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#8371 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Sáb, 3 de Jun de 2006 11:01 pm
Assunto: Pólo Norte tinha mar tropical 55 milhões de anos atrás
astronomynews1
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Pólo Norte tinha mar tropical 55 milhões de anos atrás

 RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S.Paulo

Já foi mais fácil nadar no pólo Norte do que em uma piscina em São Paulo hoje. Um paulistano tem de enfrentar uma água em torno de 20ºC. No pólo Norte, há 55 milhões de anos, a água era um pouco mais quentinha --até 23ºC.

E este não é o único resultado surpreendente de um esforço de pesquisa cada vez mais raro --uma grande exploração polar. Três navios quebra-gelo, um deles equipado com equipamento de perfuração, trabalharam em condições extremamente hostis para obter os "primeiros dados geológicos completos do oceano Ártico", segundo Kathryn Moran, da Universidade de Rhode Island (EUA), uma das líderes da expedição.

Equipes internacionais de pesquisa, dos EUA, Europa e Japão, publicaram três artigos científicos na edição de hoje da revista "Nature" com informações preciosas sobre o clima passado do Ártico.

Outra descoberta surpreendente foi notar que em um intervalo de tempo de 800 mil anos, começado há 49 milhões de anos, o oceano Ártico, ao menos no verão, estava completamente verde e sem sal --por conta de algas de água doce que o cobriam.

Os navios de pesquisa batalharam para conseguir amostras de sedimentos de até 430 metros abaixo do fundo do mar, em uma região onde o oceano tinha 1 km de profundidade. A coluna de sedimentos conta a história climática da região de 55 milhões de anos atrás até hoje.

Foi um trabalho notável não só de pesquisa, mas de habilidade marinheira. A princípio se achava que o quebra-gelo com o equipamento de perfuração, o sueco Vidar Viking, conseguiria ficar estacionário no local por apenas dois dias. Na verdade, a pesquisa durou nove.

"Havia momentos em que o local da perfuração estava coberto por gelo com dois a três metros de espessura", diz Jan Blackman, da Universidade de Estocolmo.

Assim como foi uma surpresa descobrir o grau de aquecimento que havia então, também foi novidade perceber que há 45 milhões de anos o gelo já se formava na região, bem antes do que se imaginava --mas que corresponde com dados semelhantes sobre o Pólo Sul.

Especial



Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14694.shtml
 
Céu claro pra todos!
 
José Geraldo Mattos
Moderador
 
"O que é inconcebível a respeito do universo é que ele é absolutamente concebível".(Albert Einstein)

 

 

 

 

 

 



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#8372 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Sáb, 3 de Jun de 2006 10:50 pm
Assunto: Computadores de DNA ganham vida
astronomynews1
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Computadores de DNA ganham vida
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Por Ehud Shapiro e Yaakov Benenson
Cientistas exploram o poder de computação de moléculas biológicas e criam máquinas minúsculas capazes de falar diretamente com células vivas.
.

Quando o matemático britânico Alan Turing concebeu a noção de uma máquina de computação programável universal, a palavra "computador" tipicamente se referia não a um objeto, mas a seres humanos. Era 1936, e pessoas que tinham o trabalho de computar, em termos modernos, trituravam números. Turing projetou uma máquina capaz de realizar o trabalho deles - calcular qualquer problema computável - e armou o cenário para o estudo teórico da computação que permanece como base para a ciência da computação. Mas ele nunca especificou quais materiais deveriam ser usados para construí-la.

A máquina puramente conceitual de Turing não tinha fios elétricos, transistores ou portões lógicos. Na verdade, ele imaginava-a como uma pessoa com uma folha de papel infinitamente longa, um lápis e um simples manual de instruções. Seu computador incansável leria um símbolo, o modificaria e depois passaria para o símbolo seguinte, de acordo com regras programadas, e continuaria agindo assim até que nenhuma regra mais se aplicasse. Portanto, apesar de a maioria das pessoas só ter visto até hoje máquinas eletrônicas de metal, válvulas e peças de silício, essas não são a única forma possível que um computador pode assumir.

Também os organismos vivos realizam processos físicos complexos sob o comando de informações digitais. As reações bioquímicas e, em última análise, o funcionamento de um organismo inteiro são regidos por instruções armazenadas em seu genoma, codificado em seqüências de ácidos nucleicos. Quando o mecanismo das máquinas biomoleculares no interior das células que processam DNA e RNA é comparado à máquina de Turing, surgem semelhanças impressionantes: os dois sistemas processam informações armazenadas em uma seqüência de símbolos tomados de um alfabeto fixo, e ambos avançam passo a passo ao longo dessas seqüências, modificando ou acrescentando símbolos de acordo com um conjunto de regras.

Esses paralelos inspiraram a idéia de que moléculas biológicas poderiam, um dia, virar a matéria-prima de uma espécie nova de computador. Ele não necessariamente teria um desempenho maior nas tarefas tradicionais de computação - a velocidade de máquinas moleculares naturais, como o ribossomo, é de apenas centenas de operações por segundo, comparada aos bilhões de operações por segundo em alguns dispositivos eletrônicos. Mas as moléculas têm uma capacidade singular: falam a língua das células vivas.

A vantagem dos computadores constituídos de moléculas biológicas vem de seu potencial de funcionarem em um ambiente bioquímico (até mesmo dentro de um organismo vivo) e interagir com ele através de entradas e saídas em forma de outras moléculas biológicas. Um computador biomolecular poderia agir como um "médico" autônomo dentro de uma célula, por exemplo. Ele poderia perceber sinais do ambiente indicando doença, processá-los usando seu conhecimento médico pré-programado e gerar um sinal ou um remédio terapêutico como saída.

Nos últimos sete anos, temos trabalhado para concretizar essa promessa. Já conseguimos criar um autômato biológico, constituído de DNA e proteínas, capaz de diagnosticar num tubo de ensaio sintomas moleculares de certos tipos de câncer e "tratar" a doença com a liberação de uma molécula terapêutica. Essa prova de conceito foi empolgante, pelas possíveis aplicações médicas futuras e por diferir totalmente daquilo que tínhamos em mente originalmente.

Dos Modelos às Moléculas

Um de nós (Shapiro) começou sua pesquisa ao perceber que as operações básicas de certas máquinas biomoleculares dentro das células - reconhecimento dos blocos de construção moleculares, clivagem (fragmentação) e ligação de moléculas de biopolímeros e movimentos ao longo de um polímero - poderiam ser empregadas, em princípio, para construir um computador universal baseado na máquina conceitual de Turing. Em essência, as operações computacionais de tal máquina de Turing se traduziriam em termos biomoleculares como: um "reconhecimento", duas "clivagens", duas "ligações" e um movimento para a esquerda ou direita.

Charles Bennett, da IBM, já havia feito observações semelhantes e proposto uma máquina de Turing molecular hipotética em 1982.

Interessado na física do consumo de energia, ele especulou que as moléculas poderiam, um dia, se tornar a base de dispositivos computacionais mais eficientes em termos de energia.

A primeira demonstração no mundo real do poder computacional das moléculas surgiu em 1994, quando Leonard M. Adleman, da Universidade da Califórnia do Sul, usou DNA para solucionar um problema que é sempre incômodo para algoritmos de computadores tradicionais. Conhecido como o problema do caixeiro-viajante, seu objetivo é descobrir a rota mais curta entre cidades ligadas por avião, passando por cada cidade uma só vez. Ao criar moléculas de DNA para representar simbolicamente as cidades e vôos e, depois, combinar trilhões delas em um tubo de ensaio, ele se aproveitou das afinidades de emparelhamento das moléculas para obter resposta em cerca de um segundo. Infelizmente, com as ferramentas de laboratório disponíveis naquela época, Adleman levou muito mais tempo para pescar manualmente, de dentro da mistura, as moléculas que representavam a solução correta. Ele aguardou a descoberta de tecnologias que permitissem a criação de um computador molecular mais prático.

"No futuro, as pesquisas de biologia molecular poderão fornecer técnicas aperfeiçoadas para manipular macromoléculas", escreveu em 1994, ao descrever o experimento. "As pesquisas na química devem permitir o desenvolvimento de enzimas sintéticas. Pode-se imaginar o surgimento de um computador de uso geral, com uma única macromolécula conjugada a uma coleção de enzimas semelhante a um ribossomo que agem sobre ele."
Conceber um projeto lógico concreto para tal dispositivo, capaz de funcionar como a "especificação operacional" fundamental para uma ampla classe de computadores moleculares futuros, tornou-se o objetivo de Shapiro. Em 1999, ele tinha um modelo mecânico do projeto, feito de peças plásticas. Juntamos então forças para traduzi-lo em moléculas reais.

Entretanto, em vez de enfrentar desde o princípio o desafio final de construir uma máquina de Turing molecular completa, concordamos em tentar primeiro uma versão simplificada, conhecida como autômato finito. Sua única função seria descobrir se uma seqüência de símbolos ou letras de um alfabeto de duas letras, como "a" e "b", continha um número par de letras b. A tarefa pode ser realizada por um autômato finito com apenas dois estados e um "programa" composto de quatro instruções chamadas regras de transição. Um de nós (Benenson) teve a idéia de empregar uma molécula de DNA de fita dupla para representar a seqüência de entrada, outras quatro mais curtas para representar as regras de transição do autômato, ou "software", e duas enzimas manipuladoras de DNA naturais, FokI e ligase, como "hardware".

O problema lógico principal que tivemos de resolver foi como representar os estados intermediários mutáveis da computação, que consistem no estado interno atual do autômato e um ponteiro para o símbolo da seqüência de entrada sendo processado. Conseguimos isso com um artifício engenhoso: a cada passo da computação, o hardware enzimático realmente "digeria" a molécula de entrada, clivava o símbolo que estava sendo processado e expunha o próximo. Como era possível fragmentar o símbolo em dois locais diferentes, cada versão resultante podia representar, além do próprio símbolo, um dentre os dois estados possíveis da computação. Descobrimos mais tarde que este último elemento era similar a um desenho que Paul Rothemund, ex-aluno de Adleman, havia proposto para a máquina molecular de Turing.

O interessante é que o computador resultante que descrevemos em 2001 era autônomo: uma vez que as moléculas de entrada, de software e de hardware foram colocadas em uma solução de armazenamento em um tubo de ensaio, a computação teve início e prosseguiu iterativamente até o fim, sem nenhuma intervenção humana.

Durante os testes, percebemos que o sistema não apenas resolvia o problema para o qual foi projetado - descobrir se um símbolo ocorre um número par de vezes em uma seqüência - como poderia fazer mais. Um autômato finito de dois estados e dois símbolos possui oito combinações possíveis de regras de símbolos/estados (23) e, como nosso projeto era modular, todas as oito possíveis regras de transição podiam ser prontamente implementadas mediante oito moléculas de transição diferentes. O autômato era capaz, portanto, de realizar diferentes tarefas, escolhendo diferentes "programas" - ou seja, um mix diferente de moléculas de transição.

Ao testarmos uma variedade de programas com nosso autômato molecular simples, descobrimos uma forma de melhorar ainda mais o desempenho. Em um "experimento de omissão", a operação do autômato foi avaliada com a remoção de um componente molecular de cada vez. Quando removemos a ligase, que une a molécula de software à molécula de entrada para permitir seu reconhecimento e clivagem pela outra enzima, FokI, a computação pareceu progredir. Havíamos descoberto uma capacidade antes desconhecida de FokI: reconhecer e clivar certas seqüências de DNA, quer as duas fitas da molécula estivessem unidas ou não.

A perspectiva de remover a ligase de nosso computador molecular nos empolgou, porque reduziria imediatamente em 50% o hardware enzimático requerido. Mais importante, a ligação era a única operação que consumia energia na computação, de modo que, ao evitá-la, o computador funcionaria sem fonte externa de combustível. E sem a etapa de ligação, moléculas de software deixaram de ser consumidas durante a computação, podendo ser recicladas.

O aperfeiçoamento do sistema sem ligase levou meses de esforços. De início, ele foi ineficiente, parando após um ou dois passos computacionais. Mas estávamos motivados pelos desafios computacional e bioquímico, e com o auxílio de colegas, Benenson enfim encontrou a solução. Com mudanças pequenas, mas cruciais, nas seqüências de DNA usadas no autômato, conseguimos tirar proveito da capacidade até então desconhecida de FokI e dar um salto quântico no desempenho. Em 2003, dispúnhamos de um computador autônomo e programável capaz de usar sua molécula de entrada como fonte de combustível . Em princípio, ele poderia processar qualquer molécula de entrada, de qualquer comprimento, usando um número fixo de moléculas de hardware e software, sem esgotar a energia. Contudo, do ponto de vista computacional, nosso autômato ainda parecia uma lambreta comparado com o Rolls-Royce que tínhamos como objetivo: a máquina de Turing biomolecular.

Missão Terapêutica
Como o autômato finito de dois estados era simples demais para ter qualquer utilidade na solução de problemas computacionais complexos, nós o consideramos mera demonstração interessante do conceito de computadores biomoleculares programáveis e autônomos, e decidimos ir em frente. Ao concentrarmos esforços na construção de autômatos mais complicados, logo deparamos com o problema reconhecido por Adleman: as "enzimas projetadas" com que ele sonhara uma década antes ainda não existiam.

Nenhuma enzima ou complexo de enzimas conhecidos na Natureza conseguem realizar reconhecimentos, clivagens e ligações, em seqüência e em conjunto, com a flexibilidade necessária ao projeto da máquina de Turing. Enzimas naturais teriam de ser personalizadas; as sintéticas totalmente novas teriam de ser engendradas. Como a ciência ainda carece dessa capacidade, vimo-nos com uma especificação de projeto lógico de uma máquina de Turing biomolecular, mas forçados a aguardar até que as peças para sua construção fossem inventadas.

Por isso voltamos ao nosso autômato de dois estados para ver se conseguíamos encontrar alguma aplicação útil. Tendo em mente aplicações médicas, queríamos saber se o dispositivo poderia realizar um diagnóstico simples, como descobrir se determinadas condições representando uma doença específica estão presentes. Para essa tarefa, bastam apenas dois estados: chamamos um de "sim" e o outro de "não".

O autômato começaria a computação no estado sim e verificaria uma condição de cada vez. Se uma condição de sua checklist estivesse presente, o estado sim vigoraria, mas se alguma não aparecesse, o autômato mudaria para o estado não, permanecendo assim pelo resto do processo. Desse modo, a computação só terminaria em sim se todos os sintomas da doença estivessem presentes; porém, se um não fosse encontrado, o "diagnóstico" seria negativo.

Para fazer esse esquema lógico funcionar, tivemos de encontrar um meio de ligar o autômato molecular ao seu ambiente bioquímico de modo que conseguisse perceber se condições específicas de doenças estavam presentes. A idéia geral de que o ambiente pudesse afetar as concentrações relativas de moléculas de transição concorrentes - e alterar a computação - já havia sido sugerida no plano da máquina de Turing molecular. Para aplicar esse princípio na detecção de sintomas de doenças, tivemos de transformar a presença ou ausência de um indicador de doença em um determinante da concentração das moléculas de software que indicam o sintoma.

Muitos cânceres, por exemplo, se caracterizam por níveis anormais de certas proteínas na célula como resultado de genes específicos, expressando acima ou abaixo do normal sua proteí-na codificada. Quando um gene é expresso, enzimas no núcleo da célula copiam sua seqüência para uma versão em RNA. Essa transcrição molecular do gene, conhecida como RNA mensageiro (mRNA), é então lida por uma estrutura denominada ribossomo, que traduz a seqüência de RNA em uma seqüência de aminoá-cidos que formarão a proteína. Desse modo, níveis acima ou abaixo do normal de transcrições específicas de mRNA podem refletir a atividade dos genes.

Benenson concebeu um sistema em que certas moléculas de transição interagiam preferencialmente com essas seqüências de mRNA. A interação, por sua vez, afetaria a capacidade das moléculas de transição de participarem da computação. Um alto nível de mRNA representando um sintoma de uma doença causaria a predominância das moléculas de transição sim      sim, aumentando a probabilidade de que o computador detectasse a presença do sintoma . Na prática, esse sistema poderia se aplicar a qualquer doença associada a níveis anormais de proteínas resultantes da atividade dos genes e ser adaptado para detectar mutações maléficas em seqüências de mRNA. Uma vez dotados de um mecanismo de entrada capaz de perceber sintomas de doenças e do aparato lógico para realizar o diagnóstico, a pergunta seguinte foi: o que o computador deve fazer ao diagnosticar uma doença? De início, pensamos em fazer com que produzisse um sinal de diagnóstico visível. No mundo molecular, produzir um sinal e dar o próximo passo lógico de ministrar um remédio não estão tão distantes. Binyamin Gil, aluno de graduação do nosso grupo, projetou e implementou um mecanismo que permite ao computador liberar uma molécula de remédio no caso de diagnóstico positivo.

Mesmo assim, nosso plano não estava completo. Talvez a questão central no projeto de hardware de computadores é como desenvolver um sistema confiável com componentes duvidosos. Esse problema não é próprio dos computadores biológicos - é uma propriedade intrínseca aos sistemas complexos. Mesmo dispositivos mecânicos se tornam menos confiáveis com a diminuição da escala e o aumento do número de componentes. No nosso caso, dada a natureza probabilística em geral da computação e o comportamento impreciso dos elementos biomoleculares, algumas computações inevitavelmente terminariam com um diagnóstico positivo mesmo estando ausentes vários ou todos os sintomas da doença.

Felizmente, esse comportamento probabilístico é mensurável e repetível, de modo que poderíamos compensá-lo com um sistema de checagem e contrapesos. Criamos dois tipos de moléculas de computação: um projetado para liberar um remédio quando a computação terminasse no estado sim, e outro para liberar um supressor daquele mesmo remédio quando a computação terminasse no estado não. Modificando as concentrações relativas dos dois tipos de moléculas, poderíamos exercer um controle fino sobre o limite de certeza de diagnóstico que desencadearia a administração de um remédio ativo.

Os médicos humanos tomam esse tipo de decisão ao avaliar o risco de uma doença para o paciente, levando em conta a toxicidade do tratamento e a certeza do diagnóstico. No futuro, se nosso autômato molecular for enviado em missão médica, poderá ser programado para exercer julgamento semelhante.

Nasce uma Nova Espécie
Nossa lambreta acabou nos levando bem mais longe do que imaginávamos, e numa direção um tanto diferente. Até agora, nosso computador biomolecular só foi demonstrado em um tubo de ensaio. Seu ambiente biológico foi simulado com a adição de concentrações diferentes de moléculas de RNA e DNA; depois colocamos todos os componentes do autômato no mesmo tubo. Agora nossos objetivos são fazer com que funcione em uma célula viva, observar sua computação dentro dela e fazer com que se comunique com seu ambiente.

Só inserir o autômato na célula já é desafiador, porque a maioria dos sistemas de inserção molecular está adaptada para DNA ou proteína. Nosso computador contém ambos, de modo que estamos tentando encontrar meios de ministrar essas moléculas em conjunto. Outro obstáculo é encontrar um meio de observar todos os aspectos da computação enquanto ocorrem dentro de uma célula, para confirmar que o autômato consegue funcionar sem que as atividades da célula prejudiquem passos da computação ou os componentes do computador afetem o comportamento celular de forma indesejada. Exploramos alternativas de vincular o autômato ao seu ambiente. Pesquisas recentes de câncer indicam que microRNAs, moléculas pequenas com funções regulatórias dentro das células, são melhores indicadores da doença, de modo que estamos reprojetando nosso computador para "falar" com o microRNA, em vez do mRNA.

