionais irregularmente transferindo armas dentro da instituição", acrescenta.

Comissão recomenda investigação adicional a Mari Alkatiri

A comissão recomenda ainda uma investigação adicional para determinar se o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri deve ser responsabilizado criminalmente pela distribuição de armas a civis. No relatório hoje entregue ao Parlamento Nacional de Timor-Leste e divulgado no site da Comissão dos Direitos Humanos da ONU, a comissão adianta não ter encontrado provas que sustentassem uma recomendação para que Alkatiri seja acusado de "envolvimento pessoal" na distribuição, posse ou utilização ilegal de armas.

A comissão adianta ter recebido informações que "levam à suspeita" de que Alkatiri sabia da distribuição ilegal de armas da polícia pelo ex-ministro do Interior Rogério Lobato. "Em conformidade, a comissão recomendou uma investigação adicional para determinar se o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri deve ser responsabilizado criminalmente" em relação à distribuição de armas, lê-se no resumo do relatório.

A comissão de inquérito da ONU considera que Alkatiri "não usou a sua autoridade firme para denunciar a transferência de armas do sector de segurança a civis face a informações credíveis de que essa transferência estava em curso e envolveu membros do Governo".

Governo de Alkatiri não respeitou procedimentos legais

Em relação à manifestação de ex-militares, que decorreu a 28 de Abril, em Díli, a comissão considera que o Governo de Alkatiri não respeitou os procedimentos legais ao ordenar a intervenção das Forças Armadas para pôr termo aos confrontos então ocorridos, uma questão pela qual os "membros do gabinete de crise que tomaram a decisão e em particular o antigo primeiro-ministro têm responsabilidade".

A comissão concluiu também que "não houve o massacre de 60 pessoas em Taci Tolu", arredores de Díli, pelas Forças Armadas em 28 e 29 de Abril, como foi denunciado por alguns militares e políticos que se opunham a Mari Alkatiri.

A comissão reconhece que o Governo liderado por Alkatiri tentou encontrar soluções políticas para a questão dos ex-militares peticionários, mas tendo em conta a gravidade dos problemas criados na polícia e nas Forças Armadas, a equipa de investigadores da ONU "conclui que o Governo foi insuficientemente pró-activo".

-----------------------------------------

xxxxxxxxxx
Independent Special Commission of Inquiry
for Timor Leste - Comunicação de imprensa


xxxxxxxxxx


17 de Outubro de 2006

De acordo com o seu mandato, a Comissão Especial Independente de Inquérito para Timor-Leste submeteu hoje o seu relatório ao Parlamento Nacional de Timor-Leste. Foi fornecida uma cópia do relatório a cada membro do Parlamento Nacional, ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República.

A Comissão foi criada na sequência do pedido formulado pelo então Ministro de Estado e Ministro dos Negócios Estrangeiros José Ramos-Horta. O seu mandato consistia em estabelecer os factos e circunstâncias que estiveram na base dos incidentes dos dias 28 e 29 de Abril e 23-25 de Maio de 2006, bem como os acontecimentos ou questões que contribuíram para a crise; clarificar a responsabilidade pelos acontecimentos; e recomendar medidas de responsabilização pelos crimes e graves violações de direitos humanos alegadamente cometidos durante o período especificado.

Após exame cuidadoso de mais de 2000 documentos e mais de 200 entrevistas levadas a cabo pelo Secretariado da Comissão e pelos Comissários, a Comissão fez as suas conclusões, constatações e recomendações.

As constatações importantes da Comissão incluíram o seguinte:

28-29 de Abril

· Que o Governo não observou os necessários procedimentos legais ao autorizar a F-FDTL para intervir no dia 28 de Abril de 2006, uma questão pela qual os membros do Gabinete de Crise que tomaram a decisão, e particularmente o ex-Primeiro-Ministro, têm responsabilidade.

· Que não houve massacre por parte da F-FDTL de 60 pessoas em Taci Tolu no dia 28/29 de Abril.

23 de Maio

· Que as provas determinam que existem bases razoáveis para se suspeitar que o Major Reinado e os homens que integravam o seu grupo cometeram crimes contra vidas e pessoas durante o confronto armado ocorrido em Fatu Ahi.

· Que embora o Presidente devesse ter mostrado maior contenção e respeito pelos canais institucionais ao comunicar-se directamente com o Major Reinado após a deserção deste, o Presidente não ordenou e não autorizou que o grupo de homens armados sob o comando do Major Reinado cometesse acções criminosas.

25 de Maio

· Que o Chefe da Força de Defesa Taur Matan Ruak não pode ser responsabilizado criminalmente pelo tiroteio contra os membros da PNTL desarmados por parte de soldados da F-FDTL depois que o cessar-fogo havia sido estabelecido no dia 25 de Maio, mas que o Chefe da Força de Defesa não esgotou todas as vias ou para evitar ou para pôr termo ao confronto entre a F-FDTL e a PNTL.

Armas

· Que foram distribuídas armas da PNTL e da F-FDTL a civis.

· Que houve uma ausência sistemática de controlo sobre armas e munições no seio do sector de segurança, particularmente a nível da PNTL. A Comissão constata que o Ministro do Interior Rogério Lobato e o Comandante-Geral Paulo Martins contornaram os procedimentos institucionais ao transferirem irregularmente armas dentro da instituição.

· Que, ao armar civis, o Ministro do Interior Rogério Lobato, o Ministro da Defesa Roque Rodrigues e o Chefe da Força de Defesa Taur Matan Ruak actuaram sem base legal e criaram uma situação de perigo potencial significativo. Eles deveriam ser responsabilizados pela transferência ilegal de armas.

· Em relação ao ex-Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, a Comissão constatou que ele não usou a sua firme autoridade para denunciar a transferência de armas do sector de segurança a civis em face de informações credíveis de que tal transferência estava a ter lugar e envolvia membros do Governo.

· Que não existem provas perante a Comissão que pudessem levá-la a recomendar que o ex-Primeiro-Ministro Mari Alkatiri seja processado judicialmente por estar pessoalmente envolvido na movimentação, posse e uso ilegal de armas. Entretanto, existe informação perante a Comissão que leva a suspeitar que o ex-Primeiro-Ministro estava ao corrente da armação ilegal de civis com armas da PNTL por parte de Rogério Lobato. Nesta conformidade, a Comissão recomendou que se leve a cabo investigações mais extensas para se determinar se o ex-Primeiro-Ministro Mari Alkatiri tem alguma responsabilidade criminal quanto à crimes de armas.

A Comissão identificou numerosas pessoas em relação às quais existem bases razoáveis para se suspeitar da sua participação directa em actos criminosos durante a crise e recomendou que tais pessoas sejam processadas judicialmente. A Comissão identificou igualmente pessoas de interesse, cujo envolvimento nos acontecimentos de Abril e Maio requerem investigações mais extensas.

A Comissão recomendou no seu relatório que os casos de crime deveriam ser tratados imparcialmente e sem interferência política no quadro do sistema judicial nacional, conduzidos por juizes, procuradores e defensores públicos independentes e internacionais especialmente destacados para tratarem dos casos resultantes dos acontecimentos de Abril e Maio de 2006.

A Comissão examinou também a responsabilidade institucional de vários indivíduos e instituições. A Comissão chegou à conclusão de que a fragilidade de várias instituições do Estado e a debilidade do primado da lei constituíram os factores subjacentes que contribuíram para a crise.

A Comissão confia que as suas conclusões, constatações e recomendações merecerão uma séria consideração e que o relatório servirá de referência para reforçar as instituições do país. A Comissão espera também que o relatório venha a contribuir para o restabelecimento da confiança nas instituições do Governo e no primado da lei.

Finalmente, a Comissão gostaria de expressar o seu apreço pela total cooperação que lhe foi estendida por todos os indivíduos e instituições.

Questions and answers

A comunicação social (media) pode dirigir quaisquer perguntas ao Sr. José Luis Díaz, Porta-voz, Gabinete do Alto Comissário para os Direitos Humanos, através do telefone no. +41229179242, ou +41792173009, ou ainda através do jdiaz@....


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Version: 7.1.408 / Virus Database: 268.13.4/476 - Release Date: 14-10-2006


#4060 De: "Sarandes Nuno" <nuno.sarandes@...>
Data: Qua, 18 de Out de 2006 9:39 pm
Assunto: FW: Nova acção sobre o Tratado do Comércio de Armas. Colabore!
nunosarandes
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

 

 

Nuno Sarandes

Dir. Informática

Grupo Desenvolvimento Não-Vida

Telf: 213183776

nuno.sarandes@...


From: L.Marques@... [mailto:L.Marques@...]
Sent: quarta-feira, 18 de Outubro de 2006 18:15
Subject: Nova acção sobre o Tratado do Comércio de Armas. Colabore!

 



Car@s amig@s


Está neste momento a decorrer a Assembleia Geral das Nações Unidas que decidirá sobre o início dos trabalhos para a concretização de um Tratado sobre o Comércio de Armas.  Com apenas um "clik", os activistas podem enviar emails para os Ministérios dos Negócios Estrangeiras de oitos países lembrando-lhes a necessidade de apoiar um Tratado Internacional de Comércio de Armas que faça referências explícitas aos Direitos Humanos.

Mais de oitenta estados (de um total de 192) já apoiam a resolução sobre o Tratado Internacional de Comércio de Armas no Primeiro Comité da Assembleia Geral das Nações Unidas, o que é bastante promissor. A votação decorrerá possivelmente a 25 de Outubro, quarta-feira. Esta última fase antes da votação é, deste modo, absolutamente crucial para exercermos pressão e assegurarmo-nos de que a resolução segue com uma maioria absoluta e complete três anos de campanha com sucesso.

Esperamos encorajar o maior número possível de activistas a agir quanto antes - os próximos dias da campanha serão cruciais à medida que o voto na Assembleia Geral se aproxima.

Colabore! Vá a http://www.controlarms.org/act_now/action_att.htm e dê-nos de novo o seu apoio!

Obrigada!


Luisa Marques
Coordenadora de Campanhas e Estruturas
Amnistia Internacional Portugal
Telf: 21 386 16 52
Fax: 21 386 17 82
e-mail: l.marques@...

---------------------------------------------------------------------------------------------------------
*Existem 639 milhões de armas no mundo - uma arma para cada dez pessoas
*Todos os anos morrem em média 500,000 pessoas vítimas de violência armada - uma pessoa por minuto!
Apoie a implementação de um Tratado Internacional que regule o Comércio de Armas. Seja um num Milhão: www.controlarms.org


#4061 De: "Helena espadinha" <mhespadinha@...>
Data: Sáb, 21 de Out de 2006 10:24 am
Assunto: Timor-Leste - Xanana marca eleições para Maio de 2007
lenalorosae
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2006-10-21 - 00:00:00            Lirio da Fonseca, Reuters
As eleições presidenciais e legislativas em Timor-Leste realizam-se até de 20 de Maio do próximo ano, quando se celebra o 5.º aniversário da restauração da independência, anunciou ontem em comunicado a Presidência da República.

Num encontro com jornalistas timorenses no Palácio das Cinzas, sede da presidência, que contou com a presença do primeiro-ministro, José Ramos-Horta, o presidente da República, Xanana Gusmão referiu que as presidenciais decorrerão até ao final de Março, seguindo-se as legislativas até 20 de Maio. Fonte do Tribunal de Recurso – que tem funções de Supremo Tribunal em Timor-Leste –, revelou ontem que estão em condições de concorrer às legislativas 13 formações partidárias.

No comunicado da presidência, Xanana Gusmão declara-se “confiante que a crise será ultrapassada”, após a maratona de encontros que manteve ao longo da semana com líderes religiosos e partidários. Todos esses contactos foram realizados dada a situação política no país e a divulgação, na terça-feira passada, do relatório elaborado por uma comissão da ONU sobre a violência registada em Abril e Maio passado em Timor-Leste.
 
Refira-se que foi ontem anunciado que Ramos-Horta será recebido pelo Papa Bento XVI na próxima semana. 


                             
O presidente timorenseO presidente timorense
   
 
 




--
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Version: 7.1.408 / Virus Database: 268.13.8/489 - Release Date: 20-10-2006


#4062 De: "Sarandes Nuno" <nuno.sarandes@...>
Data: Ter, 24 de Out de 2006 3:47 pm
Assunto: FW: Amnistia Internacional Portugal, por um Natal mais justo
nunosarandes
Enviar e-mail Enviar e-mail
 

 

 

Nuno Sarandes

Dir. Informática

Grupo Desenvolvimento Não-Vida

Telf: 213183776

nuno.sarandes@...


From: F.Marques@... [mailto:F.Marques@...]
Sent: terça-feira, 24 de Outubro de 2006 16:07
Subject: Amnistia Internacional Portugal, por um Natal mais justo

 


Caros/as amigos/as,
-

Em anexo envio as sugestões de prenda de Natal da Amnistia Internacional Portugal. São cabazes de artigos alimentares do Comércio Justo, cujos preços variam entre os 5 e os 50 euros, uma boa sugestão de presente para os seus amigos, familiares, colaboradores, fornecedores e clientes.
 
Assim, para além de fazer um donativo à Amnistia Internacional (cerca de 15% do valor dos cabazes reverte directamente para o trabalho que AI-Portugal desenvolve na defesa e promoção dos Direitos Humanos), ao comprarem e oferecerem os artigos que propomos estão a contribuir para um Mundo mais justo.

E porquê o comércio justo?

Porque o comércio justo é uma alternativa ao comércio convencional, rege-se por valores éticos, sociais e ecológicos com produtos de qualidade.
É uma parceria entre produtores e consumidores que pretende atingir o desenvolvimento sustentável e para melhorar as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores.

Os princípios do Comércio Justo são:

·        Redução da cadeia de Intermediários,
·        Pagamento do preço justo ao produtor,
·        Condições laborais dignas,
·        Desenvolvimento sustentável através do estabelecimento de relações comerciais estáveis e de longo prazo,
·        Pagamento adiantado ao produtor, até 60%, o que permite produzir sem endividamento,
·        Investimento dos resultados em beneficio da população,
·        Respeito pelo Meio Ambiente,
·        Produtos de Qualidade,
·        Condenar o trabalho infantil e qualquer espécie de discriminação (sexo, raça ou religião).

Por isso apelamos a que nesta quadra de consumo optem por uma prenda mais justa.

Por favor divulguem este e-mail.

Em nome da Amnistia Internacional muito obrigado,



Fernando Marques
Amnistia Internacional Portugal
Coordenação e Gestão de Projectos / Project Coordinator
Telf: 21 386 16 52
Fax  21 386 17 82
e-mail: f.marques@...


#4063 De: <drchryschrystello@...>
Data: Sáb, 28 de Out de 2006 11:15 am
Assunto: Fw: ex-mo presisa bolso de estudo para continua o meuestudo em universidade
chrystello
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recebi este apelo dum estudante timorense, pode ser legítimo ou não que nos
dias que correm ninguém sabe, mas quem estiver em condições de verificar in
loco se este estudante está em Yogyakarta a estudar pode divulgar este
pedido que me veio endereçado

Chrys CHRYSTELLO,

----- Original Message -----
From: "salzemarry" <salzemarry@...>
To: <drchryschrystello@...>
Sent: Friday, October 27, 2006 11:35 PM
Subject: ex-mo presisa bolso de estudo para continua o meuestudo em
universidade


ex-mo
  pole o meu respeito  para senhor   ajudar me para contino  o meu
estudo foi uninersidade  eu sou timorense , timor leste  agorora estudo
em indonesia mas nao tem dinheiro para   ajuda me ex-mo  pelo o meu
proposal  , senhor compara para ajuda . este omeu e-mail
salzemarry@....

  so este o meu carta para senhor e agenda paera ajuda meu  , respende .



   biodata o meu;
    nome      : Agos tinho marques ximenes
    estuda    : em indonesia  escola tecnici akprond yogyakarta indonesia
    anos      ;  20 anos (13-3-198/ baucau diocese baucau)
    religoao  ; katolika

                                             Agostinho marques ximenes

#4064 De: "Chrys Chrystello" <drchryschrystello@...>
Data: Sáb, 28 de Out de 2006 1:21 pm
Assunto: Fw: ex-mo presisa bolso de estudo para continua o meuestudo em universidade
chrystello
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Subject: Fw: ex-mo presisa bolso de estudo para continua o meuestudo em
universidade


>
> Subject: Fw: ex-mo presisa bolso de estudo para continua o meuestudo em
> universidade
>
>
>> recebi este apelo dum estudante timorense, pode ser legítimo ou não que
>> nos dias que correm ninguém sabe, mas quem estiver em condições de
>> verificar in loco se este estudante está em Yogyakarta a estudar pode
>> divulgar este pedido que me veio endereçado
>>
>> Chrys CHRYSTELLO,
>>
>> ----- Original Message -----
>> From: "salzemarry" <salzemarry@...>
>> To: <drchryschrystello@...>
>> Sent: Friday, October 27, 2006 11:35 PM
>> Subject: ex-mo presisa bolso de estudo para continua o meuestudo em
>> universidade
>>
>>
>> ex-mo
>> pole o meu respeito  para senhor   ajudar me para contino  o meu
>> estudo foi uninersidade  eu sou timorense , timor leste  agorora estudo
>> em indonesia mas nao tem dinheiro para   ajuda me ex-mo  pelo o meu
>> proposal  , senhor compara para ajuda . este omeu e-mail
>> salzemarry@....
>>
>> so este o meu carta para senhor e agenda paera ajuda meu  , respende .
>>
>>
>>
>>  biodata o meu;
>>   nome      : Agos tinho marques ximenes
>>   estuda    : em indonesia  escola tecnici akprond yogyakarta indonesia
>>   anos      ;  20 anos (13-3-198/ baucau diocese baucau)
>>   religoao  ; katolika
>>
>>                                            Agostinho marques ximenes
>>
>>
>>
>>
>

#4065 De: John M Miller <fbp@...>
Data: Sáb, 11 de Nov de 2006 6:35 pm
Assunto: ETAN: On 15th Anniversary of Timor Massacre Rights Network Calls for Justice
etanjohn
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
On 15th

Anniversary of Timor Massacre Rights Network Calls for Justice

ETAN Urges Administration, New Congress to Support International Tribunal

For Immediate Release

Contact: <mailto:john@...>John M. Miller,
718-596-7668; mobile: 917-690-4391, john@...

