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#90000 De: Carlos Moreira <carlos.moreira.beto@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 11:56 pm
Assunto: Boris Casoy foi parar na rua
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From: beatrice elo

Boris Casoy foi parar na rua

são luís fev.10 006.jpgsão luís fev.10 011.jpg

 São Luís MA, 09.02.2010



#89999 De: Rodrigo Alexandre <torres012@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 11:42 am
Assunto: Res: [ 3setor ] Nós Podemos São Paulo/Convite Reunião 09-02-2010
torres012
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Cadê o convite abaixo transcrito? Qual o endereço/horário?

Rodrigo
 ® Mensagem enviada por: Rodrigo Alexandre Torres ®
Cel. (11) 7228 - 4667 (vivo)


"Gentileza gera Gentileza"

_______________________________
De: edno Araujo <ednoaraujo2008@...>
Assunto: [ 3setor ] Nós Podemos São Paulo/Convite Reunião 09-02-2010

  --- Em sáb, 6/2/10, Luiz E. C. Junqueira Machado <luiz.junqueira@
socialcorp. com.br> escreveu:

De: Luiz E. C. Junqueira Machado <luiz.junqueira@ socialcorp. com.br>
Assunto: Nós Podemos São Paulo/Convite Reunião 09-02-2010
Para: luiz.junqueira@ socialcorp. com.br
Data: Sábado, 6 de Fevereiro de 2010, 21:09

Caros amigos,
 
Vimos reiterar o nosso convite para a reunião do Nós Podemos São Paulo, no
próximo dia 09 de fevereiro, conforme convite abaixo transcrito. Àqueles que
ainda não fizeram a sua confirmação de presença, solicitamos e agradecemos
efetuá-la até segunda-feira (08) à Daniela Nicolini (dnicolini@alphavill
e.com.br - tel.: 11 7742.4398).
 
Contamos com a sua participação.
 
Abraços.
 
Luiz Eduardo C. Junqueira Machado
Movimento ODM - Nós Podemos São Paulo
 

 
 

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#89998 De: Cristiano Silva <cristianopontealta@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 11:17 am
Assunto: Aberta as inscrições para expositores
cristianopon...
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Mega Festa dos Trabalhadores do Bonsucesso
Guarulhos 450 Anos
01 de Maio de 2010 a partir das 08 horas
Local: Avenida José Rangel Filho – Jardim Ponte Alta – Guarulhos - SP



Primeiro Feirão Solidário do Bonsucesso
Economia Solidária
Trata-se de um evento sócio-cultural, de lazer e de entretenimento, que vai ser
realizado na avenida, onde vai ter palcos, parques infantis, tendas, oficinas de
criatividade, atividades esportivas, espaço da juventude e que tem a
participação de órgãos públicos, moradores do perímetro, artesãos vindos
de diversas regiões do país, artistas plásticos, fotógrafos, escultores,
antiquarios, comidas típicas, ong's, empresas, entre outros;
O evento presenteia a cidade no seus 450 Anos, com arte, cultura e lazer,
além de exercer a função de:
- laboratório e vitrine para artistas novos e emergentes;
- possibilitar a troca de experiências entre expositores e artistas;
- gerar empregos e negócios;
- impulsionar manifestações culturais;
- realizar e contribuir com ações sociais;
- democratizar o acesso as artes;
-valorizar a cultura nacional.
Para expor não tem taxa de inscrição, é necessário que se apresente uma
mostra do produto.
 
Realização: Associação Paulista de Cultura e Cidadania “Carlos Drummond de
Andradeâ€
culturaecidadania@...
 
Coordenador do Feirão – Luiz Carlos (11) 7486-2396
lucasouza43@...
 
Coordenador Geral – Cristiano Silva (11) 6663-7986
cristianopontealta@...








      
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#89997 De: "Carlos R. S. Moreira \( Beto \)" <carlos.moreira.beto@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 10:43 am
Assunto: 1º Seminário Regional de Psicologia e Políticas Públicas
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http://www.crprj.org.br/noticias/2010/0105-participe-do-1o-seminario-regional-de\
-psicologia-e-politicas-publicas.html

Participe do 1º Seminário Regional de Psicologia e Políticas Públicas

A Comissão Regional de Psicologia e Políticas Públicas (CRPPP) do CRP-RJ
realizará, nos dias 25 e 26 de fevereiro de 2010, o 1º Seminário Regional de
Psicologia e Políticas Públicas. O evento ocorrerá na Universidade do Estado
do Rio de Janeiro (UERJ) e tem entrada gratuita.
Segundo a CRPPP, o objetivo do encontro é, "a partir da percepção do
turbilhão que perpassa o dia-a-dia do fazer público, discutir questões como:
O que são as políticas públicas? Como estamos cuidando dessas políticas? O
que estamos propondo como público e ao público? O que a Psicologia tem a ver
com isso?".

Veja abaixo a programação:
Dia 25 de fevereiro
18h às 19h | Abertura: Um salve ao público!
19h às 21h | Mesa 1: Encontros conceituais sobre a ética das políticas
públicas
Dia 26 de fevereiro
10h às 13h | Mesa 2: Arranjos, olhares e desvios - dos métodos de análise e
avaliação de políticas públicas
13h às 15h | Almoço
15h às 18h | Mesa 3: E por falar em Psicologia: nossos diversos modos de
estar com o público
Inscrições gratuitas e informações: crepop1@....
05 de janeiro de 2010
atualizado em 12 de janeiro de 2010

#89996 De: "Gilberto Camargos" <piloto00@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 11:02 am
Assunto: Gilberto Camargos falando das mulheres
gcamargos
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Gilberto Camargos falando das Mulheres

   O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre
os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
   Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas
na verdade acredito que é ela quem me mantém.  Portanto, por uma questão de
auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'
   Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de
que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

   Habitat
   Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá
por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o
seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é
uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

   Alimentação correta
   Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa
de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais
e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o
dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar.
Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato
especial.

   Flores
   também fazem parte de seu cardápio - mulher que não recebe flores murcha
rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

   Respeite a natureza
   Você não suporta TPM? Case-se com um homem.. Mulheres menstruam, choram por
nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com
uma mulher, prepare-se para isso.

   Não tolha a sua vaidade
   É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia
inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar
horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

   Cérebro feminino não é um mito
   Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do
cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas
realmente o aposentaram!). Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é
mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar
bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm
mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E
não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não
funciona como repelente para as mulheres.


   Não faça sombra sobre ela
   Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás.
Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um
   bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. (tem
gente que já sentiu isso na pele)

   Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.

   O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os
próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a
si mesmo.
   Gilberto Camargos
   www.camargos.com.br
   61 9217-1719
   skype gilbertocamargos





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#89995 De: Carlos Moreira <carlos.moreira.beto@...>
Data: Seg, 8 de Fev de 2010 9:41 am
Assunto: Mutirão - Mutirão aprova Carta de Porto Alegre
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Mutirão - Mutirão aprova Carta de Porto Alegre

Link to Mutirão de Comunicação

Mutirão aprova Carta de Porto Alegre

Posted: 07 Feb 2010 09:50 AM PST

muticom

Somos comunicadores e comunicadoras solidários com nossos povos e integrados plenamente no seu caminhar. Partilhamos os sofrimentos, as crises, as alegrias e as esperanças de nossas irmãs e irmãos. Por esse motivo, e ainda em meio à atual crise civilizatória, que se expressa, entre outros fatores, na mundialização das economias e na livre circulação de mercadorias e capitais especulativos, nos atrevemos a refletir e sonhar, alimentando a utopia e a esperança.

Somos comunicadores e comunicadoras, pesquisadores, professores, jornalistas e estudantes da América Latina e do Caribe, reunidos em Porto Alegre (Brasil) de 3 a 7 de fevereiro de 2010, no Mutirão de Comunicação, no qual fomos convidados para analisar os “Processos de comunicação e cultura solidária”.

O Mutirão propiciou o intercâmbio de experiências, de saberes e de comunhão em Jesus Cristo entre comunicadores e comunicadoras com diferentes trajetórias pessoais, profissionais, políticas, religiosas, culturais, unidos no compromisso e na responsabilidade comum com os povos da região que lutam pela dignidade, pela justiça e na defesa de uma democracia que seja capaz de garantir a vigência de seus direitos econômicos, políticos, sociais e culturais.

Esta carta traduz nossos sonhos de futuro apoiados no compromisso político de concretizar uma utopia construída sobre a rica bagagem cultural e religiosa acumulada ao longo dos anos, que representa uma enorme riqueza de nossos povos e nossas culturas, especialmente indígenas, negros e migrantes, constituindo uma herança tantas vezes desprezada. Este rico legado, somado à vitalidade dos movimentos sociais, habilita o surgimento de atores que têm “direito a ter direito” e são os forjadores de nossa diversidade cultural.

Com Dom Helder Câmara dizemos que “quando sonhamos sozinhos , é apenas um sonho; quando sonhamos juntos é o começo de uma nova realidade” (Mensagem de Natal, 1992).

Por isso fazemos essa convocação para a ação que, sem abandonar um olhar analítico e crítico sobre a realidade política, social, cultural, religiosa e comunicacional, busca a construção de uma nova cidadania comunicativa que contribua à plena vigência dos direitos humanos e das condições de uma vida digna.

Partilhando as incertezas naturais de quem está envolvido no processo histórico e social e sem pretender esgotar as propostas, mas com a firmeza de nossas convicções, saberes, experiências, sensibilidade e paixão, e inspirados e inspiradas pelo Evangelho de Jesus, sonhamos com:

1. Uma cidadania comunicacional que, no marco dos processos políticos e culturais, permita a participação criativa e protagônica das pessoas como forma de eliminar a concentração de poder de qualquer tipo para, assim, construir e consolidar novas democracias. Cidadania que não se pode pensar somente em termos jurídicos, mas também como uma atitude e uma condição associadas à reivindicação de ser reconhecido, de ter arte e parte nas decisões que afetam a vida em suas múltiplas dimensões, porque não há democracia política sem democracia comunicacional.

2. Uma palavra liberada de todo tipo de opressão e discriminação, para que se apropriem dela também os jovens e as jovens, os mais pobres e pequenos, como germe de uma cultura solidária.

3. Políticas públicas de comunicação elaboradas a partir da ideia de que a comunicação é um direito humano e um serviço público e nas quais haja espaço tanto para a iniciativa privada comercial, como para os meios estatais, os meios públicos não-governamentais e os comunitários.

4. Uma sociedade civil mobilizada para incidir politicamente na busca de uma comunicação livre, socialmente responsável, justa e participativa.

5. Cidadãos, comunicadores e atores sociais preparados para manter e vigiar práticas comunicativas democráticas, participativas, inclusivas e apoiadas em uma nova perspectiva integral de direito à comunicação.

6. Movimentos sociais, organizações populares, igrejas e instituições que se apropriem e incorporem, nas suas práticas comunicativas, os cenários e os processos das tecnologias da informação e as novas linguagens a fim de ampliar seu horizonte comunicacional e contribuir para a eliminação da brecha informativa e digital.

7. Responsáveis da gestão do Estado capazes de levar adiante políticas públicas e estratégias de comunicação destinadas a assegurar o direito à comunicação, através de ações pertinentes e efetivas, que eliminem as diferenças e as desigualdades que hoje existem em matéria de produção, acesso e circulação de todo tipo de bens culturais.

8. Cristãos comprometidos e organizados que, a partir da sua fé, tenham uma presença ativa e transformadora no campo da comunicação, incorporando as novas tecnologias no espírito e nas linhas de ação dessa carta.

Sonhamos, enfim, com comunicadores e comunicadoras:

• cuja prática profissional seja marcada pela vivência de uma cultura solidária, por critérios éticos e por uma vida coerente com esses princípios;

• que se reconheçam, acima de tudo, servidores do direito dos cidadãos a receber e emitir informação e opinião; que não se subordinem aos interesses e às pressões do poder político ou econômico porque estão comprometidos com a cidadania comunicacional;

• que estejam junto aos empobrecidos e incorporem seu olhar;

• que impulsionem o diálogo para enfrentar as contradições, inevitáveis em qualquer sociedade, com o objetivo de alcançar a paz e a justiça;

• que não se preocupem somente em ser plurais, mas igualmente em valorizar as diferenças surgidas no caminho da busca da verdade;

• que suscitem solidariedade a partir dos processos de comunicação;

• que saibam escutar e estar atentos especialmente ao clamor que emerge do murmúrio dos silenciados e, assim, contribuir para a visibilidade dos invisíveis de hoje.

Mutirão homenageou entidades organizadoras e colaboradores

Posted: 07 Feb 2010 09:30 AM PST

Parte da tarde do último dia do Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe, que aconteceu de 3 a 7 de fevereiro de 2010, foi dedicada a apresentação das entidades promotoras do evento e parceiras.

Entre as entidades que estiveram na promoção do evento, estiveram, como organizadora, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil-Regional Sul 3 (CNBB/Regional Sul 3) e promotoras o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e Organização Católica latino-Americana e Caribenha de Comunicação (OCLACC). Como parceiras estão a União Cristã Brasileira de Comunicação (UCBC), União de Radiodifusão Católica (UNDA/BR) e a Rede Católica de Rádio (RCR). Como colaboradoras estão a União Católica Internacional de Imprensa (UCIP), a Associação Mundial de Comunicações Cristãs/região América Latina (WACC-AL), a Associação latino-americana de Educação Radiofônica (ALER), a Federação Latino-Americana de Faculdades de Comunicação (FELAFACS), a Pontifícia Universidade católica do RS (PUCRS), a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e a Associação Mundial de Comunicadores católicos (SIGNS).

Como convidados especiais estão o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais (PCCS) e rede Informática da Igreja na América Latina (RIIAL).

Além destes colaboradores, foram também destacados alguns veículos de comunicação que estiveram não só cobrindo o Mutirão, mas trabalharam intensamente na sua divulgação.

Prêmios

Ainda na tarde de domingo, foram apresentados os vencedores do Salão de Arte Sacra Contemporânea, organizado pela Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) com obras realizadas exclusivamente para o Mutirão. O júri, formado por Romanita Disconzi (doutora em artes plástica), Círio Simon (professor e doutor em História da Arte) e Paulo Peres (Pintor, desenhista e gravador), decidiu que os prêmios Aquisição foram para José Carlos Moura, com a obra “São Bento”; Vilma Sonaglio, com “Proteção” e Maria Di Gesu, com “Madona”.

Já os prêmios na categoria Incentivo ficaram com Milton Nunes de Oliveira, com a obra “Dons do Espírito Santo”; Ariane Cerveira, com  “Santa Ceia Gaudéria” e Gredis Finkler, com “São Miguel”.

Além das obras de arte, também foi citada a Mostra Fotográfica de Arte Sacra, que ficou no Mutirão durante todo o evento. A exposição irá percorrer, ao longo de 2010, todas as Dioceses, para ser apresentada nos diferentes municípios gaúchos.

O momento também teve espaço para depoimentos de trabalhos que vem sendo feito junto a instituições, como o do Frei Silvio Giocondo, que atua no Hospital Sanatório Partenon, onde trabalha com doentes de tuberculose e AIDS, e também no Psiquiátrico São Pedro.  “Nosso trabalho consiste em devolver, pela comunicação com estas pessoas, sua identidade perdida. É uma comunicação feita através da dor, mas que restitui a dignidade e o brilho da vida a muitas delas”.

 

Assessoria de Comunicação

Jornalista Nara Roxo

Partilha de práticas comunitárias foi à proposta das oficinas do Mutirão

Posted: 07 Feb 2010 05:50 AM PST

oficina ir elide

O Mutirão oportunizou a partilha de experiências entre os participantes dos mais diversos países da América Latina e Caribe nas oficinas, onde o sentido do evento de “construir juntos” se concretizou.

Dentre as 51 oficinas oferecidas no evento, destacaram-se pela enorme participação do público as seguintes:

Pastoral da Comunicação. O que é e como se faz

Buscou a realização do exercício da cidadania como comprometimento da comunidade e de seus membros através de uma pastoral comunicativa, aberta à participação de todos na construção do Reino. A coordenadora da atividade, Irmã Élide Fogolari, afirmou que devemos todos descobrir o comunicador que existe em cada um, para assim explorar as várias faces da comunicação a serviço do projeto de evangelização.

Novas linguagens nos areópagos modernos

A proposta da coordenadora Maria Eugenia Aguado foi de promover um espaço de trabalho para junto aos participantes, iluminar a proposta da pastoral universitária a nível nacional. Existem muitas perguntas sobre como ocupar o espaço universitário com uma comunicação evangelizadora. É desafiante a partilha de propostas, mas é cada vez mais necessário conhecer iniciativas e discutir alternativas no encontro de uma nova linguagem, uma nova cultura mais participativa, interativa e humanista.

Bíblia e Ecologia – Por uma espiritualidade Cristã Ecológica

O cheiro de ecologia através de ervas e sementes fez parte do ambiente onde a oficina se realizou. Utilizando o método VER, JULGAR e AGIR a atividade propôs o enfrentamento dos desafios socioambientais à luz de uma contribuição da fé cristã. “A ação em defesa da vida não pode ser movida pelo medo das catástrofes, mas pelo amor aos pobres, à natureza e à criação”, falou Natália Soares, coordenadora da oficina.

Comunicação no diálogo entre culturas: mídias e cidadania das migrações transnacionais

A oficina focou a apresentação e debate de dados e pesquisas sobre mídias, cidadania e migrações. Teve como objetivo reforçar a visibilidade e intercâmbio do conhecimento acadêmico, e não acadêmico, produzidos sobre as migrações, visando a organização de políticas de comunicação e de cidadania das migrações contemporâneas.

Este importante espaço do Mutirão ocorreu nos dias 4, 5 e 6, durante o Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe, com enorme participação. O aprendizado, a partilha e a confraternização, marcaram as oficinas do Muticom.