Embora ainda estejamos longe de aplicar nosso dispositivo dentro de células vivas, sem falar em organismos vivos, já dispomos da importante prova de conceito. Ao associar um sintoma bioquímico de doença diretamente com os passos básicos de um computador molecular, nossa demonstração do tubo de ensaio confirmou que uma máquina autônoma consegue se comunicar com sistemas biológicos e realizar cálculos biologicamente significativos. Seu mecanismo de entrada percebe o ambiente no qual opera; o mecanismo de computação analisa esse ambiente; e o mecanismo de saída o afeta de forma inteligente, com base no resultado da análise.

Desse modo, nosso autômato cumpriu a promessa dos computadores biomoleculares de permitir a interação direta com o mundo bioquímico. E traz a ciência computacional de volta à visão original de Turing. As primeiras máquinas computadoras tiveram de se desviar de seu conceito para se ajustar às limitações das peças eletrônicas. Somente décadas depois, quando os biólogos moleculares começaram a revelar as operações de máquinas minúsculas dentro de células vivas, os cientistas da informática reconheceram um sistema em funcionamento semelhante à idéia abstrata de Turing acerca da computação.

Isso não significa que as moléculas tendem a substituir as máquinas eletrônicas em todas as tarefas computacionais. As duas espécies de computadores têm poderes diferentes e podem facilmente coexistir. Como as biomoléculas conseguem acessar dados codificados em outras biomoléculas, elas são compatíveis com os sistemas vivos como os computadores eletrônicos jamais serão. Assim acreditamos que nossos experimentos sugerem que essa espécie nova de computador é de importância fundamental e se mostrará valiosa para uma grande variedade de aplicações. O computador biomolecular ganhou vida.            




Resumo/Computadores Vivos
As máquinas moleculares naturais processam informações de maneira semelhante à máquina de Turing, um computador conceitual pioneiro.

Um autômato semelhante à máquina de Turing formado de DNA e enzimas pode realizar cálculos, receber dados de outras moléculas biológicas e fornecer resultados tangíveis, como um sinal ou um remédio terapêutico.

Esse computador funcional constituído de moléculas de vida demonstra a viabilidade de seu tipo e pode se revelar uma valiosa ferramenta médica.
 
Os Autores
EHUD SHAPIRO e YAAKOV BENENSON começaram sua parceria para construir autômatos moleculares em 1999. Shapiro é professor do departamento de ciência da computação e química biológica do Instituto de Ciência Weizmann, em Rehovot, Israel. Já era um grande cientista da computação e pioneiro dos softwares, com interesse crescente em biologia em 1998, quando projetou pela primeira vez um modelo de uma máquina de Turing molecular. Benenson, que acabara de completar o mestrado em bioquímica na Universidade Technion de Haifa, tornou-se aluno de Shapiro de doutorado no ano seguinte. Agora como pesquisador do Centro Bauer para Pesquisa Genômica da Universidade Harvard, Benenson desenvolve novas ferramentas moleculares para sondar e afetar células vivas.
 
Para conhecer mais
A mechanical Turing machine: Blueprint for a biomolecular computer. Apresentado por Ehud Shapiro no Congresso Internacional de Computadores Baseados em DNA, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, 14 e 15 de junho de 1999. www.weizmann.ac.il/udi/press

Programmable and autonomous computing machine made of biomolecules. Y. Benenson, T. Paz-Elizur, R. Adar, E. Keinan, Z. Livneh e E. Shapiro, em Nature, vol. 414, págs. 430-434, 22 de novembro de 2001.

An autonomous molecular computer for logical control of gene expression. Y. Benenson, B. Gil, U. Ben-Dor, R. Adar e E. Shapiro, em Nature, vol. 429, págs. 423-429, 27 de maio de 2004.

 




Fonte:http://www2.uol.com.br/sciam/
 
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José Geraldo Mattos
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#8373 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Sáb, 3 de Jun de 2006 10:49 pm
Assunto: Por que alguns animais são tão inteligentes?
astronomynews1
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Por que alguns animais são tão inteligentes?
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por Carel van Schaik
O comportamento incomum de orangotangos em um pântano de Sumatra sugere uma resposta surpreendente
O pântano Kluet é um hábitat extraordinariamente rico para os orangotangos. Nesse ambiente tão produtivo, os macacos, reconhecidamente solitários, são surpreendentemente sociáveis

Poucos duvidam de que os seres humanos sejam as criaturas mais inteligentes do planeta. Muitos animais têm habilidades cognitivas especiais, que lhes permitem se dar bem em seus hábitats particulares, mas eles não resolvem problemas novos muito freqüentemente. Alguns fazem isso, e nós os consideramos inteligentes, mas nenhum é tão perspicaz quanto nós.

O que favoreceu a evolução de uma capacidade cerebral tão distinta nos nossos ancestrais hominídeos? Uma maneira de tentar responder a pergunta é examinar os fatores que podem ter moldado outras criaturas que demonstram grande inteligência e ver se essas mesmas forças teriam operado em nossos antecessores. Várias aves e mamíferos, por exemplo, são muito melhores em resolver problemas que elefantes, golfinhos, papagaios, corvos. Mas a pesquisa com nossos parentes mais próximos, os grandes macacos, certamente tende a ser reveladora.

Os acadêmicos propõem várias explicações para a evolução da inteligência dos primatas, linhagem à qual pertencem humanos e os grandes primatas (ao lado de outros macacos, os lóris e os lêmures). No entanto, nos últimos 13 anos, nossos estudos  com orangotangos inesperadamente produziram uma nova explicação.

Uma tentativa de explicar a inteligência dos primatas credita o desenvolvimento de habilidades cognitivas fortes à complexidade da vida social. Tal hipótese, conhecida como "inteligência maquiavélica", sugere que o sucesso na vida social se fia no cultivo das amizades mais lucrativas e na leitura rápida das situações sociais. As demandas da sociedade favorecem a inteligência porque as criaturas mais inteligentes seriam as mais bem-sucedidas em se autoproteger e, portanto, em passar seus genes para a próxima geração. Características maquiavélicas, no entanto, podem não ser benéficas para outras linhagens, ou mesmo para todos os primatas, de modo que essa idéia, por si só, não é satisfatória.

É possível imaginar outras forças que promoveriam a evolução da inteligência, como a necessidade de dar duro para obter comida. Seria vantajosa a capacidade de descobrir com habilidade alimentos escondidos ou de lembrar a localização de fontes essenciais de comida. Essa esperteza seria recompensada com a passagem de mais genes para a geração seguinte.

Minha própria explicação, que não é incompatível com as outras, põe ênfase no aprendizado social. Entre os humanos, a inteligência se desenvolve ao longo do tempo. Uma criança aprende primariamente por meio da orientação de adultos pacientes. Sem estímulos sociais - ou seja, culturais fortes, mesmo uma potencial criança-prodígio terminará um adulto inepto. Hoje temos evidências de que esse processo de aprendizado social se aplica também aos grandes macacos, e eu acredito que, via de regra, os animais inteligentes são os culturais: eles aprendem uns com os outros soluções inovadoras para problemas ecológicos ou sociais. Em resumo, a cultura promove a inteligência.

Cheguei a essa proposta circunstancialmente, observando orangotangos nos pântanos da costa oeste da ilha de Sumatra, Indonésia. O orangotango é o único grande primata da Ásia, confinado às ilhas de Bornéu e Sumatra e famoso por seus hábitos solitários. Se comparado ao chimpanzé africano, esse macaco ruivo é sereno em vez de hiperativo, e socialmente reservado em vez de sociável. Ainda assim, descobrimos nele as condições que permitem o florescimento da cultura.

No começo, ficamos atraídos pelo pântano porque ele abrigava números desproporcionalmente altos de orangotangos - diferentemente das florestas secas da ilha, o hábitat úmido do pântano fornece comida em abundância para os macacos o ano todo, e pode ser usado para sustentar uma população grande.

Uma das nossas primeiras descobertas nos impressionou: os orangotangos criavam e usavam uma ampla variedade de ferramentas. Embora esses macacos ruivos sejam ávidos usuários de ferramentas em cativeiro, isso não costuma ocorrer entre animais selvagens. Mas os animais em Suaq são uma exceção impressionante. Eles confeccionam suas ferramentas com dois objetivos principais. Primeiro, para apanhar formigas, cupins e, sobretudo, mel (principalmente de abelhas sem ferrão) - muito mais do que orangotangos em outras regiões. Eles freqüentemente observam os troncos de árvore, prestando atenção ao tráfego aéreo para dentro e para fora de pequenos buracos.

 Uma vez descobertos, os buracos se tornam foco de inspeção, primeiro visual e depois manual. Geralmente o dedo do orangotango não é comprido o bastante, e o animal prepara uma ferramenta com um graveto. Depois de inseri-la com cuidado, ele delicadamente a move para frente e para trás, então a retira, lambe e volta a enfiá-la no tronco. A maior parte dessa "manipulação" é feita com a ferramenta presa entre os dentes; somente os instrumentos maiores, usados para quebrar pedaços de ninhos de cupim, são manuseados.

O segundo contexto em que esses macacos usam ferramentas diz respeito ao fruto da Neesia. Essa árvore produz cápsulas lenhosas, pentagonais, de até 25 cm de comprimento 10 cm de largura. As cápsulas são recheadas de sementes marrons do tamanho de favas que, por conterem quase 50% de gordura, são altamente nutritivas - uma guloseima rara e muito procurada num ambiente natural sem fast-food. A árvore protege seus frutos criando uma casca muito dura. Quando as sementes estão maduras, a casca começa a rachar; as aberturas aumentam gradualmente, expondo as fileiras de sementes, que desenvolveram belos ligamentos vermelhos (polpa) que contêm até 80% de gordura. Para desencorajar os predadores, uma massa de espinhos afiados preenche a casca.

Os orangotangos em Suaq tiram a casca de ramos de árvore curtos e retos, que eles seguram na boca e inserem nas aberturas nos frutos. Ao mexer a ferramenta para cima e para baixo, separam as sementes de seus talos. Depois dessa manobra, jogam as sementes direto na boca. No final da estação, os orangotangos comem somente a polpa vermelha, usando a mesma técnica para alcançá-la sem se ferir.

Ambos os métodos de modificar gravetos para buscar comida são disseminados em Suaq. No geral, a "pescaria" em buracos nas árvores é ocasional e dura apenas alguns minutos, mas quando os frutos da Neesia se abrem, os macacos dedicam a maior parte do seu dia a extrair as sementes ou a polpa, e nós os vemos ficarem mais gordos e lustrosos a cada dia.

Influência Cultural
O que explica essa curiosa concentração do uso de ferramentas quando orangotangos selvagens em outros lugares mostram propensão tão baixa a ele? Duvidamos que os animais em Suaq sejam mais inteligentes: a observação de que a maioria dos membros da espécie em cativeiro é capaz de aprender a usar ferramentas sugere que a capacidade cerebral básica para fazê-lo está presente. A resposta poderia estar no seu ambiente. Os orangotangos estudados anteriormente viviam, em sua maior parte, em florestas de terra firme, e o pântano fornece um hábitat unicamente luxuriante. Mais insetos fazem seus ninhos em buracos nas árvores ali que nas florestas secas, e a Neesia só cresce em lugares úmidos perto de água corrente.

Por mais tentadora que soe a explicação ambiental, no entanto, ela não esclarece por que os orangotangos de várias populações fora de Suaq ignoram essa mesma riqueza de recursos alimentares. Tampouco justifica por que algumas populações que comem as sementes as colhem sem ferramentas (ingerindo, por conseqüência, muito menos que os orangotangos de Suaq). O mesmo é verdade para as ferramentas usadas em buracos de árvore. Hábitats de montanha são bastante comuns ao longo da zona de distribuição geográfica dos orangotangos; então, se é possível usar ferramentas nas áreas acima do pântano, por que não em todo lugar?

Também pensamos no velho adágio "a necessidade é a mãe da invenção". Como os animais de Suaq vivem numa densidade demográfica alta, competem muito mais por alimentos. Conseqüentemente, muitos ficariam sem comida a menos que pudessem acessar os suprimentos difíceis de serem alcançados - ou seja, eles precisam usar ferramentas para poder comer. O argumento mais forte contra essa possibilidade é que alimentos doces ou gordurosos que as ferramentas tornam acessíveis são os preferidos dos orangotangos e, portanto, deveriam ser procurados por esses animais em todo lugar. Por exemplo, os macacos ruivos em várias partes se submetem a sucessivas picadas de abelha para obter seu mel. Então, a idéia de necessidade tampouco pára em pé.

Uma possibilidade diferente é que esses comportamentos sejam técnicas inovadoras que alguns orangotangos espertos inventaram. Elas se espalharam e persistiram na população porque outros indivíduos as aprenderam de tanto observar esses especialistas. Em outras palavras, o uso de ferramentas é cultural. Um grande obstáculo ao estudo da cultura na Natureza, no entanto, é que, ao barrar a introdução de experimentos, não é possível demonstrar de forma convincente que o animal observado está inventando um truque novo e não simplesmente aplicando um hábito antigo, mas que não é praticado freqüentemente. Tampouco podemos provar que um indivíduo aprendeu uma nova habilidade de outro membro do grupo em vez de descobri-la sozinho. Embora possamos mostrar que orangotangos em laboratório são capazes de observar e aprender socialmente, esses estudos não nos dizem nada sobre a cultura na Natureza - nem por que ela surge ou quanto dela existe. Então, pesquisadores de campo tiveram de desenvolver um sistema de critérios para demonstrar que um dado comportamento tem base cultural.

Primeiro, o comportamento deve variar geograficamente, e dar mostras de ter sido criado em algum lugar, e deve ser comum no local onde foi descoberto, isto é, espalhou-se e persistiu numa população. Os usos de ferramentas em Suaq passam facilmente nos dois primeiros testes. O segundo passo é eliminar explicações mais simples que produzem o mesmo padrão espacial, mas sem envolver aprendizado social. Nós já excluímos uma explicação ecológica, na qual indivíduos expostos a um dado hábitat desenvolvem independentemente a mesma habilidade. Podemos eliminar também a genética, porque a maioria dos orangotangos cativos também é capaz de aprender a usar ferramentas.

O terceiro teste, e o mais revelador, é que deveríamos encontrar distribuições geográficas comportamentais passíveis de ser explicadas pela cultura e que não são facilmente esclarecidas de outra forma. Um padrão-chave seria a presença de um comportamento em um lugar e sua ausência além de dada barreira de dispersão. No caso dos usuários de ferramentas de Suaq, a distribuição geográfica da Neesia nos dá pistas decisivas. As árvores (e os orangotangos) existem em ambos os lados do largo rio Alas. No entanto, no pântano Singkil, imediatamente ao sul de Suaq e no mesmo lado do rio, o chão era coalhado de ferramentas, enquanto no pântano Batu-Batu, do outro lado do rio, elas eram ausentes, apesar de nossas inúmeras visitas em anos diferentes.

Em Batu-Batu, descobrimos que muitos dos frutos haviam sido abertos - prova de que os orangotangos ali comiam sementes de Neesia do mesmo jeito que seus colegas em um sítio chamado Gunung Palung, na distante Bornéu -, mas de forma completamente distinta da de seus primos do outro lado do rio, em Singkil.

Batu-Batu é uma área pantanosa pequena, assim comporta um número limitado de orangotangos. Não sabemos se o uso de ferramentas nunca foi inventado ali, ou se não pôde se manter numa população menor, mas sabemos que migrantes vindos do outro lado do rio nunca poderiam tê-lo trazido, porque o Alas é tão largo que é impossível para um orangotango atravessá-lo. Onde se pode passar, a Neesia cresce ocasionalmente, mas os orangotangos ignoram-na por completo, aparentemente sem ter conhecimento dessa riqueza. Uma interpretação cultural, portanto, é a explicação mais parcimoniosa para a justaposição inesperada de hábeis usuários de ferramentas e coletores brutos vivendo praticamente lado a lado.

Proximidade Tolerante
Por que vemos essas formas sofisticadas de uso de ferramentas em Suaq e não em outros locais? Para abordar essa questão, primeiro fizemos comparações detalhadas entre os sítios nos quais os orangotangos haviam sido estudados. Descobrimos que, mesmo quando excluíamos o uso de ferramentas, Suaq tinha o maior número de inovações disseminadas pela população. Essa descoberta provavelmente não é um artefato do nosso próprio interesse em comportamentos incomuns, porque outros sítios receberam muito mais atenção de cientistas ansiosos por descobrir inovações comportamentais aprendidas socialmente.

Imaginamos que populações cujos indivíduos tinham mais oportunidades de observar uns aos outros em ação apresentariam diversidade maior em habilidades aprendidas do que populações que oferecessem menos oportunidades do gênero. E, de fato, conseguimos confirmar que sítios nos quais os indivíduos passavam mais tempo com os outros têm um repertório maior de inovações aprendidas - relação que vale também para chimpanzés . Essa ligação era mais forte para comportamentos relacionados à comida, o que faz sentido, uma vez que obter técnicas alimentares de alguém requer observações mais cuidadosas do que, digamos, captar um sinal banal de comunicação.

Quando olhamos de perto para os contrastes entre os sítios, percebemos algo mais. Bebês orangotangos em toda parte passam mais de 20 mil horas diurnas em contato próximo com a mãe, agindo como aprendizes entusiasmados. Em Suaq, no entanto, vimos também adultos passando um tempo considerável juntos enquanto procuravam comida. Diferentemente de qualquer outra população de orangotangos estudada até agora, eles até mesmo se alimentavam do mesmo item, geralmente ramos cheios de cupins, e dividiam comida - a carne de lóris, por exemplo. A proximidade e a tolerância pouco ortodoxas permitiam a adultos menos hábeis chegar perto o suficiente para observar métodos de obtenção de comida, algo que eles faziam tão avidamente como as crianças.

Aprender algumas invenções que demandam nível maior de cognição, como o uso de instrumentos, provavelmente requeira maior proximidade com indivíduos- proficientes, bem como vários ciclos de observação e prática. A implicação dessa necessidade é que mesmo que os bebês aprendam virtualmente todas as habilidades da mãe, uma população só será capaz de perpetuar inovações específicas se houver professores tolerantes, que não sejam as mães, por perto; se mamãe não é particularmente habilidosa, especialistas estarão disponíveis, e um jovem ainda poderá aprender as técnicas sofisticadas que aparentemente não vêm de forma automática. Assim, quanto mais conectada for a rede social, maior será a probabilidade de o grupo reter uma habilidade inventada, de forma que, no final, populações tolerantes mantenham um número maior desses comportamentos.

Nosso trabalho com animais selvagens mostra que o aprendizado na Natureza, mais do que simples condicionamento, pode ter um componente social, ao menos em primatas. Em comparação, a maioria dos experimentos de laboratório que investigam como os animais aprendem têm como objetivo revelar as habilidades individuais de aprendizado do sujeito. De fato, se o quebra-cabeça do psicólogo de laboratório fosse apresentado em condições naturais, onde uma miríade de estímulos compete por atenção, o sujeito poderia nunca se dar conta de que um problema aguardava solução. Na Natureza, ações dos animais mais sabidos da comunidade serve para concentrar a atenção dos mais ingênuos.

Raízes da Inteligência
Nossas análises de orangotangos sugerem que a cultura - aprendizado social de habilidades especiais - não só promove a inteligência como favorece a evolução de uma inteligência cada vez maior na população com o passar do tempo. Diferentes espécies variam muito nos mecanismos que permitem a seus indivíduos aprender uns com os outros, mas experimentos formais confirmam a forte impressão que se tem com a observação de grandes primatas na Natureza: eles são capazes de aprender ao observar o que os outros fazem.

