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Favor divulgar. * * * Revista de Sociologia e Política Dossiê
Crime, Segurança e Instituições Estatais: problemas e perspectivas Organizadores: Maria Victoria Pita (Universidade
de Buenos Aires – UBA) – mariavictoriapita@... Marcos César Alvarez (Universidade de São Paulo –
USP) – mcalvarez@... Marcelo da Silveira Campos (Unicamp – Programa de
Pós-Graduação em Ciência Política) – celo_campos@... Quando se pensa a
questão do crime é habitual fazê-lo sob as coordenadas das relações entre crime
e pobreza. Este debate, que não é novo na região latino-americana, parece
reatualizar-se nos últimos anos. Contudo, a questão do
crime e sua associação com a pobreza – em que este par torna-se antes que
hipótese, formulação explicativa – freqüentemente tem levado, por um lado, a
profusão de análises focadas em medir a pobreza, medir o crime e quantificar a
insegurança experimentada pelos cidadãos. Por outro, as pesquisas qualitativas
têm identificado o ressurgimento da relação crime e pobreza através da chamada “criminalização da pobrezaâ€. Nessa
perspectiva, a justiça penal atual aponta, na passagem do século XX ao XXI, para
o abandono de uma política criminal baseada na tradição liberal dos direitos individuais
e na idéia da ressocialização do delinqüente; e sua substituição por uma
política penal mais dura centrada na defesa social. Estas pesquisas têm
obscurecido (ou subordinado) assuntos tais como as formas de gestões
específicas e locais de segurança pública – que envolvam polícias e agências de
segurança privada, no que se refere aos usos públicos e privados da violência e
da estatalidade – e seu papel em relação as formas de organização da
criminalidade. Também pouco se tem problematizado sobre os limites difusos
entre o formal e o informal; entre o legal e o ilegal. Limites às vezes tão
difusos que levam a pôr em questão a idéia de mundos inteiramente separados
entre si. Ainda,
poucos trabalhos analisam quais tipos de políticas de segurança pública são
discutidas, formuladas e aprovadas pelos parlamentos; nem quais são as
modalidades habituais de desempenho do poder judicial e as (suas) articulações
com as formas de exercício do poder policial e a gestão da segurança. Muitas
das discussões também dão por certo o importante fluxo dos dados quantitativos,
sem, muitas vezes, deter-se a problematizar as rotinas que produzem estes
dados, nem qua valor político significativo nas contendas políticas
locais, nacionais e da região sobre a questão da segurança. Acreditamos
que o debate sobre tais assuntos pode ser enriquecido e reatualizado pela
inclusão das questões identificadas. Portanto, convocamos acadêmicos e
pesquisadores a participar deste dossiê da Revista
de Sociologia e Política, com trabalhos que analisem, discutam e problematizem
questões nas temáticas propostas. A entrega da versão preliminar dos textos
será em dezembro de 2009. A versão final dos textos está prevista para julho de
2010, com publicação definitiva no volume 19, número 40, em outubro de 2011. "Cansamo-nos de agir E até de pensar cansamos; Só não cansamos de amar E nem de dizer que amamos" (Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte) |
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