 Melissa Maciel, da redação do Muticom.org

Rio se prepara para o próximo Muticom

Posted: 07 Feb 2010 05:00 AM PST

Rio de JaneiroA Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro será a sede do próximo Mutirão Brasileiro de Comunicação. A equipe que organizará o evento esteve reunida na tarde de ontem em um dos ambientes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS, em Porto Alegre.

Na tarde de hoje, domingo (dia 07/02), último dia do Muticom, eles receberão o símbolo destinado aqueles que sediam a edição seguinte. A solenidade será realizada após a leitura da Carta de Porto Alegre, documento conclusivo do Muticom, que sucede a Celebração Eucarística de encerramento.

Apesar de apenas hoje o Rio de Janeiro receber oficialmente a tarefa de sediar a 7ª edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação, a equipe já está trabalhando no evento. Tanto que durante o Muticom, em Porto Alegre, os participantes já receberam um caderno especial do jornal “O Testemunho de Fe”, informativo da diocese, que traz várias informações da preparação para o próximo Mutirão.

Se levarmos em conta que o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, é o bispo referencial das comunicações no Brasil, e pela preparação que já esta sendo feita, tem tudo para que seja um evento memorável.

Desde já, a equipe “floripanomuticom” já confirma a sua participação e se coloca a disposição dos organizadores para auxiliar na divulgação e transmissão do evento. Se Deus quiser estaremos lá e traremos ainda mais novidades tecnológicas nos meios de comunicação.

 

Fonte: Zulmar Faustino – Florianópolis (SC)

Indicados primeiros conferencistas para 7º Mutirão

Posted: 07 Feb 2010 04:40 AM PST

 

Equipe do 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação

Equipe do 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação

 

Evento vai acontecer no Rio de janeiro em julho do próximo ano

Será apresentada hoje (7) a equipe para o próximo Mutirão Brasileiro de Comunicação, com data marcada para o período de 17 a 22 de julho de 2011, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC).

 O tema “Comunicação e Vida: Diversidade e Mobilidades” está relacionado à Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é “Economia e Vida”.

O coordenador geral do Muticom 2010, padre Marcelino Sivinski diz que alguns nomes para as conferências já estão indicados, como o da irmã Joana Puntel e padre Geraldo Martins.

Fonte: Roseli Lara, Rádio Migrantes

Texto Base Seminário “Nova realidade econômica latino-americana e suas consequências na comunicação”

Posted: 07 Feb 2010 04:22 AM PST

pedrinhoPainelista: Pedrinho Guareschi

Coordenador: Oscar Fajardo (Peru)

Local: Prédio 15 – Auditório

 

Introdução

Estariam soprando novos ventos na nossa querida Pátria Grande?  E será que el condor pasa anunciando novas melodias e novas surpresas? Estariam surgindo novos agentes, novos movimentos sociais, silenciados a séculos, mas que querem agora fazer ouvir sua voz e materializar suas novas propostas?

 

É nosso intuito, nesse seminário, como bem diz seu título, investigar se existe uma nova realidade latino-americana e quais as suas relações com os processos de comunicação. Como todo seminário, procuramos estabelecer um debate com todos os participantes. Mais que passar conclusões, pretenderia oferecer algumas informações para o estabelecimento desse debate, contando com a colaboração de todos. Estaremos sempre atentos à seguinte questão: há uma relação entre o econômico e o comunicacional, e até que ponto um influencia sobre o outro?

 

Pretendo caminhar dando os seguintes passos:

  1. Vou dedicar um pouco de tempo para uma “sensibilização” sobre a realidade da comunicação no mundo de hoje. Gostaria de mostrar que vivemos, para além da retórica, uma nova realidade. Passamos não apenas por uma era de mudanças, mas certamente por uma mudança de era.
  2. Num segundo passo, vou tentar teorizar sobre a relação entre o econômico e o comunicacional: como se mostra essa relação? Quem influencia quem, e como?
  3. Num terceiro ponto, vou discutir alguns fatos que poderão servir de subsídio para entender como se apresenta a realidade econômica latino-americana hoje.
  4. Finalmente, num quarto passo, tentarei relacionar essa realidade econômica às questões ligadas à comunicação.

Ficaria feliz se pudesse, com isso, provocar os amigos e amigas para um debate posterior, onde procuraríamos avançar nessa problemática.

 

  1. Para uma “sensibilização” da problemática da comunicação

 

Partindo de uma perspectiva psicossocial, vou iniciar refletindo sobre quatro proposições, referentes à comunicação, que poderão nos ajudar a aprofundar essa problemática. Deixamos claro que não é possível discutir tudo sobre comunicação. Privilegiamos alguns pontos, dentro desse imenso universo que perpassa todas as esferas humanas, questões que foram trazidas às sociedades modernas pelo enorme e profundo desenvolvimento dos meios de comunicação, propiciados pelo desenvolvimento crescente das novas tecnologias. É quase uma transmutação, pois envolve não apenas a máquina, mas o ser humano como um ser em desenvolvimento.

  As sociedades modernas são marcadas por uma característica nova, que marca e penetra todas as esferas dessas sociedades: é a presença, ou a onipresença, do que se costuma chamar de mídia. Vivemos hoje, na expressão de J.Thompson (2005) uma sociedade midiada e uma cultura midiada: não há instância de nossa sociedade que não tenha uma relação profunda com a mídia e que não esteja intrinsecamente contaminada por ela, desde a economia, passando pela educação, religião, etc e chegando, de maneira mais radical, à própria política (Thompson, 2002).

  Nessa realidade permeada de sinais, vemos, como diz Moscovici (2002, p.205) “as representações sociais se construindo, por assim dizer, diante de nossos olhos, na mídia, nos lugares públicos, através desse processo de comunicação que nunca acontece, contudo, sem alguma transformação” e contradição. O zeitgeist, hoje, é a comunicação. Depois da II Grande Guerra, não foi mais possível, como fora antes, fundamentar a sociedade ou em crenças ou nas relações trabalho: ela se fundamenta agora na comunicação e na produção de conhecimento através da informação. “É isso que escapa aos psicólogos sociais, que ficam apenas nas relações interpessoais” (Moscovici, 2002,pg. 206). A comunicação constrói, hoje, o novo ambiente social.

À medida que a comunicação se acelera em nossa sociedade, a extensão da mídia – visual, escrita e áudio – no espaço social vai crescendo sem interrupção.

  Tal fato traz conseqüências no que se refere à formação da opinião pública. A realidade se torna simbólica. A questão de ligar representações a realidades não é mais uma questão filosófica, mas psicológica. Está aí o exemplo das pesquisas eleitorais, ou eleitoreiras (Guareschi, 2002).

  No intuito de aprofundar um pouco mais essa “novo ambiente social e cultural”, comento quatro afirmações que podem ajudar a compreender a importância do fenômeno dos meios de comunicação hoje.

  A primeira afirmativa é: a comunicação, hoje, constrói a realidade. É difícil definir o que seja realidade. Entendemos por realidade, aqui, o que existe, o que tem valor, o que traz as respostas, o que legitima e dá densidade significativa a nosso cotidiano. Desse modo, algo passa a existir, hoje, ou deixa de existir, sociologicamente falando, se é, ou não, midiado. É o que s deduz, por exemplo, de diálogos cotidianos e rotineiros, ouvidos com muita freqüência, como quando alguém diz: “Interessante, acabou a greve!” E se o interlocutor pergunta por que, a resposta é rápida e convincente: “Não se vê mais nada na TV! Não há mais nada nos jornais!” Pois é a isso que me refiro: alguma realidade, algum fato, nos dias de hoje, existe, ou deixa de existir, se é, ou não, veiculado pelos meios de comunicação. A mídia tem, na contemporaneidade, o poder de instituir o que é, ou não, real, existente.

  A segunda afirmativa é um complemento da primeira e muito importante quando se discutem as RS: a mídia não só diz o que existe e, conseqüentemente, o que não existe, por não ser veiculado, mas dá uma conotação valorativa à realidade existente. Ao dizer que algo existe, digo igualmente se aquilo é bom ou ruim. Em princípio, as realidades veiculadas pela mídia são boas e verdadeiras, a não ser que seja dito expressamente o contrário. O que está na mídia não é só, então, o existente, mas contém, igualmente, algo de positivo. Isso é transmitido aos ouvintes ou telespectadores, isto é, as pessoas que “aparecem” na mídia são as que “existem” e são “importantes, dignas de respeito”.

  A terceira afirmativa aprofunda a compreensão da primeira: a mídia, hoje, coloca a agenda de discussão. Isto é, ao redor de 80% dos temas e assuntos que são falados no trânsito, no trabalho, em casa, nos encontros sociais etc, são colocados à discussão pela mídia; ela determina, até certo ponto, o que deve ser falado e discutido. Alguém, ao ler essa afirmativa, pode retrucar: “tudo bem, até pode ser verdade que a mídia coloca os assuntos em pauta, mas nós podemos discordar deles, criticá-los, não aceitá-los”. Que bom se assim fosse! Há algo, contudo, que nós não podemos fazer – e aqui está a conseqüência mais séria dessa questão: se a mídia decidir que algum assunto, ou algum tema, não deva ser discutido pela população de determinada sociedade, ela tem o poder de excluí-lo da pauta! Uma população inteira fica impossibilitada de saber e conhecer que tal problema existe numa sociedade, ou que tal fato sucedeu nesse local. Essa a força de quem detém o poder de decidir sobre o conteúdo da pauta. Na grande discussão nacional que a mídia tem como tarefa fundamental instituir, ela tem o poder de selecionar e criar a pauta, podendo incluir apenas temas que lhe interessam e excluir os que podem vir a contestá-la. Uma das informações mais importantes, por exemplo, que é negada aos ouvintes e telespectadores é a informação sobre a própria mídia e sobre os direitos que as pessoas têm com respeito à informação e à comunicação.

  Finalmente a quarta afirmativa extremamente central ao que se pretende discutir. Sabemos que o ser humano se constrói a partir das relações que ele vai estabelecendo no espaço de sua existência. Nos dias de hoje, contudo, principalmente a partir dos últimos 30 anos, pode-se dizer que existe um novo personagem dentro de casa, que está presente em nossas vidas e com quem nós mais estamos em contato. A média de horas diárias que o brasileiro fica diante da TV, por exemplo, é de 4. Em algumas vilas periféricas de cidades brasileiras que pesquisamos, a média chega a 6 horas e para as crianças, que os pais têm medo de deixar na rua, chega a 9 horas diárias. Pois é com esse novo personagem que nós passamos, hoje, a nos relacionar, numa relação que Thompson (1998) chamou de “quase interação midiada”. Queiramos ou não, tal fato tem a ver com a constituição e construção de nossa subjetividade. Se examinarmos as características de tal personagem, constatamos que ele é praticamente o único que fala; estabelece com os interlocutores uma comunicação vertical, de cima para baixo; não faz perguntas, apenas dá respostas etc. Já imaginaram o poder de tal personagem? Deve-se ver a comunicação, como diz Moscovici (2002, p.105) “do ponto de vista da gênese das relações sociais e dos produtos sociais e também sermos capazes de considerar o ser humano como um produto de sua própria atividade como, por exemplo, na educação e na socialização”. Se prescindirmos de uma dimensão dialética e crítica na compreensão do ser humano, e se os próprios seres humanos não assumirem essa dimensão crítica, eles correrão o risco de se transformarem em mais um produto dentro do quadro de consumo, ou seja, seres descartáveis, desfrutáveis, alugáveis, meros investimentos da sociedade consumista.

  Há ainda maravilhas acontecendo sob nossos olhos, como a unificação das linguagens (textos, imagens e sons) numa única linguagem, a linguagem digital. E outras que nos pegam de surpresa e nos causam mudanças profundas no nosso próprio ser, como os novos sentidos da distância, do espaço e do tempo. A distância encurtou: tomamos café num continente, almoçamos em outro e jantamos num terceiro. O espaço foi re-inventado com o “espaço virtual”, o ciberespaço, onde cabe praticamente tudo, sem praticamente ocupar espaço físico significativo. Mas as grandes mudanças está se dando na percepção do tempo. O tempo que “vale” hoje, é o “agora”. É a presentificação do tempo. A realidade, e a verdade, nos dias de hoje, para muitos de nós, é o que sucede agora. Além de questões éticas, essa realidade nos traz problemas psicológicos, como o que alguns autores chamam de “dataholics”, ou “cronofagia” (Guareschi, 2004).

 

 

  1. Teorizando sobre a relação entre o econômico e o comunicacional

 

Vamos nos ater a alguns pontos centrais apenas, que possam nos ajudar a refletir sobre a nossa realidade.

A percepção generalizada, mesmo entre os estudiosos da sociedade, é de que os meios de comunicação “pertencem” a uma dimensão super-estrutural da sociedade, responsável pela sua reprodução social e ideológica, sem ter ligação alguma à sua infra-estrutura, essa sim, responsável pela sua reprodução material, como mostra o quadro abaixo.

 

Quadro 1: Relação entre infra e super-estrutura

 

 

Se isso terá sido assim, podemos até conceder, em determinado momento da formação das sociedades, certamente não o é mais. Os meios de comunicação são, hoje, grandes conglomerados que incluem o político e o ideológico, sim, mas também, e em grande parte, o econômico. Poderíamos até afirmar, sem correr o risco de nos distanciarmos muito da realidade, que seu interesse fundamental, em última instância, é o lucro econômico, e que tudo o mais concorre para esse objetivo. Como diz muito bem Vicent, (2007,p.96):

“La única ideología de los medios de comunicación es los negocios. La revolución neoliberal consiste en aplicar la teoría de la selección natural a la sociedad. El que no pueda seguir, que se quede; el que no sea capaz de competir, que se entregue; el que tenga miedo, que huya. No pasa nada. El mercado acabará recomponiendo el equilibrio de las especies. Así sucede en la selva. Los animales viejos, débiles o enfermos son sacrificados a la ley del más fuerte. Los neoconservadores aplican este principio a la economía y a la moral”.

 

Para se compreender melhor essa questão, precisamos relembrar um pouco a história da comunicação, principalmente dos meios de comunicação. Todos sabemos que a comunicação, como relação humana, sempre existiu, desde que o ser humano se tornou presente na história, passando certamente por diferentes mudanças, desde os grunhidos, até os gestos e a construção da linguagem ideográfica e simbólica. Mas ao lado disso temos a ‘materialização’ dessa linguagem, em pedras, papiros, papel e, ultimamente, no eletrônico, no mundo da linguagem digital. É aqui que entram, fortemente, os assim chamados “meios de comunicação”, ou os mídia, como designaremos daqui em diante.

Através da história a mídia, e sua relação com o social, teve, certamente, enorme influência (e ainda a têm) sobre o político, causando profundos e incontáveis dissabores aos assim chamados ‘detentores’ do poder, principalmente quando esse poder se apresentava como um poder autoritário. Evidentemente, isso repercutia também no econômico.

Tendo como pressuposto a força que a mídia exerce na criação de representações sociais que, como vimos na primeira parte, constroem o real, gostaria de trazer aqui um estudo apresentado na Universidade La Sapienza, de Roma, sobre a representação social da mídia, criada por ela mesma (Guareschi, 2007) . Quem é a mídia para a mídia?

A síntese dessa representação pode ser vista no quadro abaixo.

 

Quadro 2:

Representação Social da Mídia feita por ela mesma

 

 

 

 

Dentre as inúmeras dimensões que a investigação encontrou, gostaria de deter-me numa delas que, parece-me, é muito relevante para a compreensão do tema que pretendemos discutir e aprofundar: a mídia como defensora da liberdade de imprensa e contra a censura.

  Na análise de como a mídia constrói uma RS de si mesma, deparamo-nos, e de maneira mais específica dentro da realidade latino-americana, com um fenômeno curioso, que poderíamos chamar de roubo, ou apropriação, de uma representação social altamente legítima e louvável, que é ancorada a uma prática completamente oposta à preconizada: referimo-nos à questão da liberdade de imprensa e da censura.

  Na imaginação popular, nada mais nobre e saudável do que a liberdade de imprensa; e nada mais deplorável e injusto do que a censura. Os meios de comunicação, principalmente a imprensa, durante vários séculos, exerceram um papel importante na denúncia dos abusos do poder, dos atropelos e discriminações de muitos governos e sociedades autoritários. A história da imprensa foi, até certo ponto, marcada por essas lutas em prol da democracia e da liberdade de expressão de todos os cidadãos.

  Foi a partir dessas práticas que a o conceito, ou a RS da “liberdade de imprensa”, por um lado, e o exercício da censura, por outro, foram assumindo conotações valorativas. Por agir como crítica aos poderes constituídos, como um contra-poder, a imprensa passou a ser chamada de “quarto poder” e a liberdade de imprensa como algo importante e imprescindível para a garantia da democracia numa sociedade.

  Acontece, contudo, que nas últimas décadas, à medida que se acelerou a globalização liberal, este “quarto poder” foi perdendo sua função de contra-poder. Surgiu um capitalismo de novo estilo, que não é mais meramente industrial, mas financeiro, de especulação e de escala planetária. Nessa fase em que, em definitivo, o debate principal se coloca no enfrentamento frontal entre o mercado e a sociedade, entre o privado e o público, entre o individual e o coletivo, entre o egoísmo e a solidariedade, observamos também um fato novo e crucial: os meios de informação deixaram de se constituir em um contra-poder, e passaram a se aliar a esses poderes. E esses conglomerados globais de comunicação têm, muitas vezes, um papel mais importante que muitos governos e Estados. Hoje, globalmente, os meios de comunicação (emissoras de rádio, imprensa escrita, canais de televisão, Internet) pertencem, cada vez mais, a grandes grupos que têm uma vocação global, como o grupo News Corp de Rubert Murdoch, a American Online, Viacom, Microsoft.

