Só para o caso de terem interesse numa visão alternativa à "politicamente
correcta" nesta matéria, sugiro:
http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/search/label/pol%C3%ADtica%20ener
g%C3%A9tica
Melhores cumprimentos,
José Luís Pinto de Sá
-----Original Message-----
From: EnergiaPT@... [mailto:EnergiaPT@...] On
Behalf Of vferreira2000
Sent: terça-feira, 6 de Outubro de 2009 18:22
To: EnergiaPT@...
Subject: [EnergiaPT] Pacto de Autarcas: Cidades Portuguesas Rumo à
Sustentabilidade Energética
Lançamento do Documentário «Pacto de Autarcas: Cidades Portuguesas Rumo à
Sustentabilidade Energética»
Informamos que a TV Energia disponibiliza em www.tvenergia.tv o documentário
«Pacto de Autarcas: Cidades Portuguesas Rumo à Sustentabilidade Energética».
Numa altura em que Portugal, por via das eleições autárquicas, discute os
compromissos e responsabilidades das autarquias, nada melhor do que este
documentário para demonstrar o que realmente se está a fazer de Norte a Sul
do país em matéria de sustentabilidade energética.
O Pacto de Autarcas foi criado pela Comissão Europeia em Janeiro de 2008 e é
a iniciativa mais ambiciosa da Europa dos 27 em matéria de ambiente. É um
compromisso formal assumido pelas cidades aderentes no sentido de
ultrapassar os próprios objectivos da União Europeia em termos de redução
das emissões de CO2, graças a medidas no domínio da eficiência energética e
da utilização de energias renováveis.
Dos 729 autarcas europeus que já assinaram o Pacto de Autarcas, 14 são
portugueses: Águeda, Almada, Aveiro, Cascais, Ferreira do Alentejo, Guarda,
Lisboa, Moura, Oeiras, Palmela, Ponta Delgada, Porto, Santo Amador e Vila
Nova de Gaia.
Este documentário está disponível em Português e em Inglês nos seguintes
canais:
Sapo Vídeos: http://videos.sapo.pt/tvenergia
YouTube: http://www.youtube.com/user/TVENERGIATV
Blip.Tv: http://tvenergia.blip.tv/
Facebook: http://www.facebook.com/tvenergia
Wordpress: http://tvenergia.wordpress.com/
Twitter: http://www.twitter.com/tvenergia
A TV ENERGIA é uma medida financiada no âmbito do Plano de Promoção da
Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica da Entidade Reguladora dos
Serviços Energético.
------------------------------------
Para sair deste grupo enviar uma mensagem para:
EnergiaPT-unsubscribe@yahoogroups.comhttp://groups.yahoo.com/group/EnergiaPT
Links do Yahoo! Grupos
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Lançamento do Documentário «Pacto de Autarcas: Cidades Portuguesas Rumo à
Sustentabilidade Energética»
Informamos que a TV Energia disponibiliza em www.tvenergia.tv o documentário
«Pacto de Autarcas: Cidades Portuguesas Rumo à Sustentabilidade Energética».
Numa altura em que Portugal, por via das eleições autárquicas, discute os
compromissos e responsabilidades das autarquias, nada melhor do que este
documentário para demonstrar o que realmente se está a fazer de Norte a Sul do
país em matéria de sustentabilidade energética.
O Pacto de Autarcas foi criado pela Comissão Europeia em Janeiro de 2008 e é a
iniciativa mais ambiciosa da Europa dos 27 em matéria de ambiente. É um
compromisso formal assumido pelas cidades aderentes no sentido de ultrapassar os
próprios objectivos da União Europeia em termos de redução das emissões de CO2,
graças a medidas no domínio da eficiência energética e da utilização de energias
renováveis.
Dos 729 autarcas europeus que já assinaram o Pacto de Autarcas, 14 são
portugueses: Águeda, Almada, Aveiro, Cascais, Ferreira do Alentejo, Guarda,
Lisboa, Moura, Oeiras, Palmela, Ponta Delgada, Porto, Santo Amador e Vila Nova
de Gaia.
Este documentário está disponível em Português e em Inglês nos seguintes
canais:
Sapo Vídeos: http://videos.sapo.pt/tvenergia
YouTube: http://www.youtube.com/user/TVENERGIATV
Blip.Tv: http://tvenergia.blip.tv/
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Twitter: http://www.twitter.com/tvenergia
A TV ENERGIA é uma medida financiada no âmbito do Plano de Promoção da
Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica da Entidade Reguladora dos Serviços
Energético.
Bom dia,
No dia 3 de Junho de 2009, a tarde, terá lugar em Bruxelas, no hotel Nh
Grand Place Arenberg (http://www.grandplacehotels.com/), uma conferência
europeia organizada pelo Observ’ER (coordenador do projecto) dedicada ao
projecto REFUND + (http://www.energies-renouvelables.org/refund/).
A finalidade desta conferência é de apresentar os resultados do projecto
europeu REFUND +, projecto cujo objectivo principal visa analisar os apoios
fiscais às ER para aquecimento ambiente (bombas de calor geotérmicas, solar
térmico e biomassa) no sector residencial na Europa.
Depois da sessão de apresentação dos resultados terá lugar um debate entre
vários representantes das associações dos sectores abrangidos pelo projecto
que permitirá reagir sobre os resultados e transmitir as suas mensagens
sobre as politicas públicas actuais. Para o efeito está também confirmada a
presença do director das ER da ADEME (Jean-Louis BAL) e dum representante da
Comissão Europeia.
Neste contexto, temos o prazer de a/o convidar a participar no evento,
agradecendo confirmação de presença cf. indicado no convite anexo.
Na expectativa de nos encontrarmos no dia 3 de Junho, em Bruxelas,
apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
Manuel Fernandes
*************************************************
Manuel Fernandes - CEEETA-ECO
Rua Dr. António Cândido, nº 10-1º
1050-076 Lisboa. Portugal
Tel: 213 103 510 / 213 194 852 (directo)
TM: 918 628 559
Fax: 213 141 126
Email: <mailto:manuel_fernandes@...> manuel_fernandes@...
Sítio Internet: www.ceeeta-eco.pt
*************************************************
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Certamente!
Agradecido,
Emídio Gardé
----- Mensagem original -----
De: Nuno Clímaco Pereira
Para: Emídio Gardé
Enviado: quarta-feira, 22 de Abril de 2009 18:59
Assunto: Re: [EnergiaPT] Mira Amaral: Construir a central solar fotovoltaica
da Amareleja foi um "erro enorme"
Já que se trata de um Forum de Energia, convém corrigir que o sr. Ministro no
último parágrafo da notícia,
falava de Energia Eléctrica e não de Energia em geral. Erro mais que comum em
linguagem jornalística.
Para o caso de querer fazer a correcção.
Cumprimentos,
Nuno Pereira
------------------------------------------------------------------------------
From: Emídio Gardé <EnergiaPT@...>
To: Energia PT Fórum <EnergiaPT@...>
Sent: Tuesday, April 21, 2009 8:27:31 PM
Subject: [EnergiaPT] Mira Amaral: Construir a central solar fotovoltaica da
Amareleja foi um "erro enorme"
Mira Amaral: Construir a central solar fotovoltaica da Amareleja foi um "erro
enorme"
21.04.2009 - 19h53
Por Lusa
O antigo ministro da Indústria e da Energia, Luís Mira Amaral, considerou hoje
"um erro enorme" a construção da Central Solar Fotovoltaica de Amareleja,
afirmando que a tecnologia com os painéis de silício actuais é "demasiado cara".
