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Nesta época em que o comércio torna-se cada vez mais globalizado, ignorando fronteiras físicas, com pedidos feitos pela internet de qualquer parte do mundo, com produtos sendo fabricados em um país e entregues no outro lado do planeta, as normas técnicas tem papel fundamental como meio facilitador desse comércio e como ferramenta de defesa do consumidor.
Todos os acordos comerciais existentes, sejam internacionais, como o da Organização Mundial do Comércio ou regionais, como o Mercosul e a ALCA, contêm cláusulas que se referem ao uso de normas, removendo as chamadas barreiras técnicas, que muito prejuízo podem trazer aos consumidores finais de produtos. O Código de Defesa do Consumidor cita explicitamente o uso de normas técnicas como um dos meios de proteger o consumidor contra maus produtos e fabricantes.
Para a elaboração de normas técnicas, foram criadas em todo o mundo diversas organizações nacionais (ABNT, ANSI, IRAM, CSA, etc.), regionais (AMN, COPANT, CANENA, CENELEC, etc.) e internacionais (IEC, ISO, NFPA, ITU, etc.), além de centenas de organizações de desenvolvimento de normas (NEMA, IEEE, UL, VDE, etc.). Para a maioria das pessoas, não é fácil identificar o que cada uma dessas siglas quer dizer e como suas atividades podem impactar no dia-a-dia. Diante de todas essas entidades, surge a necessidade de um profissional especializado na área de normalização técnica, com um perfil particular para esse tipo de atividade.
Neste encontro, será analisada a importância da normalização técnica para o comércio e proteção do consumidor, o papel das organizações de desenvolvimento de normas, os diferentes conceitos relativos ao que é uma norma internacional e o perfil do profissional que trabalha com normalização. |