  É fundamental, então, enfatizar essa mudança fundamental nas representações de censura e de liberdade de imprensa. Os atores da comunicação mudaram. Não são mais os pequenos grupos, ou pessoas particulares, que enfrentam os governos autoritários e ditatoriais. A situação, hoje, é totalmente diversa: os meios de comunicação se constituíram em grandes conglomerados, verdadeiros oligopólios, grandes grupos que exercem monopólios, com concentração das propriedades da mídia verticais, horizontais e cruzadas (Ramonet, 2006, pg. 26ss). No Brasil, nove famílias detêm 90% de todas as rádios e televisões e decidem, conseqüentemente, o que o brasileiro pode, ou não, ficar sabendo (FENAJ, 1992).

  Como decorrência disso, a censura também mudou de local: não é mais a mídia que é censurada, mas é a maioria da população que não pode exercer seu direito de dizer a palavra, expressar sua opinião, comunicar seu pensamento. Os conglomerados econômicos utilizam sua dimensão midiática para “orientar” a sociedade, calando-a quando necessário e controlando-a diariamente, por meio da imposição de sua agenda, passando uma falsa idéia de liberdade de imprensa. Como afirma Thelma Mejía e outros (2007, p. 3), “os meios de comunicação perderam seu protagonismo ao tomarem partido pelas idéias da liberdade de mercado e converter-se em polêmicos atores políticos. Há testemunhos de jornalistas da Colômbia, Venezuela, Brasil, Equador e México que comprovam como os ‘donos’ de jornais orientavam como e o que cobrir nas campanhas eleitorais.”  

  Gostaria de acrescentar aqui uma informação caseira, proveniente de uma atividade da qual fui membro titular durante sete anos: Trata-se do movimento “Ética na TV”, ligado à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em Brasília. Durante vários anos essa organização está patrocinando a campanha “Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania”. Consiste, simplesmente, em avisar a população que todos os que estiverem descontentes, ou se sentirem atingidos em seus valores morais ou democráticos, mandem mensagens para a Campanha, através de emails, telefonemas, fax, cartas, etc. Essas reclamações são catalogadas e são passadas a um dos pareceristas da Campanha para que ele faça um estudo, que é discutido com os outros 16 membros do grupo. Esses pareceres são enviados, após séria discussão, para as emissoras, para os responsáveis pelos programas e, aqui a novidade, para os patrocinadores dos programas. Os resultados foram surpreendentes e superaram as expectativas: programas importantes de emissoras saíram do ar, outros foram condenados pelo Ministério Público a ressarcir os danos morais e a ceder espaço para esclarecimentos e respostas, outros ainda tiveram de trocar o horário de veiculação. Houve até casos em que grandes emissoras de TV (no caso, a Bandeirantes), processaram os responsáveis pela Campanha, pois importantes patrocinadores retiraram seus anúncios na emissora. Isso vem confirmar que, por mínima que seja uma atividade que venha interferir nos lucros financeiros da empresa, tal atividade mexe com os grandes grupos midiáticos. Para mais informações, ver Fantazini e Guareschi (2006).

Numa perspectiva mais ampla e geral, podemos identificar quatro grandes tendências da mídia em âmbito tanto nacional, como internacional:

- globalização: ela não é mais nacional, nem mesmo regional; é transnacional.

- concentração: um olhar, por mais rápido que seja, mostra como existem hoje, nos países e no mundo, cada vez menos “donos”, detentores de um número cada vez maior de meios de comunicação (Bagdikian,1992). Apesar de em alguns países as regulamentações proibirem a propriedade cruzada dos meios, em outros, como na maioria dos países da América Latina e Caribe, os detentores dos meios concentram as atividades de rádio, TV, imprensa e meios ligados à Internet.

- diversificação: os conglomerados não se restringem hoje apenas a áreas ligadas à comunicação, mas estão estruturados e articulados a setores como o financeiro e ao produtivo.

- desregulamentação: esta talvez seja a tendência mais forte da mídia hoje. Cada vez mais ela pleiteia, dentro do melhor ideário liberal-capitalista, plena liberdade de atuar competitivamente, na busca do maior lucro possível.

 

  1. Como se mostra a realidade econômica latino-americana hoje

 

Evidentemente, não podemos passar aqui país por país, mostrando a situação e a evolução econômica de nosso continente latino americano e caribenho. Somos forçados a analisar algumas características mais gerais, sabendo que nunca podem ser aplicadas em sua integralidade. Além de tudo, as mudanças são contínuas e, ao menos ao que se refere ao político, estão numa mudança contínua.

Tem havido mudanças, no mundo econômico, nesses países? Creio que é possível afirmar que, de maneira geral, essas mudanças estão em processo e, em determinados países, podem até mesmo ser visualizadas.

Os analistas, não todos, mas os mais argutos dentre eles, ao discutir essa relativa mudança, discutem uma característica que passa despercebida aos que se detêm nas estatísticas oficiais, principalmente estatísticas que provêm de organismos que, tradicionalmente, estavam acostumados a oferecer tais informações, como os organismos da ONU, do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional, etc. Qual a característica?

Tendo ainda como pano de fundo a teoria da dependência, esses estudiosos mostram que o que está mudando, hoje, na AL e Caribe, não é tanto o crescimento econômico, mas as condições para um verdadeiro crescimento econômico autônomo, durável, independente. É ainda uma luta difícil, pois estão sendo quebrados os laços que mantiveram esses países dependentes dos países centrais. Devemos, contudo, ser realistas e mostrar que nem todos esses países estão caminhando numa direção de autonomia e verdadeira independência. Existe ainda grande influência, até mesmo ideológica, dos países assim ditos “desenvolvidos”, que passam a idéia de que o que existe lá é melhor, e que desenvolvimento é viver do modo como eles vivem. Alguns de nossos países, paradoxalmente, estão ainda formando novas alianças, principalmente com os Estados Unidos.

É importante ressaltar que essa nova tendência para uma autonomia política e econômica está sendo construída e materializada através de alianças que os países “pobres”, ou “do Sul” estão estabelecendo entre eles, sofrendo restrições sérias, muitas vezes, dos antigos aliados dominantes. Realisticamente, eles sentiram que sós nunca poderiam dar conta de criar e fundamentar condições de crescimento econômico independente e autônomo. Apesar de essas alianças serem ainda iniciais e sofrerem restrições por parte de alguns dos próprios países dos blocos, essa parece ser, contudo, uma luz no fim do túnel.

Podemos visualizar, sem ainda termos os contornos bem definidos, uma nova paisagem político-econômica que vai se delineando. Alguns até falam num novo continente “que foi tomado por uma onda rosada, ou que caminha para uma tendência de esquerda, entre novembro de 2005 e final de 2006” ( Mejía 2007,  p.9): Martín Torrijos no Panamá, Tabaré Vasquez (e agora Mujica) no Uruguay, Cristina Kirchner na Argentina, Luis Inácio Lula da Silva no Brasil, Michelle Bachelet no Chile (uma pequena surpresa agora com Piñera), Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, Hugo Chávez na Venezuela, Daniel Ortega na Nicarágua. Mas está ainda se mantendo uma tendência de direita, como Alan Garcia no Peru, Álvaro Uribe na Colômbia, Oscar Arias na Costa Rica, José Manuel Zelaya em Honduras, Oscar Berger na Guatemala, Saca em El Salvador e Felipe Calderón no México.

 

  1. Os meios de comunicação na AL

 

Num esforço de síntese para se tentar definir o status dos meios de comunicação na AL e Caribe, poderíamos dizer, a grosso modo, que eles se comportam, na realidade, como empresas que não se distanciam, nem se diferenciam essencialmente, de outras empresas econômicas, tudo dentro do melhor figurino do modelo liberal. Mas, consequentemente, do mesmo modo como a economia está se desvencilhando dos países centrais, assim também a comunicação está tentando dar os primeiros passos num sentido de autonomia e independência.

As limitações, contradições e precariedades de nossa comunicação mostram-se, contudo, ainda extremamente sérias. A partir do caso brasileiro, que não se diferencia muito dos outros países da AL e Caribe, poderíamos levantar algumas questões preocupantes:

a)     A questão dos monopólios e oligopólios

O problema que subjaz a essa questão pode ser expresso na seguinte pergunta: numa sociedade que se orienta pelas leis capitalistas de busca do maior lucro através da concorrência, será possível o estabelecimento de uma comunicação democrática? Na maioria de nossos países, e na maioria das grandes cidades de nossos países, há uma propriedade cruzada de meios, onde os mesmos grupos são donos dos principais órgãos da mídia impressa e possuem concessões de rádio e televisão, além de controlarem diferentes organizações de mídia alternativa, como as teles, servidores de Internet e outros meios novos. Creio que é necessário nos debruçarmos sobre essa questão, pois dela vai depender, em grande parte, se não em sua totalidade, a questão da democracia e da cidadania em nossa sociedade latino-americana e caribenha. Em alguns países, como no caso do Brasil, a proibição dos monopólios e oligopólios está claramente proibida na própria Constituição (art.220, par.5º) A questão que permanece é sempre a sua regulamentação, impedida ou retardada, como sempre, pela própria grande mídia.

b) A recusa, clara e explícita, de querer discutir questões referentes à democratização da mídia: o “círculo de ferro”. Estabelece-se, desse modo, uma espécie de círculo de ferro, quase intransponível: no momento em que a mídia se recusa a colocar em pauta a discussão e análise dela mesma, submetendo-se a uma crítica por parte da sociedade, ela fecha todas as portas de uma possível melhoria. E isso é assim principalmente porque essa análise só é possível se a própria mídia a pautar. Se a mídia não discutir a própria mídia, tal discussão nunca chegará a ser feita. É a isso que chamamos de “círculo de ferro”.

Decorre daí a necessidade de organismos que “monitorem” a mídia por parte da sociedade civil. Como veremos a seguir, a lei da mídia da Argentina já trouxe a criação da Autoridade Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual. É também o que se tenta no Brasil, a partir da proposta da 1ª Conferência Nacional de Comunicação com a criação de Conselhos de Comunicação Social com poder deliberativo.

c)A necessidade de uma comunicação pública. Diante do predomínio dos postulados capitalistas que levam ao monopólio e oligopólio, de um lado, e diante da recusa em se abrirem a práticas participativas e democráticas, a saída que os analistas entrevêem é a necessidade imperiosa de trazer mais vozes à arena da comunicação. Entre elas, está a necessidade da criação de uma comunicação pública, a partir da sociedade civil, que poderá funcionar como uma alternativa e superação dos dois pontos discutidos acima. Isso já está na própria Constituição Brasileira e é um dos pontos trazidos pela Ley de Medios na Argentina: a complementaridade entre o público e o privado. Exemplo disso é a legislação britânica, com a BBC, onde a sociedade civil monitora a comunicação e onde a comunicação se guia por práticas educativas e participativas (noticias dadas em vários minutos, etc.)

  Mas apesar de tudo, algumas luzes estão iluminando o panorama latino-americano e caribenho.

Um exemplo quase paradigmático é o caso da Argentina. Sei que há pessoas aqui melhor qualificadas para falar desse tema. Mas é interessante ver como o governo teve a coragem de enfrentar a questão da mídia e como conseguiu mudanças significativas. Para a grande imprensa a ação do governo argentino foi classificada de, no mínimo, altamente polêmica. No entender do jornalista Venício A. de Lima, do Instituto de Estudo , a lei é falsamente polêmica. “Ela foi amplamente debatida, passou pelo Congresso”, analisa. Após 200 alterações durante a tramitação, foi aprovada na Câmara dos Deputados daquele país com 146 votos a favor, 3 contra e 3 abstenções. No Senado, obteve 44 votos a favor e 24 contra.

O professor da Universidade Federal Fluminense Dênis de Moraes (2009), discute, em seu livro A Batalha da Mídia, as transformações políticas recentes na América Latina e analisa a comunicação como campo de lutas entre diferentes propostas hegemônicas. Para ele, as novas tendências que estão em gestação na Argentina, Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, Paraguai, Uruguai e Chile podem ser resumidas no empenho desses países na construção de uma comunicação fundamentada na diversidade e no pluralismo. No caso específico da Argentina, sua avaliação após a promulgação da “Lei da Mídia, é de que essa lei é uma das mais avançadas do mundo na regulação dos meios de comunicação.

Venício Lima (Jornal do Federal, 2009, p.16), mostra como a lei engloba um conjunto de medidas de profundo sentido antimonopólico e descentralizador dos setores de comunicação e informação. Tem o apoio público e enfático de segmentos importantes da sociedade civil argentina, como centrais sindicais, Igreja, movimentos dos direitos humanos, universidades, associações profissionais, federação de jornalistas, artistas e intelectuais, entidades estudantis etc.

Sua aprovação pelo Congresso argentino é uma vitória da consciência democrática latino-americana. A polêmica foi criada, deliberadamente, pela chamada grande mídia e pelas elites conservadoras, que repelem a democratização da comunicação e da vida social, pois isso implica perderem conveniências e privilégios históricos.

Não é difícil entender o que se oculta no discurso enganoso da mídia em favor da “liberdade de expressão”: as outorgas de rádio e televisão constituem as jóias da coroa, em termos de faturamento dos grupos empresariais. Daí a reação sistemática contra medidas legais que garantam equanimidade, lisura, transparência e fiscalização no regime de concessões de canais. Sob alegação de que exerce uma hipotética função social específica (informar a coletividade), a mídia não quer submeter-se a freios de contenção e se põe fora do alcance das leis e da regulação estatal, em favor de seus históricos privilégios.

Algumas especificidades da lei Argentina que, certamente, servirão de inspiração para os governos mais democratas (de esquerda) da América Latina  e Caribe que ousarem trilhar esse caminho: ela proíbe, por exemplo, que licenças de rádio e TV sejam dadas a políticos e detentores de cargos públicos. Cada empresa só poderá dispor de, no máximo, dez concessões em televisão aberta ou a cabo (o limite era de 24 outorgas). O prazo das licenças será diminuído de 15 para 10 anos, com exigências mais rígidas para concessão e renovação de outorgas, sendo instituídas, obrigatoriamente, audiências públicas nos locais de prestação de serviço das emissoras para avaliar seus desempenhos.

A lei inova também ao definir, em condições equitativas, três tipos de prestadores de serviços de radiodifusão: a gestão estatal (meios públicos), a gestão privada com fins lucrativos e a gestão privada sem fins lucrativos (organizações não -governamentais, entidades sociais, universidades, sindicatos, fundações). Nesse ponto ela é um pouco diferente do que constava, já, na própria Constituição Brasileira de 1988, onde se falava Ada complementaridade entre três tipos de prestadores de serviços: a comunicação privada, a pública e a estatal. Na prática, a comunicação privada detém, no Brasil, mais de 90% do espaço. Uma das propostas da 1ª Conferência Nacional de Comunicação insiste na implementação desse dispositivo constitucional com um terço de espaço para cada tipo de prestação de serviços.

Além disso, pela lei Argentina, para evitar a concentração dos meios locais, um mesmo concessionário não poderá operar mais de uma licença em frequência de rádio AM e mais de duas em FM. O excesso de conteúdos estrangeiros nos veículos será coibido: no rádio, 30% do que for veiculado deve ser de origem argentina. Quando as emissoras funcionarem em cidades com mais de 600 mil habitantes, a produção nacional deverá responder por 60% da programação. A lei impede a propriedade cruzada dos meios, como vigora inclusive nos Estados Unidos: empresas de radiodifusão não poderão operar distribuidoras de TV a cabo em uma mesma localidade e vice-versa. A fiscalização das medidas caberá a um novo órgão de regulação, a Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual, que terá poderes para aplicar sanções em caso de violação da lei, sob supervisão judicial. No Brasil, pela Constituição de 1988, deveria existir um Conselho de Comunicação Social, que só foi regulamentado em 1991 e implementado em 2002, fazendo já 3 anos que não se reúne. Essa questão retornou, como acenamos acima, na 1ª Conferência propõe a Criação de Conselhos de Comunicação, com poder deliberativo e não apenas consultivo, em nível federal, estadual e municipal.

  A Associação Mundial de Rádios Comunitárias da América Latina e Caribe (AMARC ALC) festejou a aprovação da “Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual en Argentina” e destaca os dispositivos que garantem a diversidade e o pluralismo nos serviços de comunicação audiovisual. A nova lei deverá ser um exemplo para toda América Latina e Caribe. 

O longo relatório “A Democracia na América Latina – Rumo a uma democracia de cidadãs e cidadãos”, preparado sob a coordenação do ex-chanceler argentino Dante Caputo para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e publicado no final de 2004 (ver Gobernabilidad Democratica, 2009), traz os resultados de uma preciosa pesquisa, realizada entre julho de 2002 e junho de 2003, com 231 líderes latino-americanos. Esse relatório não teve, pelo menos no Brasil, a divulgação que merecia.

Foram ouvidos “líderes políticos que detêm ou detiveram o poder em seu máximo nível institucional, em chefias partidárias, parlamentares, funcionários de alto escalão ou prefeitos; protagonistas sociais em um amplo espectro que inclui líderes sindicais, empresários, acadêmicos, jornalistas, religiosos e dirigentes de movimentos ou organizações sociais; e membros das Forças Armadas”, entre eles 41 presidentes e vice-presidentes, no exercício do cargo ou anteriores. Em outras palavras, foi ouvida a elite econômica, política e intelectual da região.

Entre os obstáculos à consolidação democrática existentes na América Latina, a pesquisa do PNUD revela uma tensão entre os poderes institucionais e os poderes de fato. Os líderes consultados apontam, então, três poderes de facto que representam os riscos principais à consolidação democrática na região:

a)Limitações internas decorrentes da proliferação de controles institucionais inadequados e da multiplicação de grupos de interesse que funcionam como poderosos lobbies: e limitações externas oriundas do comportamento dos mercados internacionais, das avaliadoras de risco (de investimento) e dos organismos internacionais de crédito.

b) A ameaça do narcotráfico.

c)Os meios de comunicação.

Quando se perguntou aos líderes “quem exerce o poder na América Latina?”, 79,8% dos entrevistados disseram que são “os grupos econômicos/empresários/o setor financeiro”; e  64,9% disseram que são “os meios de comunicação”.