November 12, 2006 - On the fifteenth anniversary
of the infamous massacre at Santa Cruz cemetery
in Timor-Leste, the East Timor and Indonesia
Action Network (ETAN) called for justice for its
victims and their families, as well as the many
others killed and victimized during Indonesia’s
invasion and occupation of the territory from
1975 to 1999. The 1991 massacre -- witnessed and
filmed by foreign journalists – was a turning
point in Timor-Leste’s struggle for self-determination.

“East Timor is now independent, but its people
cannot overcome their tragic past until there is
accountability for decades of systematic human
rights violations by the Indonesian military,”
said John M. Miller, National Coordinator of
ETAN. “This de facto impunity has an impact on
Timor-Leste today, contributing to the current
security crisis which forced half the capital’s
residents from their homes. ETAN will not rest until justice is done.”

“We urge the new Congress to take action toward
accountability and justice, moving beyond the
Bush administration’s lip service to support  for
an international tribunal to try crimes against
humanity committed in Timor-Leste,” said Miller.
“Congress should address the recommendations of
Timor-Leste’s truth and reconciliation
commission, especially its calls for a tribunal,
reparations and restrictions on assistance to
Indonesia’s military. By doing so, Congress will
demonstrate its commitment to human rights and
begin to redress the years of active U.S. support
for Indonesia's brutal,  illegal occupation of Timor-Leste,” added Miller.

“On this important anniversary, we again join
with the Timorese people in urging the United
States and the international community to
seriously pursue the Indonesian generals and
political leaders who organized and directed
numerous crimes during the 24-years of illegal
occupation. A credible international tribunal is
the only way to end impunity,” said Miller.

“After seven years and numerous  processes,
neither Indonesia, Timor-Leste nor the United
Nations has mustered the political will needed to
achieve accountability,” said Miller.
“Unfortunately, this impunity leads some in
Timor-Leste to believe they will not be held
accountable when they commit violent crimes and
sometimes motivates violent retaliation by
victims who do not expect redress from the legal system.”

Background

On November 12, 1991, Indonesian troops opened
fire on a memorial procession which had become a
peaceful pro-independence demonstration at the
Santa Cruz cemetery in Dili, Timor-Leste’s
capital. More than 270 mostly-young Timorese were
murdered. This massacre, unlike many others
committed during Indonesia's 24-year occupation,
was witnessed by international journalists, whose
video and photographs were shown worldwide. The
Santa Cruz massacre galvanized international
support for Timor-Leste and was the catalyst for
congressional action to stem the flow of U.S.
weapons and other assistance for Indonesia’s security forces.

During more than two decades of occupation of
Timor-Leste, Indonesian soldiers committed
serious crimes with impunity, taking well over
100,000 Timorese lives and torturing and displacing countless others.

Timor-Leste's Commission for Reception, Truth and
Reconciliation researched and documented the new
nation’s experiences during the occupation. The
Commission recommended establishment of an
international criminal tribunal and also
advocated that countries (including the U.S.)
which backed the occupation and corporations
which sold weapons to Indonesia during that
period to pay reparations to victims. The
commission urged the international community not
to support Indonesia's military until it was
thoroughly reformed and respectful of human rights.

ETAN was formed in reaction to the Santa Cruz
massacre. The U.S.-based organization advocates
for democracy, justice and human rights for
Timor-Leste and Indonesia. For more information
on the massacre see
<http://etan.org/timor/SntaCRUZ.htm>http://etan.org/timor/SntaCRUZ.htm
or see ETAN's web site: <http://www.etan.org>http://www.etan.org.

-30-



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info: http://etan.org/etan/donate.htm

John M. Miller         Internet: fbp@...
National Coordinator
ETAN
PO Box 21873, Brooklyn, NY 11202-1873 USA
Phone: (718)596-7668      Fax: (718)222-4097
Mobile phone: (917)690-4391  Skype: john.m.miller
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#4066 De: John M Miller <fbp@...>
Data: Sex, 17 de Nov de 2006 11:06 pm
Assunto: Groups Urge Bush Not to Offer Military Assistance to Indonesian President
etanjohn
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Groups Urge Bush Not to Offer Military Assistance to Indonesian President

For Immediate Release

Contact: John M. Miller;  917-690-4391 (cell)

November 18 - A wide range of U.S. organizations have urged President
Bush "to refrain from promising any military assistance to
Indonesia's armed forces" on his upcoming visit to Indonesia.

President Bush will meet with Indonesia's President Susilo Bambang
Yudhoyono in Bogor on Monday.

In a letter to Bush, 53 human rights, labor, religious, peace and
other groups called "restrictions on U.S. assistance to the
Indonesian military are essential to promote concrete, demonstrable
progress in the areas of military reform, accountability, and respect
for human rights in Indonesia and Timor-Leste."

The groups urged the president "to maintain the best leverage the
U.S. has - withholding prestigious U.S. military assistance,
including foreign military financing and training such as IMET and
JCET - to demonstrate that the U.S. government's commitment to these
issues goes deeper than words to actual action."

The letter cites ongoing human rights violations, military
involvement in illegal businesses and militia, and the "territorial
command" system, through which the military operates a shadow
government, exerting undue influence.

"Indonesia's human rights courts have proven incapable of bringing
Indonesian military and police perpetrators of serious human rights
violations to justice...," The letter states. "No senior officials
have been convicted for the widespread crimes against humanity and
war crimes committed in Timor-Leste from 1975-1999."

"Past restrictions on assistance to the Indonesian military provided
vital leverage to bolster Indonesian reform efforts," the groups
wrote. They criticized last year's waiver by the administration of
congressional restrictions on military assistance.

The letter was organized by the East Timor and Indonesia Action
Network (ETAN). Among the signers are Amnesty International,
Leadership Conference of Women Religious, Torture Abolition and
Survivors Support Coalition International, United for Peace and
Justice, Peace Action,  Pax Christi USA, School of the Americas
Watch, Veterans for Peace, Women's International League for Peace and
Freedom, and the West Papua Advocacy Team.

The full text of the letter and a complete list of signers can be
found at www.etan.org.

Background

In November 2005, <http://etan.org/news/2005/11conf.htm>Congress
agreed to continue restrictions on foreign military financing (FMF)
and export of "lethal" military equipment to Indonesia until human
rights and other conditions were met. Two days after the bill became
law, <http://etan.org/news/2005/11waiver.htm>the Department of State
issued a waiver removing these restrictions. Congress had imposed
various restrictions on military assistance for Indonesia since 1992.

When issuing the waiver, the State Department pledged that the Bush
administration would "carefully calibrate" any assistance to the
Indonesian military (TNI). Instead, the administration's actions have
demonstrated a policy of nearly unrestrained engagement with the TNI.

In its <http://etan.org/news/2006/cavr.htm>final report, East Timor's
Commission for Reception, Truth and Reconciliation called on
countries to make military assistance to Indonesia "totally
conditional on progress towards full democratisation, the
subordination of the military to the rule of law and civilian
government, and strict adherence with international human rights..."

ETAN advocates for democracy, justice and human rights for East Timor
and Indonesia. ETAN calls for an international tribunal to prosecute
crimes against humanity committed in East Timor from 1975 to 1999 and
for restrictions on U.S. military assistance to Indonesia until there
is genuine reform of its security forces. For additional background,
see www.etan.org.




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#4067 De: "Helena espadinha" <mhespadinha@...>
Data: Dom, 19 de Nov de 2006 10:54 pm
Assunto: A teoria das conspirações - Parte I e II - Xanana Gusmão
lenalorosae
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(I parte)

 

                                   A teoria das conspirações

 

                                                           I

 

            Hoje, o Timor-Leste livre e independente, é um espaço territorial onde as pessoas vivem ou com medo, ou com desconfianças ou com acusações.

 

            A sociedade tornou-se ela mesma o veículo célere das informações deturpadas, dos rumores que se criam, das cartas anónimas que agradam tanto a muitas pessoas, que consideram isso tudo como a arma da propaganda (que, por acasos do destino,) aparecem sempre em sua defesa.

 

            Nesta República Democrática, as pessoas supostamente idóneas já não dão a cara, porque fazem tudo no obscuro dos engendros tecnológicos, produzindo o maná que sòmente sacia a sua vontade irreprimível de se satisfazer ou de satisfazer quem pode garantir o espaço... de dignidade, que não encontrariam em outros espaços ou condições.

 

            A moral deixou-se subjugar pelo insaciável desejo de retêr os benefícios pessoais, em nome da história e de outros incongruentes argumentos.

 

            A nossa sociedade tornou-se uma sociedade mórbida, uma sociedade em que os sorrisos são falsos e em que o pensamento é orientado para a promiscuidade dos interesses muito mesquinhos.

 

            A nossa sociedade tornou-se uma sociedade amorfa de sentimentos, porque os sentimentos deixaram de ser humanistas, para serem medidos pelo dinheiro.

 

            Ultimamente, elites intelectuais e políticos tentam entreter-nos com teorias de conspiração.

 

            No mundo moderno, assistimos também a muitas teorias de conspiração, inventadas por governos e países, que tentam iludir a consciência dos seus cidadãos, no intuito de legitimar as acções perversas que esses governos e países cometem em relação aos seus próprios cidadãos e em relação a cidadãos de outros países.

 

            As teorias de conspiração nascem sobretudo de cérebros que não produzem, desses cérebros que só pensam e pensam mal, porque pensam que o que pensam é uma ciência incontornável.

 

            As teorias de conspiração ganham a sensação de ‘verdade’ para essas pessoas que vivem o tempo, formulando essas teorias, porque essas teorias ficaram a ser a realidade diária do seu pensar.

 

            Por outro lado, há pessoas que gostam de apresentar teorias de conspiração para poderem aparecer como as vítimas injustas... dos seus próprios actos.

 

            Essas pessoas, normalmente, padecem de uma enorme falta de segurança. Sofrem a paranóia de que são perseguidas. As teorias de conspiração que tecem à sua volta, são uma forma de se sentirem seguros, na sua própria consciência ou, em melhores palavras, no seu ‘ego’, porque repelem toda e qualquer ideia ou possibilidade de erro.

 

            Essas pessoas, afinal das contas, têm medo de si mesmas, têm medo da conclusão que as suas consciências possam dizer que erraram.

 

            Assim as teorias de conspiração ilibam-nas de qualquer sentimento de culpa.

 

            Mas o pior de tudo isso, é que os seus seguidores se tornam os melhores agentes de uma rede que montaram para impôr, ao mundo, essa teoria de conspiração. Tem os seus porta-vozes espalhados em muitos países, como a Austrália e Portugal. Esses seus representantes puderam sair do ostracismo, em que se encontravam, e hoje revelam-se fulgurantes máquinas de informação e de propaganda... da conspiração.

 

            E fazem tudo – aproveitam a inventar histórias, aproveitam a distribuir as cartas anónimas (que eles próprios produzem), aproveitam a acusar outras pessoas. Em suma, passaram a uma orquestrada  ofensiva... em sua própria defesa!

 

                                                           II

 

 

            Todos pudemos ter acesso ao documento intitulado ‘Análise da situação e perspectivas’, feito pelo Comité Central da Fretilin, de 29 de Outubro findo.

 

            Como Presidente da República, apesar de não me surpreender, devo dizer que me perturba o teor político da análise que o CCF emitiu:

 

            I. A crise, as suas causas e desenvolvimento

 

         A crise vivida em Timor-Leste radica-se, essencialmente, num conflito de natureza política onde o desrespeito pela ordem constitucional democrática e os meios e formas de agir reflectem o carácter profundamente anti-democrático e golpista.’

 

            Desta lindíssima frase, podemos tirar duas peças importantes que sugerem a total falta de honestidade política e representam um insulto às mentes comuns de cidadãos comuns:

 

a.      ‘desrespeito pela ordem constitucional democrática’

b.      ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’

 

O documento enumera vários acontecimentos que o Comité Central da Fretilin considerou reflectirem a natureza e o carácter de uma conspiração que veio apresentando as mais diversas facetas.

 

O CCF teve o cuidado de juntar diferentes peças para fazer um carro e isso lembra o caso da Oficina dos Veteranos, em Taibesse, onde entrava um Land Cruiser e saia um Tata. (O malasiano que trabalhava ali, em sociedade com respeitadas pessoas, estragou o nome e a credibilidade da oficina, tendo partilhado com os seus sócios centenas de milhares de dólares... e foi ajudado a fugir, para ilibar os seus sócios. Quem pagou com aquilo tudo, foram os pobres veteranos da oficina.)

 

E o documento continua assim:

 

 As acções para pôr em causa a ordem constitucional reuniram actores internos e externos e passaram por diferentes etapas e tomaram as mais diversas formas’. ( O tracejado é meu!)

 

 

1.      O primeiro argumento é sobre uma ‘tentativa de forçar a criação de um Governo de Unidade Nacional em 2002’.

 

Quando se utiliza a palavra ‘forçar’, quer-se dar a ideia de ‘uso de força’ ou, no mínimo, ‘uma pressão política de tal ordem que inviabilizou, mesmo momentâneamente, um determinado processo’.

 

            O ‘Lapanggan Pramuka’ denominou-se ‘Campo de Democracia’ por um evento (agora, sim, percebemos que foi totalmente anti-democrático) que reuniu todos os partidos políticos da altura, concorrentes às eleições para a Assembleia Constituinte. Eu disse atrás ‘reuniu’ e queria dizer juntou, fez aparecer juntos no evento.

 

            Ninguém, quanto a mim, forçou ou obrigou a Fretilin a tomar parte do evento. (Devo dizer que foi essa a minha percepção, naquela altura, já que eu estava totalmente fora do processo político em Timor, sendo um cidadão ordinário, totalmente livre de estatutos e privilégios).

 

            Ao que eu sabia, na altura, foi que:

           

            - considerando-se que o factor da Unidade Nacional foi crucial nos tempos difíceis da Resistência,

            - considerando-se também a pouca firmeza do espírito democrático da população em geral, ainda com os ressentimentos provocados pela violência e destruição de Setembro de 1999,

            - considerando-se que a ruptura feita pela Fretilin com o CNRT, em Agosto de 2000, tornava o processo democrático bastante frágil e

- considerando-se que essa fragilidade democrática foi tantas vezes posta à prova em todo o 2000 e 2001,

           

            Se tornava necessário que os Partidos se juntassem num esforço de apelo e compromisso à Unidade Nacional, assinando eles todos o Pacto de Unidade Nacional.

 

            A Fretilin participou e assinou o documento e eu acredito sinceramente, ninguém forçou, ninguém obrigou nem ninguém ameaçou de morte os históricos líderes da Fretilin.

 

            Foi esse documento que, posteriormente, partidos e pessoas utilizaram para mencionar esse tal Governo de Unidade Nacional. Mas o facto de as pessoas criticarem e mencionarem o Pacto de Unidade Nacional, como argumento para as suas ideias, pode ser já considerado que reflecte um ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’?