Assim, quando um orangotango selvagem ou um grande macaco africano exibem um comportamento cognitivamente complexo, eles o adquiriram por meio da mistura de aprendizado observacional e prática individual, mais ou menos como uma criança humana refina suas próprias habilidades. E, quando um orangotango em Suaq adquiriu mais truques do que seus primos menos sortudos em outros lugares, ele o fez porque teve oportunidades maiores de aprendizado social. Em resumo, o aprendizado social pode catapultar o desempenho intelectual de um animal a um plano mais elevado.

Para apreciar a importância de estímulos sociais para a evolução de uma inteligência cada vez maior, imagine um indivíduo que cresce sem nenhum incentivo social e, ainda assim, recebe todo abrigo e comida de que necessita. A situação é equivalente àquela em que não existe nenhum contato entre as gerações ou em que os jovens se viram sozinhos depois que saem do ninho. Agora, imagine que alguma fêmea nessa espécie invente uma habilidade útil - por exemplo, como abrir uma noz. Ela se dará bem e provavelmente terá mais filhotes do que outras na população. A menos que a habilidade seja transferida para a geração seguinte, ela desaparecerá para sempre quando essa fêmea morrer.

Agora, imagine uma situação na qual os filhotes acompanham a mãe durante algum tempo antes de se virar sozinhos. A maioria aprenderá a nova técnica com a mãe e, assim, irá transferi-la para a próxima geração. Esse processo geralmente aconteceria em espécies de desenvolvimento lento e associação longa entre um dos pais e a prole, mas teria um impulso forte se vários indivíduos formarem grupos socialmente tolerantes.

Para animais desse tipo que vivem em sociedades tolerantes, a seleção natural tenderá a recompensar mais um ligeiro aprimoramento na capacidade de aprender através da observação que um aumento similar na capacidade de inovar. Isso porque, em uma sociedade assim, um indivíduo pode se apoiar nos ombros daqueles da geração presente e das passadas. Esperamos, então, ver um círculo virtuoso, no qual os animais sejam capazes de se tornar mais inovadores e desenvolver melhores técnicas de aprendizado social, atividades conhecidas como subjacentes à inteligência. Então, ser cultural predispõe uma espécie com algumas capacidades inovadoras a evoluir na direção de uma inteligência cada vez maior. O que nos traz à nova explicação para a evolução cognitiva.

Essa nova hipótese ajuda a entender um fenômeno que de outra forma seria intrigante. No século passado, muitas pessoas criaram filhotes de grandes primatas como se fossem crianças humanas. Os assim chamados macacos aculturados adquiriram um conjunto surpreendente de habilidades e imitavam sem esforço comportamentos complexos. Eles entendiam, por exemplo, o sentido de apontar algo e até mesmo alguma coisa da linguagem humana, criando desenhos e tornando-se pregadores de peças bem-humorados. Experimentos realizados por E. Sue Savage-Rumbaugh, da Universidade Estadual da Geórgia, com o bonobo Kanzi, revelaram habilidades lingüísticas impressionantes.

Embora muitas vezes desprezados por falta de rigor científico, esses casos consistentemente replicados revelam o potencial cognitivo incrível que jaz adormecido nos grandes primatas. Podemos não apreciar por inteiro a complexidade da vida na selva, mas acredito que esses macacos aculturados realmente se tornaram superqualificados. Num processo que abarca a história da evolução humana, um grande macaco criado como humano pode ser elevado a picos cognitivos mais altos do que os de qualquer um de seus colegas selvagens.

A mesma linha de pensamento resolve o velho enigma de por que muitos primatas em cativeiro usam prontamente - e às vezes até fabricam - ferramentas, quando suas contrapartes na Natureza parecem não ter essas urgências. A sugestão, freqüentemente aventada, de que eles não precisam de ferramentas, cai por terra com a observação de orangotangos, chimpanzés e macacos-prego. Algumas dessas ferramentas dão acesso à melhor comida em seu hábitats naturais ou os ajudam durante períodos de escassez. O enigma é resolvido se percebemos que dois indivíduos da mesma espécie podem diferir drasticamente no seu desempenho intelectual, dependendo do meio social no qual cresceram.

Os orangotangos são o exemplo máximo desse fenômeno. Eles são conhecidos como mestres da fuga no mundo dos zoológicos por destravar com sagacidade a porta da jaula. Mas as observações de animais na Natureza, apesar de décadas de monitoramento minucioso, revelou poucas conquistas tecnológicas fora de Suaq. Indivíduos capturados na Natureza geralmente nunca se acostumam à vida em cativeiro, mantendo sempre uma profunda timidez e desconfiança dos humanos. Mas macacos nascidos em zoológicos consideram seus tratadores modelos a seguir, prestam atenção a suas atividades e aos objetos jogados em seus cercados, aprendendo a aprender e, assim, acumulam várias habilidades.

A teoria da inteligência através da cultura prediz que os animais mais inteligentes tendem a viver também em populações nas quais o grupo inteiro adota rotineiramente inovações introduzidas por seus membros.

Mas esse prognóstico não é testado facilmente. Animais de linhagens diferentes variam tanto em suas capacidades e em seu modo de vida que uma medida única para o desempenho intelectual é difícil de encontrar.

Por enquanto, podemos nos perguntar se as linhagens que demonstram sinais inegáveis de inteligência têm cultura baseada na inovação, e vice-versa. Reconhecer-se no espelho, por exemplo, é um sinal pouco compreendido, mas inconfundível de autoconsciência, algo considerado um sinal de alta inteligência. Até agora, os únicos grupos de mamíferos que passam nesse teste são os grandes primatas e os golfinhos, os mesmos animais que são capazes de entender muitos símbolos arbitrários e que mostram as maiores evidências de que aprendem por imitação.

O uso flexível de ferramentas é baseado em inovação, outra expressão da inteligência, tem uma distribuição mais ampla entre os mamíferos: pequenos e grandes macacos, cetáceos e elefantes - todas as linhagens nas quais o aprendizado social é comum. Embora até agora somente testes muito grosseiros possam ser feitos, eles defendem a hipótese da inteligência através da cultura.

Outra predição importante é que as propensões para a inovação e para o aprendizado social devam ter coevoluído. Simon Reader, hoje na Universidade de Utrecht, Holanda, e Kevin N. Laland, hoje na Universidade St. Andrews, Escócia, descobriram que espécies de primata que demonstram mais sinais de inovação são as que revelam interesse maior no aprendizado social. Outros testes indiretos se fiam nas correlações entre o tamanho relativo do cérebro (depois de corrigir estatisticamente para o tamanho do corpo) e variáveis sociais e de desenvolvimento. As correlações bem estabelecidas entre o gregarismo e o tamanho do cérebro em grupos de mamíferos são consistentes com a idéia.

Embora a nova hipótese não seja suficiente para explicar por que nossos ancestrais, únicos entre os grandes primatas, evoluíram tal inteligência extrema, a habilidade notável dos grandes macacos de se elevar intelectual-mente em ambientes culturalmente ricos faz esse abismo parecer menos formidável. A explicação para a trajetória histórica da mudança implica vários detalhes que devem ser unidos de forma minuciosa com um registro fóssil e arqueológico esparso e confuso. Muitos pesquisadores suspeitam que uma mudança-chave foi a invasão da savana pelo Homo arcaico, portador de instrumentos. Para escavar tubérculos e descarnar e defender carcaças de mamíferos maiores, eles precisaram trabalhar coletivamente e criar estratégias e ferramentas.

Essas demandas abriram caminho para mais inovação e interdependência, e a inteligência cresceu como bola-de-neve.

Ao nos tornarmos humanos, a história cultural começou a interagir com a habilidade inata de melhorar o desempenho. Cerca de 150 mil anos depois da origem da nossa própria espécie, expressões sofisticadas do simbolismo humano, como artefatos não-funcionais finamente trabalhados (arte, instrumentos musicais e oferendas fúnebres) emergiram. A explosão da tecnologia nos últimos 10 mil anos mostra que estímulos culturais podem soltar as amarras para conquistas sem limite, tudo isso com cérebros da Idade da Pedra. A cultura, de fato, pode construir uma mente nova com um cérebro velho.




Resumo/A Conexão Orangotango
O uso de ferramentas é generalizado em um pântano de Sumatra. Ninguém jamais havia observado o uso sistemático de ferramentas entre orangotangos selvagens.

A descoberta surpreendente sugere a resolução de um antigo enigma: por que alguns animais são tão inteligentes?

O autor propõe que a cultura seja a chave. Primatologistas definem cultura como a capacidade de aprender - por observação - habilidades desenvolvidas por outros. A cultura pode abrir caminho para conquistas crescentes; ela alavanca a espécie rumo a uma inteligência cada vez maior.
 
O Autor

CAREL VAN SCHAIK é diretor do Instituto Antropológico e do Museu da Universidade de Zurich, na Suíça. Nascido na Holanda, ele obteve seu doutorado na Universidade de Utrecht, em 1985. Depois de um pós-doutorado na Universidade Princeton e outro curto período em Utrecht, foi para a Universidade Duke, onde lecionou antropologia biológica até retornar à Europa, em 2004. É autor de Among orangutans: red apes and the rise of human culture (Harvard University Press, 2004).

 
PARA CONHECER MAIS

A models for tool-use traditions in primates: implications for the coevolution of culture and cognition. C. P. van Schaik e G. R. Pradhan, em Journal of Human Evolution, vol. 44, págs. 645-664, 2003.

Orangutan cultures and the evolution of material culture. C. P. van Schaik, M. Ancrenaz, G. Borgen, B. Galdikas, C. D. Knott, I. Singleton, A. Suzuki, S. S. Utami e M. Y. Merrill, em Science,vol. 299, págs. 102-105, 2003.

Conformity to cultural norms of tool use in chimpanzees. Andrew Whiten, Vicky Horner e Frans de Waal, em Nature online, agosto de 2005.

 



Fonte:http://www2.uol.com.br/sciam/
 
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"O que é inconcebível a respeito do universo é que ele é absolutamente concebível".(Albert Einstein)

 

 

 

 

 

 



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#8374 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Dom, 4 de Jun de 2006 12:12 am
Assunto: Galáxias anãs deram vez a galáxias gigantes
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Galáxias anãs deram vez a galáxias gigantes

2006-05-26

Concepção artística de uma galáxia anã, muito jovem, onde se formaram estrelas azuis muito quentes e de massa elevada, rodeadas por gás de hidrogénio, a vermelho. Crédito: David A. Aguilar (CfA).
As primeiras galáxias
galáxia
Um vasto conjunto de estrelas, nebulosas, gás e poeira interestelar gravitacionalmente ligados. As galáxias classificam-se em três categorias principais: espirais, elípticas e irregulares.
eram pequenas, com uma massa
massa
A massa é uma medida da quantidade de matéria de um dado corpo.
cerca de 10 000 vezes menor que a da nossa Galáxia
Via Láctea
A Via Láctea é a galáxia de que faz parte o nosso Sistema Solar. Trata-se de uma galáxia espiral gigante, com um diâmetro de cerca de 160 mil anos-luz e uma massa da ordem de 100 mil milhões de vezes a massa do Sol.
. Teoricamente, julga-se que, há milhares de milhões de anos, estas galáxias deram origem a estrelas
estrela
Uma estrela é um objecto celeste gasoso que gera energia no seu núcleo através de reacções de fusão nuclear. Para que tal possa suceder, é necessário que o objecto possua uma massa superior a 8% da massa do Sol. Existem vários tipos de estrelas, de acordo com as suas temperaturas efectivas, cores, idades e composição química.
muito quentes, de massa elevada. Neste processo, o Universo foi invadido por radiação
radiação electromagnética
A radiação electromagnética, ou luz, pode ser considerada como composta por partículas (os fotões) ou ondas. As suas propriedades dependem do comprimento de onda: ondas ou fotões com comprimentos de onda mais longos traduzem radiação menos energética. A radiação electromagnética, ou luz, é usualmente descrita como um conjunto de bandas de radiação, como por exemplo o infravermelho, o rádio ou os raios-X.
ultravioleta
ultravioleta
O ultravioleta á a banda do espectro electromagnético que cobre a gama de comprimentos de onda entre os 91,2 e os 350 nanómetros. Esta radiação é largamente bloqueada pela atmosfera terrestre.
, que condenou este tipo de galáxias - a radiação ultravioleta ionizou e aqueceu o gás de hidrogénio e impediu que mais galáxias anãs se formassem.

Os astrónomos S. Wyithe (Universidade de Melbourne, Austrália) e A. Loeb (Centro Harvard-Smithsonian para a Astrofísica, EUA) apresentaram, pela primeira vez, provas directas desta teoria num artigo publicado na Nature. Esta equipa mostrou que o Universo com mil milhões de anos continha um número menor, de galáxias maiores, em vez de um maior, de galáxias menores. Segundo este estudo, a formação de galáxias anãs acabou em apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.

A luz dos quasares
quasar
Os quasares são objectos extragalácticos extremamente brilhantes e compactos. Hoje acredita-se que são o centro de galáxias muito energéticas ainda num estado inicial da sua evolução (são, pois, núcleos galácticos activos - NGAs) e a sua energia provém de um buraco negro de massa muito elevada. Os seus desvios para o vermelho indicam que se encontram a distâncias cosmológicas. O seu nome, quasar, vem do inglês quasi-stellar object, ou seja, objecto quase estelar, devido à semelhança da sua imagem em placas fotográficas com a imagem de uma estrela.
mais distantes que se conhecem deixou-os há quase 13 mil milhões de anos, quando o Universo tinha uma pequena fracção da idade actual. A luz dos quasares é absorvida por nuvens de hidrogénio associadas a galáxias do Universo muito jovem, deixando marcas nos espectros dos quasares.

Os investigadores compararam os espectros de diferentes quasares, em diferentes regiões do céu, para determinar o tamanho típico das galáxias no Universo muito jovem. A presença de menos galáxias, mas maiores, leva a uma variação maior na absorção
absorção de radiação
A absorção de radiação é um decréscimo da intensidade da radiação devido à energia dispendida na excitação ou ionização de átomos e moléculas do meio que atravessa.
registada em diferentes regiões do céu. De facto, o que eles registaram foi, estatisticamente, uma enorme variação nas marcas de absorção nos espectros dos quasares.

Como analogia, podemos pensar numa sala onde toda a gente está a falar. Se a sala estiver com pouca gente, então o barulho de fundo é mais forte em algumas zonas da sala. Se a sala estiver repleta de pessoas, então o ruído de fundo é praticamente uniforme. O facto de os investigadores não verem o mesmo efeito de absorção em todos os quasares, mas pelo contrário, verificarem grandes flutuações duns para os outros, significa que o Universo jovem estava mais "vazio" do que cheio.

Os astrónomos esperam confirmar a supressão de formação de galáxias anãs com os telescópios da próxima geração, pois estes terão a capacidade de detectar, no rádio
rádio
O rádio é a banda do espectro electromagnético de maior comprimento de onda (menor frequência) e cobre a gama de comprimentos de onda superiores a 0,85 milímetros. O domínio do rádio divide-se no submilímetro, milímetro, microondas e rádio.
, hidrogénio a grandes distâncias, e de obter imagens directas, no infravermelho
infravermelho
Região do espectro electromagnético compreendida entre os comprimentos de onda de 0,7 e 350 mícrones. Esta banda permite observar astros, fenómenos, ou processos físicos com temperaturas entre 10 e 5200 graus Kelvin.
, de galáxias jovens.

Fonte da notícia: http://www.cfa.harvard.edu/press/pr0615.html
 
 
Fonte:http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=650
 
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#8375 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Dom, 4 de Jun de 2006 12:20 am
Assunto: VOYAGER 2 CHEGA AOS LIMITES DO SISTEMA SOLAR
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VOYAGER 2 CHEGA AOS LIMITES DO SISTEMA SOLAR
26 de Maio de 2006


Impressão de artista da travessia da camada mais externa do Sistema Solar pelas sondas Voyager.
Crédito: NASA
(Clique na imagem para ampliar)

A sonda Voyager 2 poderá passar em breve pela camada mais exterior do nosso Sistema Solar, sofrendo o "choque de terminação" durante o próximo ano, defendem alguns especialistas da NASA.

A ocorrência desta data histórica que virá a ocorrer menos de um ano depois da Voyager 1 terá cruzado a mesma região, indica que a região de choque se encontra na região sul do Sistema Solar, mais de mil milhões de quilómetros mais próxima que na região norte.

Isto implica que a heliosfera, uma bolha esférica carregada de partículas de baixa energia criadas pelo vento solar, se encontra deformada.

Os cientistas concluíram que a Voyager 1 se estava a aproximar do choque de terminação quando começou a detectar partículas carregadas que vinham da direcção exterior do Sistema Solar. Isto aconteceu quando a Voyager estava a cerca de 85 UA do Sol. Uma UA (unidade astronómica) é a distância média da Terra ao Sol.

A Voyager 2 já começou a detectar partículas desse tipo e encontra-se apenas a 76 UA do Sol, o que permite inferir as conclusões já citadas.


Forma provável da heliosfera em função das informações recebidas.
Crédito: NASA
(Clique na imagem para ampliar)

Links:

Notícias relacionadas:
SPACE.com

Voyager:
NASA
Solar Views
Wikipedia

 




Fonte:http://www.ualg.pt/ccviva/astronomia/astronline/astro_news/voyager_060526.htm
 
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#8376 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Dom, 4 de Jun de 2006 12:13 am
Assunto: Tempestade vermelha crescente
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Tempestade vermelha crescente

2006-06-01


Júpiter com a Grande Mancha Vermelha e a Oval Vermelha BA. Crédito: Christopher Go (Cebu, Filipinas).


Ei, lembram-se da nova mancha vermelha que apareceu em Júpiter? Observações recentes mostraram que está lentamente a aproximar-se da sua irmã maior, a Grande Mancha Vermelha. Christopher Go, um astrónomo, criou o website redspotjr.com para a seguir. Ele tem um pequeno telescópio, mas tira fotografias fenomenais. A de cima foi tirada por ele, e mostra o quão próximas as duas tempestades estão a ficar. A Vermelha Jr. está logo acima e à direita da Grande. Go calcula que as duas manchas passarão uma pela outra lá para Julho.

Poderá estar a interrogar-se como é que uma tempestade pode passar por outra assim. Quando olha para Júpiter, não está a ver a superfície. Júpiter poderá até nem ter uma verdadeira superfície de todo! O que nós vemos é o topo das nuvens, e a atmosfera de Júpiter desce ao longo de milhares de quilómetros, até que a pressão fantástica a transforma em líquido. Esta região de transição não é bem definida como é na Terra (pense na fronteira bem definida entre o ar e a superfície do mar), mas sim indistinta. Durante milhares de quilómetros na vertical poderá ser difícil distinguir o gasoso do líquido - como numa mixórdia lamacenta. Júpiter é um lugar muito estranho.