O que poderíamos perguntar é se não há, em muitos casos, superposição entre esses dois poderes de facto? Por exemplo: os grupos Televisa, no México, e Globo, no Brasil, não são ao mesmo tempo poderes econômicos e de mídia? Mas é significativo ver o que diz o relatório, com citações explícitas de políticos, jornalistas e sindicalistas:

“Os meios de comunicação são caracterizados como um controle sem controle, que cumpre funções que excedem o direito à informação. `Formam a opinião pública, decidem as pesquisas de opinião e, conseqüentemente, são os que mais têm influência na governabilidade´ diz um político. `Atuam como suprapoderes, [...] passaram a ter um poder que excede o Executivo e os poderes legitimamente constituídos, [...] substituíram totalmente os partidos políticos´, afirma outro político. A maioria dos jornalistas consultados vê o setor econômico-financeiro e os meios de comunicação como os principais grupos de poder. Os meios de comunicação têm a peculiaridade de operar como mecanismo de controle e/ou limitação às ações dos três poderes constitucionais e dos partidos políticos, seja quais forem os proprietários desses meios. `A verdadeira vigilância que se exerce é a da imprensa, diz um jornalista. Além disso, reconhecem que atuam como uma corporação que define os temas da agenda pública e que até traça a agenda presidencial. Em geral, os consultados consideram problemática a relação entre os meios de comunicação e os políticos. `Aqui a classe política os teme. Porque podem fazer desmoronar uma figura pública a qualquer momento, na palavra de um sindicalista. `A forma através da qual se construíram as concessões e os interesses com os quais se teceu toda a estrutura dos meios de comunicação os converteram em um poder´, afirma outro político.”

Venício Lima (2007), após analisar esse e outros relatórios semelhantes, conclui: “Se esta é a percepção predominante entre a elite da região sobre a mídia e seu poder, uma avaliação do ciclo eleitoral que se desenrola na América Latina não deveria contemplar o seu papel no processo democrático?”

Arriscando algumas conclusões para discussão

 

Que dizer, ao final dessa visão rápida e geral sobre nosso panorama latino-americano e caribenho e sua relação entre o econômico e o comunicacional?

O longo e detalhado estudo editado por Marina Valencia Mejía (2006), em que 15 autores latino-americanos e caribenhos discutem o papel exercido pela mídia nas eleições de 15 países, conclui, ao menos ao que se refere à mídia e às eleições, com uma constatação até certo ponto surpreendente, expressa no seu título: “Se nos rompió el amor”, que poderia ser traduzido mais ou menos assim: está se acabando o namoro. Em suas palavras:

Puede que el amor entre partidos/candidatos/gobernantes y los medios de comunicación se haya roto, que ahora el amor es “sin medios ni mediaciones”, es directo con el pueblo y en vivo y en directo y online… sin embargo, la comunicación en las democracias latinoamericanas sigue siendo factor esencial para la gobernabilidad, la legitimidad y la credibilidad pública. Esto se debe a que la política se juega con estrategias emocionales más cercanas al marketing que al argumento y las ideas y se encuentra atravesada por la lógica del entretenimiento. Por ahora, todo es una telenovela: “hombre puro (Chávez, Uribe, Lula, Correa, Kirchner, Evo) salva mujer equivocada (nuestros países, nuestros pueblos)”; se refunda el pacto político desde el melodrama, el entretenimiento y los heroísmos personalistas (Mejía, 2007, p.11)

Fica claro que a comunicação é essencial à política, para produzir emoção coletiva, entretenimento, promoções individuais. Terá ela, contudo, uma ideologia? Ou será ela uma receita que se usa para todos os credos, saberes e heróis, exatamente do mesmo modo?

Pessoalmente não teria receio de afirmar que sua ideologia é essencialmente o mercado, e daí a importância de sua discussão no campo econômico: sem uma mudança qualitativa no sistema econômico, ou melhor, enquanto o econômico continuar a ser um sistema que vise o lucro, a concentração e a competitividade, dificilmente podemos falar de mudança na comunicação.

Mas nós temos obrigação de ir adiante. Temos de fazer com que a comunicação volte a superar a voz e o pensamento único, promovendo um sadio pluralismo. Temos de imaginar, criativa e utopicamente, uma ética midiática que parta do cidadão/ã, para produzir meios de comunicação que através de suas narrativas, suas estéticas e suas vozes sejam espaços de reconhecimento social e de novas formas de cidadania. Mais que comunicação, necessita-se, urgentemente, de uma vontade política que enfrente essa situação. É para isso que esperamos que esse mutirão venha contribuir.

 

Referências:

 

Bagdikian, B. 1992 The Media Monopoly. Boston: Beacon Press.

Fantazzini, O. e Guareschi, P. 2006 “A campanha Ética na TV e o conteúdo da programação televisiva”, em Cláudia Maria de Freitas Chagas, José E.E.Romão e Sayonara Leal (orgs). Classificação Indicativa na Brasil: desafios e perspectivas. Brasília: Secretaria Nacional de Justiça, 2006, p. 117-128.

FENAJ, (Federação Nacional dos Jornalistas) 1991. Proposta à Sociedade Civil. Florianópolis: Editora da Universidade Federal de Santa Catarina.

Gobernabilidad Democrática em: http://www.gobernabilidaddemocratica-pnud.org/index_new.php – capturado em 20 de dezembro de 2009.

Guareschi, P. (org) 2002 Uma nova comunicação é possível –Mídia, Ética e Política. Porto Alegre: Evangraf.

Guareschi, P. 2004 “Ser humano versus máquina: quem produz quem?”, em: Guareschi, N. (org) Estratégias de invenção do presente – a Psicologia Social no contemporâneo, Porto Alegre: Edipucrs, p. 83-94.

Guareschi, P. 2007 “Un nuevo ambiente social? Representaciones Sociales y Media”. Conferência apresentada na 8ª Conferência Internacional sobre Representações Sociais, Università La Sapienza, Roma, julho de 2007 http://www.europhd.net/cgi-bin/WebObjects/abadmin.woa/wa/EPDirectAction/msgcnf?pid=2129&mtid=35874

Jornal do Conselho Federal de Psicologia, Argentina tem novo marco regulatório para a mídia, Ano XXI, n. 95, Dez.2009, p. 16.

Lima, Venício 2007 Mídia e Poder na América Latina em:  http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=462JDB001
capturado em 4/12/2007

Mejía, Marina Valência, 2007 Se nos rompió el amor. Bogotá, Colômbia, Centro de Competencia en Comunicación para América Latina, www.c3fes.net 288 pp.

Moraes, Denis de 2009 A Batalha da Mídia Rio de Janeiro: Pão e Rosas.

Moscovici, S. 2002 Representações Sociais – Investigações em Psicologia Social. Petrópolis: Vozes.

Ramonet, I. 2006 Comunicação e Manipulação da Informação. Em: Vigil, J. e Casaldáliga, Agenda Latino-americana mundial.S.Paulo: Loyola.

Vicent, Manuel, 2007 “Cacería”, El País, Mayo 20 de 2007, p. 96. Retirado de: http://www.atinachile.cl/content/view/35908/Caceria.html#content-top 25 de janeiro de 2009.

Thompson, J.B. (1998) Mídia e Modernidade – Uma Teoria Social da Mídia. Petrópolis: Vozes.

Thompson, J.B. 2005 Ideologia e Cultura Moderna – Teoria Social Crítica na Era dos Meios de Comunicação de Massa.5ª ed. Petrópolis: Vozes.

Thompson, J.B. 2002 O Escândalo Político: poder e visibilidade na era da mídia. Petrópolis: Vozes.

Mistura de sons e ritmos em noite de cultura latino-americana

Posted: 06 Feb 2010 04:00 PM PST

show folclórico

Um solo de gaita, apresentado por Luiz Carlos Borges, iniciou a noite cultural do Mutirão de Comunicação no dia 6 de fevereiro. Brincando com os teclados, o compositor brasileiro encantou a platéia que em pouco tempo se rendeu ao humor e ao balanço de uma mistura de estilos propostas pelo artista, que apresentou chamame, baião e vanerão.

O segundo a se apresentar, Dante Ramon Ledesma, argentino radicado no Brasil, mostrou, que pela música também se faz se constróis a luta e a solidariedade. Interpretando “El Condor Pasa”, uma espécie de hino à liberdade conhecida em todo o continente, chamou a platéia a refletir sobre as lutas que ainda precisam ser feitas para que a liberdade seja uma realidade completa para todos os povos da América Latina. “Um dia seremos todos livres como o Condor nos Andes. Podemos, numa oração, fraternizar os propósitos e a intenção de um dia viver em paz, não apenas a paz que se escreve nos muros, mas a paz interna que sonhamos”, acrescentou repetindo o refrão de outra música, cuja letra ensinava que “enquanto a fome faz guerra, a paz espera no chão”.

Raulito Barbosa chegou ao palco mostrando para a platéia o que se pode fazer com uma gaita. Num ritmo que lembrava o tango, apresentou o talento da cultura e da música argentina.

Último a se apresentar, Pedro Orçata, genuíno representante da música nativista do Rio Grande do Sul, mostrou bom humor nas letras e na fala. “Me chamo Pedro Ortaça, nascido lá nas Missões,  sempre cantei minha terra com raça, fibra e garrão, queira Deus que eu cruze o mundo sem nunca negar meu chão”, disse anunciando as músicas que mostraram o canto das raízes e a cultura do estado do sul do Brasil.

No final, os participantes foram brindados com uma apresentação conjunta de todos os músicos da noite. A platéia levantou para cantar junto, em coro, mostrando a integração de todos os países presentes ao Mutirão.

As apresentações, gratuitas, foram parte integrante da programação cultural do evento. Mas a organização estava pedindo a contribuição simbólica para ingresso, cuja arrecadação será revertida para ajuda humanitária ao povo do Haiti.

 

Assessoria de Comunicação

Jornalista Nara Roxo

“É preciso fazer da informação uma arma de luta”

Posted: 06 Feb 2010 01:00 PM PST

Mariacristinamata 

Durante sua palestra no Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe, dia 6 de fevereiro, a pesquisadora argentina, Maria Cristina Mata, falou sobre a comunicação dos silenciados e processos de resistência. A professora iniciou questionando o público sobre o sentido histórico no continente da comunicação dos silenciados. Foi na década de 60, disse, que se começou a falar dos sem voz. Até então, o modo de produção capitalista produzia não só o trabalho, mas criava também um processo de alienação.

Os primeiros movimentos tentavam recuperar a palavra como caminho para a liberação de toda opressão. Entre os fatores que contribuíram para este despertar estavam, no âmbito da Igreja, as definições da reunião de Medellín, o pensamento e práticas da teologia da libertação, o trabalho junto às comunidades de base e as experiências de comunicação popular. Também foi propulsor desta visão que iniciava os ensinamentos de Paulo Freire e sua educação libertadora.

Com inspiração nas idéias das esquerdas políticas latino-americanas, os movimentos afirmavam que desconhecer a voz dos “sem voz” era desconhecer as palavras que levam as práticas e a capacidade de organização e luta.

Este modo de pensar colocou um novo desafio: qual relação devia existir entre os intelectuais, instituições, ONGs e partidos políticos e os setores populares. Em que consistia o poder e como se constrói uma nova hegemonia.

Romper o silêncio

“Para romper o silêncio dois princípios eram necessários: pronunciar a palavra calada pelo poder econômico e político que proibia que todos pudessem se expressar e reivindicar o direito de falar não apenas com os que estavam no poder, mas com as massas, cuja identidade tinha sido negada, ocultada, reprimida’, diz ela. A idéia era coletivizar os interesses e necessidades e, através da voz dos silenciados, constituir um símbolo de existência, de resistência, de luta e de disputa política. Esta voz se apresentou, na América Latina, de diferentes formas, através de canções, teatro, musica e outros meios convencionais e inovadores.

Segundo Maria Cristina, estas experiências alternativas de comunicação popular conviviam com as mensagens hegemônicas e se pronunciavam num meio definido como mediatização da sociedade, ou seja, o processo de funcionamento das instituições sociais com os meios de comunicação. “Nesta sociedade mediatizada, fazer ouvir a palavra dos silenciados, seguiu sendo poder pronunciar a palavra em múltiplos espaços, através da diversidade de meios expressivos. Progressivamente, os meios massivos de comunicações se foram convertendo em espaços públicos por excelência”.

Maior visibilidade

Fortalecida pelo trabalho junto as comunidades e organizações populares, a voz dos silenciados saiu dos espaços alternativos e foi ganhando o espaço público. “Foi crescendo a convicção de que se os meios próprios não davam conta, era preciso ocupar os meios existentes, se pronunciar no mercado midiático onde funciona o poder, interrompendo o monólogo deste poder”, diz a professora.

Este caminhar garantiu maior visibilidade aos silenciados, incluiu na agenda midiática os múltiplos conflitos sociais e os novos movimentos, como os que lutam pela terra, a luta das mulheres, dos negros, das comunidades indígenas, entre outros.

No entanto, segundo Mata, estes movimentos lutavam pelos diretos destes silenciados, e não pelo direito à comunicação. “Faltou o dar-se conta do direito fundamental a informação pública. Direito a contar com uma legislação, com acesso as tecnologias e acesso igualitário aos meios. Este é um direito fundamental para que os demais direitos possam existir, inclusive para fomentar a luta pelos demais direitos humanos. É preciso fazer da informação uma arma de luta. Não há como lutar pela saúde e pela vida sem lutar pela informação”.

E hoje?

No final de sua palestra, a pesquisadora provocou a platéia: e hoje, quem são os silenciados em nossas sociedades midiatizadas? Para ela, hoje, não basta falar, mas buscar processos que permitam aos movimentos constituirem-se como atores políticos e sociais. Incidir na coisa pública e ampliar a concessão de processos de comunicação, vinculando a idéia de silenciamento com a exclusão da possibilidade de sermos cidadãos. Nas democracias capitalistas, a cidadania reconhecida em leis e constituições, nega direitos as grandes maiorias. Frente às contradições, é preciso repensar a noção de cidadania, reivindicar o direito de ser sujeito em todos os âmbitos, participar efetivamente na elaboração das regras que regem a sociedade. E a comunicação é imprescindível para coletivizar as necessidades e as demandas nos espaços públicos.

“A comunicação dos silenciados não pode ser associada apenas com qualquer tipo de aparição no espaço público, associar-se a qualquer tipo de denúncia ou ser apenas processos de resistência. Implica falar e não apenas reproduzir o discurso que domina. Implica reivindicar o direito ao conhecimento, a contar com os meios e regulações jurídica que possam romper com as agendas cotidianas e públicas, de modo a mostrar, para aqueles que não querem ver e ouvir, a violência da exclusão e das desigualdades que ela cria”, finalizou.

 Nara Roxo, Assessoria de Comunicação.

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#89994 De: mffariasrj@...
Data: Seg, 8 de Fev de 2010 9:52 pm
Assunto: Denuncias grave CTI
betomlc
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De: eunice alves cariry sorominé sorominé <eunicecariry@...>
Data: 30 de janeiro de 2010 00:49
Assunto: Re: Denuncias grave CTI
Para: beiriz <edybeiriz@...>


É AMIGOS
DIFICIL VIVER NUM MUNDO IMPREGNADO DE HIPOCRISIAS, EMBUSTES ORIUNDOS
DE PESSOAS  DESPROVIDAS DE BONS SENTIMENTOS.

PENSO QUE DEVEMOS LEVANTAR A RELAÇÃO DE MUITOS OUTROS QUE DEVERÃO
ESTAR  ENCONDIDINHOS, QUIETINHOS, ESPERANDO A POEIRA BAIXAR PARA
EMERGIR DO LODO , CRIADO POR ELES MESMOS, SURGINDO  COMO O SALVADOR
PATRIA!

TENHO ACOMPANHADO E DESCOBERTO ALGUMAS FOTOS   CONSIDERADAS ESTRANHAS
TAIS COMO: FOTOS DE SERVIDOR COM O PRESIDENTE DA FUNAI COM AR DE
DESLUMBRAMENTO COM ÍNDIOS KAIAPÓ.

MAIS TARDE , SURGE O VIDEO EXIBINDO ÍNDIOS KAIAPÓS,    ENFRENTANDO OS
XAVANTES NA SEDE DA FUNAI EM BRASILIA..

E, PARA FECHAR COM CHAVE DE OURO, SURGE O CONCURSO PUBLICO DA FUNAI
PARA INDIGENISTA, EXIBINDO NUM BONITO CARTAZ  A FOTO DE UM ÍNDIO
KAIAPÓ TODO PARAMENTADO COM UMA FILMADORA;.

O CONCURSO É PARA INDIGENISTAS, COM O CHAMAMENTO “ FUTURO PARA FAZER
HISTÓRIA “ SÃO OFERECIDAS MAIS DE 400 VAGAS COM SALÁRIO DE ATÉ
r$.4.085,00.

QUE HISTÓRIA A FUNAI PRETENDE QUE SEJA FEITA ? ACABANDO COM OS
VERDADEIROS E EXPERIENTES INDIGENISTAS , SUBSTITUINDO-OS POR JOVENS
QUE TALVEZ NEM SAIBAM O QUE É UM ÍNDIO?
.
QUEM VAI ENSINAR ESSES JOVENS A SER INDIGENISTAS ? OS BUROCRATAS DA
FUNAI ? OU ELES PENSAM QUE OS INDIGENISTAS NA SELVA TEM TEMPO PARA
SERVIR DE PROFESSOR A UMA RAPAZIADA DA CIDADE ?

  A SITUAÇÃO DO INDIO NO BRASIL ESTA PEGANDO FOGO E OS “CACIQUES” DA
FUNAI HIPOCRITAMENTE OFERECEM AOS CANDIDATOS “UM FUTURO PARA FAZER
HISTÓRIA.”
.
SE FOR A HISTORIA TRISTE QUE NÓS JÁ SABEMOS E VIVEMOS É COVARDIA COM
OS NOVOS. . MAS DE COVARDIA OS BUROCRATAS DA FUNAI SÃO DOUTORES. EU E
OS ÍNDIOS DESSE PAÍS QUE O DIGAM.