 

            A Constituição foi aprovada, com a Fretilin detendo a maioria absoluta, na Assembleia Constituinte (onde os deputados eram também o Dr. Mari Alkatiri, a Dra. Ana Pessoa, o Dr. José Reis, o Dr. José Manuel Fernandes e outros tantos distintos).

 

            A Constituição garante, no seu artigo 40.º, a liberdade de expressão e de opinião e, afirma expressamente, essa liberdade ‘não pode ser limitada por qualquer tipo de censura’.

 

 

2.      O segundo argumento é de que houve uma ‘pressão política a favor de novas eleições em 2002’.

 

            Fui um dos defensores desta ideia e por uma razão muito simples! As eleições de Agosto de 2001, foram para o quadro de uma Assembleia Constituinte. Assistimos a um processo muito democrático de campanhas, contudo todos os partidos fizeram as suas campanhas centrando na elaboração de uma Constituição para a República.

 

            Nenhum Partido apresentou, na altura, um programa político de governo ao eleitorado, ao Povo. No início, como estávamos e estamos, de exercício de soberania, o povo tem que ser educado a eleger os seus representantes pelos programas que os partidos apresentam.

 

            Defender esta ideia, expressar esta ideia em voz alta, é já fazer ‘pressão política’? Como disse atrás, ‘pressão política’ só pode ser percebida se houve ‘acções que, mesmo que momentaneamente, tivessem inviabilizado um processo’. E não houve!

 

            Se, falar para se expressar uma ideia, é já pressão política, a Constituição não tem valor! E a CPD-RDTL tinha razão: a restauração da independência (proclamada em 28Nov75) devia restaurar tudo, a começar pela Constituição da RDTL de 1975! E restaurava-se também o I Presidente da República, Francisco Xavier do Amaral!

 

Mas, onde é que este país vai parar se todos temos que nos curvar aos desejos supremos de um Partido de maioria no poder? Onde é que este país vai parar, se os interesses do Partido da maioria devem sempre prevalecer?

 

            E verdade seja dita, esses interesses têm prevalecido: a mudança automática da Assembleia Constituinte para o Parlamento Nacional, é um facto! Reclamou-se, mas a mudança foi sempre respeitada! Pode-se enumerar as incontáveis vezes em que os interesses da maioria sempre prevaleceram! Ninguém se vai esquecer da célebre frase: ‘não vamos mudar nem um ponto nem uma virgula’!

 

            Com todo este poder para fazer prevalecer os seus interesses, vem o CCF (do Congresso de Maio de 2006) afirmar que houve pressão política para novas eleições em 2002 e que isso constitui um ‘desrespeito pela ordem constitucional democrática’? E o facto de se defender esta ideia, reflecte um ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’?

 

            Por amor de Deus, Senhores Doutores!

 

            Quem tem culpa agora? Não terá sido a maioria da Fretilin na Assembleia Constituinte, que redigiu uma Constituição democrática, mas com premissas ideológicas diferentes? Ou é, realmente, essa teoria de uma conspiração bem urdida de golpe, com envolvimento de actores internos e externos?

 

 

3.      O terceiro argumento apresenta ‘a tentativa de derrube do Governo a 4 de Dezembro de 2002’.

 

 

Esta afirmação só revela a hipocrisia política do Comité Central da Fretilin, democratica e transparentemente eleito no Congresso de Maio de 2006!

 

Quem estabeleceu uma Comissão de Investigação sobre o 4 de Dezembro de 2002? Não foi o Governo? O tal I Governo constitucional da República Democrática de Timor-Leste, eleito democráticamente nas eleições para a Assembleia Constituinte, em Agosto de 2001? O Governo do Senhor Dr. Mari Alkatiri, da Senhora Dra. Ana Pessoa, do Sr. Lu Olo, para todos se lembrarem que era o Governo da Fretilin?

 

Porquê, passados 4 anos, nenhum relatório saíu ao público sobre o 4 de Dezembro? Porque o Governo do Senhor Dr. Mari Alkatiri e da Senhora Dra. Ana Pessoa, não revelou o que a Comissão terá achado, de todo o acontecimento de 4 de Dezembro?

 

 Não será que houve já indicações do envolvimento de ‘actores internos e externos’ para um golpe? E porque não foi revelado? E, muito importante, quem foram, quem eram esses actores?

 

O que está registado na mente das pessoas é que o problema começou com a actuação da polícia, na Escola Primária ’28 de Novembro’, gerida por professores pertencentes à CPD-RDTL. No dia seguinte, houve a tal manifestação, à frente do Parlamento Nacional, e o possível envolvimento conflituoso de membros do Governo e deputados. Mais nada se sabe, porque toda a gente ficou à espera do resultado da investigação, que ainda não apareceu.

 

Não, não se aceita nem se pode admitir que, 4 anos depois, o Comité Central da Fretilin  (do Congresso de Maio de 2006) venha a dizer que foi uma tentativa de derrube do Governo, sem mencionar os mínimos dados sobre a investigação realizada, depois do 4 de Dezembro de 2002!

 

Por favor, Senhores Doutores, sejamos honestos! Este é tipo de contra-informação que o povo já conhece, desde os tempos da ocupação indonésia. E foram 24 anos de vivência com o sistema de informação e contra-informação promovido pelo regime, Senhores Doutores! Alguns vossos camaradas, membros do Comité Central da Fretilin, sabem que nós sabemos que eles sabem ... dessa experiência, que vós estais a aplicar!

 

 

4.      O quarto argumento refere às ‘manifestações públicas durante o ano de 2003 usando diferentes franjas da população’.

 

 

 Tentei lembrar-me das manifestações que houve em todo o ano de 2003 e só consegui lembrar-me de duas, possivelmente em 2003, mas podem ser de 2004. Uma, lembro-me com clareza, porque me pediram para lá ir falar, foi organizada pela CPD-RDTL. Na altura, o Primeiro-Ministro estava em Darwin. Falaram sobre o problema de ‘antigos combatentes’ e outras discordâncias em relação à Constituição, porque a CPD-RDTL sempre defendeu a Constituição de 1975.

 

Uma outra, foi promovida por condutores de taxi, de ‘anggunan’ e de ‘mikrolet’, exigindo a redução do preço do combustível.

 

Não consegui lembrar-me de outras que tenha havido.

 

O Comité Central da Fretilin (do Congresso de Maio de 2006) está a afirmar que, na República Democrática de Timor-Leste, não deve haver manifestações contra o Governo! Porque isso só revela o ‘desrespeito pela ordem constitucional democrática’ e reflecte ‘o carácter profundamente anti-democrático e golpista’!!!

 

Quem tem a culpa? Não é a bancada da maioria da Fretilin na Assembleia Constituinte, (onde estavam também o Sr. Dr. Mari Alkatiri e a Sra. Dra. Ana Pessoa), que redigiu a ‘imundície da democracia’ (as palavras não são minhas) na Constituição da RDTL, a qual, no seu artigo 42.º, garante a liberdade de reunião e manifestação?

 

O actual Comité Central da Fretilin deve admitir que foram os Senhores Doutores da Fretilin que deram margem constitucional para as pessoas pensarem e agirem com o ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’, porque se lhes deu liberdade para isso. E as pessoas aproveitaram-se, ‘usando diferentes franjas da população’ para manifestações de ‘carácter... golpista’!

 

O verbo usar pede um sujeito... objectivo! A pergunta é: quem, objectivamente, ‘usou’ ou estava ‘usando’? Quem, objectivamente, são os actores internos e quem, objectivamente, os actores externos?

 

Porque o Comité Central da Fretilin não mencionou a identidade dos ‘actores’, para se provar com clareza as intenções ‘golpistas’, o que se pode dizer é que o documento é uma análise objectiva das próprias maquinações políticas do CCF!

 

 

5.      O quinto argumento é sobre uma ‘tentativa de manipulação política dos problemas dos veteranos com a organização de uma manifestação com o ex-comandante L7 e outros veteranos em 2004’.

 

 

 

A linguagem política utilizada pelo Comité Central da Fretilin é que é, na verdade, uma manipulação política dos factos.

 

Quando o Comité Central da Fretilin escreve: ‘com a organização de uma manifestação com o ex-comandante L-7 e outros veteranos’, o CCF pretende dizer que alguém organizou a manifestação e, portanto, o L-7 foi utilizado, foi instrumentalizado.

 

Em primeiro lugar, devo dizer que o Comité Central da Fretilin (do Congresso de Maio de 2006), tomou as consequências como a causa, invertendo propositadamente os problemas. O CCF tomou a manifestação como um facto de ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’ e não considerou os ou todos os antecedentes que provocaram a manifestação.

 

O Comité Central da Fretilin, talvez porque tenha muitos elementos novos ou porque tenha ainda muitos elementos antigos, esqueceu-se do acontecimento de Fatu Naba, onde a polícia revistou o carro do L-7, (sob a suspeita de levar armas, porque havia informações, na polícia, de que L-7 ia distribuir armas em Same, mas ele tinha ido para lá para assistir a um casamento) e retirou-lhe o carro, entregue pelo Governo para umas actividades, que nunca foram executadas.

 

O Comité Central da Fretilin descurou-se de ver que a acumulação de problemas (pequenos, na maioria) entre a polícia e veteranos e entre a polícia e elementos das F-FDTL, ficou agudizada com o incidente de Fatu Naba.

 

Que eu me lembre, o próprio Primeiro-Ministro me disse ter visto um encontro entre o ex-comandante L-7 e o Presidente do PSD, no City Café. Chegou o momento preciso para que o CCF aclare isto tudo, de vez. Que eu concorde que tivesse havido um aproveitamento político desse problema, com a inclusão de um caixão na manifestação, é uma coisa! Mas ‘manipulação política’,  é o que o CCF está a fazer!

 

 

 

6.      O sexto argumento refere-se à ‘manifestação organizada pela hierarquia da Igreja Católica em 2005’.

 

 

 

O Comité Central da Fretilin sofre de uma miopia política de análise que impressiona. O CCF tem um comportamento de cágado que esconde a cabeça em defesa de supostos ataques, pela aproximação de pessoas ou animais, e que não tira a cabeça da carcaça mesmo que as pessoas ou animais estejam já à distância, só por causa da sensação ou do medo de algum (suposto) ataque.

 

O CCF só sabe olhar para os actos de outros, para ver se descobre se o seu Governo é alvo de críticas e encobre os actos do seu Governo.

 

Agora, se pode perceber que, para o CCF, se há elogios ao Governo, existe o respeito pela ordem constitucional democrática. Se há críticas, existe o ‘desrespeito pela ordem constitucional democrática’.

 

Agora também se pode compreender que se há concentrações organizadas pela Fretilin, há o respeito pela ordem constitucional democrática e se há manifestações contra o Governo, existe o ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’.

 

Estou a gostar imenso da expressão ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’, expressão que revela a suma sapiência de doutores formados em países democráticos, durante 24 anos, enquanto o povo resistia, sem doutores, para ganhar a guerra!

 

O actual CCF esqueceu-se de averiguar junto do seu camarada Secretário-Geral, reeleito no Congresso de Maio de 2006, se o Presidente da República não sugeriu, alguma vez, e não insistia, por mais de uma vez, ao então Primeiro-Ministro do I Governo Constitucional, eleito democraticamente, nas eleições para a Assembleia Constituinte, em Agosto de 2001, para, de quando em quando, ter reuniões com os dois Bispos e se o então Primeiro-Ministro do I Governo Constitucional, eleito democraticamente em Agosto de 2001, nas eleições para a Assembleia Constituinte, prometeu fazê-lo e nunca fez.

 

O mesmo se pode dizer em relação aos Partidos políticos da oposição, como necessidade de trocar impressões, de informar sobre as políticas do Governo, aliviando-se assim as tensões já existentes.

 

Eu agora posso acreditar que o Senhor Dr. Mari Alkatiri irá informar, a pés juntos, ao distinto Comité Central da Fretilin que isso tudo não e nunca aconteceu!

 

O que se pretendia com essas sugestões (imbecis) do Presidente da República?

 

Sujeitar os supremos interesses do governo e da maioria parlamentar à Igreja e aos partidos da oposição? Ou, reduzir as tensões e abrir caminho para alternativas ou opções na solução de problemas ou, no mínimo, a mútua  e franca aceitação de diferendos?

 

Prove-se o que se queira provar, mas ponham-se os factos com clareza!

 

Terá havido actores internos, na manifestação da igreja? Seriam os dois Bispos! Seriam apenas eles ou também o Sr. Pe. Filomeno Jacob e a Sra. Fernanda Borges? Será que o Pe. Filomeno Jacob e a Sra. Fernanda Borges abordaram as F-FDTL no sentido de actuarem num golpe?

 

Ponham as cartas na mesa, Senhores Doutores do CCF, do Congresso de Maio de 2006!

 

Terá havido actores externos? O Núncio Apostólico, da altura, fez uma homilia, que mereceu a crítica de todos! E todos sabemos a decisão que o Vaticano tomou! Terá sido o ex-embaixador americano Rees, que foi visto e fotografado junto dos manifestantes? Então que se prove a intenção do golpe!

 

O Povo não pode continuar a viver sob o fantasma do golpe!

 

 

7.      O sétimo argumento é ‘a manifestação dos peticionários em Abril de 2006’.

 

 

Mais uma vez o Comité Central da Fretilin revela uma fantástica capacidade de distorcer os factos a seu favor, para se colocar como a vítima mais sofredora da crise, o que reflecte o grau e a intensidade dos valores que os seus membros absorvem.

 

Mais uma vez, os distintos membros do CCF, eleitos legitimamente no Congresso de Maio de 2006, confundem uma consequência com a sua causa.

 

Acredito que haja membros do CCF novatos e que desconhecem alguns factos, mas admira-me que um Senhor Dr. José Manuel Fernandes, (que foi Vice-Presidente de uma Comissão de investigação, em 2004), um Senhor Dr. Roque Rodrigues (que foi membro dessa Comissão, como representante do Governo, sendo ainda Secretário de Estado de Defesa), uma Senhora Dra. Ana Pessoa (Presidente da Comissão dos Notáveis), um Senhor Lu Olo (Presidente do Parlamento Nacional que recebeu o Relatório da Comissão de 2004) e o Senhor Dr. Mari Alkatiri, não se lembraram de que uma Comissão dos Órgãos de Soberania fez uma investigação à instituição das F-FDTL e apresentou uma série de recomendações ao I Governo constitucional, eleito democraticamente nas eleições para a Assembleia Constituinte, em Agosto de 2001.

 

Eu acredito que o CCF teria perguntado ao seu Governo se as suas instituições competentes (ou incompetentes) fizeram algum progresso na resposta a alguns problemas de fundo, detectados nas F-FDTL.

 

A Comissão apresentou o seu Relatório em Agosto de 2004 e fez as recomendações com um único objectivo: ajudar a instituição que, no fim das contas, pertence a todos, pertence ao Estado, pertence ao povo, (e não pertence à Fretilin) a resolver os vários problemas que enfrentavam, como um apoio fundamental à sua constante melhoria e profissionalismo.

 

O CCF não teve em conta que a expulsão em 2005, de 42 membros das F-FDTL, foi pelo não cumprimento da recomendação relativa ao sistema de pagamento de salários, que devia ser directamente aos familiares dos militares, com incidência aos que viviam na parte ocidental do país.

 

Eu tenho a certeza de que Presidente do Partido, o Sr. Lu Olo, foi mal informado pelo membro do CCF e ex-Ministro de Defesa, de que fora eu que estabelecera uma Comissão, depois da 1.ª saída dos peticionários. O que fiz, foi pedir aos dois distintos deputados, Sr. Gregório Saldanha e Sr. Paulo Assis, como membros do Conselho Superior de Defesa e Segurança, para serem observadores do processo de investigação que uma Comissão interna, liderada pelo Major Koliati, iria fazer. Foi o membro do CCF, o Senhor Dr. Roque Rodrigues, quem não concordou com a minha ideia de os dois distintos deputados encabeçarem uma Comissão, porque, segundo ele, ‘retiraria a autoridade do comando’.

 

Eu acredito que o membro do CCF, Sr. Dr. Roque Rodrigues, não informou o CCF, correctamente e em detalhe, da reunião de cerca de três horas e meia, que tive com esse Senhor, enquanto Ministro de Defesa, e o Coronel Lere, na presença dos dois distintos deputados, um dos quais, penso que é também membro do CCF.