O que é ainda mais estranho é a atmosfera ser às bandas, às faixas. Estas são padrões de vento diferentes, um pouco como os diferentes ventos na Terra, como os ventos alísios ou os da zona das acalmias equatoriais. Os ventos movem-se a velocidades diferentes. No global, Júpiter roda uma vez a cada 10 horas, mas as tempestades flutuam um pouco quando comparadas com a rotação. O que isto quer dizer é que com o tempo, a Mancha Vermelha poderá ultrapassar (ou ser ultrapassada) por outra tempestade. Na fotografia de Júpiter acima, veja como as nuvens à esquerda da Grande Mancha Vermelha parecem lisas, mas à direita estas estão todas agitadas. As nuvens à direita entrelaçaram-se à volta da Mancha, que está a mover-se muito lentamente da direita para a esquerda como se vê nesta imagem. Imagine o seu dedo a deslizar dentro de água: à frente do seu dedo a água está calma, mas atrás a água está agitada. É praticamente o mesmo que se está a passar em Júpiter.

Então neste momento, a Vermelha Jr. está a mover-se em direcção à "Grande Irmã". Normalmente, não existem grandes associações entre as bandas, mas o que será que irá acontecer quando a Jr. se colocar logo acima da tempestade maior? Sobreviverá? Provavelmente. Mas poderá misturar-se. Veremos. E com fotografias fantásticas como as de Go, veremos mesmo!

     
 
 
Fonte:http://www.portaldoastronomo.org/cronica.php?id=55
 
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#8377 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Dom, 4 de Jun de 2006 12:16 am
Assunto: O telescópio mais poderoso do Universo
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O telescópio mais poderoso do Universo
Universe Today - 23 de maio de 2006

O Hubble é um dos mais poderosos telescópios que já existiram. Em órbita da Terra, seu maior trunfo é se abster da interferência de nossa atmosfera. Para essa máquina ousada, o céu é sempre limpo.

Mas qual o tamanho de nossa ousadia, ao imaginar se poderíamos usar também o telescópio mais poderoso de todo o universo? Para espanto de todos, podemos sim. As lentes mais poderosas do cosmos são formadas por galáxias relativamente próximas, que focam a luz de objetos mais distantes.

Chamadas de lentes gravitacionais, elas podem atuar como um telescópio natural, mas primeiro é preciso dispor de um bom telescópio aqui mesmo na Terra.

É onde entra o Hubble, que agora parece modesto. Mas ele foi capaz de captar a imagem de um grande agrupamento de galáxias atuando como uma grande lente gravitacional, e assim conseguiu ver muito mais longe.

O agrupamento de galáxias que cria a lente é conhecido como SDSS J1004+4112. Ele próprio um dos mais distantes, no tempo e no espaço. Sua luz começou a viajar até nós quando o universo tinha metade da idade atual.

Uma das conclusões dos estudos de Albert Einstein foi a de que a gravidade deforma o espaço e, portanto, distorce os raios de luz. A lente gravitacional atua de modo semelhante as ondulações na água de um lago raso, que produzem um efeito de favo de mel distorcido na areia ao fundo.

Da mesma forma, a luz de objetos distantes é distorcida e ampliada pela ação da gravidade dos grandes aglomerados de galáxias. O Hubble foi o primeiro telescópio a decifrar os detalhes das estranhas imagens geradas por essas lentes naturais.

A observação precisa desse aglomerado massivo revelou que os numerosos e longos arcos esticados (foto) eram na verdade a imagem de um quasar, o núcleo de uma galáxia, a simplesmente 12 bilhões de ano-luz – ou 1,8 bilhão de anos depois do Big Bang.




Fonte:http://www.zenite.nu/noticias/
 
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#8378 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Dom, 4 de Jun de 2006 12:15 am
Assunto: SOHO continua em atividade
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SOHO continua em atividade
Space.com - 24 de maio de 2006

O observatório espacial SOHO (Solar and Heliospheric Observatory ou Observatório Solar e Heliosférico) foi lançado no dia 2 de dezembro de 1995, numa parceria da Agência Espacial Européia (Esa) e Nasa.

Seu destino foi um ponto no espaço situado a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, uma região de equilíbrio gravitacional com o Sol chamada L1 ou ponto de Lagrange 1. Ali, ele fez história observando o astro-rei todos esses anos – e não vai parar agora.

A missão do observatório solar será estendida novamente, desta vez até dezembro de 2009. E nos próximos dois anos, cinco espaçonaves se juntarão ao SOHO com o objetivo de observar o Sol, duas da Esa, duas da Nasa e uma da agência espacial do Japão.

Desde seu lançamento em 1995, o SOHO nos proporcionou uma visão sem precedentes do astro-rei, e não apenas do lado voltado para a Terra. Foram desenvolvidas técnicas inteiramente novas que permitem usar o Observatório Solar para verificar as condições no lado afastado do Sol.

Apesar de estar com mais de dez anos agora, o SOHO continua trabalhando, monitorando a atividade solar e permitindo que os cientistas vejam dentro do Sol e registrem ondas sísmicas que ondulam pela superfície de nossa estrela mais próxima.

Mais de dois mil cientistas usaram dados do SOHO para publicar suas pesquisas. Foram mais de 2400 artigos científicos. Nos últimos dois anos, pelo menos um paper proveniente do SOHO foi aceito por dia para publicação. Vida longa ao SOHO!



Fonte:http://www.zenite.nu/noticias/
 
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#8379 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Dom, 4 de Jun de 2006 12:19 am
Assunto: SOHO LIDERARÁ FROTA DE OBSERVATÓRIOS SOLARES
astronomynews1
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SOHO LIDERARÁ FROTA DE OBSERVATÓRIOS SOLARES
30 de Maio de 2006

Novos financiamentos para prolongar a missão do venerável "cão de guarda" do Sol, a SOHO, farão com que tenha um papel fundamental na nova frota de sondas solares, que ao longo dos próximos anos serão lançadas.

Desde o seu lançamento a 2 de Dezembro de 1995, o Observatório Solar e Heliosférico providenciou uma visão do Sol sem precedentes - e não só do lado virado para a Terra. Duas equipas desenvolveram agora técnicas que permitirão à SOHO recriar as condições no lado oposto do Sol. Os novos fundos permitirão a extensão da missão, de Abril de 2007 até Dezembro de 2009.


Impressão de artista da sonda SOHO.
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)

Embora tenha já mais de dez anos, a SOHO continua a trabalhar, vigiando a actividade do Sol e permitindo aos cientistas ver o interior do Sol ao registar ondas sísmicas que ondulam pela superfície da nossa estrela.

Mais de 2300 cientistas usaram os dados do observatório solar na sua pesquisa, publicando mais de 2400 artigos científicos nas mais variadas revistas e jornais. Durante os últimos dois anos, pelo menos um trabalho da SOHO foi aceite para publicação cada dia útil.

"Esta extensão da missão irá permitir à SOHO cimentar a sua posição como a sonda mais importante da história da física solar," diz Bernhard Fleck, cientista do projecto SOHO, "Ainda resta muito trabalho valioso para esta sonda fazer."

Durante os próximos dois anos, cinco novas sondas solares irão juntar-se à SOHO em órbita. A ESA está envolvida em duas destas. A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (ISAS/JAXA) construiu a Solar B e será lançada ainda este ano. A Agência Europeia irá fornecer uma estação terrestre em Svalbard, Noruega, em troca de acesso aos dados.

Em 2007, a ESA irá lançar Proba-2, um satélite de demonstração tecnológica que tranporta instrumentos solares. Em particular, terá um instrumento complementar à câmara EIT da SOHO. Enquanto a EIT concentra-se na origem e desenvolvimento prévio das erupções solares, a câmara da Proba-2 será capaz de as seguir no espaço.

A NASA planeia lançar o par de sondas STEREO em Julho, e a "Solar Dynamics Orbiter" (SDO) em 2008. Longe de tornar a SOHO obsoleta, estes novos satélites solares abraçam-na como um membro crucial da equipa. A SOHO irá providenciar um crítico terceiro ponto de vista para assistir na análise das observações da STEREO. Também, o coronógrafo da SOHO continuará a ser único. O instrumento é capaz de tapar o brilho do Sol para que a ténue atmosfera exterior do Sol seja visível para estudo.


Impressão de artista das sondas gémeas STEREO.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory
(clique na imagem para ver versão maior)

"No próximo ano, teremos uma frota de sondas a estudar o Sol," diz Hermann Opgenoorth, líder da divisão de missões do Sistema Solar na ESA. Este estudo irá avançar o programa ILWS (International Living With a Star), uma colaboração internacional de cientistas dedicados ao estudo de longo-termo do Sol e dos seus efeitos na Terra e nos outros planetas do Sistema Solar.

O programa ILWS possivelmente culminará no lançamento do avançado satélite da ESA, o Solar Orbiter, por volta de 2015. Está desenhado para viajar perto do Sol e recolher imagens detalhadas dos poderosos processos que ocorrem no coração do nosso Sistema Solar.

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
Universe Today

SOHO:
Página oficial
Página da ESA
Wikipedia

Solar B:
JAXA
NASA

Proba-2:
ESA

STEREO:
GSFC
NASA
JHUAPL

SDO:
NASA

ILWS:
NASA
Solar Orbiter (ESA)




Fonte:http://www.ualg.pt/ccviva/astronomia/astronline/astro_news/soho_060530.htm
 
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#8380 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Dom, 4 de Jun de 2006 12:11 am
Assunto: Composição química dos planetas extra-solares correlaciona-se com a metalicidade
astronomynews1
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Composição química dos planetas extra-solares correlaciona-se com a metalicidade das suas estrelas mãe

2006-06-02

Correlação entre a quantidade de elementos pesados nos exoplanetas com trânsito e a metalicidade das respectivas estrelas mãe. Crédito: A&A.
Até agora, dos 188 planetas extra-solares
planeta extra-solar
Um planeta extra-solar é um planeta que não orbita o nosso Sol.
descobertos, 10 são conhecidos como "planetas com trânsito", ou seja, são planetas
planeta
Um planeta é um objecto que se forma no disco que circunda uma estrela em formação e cuja massa é superior à de Plutão (1/500 da massa da Terra) e inferior a 10 vezes a massa de Júpiter. Ao contrário das estrelas, os planetas não produzem luz, apenas reflectem a luz da estrela que orbitam.
que, do ponto de vista da Terra, passam à frente da sua estrela
estrela
Uma estrela é um objecto celeste gasoso que gera energia no seu núcleo através de reacções de fusão nuclear. Para que tal possa suceder, é necessário que o objecto possua uma massa superior a 8% da massa do Sol. Existem vários tipos de estrelas, de acordo com as suas temperaturas efectivas, cores, idades e composição química.
ao completarem cada órbita
órbita
A órbita de um corpo em movimento é a trajectória que o corpo percorre no espaço.
. Os meios tecnológicos actuais ainda são limitados, de forma que os únicos planetas extra-solares com trânsito
trânsito
Designa-se por trânsito a passagem de um objecto astronómico à frente do disco de um objecto maior e mais longínquo. Por exemplo, o trânsito de Vénus diante do Sol.
que se detectaram são planetas gigantes gasosos
planeta joviano
Designam-se por planetas jovianos aqueles que se assemelham a Júpiter, ou seja, planetas gigantes com superfícies gasosas. No Sistema Solar, são planetas jovianos Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.
, conhecidos por Júpiteres quentes (por estarem muito próximo da sua estrela), ou por Pegasides (por terem como exemplo o planeta 51 Peg b). Os 10 exoplanetas com trânsito que se conhecem têm massas
massa
A massa é uma medida da quantidade de matéria de um dado corpo.
entre 100 e 430 vezes a massa da Terra (para comparação, Júpiter
Júpiter
Júpiter é o quinto planeta mais próximo do Sol. Com um diâmetro cerca de 11 vezes maior do que a Terra e uma massa mais de 300 vezes superior, é o maior planeta do Sistema Solar e o primeiro dos planetas gigantes gasosos.
, o maior planeta do nosso Sistema Solar
Sistema Solar
O Sistema Solar é constituído pelo Sol e por todos os objectos que lhe estão gravitacionalmente ligados: planetas e suas luas, asteróides, cometas, material interplanetário.
, tem 318 massas terrestres).

Embora raros, os planetas com trânsito podem revelar-nos muito sobre a formação de planetas porque só para estes é que se pode determinar simultaneamente a sua massa e raio. Assim fica-se a conhecer a sua densidade
densidade
Em Astrofísica, densidade é o mesmo que massa volúmica: é a massa por unidade de volume.
média que, em princípio, pode dar-nos algumas pistas sobre a sua composição global. Contudo, para passar de densidade global para composição global são necessários modelos muito precisos da estrutura interna e da evolução dos planetas. A situação torna-se difícil devido ao nosso desconhecimento do comportamento da matéria quando sujeita a pressões muito elevadas - a pressão no interior dos planetas gigantes é mais de um milhão de vezes a pressão atmosférica na Terra!

Até agora, dos 9 planetas com trânsito conhecidos até Abril de 2006, apenas o de menor massa podia ter a sua composição global determinada de forma satisfatória. Mostrou-se que possuía um núcleo com massa elevada e composto de elementos químicos pesados
metal
Em Astronomia, todos os elementos químicos de número atómico superior ao do hélio são designados por metais, ou por elementos pesados.
, com cerca de 70 vezes a massa da Terra; este está envolto por uma camada de hidrogénio e hélio, com cerca de 40 massas terrestres. Dos restantes 8 planetas, determinou-se que 6 eram essencialmente compostos por hidrogénio e hélio, como Júpiter e Saturno
Saturno
Saturno é o sexto planeta do Sistema Solar, a contar do Sol. Com um diâmetro cerca de 10 vezes o da Terra, é o segundo maior planeta do Sistema Solar. A sua característica mais marcante são os belos anéis que o rodeiam.
, mas a massa dos seus núcleos centrais não pôde ser determinada. Os restantes dois planetas eram demasiado grandes para serem explicados por modelos simples.

Um novo estudo, que tenta abordar o assunto de uma nova forma, foi agora aceite para publicação na revista científica Astronomy and Astrophysics. A equipa de T. Guillot (CNRS/Observatório de la Côte d'Azur, França), da qual faz parte o astrofísico português Nuno Santos (Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa/Centro de Geofísica de Évora), considerou os 9 exoplanetas com trânsito como um conjunto e determinou propriedades homogéneas para todos eles: o núcleo central tem entre 0 (não existente, ou muito pequeno) e 100 massas terrestres e está envolto por uma camada de hidrogénio e hélio. Depois, comparou as propriedades planetárias com as propriedades das respectivas estrelas mãe. Utilizaram modelos de evolução e constrangimentos impostos pela idade das estrelas mãe para derivar a massa de elementos pesados presente nos planetas.

O resultado foi a descoberta de uma correlação muito forte entre a massa de elementos pesados dos exoplanetas e a metalicidade
abundância de metais
A abundância de metais de um dado objecto celeste é a abundância química de todos os seus elementos, excepto o hidrogénio e o hélio. Para os astrónomos, todos os elementos com número atómico superior ao do hélio são considerados metais.
das respectivas estrelas mãe. Exoplanetas com menos de 20 massas terrestres de elementos pesados orbitam estrelas com composição solar, enquanto planetas com até 100 massas terrestres de elementos pesados orbitam estrelas com cerca de três vezes a metalicidade solar.

Estas conclusões, juntamente com a ausência de exoplanetas gigantes descobertos a orbitarem muito perto estrelas de metalicidade baixa, parecem indicar que os elementos pesados desempenham um papel chave na formação de exoplanetas do tipo Júpiteres quentes. Realça-se que as elevadas massas de elementos pesados que se determinaram para os planetas que orbitam estrelas ricas em metais não era previsto pelos modelos de formação de planetas.

A correlação entre a composição planetária e estelar destes sistemas ainda tem de ser confirmada por uma maior amostra de exoplanetas com trânsito, mas este trabalho marca o primeiro passo no nosso estudo da natureza física destes planetas.

Fonte da notícia: http://www.edpsciences.org/journal/index.cfm?edpsname=aa&niv1=others&niv2=press_release&niv3=PRaa200611




Fonte:http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=652
 
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#8381 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
Data: Qua, 31 de Mai de 2006 6:05 pm
Assunto: Online Global Map of Forest Fires
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Online Global Map of Forest Fires

Wed, 24 May 2006 - ESA satellites have been keeping track of global forest fires for more than 10 years, and now this data is available online through ESA's ATSR World Fire Atlas. More than 50 million hectares (123 million acres) of forests burn every year, and these fires make a signficant contribution to global pollution. By monitoring these fires, researchers can improve computer models to predict which regions are at greatest risk based on weather patterns.

Full article

Global map of forest fires. Image credit: ESA. Click to enlarge

For a decade now, ESA satellites have been continuously surveying fires burning across the Earth’s surface. Worldwide fire maps based on this data are now available to users online in near-real time through ESA's ATSR World Fire Atlas.

The ATSR World Fire Atlas (WFA) – the first multi-year global fire atlas ever developed – provides data approximately six hours after acquisition and represents an important scientific resource because fire is a major agent of environmental change.

"The atlas is an excellent resource that provides a glimpse of the world that was not previously possible, and which is certain to allow ecologists to address both new and old questions regarding the role of fire in structuring the natural world," Matt Fitzpatrick of the University of Tennessee’s Department of Ecology & Evolutionary Biology said.

More than 50 million hectares of forest are burnt annually, and these fires have a significant impact on global atmospheric pollution, with biomass burning contributing to the global budgets of greenhouse gases, like carbon dioxide. In the past decade researchers have realised the importance of monitoring this cycle. In fact, WFA data are currently being accessed mostly for atmospheric studies.

Quantifying fire is important for the ongoing study of climate change. The 1998 El Niño, for example, helped encourage fires across Borneo which emitted up to 2.5 billion tonnes of carbon into the atmosphere, equivalent to Europe's entire carbon emissions that year.

There are over 200 registered users accessing the WFA. The data are being used in Europe, Asia, North America, South America, Africa and Australia for research in atmospheric chemistry, land use change, global change ecology, fire prevention and management and meteorology.

Harvard University, University of Toronto, National Centre for Atmosphere and NASA, among others, have used the data in research publications. To date, there are more than 100 scientific publications based on WFA data.

In addition to maps, the time, date, longitude and latitude of the hot spots are provided. The database covers 1995 to present, but complete yearly coverage begins from 1997.

The WFA data are based on results from the Along Track Scanning Radiometer (ATSR) on ESA’s ERS-2 satellite, launched in 1995, and the Advanced Along Track Scanning Radiometer (AATSR) on ESA’s Envisat satellite, launched in 2002.

These twin radiometer sensors work like thermometers in the sky, measuring thermal infrared radiation to take the temperature of Earth's land surfaces. Fires are detected best during local night, when the surrounding land is cooler.

Temperatures exceeding 312º K (38.85 ºC) are classed as burning fires by ATSR/AATSR, which are capable of detecting fires as small as gas flares from industrial sites because of their high temperature.

The WFA is an internal and Data User Programme (DUP) project.

Original Source: ESA News Release

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#8382 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Sáb, 3 de Jun de 2006 10:59 pm
Assunto: Inverno no planeta vermelho
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Inverno no planeta vermelho

Robôs são conhecidos por sua extrema durabilidade e competentíssima inteligência artificial --na ficção científica, pelo menos.

Isaac Asimov, o mestre das histórias de robôs, escreveu muito sobre isso. No conto "Victory Unintentional", de 1942, ele fala de máquinas tão robustas a ponto de sobreviver à violentíssima pressão atmosférica de Júpiter, encontrar lá embaixo os habitantes agressivos daquele planeta gigante gasoso e desencorajá-los a travar uma guerra contra a humanidade.

Já em "Stranger in Paradise", de 1974, o autor russo-americano nos apresenta um robô perfeitamente adaptado a uma existência fervente e sob baixa gravidade no planeta Mercúrio, o mais próximo do Sol. Para a ficção, robôs podem sobreviver a qualquer ambiente.