E DIGO MAIS, QUEM CONHECE DE CONCURSO PUBLICO JÁ ME DISSE QUE ESSE DA
FUNAI TEM TODA CARACTERISTICA DE BARALHO DE CARTA MARCADA PARA APROVAR
MUITOS APADRINHADOS.

E ASSIM, OS BUROCRATAS AUMENTAM SUAS PANELINHAS, DIMINUINDO
INTERNAMENTE OS INSATISFEITOS.

COMO OS VERDADEIROS INDIGENISTAS.

AGUARDANDO A JUSTIÇA DIVINA DESPEÇO-ME FRATERNALMENTE.

EUNICE CARIRY- SERTANISTA DA FUNAI, ATUANTE NO ORGÃO DE PROTEÇÃO AO
ÍNDIO, DESDE 1957-  SPI DE MAL. RONDON .

Em 29/01/10, beiriz<edybeiriz@...> escreveu:
>
> vejam só esta informação que recebemos esta semana do CTI/FUNAI
>



--
Maria de Fátima Farias
(21) 9632-9539

"Se nossa alma está repleta da alma dos outros, decidir parar de sofrer
também é decidir amar os outros." Pierre Lévy

#89993 De: comunicacao@...
Data: Seg, 8 de Fev de 2010 3:48 pm
Assunto: Relatores Especiais para Liberdade de Expressão fazem Declaração Conjunta
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*COMUNICADO DE IMPRENSA DA ARTIGO 19*



*Relatores Especiais para a Liberdade de Expressão Destacam Dez Desafios
Cruciais*

* *

*Os quatro relatores especiais internacionais para liberdade de expressão
lançaram sua 10ª Declaração Conjunta, Dez Desafios Chave para a Liberdade de
Expressão na Próxima Década, em fevereiro de 2010. Reunidos pela ARTIGO 19 e
o Centre for Law and Democracy, os relatores especiais divulgam uma
Declaração Conjunta todos os anos desde 1999.*



A Declaração Conjunta de 2010, que reafirma todas as declarações anteriores,
reconhece avanços importantes na liberdade de expressão na última década,
especialmente considerando o potencial enorme da Internet como instrumento
para a realização dos direitos de liberdade de expressão e informação. Ao
mesmo tempo, a Declaração Conjunta assinala novos e antigos desafios para a
realização plena da liberdade de expressão e identifica suas dez principais
ameaças, que seguem abaixo:



1. Crescente controle governamental sobre a mídia por meio de uma variedade
de mecanismos, como influência política sobre os meios de comunicação
públicos, registros compulsórios de cunho punitivo, exigências excessivas
para licenciamento, propriedade política desses meios e o uso de regras
antiquadas.

2. Legislação civil e criminal de difamação, injúria e calúnia, que
penalizam declarações factuais ou opiniões; protegem a reputação de
símbolos, instituições estatais ou religiões; ou permitem penalidades
excessivamente duras.

3. Violência contra jornalistas e o fracasso em impedir, investigar e levar
os responsáveis por tais ataques à justiça.

4. O fracasso da maioria dos Estados em adotar leis garantindo o direito de
acesso à informação e a fraca implementação de tal legislação em muitos
Estados que a possuem.

5. Discriminação contra grupos historicamente desfavorecidos que lutam pelo
direito de exercer seu direito à liberdade de expressão.

6. Pressões comerciais, inclusive uma crescente concentração na propriedade
da mídia e o risco de que radiodifusores públicos sejam prejudicados com a
conversão digital em muitos países.

7. Desafios ao financiamento público de radiodifusores comunitários e de
serviço público.

8. Interesses em segurança nacional sendo usados para justificar limitações
indevidamente amplas à liberdade de expressão.

9. Restrições governamentais à Internet, através da imposição de firewalls e
filtros, ou do bloqueio de sites e domínios da rede.

10. O acesso limitado à Internet de grupos vulneráveis, como populações
pobres, rurais e idosas.



*“Essas Declarações Conjuntas ampliam o sentido de liberdade de expressão,
de acordo com diferentes áreas temáticas”*, afirma a Dra. Agnès Callamard,
Diretora-Executiva da ARTIGO 19. *“Coletivamente, as Declarações fornecem
orientações importantes àqueles que desejam entender os padrões
internacionais de direitos humanos em liberdade de expressão.”*



Os quatro mandatários especiais para a liberdade de expressão são Frank La
Rue, Relator Especial das Nações Unidas para a Liberdade de Opinião e
Expressão; Miklos Haraszti, Representante para a Liberdade da Mídia da
Organização para a Segurança e Cooperação na Europa; Catalina Botero,
Relatora Especial para a Liberdade de Expressão e o Acesso à Informação da
Comissão Africana de Direitos Humanos e dos Povos.



Os quatro mandatários especiais de liberdade de expressão foram reunidos
pela ARTIGO 19 e o Centre for Law and Democracy. A ARTIGO 19 reuniu os
quatro mandatários especiais pela primeira vez em 1999, e eles vêm emitindo
uma Declaração Conjunta todo ano desde então.

* *

*NOTAS PARA EDITORES: *

    - O texto completo da Declaração Conjunta está disponível em
inglês:
http://www.article19.org/pdfs/standards/tenth-anniversary-joint-declaration-ten-\
key-challenges-to-freedom-of-express.pdf

   
<https://mail.article19.org/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.article19.org/p\
dfs/standards/tenth-anniversary-joint-declaration-ten-key-challenges-to-freedom-\
of-express.pdf>
    - Para mais informações, contate (em inglês): David Banisar, Conselheiro
    Legal Sênior, banisar@..., +44 20 7324 2500.
    - Informações em português: Paula Martins, Coordenadora no Brasil,
    paula@..., +55 11 3057 0042

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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#89992 De: "Carlos R. S. Moreira \( Beto \)" <carlos.moreira.beto@...>
Data: Qui, 4 de Fev de 2010 1:12 pm
Assunto: Edital Fundo Brasil de Direitos Humanos
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Um abraço,
Carlos R. S. Moreira ( Beto )
----------------------------------------------
  Edital Fundo Brasil de Direitos Humanos

  O Fundo Brasil de Direitos Humanos disponibiliza recursos para projetos de
organizações da sociedade civil e de indivíduos em todo o país, buscando
acolher a diversidade regional e beneficiar preferencialmente aqueles com
menor acesso às fontes tradicionais de financiamento.

  A escolha dos projetos obedece a processo de seleção anual, que se inicia
com a divulgação de edital contendo os critérios específicos e os prazos
para envio de projetos.

  O edital 2010 privilegia iniciativas na área do combate à discriminação e à
violência institucional, esta última entendida como "qualquer forma de
violação a direitos humanos promovida por instituições oficiais, suas
delegações ou empresas."

  Abra e veja o edital: http://www.fundodireitoshumanos.org.br/edi.jsp

#89991 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Data: Seg, 8 de Fev de 2010 9:09 pm
Assunto: [Carta O BERRO] Promoção Literária Nota de Rodapé e Izaías Almada - "O livro Teatro de Arena - Uma estética da resistência"
vanderleycai...
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Carta O
Berro...........................................................................\
....................................................repassem



Segunda-feira
Promoção Literária Nota de Rodapé e Izaías Almada

Os leitores cadastrados no "Boletim Rodapé" ou os que deixarem nome, cidade e
e-mail nos comentários da postagem concorrem no dia 21 de março a três
exemplares autografados do livro Teatro de Arena - uma estética de resistência,
do escritor e colaborador do Nota de Rodapé, Izaías Almada, que mandou o
seguinte recado.


   "Foi um duplo prazer escrever sobre o Teatro de Arena, onde trabalhei por
cinco anos. Primeiro por poder falar de um dos grupos mais representativos do
teatro paulista e brasileiro no século 20 e depois por ser o livro integrante de
uma coletânea de textos sobre São Paulo de inegável relevância histórica e
sociológica: a coleção PAULICEIA , da Boitempo Editorial".
   Cadastre-se AQUI.
O livro Teatro de Arena - Uma estética da resistência
"Um dos momentos mais criativos da cultura brasileira, o final dos anos 1950 e
início dos 60 deixou na memória coletiva muito mais a Bossa Nova e o Cinema Novo
do que o teatro. Mas naqueles anos em que emergiam para a vida política e
cultural novas gerações de estudantes e de trabalhadores, o teatro desempenhou
um papel tão importante quanto a música e o cinema. Até o surgimento do Arena, a
tendência dominante no teatro brasileiro era o rigor formal, quase solene, da
mesma forma que a política era coisa de adultos. Foi através de Glauber, Tom,
Guarnieri, José Renato e Boal, entre tantos outros que faziam teatro com o vigor
de quem busca transformar o mundo, que esse círculo estreito foi rompido e novas
dimensões do Brasil foram reveladas pela arte aberta aos sentimentos populares.
Rompendo o fosso entre atores e espectadores, na arena do teatro da rua Teodoro
Baima aprendia-se concretamente o que dizia Brecht sobre a relação entre arte e
revolução, entre política e cultura, entre música e teatro. De Eles não usam
black-tie a Arena conta Zumbi, de Chapetuba Futebol Clube a Arena conta
Tiradentes, o público era convidado a compreender e a protagonizar a história
brasileira. Esses vínculos essenciais só foram rompidos, à força de baionetas,
pela ditadura militar. Neste livro, Izaías Almada - ele mesmo personagem dessa
aventura de liberdade e de criação - recolhe a história e o sentido daquele
período, cinquenta anos depois, por meio de relatos e análises que ajudam a
inserir definitivamente o Teatro de Arena no imaginário de São Paulo e do Brasil
do século 21. Izaías reúne testemunhos de Décio de Almeida Prado (uma das
últimas entrevistas concedidas em vida), Guarnieri, Boal, Vera Gertel, Marilia
Medalha, Chico de Assis, Antonio Fagundes e outros para falar de um teatro que
deu voz ao autor brasileiro, introduziu a luta de classes como temática, inovou
não apenas na encenação e na dramaturgia, mas fundou um jeito brasileiro de
representar, como nação independente, como povo a organizar o seu futuro."

??Sobre o autor
?Izaías Almada, mineiro de Belo Horizonte, escritor, dramaturgo, roteirista é
colunista do Nota de Rodapé e autor dos romances A metade arrancada de mim, O
medo por trás das janelas , Florão da América e Venezuela, Povo e Forças
Armadas. Publicou ainda dois livros de contos, Memórias emotivas e O vidente da
Rua 46. Como ator, trabalhou no Teatro de Arena entre 1965 e 1968


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   ----------

_______________________________________________
Cartaoberro mailing list
Cartaoberro@...
http://serverlinux.revistaoberro.com.br/mailman/listinfo/cartaoberro


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#89990 De: "Carlos R. S. Moreira \( Beto \)" <carlos.moreira.beto@...>
Data: Qui, 4 de Fev de 2010 12:39 pm
Assunto: Em ritimo de carnaval - A Miriam Leitão está tendo que REBOLAR pra inventar algo contra o governo!
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Oi,

Veja o vídeo, leia o texto, divulgue !

Um abraço,
Carlos R. S. Moreira ( Beto )
--------------------------------------
Em ritimo de carnaval - A Miriam Leitão está tendo que REBOLAR pra inventar algo
contra o governo!

Pobre Miriam! Com a alta do emprego e a economia bombando está até sem graça
em sua coluna econômica.
Sabe como é, quer trabalhar pra Globo tem que falar mal do Lula todo dia!
Quem não consegue está FORA!

Assista o vídeo em:

http://www.youtube.com/watch?v=hwCqyvf995A

----------------------------

Ana Santanna

       Míriam surta e vê más notícias numa conjuntura econômica positiva: porque
será?
        augustodafonseca13 | 29 29UTC Dezembro 29UTC 2009 at 13:07 | Categories:
Uncategorized | URL: http://wp.me/pIfJ7-aG

Míriam inconformada com o rumo positivo do país
A Míriam surtou de vez e está encontrando má notícia até mesmo quando ela é boa.
A única coisa que ela não faz é criticar José Serra, o governador do poderoso
Estado de São Paulo, segundo maior orçamento do país e uma das mais elevadas
cargas tributárias do mundo.

Vejam os títulos dos posts recentes e as besteiras em cada um deles:

IGP-M fecha ano com deflação; sinal positivo para 2010
"Deflação não é algo necessariamente bom. Revela uma economia debilitada.
Produtores estão cortando preço por causa da pouca demanda. Tentam assim atrair
consumidores."

Caramba, só a Míriam está enxergando uma economia debilitada! Nem o "Mercado", o
pessimista de sempre, está enxergando isso

É só pegar as entrevistas de empresários de todos os segmentos da economia
brasileira e constatará que ninguém está fazendo esse juízo, mas exatamente o
oposto!

***

Governo e Congresso fabricam receita no Orçamento
Neste caso é ignorância aliada à má vontade com o Governo Lula. Se ela se desse
ao trabalho de analisar as propostas orçamentárias dos governadores Serra e
Aécio constataria que eles também fazem isso e que essa prática é "mais antiga
do que defecar de cócoras"!

O que ela não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe é que Orçamento é
uma PREVISÃO de receita e ESTIMATIVA  de despesa.

Daí a necessidade de contingenciamento no início do ano.

Esse é um dos motivos pelo qual o ritmo de gastos com obras, no primeiro
semestre do ano é bem menor do que no segundo. O que ela aproveita para
besteirizar dizendo que o governo gasta pouco.

***

Comércio exterior não vai recuperar perdas em 2010
Essa é uma das afirmações "tipo Míriam": quando é para criar um clima de
desgaste para o governo Lula, ela acolhe sem crítica alguma; quando a afirmação
vem do governo, ela é impiedosa em sua crítica.

De onde ela tira que o comércio exterior não vai recuperar perdas em 2010? De
algum estudo sério, imparcial?

Não, ela simplesmente acolhe, sem crítica alguma, o que diz a Associação de
Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Como se sabe, empresário vive "chorando as pitangas", enquanto enche o bolso de
dinheiro. Nada contra isso, já que estamos num regime capitalista. Mas esse é um
fato que precisa ser levado em consideração.

***

Por falar nisso, faltam apenas três dias (contando com hoje) para terminar o
ano.

Como não canso de repetir, a Míriam acolheu uma previsão estapafúrdia da RC
Consultores, como mostra o texto abaixo, sem crítica alguma. Nem um simples
"será?" ou "será que a RC não está sendo muito pessimista?"

"O índice Ibovespa acumula alta de 40% este ano, mas há consultorias e
economistas prevendo nuvens negras pela frente. A RC Consultores estima que o
Ibovespa chegue no final do ano com pontuação em torno de 45 mil. Isso
significaria uma queda de 16% em relação aos 53.734 pontos do fechamento de
hoje."

Pois bem, é assim que funciona a Míriam em relação ao Governo Lula.

O que é radicalmente diferente do jeito que funcionava no governo FHC...

#89989 De: "Flavio Abelha" <jfabelha@...>
Data: Dom, 7 de Fev de 2010 12:47 am
Assunto: Teorias elegantes que não funcionam – O problema com Paul Samuelson (por Michael Hudson)
jfabelha@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
REPASSANDO
-----Mensagem Original-----
De: Ana Santanna


Teorias elegantes que não funcionam
– O problema com Paul Samuelson
por Michael Hudson [*]


Paul Samuelson, o economista mais conhecido da América, morreu domingo, 14 de
Dezembro. Ele foi agraciado com o Nobel de Economia em 1970 (fundado um ano
antes pelo Banco da Suécia "em honra a Alfred Nobel"). Esse prêmio originou esta
cáustica crítica, publicada por Michael Hudson em Commonweal, em 18 de dezembro
de 1970. O ensaio foi intitulado "A economia merece um prêmio Nobel? (E, a
propósito, Samuelson merece um?)".
  Já é bastante mau que a área da psicologia tenha sido por tanto tempo
desconsiderada como uma ciência social, encarando as forças motoras da
personalidade como derivadas de experiências psíquicas internas e não da
interação do homem com seu ambiente social. A mesma coisa ocorre no campo da
economia: desde sua revolução "utilitarista" há cerca de um século, esta
disciplina também abandonou a análise do mundo objetivo e suas relações
econômico-produtivas e políticas em favor de normas mais introvertidas,
utilitárias e orientadas para o bem-estar social. Especulações morais relativas
ao psiquismo matemático retiraram o antigo foco de ciência social da economia
política.

Em boa parte, a revolta da disciplina contra a economia política clássica
britânica foi uma reação ao marxismo, que representou a culminação lógica da
economia ricardiana clássica e sua ênfase preponderante nas condições de
produção. Seguindo a contra-revolução, a força motivadora do comportamento
econômico passou a ser vista como derivada dos desejos do homem, e não mais de
suas capacidades produtivas, da organização da produção, e das relações sociais
que daí derivam. No período do pós-guerra, a revolução anti-clássica
(curiosamente denominada neoclássica por seus participantes) ganhou a batalha.
Seu principal livro-texto foi a Economia de Paul Samuelson.

Atualmente, todos os economistas reconhecidos são produto desta revolução
anti-clássica, que sou tentado a chamar de revolução contra a própria análise
econômica. Os profissionais reconhecidos da economia negligenciam uniformemente
as pré-condições sociais e as conseqüências da atividade econômica humana. Nisto
reside sua falha, assim como as do recentemente instituído Prêmio de Economia
conferido pela Academia Sueca: pelo menos para a próxima década permanecerá
forçosamente sendo um prêmio para a não-economia, ou na melhor das hipóteses
para a economia supérflua. Portanto, deveria afinal de contas ter sido
conferido?

