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COMUNICADO - Congresso :
Os Jovens no Folclore Português
1° Congresso de Jovens
Folcloristas Portugueses ou de Origem Portuguesa
no quadro das
comemorações do Dia Internacional da Juventude (UNESCO)
Cartáz do congresso, baixar aqui
“A
persistência é o caminho do êxito†(Charlie Chaplin)
Pela
primeira vez em Portugal, a juventude portuguesa emigrante ligada ao movimento
folclórico e cultura tradicional portugueses vai organizar o seu congresso
mundial para tentar responder às dificuldades destas problemáticas enquanto
dirigentes associativos na diáspora.
“Aproveitando a data do
Dia Mundial da Juventude, sob a egide da UNESCO, um dos principais objectivos é
reunir a juventude folclorista portuguesa ou de origem portuguesa que integram
agrupamentos folclóricos lusos nos países de acolhimento ; mas tambem estarão
em debate temas importantes para as nossas funções de integrantes ou
responsaveis folclóricos†diz logo de ínicio o Presidente
do Clube de Jovens Portugueses, Adé Caldeira.
E
acrescenta : “Por ser
tambem um dos seus principais objectivos é que de imediato o IPJ de Faro se
disponibilizou em associar-se a este evento e a conceder as suas intalações no
apoio técnico-logistico ao idêntico das Secretarias de Estado à Juventude e às
Comunidades que vêm neste congresso uma formula de se juntar aos
luso-emigrantes apaixonados das raízes portuguesasâ€.
O
1° painel “Jovens no folclore : da teoria à prática†tratará mais de temas
técnicos etno-folcloricos como : a dança tradicional e o traje folclórico
portugues ; os instrumentos tradicionais nos grupos folclóricos ; a realidade
geográfica dos grupos folclóricos ; a divulgação mundial das tradições
nacionais portuguesas ou ainda os conceitos de folclore e etnografia e a sua
representatividade nos núcleos de emigração portuguesa.
Já
o 2° painel será aos “Apoios ao folclore†: SEJD, IPJ e INATEL : Linhas de
apoio aos grupos de folclore ; programas de apoio autarquicos, nas comunidades
e aos jovens e ao movimento associativo / folclórico mas tambem como a inserção
das tradições nos programas escolares e educativos.
No
encerramento do congresso, um colóquio e debate publico discutirão com um tema
geral : “Jovens no Folclore : Cidadania e participação no espaço públicoâ€. Em
sub-temas serão abordados o melhor relacionamento entre os jovens nas
comunidades portuguesas e os grupos folclóricos em Portugal, e igualmente os
jovens nas comunidades portuguesas e a sua participação no espaço público : as
novas formas de expressar a cultura popular pelos jovens e a sua vertente na
cidadania local.
Em
final de cada painel existirá momentos de debates sobre as comunicações com os
jovens e público presentes.
Sérgio
Correia, Presidente do Clube na Venezuela afirma : “tenho esperanças que este congresso
analize e debata, a necessidade de pôr forças em sinergia para uma melhor
representação do folclore português na emigração para que estas e outras questões,
abordadas e discutidas com a maior abertura e na maior unidade, dêm um novo
impulso aos grupos folclóricos portugueses emigrantes e à nossa vida
associativa, princípios que devem nortear a vida dos nossos ranchos emigrantesâ€.
Com
este congresso o Clube de Jovens Folcloristas pretende valorizar o património
nacional português para que seja reconhecido mundialmente e divulgar a nossa
riqueza cultural ... Mas advertem os seus Dirigentes Nacionais que tambem
servirá para mostrar aos politicos que se combater o uso pejorativo da palavra
“folclore†que cada vez que acontece acaba por insultar a juventude apaixonada
de folclore português !
Logo
Frank Figueira, jovem dirigente do CJF-Venezuela em Valência, diz que “a juventude portuguesa emigrante no
folclore sente orgulho e honra de ser integrante deste movimento que se verifica
nos tantos festivais participados†... e o Presidente do
CJF-Venezuela, Sérgio Correia remata “Qual vergonha de “honrar a camisa do dia a dia, o modo de
trajar e a alegria dos nossos antepassados†? Vergonha seria certamente de não
o fazer !â€.