JPL/Nasa
Ilustração de um dos jipes da Nasa em Marte
Ilustração de um dos jipes da Nasa em Marte
A história real dos jipes robóticos Spirit e Opportunity em Marte pode parecer tão romântica quanto um conto de Asimov. Projetados para trabalhar apenas três meses no planeta vermelho, os dois robôs já estão lá há uns dois anos e meio (desde janeiro de 2004), em permanente operação. Mas, por trás da robustez, apresentam-se desafios cada vez mais complexos aos engenheiros que os controlam.

JPL/Nasa
Marcas feitas no solo de Marte pela dificuldade de dirigir sobre 5 rodas
Marcas feitas no solo de Marte pela dificuldade de dirigir sobre 5 rodas
Em meados de março, uma das seis rodas do Spirit travou, e não houve comando enviado da Terra que pudesse resolver o problema. Desde então, o jipe "manquitola" sobre cinco rodas, numa corrida desesperada para se proteger do inverno marciano. Ele está na região da cratera Gusev, local 15 graus ao sul do equador de Marte --para os que mataram a aula de geografia, em linhas gerais, quanto mais longe se está do equador, maior a variação climática ao longo do ano.

Em qualquer ponto do globo, o planeta vermelho já costuma ser frio. A temperatura normalmente oscila entre 20 graus positivos (com um "solão" do meio-dia no verão) e os 140 graus negativos (numa madrugada fria de inverno). O mais comum é enfrentar uma temperatura ao redor de 60ºC negativos, e os jipes robóticos da Nasa contam com aquecedores radioativos, que permitem que os computadores continuem operando mesmo sob o frio marciano. Então, qual é o problema?

Eletricidade. Na falta de uma tomada onde possam se plugar, os jipes contam com painéis solares para obter a energia elétrica que alimenta seus sistemas. Durante o inverno no hemisfério Sul marciano, os dias são mais curtos e o Sol não chega até o "topo" do céu durante sua travessia diária pelo firmamento, inclinando-se na direção do norte.

Para o Opportunity, que ainda tem as seis rodas funcionando e está mais perto do equador, esse problema praticamente inexiste. Mas o Spirit vai sofrer um bocado. Por isso, os técnicos e engenheiros estão economizando ao máximo a energia do robô e se dedicando a levá-lo a um local mais favorável --uma encosta de montanha que o deixe inclinado, de modo a passar o maior tempo possível com seus painéis voltados para o Sol.

JPL/Nasa
Em Marte, jipe Spirit começa a observar arredores do seu refúgio de inverno
Em Marte, jipe Spirit começa a observar arredores do seu refúgio de inverno
Ao que parece, a despeito das dificuldades com a roda travada, o Spirit conseguiu. A Nasa anunciou que o robô já repousa sobre a Low Ridge Haven, uma encosta com 11 graus de inclinação que permitirá ao jipe sobreviver a mais um inverno marciano. O robô agora trabalha coletando imagens para fazer um detalhado panorama dos arredores de onde estacionou, para que os cientistas possam planejar os estudos de inverno.

Assim, a despeito das dificuldades, a vida continua em Marte para os robôs. Ambos acabam de receber inclusive uma atualização de sua programação, para se tornarem mais "espertos" e detectarem sozinhos a presença de nuvens e de pequenos distúrbios atmosféricos como os redemoinhos de poeira.

Talvez essa jornada épica de mais de dois anos no planeta vermelho prove que, afinal, os robôs são mesmo os maioriais em exploração espacial, a despeito de ainda não terem o cérebro positrônico das criações de Asimov. Mas será mesmo? Durante mais de dois anos em solo marciano, Spirit e Opportunity rodaram, cada um, cerca de sete quilômetros. Só hoje, para vir trabalhar e voltar para casa, eu e meu carrinho "low-tech" percorremos uns 25 quilômetros. Até por uma questão de escala, para os astronautas do futuro o grandioso passeio dos jipes marcianos parecerá uma pequena volta no quarteirão.
Salvador Nogueira, 27, é jornalista de ciência da Folha de S.Paulo e autor de "Rumo ao Infinito: Passado e Futuro da Aventura Humana na Conquista do Espaço". Escreve às quintas para a Folha Online.

E-mail: salvadornogueira@...

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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult3193u32.shtml
 
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#8383 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Dom, 4 de Jun de 2006 12:18 am
Assunto: VEM AÍ UM ALINHAMENTO DE PLANETAS E ESTRELAS
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VEM AÍ UM ALINHAMENTO DE PLANETAS E ESTRELAS
2 de Junho de 2006

Algo notável começou a desenhar-se no céu nocturno. Podemos ver planetas e estrelas a convergirem para um encontro pouco usual que decerto ninguém quererá perder. Depois de no dia 31 a Lua ter passado junto a Saturno, iniciou-se uma convergência que poderemos observar durante os próximos quinze dias.


O enxame de estrelas M44 estará nos próximos dias na mesma região que Marte e Saturno.
Crédito: NASA
(Clique na imagem para ampliar)

Por agora, se tiver um pequeno telescópio observe os aneis de Saturno, mas prepare-se para ver nas proximidades uma quantidade invulgar de estrelas, pois Saturno está muito próximo do enxame do Presépio, um conjunto de estrelas que é o objecto número 44 do catálogo de Messier. As estrelas que constituem M44 encontram-se a cerca de 600 anos-luz de nós, e este enxame embora bastante ténue para ser visto à vista desarmada é facilmente visível na constelação de Caranguejo mesmo com uns pequenos binóculos.

Nos próximos dias um terceiro interveniente vai juntar-se a Saturno e M44: Marte, o planeta vermelho. No noite de 7 de Junho atingirão a máxima proximidade. Na noite de 15 de Junho, Marte passa mesmo na frente de M44, o que constitui um pretexto para umas fotografias. Marte terá um brilho cerca de 16 vezes maior que as estrelas circundantes.

No meio do mês, Mercúrio já estará suficientemente afastado do Sol para ser facilmente visível e não muito longe de Saturno e Marte. A melhor visibilidade de Mercúrio ocorre precisamente a 15 de Junho precisamente a noite em que Marte atravessa M44.

Finalmente o culminar dá-se no dia 17 de Junho em que Marte e Saturno, embora baixos (22º acima do horizonte) estarão extremamente próximos um do outro (0,3º) o que permitirá fotografias interessantes. Nessa noite, venha observar ao Centro Ciência Viva do Algarve.

Não se esqueça de tomar nota no calendário: 7 de Junho, 15 de Junho e 17 de Junho. Três datas para encontros com 3 planetas e um enxame de estrelas.

LINKS:

Mapas Celestes:
Sky and Telescope-28 a 31 de Maio
Astronomy for Kids -17 de Junho

Saturno:
Wikipedia
Universidade de S. Paulo-Brasil
Solar Views
Núcleo de Astronomia CCVA

Marte:
Wikipedia
Universidade de S. Paulo-Brasil
Solar Views
Núcleo de Astronomia CCVA

Mercúrio:
Wikipedia
Universidade de S. Paulo-Brasil
Solar Views
Núcleo de Astronomia CCVA

M44:
SEDS




Fonte:http://www.ualg.pt/ccviva/astronomia/astronline/astro_news/sistema_solar_060602.htm
 
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#8384 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Sáb, 3 de Jun de 2006 10:51 pm
Assunto: Modelo matemático tenta explicar os cinco sentidos
astronomynews1
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. Modelo matemático tenta explicar os cinco sentidos
Maio

Por David Biello

Cada célula responsável por reagir a estímulos sensoriais - o cheiro de uma flor, o leve toque da brisa primaveril - consegue lidar com apenas uma pequena quantidade de estímulo. Ainda assim, o ouvido humano é capaz de captar e processar sons tão baixos quanto a queda de um alfinete até o estrondo de um motor a jato. Os cientistas vêm tentando explicar como cada uma dessas células de alcance limitado se associa para formar uma rede que possibilita uma ampla gama de experiências sensoriais. Agora, físicos demonstraram como modelos matemáticos que descrevem transições de fase em sistemas físicos também podem explicar os sentidos da audição, visão, olfato, paladar e tato.

Mauro Copelli, da Universidade Federal de Pernambuco, e Osame Kinouchi, da Universidade de São Paulo, aplicaram uma fórmula matemática para demonstrar como uma rede aleatória de "elementos excitáveis", como neurônios e axônios, apresenta uma reação coletiva que é ao mesmo tempo extremamente sensível e de amplo alcance. Quando estímulos sutis chegam à rede, há um aprimoramento da sensibilidade graças à capacidade que um neurônio tem de estimular seu vizinho. Quando fortes estímulos chegam à rede, a reação é igualmente forte, de acordo com as chamadas leis de potência - relações matemáticas que não variam com a escala.

Mas embora um modelo matemático pareça se encaixar a um fenômeno natural, isso não significa que os dois estejam necessariamente relacionados de fato, afirmam alguns cientistas. Em um trabalho publicado em setembro do ano passado na revista BioEssays, Evelyn Fox Keller, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, explica que não é porque os modelos matemáticos ajudam a explicar sistemas físicos, como a densidade de um gás, que eles também se aplicam a sistemas biológicos, mesmo se forem aparentemente consistentes. "Combinar dados disponíveis a distribuições como essas é fácil demais para ser verdade", ela escreve. "Mesmo quando a congruência dos fatos é grande, pouco se acrescenta, ou nada, ao que se sabe sobre a verdadeira arquitetura da rede."

Só o tempo - e as experiências - revelarão a verdade. Copelli e Kinouchi citam uma experiência que pode provar ou refutar sua hipótese. Ratos geneticamente modificados para apresentarem falta de uma proteína que facilita conexões elétricas entre células também não conseguiam enxergar. Os físicos brasileiros acreditam que eles também não sejam capazes de ouvir. O artigo foi publicado na edição de abril da Nature Physics.





 
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#8385 De: AstronomyNews - Português <astronomynews1@...>
Data: Sáb, 3 de Jun de 2006 11:00 pm
Assunto: Astronauta brasileiro cogita seguir carreira política
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Astronauta brasileiro cogita seguir carreira política

 da Agência Folha, em Bauru

O astronauta Marcos Pontes não rejeita seguir uma carreira política. Sobre o futuro, ele deu palpites e não descartou usar a fama para concorrer a algum cargo político.

"Eu tenho uma bagagem técnica e de relações internacionais muito boa e vou ter de achar uma posição para isso. Mas, para a política, eu teria de me preparar antes. Se eu achar que isso é a melhor maneira de servir o Brasil, eu posso fazer isso."

Pontes se transformou em celebridade. Ontem, ao chegar a Bauru, o antes desconhecido filho da cidade não conseguia se locomover no meio da multidão, mesmo com a escolta constante de cerca de 20 policiais militares.

Houve tumulto em quase todo o trajeto. Pessoas se empurravam e lutavam para ter um autógrafo do conterrâneo famoso.

Um dia antes, em Brasília, pela manhã, apesar de acenar para os irmãos, presentes ao evento, só conseguiu abraçá-los à noite, já no fim dos compromissos.

"Quando eu fui escolhido, o chefe da seleção veio e disse: "Sua vida vai mudar um pouco. E já vai começar agora, com uma coletiva de imprensa". Deu um frio na barriga. Até então nunca tinha imaginado isso", disse.

A irmã, Rosa, que ajudou a criar Pontes, resumiu: "Ele não é mais só meu. Agora, é de todo o Brasil".

Durante todo o dia, a palavra "herói" marcou os pronunciamentos de autoridades, amigos e convidados da festa. Pontes renegou a glória. "Quando comecei esse trabalho, não pensei em virar herói."

Mas, questionado sobre o peso do fardo, se disse tranqüilo. "Isso não me assusta. Toda vez que eu sento numa reunião com a mesa internacional e tem uma bandeira brasileira na frente, ah, isso imprime uma responsabilidade muito grande", afirmou.

O astronauta brasileiro também pediu para que não o comparem com outras personalidades que marcaram a história. "Não quero ser comparado a Santos-Dumont ou a Yuri Gagarin. Quero ser comparado a mim mesmo. Peço para que me reconheçam pelo meu trabalho."

Leia mais

  • Astronauta Marcos Pontes recebe medalha de Lula
  • Astronauta brasileiro enfrenta período de readaptação em Moscou
  • Saúde de astronauta brasileiro surpreende médicos russos
  • Após dez dias no espaço, astronauta brasileiro volta à Terra

    Especial
  • Leia cobertura completa sobre a ida do brasileiro ao espaço



  • Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14539.shtml
     
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    "O que é inconcebível a respeito do universo é que ele é absolutamente concebível".(Albert Einstein)

     

     

     

     

     

     



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    #8386 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Seg, 5 de Jun de 2006 11:44 pm
    Assunto: Planetary system with three "Neptunes" found
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    Planetary system with three "Neptunes" found
    EUROPEAN SOUTHERN OBSERVATORY NEWS RELEASE
    Posted: May 18, 2006


    An artist's rendering of the planetary system. Credit: ESO
     
    Using the ultra-precise HARPS spectrograph on ESO's 3.6-m telescope at La Silla (Chile), a team of European astronomers has discovered that a nearby star is host to three Neptune-mass planets. The innermost planet is most probably rocky, while the outermost is the first known Neptune-mass planet to reside in the habitable zone. This unique system is likely further enriched by an asteroid belt.

    "For the first time, we have discovered a planetary system composed of several Neptune-mass planets", said Christophe Lovis, from the Geneva Observatory and lead-author of the paper presenting the results.

    During more than two years, the astronomers carefully studied HD 69830, a rather inconspicuous nearby star slightly less massive than the Sun. Located 41 light-years away towards the constellation of Puppis (the Stern), it is, with a visual magnitude of 5.95, just visible with the unaided eye. The astronomers' precise radial- velocity measurements allowed them to discover the presence of three tiny companions orbiting their parent star in 8.67, 31.6 and 197 days.

    "Only ESO's HARPS instrument installed at the La Silla Observatory, Chile, made it possible to uncover these planets", said Michel Mayor, also from Geneva Observatory, and HARPS Principal Investigator. "Without any doubt, it is presently the world's most precise planet- hunting machine".

    The detected velocity variations are between 2 and 3 metres per second, corresponding to about 9 km/h! That's the speed of a person walking briskly. Such tiny signals could not have been distinguished from 'simple noise' by most of today's available spectrographs.

    The newly found planets have minimum masses between 10 and 18 times the mass of the Earth. Extensive theoretical simulations favour an essentially rocky composition for the inner planet, and a rocky/gas structure for the middle one. The outer planet has probably accreted some ice during its formation, and is likely to be made of a rocky/ icy core surrounded by a quite massive envelope. Further calculations have also shown that the system is in a dynamically stable configuration.

    The outer planet also appears to be located near the inner edge of the habitable zone, where liquid water can exist at the surface of rocky/icy bodies. Although this planet is probably not Earth-like due to its heavy mass, its discovery opens the way to exciting perspectives.

    With three roughly equal-mass planets, one being in the habitable zone, and an asteroid belt, this planetary system shares many properties with our own solar system.

    "This alone makes this system already exceptional", said Willy Benz, from Bern University, and co-author. "But the recent discovery by the Spitzer Space Telescope that the star most likely hosts an asteroid belt is adding the cherry to the cake."

    "The planetary system around HD 69830 clearly represents a Rosetta stone in our understanding of how planets form", said Michel Mayor. "No doubt it will help us better understand the huge diversity we have observed since the first extra-solar planet was found 11 years ago."


     
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    José Geraldo Mattos - Moderador
     
    "Conhecer O Universo é uma viagem ao auto conhecimento" - (Carl Sagan )
     

    #8387 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Seg, 5 de Jun de 2006 11:45 pm
    Assunto: NASA unveils distribution of Constellation work
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    NASA unveils distribution of Constellation work
    NASA NEWS RELEASE
    Posted: June 5, 2006

    NASA announced Monday agency center responsibilities associated with the Constellation Program for robotic and human moon and Mars exploration.

    This distribution of work across NASA's centers reflects the agency's intention to productively use personnel, facilities and resources from across the agency to accomplish the Vision for Space Exploration.

    "Our past experiences have provided the foundation to begin shaping the space exploration capabilities needed to create a sustained presence on the moon and on to Mars," said Scott Horowitz, associate administrator for NASA's Exploration Systems Mission Directorate. "Our programs and projects are evolving as we develop the requirements to execute the Vision for Space Exploration. At the same time we are aligning the work that needs to be accomplished with the capabilities of our NASA centers."

    In addition to primary work assignments each center will support moon and Mars surface systems conceptual designs. Centers also support additional Constellation program and project activities. Center assignments:

    Ames Research Center, Moffett Field Calif., leads the crew exploration vehicle (CEV) Thermal Protection System Advanced Development Project. Ames is developing information systems to support the Constellation Program Safety, Reliability and Quality Assurance Office.

    Dryden Flight Research Center, Edwards, Calif., leads CEV Abort Flight Test integration and operations including Abort Test Booster procurement and integration with the Flight Test Article.

    Glenn Research Center, Cleveland, leads the CEV Service Module and Spacecraft Adapter integration, providing oversight and independent analysis of the prime contractor's development of these segments. Glenn has lead responsibility for the design and development of several crew launch vehicle (CLV) upper stage systems.

    Goddard Space Flight Center, Greenbelt, Md., provides co-leadership of the Constellation Program's System Engineering and Integration navigation team and software and avionics team.

    Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif., leads a multi-center activity in support of the Mission Operations Project to plan systems engineering processes related to operations development and preparation. JPL provides co-leadership for the Constellation Program Office Systems Engineering and Integration Software and Avionics team.

    Johnson Space Center, Houston, host the Constellation Program, the CEV Project and the Mission Operations Project. The Constellation Program manages and integrates the program and all projects. The CEV Project Office manages and integrates all CEV elements including prime contractor work. The Mission Operations Project manages and integrates all activities related to mission operations.

    Kennedy Space Center, Fla., hosts the Ground Operations Project. The project manages all activities related to ground operations for the launch and landing sites, including ground processing, launch, and recovery systems.

    Langley Research Center, Hampton, Va., leads Launch Abort System integration supporting the CEV Project, providing oversight and independent analysis of the CEV prime contractor's development of the system. Langley leads the Command Module Landing System Advanced Development Project for CEV. Langley provides vehicle integration and CEV test article module development for the CLV Advanced Development Flight Test-0.

    Marshall Space Flight Center, Huntsville, Ala., hosts the Constellation Launch Vehicle projects. The projects are responsible for project management of all CLV and cargo launch vehicle related activities. Marshall provides the CLV first stage design, and is responsible for launch vehicle demonstration testing including the Advanced Development Flight Test-0.

    Stennis Space Center, Miss., manages and integrates rocket propulsion testing for the CLV Project. Stennis leads sea-level development, certification, and acceptance testing for the upper stage engine, sea-level development testing for the upper stage main propulsion test article, and sea-level acceptance testing for the flight upper stage assembly.

    While these decisions will result in budget and personnel allocations at the centers, detailed estimates will not be available until after prime contractors are formally selected for the program's major projects, such as the crew exploration vehicle, crew launch vehicle and cargo launch vehicle.




     
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    #8388 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Seg, 5 de Jun de 2006 11:48 pm
    Assunto: The case of the neutron star with a wayward wake
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    The case of the neutron star with a wayward wake
    CHANDRA X-RAY CENTER NEWS RELEASE
    Posted: June 1, 2006

    A long observation with NASA's Chandra X-ray Observatory revealed important new details of a neutron star that is spewing out a wake of high-energy particles as it races through space. The deduced location of the neutron star on the edge of a supernova remnant, and the peculiar orientation of the neutron star wake, pose mysteries that remain unresolved.


