O TABU DA ABSTRACÇÃO NO FEMINISMO
Como se esquece o universal do patriarcado produtor de mercadorias
"A dignidade dela está em ser ignorada"
Jean-Jacques Rousseau
Introdução * Breve esboço da elaboração teórica feminista desde "68" * O
problema da obsessão de auto-relativização no feminismo e a dissociação-valor
como princípio fundamental do patriarcado produtor de mercadorias * O problema
fundamental do relativismo e a inevitabilidade da abstracção dialecticamente
mediada no contexto da crítica da dissociação e do valor * Auto-afirmação em vez
de autonegação como pressuposto da auto-relativização * O patriarcado produtor
de mercadorias esquecido * Bibliogafia
O patriarcado produtor de mercadorias esquecido
Assim, se o conceito de dissociação-valor deve ser considerado por assim dizer
como GRANDEZA FILOSÓFICA, no sentido de princípio social fundamental que
determina toda a sociedade (mundial), e por isso tem de ser tematizado para lá
de qualquer interesse feminista particular – então esta problemática não pode
obviamente voltar a ser tratada apenas no contexto particular do debate
feminista. Pelo contrário, essa grandeza filosófica terá de constituir a base da
teoria crítica em geral, por causa do seu carácter abrangente. Só desta maneira
se torna claro que a dissociação-valor não trata simplesmente da relação
hierárquica de género em sentido estritamente sociológico, mas sim do todo da
relação social. Nessa medida a dissociação-valor já não pode ser tratada como
"aspecto" da elaboração teórica geral no plano da mera constituição do sujeito,
como pensam alguns, por exemplo os representantes de uma certa crítica do valor
de resto entendida de modo universalista. Trata-se nada menos que da verdade do
falso todo, que agora no entanto tem de ser concebido de novo...
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