Por
seu lado, Adé Caldeira relembra que “temos que compreender e defender o nosso património, a
nossa identidade, até porque o desenvolvimento só coabita com uma população
culturalmente evoluída, o que não pode acontecer no desconhecimento das raízes
que nos definem, no ignorar das memórias do povo que somos. É um facto, que um
povo sem memória não existe. Há por isso que preservar, investigando,
reconstituindo essa memória patrimonial e divulgar as nossas tradições, e
torna-las prioritáriasâ€.
Pelo
apoios obtidos, fala Virginia Fernandes, Tesoureira-Geral do Clube que indica
que “como qualquer
colectividade associativa, e nenhum dirigente o negará, passamos mais tempo a
correr atrás dos apoios e patrocinios que propriamente no tempo de realização
dos nossos projectos. No entanto, não negamos que se foi dificil ao principio
conseguir apoios ... hoje, a notoriedade dos Clubes é de tal forma implantada
localmente que encontramos bastantes portas abertas tanto pelas autoridades e
organismos públicos portugueses como nos nossos países de acolhimento. Na parte
financeira, temos tido bons resultados ... ou seja aqueles que esperavamos !â€.
Por
seu lado, Sónia do Cubo, Vice-Presidente delagada pelo Alto-Minho afirma que “Nas comunidades portuguesas, temos
na ideia que o folclore deve manter uma das suas funções, sem ser a única, de
mostra túristica sobre o nosso país e de valorizar as nossas riquezas nacionais
e culturais ligadas às tradições popularesâ€.
O
1° Clube foi criado informalmente em França em 2003 por jovens totalmente
apaixonados pelo folclore português : qualquer café parisiense servia para
longas reuniões e debates ... muitas vezes eramos os últimos a sair e “à forçaâ€
! Com este sucesso de participação, o CJF tomou forma juridicamente oficial em
Setembro 2004.
O
projecto dos Clubes inscreve-se nas politicas da UNESCO (16/11/1945) e do seu
programa dedicado à salvaguarda do património cultural imaterial, pelo que
entende-se tambem a “salvaguarda do folcloreâ€.
“Os Clubes sempre se
preocuparam com a defesa do folclore português nos países de emigração como
actividade fundamental da nossa vida associativa e baluarte da nossa cultura
popular, por esses motivos animamos regularmente para jovens responsaveis e
directores técnicos de grupos folclóricos portugueses sessões de formação.
Estes encontros destinam-se a analizar a situação dos nossos grupos folclóricos
e a debater o seu funcionamento e o seu futuroâ€,
diz Gepetto de Almeida, dirigente delegado ao folclore nazareno.
O
trabalho destes colectivos passa também por dinamizar os grupos folclóricos
existentes nos países de acolhimento, nomeadamente acompanhando-os na
organização de festivais e outras iniciativas. Os Clubes CJF’s irão também
prestar o seu contributo para a criação de um fundo documental e audiovisual
sobre o folclore regional de Portugal.
Não
há própriamente requesitos para aderir a qualquer CJF pois o termo de “Jovens
Folcloristas†não é associado à idade mas como diz Nuno-Miguel, jovem
Vice-Presidente pelo Baixo-Minho na organização e com 19 anos : “Há, porém, um limite de idade para
ser Dirigente
Uma
da dificuldade inicial aquando a criação de qualquer clube local foi a rejeição
imediada dos “veteranos†que acharam de mau olho a vinda “desta juventude†que
demonstrava ser mais estudiosa nestas matérias.