    This wide-field composite image was made with X-ray (blue/ROSAT & Chandra), radio (green/Very Large Array), and optical (red/Digitized Sky Survey) observations of the supernova remnant, IC 443. The pullout, also a composite with a Chandra X-ray close-up, shows a neutron star that is spewing out a comet-like wake of high-energy particles as it races through space. Credit: Chandra X-ray: NASA/CXC/B.Gaensler et al; ROSAT X-ray: NASA/ROSAT/Asaoka & Aschenbach; Radio Wide: NRC/DRAO/D.Leahy; Radio Detail: NRAO/VLA; Optical: DSS
    Download larger image version here

     
    "Like a kite flying in the wind, the behavior of this neutron star and its wake tell us what sort of gas it must be plowing through," said Bryan Gaensler of the Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics in Cambridge, Mass., and lead author of a paper submitted to The Astrophysical Journal. "Yet we're still not sure how the neutron star got to its present location."

    The neutron star, known as CXOU J061705.3+222127, or J0617 for short, appears to lie near the outer edge of an expanding bubble of hot gas associated with the supernova remnant IC 443. Presumably, J0617 was created at the time of the supernova -- approximately 30,000 years ago -- and propelled away from the site of the explosion at about 500,000 miles per hour.

    However, the neutron star's wake is oriented almost perpendicularly to the direction expected if the neutron star were moving away from the center of the supernova remnant. This apparent misalignment had previously raised doubts about the association of the speeding neutron star with the supernova remnant.

    Gaensler and his colleagues provide strong evidence that J0617 was indeed born in the same explosion that created the supernova remnant. First, the shape of the neutron star's wake indicates it is moving at the predicted pace, which is a little faster than the speed of sound in the remnant's multimillion-degree gas. In contrast, if the neutron star were outside the confines of the remnant, its inferred speed would be a sluggish 20,000 miles per hour. Also, the measured temperature of the neutron star matches that of one born at the same time of the supernova remnant.

    What then, could cause the misaligned, or wayward, neutron star wake?

    The authors speculate that perhaps the doomed progenitor star was moving at a high speed before it exploded, so that the explosion site was not at the observed center of the supernova remnant. Fast moving gusts of gas inside the supernova remnant have further pushed the neutron star's wake out of alignment.

    Observations of J0617 in the next 10 years should put this idea to the test. "If the neutron star was born off-center and if the wake is being pushed around by cross-winds, the neutron star should be moving close to vertically, away from the center of the supernova remnant. Now we wait and see," said Gaensler.

    Another group, led by Margarita Karovska, also of the Harvard-Smithsonian Center, has concentrated on other, previously unnoticed intriguing features of J0617. At a recent conference on neutron stars in London, England, they announced their findings, which include a thin filament of cooler gas that appears to extend from the neutron star along the long axis of its wake, and a second point-like feature embedded in the X-ray nebula around the neutron star.

    "There are a number of puzzling observational features associated with this system crying out for longer observations" said Karovska.

    Other members of the Gaensler team were S. Chatterjee and P. O. Slane (CfA), E. van der Swaluw (Royal Netherlands Meteorological Institute), F. Camilo (Columbia University), and J. P. Hughes (Rutgers University). Karovska's team included T. Clarke (Naval Research Laboratory), G. Pavlov (Penn State University), and M.C. Weisskopf and V. Zavlin of the Marshall Space Flight Center, Huntsville, Ala. which also manages the Chandra program for NASA's Science Mission Directorate. The Smithsonian Astrophysical Observatory provides science support and controls flight operations from the Chandra X-ray Center in Cambridge, Mass.


     
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    #8389 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Seg, 5 de Jun de 2006 11:37 pm
    Assunto: Planets Around Planets?
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    Planets Around Planets?
    By Robert Naeye

    Circumstellar disk artwork
    Astronomers have found disks surrounding planetary-mass objects, as this artist's rendition depicts. Click on the image for a larger version.  S&T: Casey Reed.
     
     
    June 5, 2006 | Evidence continues to mount that planets can form around very-low-mass objects. In fact, planets might even form around objects that are so low in mass that they themselves could be considered "planets."

    The latest results, reported at this week's American Astronomical Society meeting in Calgary, Alberta, come from groups led by Ray Jayawardhana (University of Toronto, Canada) and Subhanjoy Mohanty (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics).

    Using two European telescopes in Chile, Jayawardhana and his colleague Valentin Ivanov (European Southern Observatory) acquired optical spectra of several free-floating substellar objects. Last year, a group led by Katelyn Allers (now at the University of Hawaii) discovered that these gaseous objects are surrounded by disks of gas and dust. Jayawardhana and Ivanov found that two of the bodies have masses only 5 to 10 times that of Jupiter. Some astronomers call such objects "planemos," short for "planetary-mass objects." The study revealed that two other objects have masses between 10 and 15 Jupiters, meaning they could either be planemos or brown dwarfs (the dividing line between planets and brown dwarfs is about 12 or 13 Jupiter masses).

    All four objects show strong hydrogen-alpha spectral lines, which is strong evidence that the planemos are accreting material from their disks. "This happens in young stars and brown dwarfs, but these observations show that it might extend into the planetary-mass regime," says Jayawardhana.

    Since planets form inside circumstellar disks of gas and dust, the findings bolster earlier observations showing that the same conditions that form planets around stars also exist around planemos. As reported in the March 2006 issue of Sky & Telescope, a team led by Kevin Luhman (Penn State University) has also found disks around planemos. However, the disks appear to be so small that they would only form very low-mass planets.

    2M 1207 system
    The Very Large Telescope in Chile acquired a saturated image of the brown dwarf 2M 1207 and its faint companion, the dot at the lower left. The companion is only eight times the mass of Jupiter, but it appears to be surrounded by a disk. Click on the image to view a larger version. Courtesy European Southern Observatory.
     
     

    Mohanty's group, which includes Jayawardhana, studied a peculiar object known as 2M 1207b, which has only about 8 Jupiter masses. This body, which was discovered in 2004, orbits a brown dwarf known as 2M 1207 — a substellar gas ball that is about 25 times more massive than Jupiter. The primary object was already known to have a disk. However, using the 8.2-meter Yepun reflector of the Very Large Telescope, Mohanty's group found that 2M 1207b is about 8 times dimmer than expected in infrared light. After ruling out other possible explanations, Mohanty interprets the faintness as an indication that an edge-on disk blocks some of the body's light. This disk also could potentially form planets.

    "Their evidence of a disk is indirect and sensitive to one's interpretation of the data," says Luhman. "The problem is that normal methods for detecting disks don’t work for 2M 1207b because it's too close to the primary object and cannot be resolved."

    The 8-Jupiter-mass companion is about the same distance from the brown dwarf as Pluto is from the Sun. Given the large separation and the relatively small difference in mass between the two objects, Mohanty's group thinks that the two objects formed in the same way as binary stars, rather than the companion forming in a disk around the primary. "Mass ratios of that size are more typical for binary stars than for planetary systems," says Mohanty. "2M 1207b probably formed like a star, together with the brown dwarf, rather than from core accretion like giant planets around other stars."

    The two objects are about 170 light-years from Earth in the constellation Centaurus. An international team led by Gaël Chauvin (European Southern Observatory) has claimed that its 2004 picture of 2M 1207b represents the first direct image of an exoplanet ever taken. But if the object indeed formed in the same manner as a star, it's unclear whether it should be considered a planet or a very low-mass brown dwarf.




     
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    José Geraldo Mattos - Moderador
     
    "Conhecer O Universo é uma viagem ao auto conhecimento" - (Carl Sagan )
     

    #8390 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Seg, 5 de Jun de 2006 11:46 pm
    Assunto: Ancient killer crater found under Antarctic ice
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    Ancient killer crater found under Antarctic ice
    OHIO STATE UNIVERSITY NEWS RELEASE
    Posted: June 4, 2006

    Planetary scientists have found evidence of a meteor impact much larger and earlier than the one that killed the dinosaurs -- an impact that they believe caused the biggest mass extinction in Earth's history.


    This map shows the thickness of the Earth's crust across Antarctica. Thicker crust appears red. The location of the Wilkes Land crater is circled (below right of center). Credit: of Ohio State University
     
    The 300-mile-wide crater lies hidden more than a mile beneath the East Antarctic Ice Sheet. And the gravity measurements that reveal its existence suggest that it could date back about 250 million years -- the time of the Permian-Triassic extinction, when almost all animal life on Earth died out.

    Its size and location -- in the Wilkes Land region of East Antarctica, south of Australia -- also suggest that it could have begun the breakup of the Gondwana supercontinent by creating the tectonic rift that pushed Australia northward.

    Scientists believe that the Permian-Triassic extinction paved the way for the dinosaurs to rise to prominence. The Wilkes Land crater is more than twice the size of the Chicxulub crater in the Yucatan peninsula, which marks the impact that may have ultimately killed the dinosaurs 65 million years ago. The Chicxulub meteor is thought to have been 6 miles wide, while the Wilkes Land meteor could have been up to 30 miles wide -- four or five times wider.

    "This Wilkes Land impact is much bigger than the impact that killed the dinosaurs, and probably would have caused catastrophic damage at the time," said Ralph von Frese, a professor of geological sciences at Ohio State University.

    He and Laramie Potts, a postdoctoral researcher in geological sciences, led the team that discovered the crater. They collaborated with other Ohio State and NASA scientists, as well as international partners from Russia and Korea. They reported their preliminary results in a recent poster session at the American Geophysical Union Joint Assembly meeting in Baltimore.

    The scientists used gravity fluctuations measured by NASA's GRACE satellites to peer beneath Antarctica's icy surface, and found a 200-mile-wide plug of mantle material -- a mass concentration, or "mascon" in geological parlance -- that had risen up into the Earth's crust.

    Mascons are the planetary equivalent of a bump on the head. They form where large objects slam into a planet's surface. Upon impact, the denser mantle layer bounces up into the overlying crust, which holds it in place beneath the crater.

    When the scientists overlaid their gravity image with airborne radar images of the ground beneath the ice, they found the mascon perfectly centered inside a circular ridge some 300 miles wide -- a crater easily large enough to hold the state of Ohio.

    Taken alone, the ridge structure wouldn't prove anything. But to von Frese, the addition of the mascon means "impact." Years of studying similar impacts on the moon have honed his ability to find them.

    "If I saw this same mascon signal on the moon, I'd expect to see a crater around it," he said. "And when we looked at the ice-probing airborne radar, there it was."

    "There are at least 20 impact craters this size or larger on the moon, so it is not surprising to find one here," he continued. "The active geology of the Earth likely scrubbed its surface clean of many more."

    He and Potts admitted that such signals are open to interpretation. Even with radar and gravity measurements, scientists are only just beginning to understand what's happening inside the planet. Still, von Frese said that the circumstances of the radar and mascon signals support their interpretation.

    "We compared two completely different data sets taken under different conditions, and they matched up," he said.


    This image combines gravity fluctuations and airborne radar in the Wilkes Land region of East Antarctica. The edges of the crater are colored red and blue; a concentration of mantle material is colored orange (center). Credit: Ohio State University
     
    To estimate when the impact took place, the scientists took a clue from the fact that the mascon is still visible.

    "On the moon, you can look at craters, and the mascons are still there," von Frese said. "But on Earth, it's unusual to find mascons, because the planet is geologically active. The interior eventually recovers and the mascon goes away." He cited the very large and much older Vredefort crater in South Africa that must have once had a mascon, but no evidence of it can be seen now.

    "Based on what we know about the geologic history of the region, this Wilkes Land mascon formed recently by geologic standards -- probably about 250 million years ago," he said. "In another half a billion years, the Wilkes Land mascon will probably disappear, too."

    Approximately 100 million years ago, Australia split from the ancient Gondwana supercontinent and began drifting north, pushed away by the expansion of a rift valley into the eastern Indian Ocean. The rift cuts directly through the crater, so the impact may have helped the rift to form, von Frese said.

    But the more immediate effects of the impact would have devastated life on Earth.

    "All the environmental changes that would have resulted from the impact would have created a highly caustic environment that was really hard to endure. So it makes sense that a lot of life went extinct at that time," he said.

    He and Potts would like to go to Antarctica to confirm the finding. The best evidence would come from the rocks within the crater. Since the cost of drilling through more than a mile of ice to reach these rocks directly is prohibitive, they want to hunt for them at the base of the ice along the coast where the ice streams are pushing scoured rock into the sea. Airborne gravity and magnetic surveys would also be very useful for testing their interpretation of the satellite data, they said.

    NSF and NASA funded this work. Collaborators included Stuart Wells and Orlando Hernandez, graduate students in geological sciences at Ohio State; Luis Gaya-Pique and Hyung Rae Kim, both of NASA's Goddard Space Flight Center; Alexander Golynsky of the All-Russia Research Institute for Geology and Mineral Resources of the World Ocean; and Jeong Woo Kim and Jong Sun Hwang, both of Sejong University in Korea.




     
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    José Geraldo Mattos - Moderador
     
    "Conhecer O Universo é uma viagem ao auto conhecimento" - (Carl Sagan )
     

    #8391 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Seg, 5 de Jun de 2006 11:45 pm
    Assunto: Andromeda adrift in sea of dust in new Spitzer image
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    Andromeda adrift in sea of dust in new Spitzer image
    NASA/JPL NEWS RELEASE
    Posted: June 5, 2006


    Download larger image version here
     
    The Andromeda galaxy, named for the mythological princess who almost fell prey to a sea monster, appears tranquil in a new image from NASA's Spitzer Space Telescope. The mesmerizing infrared mosaic shows red waves of dust over a blue sea of stars.

    "What's really interesting about this view is the contrast between the galaxy's smooth, flat disk of old stars and its bumpy waves of dust heated by young stars," said Dr. Pauline Barmby of the Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Cambridge, Mass. Barmby and her colleagues recently observed Andromeda using Spitzer.

    Barmby and her team used the Spitzer data to make drastically improved measurements of Andromeda's infrared brightness. They found that the galaxy shines with the same amount of energy as about 4 billion suns. Based on these measurements, the astronomers confirmed that there are roughly one trillion stars in the galaxy. Our Milky Way galaxy is estimated to house a couple hundred billion stars.

    "This is the first time the stellar population of Andromeda has been determined using the galaxy's infrared brightness," said Barmby. "It's reassuring to know our numbers are in agreement with previous estimates of the mass of the stars based on the stars' motion."

    The new false-colored portrait also provides astronomers with the best look yet at the dust-drenched spiral arms that swirl out of the galaxy's center, a region hidden by bright starlight in visible-light images. Dust and gas are the building materials of stars. They are clumped together throughout the spiral arms, where new stars are forming.

    "The Spitzer data trace with startling clarity the star-forming material all the way into the inner part of the galaxy," said Dr. George Helou, deputy director of NASA's Spitzer Science Center at the California Institute of Technology in Pasadena. "The challenge is to understand what shapes the distribution of this gas and dust, and what modulates the star formation at different locations."

    Spitzer's infrared array camera captured infrared light emanating from both older stars (blue) and dust made up of molecules called polycyclic aromatic hydrocarbons (red). These carbon-containing molecules are warmed by sunlight and glow at infrared wavelengths. They are often associated with dense clouds of new stars, and can be found on Earth in barbecue pits and car exhaust, among other places.

    The Andromeda galaxy, also known by astronomers as Messier 31, is located 2.5 million light-years away in the constellation Andromeda. It is the closest major galaxy to the Milky Way, making it the ideal specimen for carefully examining the nature of galaxies. On a clear, dark night, the galaxy can be spotted with the naked eye as a fuzzy blob.

    Andromeda spans about 260,000 light-years, which means that a light beam would take 260,000 years to travel from one end of the galaxy to the other. By comparison, the Milky Way is about 100,000 light-years across. When viewed from Earth, Andromeda occupies a portion of the sky equivalent to seven full moons.

    Spitzer's wide field of view allowed the telescope to capture a complete snapshot of the Andromeda galaxy, though the task wasn't easy. The final mosaic consists of 3,000 or so individual picture frames stitched together seamlessly.

    Barmby presented these observations today at the 208th meeting of the American Astronomical Society in Calgary, Canada.

    Other members of Barmby's team include: Drs. Steven Willner, Matthew Ashby, John Huchra and Michael Pahre of the Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics; Drs. Luciana Bianchi and David Thilker of The Johns Hopkins University, Baltimore, Md.; Drs. Charles Engelbracht, Karl Gordon, Joannah Hinz, Pablo Perez-Gonzalez and George Rieke of the University of Arizona, Tucson; and Drs. Robert Gehrz, Roberta Humphreys, Elisha Polomski and Charles Woodward of the University of Minnesota, Twin Cities.

    NASA's Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif., manages the Spitzer Space Telescope mission for NASA's Science Mission Directorate, Washington. Science operations are conducted at the Spitzer Science Center. Spitzer's infrared array camera was built by NASA's Goddard Space Flight Center, Greenbelt, Md. The instrument's principal investigator is Giovanni Fazio of the Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics.



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    Céu claro para todos!
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    #8392 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Seg, 5 de Jun de 2006 11:51 pm
    Assunto: Did Enceladus roll over?
    astronomynews@...
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    Did Enceladus roll over?
    Warm, low-density material within Enceladus
    Warm, low-density material within Enceladus rises toward the surface at the moon’s south pole. This heats the satellite’s icy shell and creates the hot spot and ice geysers the Cassini spacecraft detected in 2005. NASA /JPL / Space Science Institute
    June 1, 2006
    Scientists were delighted last year when the Cassini spacecraft found plumes of water venting from Saturn's moon Enceladus. These "ice geysers" gush from an area at the moon's south pole that's 27° F (15° C) warmer than the rest of Enceladus' surface.

    Francis Nimmo at the University of California, Santa Cruz, and Robert Pappalardo, at NASA's Jet Propulsion Laboratory in Pasadena, California, believe the warm spot's location is no coincidence. Their research, published in the June 1 issue of Nature, suggests the material that creates the moon's warm spot also caused Enceladus to roll over until the spot was positioned at the pole.

    Scientists believe warm, low-density material rising from the moon's interior forms the hot spot, but it would be an odd coincidence if this process occurred exactly over the moon's south pole. "The mystery we set out to explain was how the hot spot could end up at the pole if it didn't start there," Nimmo says.

    "It's astounding that Cassini found a region of current geological activity on an icy moon that we would expect to be frigidly cold, especially down at this moon's equivalent of Antarctica," Pappalardo says. "We think the moon rolled over to put a deeply seated warm, active area there."
    False-color plumes
    This false-color view shows the extent of Enceladus’ fountain-like plumes, which emanate from the moon’s warm south polar region. NASA / JPL / SSI [larger image]
    A rotating body is most stable when more of its mass is close to the equator. "A spinning bowling ball will tend to roll over to put its holes — the axis with the least mass — vertically along the spin axis," explains Pappalardo. "Similarly, Enceladus apparently rolled over to place the portion of the moon with the least mass along its … spin axis."

    Planetary scientists call such a rising blob of matter a diapir. Nimmo and Pappalardo aren't sure whether the diapir lies within the moon's icy shell or its underlying rock. Either way, as the material heats up, it expands, becomes less dense, and then rises toward the surface. This ascending material could also help explain the hot spot itself and the striking "tiger-stripe" rifts on Enceladus' surface. Nimmo and Pappalardo calculated that a low-density blob could roll the moon by up to 30° to place the diapir at the pole.