Este é somente o segundo ano no qual se confere o Prêmio de Economia, e a
primeira vez que foi conferido a uma única pessoa – Paul Samuelson – descrito
nas palavras de um jubiloso editorial do New York Times como "o maior teórico
econômico puro do mundo". E no entanto o corpo de doutrina que Samuelson adota é
uma das maiores razões do decréscimo no número de estudantes de economia
matriculados nas escolas de Economia do país. Porque eles estão, estou feliz em
dizer, chocados com a irrelevância da disciplina como é ensinada hoje,
impacientes com sua incapacidade de descrever os fenômenos que assolam o mundo
em que vivem, e cada vez mais ressentidos com as explicações que são dadas para
os problemas mais evidentes que inicialmente os atraíram para o assunto.

O problema da concessão do Nobel não é tanto com a pessoa escolhida (apesar de
que tenho mais a dizer adiante sobre as implicações da escolha de Samuelson),
mas principalmente com a designação da economia como sendo um campo científico
digno de receber um Prêmio Nobel. Nas palavras do comitê do Nobel, Mr. Samuelson
recebeu o prêmio pelo "trabalho científico através do qual desenvolveu a teoria
econômica estática e dinâmica e ativamente contribuiu para elevar o nível da
análise na ciência econômica..."

Qual é a natureza desta ciência? Pode ser "científico" promulgar teorias que não
descrevem a realidade econômica da maneira como ela se desenvolve no seu
contexto histórico, e que levam a um desequilíbrio econômico quando aplicadas?
Economia é realmente uma ciência aplicada? Naturalmente é colocada em prática,
mas com notável falta de sucesso nos anos recentes da parte de todas as
principais escolas econômicas, dos pós-keynesianos aos monetaristas.

No caso de Mr. Samuelson, por exemplo, a política comercial derivada de suas
doutrinas teóricas é o laissez-faire. Que esta doutrina tenha sido adotada pela
maior parte do mundo ocidental é óbvio. Também é evidente que tenha beneficiado
os países desenvolvidos. Todavia, sua utilidade para países menos desenvolvidos
é duvidosa, porque subjaz a ela a permanente justificação do status quo: deixe
as coisas acontecerem e tudo chegará (ou tenderá) ao "equilíbrio". Infelizmente,
este conceito de equilíbrio é provavelmente a idéia mais perversa que infesta a
economia hoje, e é exatamente este conceito que Mr. Samuelson tem feito muito
para popularizar. Isso porque é muito freqüente que se negligencie o fato de que
quando alguém cai de cara no chão está tão em "equilíbrio" quanto se estivesse
em pé. Tanto a pobreza quanto a riqueza representam posições de equilíbrio. Tudo
que existe representa, ainda que transitoriamente, algum equilíbrio – isto é,
algum balanço ou resultado – de forças.

Em lugar algum a esterilidade desta pré-concepção do equilíbrio está mais
aparente que no famoso teorema da equalização dos preços dos fatores, que
estabelece que a tendência natural da economia internacional é a convergência ao
longo do tempo dos salários e lucros entre as nações. Como generalidade
histórica empírica isto é obviamente inválido. Os níveis salariais
internacionais e padrões de vida são divergentes, não convergentes, de modo que
países credores ricos estão ficando mais ricos enquanto países devedores pobres
estão ficando mais pobres – num ritmo acelerado, para começar. As transferências
de capital (investimento e "ajuda" internacionais) têm, no mínimo, agravado o
problema, em boa medida devido a que tendem a reforçar os defeitos estruturais
que impedem o progresso nos países mais pobres: sistemas obsoletos de
propriedade agrária, instituições educacionais e de treinamento profissional
inadequadas, estruturas sociais aristocráticas pré-capitalistas, e assim por
diante. Infelizmente, são exatamente esses fatores político-econômicos que têm
sido negligenciados pelas teorias de Mr.Samuelson (como foram negligenciadas
pela corrente dominante de economistas acadêmicos desde que a economia política
cedeu lugar à "economia" um século atrás).

A este respeito, as teorias de Mr.Samuelson podem ser descritas como lindas
peças de relógio que, quando montadas, compõem um relógio que não marca a hora
acuradamente. As partes individuais são perfeitas, mas sua interação, de algum
modo, não é. As partes desse relógio são os elementos constitutivos de uma
teoria neoclássica que se encaixam num todo inaplicável. São um kit de
ferramentas conceituais idealmente desenhadas para corrigir um mundo que não
existe.

Este é um problema de escopo. Os três volumes de ensaios econômicos de Mr.
Samuelson representam uma miríade de aplicações de teorias internamente
consistentes (ou o que os economistas chamam de "elegantes"), mas para o quê
servem? As teorias são estáticas, o mundo é dinâmico.

Em última instância, o problema de resume a uma diferença básica entre economia
e ciências naturais. Nestas últimas, a pré-concepção de uma simetria fundamental
na natureza levou a muitos avanços revolucionários, da revolução copernicana na
astronomia à teoria do átomo e suas subpartículas, incluindo-se as leis da
termodinâmica, a tabela periódica dos elementos e a teoria do campo unificado. A
atividade econômica não é caracterizada por uma simetria subjacente similar. É
mais desequilibrada. As variáveis independentes ou os choques exógenos em
movimento não originam contra-movimentos compensatórios, como seria necessário
para produzir um novo e significativo equilíbrio. Se o fizessem, não haveria
nenhum crescimento na economia mundial, nenhuma diferença entre o padrão de vida
e a capacidade produtiva per capita americanos e os do Paraguai.

Todavia, Mr. Samuelson representa a corrente acadêmica dominante hoje ao
imaginar que as forças econômicas tendem a equalizar as forças produtivas e
rendimentos individuais ao redor do mundo a menos que impedidas pelas
"impurezas" desequilibrantes da política governamental. Observações empíricas
têm indicado há tempos que a evolução histórica das forças do "livre" mercado
têm, cada vez mais, favorecido as nações ricas (aquelas suficientemente
afortunadas para se terem beneficiado de uma vantagem econômica inicial), e
correspondentemente atrasado o desenvolvimento dos países retardatários. É
precisamente a existência de "impurezas" políticas e institucionais como
programas de ajuda externa, políticas governamentais deliberadas de emprego, e
ações políticas relacionadas que têm tendido a se contrapor ao curso "natural"
da história econômica, ao tentar manter alguma equitatividade internacional no
desenvolvimento econômico e ajudar a compensar a dispersão econômica causada
pela desequilibrante economia "natural".

Esta década verá uma revolução que derrotará essas teorias insustentáveis. Tais
revoluções no pensamento econômico não são infrequentes. Na realidade,
virtualmente todos os postulados dominantes na economia e as "ferramentas
comerciais" têm sido desenvolvidos no contexto de debates político-econômicos
que acompanham pontos de virada na história econômica. Assim, cada teoria
desenvolvida tem tido sua contra-teoria.

Em boa parte, esses debates têm-se referido ao comércio e pagamentos
internacionais. David Hume com a teoria quantitativa da moeda, por exemplo,
junto com Adam Smith e sua "mão invisível" do auto-interesse, se opuseram às
teorias do mercantilismo monetário e finanças internacionais que foram usados
para defender as restrições comerciais da Inglaterra no século XVIII. Durante os
debates sobre a Corn Law (Lei do Grão) inglesa alguns anos depois, Malthus
opôs-se a Ricardo quanto à teoria do valor e da renda e suas implicações para a
teoria das vantagens comparativas no comércio internacional. Mais tarde, os
protecionistas americanos do século XIX se opuseram aos ricardianos, defendendo
que os coeficientes de engenharia e a teoria da produtividade se tornariam o
eixo do pensamento econômico no lugar da teoria das trocas, valor e
distribuição. Ainda mais tarde, a Escola Austríaca e Alfred Marshall surgiram
como opositores à economia política clássica (particularmente Marx), de ponto de
vista diverso, fazendo do consumo e da utilidade o centro de sua teorização.

Na década de 20, Keynes contrapôs-se a Bertil Ohlin e Jacques Rueff (entre
outros) quanto à existência de limites estruturais ao poder dos mecanismos
tradicionais do preço e do rendimento para manter "equilíbrio", ou mesmo
estabilidade econômica e social. O propósito desse debate era a questão das
reparações alemãs. Hoje, um debate paralelo é levado entre a Escola
Estruturalista que floresce principalmente na América Latina e se opõe aos
programas de austeridade como um plano viável para o desenvolvimento econômico
de seus países, e as escolas monetaristas e pós-keynesianas que defendem os
programas de austeridade de ajuste da balança de pagamentos do FMI. Finalmente,
em mais um debate, Milton Friedman e sua escola monetarista estão a opor-se ao
que resta dos keynesianos (incluindo Paul Samuelson) acerca de se são os
agregados monetários ou as taxas de juro e a política fiscal os fatores
decisivos na atividade econômica.

Em nenhum desses debates os membros de uma escola aceitam (ou aceitaram) as
teorias ou mesmo as suposições e postulados subjacentes da outra. A esse
respeito, a história do pensamento econômico não se assemelha à da física,
medicina ou outras ciências naturais, nas quais uma descoberta é reconhecida
rápida e universalmente como sendo uma contribuição para o novo conhecimento
objetivo, e nas quais as repercussões políticas e o interesse nacional associado
estão quase que inteiramente ausentes. Somente na economia existe a ironia de
que duas teorias contraditórias possam se qualificar igualmente à preeminência
para a premiação, e que este prêmio possa agradar a um grupo de nações e
desagradar outro em suas bases teóricas.

Assim, se o prêmio Nobel pudesse ser concedido postumamente, Ricardo, Malthus,
Marx e Marshall sem dúvida se qualificariam, assim como tanto Paul Samuelson
como Milton Friedman foram os contendores principais para o prêmio de 1970.
[Friedman ganhou o seu Nobel em 1976.]. Quem, por outro lado, poderia imaginar
os homenageados com o prêmio de física ou química mantendo posições não
compartilhadas universalmente por seus colegas? (Dentro da profissão,
naturalmente, podem existir diferentes escolas de pensamento. Mas elas
usualmente não disputam a contribuição positiva reconhecida do ganhador do Nobel
na sua profissão). Alguém conseguiria rever a história desses prêmios e escolher
um grande número de recebedores cujas contribuições se provaram becos sem saída
ou obstáculos ao progresso teórico, ao invés de (na sua época) descobertas?

A Academia Real Sueca envolveu-se, portanto, em várias incoerências ao escolher
Mr.Samuelson para receber o prêmio de Economia de 1970. Por exemplo, o prêmio do
último ano foi concedido a dois economistas matemáticos (Jan Tinbergen da
Holanda e Ragnar Frisch da Noruega) por sua tradução das teorias econômicas de
outros em linguagem matemática, e pelos seus testes estatísticos da teoria
econômica em vigor. O prêmio deste ano, ao contrário, foi concedido a um homem
cuja contribuição teórica é essencialmente não-testável pela própria natureza de
suas suposições "puras", que são estáticas demais para mandar o mundo parar sua
evolução dinâmica de modo que possam ser "testadas". (Isso inspirou um dos meus
colegas a sugerir que o próximo Prêmio de Economia seja atribuído a qualquer um
capaz de testar empiricamente qualquer dos teoremas de Mr.Samuelson.)

E exatamente porque "ciência" econômica se parece mais com "ciência política" do
que com ciência natural, o Prêmio de Economia parece mais próximo do Prêmio da
Paz do que do Prêmio de Química. Deliberadamente ou não, ele representa a
aprovação ou reconhecimento da Academia Real Sueca da influência política de
algum economista no auxílio à defesa de alguma (presumivelmente) política
governamental louvável. Poderia assim o prêmio ser igualmente ser concedido a um
presidente americano, banqueiro central ou algum outro não-acadêmico como a um
teórico "puro" (se existe tal coisa)? Poderia ser igualmente concedido a David
Rockfeller por ter tomado a liderança na redução da taxa básica, ou ao
presidente Nixon por seu reconhecido papel de liderança da maior economia do
mundo, ou a Arthur Burns como presidente do Federal Reserve Board? Se a questão
é afinal de contas sobre a política governamental, a resposta poderia ser
afirmativa.

Ou talvez a popularidade se torne o principal critério para ganhar o prêmio? A
premiação deste ano foi pelo menos parcialmente atribuída em reconhecimento ao
tratado econômico de Mr.Samuelson, que vendeu mais de dois milhões de cópias
desde 1947 e desse modo influenciou a mentalidade de uma geração inteira de –
vamos dizer, já que isso certamente não é culpa totalmente de Mr.Samuelson –
gente antiquada. A própria orientação do livro mais afugentou estudantes de
aprofundamentos no assunto do que os atraiu para ele. E, ainda, se a
popularidade e o êxito no mercado dos modismos econômicos (entre os que
escolheram permanecer na disciplina ao invés de procurar pastos mais ricos
intelectualmente em outros lugares) devem ser considerados, então o comitê do
prêmio teria feito uma injustiça a Jacqueline Susann não concedendo a ela neste
ano o prêmio literário.

Para resumir, realismo e relevância são, mais que "pureza" e elegância, as
questões flamantes em economia hoje, implicações políticas mais que geometria de
antiquários. A culpa portanto não está com Mr.Samuelson mas com sua disciplina.
Até que se chegue a um consenso sobre o que a economia é, ou deveria ser, é tão
estéril conferir um prêmio por "boa economia" quanto premiar um engenheiro que
projeta uma máquina maravilhosa que ou não pudesse ser construída ou cujo
propósito fosse indeterminado. O prêmio deve assim ser conferido àqueles ainda
perdidos nos corredores de marfim do passado, reforçando a economia do
equilíbrio geral, enquanto está deixando de ser valorizado por aqueles que lutam
para recolocar a disciplina em seu pedestal de economia política, há muito
perdido.



Textos de Michael Hudson em resistir.info:

a.. A recuperação do desastre neoliberal
a.. O parasitismo do sector financeiro
a.. A rendição (mais recente) de Obama à Wall Street
a.. A desdolarização: O desmantelamento do império financeiro-militar da América
a.. Capitalismo financeiro x capitalismo industrial
a.. A última palavra em teoria económica lixo
a.. As eleições da Islândia: Não foram acerca de esquerda e direita
a.. A guerra financeira contra a Islândia
a.. FMI, BM e OMC não são reformáveis e devem ser rejeitados
a.. Colapso económico: A "inundação de dólares" financia o crescimento militar
global dos EUA
a.. A conspiração real da AIG
a.. O sr. Bernanke propaga o fogo
a.. O capitalismo financeiro choca-se contra um muro: O plano de fuga dos
oligarcas à custa do Tesouro americano
a.. A linguagem do saqueio
a.. O que quer a Wall Street
a.. A nova dádiva à banca de Obama: Não salvará a economia e poderá agravar a
crise
a.. O paradigma de Ponzi
a.. A decepção Obama
a.. Banqueiros extorquem o Congresso e o G-20
a.. Guerra financeira contra o trabalho e a indústria
a.. A dádiva sem precedentes de riqueza financeira
a.. Resgate para poucos, escravidão pela dívida para muitos
a.. Escravidão pela dívida: Uma perspectiva cristã sobre o salvamento bancário
de Paulson
a.. A pensar o impensável: Um cancelamento da dívida e um ano jubileu com uma
reabilitação
a.. O plano de salvamento de Paulson-Bernanke
a.. Fraude financeira: O sr. Paulson e o novo escândalo de terras Yazoo
a.. A admirável adesão do Dow Jones à má qualidade
a.. Salvamento financeiro: A cleptocracia dos EUA em acção
a.. O agravamento da crise da dívida: Quem nos pôs nesta confusão e quais são as
opções políticas reais?
a.. Como os Chicago Boys arruinaram a economia
a.. Salvar o Freddie Mac e a Fanny Mae é má política económica
a.. Super-capitalismo, super-imperialismo e imperialismo monetário
a.. Greenspan, o grande inflacionador de activos
a.. A pirâmide dos US$ 4,7 milhões de milhões: a Segurança Social dos EUA & a
Wall Street
a.. Irá a Europa sofrer da síndroma suíça?
a.. Um grande especialista revela segredos dos centros bancários offshore
a.. Salvar a economia, desmantelar o império
a.. US$ 1012 de resgate para os jogadores da Wall Street
a.. O jogo acabou. Não haverá retomada.
a.. Como deveria o Médio Oriente investir o seu excedente comercial?


[*]Quando escrevi esta crítica, ensinava teoria do comércio internacional na
Faculdade de Graduação da New School for Social Research. Subsequentemente,
critiquei a metodologia de Mr.Samuelson em "The Use and Abuse of Mathematical
Economics", Journal of Economic Studies 27 (2000):292-315. O mais importante de
tudo é o teorema da equalização dos preços dos fatores de Mr. Samuelson.
Finalmente, republiquei meu Trade, Development and Foreign Debt: A History of
Theories of Polarization v. Convergence in the World Economy.

O original encontra-se em: http://www.counterpunch.org/hudson12142009.html.
Tradução de RMP.

Este artigo encontra-se em: http://resistir.info/crise/hudson_14dez09_p.html.

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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#89988 De: "Flavio Abelha" <jfabelha@...>
Data: Dom, 7 de Fev de 2010 1:35 am
Assunto: JÁ PAROU E PENSOU? PARA QUE SERVE CÂMARA DE VEREADORES
jfabelha@...
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-----Mensagem Original-----
De: Laerte Braga


JÁ PAROU E PENSOU? PARA QUE SERVE CÂMARA DE VEREADORES?





Laerte Braga





Tente lembrar-se do nome de dez vereadores que você tenha conhecido. Ou
pessoalmente, ou no qual tenha votado, ou do qual tenha ouvido falar. E aí
procure definir pelo menos cinco que tenham exercido o mandato com o mínimo de
pudor, respeito ao seu voto, ou que tenham tido a exata compreensão do
significado de representação popular.



Vai fazer um baita esforço, deve fazer, não vai achar três em dez. Câmaras
de Vereadores são a maior banca de clientelismo político do País, do chamado
mundo institucional, até porque atuam nas cidades, a realidade imediata de cada
um de nós.