"Discordo do Governo quando fica muito encantado com a grande central solar
fotovoltaica, a maior do mundo. Considero um grande erro", disse hoje Luís Mira
Amaral no decorrer da conferência "O futuro energético em Portugal", promovida
pela Ordem dos Engenheiros e pelas associações patronais AEP, AIP e CIP. "A
tecnologia fotovoltaica com os painéis de silício actuais é muito cara, como os
números do [jornal inglês] Finantial Times mostram. A própria procura pelo
silício faz aumentar o preço", justificou Mira Amaral. "Em vez desta fazia-se
uma pequena central. Com a maior central fotovoltaica do mundo vamos ter painéis
de silício importados a um preço louco. Construir aquela central no Alentejo foi
um erro evidente", acrescentou ainda.
Com uma capacidade total instalada de 46,41 megawatts (MW), a central solar
fotovoltaica de Amareleja é da empresa espanhola Acciona e funciona em pleno há
quase quatro meses. A central vai produzir, durante os próximos 25 anos, 93
gigawatts/hora (GWh) de energia por ano.
A intervenção de Mira Amaral seguiu-se a uma alocução do ministro da Economia
e da Inovação, Manuel Pinho, que realçou - entre outros aspectos - a aposta do
Governo nas energias renováveis e na eficiência energética. "Não temos
alternativa. Se o mundo não ficar alerta para as questões da eficiência
energética, uma coisa posso garantir: isso é equivalente a um suicídio
colectivo", afirmou Manuel Pinho. No decorrer da sua intervenção o ministro da
Economia considerou "verdadeiramente ridículo um país com os recursos de água
que Portugal tem não os ter aproveitado durante anos a fio".
"Foz Côa vai ser feito"
Minutos depois, Mira Amaral respondeu."Sublinho ao senhor ministro da
Economia: as energias renováveis estavam esquecidas desde o Governo de Guterres,
quando foi interrompido o programa hídrico para o sector eléctrico que eu tinha
lançado", disse. "Foi parado com a irresponsável e demagógica decisão de Foz
Côa. Só agora, neste Governo, é que esse processo recomeçou", acrescentou o
antigo ministro.
Mira Amaral foi ainda mais longe, considerando que o projecto pensado para Foz
Côa terá mesmo de avançar. "Já estou como diria o doutor Durão Barroso: Foz Côa
vai ser feito, não sei é quando, mas que vai ser feito não tenho dúvidas". O
ministro da Economia realçou ainda que "a energia e o ambiente são os grandes
desafios" e deu conta do compromisso de Portugal de renovar a sua carteira
energética até 2020.
Manuel Pinho disse que, até 2020, Portugal quer obter 30 por cento das suas
necessidades de energia através da energia hídrica, outros 30 por cento por
energia eólica, 26 por cento através de gás natural, seis por cento produzida
por queima de carvão e oito por cento de petróleo.
============ ======
Emídio Gardé
http://ehgarde. planetaclix. pt
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
__________ NOD32 4028 (20090422) Information __________
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Mira Amaral: Construir a central solar fotovoltaica da Amareleja foi um "erro
enorme"
21.04.2009 - 19h53
Por Lusa
O antigo ministro da Indústria e da Energia, Luís Mira Amaral, considerou hoje
"um erro enorme" a construção da Central Solar Fotovoltaica de Amareleja,
afirmando que a tecnologia com os painéis de silício actuais é "demasiado cara".
"Discordo do Governo quando fica muito encantado com a grande central solar
fotovoltaica, a maior do mundo. Considero um grande erro", disse hoje Luís Mira
Amaral no decorrer da conferência "O futuro energético em Portugal", promovida
pela Ordem dos Engenheiros e pelas associações patronais AEP, AIP e CIP. "A
tecnologia fotovoltaica com os painéis de silício actuais é muito cara, como os
números do [jornal inglês] Finantial Times mostram. A própria procura pelo
silício faz aumentar o preço", justificou Mira Amaral. "Em vez desta fazia-se
uma pequena central. Com a maior central fotovoltaica do mundo vamos ter painéis
de silício importados a um preço louco. Construir aquela central no Alentejo foi
um erro evidente", acrescentou ainda.
Com uma capacidade total instalada de 46,41 megawatts (MW), a central solar
fotovoltaica de Amareleja é da empresa espanhola Acciona e funciona em pleno há
quase quatro meses. A central vai produzir, durante os próximos 25 anos, 93
gigawatts/hora (GWh) de energia por ano.
A intervenção de Mira Amaral seguiu-se a uma alocução do ministro da Economia e
da Inovação, Manuel Pinho, que realçou - entre outros aspectos - a aposta do
Governo nas energias renováveis e na eficiência energética. "Não temos
alternativa. Se o mundo não ficar alerta para as questões da eficiência
energética, uma coisa posso garantir: isso é equivalente a um suicídio
colectivo", afirmou Manuel Pinho. No decorrer da sua intervenção o ministro da
Economia considerou "verdadeiramente ridículo um país com os recursos de água
que Portugal tem não os ter aproveitado durante anos a fio".
"Foz Côa vai ser feito"
Minutos depois, Mira Amaral respondeu."Sublinho ao senhor ministro da Economia:
as energias renováveis estavam esquecidas desde o Governo de Guterres, quando
foi interrompido o programa hídrico para o sector eléctrico que eu tinha
lançado", disse. "Foi parado com a irresponsável e demagógica decisão de Foz
Côa. Só agora, neste Governo, é que esse processo recomeçou", acrescentou o
antigo ministro.
Mira Amaral foi ainda mais longe, considerando que o projecto pensado para Foz
Côa terá mesmo de avançar. "Já estou como diria o doutor Durão Barroso: Foz Côa
vai ser feito, não sei é quando, mas que vai ser feito não tenho dúvidas". O
ministro da Economia realçou ainda que "a energia e o ambiente são os grandes
desafios" e deu conta do compromisso de Portugal de renovar a sua carteira
energética até 2020.
Manuel Pinho disse que, até 2020, Portugal quer obter 30 por cento das suas
necessidades de energia através da energia hídrica, outros 30 por cento por
energia eólica, 26 por cento através de gás natural, seis por cento produzida
por queima de carvão e oito por cento de petróleo.
==================
Emídio Gardé
http://ehgarde.planetaclix.pt
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Caros internautas,
Vai realizar-se no próximo dia 22 de Abril de 2009, em Lisboa (Hotel Real
Palácio, Rua Tomás Ribeiro, 115), um colóquio internacional sob o tema:
ENERGIA E SUSTENTABILIDADE - Os Grandes Desafios para o Século XXI
numa organização conjunta da Fundação Friedrich Ebert, em Lisboa, do
Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e da Fundação Res Pública.
As inscrições podem ser efectuadas para o seguinte endereço de email:
naumann@...
Em baixo segue o respectivo programa.
Carlos Laia
(a pedido de Reinhard Naumann)
******************************
PROGRAMA
10.00h Abertura
António Vitorino (Fundação Res Publica, Lisboa)
Reinhard Naumann (Fundação Friedrich Ebert, Lisboa)
Mário Valadas (IED, Lisboa)
10.20h Linhas mestras duma política energética para o Século XXI
Manuel Pinho (Ministro da Economia, Lisboa)
10.45h Coffee break
11.00h Contributos para uma estratégia energética sustentável
Moderador: António Costa e Silva (Partex, Lisboa)
Stefan Thomas (Instituto para Clima, Ambiente e Energia, Wuppertal)
Júlia Seixas (Universidade Nova de Lisboa)
Eduardo Oliveira Fernandes (Universidade do Porto)
12.00h Debate
13.00h Pausa
14.30h Green Economy: O desafio energético como estímulo para a
competitividade e o emprego
Moderador: Rui Grilo (Plano Tecnológico, Lisboa)
Petra Bierwirth (Presidente da Comissão Ambiente no Deutscher Bundestag,
Berlim)
Jorge Seguro Sanches (Assembleia da República, Lisboa)
António Costa e Silva (Partex, Lisboa)
Paulo Ferrão (Instituto Superior Técnico, Lisboa)
15.30h Debate
16.30h Coffee break
16.45h Mesa Redonda: Os actores para um modelo energético sustentável
Moderador : Luís Rochartre (BCSD Portugal - Conselho Empresarial para o
Desenvolvimento Sustentável, Lisboa)
João José Esteves Santana (Instituto Superior Técnico, Lisboa)
Miguel Barreto (Home Energy, Lisboa)
António de Almeida (EDP, Lisboa)
Aníbal Fernandes (ENEOP, Lisboa)
Teresa Bertrand (Gabinete de Promoção do 7º Programa-Quadro de I&DT, Lisboa)
18.15h Comentário final e encerramento
Viriato Soromenho Marques (Universidade de Lisboa)
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Empresa quer manter liderança nas energias renováveis
Energia das ondas: EDP considera "perfeitamente natural" o problema de
Aguçadoura
18.03.2009 - 09h30 Lusa -
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1369697&idCanal=2100
A EDP continua "empenhada em manter a liderança na área das energias renováveis"
e considera "perfeitamente natural" existirem reveses no processo da energia das
ondas, como no caso do parque de Aguçadoura, cujas máquinas estão paradas há
quatro meses.