    "Any redistribution of mass within the object can cause instability with respect to the axis of rotation," says Nimmo. "A reorientation will tend to position excess mass at the equator and areas of low density at the poles."
    Mars may illustrate the first case. Its Tharsis bulge, which hosts the solar system's largest volcano, straddles the planet's equator. This bulge is an excess of mass, so Mars may have rolled to put Tharsis where we now see it. Enceladus — and, the authors suspect, Uranus' moon Miranda — rolled to place regions of lower mass at the poles. The scientists await Cassini's 2008 Enceladus flyby for evidence that will help them test their model.

    Where does Enceladus' internal heat come from? The researchers suggest the cause is the moon's eccentric orbit around Saturn. "Enceladus gets squeezed and stretched by tidal forces as it orbits Saturn, and that mechanical energy is transformed into heat energy in the moon's interior," Nimmo says. Tides created by Enceladus' changing distance from Saturn — and, possibly, those from sister moon Janus, as well — may supply its internal heat.



     
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    #8393 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Seg, 5 de Jun de 2006 11:47 pm
    Assunto: Interstellar Boundary Explorer enters new phase
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    Interstellar Boundary Explorer enters new phase
    SOUTHWEST RESEARCH INSTITUTE NEWS RELEASE
    Posted: June 2, 2006

    Just as the Voyager 2 spacecraft is approaching the edge of our solar system, Southwest Research Institute received official confirmation from NASA Headquarters to proceed into the mission implementation phase for the Interstellar Boundary Explorer (IBEX) mission. IBEX, which will provide global images of the interstellar boundary, the region between our solar system and interstellar space, is scheduled to launch in June 2008.


    IBEX will study the global interaction between the solar wind and the interstellar medium. Credit: SWRI
     
    "We are most honored to be confirmed at a time when NASA's science program is under such intense budgetary pressure," says Principal Investigator Dr. David J. McComas, who also serves as senior executive director of the SwRI Space Science and Engineering Division. "This tremendous support really shows the importance of the IBEX science mission.

    "IBEX will let us visualize our home in the galaxy and imagine how it may have evolved over the history of the solar system," McComas continued. In mid-2008, the IBEX mission will launch a pair of energetic neutral atom (ENA) "cameras" to image the interaction between the solar system and the low-density material between the stars. The Sun's hot outer atmosphere continuously evaporates into space, forming the million-mile-per-hour solar wind that creates a protective envelope around our solar system, far beyond the most distant planets. IBEX will image our solar system's previously invisible outer boundaries to discover how the solar wind interacts with the galactic medium.

    "Everything we think we know about this region is from models, indirect observations and the recent single-point observations from Voyagers 1 and 2 that frankly have created as many questions as answers," says McComas. Voyager 2 may be approaching the termination shock, the outermost layer of our solar system, even sooner than expected based on when Voyager 1 crossed the region. Data suggest that the edge of the shock could be one billion miles closer to the sun in the southern region of the solar system than in the north, suggesting perhaps that the heliosphere is irregularly shaped.

    "The extensive global data IBEX will collect, used in concert with the local data that the Voyager missions are sampling, will provide a much deeper understanding of the Sun's interaction with the galaxy," McComas added. "In addition to revealing many of the interstellar boundary's unknown properties, IBEX will explore how the solar wind regulates the galactic cosmic radiation from the galaxy. This radiation poses a major hazard to human space exploration of the solar system."


    Shown here are the termination shock, where the solar wind abruptly slows prior to deflection by the interstellar flow at the heliopause, and a bow shock in the interstellar flow. Credit: SWRI
     
    SwRI is partnering with Orbital Science Corporation, Los Alamos National Laboratory, Lockheed Martin Advanced Technology Center, Goddard Space Flight Center, the University of New Hampshire, the University of Bern and the Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory. In addition, the team includes a number of U.S. and international scientists from universities and other institutions, as well as the Adler Planetarium, which is leading education and public outreach for the mission. IBEX is a NASA Explorer Program mission.

    As the Southwest Research Institute-led Interstellar Boundary Explorer mission enters the implementation phase, the spacecraft and instrument designs are being completed, and prototype hardware is being built and tested. The University of Bern built these electrostatic analyzer plates to bend particle trajectories, enabling very low-background observations of the edge of our solar system.

    SwRI is an independent, nonprofit, applied research and development organization based in San Antonio, Texas, with more than 3,000 employees and an annual research volume of more than $435 million. Southwest Research Institute and SwRI are registered marks in the U.S. Patent and Trademark Office.



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    History Flashback: The first American spacewalk was performed by astronaut Ed White on June 3, 1965. This historic footage shows the launch of Gemini 4 with Jim McDivitt and White, then the U.S. space program's first Extravehicular Activity (EVA) spacewalk.
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    #8394 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Seg, 5 de Jun de 2006 11:49 pm
    Assunto: Saturn's moon Enceladus may have rolled over
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    Saturn's moon Enceladus may have rolled over
    UNIVERSITY OF CALIFORNIA-SANTA CRUZ NEWS RELEASE
    Posted: May 31, 2006

    Enceladus, a small icy moon of Saturn, may have dramatically reoriented relative to its axis of rotation, rolling over to put an area of low density at the moon's south pole. According to a new study, this reorientation process could explain the polar location of a region where NASA's Cassini spacecraft recently observed icy jets and plumes indicating active geysers of water vapor spewing from the moon's surface.


    This graphic illustrates the interior of Saturn's moon Enceladus. It shows warm, low-density material rising to the surface from within, in its icy shell (yellow) and/or its rocky core (red). A NASA-funded study says Enceladus might have rolled or rotated itself to place this area of low density at the south pole. Credit: NASA/JPL/Space Science Institute
    Download larger image version here

     
    "When we saw the Cassini results, we were surprised that this hot spot was located at the pole. So we set out to explain how it could end up at the pole if it didn't start there," said Francis Nimmo, assistant professor of Earth sciences at the University of California, Santa Cruz.

    Coauthor Robert Pappalardo worked on the study while at the University of Colorado and is now at NASA's Jet Propulsion Laboratory in Pasadena. Nimmo and Pappalardo have proposed a reorientation process driven by an upwelling of warm, low-density material inside Enceladus. A similar reorientation process may also have operated on other small moons in the solar system, such as Uranus's moon Miranda, they said. The researchers described their findings in a paper published in the June 1 issue of the journal Nature.

    Nimmo and Pappalardo calculated the effects of a low-density blob beneath the surface of Enceladus and showed that this could indeed cause the moon to roll over and put the low-density blob at the pole. Rotating bodies, including planets and moons, are most stable if most of their mass is close to the equator. Therefore, any redistribution of mass within the object can cause instability with respect to the axis of rotation. The resulting reorientation will tend to position excess mass at the equator and, conversely, areas of low density at the poles, Nimmo said.

    "The whole body rolls over, while the spin axis stays fixed," he said.

    An upwelling of warm, low-density material could also help to explain the high heat flux and striking surface features observed at Enceladus's south pole. These features include not only geysers, but also a "tiger stripe" pattern suggesting fault lines caused by tectonic stress.

    "The whole area is hotter than the rest of the moon, and the stripes are hotter than the surrounding surface, suggesting that there is a concentration of warm material below the surface," Nimmo said.


    Credit: NASA/JPL/Space Science Institute
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    Internal heating of Enceladus probably results from its eccentric orbit around Saturn. The gravitational pull Enceladus feels from Saturn changes in the course of its orbit, and the resulting tidal forces generate heat inside the moon.

    "Enceladus gets squeezed and stretched by tidal forces, and that mechanical energy is transformed into heat energy in the interior," Nimmo said.

    The upwelling blob (called a "diapir") may be within either the icy shell or the underlying rocky core of Enceladus, he said. In either case, as the material heats up it expands and becomes less dense, then rises toward the surface.

    The reorientation scenario leads to testable predictions, Nimmo said. For example, the leading hemisphere of a moon as it travels through space should have more impact craters than the trailing hemisphere. But if the moon rolls over, the pattern of impact craters will also be reoriented. A low-density mass may also produce an observable anomaly in the moon's gravitational field.

    Additional observations of Enceladus are planned for the Cassini mission and should enable the researchers to test these predictions, Nimmo said.

    This research was supported by grants from NASA.




    Fonte:
     
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    #8395 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Seg, 5 de Jun de 2006 11:39 pm
    Assunto: Black Hole–Galaxy Link Extended
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    Black Hole–Galaxy Link Extended
    By Robert Naeye

    M33
    Spiral galaxy M33 has a small, compact stellar nucleus. The masses of such nuclei scale to the mass of the host galaxy. Click to view a larger image. Courtesy Travis Rector / Mark Hanna / NOAO / AURA / NSF.
     
     
    May 31, 2006 | Over the past decade, astronomers have established the remarkable fact that supermassive black holes have a scaling relationship with their host galaxies. The more massive the black hole, the more massive is the galaxy's spheroidal component (either an entire elliptical galaxy or the central bulge of a spiral galaxy). This M-sigma relation tells astronomers that the evolution of galaxies and their supermassive black holes are intertwined (see the cover story of the July issue of S&T).

    Until now, this relation only applied to large and medium-size galaxies, where astronomers have found supermassive black holes. But in a paper to appear in the June 10, 2006, issue of the Astrophysical Journal Letters, Laura Ferrarese (Herzberg Institute of Astrophysics, Canada) and 11 colleagues say it extends all the way down to very-low-mass galaxies, albeit in a modified form.

    The team studied 100 elliptical galaxies, from giant to dwarfs, imaged as part of a Hubble Space Telescope deep survey of the Virgo Cluster. Coupled with spectroscopic observations at several telescopes on Arizona's Kitt Peak, they found that the masses of compact stellar nuclei, which are found almost exclusively in the fainter galaxies, share the same scaling relationship with their host galaxies as do supermassive black holes. They also found that the nuclei of two low-mass galaxies in our Local Group, M33 in Triangulum and M110 (NGC 205), one of the Andromeda Galaxy's satellites, also follow the same relation. Neither galaxy shows evidence of a supermassive back hole.

    M-sigma relation
    The mass of a galaxy's central, compact object is correlated to the mass of the galaxy's spheroidal component. Click to view a larger image. Source: Laura Ferrarese.
     
     

    The results suggest that all galaxies may form dense, central objects — either a supermassive black hole or a compact stellar cluster — that contain about 0.2% of the galaxy's spheroidal mass. The team speculates that compact stellar nuclei could be "failed black holes" — systems in which the central mass failed to collapse gravitationally all the way down to nature's ultimate abyss. The same conclusion has received further support by the work of Elizabeth Wehner and William Harris (McMaster University, Canada) and Joern Rossa (Space Telescope Science Institute).

    "We were quite excited when we found this result, as I think it adds another important piece of information to the puzzle," says Ferrarese. "Compact nuclei are as fundamental a constituent of galaxies as supermassive black holes. Explaining how they formed might hold important clues as to the mechanisms by which the galaxies themselves formed."




     
     
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    #8396 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Qua, 7 de Jun de 2006 3:00 pm
    Assunto: Jupiter's Red Spots Are Nearing Each Other
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    Jupiter's Red Spots Are Nearing Each Other

    Mon, 05 Jun 2006 - Jupiter's well known Great Red Spot storm, and its newly formed Oval BA (aka Red Jr.) are about to sweep past each other, and astronomers aren't quite sure what's going to happen. The storms probably won't merge or tear each other apart, but their outer bands will rub against each other. Oval BA recently turned red, signifying its larger size and strength compared to the smaller white storms on Jupiter. Some astronomers think the encounter with the Great Red Spot will slow it down again, returning it to white.

    Full article

    Jupiter's two red spots. Image credit: Christopher Go. Click to enlarge

    The two biggest storms in the solar system are about to go bump in the night, in plain view of backyard telescopes.

    Storm #1 is the Great Red Spot, twice as wide as Earth itself, with winds blowing 350 mph. The behemoth has been spinning around Jupiter for hundreds of years.

    Storm #2 is Oval BA, also known as "Red Jr.," a youngster of a storm only six years old. Compared to the Great Red Spot, Red Jr. is half-sized, able to swallow Earth merely once, but it blows just as hard as its older cousin.

    The two are converging. Closest approach: the 4th of July, according to Amy Simon-Miller of the Goddard Space Flight Center who has been monitoring the storms using the Hubble Space Telescope.

    "There won't be a head-on collision," she says. "The Great Red Spot is not going to 'eat' Oval BA or anything like that." But the storms' outer bands will pass quite close to one another-and no one knows exactly what will happen.

    Amateur astronomers are already monitoring the event. Christopher Go of the Philippines took the picture above using his 11-inch telescope on May 28th. "The distance between the storms is shrinking visibly every night," he says.

    Similar encounters have happened before, notes JPL's Glenn Or ton, a colleague of Simon-Miller. "Oval BA and the Great Red Spot pass each other approximately every two years." Previous encounters in 2002 and 2004 were anti-climatic. Aside from some "roughing" around the edges, both storms survived apparently unaltered.

    This time might be different. Simon-Miller and Orton think Red Jr. could lose its red color, ironically, by passing too close to the Great Red Spot.

    Red Jr./Oval BA wasn't always red. For five years, 2000 to 2005, the storm was pure white like many other small "white ovals" circling the planet. In 2006 astronomers noticed a change: a red vortex formed inside the storm, the same color as the powerful Great Red Spot. This was a sign, researchers believed, that Oval BA was intensifying.

    The color of the Great Red Spot itself is a mystery. A popular theory holds that the storm dredges up material from deep inside Jupiter's atmosphere, lifting it above the highest clouds where solar ultraviolet rays turn "chromophores" (color-changing compounds) red. A beefed-up Oval BA could suddenly do the same.

    Bumping up against the Great Red Spot, however, could weaken Oval BA, turning it white again. Simon-Miller explains: "We believe the Great Red Spot will push Oval BA toward a southern jet stream, which is blowing against the oval's counterclockwise rotation." This would slow Oval BA's spin, possibly reversing the process that reddened it in the first place.

    What will actually happen? "We'll see," she says. That's what telescopes are for.

    Note to sky watchers: Jupiter is easy to find. It pops out of the evening twilight before any other star, surprisingly bright. Look for it halfway up the southeastern sky at sunset: sky map.

    Original Source: NASA News Release

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    #8397 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Qua, 7 de Jun de 2006 3:07 pm
    Assunto: Finding a Fourth Dimension
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    Finding a Fourth Dimension

    Tue, 30 May 2006 - Scientists have been intrigued for years about the possibility that there are additional dimensions beyond the three we humans can understand. Now researchers from Duke and Rutgers universities think there's a way to test for five-dimensional theory (4 spatial dimensions plus time) of gravity that competes with Einstein's General Theory of Relativity. This extra dimension should have effects in the cosmos which are detectable by satellites scheduled to launch in the next few years.

    Full article

    Braneworld challenges Einstein's general relativity. Image credit: NASA. Click to enlarge

    Scientists at Duke and Rutgers universities have developed a mathematical framework they say will enable astronomers to test a new five-dimensional theory of gravity that competes with Einstein's General Theory of Relativity.

    Charles R. Keeton of Rutgers and Arlie O. Petters of Duke base their work on a recent theory called the type II Randall-Sundrum braneworld gravity model. The theory holds that the visible universe is a membrane (hence "braneworld") embedded within a larger universe, much like a strand of filmy seaweed floating in the ocean. The "braneworld universe" has five dimensions -- four spatial dimensions plus time -- compared with the four dimensions -- three spatial, plus time -- laid out in the General Theory of Relativity.

    The framework Keeton and Petters developed predicts certain cosmological effects that, if observed, should help scientists validate the braneworld theory. The observations, they said, should be possible with satellites scheduled to launch in the next few years.
    If the braneworld theory proves to be true, "this would upset the applecart," Petters said. "It would confirm that there is a fourth dimension to space, which would create a philosophical shift in our understanding of the natural world."

    The scientists' findings appeared May 24, 2006, in the online edition of the journal Physical Review D. Keeton is an astronomy and physics professor at Rutgers, and Petters is a mathematics and physics professor at Duke. Their research is funded by the National Science Foundation.

    The Randall-Sundrum braneworld model -- named for its originators, physicists Lisa Randall of Harvard University and Raman Sundrum of Johns Hopkins University -- provides a mathematical description of how gravity shapes the universe that differs from the description offered by the General Theory of Relativity.

    Keeton and Petters focused on one particular gravitational consequence of the braneworld theory that distinguishes it from Einstein's theory.

    The braneworld theory predicts that relatively small "black holes" created in the early universe have survived to the present. The black holes, with mass similar to a tiny asteroid, would be part of the "dark matter" in the universe. As the name suggests, dark matter does not emit or reflect light, but does exert a gravitational force.

    The General Theory of Relativity, on the other hand, predicts that such primordial black holes no longer exist, as they would have evaporated by now.

    "When we estimated how far braneworld black holes might be from Earth, we were surprised to find that the nearest ones would lie well inside Pluto's orbit," Keeton said.

    Petters added, "If braneworld black holes form even 1 percent of the dark matter in our part of the galaxy -- a cautious assumption -- there should be several thousand braneworld black holes in our solar system."

    But do braneworld black holes really exist -- and therefore stand as evidence for the 5-D braneworld theory?

    The scientists showed that it should be possible to answer this question by observing the effects that braneworld black holes would exert on electromagnetic radiation traveling to Earth from other galaxies. Any such radiation passing near a black hole will be acted upon by the object's tremendous gravitational forces -- an effect called "gravitational lensing."

    "A good place to look for gravitational lensing by braneworld black holes is in bursts of gamma rays coming to Earth," Keeton said. These gamma-ray bursts are thought to be produced by enormous explosions throughout the universe. Such bursts from outer space were discovered inadvertently by the U.S. Air Force in the 1960s.

    Keeton and Petters calculated that braneworld black holes would impede the gamma rays in the same way a rock in a pond obstructs passing ripples. The rock produces an "interference pattern" in its wake in which some ripple peaks are higher, some troughs are deeper, and some peaks and troughs cancel each other out. The interference pattern bears the signature of the characteristics of both the rock and the water.

    Similarly, a braneworld black hole would produce an interference pattern in a passing burst of gamma rays as they travel to Earth, said Keeton and Petters. The scientists predicted the resulting bright and dark "fringes" in the interference pattern, which they said provides a means of inferring characteristics of braneworld black holes and, in turn, of space and time.

    "We discovered that the signature of a fourth dimension of space appears in the interference patterns," Petters said. "This extra spatial dimension creates a contraction between the fringes compared to what you'd get in General Relativity."

    Petters and Keeton said it should be possible to measure the predicted gamma-ray fringe patterns using the Gamma-ray Large Area Space Telescope, which is scheduled to be launched on a spacecraft in August 2007. The telescope is a joint effort between NASA, the U.S. Department of Energy, and institutions in France, Germany, Japan, Italy and Sweden.

    The scientists said their prediction would apply to all braneworld black holes, whether in our solar system or beyond.

    "If the braneworld theory is correct," they said, "there should be many, many more braneworld black holes throughout the universe, each carrying the signature of a fourth dimension of space."

    Original Source: Duke University

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    #8398 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Qua, 7 de Jun de 2006 3:02 pm
    Assunto: What's Up This Week - June 5 - June 11, 2006
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    What's Up This Week - June 5 - June 11, 2006

    Mon, 05 Jun 2006 - Greetings, fellow SkyWatchers! This week is all about Jupiter. While these sky guidelines were written before the appearance of the "Great Red Spot, Jr." - that doesn't mean the new storm can't be spotted with an intermediate sized telescope. Be on the lookout for it to begin rotating inward about an hour after the GRS reaches meridian. Your best views will be achieved when Jr. also reaches meridian.