 

Eu tenho a absoluta certeza de que o CCF não sabe que o Presidente da República fez tudo o que estava ao seu alcance para gerir correctamente o problema, tendo permanecido até mais da meia-noite, com o coronel Lere, para persuadir os peticionários a regressar aos quartéis.

 

A questão que se colocava, era: a solução de os expulsar, ali mesmo, era muito fácil! E lembrava-me do TNI dizer: se um soldado indonésio é morto, pelas Falintil, virão cem em sua substituição! Quando se pensa em termos numéricos, a solução mais fácil que se apresentava era de dizer-lhes, na cara: vão embora para casa! Acabou a festa!

 

Como Chefe do Estado, eu não deveria ser tão simplista neste raciocínio! Porque fui o Presidente de uma Comissão dos Órgãos de Soberania, em 2004, depois dos acontecimentos de Lospalos, cujos resultados nos recomendaram uma maior atenção às nossas Forças, para as não deixar cair no abismo da nossa falta de preocupação! Porque eu tinha informado, no ano passado, ao Conselho Superior de Defesa e Segurança, da insatisfação havida no seio das forças e que ameaçava o desmoronamento parcial daquela Instituição. Como Chefe do Estado, eu deveria esgotar todas as possibilidades de solução, antes de se tomar uma decisão drástica, como a de expulsá-los tão pura e simplesmente.

 

Eu tenho a certeza de que o CCF não analisou, com a isenção que o assunto merece, a situação que decorreu em Metinaro, após o regresso dos peticionários. Digo ‘com isenção’, porque a questão que se colocava não era a de ‘defender os peticionários’ ou ‘apoiar os peticionários’, mas ‘prestar o melhor apoio às F-FDTL no sentido de gerir com maturidade, que era exigida, os seus problemas internos’.

 

O Presidente do Partido, Senhor Lu Olo, não se lembrou de informar ao CCF que houve no Parlamento Nacional, por parte de partidos, pedidos para agendar apenas a discussão do problema, que pediria talvez uma intervenção do Parlamento Nacional, para se encontrar uma solução justa e equilibrada. Eu acredito que o Senhor Presidente do Partido histórico não fez isso, isto é, não informou ao CCF, porque seria reconhecer que ele nunca fez caso a esses pedidos e reconheceria também que os distintos membros do CCF, no Parlamento Nacional, defendiam que o PN não deveria interferir em assuntos puramente militares e disciplinares das Forças.

 

A Lei Orgânica das Falintil-FDTL, no seu artigo 8.º, diz que ‘os Órgãos do Estado directamente responsáveis pelas Falintil-FDTL, são os seguintes:

 

a.      Presidente da República

b.      Parlamento Nacional

c.       Governo

d.      Chefe do Estado-Maior General das Falintil-FDTL’.

 

Os Senhores doutores do CCF, membros do Parlamento Nacional, ainda se devem lembrar da recente cerimónia de Abertura da última  Sessão Legislativa, onde deputados de diferentes bancadas lembraram que tanto a bancada da maioria sempre rejeitou como o próprio Presidente do Parlamento nunca agendou os pedidos para que o Parlamento Nacional debruçasse sobre o assunto das Forças, que são uma instituição do Estado e que merece todo o apoio necessário.

 

            Apoiar não significa, com certeza, satisfazer ou agradar! Apoiar significa ajudar a resolver o/s problema/s que a instituição, por si mesma, talvez não fosse capaz. Quando apoiar tem já o sentido de passar uma esponja por possíveis erros cometidos pela instituição, o verdadeiro resultado é ‘estragar, desmoronar, enterrar’ essa instituição.

 

            E foi isso que aconteceu, por parte da Fretilin, por parte do Governo e por parte da bancada da maioria no Parlamento!

 

            O Secretário-Geral do Partido afirmou em várias ocasiões que as F-FDTL estavam mais ‘vinculadas’ ao Presidente da República! Eu não sei se ele disse isso por sarcasmo ou por ingenuidade!

 

            O Presidente da República só foi em visita de trabalho aos quartéis, durante o processo de investigação, em 2004 e só teve ainda uma primeira visita oficial, como Comandante Supremo (pela Constituição), ao Quartel-General em Tasi Tolu, nos finais de 2005.

 

            Sendo o Ministro de Defesa um membro do CCF, que viveu 5 anos sem interrupção, em casa do Comandante das Forças, é impressionante que se diga que as F-FDTL estavam mais ‘vinculadas’ ao Presidente da República. Sendo o Comandante das Forças convidado a participar em reuniões do Conselho de Ministros e outras reuniões de defesa e segurança com o Primeiro-Ministro, é preciso ter-se uma grande dose de humor para se dizer que o Presidente da República podia manter um vínculo com as F-FDTL. É preciso lembrar-se que, a partir de Fevereiro de 2001, o ex-comandante das Falintil se desvinculou totalmente das Forças, tendo-se integrado no programa da FRAP, do Banco Mundial, e recebeu também os 500 dólares americanos para a sua própria reinserção na sociedade.

 

            Enfim, este país está entregue às magníficas análises políticas dos ilustres doutores do CCF!

 

            Mas não ficou tudo dito! Porque é necessário dizer ao CCF que, no caso da manifestação dos peticionários, tomaram-se as consequências (da má política de gestão dos problemas) como a causa. E que causa! Prova de conspiração e tentativa de golpe, causa ‘do caos e da ingovernabilidade’ do I Governo Constitucional, democraticamente eleito nas eleições para a Assembleia Constituinte, em Agosto de 2001! 

 

Eu penso que o Secretário-Geral do Partido não informou ao CCF de, pelo menos, uma questão que eu acho crucial no problema.

 

Eu não nego que o Governo se esforçou, no que pôde, para resolver o problema dos peticionários. Antes de ir a Portugal, em Março, para a tomada de posse do Presidente Cavaco Silva, reuni-me com o Primeiro-Ministro e tentando explicar que o termo Lorosa’e-Loromonu era uma capa que se estava a apresentar para encobrir os problemas internos na instituição das forças e que devia ser resolvido, solicitei os seus bons ofícios, já que, se isso continuasse, poderia trazer graves consequências para a estabilidade nacional com impacto muito negativo para a Unidade Nacional.

 

O Primeiro Ministro agradeceu-me a ‘confiança política depositada’ e prometeu fazer tudo ao seu alcance para encontrar a melhor solução. Parti confiante para Portugal, já que a minha vontade era de permanecer no país, para também ajudar a encontrar uma solução justa e equilibrada.

 

Já em Lisboa, soube pela Internet, que o Primeiro Ministro teria declarado que ‘não podia resolver o problema, porque a petição não tinha sido dirigida a ele’. Dias depois, veio o comunicado do Comando a considerá-los desvinculados. O Primeiro Ministro apoiou a decisão e o Presidente da Fretilin veio à imprensa afirmar que ‘nem o Presidente da República podia mudar a decisão’, seguido por outras vozes, possivelmente de próprios membros do CCF.

 

Parecia que era um medir de forças quanto às competências na tomada de decisões, entre os Órgãos de Soberania!

 

Perguntava a mim mesmo se o motivo que levava as diversas entidades do Estado a pronunciarem-se sobre esta questão das F-FDTL, era genuíno, em termos de ajudar a resolver os problemas! Será que não houve interesses encobertos numa repentina tomada de posição em defesa da instituição militar?

 

Eu sou do Lorosa’e, eu reorganizei as Forças, eu reorganizei a Resistência! Será que as pessoas só puderam entender o meu esforço de solução dos problemas, como uma tentativa de proteger os peticionários? Só porque mandaram a petição para mim? Será que as pessoas chegaram à conclusão de que os peticionários eram meus protegidos, porque são meus familiares ou porque eles, peticionários, eram as ‘minhas forças’?

 

Eu sei que o CCF, eleito democratica, legitima e transparentemente no Congresso de Maio de 2006, não podia considerar estas questões, porque seria inaceitável submeter os interesses supremos do Partido a um indivíduo, como o Presidente da República!

 

Cheguei de Lisboa e fiz uma Mensagem à Nação, tida como aquilo que pôs fogo no rastilho (e da qual mensagem estou pronto para ir depôr perante o Tribunal, assim como mais actos praticados, enquanto Presidente da República)!

 

Entretanto, tentava-se buscar soluções, criando incentivos aos peticionários. Mesmo assim, até que se implementassem os programas de assistência, chamei a atenção do Primeiro Ministro para o facto de a desvinculação carecer ainda de um processo legal, porque não bastava o Comando declarar essa desvinculação para a imprensa. Nesse sentido, solicitei ao Primeiro Ministro para ver a questão dos salários, a que ainda tinham direito, por  não haver base legal para não o merecerem, ao que, o Primeiro Ministro me garantiu que não haveria problemas e que iria agilizar o processo.

 

À saída do meu gabinete, o Primeiro Ministro declara à imprensa que era um sonho, se os peticionários pensavam que iriam receber os seus salários. Quando li os jornais no dia seguinte, fiquei impressionado com a vontade expressa, a mim,  de reduzir as tensões, que entretanto iam aumentando, e a mudança, em minutos, dessa vontade. Perguntado posteriormente, o Senhor Dr. Mari Alkatiri disse-me que reagiu a uma declaração do Gastão Salsinha de que eles não saíram dos quartéis, por causa do dinheiro, mas para obrigar a corrigir alguns erros cometidos na instituição das Forças.

 

            Todo sabiam que haveria manifestação, já que o grupo comunicou, às instâncias competentes, essa intenção.

           

            No primeiro dia da manifestação, logo pela manhã, uma delegação tem uma audiência com o Primeiro Ministro. O Senhor Dr. Antonino Bianco, membro do CCF, faz sair imediatamente um comunicado em que dizia: ‘agora, sim, o Primeiro Ministro já pode resolver o problema, porque é a primeira vez que recebe oficialmente a petição’.

 

            Fiquei surpreendido mas, mais embasbacado, quando muitas horas mais tarde, recebo também a delegação, abro o envelope e leio o conteúdo. Não era uma petição, eram exigências, inaceitáveis, por parte do grupo do Gastão Salsinha. Pensei que, afinal, estávamos apenas a brincar com as competências, de quem pode mais, de quem pode tomar decisões e de quem não.

 

            E eu quero aqui frisar que, para além do CCF e todo o histórico Partido, ninguém acreditou  na história fabricada pelo Presidente do Partido e Presidente do Parlamento Nacional, Senhor Lú Olo, de que a delegação dos peticionários entregou uma carta de um Partido dirigida a mim, em lugar de um documento de reivindicação do grupo. O envelope que foi aberto aos chefes de bancada, chamados para testemunhar, não tinha nada escrito. Os doutores da Fretilin no Parlamento esqueceram-se de, pelo menos, escrever ‘Para Sua Excelência, o Presidente do Parlamento Nacional’, como o grupo fez nos envelopes que foram entregues ao Primeiro Ministro, ao Presidente do Tribunal de Recurso e a mim.

 

            Eu não sei se chamarei a isso contra-inteligência ou contra-informação. A certeza é porém uma: de inteligente, há muito pouca relação. Será, no mínimo, necessário um pouco mais de esperteza apenas!

 

            Quando o I Governo Constitucional, eleito democraticamente nas eleições para a Assembleia Constituinte, em Agosto de 2001, anunciou a formação da Comissão dos Notáveis (encabeçada pela membro do CCF, a Dra. Ana Pessoa), o Presidente do Partido, Senhor Lu Olo, resolve fazer passar uma Resolução de apoio, no Parlamento Nacional!

 

            Aí, já deixou automaticamente de existir a questão de interferência nos assuntos internos, institucionais, militares e disciplinares das F-FDTL! Porque a Fretilin decidiu que não havia interferência de nenhuma ordem, porque um membro do CCF iria encabeçar essa Comissão!

 

            O que é que a Comissão vai decidir? Validar a decisão de expulsão? Não vale a pena perder tempo, porque já foram expulsos... desde 1 de Março de 2006.

 

            Averiguar os motivos da petição? E porque não se fez, desde o início, para evitar que tudo desmoronasse, como aconteceu?

 

 Para revelar que, eventualmente,  houve alguns erros cometidos nas F-FDTL? Se é isso, onde é que está o respeito que todos devem aos nossos heróis? Então, a Comissão não aprendeu que  foi o Presidente da República que provocou isto tudo, por total falta de respeito aos heróis da Libertação da Pátria? Então, a Comissão não se lembra já das afirmações do Presidente do Partido, Senhor Lu Olo, que veio em defesa das Falintil, que foram criadas pela Fretilin?

 

A Comissão, hoje,  não tem medo de ser acusada de desonrar os Aswain? Então, a Comissão já se esqueceu que o Partido declarou que quem ofende as Falintil, ofende a Fretilin, porque foi a Fretilin que criou as Falintil?

 

Quem pode responder é o membro do CCF que é hoje Presidente da Comissão dos Notáveis! O que eu posso antever é a Comissão dizer que, segundo o Regulamento n.º 2001/12, da UNTAET, a decisão de expulsão foi a mais justa. Se é isto, não é preciso perder tempo! É melhor que o membro do CCF e Presidente da Comissão dos Notáveis, comece já a cuidar  do STAE para as próximas eleições

 

Enfim, ao utilizar o argumento da ‘manifestação dos peticionários’, o CCF inverteu os factos.

 

Espero que a Comissão dos Notáveis possa revelar, em pormenor, para todo o povo saber, o plano de conspiração e de golpe, que vier a saber das declarações dos militares das F-FDTL.

 

Já que não posso exigir a entidades históricas que merecem o meu total respeito, em nome do Povo que me elegeu também democraticamente em Abril de 2002, para ser Presidente da República, imploro, rogo, peço ao Comité Central da Fretilin para apresentar com melhores detalhes o plano urdido de golpe e de conspirações, com a identidade de todos os actores, internos e externos.

 

Só assim o Povo vai ficar descansado, porque a defesa da soberania tem que passar, necessariamente, pelo desmantelamento dessa rede maquiavélica que tem vindo a desrespeitar ‘a ordem constitucional democrática’, promovendo acções de ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’ contra o I Governo constitucional, democraticamente eleito, nas eleições para a Assembleia Constituinte, em 30 de Agosto de 2001.

 

 

O último argumento é sobre ‘a crise actual’. Eu peço autorização a todos, para só abordar este assunto, mais adiante, porque diz respeito a todo o documento do CCF.

 

 

(Na próxima edição, abordarei outra passagem do documento: ‘Durante estes quatro anos, um plano bem traçado de contra-inteligência foi sendo implementado...’)

           

           

Díli, 3 de Novembro de 2006.-

 

            O Presidente da República,

 

           

            Kay Rala Xanana Gusmão

 

 

 

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(II parte)

 

                            A teoria das conspirações

                                    (continuação)

 

Hoje, vou abordar os pontos elaborados no n.º 3 do documento de ‘Análise da Situação e Perspectivas, do Comité Central da Fretilin, de 29 de Outubro de 2006’:

 

‘Durante estes 4 anos, um plano bem traçado de contra-inteligência foi sendo implementado que incluía:

 

i)                    criar rivalidade e clima de suspeição mútua entre F-FDTL e PNTL;

ii)                  usar a média e o boato para manchar a imagem do Governo e, em particular, do Primeiro Ministro;

iii)                aprofundar as diferenças de postura entre o Presidente da República e o Primeiro Ministro, minando as relações institucionais entre ambos;

iv)                dividir a Fretilin e enfraquecer a sua liderança;

v)                  organizar grupos para manifestações frequentes;

vi)                criar um clima de caos e de ingovernabilidade;

vii)              aliciar as Forças para a necessidade de intervir a favor de um golpe para derrubar, pretensamente, para ‘salvar o país’ de um ‘governo impopular’.

 

 

Um plano bem traçado de contra-inteligência foi sendo implementado!!! Fui professor de português, em 1963, e insisto que o verbo traçar pede também um sujeito... objectivo! Traçado por quem? Quem é esse fantasma que anda a brincar a traçar planos contra o I Governo Constitucional, eleito democraticamente, na eleições para a Assembleia Constituinte, em 30 de Agosto de 2001?

 

Um plano bem traçado de contra-inteligência... não será de certeza produto de algo impalpável, tem que vir de cérebros. E isto pressupõe que tenhamos inteligência! Ninguém nega que, individualmente, os senhores doutores do CCF, possuem inteligência! Mas será que o Estado tinha serviços de inteligência? Eu tenho a absoluta certeza de que os senhores doutores do CCF ouviram, antes de se pronunciarem, em termos inteligentes, os serviços de informação, encabeçado pelo Sr. Eng. Ricardo Ribeiro, os serviços de inteligência da PNTL e os serviços de informação militar, da FFDTL. Porque só dessa nossa inteligência, podemos perceber a contra-inteligência.