O administrador da EDP Jorge Cruz Morais explicou que o processo da energia das
ondas "é algo que ainda está em desenvolvimento" e que "é evidente que existem
reveses no processo, o que é perfeitamente natural num processo de investigação
como é este caso".
"Neste momento, não estamos ainda perante uma tecnologia completamente
estabilizada. As máquinas do Parque da Aguçadoura tiveram um Inverno duro, do
ponto de vista marítimo, e vieram para terra fazer algumas reparações, isso não
é nada de especial. Não podemos esquecer que isto é um projecto", afirmou o
administrador, refutando as declarações de Rui Barros, da Companhia da Energia
Oceânica, que considerou estar "seriamente comprometido" o projecto do 'cluster'
português da energia das ondas, devido à paragem do parque de ondas de
Aguçadoura.
Rui Barros, da Companhia da Energia Oceânica (empresa do grupo de investimento
australiano Babcock & Brown) disse estarem há quatro meses paradas no Porto de
Leixões as três máquinas fabricadas pelos escoceses da Pelamis com que arrancou
o parque de ondas da Aguçadoura, considerado pelo ministro da Economia a
"bandeira" da liderança portuguesa neste sector.
"Neste momento está seriamente comprometido" o projecto do 'cluster' português
da energia das ondas, considerou Rui Barros, acrescentado que já perdida estará
a "corrida" pela liderança de Portugal nesta área das energias renováveis, pois,
se o parque de ondas da Aguçadoura era o primeiro do género a nível mundial,
"daqui a pouco vai deixar de o ser", concluiu.
EDP negoceia versão actualizada da tecnologia no parque de Aguçadoura
Jorge Cruz Morais garantiu que "a EDP continua empenhada em manter uma liderança
na área das energias renováveis e agora, em particular, na energia das ondas" e
que a eléctrica portuguesa está a analisar novas tecnologias, nas quais estão já
"preparados para investir", estando inclusivamente a negociar com a Pelamis Wave
Power para obter a versão II da tecnologia disponível no parque de Aguçadoura.
"Achamos que aquilo que está no mar é um enorme potencial energético do ponto de
vista do vento, porque o vento é muito constante e com mais horas do que sopra
em terra. Por outro lado, a energia das ondas, que tem um elevadíssimo
potencial. Portugal quer ter uma liderança nisso e a EDP quer ter uma liderança
nessa área".
"Os projectos em que neste momento estamos empenhados do ponto de vista do mar
são os de aproveitamento da energia das ondas, com duas ou três tecnologias, e
também o chamado Wind Offshore, em águas mais profundas como são as nossas",
explicou o administrador, adiantando que no caso do Wind Offshore está ainda a
ser analisada "qual é a melhor tecnologia" para o efeito.
Emídio Gardé
http://ehgarde.planetaclix.pt
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Dear all,
Avaaz.org, the large public activist organisation, has just launched a
petition about the important votes this week in Brussels on the
Ecodesign of energy-using products. This petition will show European
decision-makers that it is urgent to adopt ambitious policies on major
electrical appliances like TVs and fridges.
http://www.avaaz.org/en/refrigerator_revolution_video/
Please sign the petition and circulate the info! It only takes a second.
The petition will be delivered to decision makers by Avaaz.org in a
joint event with Friends of the Earth Europe and Natuur en Milieu, on
March 12th.
best regards,
ECOS
Viva,
Alguém pode dar-me uma ideia sobre os cursos de pós-graduações (ou só
curso) nas áreas de Energia e/ou Sustentabilidade que estão aí no
mercado, de preferência em Lisboa.
Obrigado e Cumprimentos,
Ricardo Rodrigues
O Grupo de Investigação em Energia e Desenvolvimento Sustentável (RGESD)
do Instituto de Engenharia Mecânica (IDMEC) do Instituto Superior Técnico tem
a honra de convidar V. Ex.ª para o Workshop "FUTURE ENERGY: Research,
Innovation and Technology" que irá decorrer no Complexo Interdisciplinar do
Instituto Superior Técnico, nos dias 2 e 3 de Março de 2009.
FUTURE ENERGY: Research, Innovation and Technology tem o objectivo de juntar
políticos, fornecedores de tecnologia, stakeholders e investigadores de modo a
discutirem a melhor forma de atingir os objectivos europeus de sustentabilidade,
competitividade e segurança no fornecimento de energia, com foco nas
tecnologias de baixo carbono.
As novas políticas europeias dão prioridade ao desenvolvimento e
exploração de novas tecnologias e de I&D na área da energia e das
alterações climáticas. Neste contexto, a Comissão Europeia lançou o
European Strategic Energy Technology Plan (SET-Plan) com o objectivo de acelerar
o desenvolvimento e a implementação de tecnologias de baixo carbono.
O Workshop está inserido no âmbito do Projecto EMINENT (Early Market
Introduction of New ENergy Technologies in liaison with science and industry),
uma acção financiada pela Direcção Geral dos Transportes e da Energia da
Comissão Europeia em 2003, e terminou em 2005. Devido ao seu sucesso, seguiu-se
o projecto EMINENT 2, que teve início em 2006. O Projecto EMINENT tem como
objectivo principal avaliar o potencial comercial de tecnologias emergentes -
EST (Early Stage Technologies) e acelerar a sua introdução no mercado. Para
isso, foi criado um software que analisa e avalia estas tecnologias, a nível
ambiental, económico e financeiro, comparando-as com tecnologias comerciais.
Registo e detalhes em: http://carnot.ist.utl.pt/~eminent2/
Com os melhores cumprimentos,
Raquel Segurado
__________________________________________________
Raquel Segurado
Grupo de Investigação em Energia e Desenvolvimento Sustentável
Instituto de Engenharia Mecânica
Instituto Superior Técnico
Av. Rovisco Pais
Pav. Mecânica 1, 2º andar
1049-001 Lisboa - Portugal
Tel: +351 21 841 7592
Fax: +351 21 847 5545
E-mail: raquelsegurado@...http://www.rgesd-sustcomm.org/sustenergy/
Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados
http://br.maisbuscados.yahoo.com
Caros colegas,
A Energaia vem por este meio divulgar a sessão de esclarecimento
sobre
o SCE, que julgamos poder ser do interesse da comunidade em geral.
Consulte o programa da sessão aqui
<http://www.energaia.pt/doc/Sistema%20de%20Certifica%e7%e3o%20Energ%e9ti\
ca.pdf> .
Com os melhores cumprimentos
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Jazigos produzem energia eléctrica
16h28m
(http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1049101)
foto MANU FERNANDEZ/AP
Os jazigos de um cemitéiro em espanha estão a fornecer energia eléctrica à
cidade de Santa Coloma de Gramenet. À falta de espaços planos e soalheiros,
esta urbe dos arredores de Barcelona instalou painéis solares no cemitério
local.
