Fico feliz com o debate de alto nível que esse tema esteja promovendo, muitas visões interessantes. Entendo pelos comentários que até aqui estejamos convergindo em alguns pontos:
- existem realmente processos de naturezas distintas: transacionais (ou mecanicistas, como preferem alguns) e colaborativos; claro que não é algo absoluto, os processos podem ter características combinadas das duas naturezas;
- devemos procurar automatizar processos de naturezas distintas com ferramentas apropriadas; não dá para "encaixar" processos colaborativos num produto desenvolvido para processos transacionais e esperar um grande resultado.
Complementando, acho que como até o momento o principal foco dos fornecedores (e dos pesquisadores, também) foram os processos transacionais, ainda existe uma grande lacuna em termos de método, notação e ferramentas para tratar processos colaborativos. Como modelar? Como medir? Como melhorar? Como automatizar? São perguntas que exigem uma boa dose de reflexão para serem respondidas, pois ainda não existe muito consenso sobre isso nos meios acadêmico e profissional. Mas isso tente a melhorar nos próximos anos com o aumento da popularidade da gestão de processos nas empresas.
Na Parte 2 do artigo pretendo explorar o que os fornecedores de software estão oferecendo para endereçar os processos colaborativos, independente dos produtos serem classificados como "BPMS" ou não.
Um abraço,
Bender
Fábio,
Existem processos que não possuem uma estrutura completamente estabelecida previamente. Por exemplo, às vezes as atividades possíveis são previamente conhecidas, mas não sua seqüência de execução ou o número de execuções. Outras vezes nem mesmo todo o conjunto de atividades possíveis está previamente determinado. Essa é uma situação bastante comum em processos que demandam ações de criação, investigação, análise, diagnóstico, prospecção e exploração de soluções. Acontecem, por exemplo, em organizações que praticam Pesquisa e Desenvolvimento, serviços de Consultoria e Medicina.
Outros tipos de processos colaborativos existem, mas acho que os casos acima facilitam entender a diferença. Eles sempre tem começo-meio-fim, apenas vc não sabe antes do fim de cada caso por onde passa o meio nem onde será o fim. Uma das vantagens de se usar BPMS para suporte a esse tipo de processo é justamente permitir saber o que "de fato aconteceu" em cada caso, já que vc não sabe o que vai acontecer com antecedência.
Quanto ao benchmark, ele poderá ser feito considerando os parâmetros que façam sentido para o processo. Mas essa necessidade de seleção dos parâmetros que caracterizam o processo sempre existe, apenas que nos processos mecanicistas ela pode ser tão óbvia que passa despercebida. Por exemplo, em alguns processos mecanicistas a hora/minuto em que a atividade foi executada pode ser um parâmetro de comparação importante, enquanto que em outros pode ser irrelevante.Olá Bender,
Olá Pessoal,
Concordo com o Tales. O termo Transacional e a definição que você mencionou no texto podem gerar um certo desconforto para o pessoal de TI (eu inclusive) justamente pelo significado já há mto tempo "definido" no contexto deles. Portanto, o Mecanicista talvez confunda menos.. :)
Outra coisa que gostaria de levantar a bola pra alguém chutar é em relação a essa diferenciação entre os mecanicistas e os colaborativos. No meu entender do post, "processos colaborativos" me deram uma visão de processos Ad-hoc... Entendi errado? Onde ninguem sabe ao certo como vai ser o desenrolar da sua execução.
Na minha visão (talvez um pouco narrow-minded), quando você fala que processos colaborativos podem e devem se definidos/redefinidos em tempo de execução, não acha que isso pode trazer o mesmo caos que vemos, e em alguns casos vivemos, atualmente?
Processo pra mim, independente se é transacional/mecanicista ou colaborativo/human-driven, deve ter começo, meio, fim, com todas as definições, eventos, regras, exceções(possíveis de serem mapeadas) e etc. Não me agrada a idéia de processos poderem ser redefinidos em tempo de execução porque se você pode alterá-lo em tempo de execução você nunca saberá o que de fato aconteceu, nunca terá benchmark com outras instâncias ou casos, porque o processo poderá ser alterado a qualquer momento.
Isso eu falo de processos padrão (como o de reembolso de despesas) ou processos críticos e de alto valor agregado. Flexibilidade só é boa quando é feita com bom senso, controlada, premeditada e etc. E isso vale pra qualquer tipo de processo. De A a Z.
Abraço,
FabioAtividade nos últimos diasVisite seu Grupo
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Tales Costa
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