Se levarmos em conta o sistema que elege um vereador, o voto proporcional, aí a
coisa piora, pois basta controlar um curral com cestas básicas, consultas
médicas gratuitas, uma lâmpada num poste, um pouco de asfalto de quinta
categoria, alguns até custeiam velórios e pronto, eis um vereador.



É claro que existem vereadores sérios, competentes, vereadores preocupados com
o exercício do mandato à altura das expectativas do eleitor, mas um terço se
tanto. O resto não conhece bússola que não seja essa forma política de
atuar. O clientelismo e via de regra esse trem passa pelo gabinete do prefeito.
Se for um prefeito sem vergonha como o da minha cidade – Juiz de Fora –
rodeado de pilantras nas chamadas secretarias, aí a coisa fica mais fácil, é
tudo uma questão de troca. Uma lâmpada num poste na rua de um eleitor vale um
voto num projeto chinfrim, mas dez lâmpadas valem um voto num tema importante.



Salário é bom, uns extras por fora, nenhuma preocupação em dar satisfações
a quem quer que seja, pelo menos até a próxima eleição – falo dos dois
terços que não sabem e não querem nada com nada, só com o que lhes vem em
forma de benesses políticas. E estou sendo bondoso.



Experimente, se é que já não experimentou, dar um pulo numa Câmara
Municipal. Mas vá para olhar os vereadores, tentar verificar o seu trabalho.
Tirando a turma, o terço que falei, o resto vai estar atendendo cabos
eleitorais e fazendo “negócios†que possam redundar em vantagens políticas
e pessoais, lógico, que ninguém é de ferro.



Não há sentido em Câmara de Vereadores.



Há um argumento bem cretino todas as vezes que se fala no custo vereador, no
custo Câmara Municipal. É que não representa nada diante do orçamento, isso
em termos percentuais.



Levando em conta os resultados custa uma fábula. Dinheiro jogado fora.



Por que não Conselhos? A Constituição de 1988 criou e tornou obrigatória a
instituição de conselhos específicos, como saúde, educação, moradia, mas
faltou peito ao constituinte (que depende dos vereadores como cabos eleitorais)
para extinguir essa instituição e substituí-la por uma representação
popular legítima, para além dos conselhos específicos. Os de bairros, até
chegarmos a um geral.



Bobagem, inviável? Muitos prefeitos decentes tentaram transformar os conselhos
em parceiros de seus governos e acabaram massacrados nas urnas pela demagogia
barata do clientelismo.



Como eu disse, a realidade imediata de cada um de nós é a cidade. É nela que
vivemos o dia a dia, o trabalho, constituímos família, criamos filhos, na
cidade é que necessitamos de transportes públicos de boa qualidade, saúde,
educação, responsabilidades direitas do poder público municipal.



Na minha, Juiz de Fora, o prefeito, tucano é lógico, aumentou o IPTU com a
cumplicidade de doze vereadores (seis votaram contra) que sequer se importaram
com a pressão popular às vésperas do Natal. Contam com a memória curta do
eleitor, contam com seus currais. E, com as benesses políticas que advêm do
gabinete do alcaide.



O aumento foi desproporcionou, bem acima da média dos valores de outras cidades
e isso tem uma explicação. O lixo custava cerca de 50 mil mensais no aterro
sanitário quando administrado pela Prefeitura. Custa 500 mil privatizado a uma
empresa corrupta (comprou o prefeito anterior, o que saiu algemado da
Prefeitura, comprou o atual, o governo do Estado através da FEAM e mais um
monte de gente em áreas diversas). Tem que ter dinheiro para pagar e embutido
aí o da propina.



Ano que vem é ano de eleições e o pimpolho do prefeito que não fala e anda
ao mesmo tempo, tropeça e cai, é candidato a deputado estadual. Tem que ter
dinheiro para a campanha, marketing, compra de vereadores para apoio, toda a
“infra-estrutura†desse tipo de empreendimento. De quebra tem outros
candidatos, o secretário de Saúde (que não se elege vereador por si), está
privatizando a saúde em empresas das quais é sócio, logo faturando alto,
“beneficiando†prefeitos em troca de apoio e vai precisar de algum, lógico.



E de vereadores que sejam cabos/eleitorais.



Conselhos seriam bem mais transparentes, bem mais baratos em tudo e por tudo,
dariam maior dimensão à participação popular e não conheço nada mais
democrático que ampla participação popular.



Como está essa participação é um engodo. Por aqui, Juiz de Fora, tem um
vereador que fez sua campanha com um slogan “me ajudemâ€. Parece que faz uma
festa de Natal e distribui alguns brinquedos, no curral eleitoral lógico. 
Está ajudado. Uns quinze mil por mês, mais ou menos, isso durante quatro anos
e uma banana para o eleitor, no caso do IPTU (a festa não. É preciso manter o
curral).



É preciso repensar essa história de Câmara Municipal. Começar a discutir a
idéia de conselhos representativos da população. Desde os específicos, aos
gerais até chegar a um conselho municipal que, sabidamente, não necessitará
de uma estrutura tão cara como as câmaras e terá uma transparência bem
maior.



Isso, levando em conta que os conselhos não são necessariamente uma pessoa,
lógico, são várias e observado o critério da proporcionalidade do
eleitorado, iremos perceber que será bem maior, muito maior, toda a
população.



E tem um trem ainda, esses caras, vereadores, são chamados de excelência e
exigem linguagem parlamentar.



Sugiro beca, aquelas cabeleiras de juízes ingleses, franceses, pelo menos o
espetáculo fica menos trágico, dá para arrancar uma risada, ainda que a faca
esteja enterrada na barriga.



Um tipo assim corte de d. João Charuto.





[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#89987 De: "Flavio Abelha" <jfabelha@...>
Data: Dom, 7 de Fev de 2010 1:17 am
Assunto: Brazil Is the New China - World Predictions - Newsweek 2010
jfabelha@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
REPASSANDO
-----Mensagem Original-----
De: Ana Santanna

----- Original Message -----
From: "MVM==News"


Publicado em 26/12/2009


Brasil: a nova China de 2010, prevê Newsweek


  Entre suas previsões mundiais para 2010, a revista norte-americana Newsweek
inclui  “#7 Brazil Is the New China”.  O Brasil já teria recebido sua parte
justa dos investidores internacionais, dos economistas do desenvolvimento, e do
Comitê Olímpico Internacional, que escolheu o Rio de Janeiro para os Jogos de
2016. Mas conforme 2010 se desenrolar, a distância entre o Brasil e o resto do
BRICs só vai crescer, prevê a publicação.

De acordo com a Newsweek, a economia brasileira vai crescer 8% em 2010. Ainda
segundo a revista, ao explorar a nova descoberta de petróleo “offshore” – a
maior do Hemisfério Ocidental em três décadas – o país vai criar empregos para
brasileiros e riquezas para o governo. Projetos de novas infra-estruturas virão
com os preparativos do país para os Jogos de 2016. Nesse cenário, a Petrobras é
apresentada com destaque, como exemplo para o mundo em tecnologia de
biocombustíveis.

Assista ao vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=hFoG5M2sM1Q&feature=player_embedded


URL: http://www.jornalfeirahoje.com.br/materia.asp?id=13597


==================================


Brazil Is the New China
By Newsweek


Certainly, Brazil has already received its fair share of hype from international
investors, development economists, and the International Olympic Committee,
which selected Rio de Janeiro for the 2016 Games. But as 2010 unfolds, the
distance between Brazil and the rest of the BRICs will only grow. Russia long
ago dropped out of the running, as Putin’s chilling, authoritarian tendencies
became more apparent, scaring away foreign money. India is still growing
strongly, but it’s locked in an unstable region with threats on all sides.
China, of course, is still the delight of the international moneymen, but a
number of risks—a real-estate or equity bubble, ethnic unrest, an environmental
catastrophe—hover on the horizon.


For Brazil, it’s all upside. The economy will grow at 8 percent in 2010.
Exploiting the new offshore oil find—the largest in the Western hemisphere in
three decades—will create jobs for Brazilians and riches for the government. (It
will also solidify Brazil’s enviable energy independence.) New infrastructure
projects are in the pipeline as the country gears up for the 2016 Games. Next
year’s presidential election will likely be a snoozer, but that’s only because
it’s hard to outshine Brazil itself these days.


See Video: Brazil - a new era:
http://www.youtube.com/watch?v=hFoG5M2sM1Q&feature=player_embedded


URL:
http://2010.newsweek.com/top-10/world-predictions/brazil-is-the-new-china.html
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#89986 De: "Marcus Castanhola" <mcastanhola@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 11:11 am
Assunto: AS PROPORÇÕES DO IMPÉRIO
mcastanhola
Offline Offline
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Estados Unidos: O orçamento do Pentágono: o maior e sempre a crescer


Em 28 de Outubro o presidente Barack Obama assinou o Defense Authorization Act
de 2010, o maior orçamento militar da história dos EUA. Ele é não só o maior
orçamento militar do mundo como também é maior do que as despesas militares
somadas de todo o resto do mundo. E é um crescimento imparável. O orçamento
militar de 2010 - o qual não cobre nem mesmo muitas despesas relacionadas com a
guerra - chega aos US$680 mil milhões. Em 2009 era de US$651 mil milhões e em
2000 de US$280 mil milhões. Mais do que duplicou em 10 anos.


Que contraste com a questão dos cuidados de saúde.

O Congresso dos EUA tem estado a debater um plano de cuidados de saúde básicos -
o que todos os outros países industrializados do mundo de certa forma possuem -
durante mais de seis meses. Tem havido intensas pressões de companhias de
seguros, ameaças da extrema-direita e terríveis advertências de que um plano de
cuidados de saúde não deve acrescentar nem um tostão ao déficit.



Mas em meio a este debate de vida e morte sobre cuidados médicos para milhões de
trabalhadores e pobres que não têm cobertura de saúde, um subsídio colossal às
maiores corporações dos Estados Unidos para contratos militares e sistemas de
armas - um agravamento do déficit real - foi aprovado mal havendo qualquer
discussão e artigos em jornais.



A organização Physicians for a National Health Program estima que um plano de
saúde universal e abrangente de pagador único (single-payer) custaria US$350 mil
milhões por ano, o que realmente significaria a quantia poupada através da
eliminação de todos os custos administrativos no atual sistema privado de
cuidados de saúde - um sistema que deixa de fora quase 50 milhões de pessoas.



Compare isto apenas com os sobre custos a cada ano no orçamento militar. Mesmo o
presidente Obama, ao assinar o orçamento do Pentágono, disse: "O Gabinete de
Contabilidade do Governo (Government Accountability Office, GAO), examinou 96
dos principais projetos de defesa do ano passado e descobriu sobre custos que
totalizavam US$295 mil milhões". (whitehouse.gov, Oct. 28)



Os US$50 mil milhões do esquema Ponzi de Bernard Madoff, supostamente a maior
fraude da história, torna-se insignificante na comparação. Por que não há um
inquérito criminal a este roubo de muitos milhares de milhões de dólares? Onde
estão às audiências no Congresso ou a histeria dos media acerca dos US$296 mil
milhões em sobre custos? Por que os presidentes das corporações não são levados
algemados aos tribunais?



Os sobre custos são uma parte integral do subsídio militar às maiores
corporações dos EUA. Eles são tratados como coisa habitual. Pouco importando o
partido no governo, o orçamento do Pentágono cresce, os sobre custos crescem e a
proporção dos gastos internos encolhe.



Viciado na guerra

O orçamento militar do ano é apenas o exemplo mais recente de como a economia
dos EUA é mantida a flutuar por meios artificiais. Décadas de constante
ressuscitar da economia capitalista através do estímulo com despesas de guerra
criaram um vício de militarismo que as corporações estado-unidenses não podem
dispensar. Mas ele já não é suficientemente grande para resolver o problema
capitalista da superprodução.



A justificação dada para este tiro anual no braço de muitos milhares de milhões
de dólares foi que ajudaria a amortecer ou evitar totalmente uma recessão
capitalista e poderia diminuir o desemprego. Mas, como advertiu em 1980 Sam
Marcy, fundador do Workers World Party, em "Generals Over the White House", ao
longo de um período de tempo prolongado este estimulante será cada vez mais
necessário. Finalmente ele transforma-se no seu oposto e torna-se um depressor
maciço que adoece e apodrece toda a sociedade.



A raiz do problema é que à medida que uma tecnologia se torna mais produtiva, os
trabalhadores obtêm uma parte cada vez menor do que produzem. A economia dos EUA
está cada vez mais dependente do estimulante de super-lucros e dos sobre custos
militares de muitos milhares de milhões de dólares para absorver uma fatia cada
vez maior do que é produzido. Isto é uma parte essencial da constante
redistribuição de riqueza que a afasta dos trabalhadores e a conduz aos bolsos
dos super-ricos.



Segundo o Center for Arms Control and Non-Proliferation, os gastos militares dos
EUA agora são significativamente maiores, em termos de dólares de 2009, do que
foram durante os anos de pico da Guerra da Coréia (1952: US$604 mil milhões), da
Guerra do Vietnam (1968: US$513 mil milhões) ou da acumulação militar da era
Reagan na década de 1980 (1985: US$556 mil milhões). Mas isto já não é mais
suficiente para manter a economia dos EUA à tona.



Mesmo forçando países ricos em petróleo dependentes dos EUA a tornarem-se
devedores com infindáveis compras de armas não é possível resolver o problema.
Mais de dois terços de todas as armas vendidas globalmente em 2008 foram de
companhias militares dos EUA. (Reuters, Sept. 6)



Se bem que um enorme programa militar na década de 1930 tenha sido capaz de
retirar a economia dos EUA de um colapso devastador, num período longo este
estímulo artificial mina os processos capitalistas.



O economista Seymour Melman, em livros como "Pentagon Capitalism", "Profits
without Production" e "The Permanent War Economy: American Capitalism in
Decline", advertiu quanto à deterioração da economia estado-unidense e dos
padrões de vida de milhões de pessoas.



Melman e outros economistas progressistas argumentaram em favor de uma
"conversão econômica" racional ou da transição da produção militar para a civil
por parte das indústrias militares. Eles explicaram como um bombardeiro B-! ou
um submarino Trident poderia pagar os salários de milhares de professores,
proporcionar escolaridade ou cuidados de dia ou reconstrução de estradas.
Gráficos mostravam que o orçamento militar emprega muito menos trabalhadores do
que os mesmo fundos gastos com necessidades civis.



Todas essas idéias eram boas e razoáveis, exceto que o capitalismo não é
racional. No seu insaciável impulso para maximizar lucros ele opta sempre por
super-lucros imediatos em relação mesmo aos melhores interesses da sua própria
sobrevivência a longo prazo.



Nenhum "dividendo da paz"

As altas expectativas, após o fim da Guerra-fria e o colapso da União Soviética,
de que milhares de milhões de dólares poderiam agora serem voltados para um
"dividendo da paz" foram esmagadas contra o contínuo crescimento astronômico do
orçamento do Pentágono. Esta sombria realidade deixou tão desmoralizados e
estupefatos economistas progressistas que hoje quase nenhuma atenção é prestada
à "conversão econômica" ou ao papel do militarismo na economia capitalista,
ainda que ele hoje seja muito maior do que no mais altos níveis da Guerra-fria.



O subsídio militar anual de muitos milhares de milhões de dólares em que
economistas burgueses confiaram desde a Grande Depressão para acelerar e começar
outra vez o ciclo da expansão capitalista já não é suficiente.



Desde que as corporações se tornaram dependentes de dádivas de muitos milhares
de milhões de dólares, o seu apetite tornou-se insaciável. Em 2009, num esforço
para protelar um colapso da economia capitalista global, mais de US$700 milhões
foram entregues aos maiores bancos. E isso foi apenas o princípio. O salvamento
dos bancos está agora nos trilhões de dólares.



Mesmo US$600 a US$700 bilhões por ano em gastos militares não pode mais arrancar
outra vez a economia capitalista ou gerar prosperidade. Mas a América das
corporações não pode viver sem isso.



O orçamento militar cresceu tanto que agora ameaça esmagar e devorar todo o
financiamento social. O seu peso absoluto está a esmagar o financiamento para
toda a atividade humana. As cidades dos EUA estão em colapso. A infraestrutura
de pontes, estradas, barragens, canais e túneis está a desintegrar-se. Vinte e
cinco por cento da água potável dos EUA é considerada "má". O desemprego está
oficialmente a atingir 10 por cento e na realidade é o dobro disso. O desemprego
entre negros e latinos é de mais de 50 por cento. Catorze milhões de crianças
nos EUA estão a viver em habitações abaixo do nível de pobreza.



Metade dos gastos militares está oculta

O anunciado orçamento militar de 2010 de US$680 bilhões é realmente apenas cerca
da metade dos custos anuais dos EUA com despesas militares.



Estas despesas são tão grandes que há um esforço concertado para ocultar muitas
despesas militares em outras rubricas orçamentais. A análise anual da War
Resister League calculou as despesas militares reais de 2009 dos EUA em US$1.449
bilhões, não o orçamento oficial de US$651 bilhões. A Wikipedia, citando várias
fontes, sugeriu um orçamento militar total de US$1.144 bilhões. Sem considerar
de quem é a estimativa, está para além de discussão que o orçamento militar
realmente excede US$1000 bilhões por ano.



O National Priorities Project , o Center for Defense Information e o Center for
Arms Control and Non-Proliferation analisam e revelam muitas despesas militares
ocultas enfiadas em outras partes do orçamento total dos EUA.



Os benefícios dos veteranos, por exemplo, que totalizam US$91 bilhões, não estão
incluídos no orçamento do Pentágono. As pensões militares que totalizam US$48
bilhões estão cravadas no orçamento do Departamento do Tesouro. O Departamento
da Energia esconde no seu orçamento US$18 bilhões dos programas de armas
nucleares. Os US$38 bilhões que financiam vendas de armas ao estrangeiro estão
incluídos no orçamento do Departamento de Estado. Uma das maiores rubricas
ocultas é a dos juros sobre a dívida incorrida com guerras passadas, os quais
totalizam entre US$237 bilhões de US$390 bilhões. Isto é realmente um subsídio
sem fim para os bancos, os quais estão intimamente ligados às indústrias
militares.