"O melhor tributo que podemos prestar aos nossos antepassados, independentemente
da religião que professem, é gerar energia limpa para as gerações futuras. É
esse o nosso lema", disse Esteve Serret, director do consórcio Conste-Live
Energy, formando entre a empresa que gere o cemitério e a que fornece a
electricidade, respectivamente.
"A princípio, diziam que éramos loucos", disse Antoni Fogue, membro do município
de Santa Coloma de Gramenet. Entre a "falta de respeito" e a indignação dos
habitantes, não foi fácil o início da coabitação entre caixões e painéis
solares. "Esta instalação respeita integralmente a memória dos mortos e a
família dos defuntos", acrescentou, em declarações à CNN.
Os 462 painéis solares produzem cerca de 100 kW de energia, o equivalente ao uso
doméstico de 60 casas, por ano. São distribuídos por 1083 metros quadrados de
placas solares fotovoltaicas, numa área de 2300 metros quadrados, sobre os
jazigos.
O cemitério é a última morada de cerca de 57 mil defuntos e os painéis solares
ocupam cerca de 5 % da área total do espaço. O projecto custou cerca de 720 mil
euros.
Nesta primeira fase, o parque solar gerará 124 374 kWh/ano de energia. Um
benefício ambiental estimado em 62 toneladas/ano de redução de emissões de
dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
==================
Emídio Gardé
http://ehgarde.planetaclix.pt
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Energia eólica
Cerca de 15 por cento da electricidade em 2010 deverá vir da força do vento
23.11.2008 - 15h01 Lusa (In Público,
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1350948&idCanal=57)
A Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) garante que a produção de energia
eléctrica de origem eólica representa, neste momento, cerca de 4 por cento do
consumo final de electricidade mas que é expectável que, até 2010, represente 15
por cento.
O continente português possuía 1427 aerogeradores no final de Agosto,
representando uma potência eólica instalada de 2672 megawatts (MW) distribuída
por 164 parques eólicos que começaram a ser instalados em meados de 1996. Os
dados mais recentes da DGEG são referentes ao final do mês de Agosto e revelam
que Portugal Continental possui uma potência eólica de 2672 MW espalhada por 164
parques.
Entre Janeiro e Agosto, a produção de energia foi de 3561 gigawatts-hora (GWh),
que equivaleram a 1999 horas de produção. Em 2001, a potência eólica instalada
era de 114 MW, distribuída por 16 parques com um total de 173 aerogeradores. Em
2004, já existiam 441 ventoinhas espalhadas por 71 parques, que representavam
uma potência de 537 MW.
Os distritos com maior potência eólica instalada são Viseu (478 MW), Castelo
Branco (409), Viana do Castelo (302), Coimbra (277), Lisboa (225), Vila Real
(171), Santarém (152), Leiria (151) e Braga (144). Os distritos de Lisboa,
Leiria e Castelo Branco apresentam uma forte componente eólica, superior a 50
por cento da potência renovável desses distritos.
A DGEG refere ainda que, de Janeiro a Agosto de 2008, foram licenciados 384 MW
de potência eólica. E, segundo os dados da direcção de Energia, se "não
decrescer o ritmo de entrada em funcionamento de novos parques eólicos", no
final do corrente ano, "deverão atingir-se os 2800 MW de potência eólica no
sistema eléctrico nacional".
O total da potência licenciada renovável está concentrado no norte do país,
principalmente devido à localização das grandes hídricas e de um número
significativo de parques eólicos. Segundo os dados da DGEG, até Agosto foram
licenciados 9653 MW de instalações electroprodutoras a partir de fontes de
energia renováveis, representando mais 21 por cento relativamente à potência
instalada até àquele mês. Até esse período, Portugal tinha 7984 MW de capacidade
instalada para produção de energia eléctrica a partir de fontes de energia
renováveis.
==================
Emídio Gardé
http://ehgarde.planetaclix.pt
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=/main2.asp%3Fdt%3D20080928%26page%\
3D10%26c%3DC:
Entrevista Timothy Searchinger: Os biocombustíveis causam fome e levam à
destruição das florestas
28.09.2008, Paulo Miguel Madeira
As políticas dos Estados Unidos e da União Europeia de fomento dos
biocombustíveis preocupam Timothy Searchinger, que antevê consequências
devastadoras de uma intensificação do seu uso, pelo menos com as características
que têm actualmente.
Estaremos em presença de mais um teste à consistência das políticas ambientais?
Timothy Searchinger é investigador americano da Universidade de Princeton,
ex-advogado de uma importante organização ambientalista do seu país e acérrimo
crítico dos biocombustíveis actuais. Não acredita sequer que alguma vez possam
vir a ser uma alternativa de vulto para os combustíveis fósseis utilizados para
os transportes rodoviários e acha que poderão levar milhares de milhões de
pessoas à fome, se os actuais planos da União Europeia e dos Estados Unidos se
concretizarem.
As suas grandes objecções prendem-se, por um lado, com o facto de actualmente os
biocombustíveis serem essencialmente obtidos através da agricultura, levando ao
sacrifício da produção alimentar e a um grande aumento da fome no mundo. Por
outro lado, no conjunto estão a contribuir para o aumento das emissões de
dióxido de carbono para a atmosfera, reforçando o efeito de estufa.
Aos 48 anos, está preocupado com o futuro do planeta, em particular com o risco
de desaparecimento das florestas actuais e com o aquecimento global.
A que se deve a sua preocupação com os biocombustíveis?
Estou preocupado com a questão básica de como alimentarmos o planeta sem
destruir o planeta. E temos já agora o grande desafio de alimentar o que vão ser
nove mil a dez mil milhões de pessoas no mundo sem destruir as florestas que
restam, o que obviamente teria enorme impacto no ambiente em geral, e também no
aquecimento global.
E apercebi-me de que os biocombustíveis vão encorajar a destruição destas
florestas, ao competirem com as necessidades de terra para alimentação e
floresta. E quando percebi isso, achei que era preciso estudar a questão em
pormenor, quantificá-la e depois assegurar que o mundo percebia a relação.
Os biocombustíveis têm sido apresentados como uma alternativa importante aos
combustíveis fósseis. Sugere alguma alternativa aos biocombustíveis?
Em primeiro lugar, há maneiras de produzir biocombustíveis que não competem com
a alimentação e a floresta. E isso é a utilização de produtos que vão para o
lixo. Tudo o que é lixo doméstico ou lixo industrial, alguns tipos de
desperdícios florestais e pelo menos alguma quantidade de desperdícios das
colheitas. E isso permite fazer uma grande quantidade de biocombustíveis, e
devíamos explorar isso. No entanto, existem obviamente várias outras
alternativas que precisamos de desenvolver. Pessoalmente, penso que os carros
eléctricos, ou os híbridos plug-in parcialmente eléctricos, vão ser uma solução
de transporte muito mais económica e melhor do que os biocombustíveis.
Que biocombustíveis podem ser bons e em que medida podem satisfazer as
necessidades?
Na melhor hipótese, os biocombustíveis vão satisfazer uma pequena percentagem
das nossas necessidades de combustíveis. Nos EUA, os estudos indicam que há mais
biomassa disponível para fazer combustíveis a partir de lixo do que a que
poderia estar disponível através da cultura de plantas para esse fim. E suspeito
de que isso também seja verdade na Europa. Por isso, provavelmente, poderíamos
obter a partir do lixo talvez cerca de dez por cento dos combustíveis para
transporte. No entanto, isso vai depender de melhorias na tecnologia e de
melhorias organizacionais. E de momento há demasiado dinheiro e demasiado
incentivo canalizado para os biocombustíveis que competem com a alimentação, em
vez de ir para estas alternativas [também conhecidas como biocombustíveis de
segunda geração, que são os lenho-celulósicos, que podem ser obtidos a partir de
qualquer biomassa].
Se continuarmos com esta linha de investimento em agrocombustíveis, quais
poderão ser as implicações na alimentação humana?