    In the meantime, enjoy lunar features and meteor showers this week! It's time to turn an eye towards the sky, because....

    Here's what's up!

    Full article

    Jupiter. Image credit: Wes Higgins. Click to enlarge.

    Monday, June 5 - Tonight let's journey to the lunar surface and look at an area just south of crater Eratosthenes known as Sinus Aestuum. Its very smooth floor is curiously riddled to the north and east by dark stains. At one time Sinus Aestuum may have been completely submerged in lava. Later the molten rock sank to the Moon's interior before it could do much more than melt away outer layers and older surface features.

    Let's continue to follow Jupiter. One thing you'll notice is this gas giant doesn't stand still. Even 10 minutes of observation reveals a definite drift of features across its globe. This wouldn't be obvious if the entire planet was seen just as a series of light and dark bands running parallel to one another. There must be features on the planet that give observers reason to describe it as presenting "a wealth of detail."

    Although the Great Red Spot (GRS) has not been quite so red over the last few decades, it still remains "Great" in size. Almost three Earths could fit inside its length and two along its width! This vast anticyclone of upper atmospheric activity resides along the southern frontier of the South Equatorial Belt (SEB) but is largely embedded within it. Careful observation at higher magnifications shows that the GRS precedes a vast system of turbulence trailing it across the globe.

    Since Jupiter's day is two-fifths the length of our own, observers will be amazed to see the GRS come and go as the planet alternately presents its various faces. But, the GRS is not the only such spot in Jupiter's turbulent cloud tops. Often great dark masses of far less longevity can be seen to come and go - particularly along, and embedded within, Jupiter's NEB. Along with such dark "barge" formations, various semi-persistent white spots - or ovals - can also be detected. Many of these are seen south of the SEB and some can be detected in the planet's polar region through large aperture scopes.

    If you are out late, be sure to keep watch after the Moon sets for the Scorpiid meteor shower. Its radiant is near the constellation of Ophiuchus, and the average fall rate is about 20 per hour - with some fireballs!

    Tuesday, June 6 - This evening on the lunar surface, look along the south shore of Mare Nubium. The thin, light ring you encounter will be crater Pitatus. Further south you will discover two mountain-walled plains whose exposed floors will show bright western and dark eastern walls. These twins are Wurzelbauer to the west and Gauricus to the east.

    Wouldn't it be nice if a telescope could actually "zoom" you towards anything as though you actually traveled that far? At 200x, Jupiter would hang suspended in space as though it were a little more than 4 million kilometers away. At this distance, the human eye could easily be overwhelmed with the many fine features visible in Jupiter's dynamic cloud tops - especially when you consider that the planet would appear almost 5 times larger than the disk of the full moon!

    Unfortunately, telescopes don't quite work that way. The Earth's atmosphere rules everything - even aperture - when it comes to what you can see in the night time sky. So observe every night possible and eventually you will get that "once in a lifetime" view of Jupiter!

    Wednesday, June 7 - For late night or early morning SkyWatchers, be alert for the peak of the June Arietid meteor shower during the early morning hours. The radiant is in the constellation Aries and the fall rate is about 30 per hour. Most are slow moving with some fireballs.

    Begin tonight by looking for bright Spica very close to the Moon. It will be so close that it will be occulted for some observers! Be sure to check with IOTA for more details.

    Tonight's lunar feature can be spotted in binoculars, but requires a telescope for detailed study. The Riphaeus Mountains can be found southwest of Copernicus. Highlighted by the bright ring of Euclides, the Montes Riphaeus show a variety of isolated hills and sharp peaks which may have been the original crater walls of Mare Cognitum before lava flow filled its floor. Northeast of the range is another smooth floored area on the border of Oceanus Procellarum. It is here that Surveyor 3 landed on April 19, 1967. After bouncing three times, the probe came to rest on a smooth slope in a sub-telescopic crater. As its on-board television monitors watched, Surveyor 3 deployed a "first of its kind" miniature shovel and dug to a depth of 18 inches. The view of sub-soil material and its clean-cut lines allowed scientists to conclude that the loose lunar soil could compact. Watching Surveyor 3 pound its shovel against the surface, the resulting tiny "dents" answered the crucial question. The surface of a mare would support the landing of a spacecraft and exploration by astronauts.

    With Jupiter and the Moon so close tonight, why not try some comparison views? Observe Jupiter's details through the telescope and compare what you see visually with the Moon. It gives you new respect for the wonders of lunar observation doesn't it?

    Thursday, June 8, 2006 - Born on this date in 1625 was the most notable observer after Galileo - Giovanni Cassini. Many of Cassini's discoveries are easily reproduced by amateurs today. He was the first to see belts and spots on Jupiter - allowing him to accurately determine the planet's rapid rotation. Cassini saw features on Mars clearly enough that he could determine its more Earth-like rotation as well. His observations of Saturn led to the discovery of its four brightest satellites. Cassini's accurate records of Galilean transits across Jupiter allowed him to note discrepancies based on variations in the planet's distance from Earth. In fact, Cassini came to think light might travel at a fixed speed! Astronomers particularly remember Cassini for his namesake division in Saturn's ring system. Do you suppose we should name a spacecraft after him? And if so, where should we send it?

    The three planets Cassini is most widely noted for observing are still visible in the evening sky. Look southwest for a rapidly setting Mars and Saturn, while Jupiter stands high the south at skydark.

    Tonight's lunar feature will be bright Aristarchus. Located on the terminator north of Kepler, this dazzling feature can sometimes be seen unaided and is easily noted in binoculars. For telescopic viewers, Aristarchus offers a splendid challenge - look for a thin, bright thread curling away from it. Named Schroter's Valley, it is a sinuous rille and largest of its kind. It may have once been a lava tube, similar to our own terrestrial volcanic features.

    Friday, June 9 - Today is the birthday of Johann Gottfried Galle. Born in Germany in 1812, Galle, along with d'Arrest, shared the distinction of discovering Neptune. This was based on calculations by Le Verrier predicting its expected position. Galle was Encke's assistant at the Wilhelm Foerster Observatory in Berlin and became the first to see the faint "dusky ring" (Ring C) of Saturn. Galle was also one of the few astronomers ever to have seen Halley's Comet twice. He died two months after the comet passed perihelion in 1910, at a ripe old age of 98.

    Want to practice some astronomy during the day? Then grab an FM radio and enjoy the "static" as we enter a cometary debris trail and some of the strongest daytime radio meteor showers of the year. To listen to the action, all you need is an external antenna. Tune the receiver to the lowest frequency not producing a clear signal. Each time a meteor passes through our atmosphere, it leaves an ion trail that bounces back distant radio signals to you - even in a stationary car! Listen to the static for a quick rise in volume or a snatch of a distant station that lasts a second or two then fades back to static.

    Tonight's highlighted lunar feature can be seen in binoculars but is best viewed telescopically. Located in the southwest quadrant on the terminator just south of Shickard, crater Wargentin is most unique. Once upon a time, it was a very normal crater and remained that way for hundreds of millions of years - then it happened: either an interior fissure opened up, or the impact that originally formed it caused molten lava to seep slowly upward. Oddly enough, Wargentin's walls lacked large enough breaks to allow the lava to escape and it eventually filled the crater to the rim. Often referred to as "the Cheese," enjoy Wargentin tonight for its unusual appearance.

    Saturday, June 10 - Begin your observations this evening by noting how close Antares is to the Moon. For some very lucky viewers, this means an occultation. Be sure to check IOTA for times and details in your area. You won't want to miss this event...

    Meanwhile on the surface, tonight's lunar feature will be crater Galileo. It is a supreme challenge for binoculars to spot, but telescopes of any size at higher magnifications will easily reveal it perched on the terminator in the west-northwest section of the Moon. Set in the smooth sands of Oceanus Procellarum, Galileo is a very tiny, eye-shaped crater with a soft rille accompanying it. Of course, this crater was named for the man who first contemplated the Moon through a telescope. No matter what lunar resource you choose to follow, all agree that giving such an insignificant crater a great name like Galileo is like saying a Stradivarius is a stringed instrument! For those familiar with some of the outstanding lunar features, read any account of Galileo's life and just look at how many spectacular craters were named for people he supported. We cannot change the names of lunar cartography, but we can remember Galileo's many accomplishments each time we view this crater.

    As the father of telescopic astronomy, Galileo blazed a trail across the night sky - one any amateur of the day can easily follow. Among his most well known discoveries were the four bright satellites of Jupiter - the Galilean moons. Of the four, Ganymede is now known to be the largest satellite in the solar system. At 5262 kilometers, Ganymede is significantly more than twice the diameter of Pluto and almost 10 percent larger than Mercury. Of all the satellites in our system other than the Earth's moon, it is the only one capable of displaying a true disk in a moderate sized telescope. Tonight, at some 1.6 arc seconds in apparent size, Ganymede could reveal its disk to a mid-sized scope. Take the time to observe Galileo's "solar system within a solar system." Get a sense of the relative colors, brightness and size. If one of them is missing, Galileo didn't miscount. Look for a transit shadow cast against the planet's disk or watch for it to emerge from around behind.

    Sunday, June 11- Tonight is the Full Moon. Often referred to as the Full Strawberry Moon, this name was a constant to every Algonquin tribe in North America. Our friends in Europe referred to it as the Rose Moon. The North American version came about because the comparatively short season for harvesting strawberries arrives each year during the month of June.

    As its rises, we'll voyage to something "strawberry" red - the brightest "carbon star" in the night skies. Aim scopes or binoculars about a fist width northeast of Beta Canes Venatici and behold "La Superba."

    Y Canes Venatici is a variable star which ranges between magnitudes 4.8 to 6.3 over a period of about half a year. When "Y" is at minimum it is around 4 times dimmer than at its peak. But, there is something very good about catching this star on a night when it is faint - its distinctive reddish hue. See if you agree with mid-18th century astronomer Father Angelo Secchi, in naming it "La Superba."

    May all your journeys be at light speed... ~Tammy Plotner with Jeff Barbour.

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    #8399 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Qua, 7 de Jun de 2006 2:44 pm
    Assunto: Two Stellar Futures
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    Two Stellar Futures

    Tue, 06 Jun 2006 - New images from the Gemini telescope show two paths stars can take as they near the end of their lives. One is NGC 6164-5, an emission nebula with an inverted S-shaped appearance. It's 4,200 light-years away and contains a very massive star ejecting material - it should explode as a supernova in a few million years. The other, NGC 5189, contains a star much more similar to our own Sun. As it nears the end of the its life, the star blowing off its thin atmosphere into space, which collides with previously ejected clouds of gas.

    Full article

    NGC 6164-5 imaged at Gemini South. Image credit: Gemini. Click to enlarge

    Two new images from Gemini Observatory released today at the American Astronomical Society meeting in Calgary, Canada, show a pair of beautiful nebulae that were created by two very different types of stars at what may be similar points in their evolutionary timelines. One is a rare type of very massive spectral-type "O" star surrounded by material it ejected in an explosive event earlier in its life. It continues to lose mass in a steady "stellar wind." The other is a star originally more similar to our Sun that has lost its outer envelope following a "red giant" phase. It continues to lose mass via a stellar wind as it dies, forming a planetary nebula. The images were made using the Gemini Multi-Object Spectrograph (GMOS) on Gemini
    The first image shows the emission nebula NGC 6164-5, a rectangular, bipolar cloud with rounded corners and a diagonal bar producing an inverted S-shaped appearance. It lies about 1,300 parsecs (4,200 light-years) away in the constellation Norma. The nebula measures about 1.3 parsecs (4.2 light-years) across, and contains gases ejected by the star HD 148937 at its heart. This star is 40 times more massive than the Sun, and at about three to four million years of age, is past the middle of its life span. Stars this massive usually live to be only about six million years old, so HD 148397 is aging fast. It will likely end its life in a violent supernova explosion.

    Like other O-type stars, HD148937 is heating up its surrounding clouds of gas with ultraviolet radiation. This causes them to glow in visible light, illuminating swirls and caverns in the cloud that have been sculpted by winds from the star. Some astronomers suggest that the cloud of material has been ejected from the star as it spins on its axis, in much the same way a rotating lawn sprinkler shoots out water as it spins. It's also possible that magnetic fields surrounding the star may play a role in creating the complex shapes clearly seen in the new Gemini image.

    Astronomers are also studying several "cometary knots" out on the boundaries of the cloud that are similar to those seen in planetary nebulae such as the Eskimo Nebula (NGC 2392) and the Helix Nebula (NGC 7293). These cometary knots (so called because they seem to resemble comets with their tails pointing away from the star) are inside what appears to be a low-density cavity in the cloud. The knots may be a result of the denser, slower shells being impacted by the faster stellar wind, as observed in planetary nebulae (formed during the deaths of much less massive stars like the Sun).

    Massive stars like HD 148937 burn hydrogen to helium in a process called the CNO cycle. As a byproduct, carbon and oxygen are converted into nitrogen, so the appearance of enhanced nitrogen at the surface of the star or in the material it also blows off indicates an evolved star. According to astronomer Nolan Walborn of the Space Telescope Science Institute, who has been studying this star from the ground for several years now, it is a member of a very small class of O stars with certain peculiar spectral characteristics. "The ejected, nitrogen-rich nebulosities of HD 148937 suggest an evolved star, and a possible relationship to a class of star known as luminous blue variables," he said.

    Luminous blue variables are very massive, unstable stars advanced in their evolution. Many have nitrogen-rich nebulae that are arrayed symmetrically around the stars, similar to what we see in NGC 6164-5. One of the best-known examples is the star Eta Carinae, which ejected a nebula during an outburst in the 1840s.

    Just as astronomers are still seeking to understand the process of mass loss from a star like HD 158937, they are also searching out the exact mechanisms at play when a star like the Sun begins to age and die. NGC 5189, a chaotic-looking planetary nebula that lies about 550 parsecs (1,800 light-years) away in the southern hemisphere constellation Musca, is a parallelogram-shaped cloud of glowing gas. The GMOS image of this nebula shows long streamers of gas, glowing dust clouds, and cometary knots pointing away from the central star. Its unruly appearance suggests some extraordinary action at the heart of this planetary nebula.

    NGC 5189 imaged at Gemini South. Image credit: Gemini. Click to enlarge

    At the core of NGC 5189 is the hot, hydrogen-deficient star HD 117622. It appears to be blowing off its thin remnant atmosphere into interstellar space at a speed of about 2,700 kilometers (about 1,700 miles) per second. As the material leaves the star, it immediately begins to collide with previously ejected clouds of gas and dust surrounding the star. This collision of the fast-moving material with slower motion gas shapes the clouds, which are illuminated by the star. These so-called "low ionization structures" (or LIS) show up as the knots, tails, streamers, and jet-like structures we see in the Gemini image. The structures are small and not terribly bright, lending planetary nebulae their often-ghostly appearance.

    "The likely mechanism for the formation of this planetary nebula is the existence of a binary companion to the dying star," said Gemini scientist Kevin Volk. "Over time the orbits drift due to precession and this could result in the complex curves on the opposite sides of the star visible in this image."

    NGC 5189 was discovered by Scottish observer James Dunlop in 1826. when Sir John Herschel observed it in 1835 he described it as a "strange" object. It was not immediately identified as a planetary nebula, but its peculiar spectra, shows emission lines of ionized helium, hydrogen, sulfur and oxygen. These all indicate elements being burned inside the star as it ages and dies.As the material is blown out to space, it forms concentric shells of various gases from elements that were created in the star's nuclear furnace.

    The Gemini data used to produce these images is being released to the astronomical community for further research and follow-up analysis. Note to astronomers: Data can be found at the Gemini Science Archive by querying "NGC 6164" and "NGC 5189."

    Original Source: Gemini Observatory

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    #8400 De: AstronomyNews - Inglês <astronomynews@...>
    Data: Qua, 7 de Jun de 2006 3:05 pm
    Assunto: Metal in Planets Depends on Their Stars
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    Metal in Planets Depends on Their Stars

    Thu, 01 Jun 2006 - Of the 188 extrasolar planets discovered, 10 are transits; we see them because they dim their parent star as they pass in front. This gives astronomers an opportunity to study the actual composition of these planets. European astronomers have discovered that the metal content of these "hot Jupiters" depends on the amount of metal in their parent star, which changes the size of their cores.

    Full article

    Correlation between the heavy elements in transiting planets and the metallicity of their parents. Image credit: A&A. Click to enlarge

    A team of European astronomers, led by T. Guillot (CNRS, Observatoire de la Cote d'Azur, France), will publish a new study of the physics of Pegasids (also known as hot Jupiters) in Astronomy & Astrophysics. They found that the amount of heavy elements in Pegasids is correlated to the metallicity of their parent stars. This is a first step in understanding the physical nature of the extrasolar planets.

    Up to now, astronomers have discovered 188 extrasolar planets, among which 10 are known as "transiting planets". These planets pass between their star and us at each orbit. Given the current technical limitations, the only transiting planets that can be detected are giant planets orbiting close to their parent star known as "hot Jupiters" or Pegasids. The ten transiting planets known thus far have masses between 110 and 430 Earth masses (for comparison, Jupiter, with 318 Earth masses, is the most massive planet in our Solar System).

    Although rare, transiting planets are the key to understanding planetary formation because they are the only ones for which both the mass and radius can be determined. In principle, the obtained mean density can constrain their global composition. However, translating a mean density into a global composition needs accurate models of the internal structure and evolution of planets. The situation is made difficult by our relatively poor knowledge of the behaviour of matter at high pressures (the pressure in the interiors of giant planets is more than a million times the atmospheric pressure on Earth). Of the nine transiting planets known up to April 2006, only the least massive one could have its global composition determined satisfactorily. It was shown to possess a massive core of heavy elements, about 70 times the mass of the Earth, with a 40 Earth-mass envelope of hydrogen and helium. Of the remaining eight planets, six were found to be mostly made up of hydrogen and helium, like Jupiter and Saturn, but their core mass could not be determined. The last two were found to be too large to be explained by simple models.

    Considering them as an ensemble for the first time, and accounting for the anomalously large planets, Tristan Guillot and his team found that the nine transiting planets have homogeneous properties, with a core mass ranging from 0 (no core, or a small one) up to 100 times the mass of the Earth, and a surrounding envelope of hydrogen and helium. Some of the Pegasids should therefore contain larger amounts of heavy elements than expected. When comparing the mass of heavy elements in the Pegasids to the metallicity of the parent stars, they also found a correlation to exist, with planets born around stars that are as metal-rich as our Sun and that have small cores, while planets orbiting stars that contain two to three times more metals have much larger cores. Their results will be published in Astronomy & Astrophysics.

    Planet formation models have failed to predict the large amounts of heavy elements found this way in many planets, so these results imply that they need revising. The correlation between stellar and planetary composition has to be confirmed by further discoveries of transiting planets, but this work is a first step in studying the physical nature of extrasolar planets and their formation. It would explain why transiting planets are so hard to find, to start with. Because most Pegasids have relatively large cores, they are smaller than expected and more difficult to detect in transit in front of their stars. In any case, this is very promising for the CNES space mission COROT to be launched in October, which should discover and lead to characterization of tens of transiting planets, including smaller planets and planets orbiting too far from their star to be detected from the ground.

    What of the tenth transiting planet? XO-1b was announced very recently and is also found to be an anomalously large planet orbiting a star of solar metallicity. Models imply that it has a very small core, so that this new discovery strengthens the proposed stellar-planetary metallicity correlation.




     
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