 

Ou será que o CCF tem os seus próprios serviços de inteligência? Serviços de segurança, isso sim, todo o Povo sabe, que o grupo de arte marcial, o Korka é quem dá a segurança política nas reuniões do Partido. Eu digo ‘segurança política’ porque são membros do Partido, um partido político. Mas o Povo não sabe se também o CCF tem serviços de inteligência.

 

Indiquem-nos, por favor,  essas maldosas pessoas!!! O Povo unido até pode ajudar o CCF a apanhá-las e metê-las em Becora, para aprenderem a perceber que a nossa democracia não permite manifestações... contra o Governo! Eu creio que o povo ficará contente e descansado por, finalmente, castigarmos esses ‘profundamente anti-democráticos e golpistas!!! Mas, revelem-nos os nomes por favor!

 

 

i) criar rivalidade e clima de suspeição mútua entre F-FDTL e PNTL

 

Alguém, esse fantasma, criou ‘rivalidade e clima de suspeição mútua entre FFDT e PNTL’! Ou um grupo bem organizado criou... ou... um conjunto de organizações criou!

 

O Senhor Paulo Martins, que metia os seus colegas ex-agentes da polícia indonésia? É possível! Falando em ‘rivalidade e clima de suspeição mútua’... terá sido um plano do Senhor Paulo Martins, armar uma polícia pro-autonomia para combater as F-FDTL?

 

 O Senhor David Ximenes, que todos sabiam, tinha uma enorme antipatia para com o Senhor Paulo Martins? Falando em ‘rivalidade e clima de suspeição mútua’, terá sido plano do Senhor David Ximenes,  recrutar os veteranos da resistência clandestina para a Polícia, para contrabalançar com as F-FDTL?

 

Terão sido os veteranos?

 

Ao exigir um maior respeito às suas pessoas, como veteranos, estavam a ‘criar rivalidade e clima de suspeição mútua entre F-FDTL e PNTL’, porque eles eram antigos guerrilheiros?

 

Terá sido a Polícia Nacionalista?

 

Tenho o documento de averiguações, do Gabinete de Inspecção da PNTL, de 7 de Março de 2006,  sobre o assunto da Polícia Nacionalista, em que muitos declaram terem reunido, colectivamente, com o membro do CCF, deputado do Parlamento Nacional, Senhor Elisário, o membro do CCF e Secretário-Geral Adjunto da Fretilin e Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Senhor Dr. José Manuel Fernandes, o Director dos Serviços de Informação Nacional e Assessor do Primeiro-Ministro, Senhor Eng. Ricardo Ribeiro (não sei se é membro do CCF) e mais outros indivíduos fora da PNTL, para formarem o grupo da Polícia Nacionalista! Houve encontros em Aituri Laran, em Becora e na Universidade Continental.

 

E é interessante transcrever parte das declarações do Secretário-Geral Adjunto da Fretilin, Sr. Dr. José Manuel Fernandes: ‘Ha’u dehan ami nain tolu (ha’u, Senhor Ricardo, Sr. Liurai Tasi) né diretamente promotor ba grupo né, i ami mos hein ikus mai Unaqmartil nebé mak mosu finaliza Timor ninian mos, sei bele dait tan, katak ami nain tolu mos sei sai promotor ba loron ikus’. (Eu disse, nós os três (eu, Senhor Ricardo, Senhor Liurai Tasi) somos directamente promotores deste grupo, e nós também estamos à espera de virmos a ser também promotores da Unaqmartil, que já existe, depois de eles finalizarem o processo).

 

E, como que a corroborar comigo, o Senhor Dr. José Manuel Fernandes, Secretário-Geral Adjunto da Fretilin, acrescentou: ‘Labele kaer deit ba abaixo assinado hanesan causa ba problema, maibé abaixo assinado sira halo né, ha’u bele interpreta katak hanesan efeito husi caso ida nebé mak mai antes kedas’. (Não se pode pegar no abaixo assinado como a causa do problema, e, na minha interpretação, o abaixo assinado é um efeito de algo que apareceu antes).

 

Senhor Secretário-Geral Adjunto, diga isso aos seus camaradas (subordinados) do CCF: ‘nunca tomem o efeito pela causa’!

 

Se os dois são membros do Comité Central da Fretilin e membros do Governo, porque não encontraram uma forma de comunicar o problema ao Secretário-Geral do Partido e Primeiro Ministro? Se são todos membros do Comité Central da Fretilin, uns deputados e outros membros do Governo, porque não encontraram uma forma de comunicação com outro membro do Comité Central da Fretilin e Ministro do Interior, Senhor Rogério Lobato? Se são todos membros do Comité Central da Fretilin, uns deputados e outros membros do Governo, será que é permitido fazerem estas coisas, que depois aparecem ao público como ‘culpa dos agentes da polícia’?

 

Outra questão interessantíssima é o compromisso que o Secretário-Geral Adjunto, Senhor Dr. José Manuel Fernandes, fez, na investigação, quanto à UNAQMARTIL! O público sempre pensou que Unaqmartil era um grupo anti-Governo, porque um dos líderes da Unaqmartil era o Senhor Reis Kadalak, tantas vezes apelidado pelos seus camaradas no Parlamento e no Governo como o ‘frustrado’, o ‘cabelos compridos’ que não tinha lugar na Fretilin!

 

Agora, sim, estamos a perceber as ‘inteligências’ e ‘contra-inteligências’! Devo reconhecer, finalmente, que isto tudo é... muito inteligente!

 

Terá sido a PNTL, no seu todo, a criar a rivalidade e suspeição mútua?

 

Os tantos problemas, pequenos na maioria, surgidos entre agentes da Polícia e membros das F-FDTL, terão sido propositadamente ‘implementados’ para ‘criar rivalidade e clima de suspeição mútua entre F-FDTL e PNTL’?

 

Terão sido as F-FDTL, a criar a rivalidade e suspeição mútua?

 

Depois da ‘tentativa de manipulação política dos problemas dos veteranos com a organização de uma manifestação com o ex-comandante L-7 e outros veteranos em 2004’, houve um diálogo (que muitos distintos doutores não gostaram) entre membros do Governo, membros do Parlamento e Veteranos e membros da Polícia Nacionalista.

 

Lembro-me que, no decurso do diálogo, uma pergunta surgiu de membros da F-FDTL: ‘porquê a criação da Unidade Especial da Polícia? Será que a F-FDTL não chega?’

 

No Relatório da Comissão de Investigação, de 2004, sobre o caso de Lospalos, onde os militares controlaram o posto da polícia, a pergunta aparecia em todas as bocas: Porquê e para quê uma Unidade Especial da Polícia? Mas havia mais: Porquê havia maior atenção à Polícia e ‘quase nenhuma atenção’ às F-FDTL? Porquê, para a alimentação, a Polícia recebia mais do que as Forças? Porquê, não havia também ‘per diem’ para os militares, quando chamados a dar segurança, nas deslocações das entidades do Governo, e só a Polícia recebia? Porquê a PNTL, sendo em maior número, tinha fardamento igual e as F-FDTL pareciam mais umas Forças das Nações Unidas, com fardamentos da China, de Portugal, de Moçambique?

 

Enfim, acabo aqui a lista dos porquês, mas os anteriores podem denunciar já, a todo o povo, quem pode ser os actores internos e externos que, durante estes 4 anos, tentaram ‘criar rivalidade e clima de mútua suspeição entre F-FDTL e PNTL’!!!

 

Terão sido, esses actores internos, os Partidos Políticos da oposição? O ASDT? O PD? O PSD? Os outros Partidos?

 

Os intelectuais? O Senhor Dr. Lucas da Costa? O Senhor Dr. Vital dos Santos? O Senhor Pe. Martinho Gusmão? O Senhor Pe. Domingos Maubere?

 

Quem serão os actores externos? Os conselheiros militares internacionais a trabalhar com as F-FDTL? Os americanos, os australianos e o malasiano que está no Ministério da Defesa? Os Embaixadores?

 

Os conselheiros da UNMISET a trabalhar com a PNTL? Os Embaixadores?

 

Ouve-se muito dizer que conselheiros (americanos ou australianos) abordaram oficiais superiores das F-FDTL sobre ‘golpes’ (não sei se ‘golpes de mão’ ou ‘golpes de pés’). Se o CCF possuir esses dados, divulgue os nomes deles.

 

Somos um País democrático e SOBERANO! A nossa SOBERANIA tem que ser defendida!!! O Parlamento Nacional pode, depois da divulgação minuciosa de dados pelo CCF, passar uma Resolução definindo essas pessoas de ‘personas non gratas’. O actual Primeiro Ministro do Governo inconstitucional pode apresentar um protesto diplomático ao Governo que tiver mandado o/s seu/s cidadão/s para fazer este trabalho de ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’, no nosso país, demonstrando um total ‘desrespeito pela ordem constitucional democrática’.

 

Todo o Povo se lembra de que, quem chamou o Governo Australiano de ladrão, fui eu! Numa Mensagem à Nação! Senhores Doutores do CCF, só tenho 7 meses para terminar o meu mandato e não tenho nada a perder! Dêem-me os nomes e denunciarei essa conspiração internacional, seja junto do Presidente Bush seja junto do Primeiro Ministro John Howard! Mas venham os factos, com os respectivos nomes!

 

QUEM? Quem está no cérebro deste ‘PLANO BEM TRAÇADO’?

 

 

ii)                  usar a média e o boato para manchar a imagem do Governo e, em particular, do Primeiro Ministro

 

Senhores doutores do CCF, (democrática e transparentemente eleito no Congresso de Maio de 2006!!!) com todo o respeito, que devo a dirigentes históricos do Partido histórico!

 

Quanto à média, todos em Timor, sabemos das explosivas declarações do Primeiro-Ministro do I Governo Constitucional, eleito democraticamente nas eleições para a Assembleia Constituinte, em 30 de Agosto de 2001. Eu tentei, sempre que podia, alertar o Primeiro-Ministro para evitar utilizar linguagem confrontativa.

 

Em Janeiro de 2004, falei assim: ‘Primeiro-Ministro, não estou a dirigir-me a si como Presidente da República, porque eu sei que não me ouve! Falo para si, como um antigo companheiro da luta, como um amigo dos tempos da juventude, e peço que não responder imediatamente às palavras e notícias que saem nos jornais. Deixe passar dois ou três dias e vai reparar que não vale a pena responder ou comentar’. O Primeiro-Ministro aceitou o ‘conselho’ e congratulei-o posteriormente pelo esforço de refrear o desejo de ir, imediatamente, ao contra-ataque... até que a paciência se lhe esgotou ou a própria personalidade lhe não permitiu ficar à mercê das críticas e... recomeçou-se a guerra de palavras, que nunca mais podia augurar um fim amistoso!

 

Como Presidente da República, estou arrependido de ter VETADO o Código Penal! Vou já pedir ao actual Governo inconstitucional, para endurecerem as disposições punitivas quanto à difamação e boatos e  criar um novo artigo sobre ‘Crimes por manchar a imagem do Chefe do Governo’! Realmente, não se pode tolerar tanta falta de respeito a um Primeiro-Ministro de um Governo legítimo e democraticamente eleito!

 

Eu sei que o Povo, simples, humilde e sofredor, vai compreender com clara noção dos seus deveres e obrigações de cidadania, esta IMPOSIÇÃO DE RESPEITO AOS SEUS LEGITIMOS GOVERNANTES!

 

Vou também recomendar ao Primeiro-Ministro, do actual Governo inconstitucional, para apressar com a Lei da Liberdade da Imprensa. Senhores doutores do CCF! Contem comigo, porque enviarei de volta a Lei, para ser corrigida no título que deverá ser: Lei da Censura!

 

Assim, esses jornaizecos que temos, no nosso Estado de direito democrático, não vão brincar mais a ofender os governantes deste país! Mas que ousadia! Num Estado de direito democrático, ofenderem (= mancharem a imagem) dos governantes, legítimos e democraticamente eleitos, com uma maioria de dois terços! É, o que se pode dizer, um grave insulto aos valores democráticos!

 

O mais importante, senhores doutores do CCF, é tirar as melhores lições, porque segundo os ‘experts’ dos primeiros 4 anos, ‘governar era aprender’! Aprendamos a governar com firmeza e nada mais confortável que... governar sem  o receio de nenhuma crítica e, obviamente, sem oposição!!!

 

 

iii) aprofundar as diferenças de postura entre o Presidente da República e o Primeiro Ministro, minando as relações institucionais entre ambos

 

 

É muito vaga a expressão: ‘diferenças de postura’! As pessoas podem pensar que se relaciona apenas aos problemas recentes da crise!

 

Nunca quis ser Presidente da República e, por isso, durante a UNTAET, não passei por algum programa de ‘capacity building’! Como não sou formado em Direito, a Constituição que estava a ser redigida, discutida e aprovada pela Assembleia Constituinte, eleita em 30 de Agosto de 2001, foi para mim um documento de estudo, para eu compreender, as funções de Presidente da República, já depois de ser Presidente.

 

Vim a compreender a diferença entre o sistema presidencial e o nosso de semi-presidencial.

 

O presidencial definiria que o Presidente da República seria do Partido que ganhou as eleições, democráticas. Se a Constituição tivesse definido o sistema presidencial, todos pensam como eu, o Presidente da Fretilin  teria sido o Presidente da República e não teria havido eleições presidenciais em Abril de 2002. (E... diga-se de passagem... não teria havido ‘golpe constitucional’ por parte do Xanana, como o Senhor Dr. Vasconcelos (não sei se é membro do CCF), e Director do BPA, gostava de utilizar nos seus ‘SMS’ a toda a gente!)

 

Mas o semi-presidencial teria um Presidente, que deveria ‘aparecer’ como não vinculado ao Partido no poder, mesmo que seja membro desse Partido. Sendo que eu deixei a Fretilin, muitos anos atrás, eu não fugiria muito à ‘figura’ que se estava a exigir desse Presidente.

 

Compreendi a independência que se garantia a este Órgão de Soberania e compreendi também os vínculos institucionais, chamados de ‘solidariedade institucional’, que permitem abordar muitos problemas... à porta fechada... e todas as semanas.

 

Desde 20 de Maio de 2002, houve muitas ‘diferenças de postura’! Para ir apenas a algumas ‘diferenças de postura’, de que todo o público timorense se lembra, pode-se ir à de Novembro de 2002, com o pedido público de demissão de um Ministro. ‘Diferenças de postura’ na escolha de um primeiro embaixador para a Austrália. ‘Diferenças de postura’ na lei de revisão do sistema de impostos. ‘Diferença de postura’, na Lei de imigração! ‘Diferença de postura’ no Código Penal! ‘Diferença de postura’, nas eleições de chefes comunitários! ‘Diferença de postura’ na ‘contratação política’ do Korka, pela Fretilin! ‘Diferenças de postura’ no assunto de corrupção nos concursos públicos, nas minhas intervenções para as Conferências com os Parceiros de Desenvolvimento!

 

Apesar dessas ‘diferenças de postura’, importantíssimas quanto a mim, as relações mantiveram-se, penso eu, guiadas pela ‘solidariedade institucional’.

 

‘Aprofundar as diferenças de postura... minando as relações institucionais’, é grave! O verbo aprofundar só pode ter dois sujeitos, porque o terceiro sujeito é vítima desse complô de ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’, por ‘desrespeito à ordem constitucional democrática’.

 

O primeiro sujeito só pode ser o Presidente da República! Este, é claro, toda a gente sabe o seu nome, a sua idade, onde é que mora e tem o cartão de eleitor para 2007.

 

O segundo sujeito, desde que o Presidente da República seja orgulhoso demais para não admitir as suas próprias culpas, só pode ser esse tal ‘fantasma’ ou ‘fantasmas’, porque podem ser actores internos e externos.

 

Aqui, já é mais complicado, porque só o CCF, democrática, legitima e transparentemente eleito no Congresso de Maio de 2006, pode responder. Queria dizer apontar os nomes, divulgar esses nomes!

 

Mas, como disse atrás, pode ser que o CCF considerou apenas o tempo da crise!

 

Mas, podemos ir para estas análises! Como, depois de terminado o meu mandato, a partir de 20 de Maio de 2007, serei apenas um cidadão ordinário, cujo voto não afecta em nada o exercício democrático dos partidos políticos, não tenho nada a perder, se vamos todos dissecar os pequenos segmentos da crise, onde as relações institucionais foram profundamente abaladas!

 

Logo depois do problema dos peticionários, embora houvesse, eu creio, ‘diferenças de postura’, sempre houve troca de informações e dava-se a conhecer um ao outro de qualquer plano ou ideia que se pensava poder ajudar a encontrar uma solução.