Os melhores estudos, por exemplo os da Organização das Nações Unidas para a
Alimentação e Agricultura (FAO), concluíram que, em grande parte por causa da
actual procura de biocombustíveis, vamos ter basicamente um aumento de cerca de
50 por cento no custo-base dos cereais e óleos vegetais durante os próximos dez
anos. E provavelmente isso significa mais de 600 milhões de pessoas em todo o
mundo malnutridas... significa provavelmente uma queda de vinte por cento no
consumo de calorias por cerca de 800 milhões de pessoas que já estão
malnutridas. E a realidade é que provavelmente isso quer dizer que muitas
crianças com menos de cinco anos vão morrer.
E isto devido aos biocombustíveis que o mundo já consumiu e que já se prevê que
venha a consumir nos próximos anos. E se a União Europeia adoptar esta directiva
[que estipula uma quota de 10 por cento de biocombustívies em 2020 no transporte
rodoviário na UE], que não era tida em conta naqueles cálculos, e se os Estados
Unidos implementarem uma lei aprovada no Outono passado e que vai na mesma
direcção errada, então serão milhares de milhões, e não centenas de milhões, as
pessoas que vão passar a estar malnutridas.
Está preocupado com o facto de a sustentabilidade do planeta poder ser um
problema, mesmo num país rico como os EUA e numa classe social abastada?
A verdade é que, de algum modo, os ricos, os relativamente ricos (que são
super-ricos relativamente ao resto do mundo), vão todos conseguir sobreviver de
uma maneira decente.
Pavan Sukhdev, o autor do relatório sobre o valor da biodiversidade, disse que
eram os pescadores que estavam a manifestar-se frente à Comissão Europeia, mas
que amanhã seríamos nós, as pessoas relativamente abastadas dos países
desenvolvidos. Concorda?
Acho que os maiores impactos nas pessoas que estão relativamente bem nos países
ricos virão de catástrofes de vários tipos, de uma maneira ou de outra. Um
pescador vai ter problemas terríveis, os agricultores vão ter problemas
terríveis nalguns sítios, mas noutros não. Algumas áreas vão ser inundadas,
vamos ter furacões maiores e secas, e essas serão inconveniências
significativas. Mas as pessoas que sempre suportam o pior serão as pessoas
pobres dos nossos países, bem como os milhares de milhões por todo o mundo.
E depois, por cima disso tudo, o que até a pessoa mais rica vai descobrir é que
muitas das maravilhas naturais do mundo, que fazem parte das nossas vidas, vão
simplesmente desaparecer. E a questão vai ser: que porção do mundo é que tem
potencial para ser uma espécie de mundo de ficção científica quando não sobrar
nenhuma verdadeira floresta. Ou quando a única floresta que tivermos for uma
floresta diminuída que na verdade já não funciona como uma verdadeira floresta.
E isso será um empobrecimento terrível, até para os mais ricos.
E isso é algo a que já estamos condenados ou que ainda pode ser evitado?
Acho que podemos resolver o problema, mas vai ser preciso um grau mais elevado
de empenhamento. Um dos problemas com os biocombustíveis é que, teoricamente, é
uma das principais coisas que os governos estão a fazer neste momento para
resolver o aquecimento global. Mas de facto estão a fazer o contrário, estão a
aumentar o aquecimento global. Há pressões políticas tremendas para apoiar estas
políticas. E decisores públicos de todo o tipo vão ter de decidir se estão mesmo
dispostos a contradizer relatórios científicos consistentes que lhes dizem para
não fazerem isso. E se tomarem a opção errada, além das consequências negativas
do seu acto, isso será um teste para ver se é provável que, mais à frente, vão
fazer o que é certo ou fazer o que é errado.
Vai haver muitas ocasiões em que aquilo que as pessoas disserem que resolve o
aquecimento global de facto faz o contrário, ou é um embuste de alguma outra
maneira. Estamos já a ter um teste sobre se vamos ser capazes de ver as falsas
soluções e fazer o que está mais certo.
Qual é a solução para os combustíveis fósseis?
Não sou um perito. Mas actualmente a maioria dos especialistas pensa que os
carros eléctricos vão ser o próximo passo. A electricidade tem muitas vantagens,
porque pode ser obtida a partir de um conjunto de fontes não poluentes, porque
pode-se usar electricidade produzida à noite, quando é menos consumida. E além
disso os motores eléctricos são muito eficientes.
Vai ser o próximo grande passo?
Para os carros sim. Mas as melhores oportunidades para reduzir as emissões com
efeito sobre o aquecimento global não estão nos carros mas sim em muitas outras
coisas.
Os actuais biocombustíveis e a meta que a Comissão Europeia estabeleceu, de em
2020 representarem dez por cento do consumo, têm sido crescentemente contestados
devido aos efeitos detectados sobre o mercado alimentar e também sobre o
aquecimento da atmosfera.
Os números referidos por Timothy Searchinger têm sido reforçados por vários
estudos entretanto divulgados. O Banco Mundial elaborou um relatório sobre
biocombustíveis em que acusava esta alternativa ao petróleo de ser responsável
por um aumento de 75 por cento dos preços mundiais da alimentação.
O documento foi mantido secreto, mas o jornal britânico The Guardian divulgou-o
em Julho. O banco ressalvava, no entanto, que o etanol brasileiro, muito mais
eficiente que os outros biocombustíveis, estava excluído desta acusação.
Na semana passada, o director-geral da Organização das Nações Unidas para a
Alimentação e Agricultura (FAO), Jacques Diouf, veio dizer que tem havido
aumentos alarmantes do número de pessoas que passam fome. Os dados revelam um
aumento de 75 milhões de pessoas de 2006 para 2007, fazendo subir para 923
milhões a população afectada. A FAO atribui esta tendência aos "efeitos
devastadores" do aumento dos preços da alimentação, pois o seu índice de preços
dos produtos alimentares subiu 12 por cento em 2006, 24 por cento em 2007 e 50
por cento nos primeiros sete meses deste ano, mas não avançou explicações.
E há ainda que entrar em conta com os efeitos dos bicombustíveis sobre as
emissões de dióxido de carbono para a atmosfera. Um estudo publicado pela
revista Science em Fevereiro, de que Timothy Searchinger é o principal autor,
garantia que os biocombustíveis estão a fazer aumentar as emissões deste gás que
ajuda a reter o calor na atmosfera (o efeito de estufa). De acordo com os
cálculos apresentados, a utilização do etanol produzido nos EUA a partir de
milho quase duplica as emissões, por um período de 30 anos, quando implica
alteração do anterior uso do solo. Este aspecto é crítico, pois tem feito
aumentar a desflorestação do planeta.
Entretanto, o Comité de Indústria do Parlamento Europeu aprovou uma resolução
onde insiste que a meta da Comissão, de que em 2020 dez por cento da energia
utilizada para o transporte terrestre seja de fontes renováveis, incorpore pelo
menos 40 por cento de energia de outras fontes que não os biocombustíveis
tradicionais. Esta parcela, que representaria quatro por cento do consumo total,
inclui hidrogénio, electricidade e combustíveis de segunda geração, obtidos a
partir de resíduos orgânicos ou algas.
A Comissão considera, por seu lado, que a resolução do Comité de Indústria "está
em linha" com a sua proposta para o transporte rodoviário, que respeita a
"energias renováveis", afirmou ao P2 o seu porta-voz para a Energia, Ferran
Tarradellas Espuny, explicando que a Comissão "não queria e não quer que haja
quotas para cada tecnologia".
O mesmo responsável realçou que a Comissão "tomou muito a sério a questão dos
preços dos alimentos" e que por isso "vai disponibilizar mil milhões de euros
para ajudar os países pobres", mas que entende que "o impacto dos
biocombustíveis nos preços dos alimentos é mínimo, se é que teve algum".