“Foi necessário um
esforço particular para não ferir estes “velhos do Resteloâ€. Com paciencia e
diplomacia ao longo do tempo, são os nossos melhores apoiantes e fãs !†diz
Patricia da Silva, Vice-Presidente delegada ao Ribatejo
E
Patricia da Silva acrescenta que “hoje temos mais preocupações em responder rápidamente às
solicitações técnicas que nos surgem do Mundo inteiro e pelas quais não estamos
preparados para isso, como não se proporcionava ter que combater com um certo
“autismo†dos grupos e ranchos em Portugal que teimam em guardar os seus
conhecimentos em segredo e não partilhar com a juventude folcloristas
portuguesa emigranteâ€.
A
criação de grupos folclóricos emigrantes são a genese da própria fundação do
movimento associativo português nas comunidades. Em maioria dos casos foi assim
que se fundaram a grande parte dos ranchos na emigração. Como o norte de
Portugal foi a zona que mais sofreu o exodo migratório, acontesse que a maioria
dos grupos são minhotos ou dizem-se pertencer ao Minho. Na Europa, os
ribatejanos encontram-se bem representados em 2ª posição no panorama folclórico
... Na América Latina, os madeirenses são quase a unanimidade da representação
folclórica local.
Se
antigamente os ranchos de portugueses emigrantes representavam “Portugal por
inteiroâ€, hoje assistimos a uma consciençalização de seus dirigentes
associativos e técnicos em escolher uma zona etnográfica única de
representação.
Portugal
é um dos países do mundo com mais grupos ou ranchos folclóricos. Por censo do
“Jornal “Folcloreâ€, único orgão de comunicação social que trata desta
problemática, existem cerca de 1750 agrupamentos em território nacional e
ilhas.
É
dificil obter dados concretos nas comunidades portuguesas, mas diz-se haver
alguns 700 na emigração ; só em França existem uns 450, uns
Sérgio
Correia de Caracas relembra que “a internet veio solucionar o isolamente da juventude
folclorista portuguesa no estrangeiro para com agrupamentos em territorio
nacional. Mais concretamente, daí nascem trocas de informações, fotos e videos
para os grupos portugueses no estrangeiro que tentam melhorar a sua
representatividade etno-folclorica portuguesa na emigraçãoâ€.
E
Frank Figueira de Valência (Venezuela) acrescenta que “para bastantes os casos, essas
interacções provocam permutas entre ambos os grupos dos jovens que se
contactaram inicialmente. Por sites, livros de visitas e foruns virtuais,
muitos jovens têm-se interligados a esta paixão comum que é o folclore
portuguêsâ€.
De
imediato Adé Caldeira afirma : “Não negamos que os Clubes CJF’s têm contribuido fortemente a esta
interacção. Podemos dizer que, por uma vez, é o efeito positivo da globalização
mundial !â€.
Com
o padrão da ideologia do Clube de Jovens Folcloristas Portugueses nas
Comunidades (CJF) inicialmente criado por “jovens apaixonados do bom folclore
português†em França, já se encontrão em funções o CJF-Brasil, o CJF-Venezuela,
o CJF-Argentina, o CJF-Suiça, o CJF-Bélgica, o CJF-Luxemburgo, o CJF-Canadá, o
CJF-Alemanha e o CJF-Estados Unidos. Para vencer o problema da língua lusófona
de jovens em países de acolhimento existem fóruns virtuais só com utilização do
francês (11/11/2005) e do espanhol (10/09/2006).
Divulgar
de forma fiel às suas origens a etnografia e o folclore português, criar elos
de solidariedade entre os grupos folclóricos portugueses existentes nos países
onde existem comunidades lusas, reflectir sobre a qualidade da representação do
folclore nesses países e auxiliar os grupos folclóricos na defesa da correcta
etnografia folclórica portuguesa são os principais objectivos a que se propõe
os Clubes CJF’s.
Mais
de 700 membros encontram-se associados aos 10 Clubes CJF’s espalhados no Mundo.
O
1° Congresso de Jovens Folcloristas Portugueses terá lugar no auditório do
Instituto Português da Juventude em Faro, no Sábado 11 de Agosto 2007 às 10h.
Mais informações sobre o programa : www.jovensfolcloristas.blogspot.com
segunda-feira, 23 de Julho de 2007
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