 

Havia, tanto quanto possível, um esforço de cooperação entre os dois Órgãos, respeitando-se a independência de actuação e de competências. E em todas as anteriores situações de ‘diferenças de postura’, não me lembro ter havido uma postura de irreconciliabilidade nos actos das duas instituições. Sempre que necessário, critiquei actuações do Governo, em mensagens dirigidas à Nação, adoptando sempre o princípio de ‘defender’ o Governo nas minhas intervenções no interior do país ou fora do país.

 

Bem, vamos à actual crise! Eu tenho que descrever alguns factos relevantes para percebermos a objectividade da análise do CCF quanto ao ‘aprofundar as diferenças de postura... minando as relações institucionais.’

 

Apesar das ‘diferenças de postura’, em relação à expulsão dos quase 600 militares, os 2 órgãos de soberania sempre discutiram o problema, sem pré-conceitos rigidamente estabelecidos.

 

1 - O Primeiro Ministro planeou ter um encontro com os Oficiais das F-FDTL. Eu pedi-lhe para deixar para mim e que o informaria do resultado. Após o encontro, na noite de 8 de Abril, com os oficiais das F-FDTL, informei ao Primeiro Ministro do que aconteceu e disse-lhe que teríamos de encarar o problema já sob outra perspectiva, a de promover e assistir a reinserção dos ex-militares na vida civil. Tentou-se cooperar para encontrarmos a solução mais apropriada.

 

2 – No dia 28 de Abril, logo pela manhã, o Primeiro Ministro falou comigo ao telefone e pôs-me ao corrente do ambiente frágil e tenso que envolvia os manifestantes. Informou-me do seu encontro, na véspera, com o Gastão Salsinha e pediu-me para também falar com ele. Chamei o Gastão Salsinha e, depois de lhe dizer, que eram totalmente inaceitáveis as exigências que fizeram, ele aceitou as condições que eu dei e estava disposto a seguir, se os jovens o tivessem ouvido.

 

Fui imediatamente ao Hotel Timor, para o encerramento do Fórum dos Empresários e transmiti ao Primeiro Ministro o resultado a que se chegou, no encontro com o Gastão Salsinha:

 

            - que ele aceitou era inaceitável a exigência para suspender o Brigadeiro-General Taur Matan Ruak e outros oficiais

            - que ele aceitou trabalhar com a Comissão dos Notáveis

            - que todos quantos assinaram a petição deveriam permanecer em Díli, para facilitar os trabalhos da Comissão

            - que os restantes membros do grupo deveriam voltar aos distritos

 

E o Primeiro Ministro comunicou-me também da sua apreensão quanto à capacidade do Gastão Salsinha de controlar os jovens e, nesse aspecto,

 

            - que ele concordou tentar, como pudesse, persuadir os jovens a manterem-se calmos e esperarem que um membro do Governo fosse falar com eles.

 

Ainda durante a cerimónia, dos empresários, o Primeiro Ministro chamou o Ministro Horta que aceitou a incumbência de ir falar com os peticionários mas, sobretudo, aos jovens apoiantes que estavam exaltados.

 

Acabada a cerimónia, também por chamada do Primeiro Ministro, apareceu o Ministro Rogério e fomos encaminhados a uma sala. Abordámos a fragilidade da situação, no tocante aos jovens, apoiantes ou participantes da manifestação, informando da perspectiva da ida do Ministro Horta. O Ministro Rogério ofereceu-se para chamar o ex-comandante Dudu para ir acalmar os jovens, até à chegada do Ministro Horta.

 

Pedi apenas para o Ministro considerar a segurança no seu trajecto, de regresso ao local onde se concentravam e o próprio Ministro garantiu a possibilidade de serem transportados em camiões da polícia, para evitar confrontos físicos com a população, moradora do mercado de Comoro.

 

Terminado este encontro, que só abordou a questão da manifestação e como dar a devida assistência para terminar em bem, saímos da sala, enquanto os jovens, já na rua, estavam a fazer os estragos que todos conhecem. Disse ao Primeiro Ministro que regressava a Caicoli, para acompanhar a situação. Só depois das 6 e meia da tarde, é que voltei a casa, e porque não recebera nenhuma informação, de quem quer que fosse, pensei que a violência se tivesse reduzido apenas ao que aconteceu no Palácio do Governo.

 

3 – No dia seguinte, 29 de Abril, à saída de casa para o trabalho, a minha segurança informou apenas que, a partir da meia-noite, houve muita troca de tiros em Rai Kotu e que se prolongou até às 7 daquela manhã.

 

Fiquei assustado com a notícia, já que a segurança não podia dar mais informações. Chegado a Caicoli, pedi para que chamassem o Senhor Comandante-Geral Paulo Martins a fim de me dar o ponto de situação da casa do Primeiro Ministro, pelas 4 horas da tarde do dia anterior, do Gabinete de crise da situação.

 

O Senhor Paulo Martins informou-me então da reunião havida e em que a decisão que fora tomada foi de dividir as áreas de actuação das F-FDTL e da PNTL.

 

Não quis acreditar! Pedi ao próprio Comandante-Geral da Polícia para ligar ao Primeiro Ministro. Perguntei ao Primeiro Ministro sobre o que estava a acontecer. O Primeiro Ministro informou-me acerca da decisão tomada de aplicar as F-FDTL. À minha pergunta de porquê eu não fora informado, atempadamente, o Primeiro Ministro respondeu que tentou chamar-me pelo telefone, mas que o Telecom não funcionava. Fiquei surpreendido, porque de Farol a Caicoli, a distância não é a mesma de Balibar a Caicoli e eu estava no meu gabinete até para além das 6 e meia da tarde.

 

Pus, simplesmente, de lado o problema de falta de coordenação institucional ou, no mínimo, de informação entre instituições. Disse então ao Primeiro Ministro que iria imediatamente sair para ver a situação ‘in loco’ e pedi ao Primeiro Ministro para ordenar que, até às 2 horas da tarde, as Forças deveriam retirar-se para os quartéis. O Primeiro Ministro respondeu-me que sim e que iria dar instruções nesse sentido.

 

Pelas 3 da tarde, encontrava-me em frente da Embaixada Americana, na Praia dos Coqueiros, a tentar resolver o problema do ajuntamento das pessoas que buscavam o refúgio naquela embaixada. Apareceu o Secretário de Estado, Senhor David Ximenes, que me facilitou ligar ao Ministro de Defesa, Dr. Roque Rodrigues. Falei com ele, dizendo ‘Senhor Ministro, por favor, lembre ao Primeiro Ministro que me prometeu, hoje de manhã, retirar as Forças para os quartéis e já são 3 horas e ainda estou a ver alguns militares postados perto daqui’.

 

Às 4 da tarde, estando já em Motael a contactar com o Pároco para receber, no complexo da Igreja as pessoas que estavam a tentar buscar refúgio na embaixada americana, o mesmo Senhor David Ximenes passou-me o seu telefone. Aí, o Primeiro Ministro disse-me que só à noite, iria ter uma reunião para decidirem sobre o assunto.

 

No dia 30, no meu gabinete, tive um encontro com o Primeiro Ministro, o Ministro Ramos-Horta e o Brigadeiro Taur. Foi-me apresentado um plano de retirada, que continha 3 fases e que só no dia seguinte (1 de Maio), iriam definir a sequência no terreno e a coordenação com a PNTL. (Entretanto o Senhor Presidente do Partido telefona ao Brigadeiro, pedindo-lhe para fechar imediatamente o aeroporto, para não deixar sair ninguém, sobretudo os líderes da oposição!!!, ao que o Primeiro Ministro prometeu depois falar com o Senhor Lú Olo).

 

O Presidente da República preferiu aceitar as fases, porque o objectivo era o recuo gradual das Forças, cuja presença estava a criar ‘animosidade’ no seio da população.

 

Nos dias subsequentes, nunca o Presidente da República levantou, como matéria de facto, a falta de melhor percepção de todas as instituições sobre os problemas da população. Respeitei sempre as decisões do Primeiro Ministro, respeitei sempre os planos do Gabinete da Crise, num esforço de contribuir positivamente para a solução do problema maior – o que dizia respeito à população.

 

3 – Li em jornais que o Presidente da República estava a receber amiudadas vezes o Ministro Horta e que custava imenso ao Primeiro Ministro ser recebido.

 

Em Caicoli, no Palácio das Cinzas, os encontros foram sempre com o Primeiro Ministro, às vezes acompanhado pelo Ministro Horta. Das poucas vezes que o Ministro Horta veio sozinho a Caicoli, o Primeiro Ministro era imediatamente chamado a seguir.

 

As relações institucionais, que eu me lembre, não se deterioraram, antes pelo contrário, houve sempre ensejo de mostrar que havia a vontade de cooperar, entre as duas instituições.

 

4 – Em 23 de Abril, teve lugar o combate de Fatu Ahi, de que eu só fui informado pelo próprio Primeiro Ministro, em 24, no meio de outros dados sobre outro combate, o de Tasi Tolu.

 

Da minha parte, nunca saiu nenhuma palavra que colocasse o Primeiro Ministro a pensar que as duas instituições estavam definitivamente em lados opostos.

 

Mesmo que quisesse, o Presidente da República não podia pensar para além do limitado horizonte de informações que o Primeiro Ministro ia dando. Decidi, a dada altura, proibir no Palácio da Cinzas, toda a entrada de rumores e informações desconexas.

 

O Presidente da República, como Órgão de Soberania, não possui serviços de inteligência! É o Governo e o Governo deve admitir que tinha um serviço de informação nacional, incapaz e ineficiente. Pelo menos, era o que transparecia antes, durante e depois do período difícil da crise, porque os rumores, propositadamente fabricados ou não, eram a substância das informações.

 

5 – No dia 24 de Maio, em Caicoli, recebo o Presidente do Parlamento Nacional, o Primeiro Ministro, o Ministro do Negócios Estrangeiros, a que depois se juntaram o Ministro de Defesa e o Ministro do Interior. Fui então informado acerca dos últimos acontecimentos e colocou-se a questão de ser já a altura de pedir a intervenção estrangeira.

 

Mantive a mesma posição de recusar a intervenção estrangeira, porque em minha opinião, como Estado, mesmo com os problemas surgidos, deveríamos ser nós os timorenses a resolver os nossos próprios problemas. Os ilustres Senhores insistiram, considerando que o Alfredo Reinado estava a monte com armas, assim como os peticionários e a polícia, que atacaram o Quartel-General das F-FDTL, em Tasi Tolu, já que poderíamos passar a uma situação mais confrontativa.

 

Perante as minhas reticências, o Ministro Horta perguntou ao Ministro de Defesa, Dr. Roque Rodrigues, quais seriam as probabilidades de sucesso, se as F-FDTL desencadeassem uma operação sobre o Reinado e sobre os peticionários. O Senhor Ministro de Defesa, Dr. Roque Rodrigues respondeu, mais ou menos, nestes termos: ‘As F-FDTL estão preparadas e podem encurralar tanto o Alfredo como os peticionários! Mas só posso garantir esse sucesso, com uma condição, que a PNTL não se envolva a favor do outro lado!’ Ao acabar, o Senhor Dr. Roque Rodrigues olhou, de propósito, para o Ministro Rogério que se manteve impávido e sereno, como que a não querer responder à provocação.

 

Concordei, então, com a decisão de pedir a intervenção das Forças Internacionais!

 

Logo a seguir, convocou-se o Corpo Diplomático, para se dar a saber da decisão. Já no início da reunião com o Corpo Diplomático, lembrei-me de uma informação que me chegou aos ouvidos e, enquanto o Ministro Horta estava a explicar a decisão, em inglês, sussurrei ao Primeiro Ministro: ‘Ouvi dizer que o L-7 vem aí com muitos civis para se apresentarem às F-FDTL. È isto verdade?’ E o Primeiro Ministro confirmou dizendo ‘É o Ruak que está a chamar os reservistas’. E eu disse: ‘Por favor, diga ao Ruak para não fazer isso, evitemos armar civis’. E eu sei que o Senhor Dr. Mari Alkatiri se lembra desta conversa, em sussurros, que tivemos à frente de todo o corpo diplomático e a imprensa.

 

6 -  Houve, sim, uma reacção minha a toda esta situação, quando fui informado do combate no Quartel-General da Polícia e da situação da morte de alguns agentes, no dia 25 de Abril, que era feriado e eu estava em casa. E eu disse: ‘Já chega! Com o que está a acontecer, o Governo está a provar que não tem capacidade de controlar a situação! Assumo, a partir de agora, a defesa e segurança!”

 

Nisto, concordo que as ‘relações institucionais’ tivessem sido bastante danificadas! Mas, quando o Primeiro Ministro teve a amabilidade de ir à minha casa, em Balibar, expliquei o porquê da minha reacção! E o Primeiro Ministro sabia que eu não tinha mexido um dedo para deter o comando nem sobre as F-FDTL nem sobre a PNTL! Se o Senhor Paulo Martins ia à minha casa, o actual Ministro do Interior também esteve lá, por mais de uma vez e, todas as conversas que eu tive com eles, foi apenas de pedir para eles controlarem devidamente a polícia e, sobretudo, as armas!

 

Recebi o Primeiro Ministro com o mesmo respeito que sempre lhe demonstrei, apesar de muitas ‘diferenças de postura’, durante 4 anos!

 

E foi com esse mesmo respeito, que lhe pedi para transmitir à Senhora Dra. Ana Pessoa, que se ela pensou que me magoava com o seu ‘Sms’, em que dizia ‘Viva a imundície da democracia da república de bananas/Xanana’, o efeito fora precisamente o contrário, porque só pude exclamar assim: ‘Pobre Ana!’.

 

As ‘diferenças de postura’, até aí, não creio ter melindrado as ‘relações institucionais’.

 

Mas se o CCF pensar diferentemente (estamos numa República Democrática), enumere por favor algumas ‘diferenças de postura’ que se ‘aprofundaram’ e ‘minaram as relações institucionais’ entre o Presidente da República e o Primeiro Ministro.

 

Em 4 de Dezembro de 2002, eu dei o corpo, como sempre fiz, em fins de 1999 e em todo o ano de 2000, seja durante as várias cenas de violência nas comunidades, seja em casos de estragos e manifestações. Muitos senhores que hoje afirmam que qualquer acto de violência e a manifestação são um ‘desrespeito pela ordem constitucional democrática’ com ‘carácter profundamente anti-democrático e golpista’, não apareceram, ainda e naquela altura, na cena política do país! Não havia ainda a Assembleia Constituinte!

 

Na manifestação promovida pela hierarquia da Igreja, o Primeiro Ministro manifestou o desejo de ir falar aos manifestantes e eu disse ‘não’ e garanti-lhe que eu iria para lá... defender os interesses de todo o Estado!

 

Abordei as ‘diferenças de postura’ entre o Presidente da República e o Primeiro Ministro (e devo acrescentar, também com alguns ilustres membros do CCF e membros do I Governo constitucional, eleito democraticamente, nas eleições para a Assembleia Constituinte, em Agosto de 2001) e nunca utilizei essas diferenças para estabelecer distâncias entre nós.

 

Por hoje, fiquemos com essas diferenças até... o 25 de Maio de 2006! As outras virão na próxima edição...

 

 

iv) dividir a Fretilin e enfraquecer a sua liderança

 

É interessante esta análise!!! Todos em Timor, sabem que os problemas dentro da Fretilin existiam, mesmo antes da ‘expulsão’ do Senhor Victor da Costa, do Governo.

 

Depois da sua saída, ele mais uns seus camaradas, foram insistindo para a uma reunião comigo e mandei dizer-lhes que eu não podia intrometer-me nos assuntos internos do Partido. Inclusive, informei ao Secretário-Geral do Partido e Primeiro Ministro da posição tomada por mim.

 

Por aquela altura, em encontros com a bancada da Fretilin no Parlamento, solicitei ao Presidente do Partido e aos seus camaradas que deviam tentar resolver os diferendos e o próprio Presidente do Partido me informou, uma vez, que iriam fazer isso mesmo. Congratulei o Presidente e o Partido por essa vontade , já que sendo um grande Partido, problemas assim danificam a imagem do Partido.

 

Mas continua interessante! Dividir a Fretilin! Há duas componentes possíveis – uma interna, no interior do Partido e outra, externa, de fora do Partido!