Ferran Tarradellas diz, aliás, que o relatório que acusa os biocombustíveis de
terem criado a crise alimentar e que foi noticiado como sendo do Banco Mundial é
de um dos seus economistas e foi recusado pela instituição. O relatório que foi
adoptado "indica como primeira causa do preço dos alimentos o aumento do preço
do petróleo", acrescentou.
A Comissão mantém, no entanto, que entre as "vantagens muito importantes" estão
a "redução das emissões" de gases com efeito de estufa face ao que seriam as
decorrentes do uso de produtos petrolíferos. Tarradellas realça que a directiva
europeia sobre biocombustíveis introduz, "pela primeira vez na história",
critérios de sustentabilidade para o uso de um combustível, mas pretende que
"sejam critérios exequíveis", porque "a alternativa é o pretróleo".
Timothy Searchinger, 48 anos, é investigador na Universidade de Georgetown, no
Instituto de Políticas e Investigação Ambiental, e está temporariamente a
trabalhar na também muito prestigiada Universidade de Princeton (em New Jersey),
onde é investigador num programa de Ciência Tecnologia e Política Ambiental. É
especialista em questões de agricultura e ambiente, apesar de a sua formação
académica inicial ter sido em direito. "Depois dediquei-me às questões técnicas
e de facto trabalho como uma espécie de autor multidisciplinar de economia e
ecologia", explicou.
A viragem de percurso aconteceu porque trabalha há muitos anos num importante
grupo ambientalista dos EUA, o Environmental Defense Fund (Fundo de Defesa
Ambiental, uma ONG), onde foi advogado durante 17 anos, tendo-se envolvido
crescentemente nas questões técnicas.
Além disso, é bolseiro do German Marshall Fund dos EUA, uma organização que se
dedica a promover a cooperação com a Europa, onde participa no programa de
parceria transatlântica. Vive perto de Washington D.C., é casado e tem dois
filhos, com sete e dez anos. "E penso no futuro deles", disse a meio da
conversa.
P.M.M. (O jornalista esteve na Semana Verde da Comissão Europeia a convite da
Comissão)
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Emídio Gardé
http://ehgarde.planetaclix.pt
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Boa tarde,
No âmbito do Programa "Energia Inteligente - Europa", o ISR-Universidade
de Coimbra e a ADENE, vão organizar o workshop:
" Eficiência Energética no sector residencial e no terciário ".
O evento terá lugar no próximo dia 29 de Setembro, no auditório da
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, em
Coimbra, Rua Bernardim Ribeiro, 80.
Caso esteja interessado em participar no workshop, deverá enviar para
cristina@... <mailto:cristina%40isr.uc.pt>, uma mensagem a
solicitar a inscrição, indicando o
nome, empresa/instituição, endereço completo, telefone e e-mail
directos. A inscrição é gratuita.
Na expectativa de nos encontrarmos no dia 29 de Setembro, em Coimbra,
apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
*Programa:*
14:00 - 14:15 Abertura do Workshop - Presidente da CCDRC e
Director-Geral de Energia e Geologia (DGEG)
14:15 - 14:45 PNAEE - Plano Nacional de Acção para a Eficiência
Energética - Dr. Alexandre Fernandes, Director-Geral da ADENE
14:45 - 15:30 Apresentação do projecto REMODECE - Prof. Aníbal Traça de
Almeida, Universidade de Coimbra
15:30 - 16:15 Apresentação do projecto El-Tertiary - Eng.º Pedro Lima,
CCEnergia; Engº Carlos Patrão, Univ. de Coimbra
16:15 - 16:30 Pausa para café
16:30 - 17:00 Tecnologias eficientes de iluminação - Eng.º Jorge
Lourenço, Philips Iluminação
17:00 - 17:30 Electrodomésticos da linha branca - novos produtos, novas
tendências - Eng.º Claus Klozenbuecher, Bosch-Siemens Electrodomésticos
17:30 - 18:00 Aparelhos de climatização: evolução dos equipamentos -
Eng.º Carlos Leite, Panasonic
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1343740&idCanal=57
PÚBLICO
A segunda fase do Parque das Ondas prevê a construção e colocação de
mais 25 Pelamis
Varzim
Portugal quer "cluster" para a energia das ondas
23.09.2008 - 19h57 Luísa Pinto
Se há 15 anos atrás a utilização da energia do vento era uma aventura no seu
início, e a fileira eólica uma miragem longíqua, hoje há um cluster instalado,
milhares postos de trabalho criados e 40 por cento da electricidade consumida é
proveniente de fontes de energia renováveis.
"Esperemos que, daqui a 15 anos possamos estar a dizer o mesmo do aproveitamento
da energia das ondas que hoje aqui começa", vaticinou o ministro da Economia e
Inovação, Manuel Pinho, na visita à plataforma instalada ao largo da Póvoa de
Varzim, que ontem foi inaugurada.
Os empresários portugueses não estiveram à espera do repto ministerial e, ontem
mesmo, a EDP e a Efacec anunciaram uma parceria para o desenvolvimento de
projectos experimentais na área da energia das ondas, e a criação do consórcio
Ondas de Portugal (detido em 45 por cento pela EDP, 35 por cento pela Enersis, e
os restantes 20 por cento pela Efacec).
O desafio ao investimento efectuado pelo ministro foi secundado, de outra forma,
por Antonino Lo Bianco, chefe europeu da infra-estrutura na Babcock & Brown,
companhia australiana proprietária da Enersis - a empresa portuguesa que está a
liderar o projecto, e é dona do parque de Ondas da Aguçadoura. Produziu pela
primeira vez electricidade para a rede pública no dia 15 de Julho.
"Não há nada que melhor faça oposição ao que temos vindo a assistir nos mercados
financeiros. À volatilidade das bolsas contrapomos este projecto, pensado a 20
anos, e que é muito seguro", referiu. Apesar de estarem de saída do projecto -
anunciaram publicamente a vontade de alienar a Enersis - os australianos dizem
ter feito uma boa aposta em Portugal, onde contabilizam já investimentos de três
mil milhões de euros em vários projectos. "Estamos muito satisfeitos por fazer
parte disto", afirmou.
O "isto" é o facto de Portugal poder apresentar-se, a partir de ontem, como o
primeiro país com capacidade de produzir electricidade a partir da energia das
ondas do mar. E de ter colocado, perante os olhos do mundo (via uma legião de
jornalistas portugueses e estrangeiros que subiram à fragata Corte Real para
rumar ao parque), uma bandeira de Portugal num Pelamis - a máquina desenvolvida
por britânicos que vai permitir a produção de electricidade.
Mas se, ontem, a fragata portuguesa estava cheia de estrangeiros, a intenção
parece ser de que a evolução do projecto passe cada vez mais por entidades
nacionais. Aliás, segundo a parceria ontem criada, a EDP - Energias de Portugal
ficou com uma opção de compra de compra de cerca de 15,4 por cento da
participação que a Babcock & Brown detém no projecto de Aguçadoura.
A segunda fase do Parque das Ondas prevê um investimento global de 70 milhões de
euros, para a construção e colocação de mais 25 Pelamis, cuja capacidade de
produção instalada poderá chegar aos 21 MW e abastecer 15 mil famílias. A
intenção é a de que, nesta fase, 40 por cento da estrutura necessária já possa
ser construída em Portugal, estando a Efacec na linha de frente para o realizar.
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Emídio Gardé
http://ehgarde.planetaclix.pt
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=/main.asp%3Fc%3DA%26dt%3D20080923%\
26id%3D14504338:
Portugal é pioneiro a nível mundial no aproveitamento da energia das ondas
23.09.2008, Ricardo Garcia
É hoje inaugurado o parque da Aguçadoura, que vai gerar electricidade ao largo
da Póvoa de Varzim. Mas a zona piloto para novos projectos ainda aguarda
entidade gestora
Portugal é, a partir de hoje, o primeiro país do mundo a produzir, a sério,
electricidade a partir das ondas. Há muitos protótipos em teste em vários pontos
do globo. Mas o parque das ondas da Aguçadoura, que é hoje inaugurado ao largo
da Póvoa de Varzim, é pioneiro na produção eléctrica numa escala pré-comercial,
a partir de equipamentos produzidos industrialmente.
