Entrar
Usuário novo? Cadastre-se
acropolis · Acrópolis
? Você já é um associado? Entre no Yahoo!

Dicas

Você sabia...
Você pode receber várias mensagens em um único e-mail. Basta configurar suas opções de entrega de e-mail.

Mensagens

  Ajuda
Avançado
A redução da velocidade de queda   Lista de mensagens  
Responder | Encaminhar Mensagem #118647 de 118650 |
Robert Kurz

A redução da velocidade de queda

A memória da economia de mercado e dos media corresponde aproximadamente à
memória de uma criança de três anos. No entanto, talvez deva ser recordado o
"serviço" de previsões das instituições oficiais, relativamente à evolução da
economia global. No Verão de 2008 ainda se celebrava, em previsões que iam até
2020, a retoma da conjuntura, nunca reconhecida como conjuntura de deficit. À
medida que a crise financeira se começava a manifestar, havia "fins de alerta"
periódicos. O pior já passou, ouvia-se ainda em Setembro. Após as
"Segundas-Feiras Negras" nas bolsas de valores, insistiu-se na afirmação de que
a economia real era saudável em si mesma e apenas seria um pouco afectada pelo
desastre da economia financeira. Para 2009 esperava-se um crescimento apenas
ligeiramente mais fraco. Quando a economia mundial entrou em queda, os
institutos económicos, acometidos de dúvidas sobre si mesmos, já não se
dispunham a emitir mais qualquer prognóstico. Mas o aprendido não esquece.
Recentemente, o título da "Wirtschaftswoche" era: "Hurra, ainda estamos vivos".
O optimismo profissional apropriou-se da fórmula segundo a qual, de acordo com o
Instituto IFO, a velocidade da queda teria começado a abrandar.

Mesmo fisicamente, trata-se de uma imagem bastante enviesada, porque em queda
não se consegue abrandar; a questão, quando muito, é a natureza da aterragem. O
novo optimismo faz lembrar a velha anedota do homem que caiu do avião sem
pára-quedas e, a meia altura, diz: "Até aqui tudo bem". Que um colapso histórico
se possa resolver a contento de todos apenas em alguns meses é, naturalmente,
uma esperança vã. A crise económica mundial não se desenvolve linearmente, mas
aos solavancos. Se neste momento se tem esperança no alcance dos programas
económicos globais, no valor de aproximadamente dois biliões de dólares, está-se
a esquecer o que é decisivo. Em primeiro lugar, os esqueletos no armário dos
balanços dos bancos e dos conglomerados empresariais estão ainda longe de ter
sido removidos; os "bad banks" simplesmente adiaram o problema e ainda está para
vir a próxima onda de write-off necessários (como por exemplo nos sistemas de
cartões de crédito). Em segundo lugar, com a transferência do crédito para o
Estado, o potencial inflacionário está à espreita; a curto prazo uma conjuntura
inflacionária poderia passar por cima das barreiras levantadas contra a crise.
E, em terceiro lugar, não há quaisquer novos potenciais de valorização real à
vista, que pudessem gerar uma retoma auto-sustentada, de acordo com o "motor de
arranque" keynesiano baseado na dívida.

A parte de leão dos programas conjunturais coube até agora à China. Lá já se
pagam subsídios do Estado para a compra de frigoríficos e máquinas de lavar. Mas
com isso nem sequer se pode compensar no curto prazo a ruptura da exportação de
sentido único. Mesmo com um subsídio, o poder de compra do mercado interno
chinês é demasiado pequeno para poder compensar a queda do consumo dos EUA. Além
disso, os subsídios do Estado aplicam-se apenas aos bens produzidos na China e
não ajudam nada os exportadores do resto do mundo. O programa de simulação está
a ser pago a partir do gigantesco excedente de divisas, em moeda dos EUA,
divisas ameaçadas de desvalorização pelos igualmente gigantescos pacotes de
salvamento, financiados pelo banco central nos EUA. É de esperar um surto de
inflação nos EUA e na China, a irradiar para todo o mundo, estando
simultaneamente iminente a segunda onda da queda do consumo dos EUA e,
consequentemente, da exportação global. A próxima vergonha do "pensamento
positivo" é inevitável. Ilimitada parece ser apenas a perda de realidade das
elites capitalistas, que já não sabem que fazer.

Original VERLANGSAMUNG DER FALLGESCHWINDIGKEIT in www.exit-online.org Publicado
em Neues Deutschland, 22.05.2009.

http://obeco.planetaclix.pt/

http://www.exit-online.org/





Ter, 9 de Jun de 2009 5:14 pm

jneves_2000
Offline Offline
Enviar e-mail Enviar e-mail

Encaminhar Mensagem #118647 de 118650 |
Expandir mensagens Nome/E-mail Classificar por data

Robert Kurz A redução da velocidade de queda A memória da economia de mercado e dos media corresponde aproximadamente à memória de uma criança de três...
jneves_2000
Offline Enviar e-mail
9 de Jun de 2009
5:15 pm
Avançado

Copyright © 2009 Yahoo! do Brasil Internet Ltda. Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade - Termos do Serviço - Diretrizes - Ajuda