 

A componente interna, hoje apresenta-se como  o grupo da ‘Mudança’ e reforçou  (relativamente embora) as suas fileiras, antes do Congresso do Partido. Antes ou, melhor dito, no início dos problemas, eles eram conhecidos por ‘grupo dos frustrados’ que não conseguiram obter um lugar no Governo! Havia o Senhor Vicente Mau Boci, havia o Senhor Reis Kadalak, que ficou alcunhado de ‘cabelos compridos e despenteados, que não mereciam ser membros do Partido’.

 

Esse grupo é que foi apresentando ao público, ao longo dos anos, os problemas internos organizacionais do Partido e o mundo ficou a saber que, segundo ‘os frustrados’, ‘o partido estava controlado pelo grupo de Maputo, porque são formados e falam só em português’ e que ‘os outros camaradas só sabiam dizer sim para defender a cadeira’, que o ‘Presidente Lu Olo só dava ouvidos ao grupo de Maputo, porque ele percebe português, e desconsiderou totalmente os elementos da Resistência, que ele tinha dirigido, durante anos difíceis’, que o ‘partido não funcionava, porque todos se encontravam no Governo e no Parlamento’, etc., etc. ...

 

O acesso aos problemas internos do Partido, foram os próprios ‘frustrados’ que passaram para o público, através das suas entrevistas. O ‘grupo de Maputo’ é obra, é criação, é produto interno bruto da própria Fretilin! A expressão pegou rapidamente, como hoje em dia, os rumores, que têm maior capacidade de mobilização das pessoas, que o próprio Estado!

 

Se, por cada hora que falavam contra o seu próprio Partido, alguém pagava 25 dólares americanos, como se ouve dizer quanto à violência organizada em Díli, nos últimos tempos, só eles sabem e só Deus sabe! O problema é que Deus não pode ir testemunhar perante o Tribunal Distrital de Díli. No outro Tribunal (o Juízo Final), talvez sim, mas eu penso que Deus, como o Juiz desse Tribunal, vai perdoar muita coisa!

 

 Os ‘actores internos’, aqui, devem ser compreendidos ‘de dentro da Fretilin’, serão: Vicente Mau Boci, Reis Kadalak, que formou a Unaqmartil para actividades que ‘desrespeitam a ordem constitucional democrática’ com ‘caracter profundamente anti-democrático’  (e agora já sabemos os promotores, que até são membros superiores do CCF) e o Senhor Victor da Costa! Juntaram-se, recentemente, aos frustrados: o Senhor José Luís Guterres, o Senhor Igídio, o Senhor Theme, o Senhor César... e não conheço outros.

 

Os ‘actores externos’, no sentido de que são de fora do Partido! Podemos indicar alguns alvos: P.e Martinho Gusmão, P.e Domingos Maubere, os partidos da oposição, o ‘STL’, o Presidente da República, para se falar de ‘peixes graúdos’.

 

Mas é ainda muito interessante a análise! Havia forças reaccionárias que queriam ‘dividir a Fretilin e enfraquecer a liderança’. Num PLANO BEM TRAÇADO! Isto não é brincadeira de estudantes de Direito da UNDIL ou UNPAZ ou UNICOM ou UNIMAR! E que FOI SENDO IMPLEMENTADO... desde fins de 1999 ou desde Agosto de 2000 ou desde Agosto de 2001 ou desde 20 de Maio de 2002!!!

 

Já em Junho de 2006, aparece o santinho do Presidente da República, com a sua última Mensagem...  a tentar ‘dividir a Fretilin e a enfraquecer a liderança’! Porque o documento do CCF é longo, vou deixar para a próxima edição... essa minha responsabilidade de ‘dividir a Fretilin e enfraquecer a sua liderança’! Os leitores que tenham calma e paciência!

 

                             v) organizar grupos para manifestações frequentes

 

Não vou acrescentar mais nada, para além de dizer que compreendo, agora, que num Estado de direito democrático, como a República Democrática de Timor-Leste, as manifestações só podem ser permitidas se falarem de HIV/AIDS, de Direitos das Crianças, de Direitos das Mulheres, da Fome no Mundo, da Paz na Terra, etc., etc..

 

 

                             vi) criar um clima de caos e de ingovernabilidade

 

Nunca esqueçamos, ao ler cada ponto da análise, que havia já um ‘plano bem traçado... que vinha sendo implementado’... para ‘criar um clima de caos e de ingovernabilidade’.

 

E para fundamentar isso, o ilustre Comité Central da Fretilin (eleito transparentemente no Congresso de Maio de 2006), juntou os diversos acontecimentos, desde 2001, fazendo-os suceder-se em fases e etapas que levaram ao ‘clima de caos e de ingovernabilidade’.

 

O caso de 4 de Dezembro de 2002, não provocou, deve-se dizer com honestidade, um ‘clima de caos e de ingovernabilidade’. Se, dalguns ministérios, os ministros saíram para evitar ofensas corporais na sua dignidade, foi só um dia. Se alguns ou todos os distintos deputados do Parlamento escolheram, com os pés, a melhor forma de segurança pessoal, foi também apenas uma questão de um dia.

 

Na manifestação em que se utilizou o ex-comandante L-7, a situação não levou ‘ao caos e à ingovernabilidade’. Os gases lacrimogéneos puseram fim à tentativa de vigílias, a que os mobilizadores se propunham. Eu digo ‘mobilizadores’, como possíveis actores internos, o Senhor Manuel Carrascalão, a Senhora Deputada Maria Paixão, que foram vistos fornecer água e alimentação aos manifestantes e a Senhorita Ângela Freitas que gritou muito na manifestação e recebeu como prémio, o caixão de volta à sua casa.

 

Na manifestação promovida pela hierarquia da Igreja, foram longos 18 dias, que embora incomodasse, não me lembro terem criado ‘um clima de caos e de ingovernabilidade’. Eu sei que se pensava ‘arrumar’ o assunto, pelo uso da força, e acredito que Deus não permitiu.

 

Contudo, eu também não devo esquecer que dentro do ‘plano bem traçado... e que foi sendo implementado’, aquelas manifestações eram apenas fases ou etapas... na magnífica análise política conspirativa do ilustre Comité Central da Fretilin.

 

Agora, podemos perceber, segundo o fio de pensamento da análise do CCF, a fase final ou etapa final do ‘plano bem traçado... que foi sendo implementado’, foi a manifestação dos peticionários.

 

O timorense comete sempre o erro de acordar tarde e, às vezes, tarde demais! E, com isso, quero dizer, os membros do CCF, são timorenses! Podemos ser mais brancos ou mais pretos, mais altos ou mais baixos, o carácter é o mesmo!

 

Por este aspecto de acordar-se tarde, agora posso ventilar a hipótese de que o CCF não estava a acompanhar a situação, não sabia de nenhum plano. Só depois da crise, fez uma retrospectiva analítica e chegou à conclusão da existência de fases, que bem descritas por doutores, licenciados em psicologia política e em direito, revela a existência de um ‘plano bem traçado... que foi sendo implementado’.

 

Afirmo assim, porque, o contrário seria o CCF, cujos membros estavam distribuídos no Governo e no Parlamento, na Polícia e nas F-FDTL, teria feito gorar pura e simplesmente os objectivos daquele ‘plano bem traçado’... de ‘criar um clima de caos e de ingovernabilidade’, suponho, em Abril e Maio de 2006. Ainda ressoa nos ouvidos das pessoas: ‘Só a Fretilin pode criar estabilidade e instabilidade!’

 

O CCF reconhece, agora (implicitamente) que o refrão era vazio, produto de arrogância política apenas, porque o CCF não conseguiu evitar que outras pessoas pudessem levar a cabo, durante 4 anos, ‘um plano bem traçado e que foi sendo implementado’ para ‘criar um clima de caos e de ingovernabilidade’. Demos a mão à palmatória, Senhores Doutores do CCF!

 

Eu lembro-me que, porque as ‘relações institucionais’ entre o Presidente da República e o Primeiro Ministro não estavam minadas ainda, em princípios de Maio, o Primeiro Ministro diz-me que ‘desconfiava que tudo o que aconteceu em 28 de Abril, fora obra do Rogério... porque não cumpriu as ordens que ele, Primeiro Ministro, tinha dado, logo pelas 8 horas da manhã, para reforçar a segurança, porque já se sabia que os peticionários iriam atacar o Palácio do Governo e porque o sistema de rádio e comunicação, que fora comprada muito recentemente na China, não funcionou, porque houve sabotagem ’.

 

Apesar do meu pedido para o Rogério ser demitido, em 28 de Novembro de 2002, também nunca lhe faltei ao respeito e, nessa ocasião, discordei imediatamente com a sua opinião. Mas, depois de ouvir mais argumentos do Primeiro Ministro, aceitei essa possibilidade.

 

Agora, fica-me praticamente difícil apontar o dedo a uns, sem apontar a outros. Os actores internos seriam os membros do PSD, como o Senhor João Gonçalves, que levavam água e comer para a ‘quarentina’ (onde os peticionários se concentravam), pessoas da embaixada americana, como a Senhora Lurdes Bessa, que foram vistas a levar também água e comer, membros da igreja que cometeram o pecado de dar de comer aos que têm fome e água aos que têm sede!

 

Mas não posso tirar da minha pobre cabeça, a acusação do Secretário-Geral do Partido e Primeiro Ministro, a um seu camarada e Ministro do Interior. Fiquei com enxaqueca, quando soube que, depois, o Senhor Rogério foi eleito Vice-Presidente da Fretilin! A acusação, afinal das contas,  era falsa! Não brinquemos a acusar levianamente as pessoas!

 

 

vii) aliciar as Forças para a necessidade de intervir a favor de um golpe para derrubar o Governo, pretensamente, para ‘salvar o país,  de um ‘governo impopular’

 

O ponto mais alarmante da análise está aqui: ‘Aliciar as Forças para a necessidade de intervir a favor de um golpe para derrubar o Governo, pretensamente, para ‘salvar o país, de um ‘governo impopular’.

 

Nas manifestações de Maio de 2005, tive um encontro com os dois Reverendos Bispos e, virando-me, para D. Basílio do Nascimento, disse: ‘Não repara, Senhor Bispo, que é irónico estarem aqui as pessoas a exigir a demissão do Primeiro Ministro, porque o governo é impopular, e, nas recentes eleições em Baucau para líderes comunitários, a Fretilin ganhou as eleições, em todas as aldeias e sucos’!

 

Ouvem-se contar muitas histórias!

 

Numa reunião, possivelmente em Outubro de 2005, do Conselho Superior de Defesa e Segurança, o então Ministro Rogério informou que os serviços de inteligência da Polícia estavam na posse de dados sobre possível fornecimento de armas, do outro lado da ilha, mencionando o nome de um Coronel indonésio e o envolvimento de dois padres, um de Atambua e um em Timor-Leste! E que a rede estava já cercada pela nossa inteligência e que, em tempos muito próximos, daria a saber do resultado.  

 

De Conselheiros Militares (Americanos ou Australianos) que se aproximaram do Tenente-Coronel Falur para um golpe!

 

Do Senhor Pe. Filomeno Jacob e da Senhora Fernanda Borges, junto do Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, para um golpe!

 

Do Senhor César Vital Moreira, do grupo da Mudança, junto do Brigadeiro-General Ruak, para um golpe! E, possivelmente, o Senhor Mau Boci e outros mais!

 

Do Alfredo Reinado, junto do Major Mau Buti, para um golpe!

 

Deve haver mais histórias, que o Povo desconhece! Peço, imploro e rogo ao Comité Central da Fretilin para dar instrução partidária à bancada da maioria para se formar uma Comissão de Notáveis para investigar, o mais cedo possível, esta questão, a fim de pormos fim de uma vez a especulações que surgiram... da análise do Comité Central da Fretilin, de 28 de Outubro de 2006.

 

 

Fico por aqui, e na terceira edição, vou abordar os pontos relacionados a ‘Dada a firmeza da posição do Comando das F-FDTL na defesa da Constituição e das instituições democraticamente eleitas’.

 

 

Dili, 11 de Novembro de 2006.

 

O Presidente da República,

 

Kay Rala Xanana Gusmão

 

 

 


#4068 De: "Helena espadinha" <mhespadinha@...>
Data: Seg, 20 de Nov de 2006 10:30 am
Assunto: FW: Mensagem à Nação 17.11.06 de SE PRDTL em nome de SE Pres. PN, de SE PM e de SE Pres. TC
lenalorosae
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
 
-----Mensagem original-----
Assunto: Mensagem à Nação 17.11.06; Mensajen Ba Nasaun 17.11.06;Message to the Nation 17.11.06

Peço a vossa melhor atenção para a Mensagem à Nação, proferido por Sexa. o Presidente da República, também em nome de Sexa. o Presidente do Parlamento Nacional, de Sexa. o Primeiro-Ministro e de Sexa. o Presidente do Tribunal de Recurso. 

Melhores cumprimentos, 

 

MENSAGEM À NAÇÃO

DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA

DE TIMOR-LESTE

TAMBÉM EM NOME

DE S. E. O PRESIDENTE DO PARLAMENTO

NACIONAL,

DE S. E. O PRIMEIRO-MINISTRO E DE S.E. O

PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE RECURSO

Palácio das Cinzas

17 de Novembro de 2006

 ( Traduzido do original em Tetum ) 

Povo de Timor-Leste,

População de Díli

Mães e pais

Juventude Loriko Aswain!

À Sociedade no seu todo,

Em nome dos Órgãos de Soberania aqui reunidos, com a devida vénia, pedimos

desculpa ao Povo, enquanto governantes, pelos erros cometidos que causaram esta crise.

Fizemos com que durante seis meses as consequências dos nossos erros se reflectissem

em todos vós, provocando sofrimento, medo e lágrimas.

Sabemos que errámos! E por causa dos nossos erros transferimos para todos vós, aos

idosos, aos adultos e sobretudo às crianças as consequências que todos conhecem e que

estão a sofrer na pele.

As F-FDTL e PNTL sofreram também as consequências derivadas dos nossos erros!

Todos nós estamos a dar a mão para reconstruir a paz neste nosso jovem país.

Porque as F-FDTL e PNTL estão a dar a mão para a paz e mútua aceitação, também

nós temos o dever de facilitar os encontros entre estas duas instituições. No passado dia

15 de Novembro, tivemos o resultado deste esforço, na demonstração de abertura de

ambas as instituições, que vieram juntas, apresentar-se aos Órgãos de Soberania e a todo

o Povo, demonstrando que estão prontos para de novo acarretar as suas

responsabilidades e garantir a estabilidade a bem de todos nós e a bem de todo o Povo.

Em nome dos Órgãos de Soberania, quero expressar um elevado apreço aos Jovens que

naquela tarde levaram flores para distribuir às duas forças de segurança, F-FDTL e

PNTL, e um elevado apreço aos jovens e às nossas irmãs e irmãos que inspirados pelo

12 de Novembro, demonstraram acolhimento mútuo e acenderam as velas.

Queremos aproveitar a ocasião de hoje para louvar estes jovens, vossos filhos e filhas

que souberam fazer uso deste acto simples mas de elevado significado.

 

 Povo de Timor-Leste

População de Díli

Caríssimos Jovens,

A época das chuvas está quase a começar, estamos cientes da preocupação que todos

nós temos em relação à população deslocada.

Por isso é que nós estamos aqui hoje a apelar a todo o povo para a necessidade de

estarmos unidos, para ERGUER de novo a nossa Nação! 

Todos nós temos que dar as mãos uns aos outros para recuperar a estabilidade que se

diluiu, para que todos nós possamos viver em tranquilidade e trabalharmos em conjunto.

Hoje mais do que nunca precisamos de ouvir uns aos outros, precisamos de confiar em

nós mesmos!

Nós sabemos que ainda há pessoas que estão revoltadas! Nós sabemos e as F-FDTL

também sabem que alguns de vós, espalhados nalgumas partes do país, ainda estão

revoltados. Assim como também sabemos e a PNTL sabe, que alguns de vós espalhados

noutros sítios do país, continuam revoltados.

Nós não podemos resolver tudo de uma só vez! Mas os Órgãos de Soberania juntamente

com as F-FDTL e PNTL, humildemente dirigimo-nos a vocês, pedindo para que

abandonem este sentimento de revolta.

Se nos mantivermos revoltados não será possível unirmo-nos para suplantar esta

situação. Todos nós podemos continuar a debater os erros cometidos para podermos

encontrar soluções, mas não façamos isso com raiva, não façamos isso com ódio!

Foi esta raiva que permitiu que nos portássemos menos bem, que permitiu que nós nos

destruíssemos uns aos outros, que fez com que não tivéssemos sossego nos últimos seis

meses.