São três máquinas com tecnologia britânica, que oscilarão ao sabor das ondas,
gerando electricidade que o fabricante diz ser suficiente para alimentar 1500
habitações (ver infografia na página ao lado).
O projecto da Aguçadoura arranca com uma pequena capacidade - 2,25 megawatts
(MW), equivalente à de um único aerogerador de um parque eólico. É uma migalha
no bolo energético nacional.
Mas sair na frente pode ser decisivo para o país. "É claramente um projecto
pioneiro", afirma António Sarmento, do Centro de Energia das Ondas, uma
associação privada que estuda e promove esta forma alternativa de produzir
electricidade.
O projecto da Aguçadoura é uma aposta do grupo Enersis, que se dedica às
energias renováveis em Portugal (ver caixa) e que há alguns anos contratou uma
nova tecnologia desenvolvida pela empresa Pelamis Wave Power, com sede na
Escócia. A instalação dos equipamentos, prevista para 2006, sofreu sucessivos
atrasos.
O primeiro acabou por ser colocado no seu posto, a cinco quilómetros da costa,
apenas em meados de Julho passado. Uma segunda máquina foi instalada
posteriormente. Ambas já estão a produzir electricidade. A terceira estará hoje
ancorada no Porto de Leixões, para a cerimónia de inauguração. Depois, bastará
rebocá-la e uni-la a um ponto de ligação, como uma ficha a uma tomada.
"Parque está operacional"
"O parque está operacional", afirma Rui Barros, responsável na Enersis pelo
parque da Aguçadoura. O projecto prevê uma segunda fase, com mais 27 máquinas
Pelamis, somando 20 MW. A empresa está a pensar mais alto e tem projectos para
mais 550 MW ao longo da costa.
É mais do que os 330 MW que o Governo quer pôr à disposição de novos projectos
pré-comerciais ou de demonstração, numa zona piloto para a energia das ondas, ao
largo de São Pedro de Moel, Marinha Grande. Mas ainda não está operacional a
entidade gestora que irá servir de interlocutor único para as empresas
interessadas.
A entidade gestora possivelmente será uma sociedade a ser criada pela Rede
Eléctrica Nacional. Os detalhes da concessão ainda não foram, porém,
formalizados. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Economia e da
Inovação, já está concluído um projecto de decreto-lei, que se encontra à espera
de pareceres até ao final deste mês. "No início do mês de Outubro será iniciado
o processo formal para aprovação do diploma em Conselho de Ministros", assegura
o Ministério da Economia, numa nota enviada ao PÚBLICO.
A costa portuguesa tem potencial para a instalação de 5000 MW de potência em
energia das ondas - 15 vezes a capacidade da zona piloto. Mas, para António
Sarmento, do Centro de Energia das Ondas, o pontapé de partida com o projecto da
Aguçadoura e a zona piloto "é um bom começo".
"Pode fazer diferença, dependendo do que o país conseguir fazer das iniciativas
que estão a ser lançadas", diz António Sarmento. O desenvolvimento de novos
projectos pode proporcionar não só a fabricação de componentes no país como o
seu próprio desenvolvimento tecnológico, associado a patentes.
Além disso, as primeiras empresas a lançar-se, como agora a Enersis, estarão em
melhores condições de abrir caminho no mercado. "Há aqui uma série de
oportunidades, e a componente energia é apenas uma delas", diz Sarmento. Mas
tudo isto, acrescenta o especialista, implica esforço em inovação, compartilhado
entre empresas e o Estado.
62 tecnologias possíveis
Numa lista elaborada pelo Centro de Energia das Ondas, aparecem 62 possíveis
tecnologias para o aproveitamento da energia das ondas. Algumas foram já
testadas em Portugal, como a central de coluna de água oscilante da ilha do
Pico, Açores, ou o sistema Archimedes, cujos ensaios deixaram um ponto de
ligação eléctrica reaproveitado agora pelo projecto da Aguçadoura.
Em Peniche, está em curso uma nova experiência, da empresa portuguesa Eneólica.
Um protótipo, com uma asa submersa que bascula com as correntes de fundo, foi
alvo de testes em 2007 e 2008. Agora será instalada uma nova máquina, com três
asas, numa escala piloto.
Os ensaios em Peniche aproveitam uma licença já existente, para a instalação de
um megawatt de potência das ondas no local - fora da zona piloto da Marinha
Grande.
Mas as atenções principais voltam-se agora para as máquinas Pelamis da
Aguçadoura, que serão as primeiras a operar em contínuo, em regime
pré-comercial, produzindo electricidade e injectando-a no sistema eléctrico
nacional.
A empresa Pelamis Wave Power, detentora da tecnologia, tem dois outros projectos
em curso no Reino Unido - na Escócia e na Cornualha -, mas num estádio menos
avançado. "Esperamos construir mais máquinas dentro de alguns meses", afirma Max
Carcas, director da empresa.
Um bom empurrão seria a segunda fase do projecto da Aguçadoura, que depende da
Enersis. "Da nossa parte, gostaríamos de avançar o mais rapidamente possível",
diz Max Carcas.
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=/main.asp%3Fc%3DA%26dt%3D20080923%\
26id%3D14504338:
Um investimento arriscado mas com grande potencial
23.09.2008, Ana Fernandes
O preço da produção de energia a partir de ondas está por avaliar por não ter
sido ainda testado na prática
O investimento superior aos 8,5 milhões de euros que hoje ganha corpo ao largo
da Póvoa de Varzim tem um retorno ainda imprevisível, dado o seu carácter
pioneiro. Mas, se tudo correr bem, pode impulsionar as energias renováveis no
país, uma vez que permitirá uma produção constante, ao contrário de outras
fontes alternativas.
A Enersis e o seu parceiro escocês Ocean Power Energia asseguram o grosso do
investimento, tendo os 15 por cento restantes origem em apoios públicos. Mas a
ideia é colocar mais duas máquinas a flutuar, o que implicará mais cinco milhões
de euros. E poderão não parar por aqui.
Sendo este um projecto pioneiro e experimental, o custo da produção de energia é
ainda muito elevado, sendo dos mais caros do mercado, só se equiparando ao
fotovoltaico. É três vezes mais caro que o eólico e duas vezes mais que a
biomassa. O que for produzido será pago a 26 cêntimos por kilowatt/hora,
enquanto a eólica é a 8 e o fotovoltaico chega aos 44.
A forma como se comportará o projecto é uma das grandes incógnitas do
investimento. Mas para a Enersis o retorno não é, para já, a principal
preocupação. "É um projecto cujo objectivo claramente não é esse", diz Rui
Barros, que coordena o empreendimento. O principal benefício é o de estar na
linha de frente da exploração comercial da energia das ondas.
Mas, se der certo, pode ser um enorme passo em frente, já que permite uma
produção de energia constante (entre 5000 a 7000 horas por ano), quando as
eólicas andam pelas 2000 a 2200 horas, a hídrica pelas 2400 e a fotovoltaica
pelas 1500.
António Sarmento, do Centro de Energia das Ondas, afirma que a factura real da
produção eléctrica no oceano ainda está por avaliar. "Como não há nada no mar a
funcionar continuamente, tudo o que há são expectativas", explica. Com R.G.
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=/main.asp%3Fc%3DA%26dt%3D20080923%\
26id%3D14504338:
Uma empresa apetecida
23.09.2008
Há vários interessados na compra da Enersis
Avaliada entre 1,3 e 1,5 mil milhões de euros, a Enersis tem andado, nos últimos
tempos, sob o olhar dos investidores depois de o grupo de investimento
australiano Babcock & Brown ter anunciado que queria vender a sua participação
na empresa portuguesa até final do ano.
Esta empresa de energias renováveis tem 517 megawatts de potência eólica em
exploração, cerca de mais 300 em construção, uma participação no consórcio
Ventiveste (que ganhou a fase B do concurso das eólicas que prevê a atribuição
de 400 MW de capacidade instalada) e lança-se agora na energia das ondas.
A empresa de energias renováveis foi vendida pela Semapa à Babcock & Brown Wind
Partners no final de 2005. Os australianos pagaram, pelos 89,92 por cento
detidos pelo grupo de Pedro Queiroz Pereira, 420,85 milhões de euros. No início
deste ano, estes activos foram postos à venda, tendo já surgido notícias de
vários interessados. João Talone, do fundo Magnun Capital, é um dos que estão na
corrida, mas fala-se também do interesse dos franceses da GdF Suez e dos
espanhóis da Iberdrola. A.F.
Infografia em
http://static.publico.clix.pt/homepage/infografia/ambiente/pelamis/
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Emídio Gardé
http://ehgarde.planetaclix.pt
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Boa tarde,
No âmbito do Programa "Energia Inteligente - Europa", o
ISR-Universidade de Coimbra e a ADENE, vão organizar o workshop
"*/ Eficiência Energética no sector residencial e no terciário/* ".
O evento terá lugar no próximo dia 29 de Setembro, no auditório da da
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, em
Coimbra, Rua Bernardim Ribeiro, 80.
O programa pode ser encontrado no link:
http://www.isr.uc.pt/~remodece/downloads/REMODECE&EL_TERTIARY.pdf
Caso esteja interessado em participar no workshop, deverá enviar para
cristina@..., uma mensagem a solicitar a inscrição, indicando o
nome, empresa/instituição, endereço completo, telefone e e-mail
directos. *A inscrição é gratuita.*
Na expectativa de nos encontrarmos no dia 29 de Setembro, em Coimbra,
apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
Paula Fonseca
******************************************************************
Paula Fonseca
Institute of Systems and Robotics
Dep. Electrical & Computer Eng. Tel: +351-239-796325
University of Coimbra Fax: +351-239-406672
3030-290 Coimbra Email: pfonseca@...
Portugal
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1340598&idCanal=13: Paulo
Pimenta/PÚBLICO (Arquivo)
Não há nenhuma estimativa em Portugal do impacte que as turbinas
eólicas têm nas populações de morcegos
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Turbinas eólicas causam hemorragias internas aos morcegos
26.08.2008 - 17h54 Nicolau Ferreira
Os morcegos têm motivos para temer as turbinas eólicas. Um estudo científico
mostra que o movimento das pás causa uma diminuição da pressão atmosférica,
fazendo rebentar os vasos sanguíneos dos pulmões destes mamíferos.
Desde que os postes para gerar energia eólica começaram a ser instalados por
todo o mundo, começaram a aparecer cadáveres de morcegos à volta das turbinas. O
pormenor estranho era a ausência de feridas ou hematomas externos em muitos
indivíduos, que tornava inexplicável a razão da morte dos mamíferos. No caso das
aves, os cadáveres mortos aparecem com feridas e hematomas, indicando um choque
contra as pás.
Ultimamente, a proporção entre morcegos e aves mortas tem-se tornado mais
preocupante. Há locais em que o número de cadáveres dos mamíferos é quatro vezes
maior do que o das aves, o que é estranho tendo em conta que o sonar detecta
melhor objectos em movimento do que parados.
Erin Baerwald, da Universidade do Calgary, Canadá, investigou a questão no campo
eólico em Alberta. "Enquanto apanhávamos carcaças, reparei que um grande número
não parecia ter feridas externas", explicou.
Dos 75 morcegos que dissecou, 69 apresentavam hemorragias internas. "Uma descida
na pressão atmosférica ao redor das pás das turbinas é uma ameaça indetectável,
e explica o grande número de fatalidades de morcegos", diz a cientista. A
velocidade com que as pás giram faz com que a pressão atmosférica desça. Quando
os morcegos se aproximam demais das turbinas, esta diferença de pressão faz
rebentar os vasos sanguíneos dos pulmões. Chama-se a esta condição barotrauma.
O artigo de Erin Baerwald é publicado hoje na revista científica Current Biology
. O estudo mostra que 90 por cento das fatalidades envolveram hemorragia interna
e só metade dos morcegos é que tocaram nas pás. A hemorragia não acontece nas
aves porque a estrutura pulmonar é diferente e mais resistente.
Os investigadores portugueses também já detectaram este fenómeno. Uma das
primeiras barreiras para se entender a verdadeira proporção do problema é a
quantificação. "Os corpos são rapidamente apanhados pelos predadores e é
geralmente difícil encontrar os cadáveres dos morcegos", explica ao PÚBLICO
Jorge Palmeirim, biólogo e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de
Lisboa.
Muitas espécies de morcegos portugueses estão bem monitorizadas, principalmente
as cavernícolas (as que vivem em grutas). Mas existem outras espécies que não
existem dados populacionais nem se conhece a ecologia, o que impossibilita saber
o efeito que esta pressão tem. "Estamos a falar de mais um factor de mortalidade
que afecta espécies que já por si estavam ameaçadas", explica o perito em
morcegos.
A diminuição de insectos (o alimento dos morcegos), os atropelamentos, as sebes
com arame farpado são factores que pressionam estes mamíferos, cuja ecologia não
prevê este tipo de pressão. Por ano, os morcegos têm uma cria, o que não chega
para responder às altas taxas de mortalidade.
Já existem propostas para lutar contra o problema. Parar as turbinas durante os
meses em que os morcegos migram é uma das ideias. "Devia haver capacidade para
controlar a actividade das turbinas", diz Jorge Palmeirim. O biólogo sugere a
paragem das turbinas durante as alturas em que existe menos vento, que é quando
os morcegos estão mais activos nessas zonas.
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http://ehgarde.blogs.sapo.pt/35950.html:http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=105399:
Laboratório
Cientistas americanos produzem petróleo a partir de bactérias
Uma empresa de bio-teconologia norte-americana está a produzir petróleo graças
ao produto da digestão de uma bactéria. E não é um bacilo qualquer, é a perigosa
bactéria E.coli.
Produzir petróleo sem ter de esperar 100 milhões de anos é um dos objectivos de
cientistas desde há vários anos, e finalmente um laboratório parece ter
encontrado uma luz ao fundo do túnel.
A empresa californiana de biotecnologia LS9 inc., está a produzir petróleo
através de bactérias, essencialmente o perigoso bacilo E.coli, que causa várias
doenças aos seres humanos, como gastroenterites.
Sendo um produto orgânico decomposto, cedo se percebeu que descobrir uma forma
de acelerar o processo é a solução para tornar o petróleo uma energia renovável.
E como entram as bactérias na equação? Da forma mais simples. Os cientistas
descobriram que os excrementos de algumas bactérias são uma forma simples de
petróleo, gasóleo até, se bem que microscopicamente pequena também, para já. No
entanto, o laboratório da Califórnia já conseguiu produzir alguns barris, o que
leva a crer que poderá ser uma solução rentável no futuro.
As bactérias E.coli usadas são alimentadas com açucar de plantas e os seus
excrementos, um líquido muito semelhante a gasóleo, são recolhidos depois. Um
processo que tem algumas semelhanças com a milenar produção tradicional de
cerveja.
Até se conseguir manter uma produção industrial contínua falta muito tempo, mas
as vantagens já existem. O produto da LS9, que começou a ser desenvolvido na
garagem de um dos cientistas, não contém as substâncias potencialmente
cancerígenas de outros combustíveis.
E pode ser atingido sem recorrer a plantas que entrem na cadeia alimentar humana
ou de animais domésticos, ao contrário do milho, por exemplo, que pode ser usado
para fazer etanol mas tal pode ser eticamente incorrecto quando é a base da
alimentação de populações.
EC com CNN
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