Já é altura para pormos de lado todas estas fraquezas! Todos nós devemos promover a

paz, todos nós devemos acolhermo-nos mutuamente para que a reconciliação possa

singrar entre nós, tal como vós mesmos já demonstrastes.

Mas a reconciliação só por si não irá sarar os erros já cometidos! A Reconciliação será

sim um elemento que alimenta os nossos corações, prepara-nos, dá-nos coragem para

nos perdoarmos uns aos outros.

Será através da Reconciliação que nós poderemos encararmo-nos uns aos outros - olhos

nos olhos! Será a Reconciliação que nos permitirá falar uns com os outros como filhos

de Deus que somos! Será a Reconciliação que nos permitirá dar novamente as mãos,

enquanto criaturas que sabem que um dia poderão precisar umas das outras.

Queridos compatriotas!

Nós, os Órgãos de Soberania, pensamos que a partir da próxima segunda-feira do dia 20

de Novembro, todos os deslocados começarão a regressar às suas residências.

Membros das F-FDTL e PNTL irão trabalhar com o programa Simu Malu, do Governo,

e com a Comissão de Diálogo para a Reintegração Comunitária, bem como

Organizações Humanitárias, nomeadamente a ACNUR e a IOM, para processar a

evacuação dos deslocados de cada centro aos seus locais de residência.

Todos nós devemos estar unidos neste processo, para evitar problemas maiores

causados pela época das chuvas.

As pessoas deslocadas não devem recear que as suas comunidades locais não as recebam.

Os jovens da Comissão de Diálogo para a Reintegração Comunitária estão preparados

para iniciar em cada bairro os trabalhos conducentes à Reconciliação.

As pessoas deslocadas não devem estar preocupadas por não terem uma casa para as

acolherem. Os elementos do Governo que trabalham para o programa Simu Malu hãode

estar aí para vos apoiar. Nós, os Órgãos de Soberania, lançamos um apelo especial

aos Membros do Parlamento Nacional, aos Membros do Governo e aos funcionários

públicos, em cada campo onde se encontram, para serem eles os primeiros a saírem de

lá, dando o exemplo. Se forem os primeiros a faze-lo, o resto da população irá seguir o

exemplo.

Os membros das F-FDTL e PNTL, que serão destacados para cada bairro, juntamente

com os Jovens, hão-de serrar a madeira, colocar os zincos nas casas, para, antes de mais

nada, as casas terem telhados, terem protecção contra o sol e as chuvas. Hão-de

trabalhar juntos para ver os problemas de portas e janelas, para que cada família possa

estar já numa casa.

As opções já anunciadas pelo Governo, serão tidas em conta, a fim de garantir o devido

sucesso tanto para indivíduos como para famílias e, assim também, para toda a

comunidade. Mas essas opções serão discutidas no próprio local, nos bairros, não nos

campos de acolhimento da população deslocada.

 

 Povo de Timor-Leste

População de Díli

Caríssimos Jovens

Todos nós estamos a desenvolver esforços colectivos para reparar a nossa Nação,

enriquecer o nosso empenho na luta pela paz, erradicar o ódio e a vingança, para de

novo, erguer o nosso Estado, enquanto um Estado soberano e independente merecedor

de respeito da comunidade internacional.

Em verdade, enquanto Estado e enquanto Povo, nós tropeçamos, caímos, ficámos um

pouco feridos, ficámos um pouco adoecidos, mas enquanto um Estado, ainda não

perecemos, enquanto um Povo, ainda não desaparecemos.

É hora de todos nós nos reafirmarmos, enquanto um só Povo e uma só Nação!

Nós ainda podemos mostrar ao mundo que todos nós conseguimos recuperar a nossa

dignidade! A Dignidade de um Povo Aswain (destemido), a Dignidade de um Povo que,

na verdade, ama a PAZ!

 


#4069 De: "Helena espadinha" <mhespadinha@...>
Data: Ter, 5 de Dez de 2006 11:25 am
Assunto: Ângela Carrascalão - Luís reencontrou a paz
lenalorosae
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Segunda-feira, Dezembro 04, 2006 

Luís reencontrou a paz

Razões de ordem particular, obrigaram-nos a perder o medo e a fazermo-nos à estrada, rumo a Venilale. Fizemo-lo ontem, de manhã cedo.
À primeira vista, tudo parecia igual ao que era de dantes, notando-se, contudo, menos movimento nas estradas, menos gente a pé e ninguém a acenar.
Em Hera/Metinaro, antes do quartel das F-FDTL, metade das tendas brancas da ACNUR foi substituída por casas de palapa cobertas de colmo. E aí, sim, havia muita gente. O campo de refugiados deu origem a uma pequena povoação, com quiosques, venda de legumes e muitos grupos conversando à beira da estrada.
Em Baucau, o mercado regurgitava de gente e a aparência calma das pessoas era o reflexo do sossego reinante e que há muito desapareceu de Díli.
A razão da visita nada tinha de agradável mas, em Venilale, aconteceu algo que nos deixou profundamente aliviados.
Logo nos primeiros dias de Junho, relatei aqui a história de um grupo de jovens trabalhadores rurais que tratavam de uma pequena horta, sem nunca se terem dado seriamente conta da divisão “Lorosae/Loromonu”, até ao eclodir dos conflitos de Abril e Maio. E lembro-me ainda de contar que, receoso da fúria da população maioritariamente de Loromonu, Marcos ajudara Luís, o trabalhador de Leste, a esconder-se e, posteriormente, a escapar-se em segurança, não fosse perecer às mãos de enfurecida gente.
No meio do ambiente de tristeza, lobriguei, por entre a multidão, a cara satisfeita de Luís quando nos viu. Abraços, naturalmente que os houve, para além de muitas perguntas e outras tantas respostas. E assim fiquei a saber que, três dias depois de se ter refugiado no Colégio D. Bosco, Luís partiu silenciosamente para a sua terra natal.
Voltámos para Díli já a madrugada ia alta e não se via vivalma no caminho. Tudo deserto. Menos no campo de refugiados-nova povoação de Hera/Metinaro onde se mantinha imensa gente na estrada.
Recordo as lágrimas de aflição de Marcos em Junho passado.
Desta vez, mal lhe dei a novidade, as lágrimas voltaram a rolar copiosas pelas faces de um Marcos muito aliviado!
Estou de acordo com o Marcos e, tal como ele, também eu fiquei com a certeza de que “Maromak tulun nia!”, ou seja, Deus ajudou-o, ao Luís.
E como, nestas coisas do destino, mais vale não desafiar a sorte, também concordo com o Luís para quem, agora, é ainda muito cedo para voltar pois “as notícias de Díli não são nada animadoras”.
É que, em Venilale, mesmo sem trabalho, Luís reencontrou a paz e não está disposto a prescindir dela! Por outro lado, mesmo acreditando na eterna e presente ajuda do Divino, Luís também acredita que a maldade humana se mantém, aparecendo cada novo dia vestida de nova roupagem


3 comments

Obrigado, Ângela, pelos seus relatos do quotidiano timorense.
Gostaria de saber se a Escola do Reino de Venilale (a escola feita pela Swatch, recordam-se?) já tem mais alguns livros em português. É que em 2003, a ampla biblioteca desta bela escola, estava muito bem recheada de livros...australianos. A morada para quem quiser enviar livros e manuais escolares novos ou usados é: Escola do Reino de Venilale - Venilale - Baucau-Timor Leste.
E que dizer do orfanato das irmãs dominicanas, lá mais em cima, em Soibada ? Em 2003 estava quase sem nada. Também podemos dar uma mão. A morada para o envio de material escolar é: Convento de Soibada - Soibada - Apartado 55 - Timor Leste.
Este blog não pode desaparecer. Ouviram bem pessoal do Público ?
Augusto Lança - Sines

A escola primária de Abafala, na subida para o MOnte Matebian, também está muito carenciada de livros. Esta escola primária, reconstruida com a ajuda portuguesa, está a uma grande altitude e encontra-se rodeada por uma bela mata de bananeiras e palmeira do açúcar akadirum. Só visto!
A morada é: Escola Primária de Abafala - Abafala - Baucau. Recordem que estes livros são enviados no correio especial para Timor e só pagam 1 euro por Kg, em embalagens até 2 kg.
Augusto Lança

Ainda bem que nem tudo é mau. Pelo menos fora de Dili há mais calma. Realmente é preciso pôr a juventude a trabalhar para lhe dar ocupação e assim não pensar em andar às pedradas a quem passa.


#4070 De: "Helena espadinha" <mhespadinha@...>
Data: Seg, 11 de Dez de 2006 2:41 am
Assunto: Juramento pela paz marca 10 anos de Nobel para o Timor
lenalorosae
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10-12-2006 10:50:57
Juramento pela paz marca 10 anos de Nobel para o Timor

Díli, 10 Dez (Lusa) - Dirigentes políticos timorenses juntaram-se neste domingo a representantes da sociedade civil dos 13 distritos do país em um juramento pela paz (foto), que marcou ainda o décimo aniversário da atribuição do Prêmio Nobel da Paz a duas personalidades da nação asiática.

O "Soru Mutuba Dame" ("Encontro para a Paz") foi realizado após o sacrifício simbólico de um porco, e em uma casa em frente ao Palácio do Governo. Diante de membros do corpo diplomático, o presidente do país, Xanana Gusmão, e o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri participaram do evento.

Além de Gusmão e Alkatiri, o compromisso de paz reuniu o presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres "Lu-Olo", e o premiê José Ramos Horta, entre outros.

Transmitido ao vivo pelas emissoras estatais de rádio e TV, o evento representou o desfecho de um intenso processo de reconciliação.

Há três dias foram os líderes tradicionais, os "Lia Nains" ("Anciãos"), em representação dos 36 grupos étnico-lingüísticos existentes no país, que se comprometeram a promover a paz diante dos líderes políticos do Timor.

Neste domingo foi a vez dos dirigentes políticos selarem o mesmo compromisso frente aos "Lia Nains".

A diferença da cerimônia deste domingo com relação à de quinta-feira foi a presença do ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri, que desde junho não participava de eventos públicos, após sua demissão na chefia do governo.

Chamou a atenção, no entanto, a ausência de populares.

Renascimento político

Em declarações à Agência Lusa, Alkatiri disse que sua presença no local talvez marque seu renascimento político.

"Talvez esteja na minha segunda encarnação política", disse.

Líder do partido majoritário do Timor, a Frente Timorense de Libertação Nacional (Fretilin, governista), Alkatiri citou ainda o encontro que teve há dois dias no Palácio das Cinzas, sede da Presidência da República, com Xanana Gusmão.

"Foi bom. Acho que não tivemos muito tempo para discutir em profundidade as questões, mas enfocamos o essencial. Isto também fez com que eu estivesse aqui", acrescentou.

A cerimônia deste domingo serviu ainda para marcar o décimo aniversário da atribuição do Prêmio Nobel da Paz a José Ramos Horta e ao então bispo de Díli Carlos Ximenes Belo.

Números da crise

O Timor Leste vive desde abril uma crise político-militar que já deixou mais de 60 mortos e 180 mil refugiados.

Atualmente, cerca de 25 mil pessoas seguem em campos de refugiados na capital, e outras 70 mil nos outros distritos do país.


#4071 De: "pordentro" <pordentro@...>
Data: Sáb, 16 de Dez de 2006 9:18 pm
Assunto: Fw: RedeLusofona: Programa CPLP Universidade de Aveiro
gapaonacional
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----- Original Message -----
From: Joaquim Ramos Pinto [PT]
To: Rede LUSÓFONA
Sent: Saturday, December 16, 2006 8:02 PM
Subject: RedeLusofona: Programa CPLP Universidade de Aveiro


Informação disponível em: http://uaonline.ua.pt/detalhe.asp?id=7326

Outras Actividades
De 27 de Novembro a 18 de Dezembro - UA
AAUAv organiza mostra de cultura lusófona e assinala 10º Aniversário da CPLP
Jorge Sampaio, Gilberto Gil, Malangatana, Inocência da Mata, Florentino
Gomes e Mayra Andrade são apenas algumas das personalidades que vão passar
pela Universidade de Aveiro, entre 27 de Novembro e 18 de Dezembro, na
mostra de cultura lusófona que servirá para assinalar o 10º aniversário da
constituição da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Organizada pela Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), a
mostra, intitulada «Semana da CPLP», visa criar um espaço de
confraternização entre as diferentes comunidades portuguesas, facultando o
conhecimento e a partilha de diferentes culturas.
Exposições, gastronomia, contos, palestras e concertos completam um programa
que dará a conhecer tradições, usos e costumes e contribuirá para a promoção
da língua portuguesa, utilizada por cerca de 200 milhões de falantes em todo
o mundo.
Do programa constam também a entrega de sete títulos Sócio Honorários a
personalidades de destaque de cada um dos representantes dos PALOP, Brasil e
Portugal.
Pretende-se, com a «Semana da CPLP» - um evento organizado pela primeira vez
numa Universidade portuguesa - a promoção da Lusofonia, o intercâmbio
cultural entre os oito países que compõem a CPLP e o fomento do convívio
entre as várias comunidades existentes na UA.
Os bilhetes para os concertos de Jorge Palma, Kalu Mendes e Mayra Andrade
poderão ser adquiridos na Secretaria e Front Desk da AAUAv, no Mercado Negro
e no próprio local, no dia do concerto. As restantes actividades são de
acesso livre e gratuito.
Campanha de Solidariedade «Uma palavra só - Solidariedade»
A «Semana da CPLP» será ainda o mote para o lançamento da campanha de
solidariedade «Uma palavra só - Solidariedade» cujo objectivo é a recolha de
material escolar, didáctico e informático para os Países Africanos de Língua
Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste.
A campanha desenrolar-se-á em três fases distintas: a primeira, de contacto
com as empresas, a segunda de angariação de fundos e material e a terceira
de entrega do material recolhido aos destinatários finais.
Para tal, a AAUAv conta com a colaboração de entidades do domínio público e
privado, tais como Embaixadas, o Centro Universitário de Fé e Cultura, a
Câmara Municipal de Aveiro e a comunidade em geral.
Informações complementares poderão ser obtidas na sede da AAUAv:
Campus Universitário de Santiago,
Agra do Crasto,
3810-193 Aveiro
Telef: 234 372 370
Fax: 234 372 379
e-mail: aauav@...
Responsável pela organização: Negesse Pina (968 703 594)

#4072 De: "Carmen Melo" <carmenpmelo@...>
Data: Ter, 19 de Dez de 2006 12:39 am
Assunto: FELIZ NATAL
carmenpmelo
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Olá a todo(a)s,

 

Mais um Natal, época de Paz e Boa Vontade (pena que, para muita gente, esse "espírito" só exista uma vez por ano…) e mais um ano que está prestes a encerrar-se enquanto outro está já pronto para começar, com todas as esperanças que sempre se depositam em tudo o que é novo.

 

Pois bem, aqui estou eu a desejar-vos a todos um Feliz Natal e um Óptimo 2007, que traga a concretização de tudo o que mais desejam tanto a nível pessoal e familiar como a nível financeiro e profissional (a propósito, não se esqueçam de ir visitando e divulgando o site da minha empresazinha, www.ecomeios.com,  por todos os vossos amigos – principalmente aqueles que deixam as compras de Natal para a última hora ;-))

 

Boas Festas e até Sempre,

 

Carmen P. Melo

 

 

 


 

ECO MEIOS, LDA.

Estrada da Falagueira, 58 - R/C Esq.

2700-365 AMADORA

Tel./Fax: 214 910 202

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



#4073 De: "Nuno Sarandes" <nuno.sarandes@...>
Data: Qua, 20 de Dez de 2006 11:32 pm
Assunto: Feliz Natal!
nunosarandes
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Dear   Nuno Sarandes has sent you a link to this page over at Greenpeace: http://www.greenpeace.org/international/fungames/e-cards/green-and-happy-holidays



--
Nuno Sarandes

#4074 De: "jhp1257" <jhp1257@...>
Data: Qui, 21 de Dez de 2006 8:22 pm
Assunto: FELIZ NATAL
jhp1257
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PAZ PARA TODO MUNDO DESAJA JOAQUIM PEDRO DE LORINHA PORTUGAL E INDIAN
ORCHARD MASS USA

#4075 De: "mapeal3" <mapeal3@...>
Data: Sáb, 23 de Dez de 2006 2:29 pm
Assunto: Feliz natal - Merry Christmas
mapeal3
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Caros amigos do Ajudar-Timor
 
Envio os meus votos dum Feliz Natal e dum Próspero ano novo 2007.
 
Dear friends
 
I wish a Happy Nativity and a proposerous New year 2007 for all !
 
Manuel Alonso

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