Espera-se que todas as partes destes orçamentos inchados cresçam entre 5 e 10
por cento ao ano, enquanto o financiamento federal para estados e cidades está a
encolher de 10 a 15 por cento ao ano, levando às crises de déficits.



Segundo o Office of Management and Budget, 55 por cento do orçamento total de
2010 dos EUA irá para os militares. Mais da metade! Enquanto isso, as concessões
federais aos estados e cidades para serviços humanos vitais - escolas, treino de
professores, programas de cuidados familiares, almoços escolares, manutenção de
infraestrutura básica para água potável, tratamento de esgotos, pontes, túneis e
estradas - estão a reduzir-se.



O militarismo gera repressão

O aspecto mais perigoso do crescimento militar é a insidiosa penetração da sua
influência política em todas as áreas da sociedade. Trata-se da instituição que
está mais afastadas do controle popular e a mais motivada para a aventura
militar e a repressão. Generais na reforma circulam nos conselhos de
administração das corporações, tornando-se palradores nos media mais
importantes, assim como lobistas, consultores e políticos.



Não é uma coincidência que além de ter a maior máquina militar do mundo, os EUA
tenham a maior população prisional do mundo. O complexo industrial-prisional é a
única indústria em crescimento. Segundo o Bureau of Justice Statistics do
Departamento da Justiça dos EUA, mais de 7,3 milhões de adultos estavam sob
liberdade condicional ou encarcerados em 2007. Mais de 70 por cento dos
encarcerados são negros/as, latinos/as, nativos/as e outras pessoas de cor. Os
adultos negros têm quatro vezes mais probabilidade de serem aprisionados do que
os brancos.



Tal como entre os militares, com as suas centenas de milhares de empreiteiros e
mercenários, o impulso para maximizar lucros tem levado à crescente privatização
do sistema prisional.



O número de prisioneiros tem crescido implacavelmente. Hoje há 2,5 vez mais
pessoas no sistema prisional do que 25 anos atrás. Na medida em que o
capitalismo estado-unidense é cada vez menos capaz de proporcionar empregos,
estágios profissionais ou educação, as únicas soluções apresentadas são as
prisões ou os militares, descarregando a devastação sobre indivíduos, famílias e
comunidades.



O peso dos militares pressiona o aparelho repressivo do estado sobre todas as
partes da sociedade. Há um enorme crescimento de polícias de toda espécie e
incontáveis agências de polícia e de inteligência.



O orçamento para 16 agências de espionagem dos EUA atingiu os US$49,8 bilhões no
ano fiscal de 2009; 80 por cento destas agências secretas são braços do
Pentágono (Associated Press, Oct. 30). Em 1998 esta despesa era de US$26,7
bilhões. Mas estas agências secretas de topo não estão incluídas no orçamento
militar. Nem tão pouco as agências de repressão à imigração e de controle de
fronteiras.



As forças armadas dos EUA estão estacionadas em mais de 820 instalações
militares por todo o mundo. Isto não conta as bases arrendadas e os postos
secretos de escuta e muitas centenas de navios e submarinos.



Mas quanto mais a máquina militar cresce, menos pode controlar o seu império
mundial porque não apresenta soluções e nem melhorias em padrões de vida. As
armas de alta tecnologia do Pentágono podem ler uma matrícula de automóvel num
carro a partir de um satélite de vigilância; os seus binóculos de visão noturna
pode devassar a escuridão; e os seus aviões sem piloto (drones) podem incinerar
uma aldeia isolada. Mas eles são incapazes de proporcionar água potável, escolas
ou estabilidade às nações atacadas.





Apesar de todas as fantásticas armas de alta tecnologia do Pentágono, a posição
geopolítica dos EUA está a decair ano após ano. Sem qualquer conexão com o seu
poder de fogo maciço e o seu armamento no estado-da-arte, o imperialismo
americano tem sido incapaz de reconquistar os mercados mundiais e a posição do
capital financeiro estado-unidense. A sua economia e as suas indústrias têm sido
tolhidas pelo peso absoluto da manutenção da sua máquina militar. E como tem
mostrado a resistência no Iraque e no Afeganistão, esta máquina não pode igualar
a determinação do povo para controlar o seu próprio futuro.





Como a imensa economia capitalista estado-unidense é capaz de oferecer cada vez
menos aos trabalhadores dos EUA, este nível de resistência determinada
certamente também aqui fincará raízes.



O original encontra-se em http://www.workers.org/2009/us/pentagon_1112/



Este artigo encontra-se em http://resistir.info

#89985 De: clovis libanio <clovislibanio@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 5:09 am
Assunto: Notícias de 08/02/2010, segunda
clovislibanio
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EM CIMA DA HORA - PM do Serra reprime protestos dos alagados em SP
Viomundo
Barbárie e covardia: PM usa cassetetes e gás pimenta e spray contra
manifestantes - por Conceição Lemes
“Uma grade separava os manifestantes da sede da Prefeitura. Como havia uma
brecha, as pessoas foram entrando. A PM, para aumentar a área de proteção do
prédio , resolveu fechá-la e empurrar a grade, para afastar mais os
manifestantesâ€, relata o jornalista Leonardo Fuhrmann. “As pessoas já
estavam recuando. Aí, começou  uma  discussão tremenda. A PM partiu para a
porrada: desceu o cassetete e lançou spray de gás pimenta a torto e a
direito.â€
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/barbarie-e-covardia-pm-usa-cassetetes-e-\
gas-pimenta-contra-manifestantes/
 
Globo Online
Protesto contra enchentes termina em confusão com a Polícia Militar no centro
de SP
http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2010/02/08/protesto-contra-enchentes-term\
ina-em-confusao-com-policia-militar-no-centro-de-sp-915810885.asp
 
Uol Notícias
PM e moradores de áreas alagadas se enfrentam em SP
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia/2010/02/08/pm-e-moradores-de\
-areas-alagadas-se-enfrentam-em-sp.jhtm
 
Folha Online
Grupo protesta contra enchente e entra em confronto com PM em frente à
Prefeitura de SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u691086.shtml
 
G1
Após confusão com a PM, manifestantes se reúnem na Prefeitura
Reunião com grupo que protesta contra alagamentos começou às 15h.
Dois parlamentares foram atingidos por spray de pimenta no rosto.
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1481826-5605,00-APOS+CONFUSAO+COM+A+\
PM+MANIFESTANTES+SE+REUNEM+NA+PREFEITURA.html
 
SÃO PAULO DESPREPARADO (A) PARA ENFRENTAR CHUVAS
R7
Após dois meses de alagamento, sonho da casa própria virou pesadelo para
moradores do Jardim Romano
Lama e cheiro de esgoto espantam famílias da região na zona leste de São
Paulo
http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/apos-dois-meses-de-alagamento-sonho-da\
-casa-propria-virou-pesadelo-para-moradores-do-jardim-romano-20100208.html
 
Bom Dia Brasil - 08/02/2010
Paulistanos lutam pela sobrevivência em áreas arrasadas pela chuva
Vivendo em escolas, os desabrigados temem o começo das aulas. Nas salas, há
até briga por comida
http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1480957-16020,00-PAULISTANOS+LUTAM+PELA+S\
OBREVIVENCIA+EM+AREAS+ARRASADAS+PELA+CHUVA.html
 
Bom Dia são Paulo - 08/02/2010
Bairro inteiro está com água em casa
São 260 famílias vovendo em condições críticas na região. A prefeitura
ofereceu bolsa-aluguel, mas os moradores querem mais garantias para se mudar. A
congregação batista está recolhendo donativos
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481054-16577,00-BAIRRO+INTEIRO+ESTA\
+COM+AGUA+EM+CASA.html
 
SPTV 1ª  Edição - 08/02/2010
Alagamentos ainda não acabaram
A cada dia que passa surpreende mais o que está acontecendo na zona leste da
capital e nos bairros das cidades vizinhas, como em Itaquaquecetuba e Guarulhos
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481500-16574,00-ALAGAMENTOS+AINDA+N\
AO+ACABARAM.html
 
Bom Dia São Paulo - 08/02/2010
Alunos do CEU Três Pontes terão mais uns dias de férias por causa da chuva
A escola fica na região alagada do Jardim Romano. A Secretaria Municipal de
Educação informou que ainda faltam alguns ajustes para que as crianças voltem
às aulas
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481053-16577,00-ALUNOS+DO+CEU+TRES+\
PONTES+TERAO+MAIS+UNS+DIAS+DE+FERIAS+POR+CAUSA+DA+CHUVA.html
 
SPTV 1ª  Edição - 08/02/2010
Enchentes atrasam volta às aulas
Todo o drama enfrentado pelos moradores dessa região da Grande São Paulo afeta
também o retorno às aulas. Um milhão de alunos voltam hoje a estudar nas mais
de mil escolas da capital
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481501-16574,00-ENCHENTES+ATRASAM+V\
OLTA+AS+AULAS.html
 
SPTV 1ª  Edição - 08/02/2010
Dia de faxina nas ruas da zona norte
Moradores da zona norte da capital comemoram a limpeza das ruas próximas à
avenida Inajar de Souza. No sábado o SPTV primeira edição mostrou que as
calçadas eram usadas como depósito de lixo
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481531-16574,00-DIA+DE+FAXINA+NAS+R\
UAS+DA+ZONA+NORTE.html
 
O Estado de S.Paulo
Prefeitura reconhece necessidade de mais ações
A Prefeitura de São Paulo reconhece a necessidade de novas intervenções em
algumas das áreas mapeadas como de risco em 2003, como é o caso do Parque
Europa, em M"Boi Mirim, na zona sul.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507849,0.php
 
SPTV 1ª  Edição - 08/02/2010
Rompimento de adutora para trânsito
Começo de semana difícil para motoristas na zona sul e para moradores de
várias regiões. Tudo por causa da obra para consertar uma adutora rompida
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481525-16574,00-ROMPIMENTO+DE+ADUTO\
RA+PARA+TRANSITO.html
 
O Estado de S.Paulo
Adutora rompe e 700 mil ficam sem água
Abastecimento na capital paulista só deve ser normalizado hoje
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507840,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Concessionárias têm de explicar falta de energia
Bairros ficaram 48h sem luz na semana passada
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507842,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Chuva já atrapalha os desfiles em SP
Escolas perdem alegorias inteiras e dobram turnos nos preparativos
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507848,0.php
 
Viomundo
Leitores: Fantástico culpa a população pelas enchentes
http://www.viomundo.com.br/denuncias/leitores-fantastico-culpa-a-populacao-pelas\
-enchentes/
 
Conversa Afiada
Chuva: Fantástico põe a culpa no pobre
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=26836
 
Clique aqui e veja a reporcagem do Fantástico de ontem, 07/2, que culpa os
pobres pelas inundações e enchentes em SP
 
OUTRAS NOTÍCIAS DE SP
JT
Estação de Metrô, só em ano de votação?
Das inaugurações de paradas de metrô desde 1998, só uma não ocorreu quando
houve disputa
http://txt.jt.com.br/editorias/2010/02/08/pol-1.94.9.20100208.1.1.xml
 
Estadão Online
Protesto bloqueia pista da rodovia Padre Manoel da Nóbrega
São Paulo - Um grupo de aproximadamente 30 pessoas realiza um protesto e
bloqueia, desde as 15h30 deste domingo, 7, a pista sentido capital da Rodovia
Padre Manoel da Nóbrega, na altura do quilômetro 293, em Praia Grande, litoral
sul paulista.
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,protesto-bloqueia-pista-da-rodovia-pa\
dre-manoel-da-nobrega,507712,0.htm
 
Agora SP
Bebê é sequestrado dentro de casa
http://www.agora.uol.com.br/policia/ult10104u690815.shtml
 
http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1206643-7824-OS+GOLS+DE+BRAG\
ANTINO+X+PALMEIRAS+PELA+RODADA+DO+PAULISTAO,00.htmlOs gols de Bragantino 2 x 3
Palmeiras Os gols de Bragantino 2 x 3 Palmeiras
http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1206643-7824-OS+GOLS+DE+BRAG\
ANTINO+X+PALMEIRAS+PELA+RODADA+DO+PAULISTAO,00.html
 
MÁFIA DEMO-TUCANO DO DF
Bom Dia DF - 08/02/2010
Cai mais um integrante da cúpula do GDF
Rodrigo Arantes, secretário particular de Arruda, pediu exoneração. Ele é
apontado como a pessoa que entregou R$ 200 mil a Antônio Bento, dinheiro usado
para tentar subornar Edson Sombra (foto).
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1481195-10041,00-CAI+MAIS+UM+INTEGRA\
NTE+DA+CUPULA+DO+GDF.html
 
O Estado de S.Paulo
Sobrinho de Arruda deixa cargo e agrava cenário de crise
Rodrigo Diniz Arantes é apontado como um dos articuladores de tentativa de
suborno
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507880,0.php
 
R7
Após denúncias de suborno, Arruda pode
perder o cargo e ter seus bens bloqueados
OAB quer bloquear bens de Arruda enquanto seus secretários abandonam o governo
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/apos-denuncias-arruda-pode-perder-cargo-e\
-ter-bens-bloqueados-20100208.html
 
O Globo - 08/02/2010
Corrupção documentada
Mensalão do DEM: novos vídeos mostram que secretário do DF sabia de suborno
BRASÍLIA - Vídeos gravados pelo jornalista Edimilson Edson dos Santos, o
Sombra, revelam que o secretário de Comunicação do Distrito Federal, Weligton
Moraes, sabia do suborno que seria pago a ele (Sombra) em troca de um depoimento
favorável ao governador  José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) nas
investigações do supostoesquema de corrupção instaladona administração
local. Testemunha importante no inquérito, Sombra é amigo de Durval Barbosa,
ex-secretário de Relações Institucionais do governo de Arruda e delator do
esquema.
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/02/08/mensalao-do-dem-novos-videos-mostram\
-que-secretario-do-df-sabia-de-suborno-915807622.asp
 
Bom Dia DF - 08/02/2010
Integrantes do movimento Fora Arruda voltam a agir
Nesse domingo, na Asa Sul, teve passeata contra o governador do Distrito
Federal.
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1481089-10041,00-INTEGRANTES+DO+MOVI\
MENTO+FORA+ARRUDA+VOLTAM+A+AGIR.html
 
Bom Dia DF - 08/02/2010
Ex-presidente da OAB-DF está sob proteção policial
Estefânia Viveiros procurou a Polícia Federal porque está sendo ameaçada.
A advogada disse que recebeu duas fotos, em que aparece ao lado de Durval
Barbosa. De acordo com ela, houve uma montagem. As fotos já estão com a
Polícia Federal.

http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1481082-10041,00-EXPRESIDENTE+DA+OAB\
DF+ESTA+SOB+PROTECAO+POLICIAL.html
 
O Globo - 08/02/2010
Mensalão do DEM: ex-presidente da OAB-DF está sob proteção policial
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/02/08/mensalao-do-dem-ex-presidente-da-oab\
-df-esta-sob-protecao-policial-915807807.asp
 
Conjur - 08/02/2010
Nova acusação
Já a Folha publica que José Roberto Arruda (sem partido) é acusado agora de
usar a Polícia Civil para atrapalhar a investigação de grampo contra
adversários.
http://www.conjur.com.br/2010-fev-08/noticias-justica-direito-jornais-segunda-fe\
ira
 
Terra - 08/02/2010
Propina pode ter pago cartões de Dia das Mães no DF
O Ministério Público investiga se cartões em homenagem ao Dia das Mães
enviados pela Associação Amigos do Arruda, ligada ao governador do Distrito
Federal, José Roberto Arruda (sem partido), foram pagos com dinheiro do esquema
de corrupção do Distrito Federal.
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4252241-EI7896,00.html
 
Correio Braziliense - 08/02/2010
Ademir Malavazi passa de conselheiro a chefe da comunicação
Para assumir a área de comunicação do GDF em lugar de Weligton Moraes, que
deixou o governo no fim da semana passada, o governador José Roberto Arruda
alçou dos bastidores o jornalista Ademir Malavazi. Amigo e conselheiro de
Arruda há duas décadas, os dois trabalharam juntos pela primeira vez após a
eleição do político para o Senado, em 1994
Clique aqui para ler

Correio Braziliense - 08/02/2010
Vídeo mostra negociação entre ex-servidor preso e Sombra Nas imagens,
Antônio Bento aparece oferecendo R$ 200 mil para o jornalista Edson Sombra
dizer que gravações feitas por Durval foram manipuladas. Advogados voltam a
negar envolvimento do governador
Clique aqui para ler
 
Zero Hora - 08/02/2010
Arruda é alvo de novos protestos
Brasília teve ontem uma nova manifestação contra o governador do Distrito
Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido). A concentração ocorreu no
Eixão Sul ontem por volta das 9h.
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a28\
02559.xml&template=3898.dwt&edition=14067&section=1007

NACIONAL
O Estado de S.Paulo
Dilma comanda reação petista a FHC e diz que insistirá em comparações
Com Dutra e Padilha, ela responde a artigo no 'Estado' em que ex-presidente
acusa Lula de 'enunciar inverdades'
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507871,0.php
 
Folha de S.Paulo
Lula propõe ao Congresso ampliar punições contra empresas corruptoras
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai encaminhar nesta segunda-feira ao
Congresso um projeto de lei que responsabiliza empresas que praticarem atos de
corrupção contra a administração pública nacional e internacional.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u690926.shtml

Reuters
Em reação a FHC, governo mantém tática de comparar gestões
http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE6170FF20100208
 
O Estado de S.Paulo
Foco tem de ser biografia de candidatos, cobram tucanos
Para integrantes do PSDB, artigo de FHC expõe o diagnóstico do partido sobre
conjuntura política atual
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507874,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Ala oposicionista do PMDB avisa que insistirá em reverter quadro pró-PT
Com a recondução do deputado Michel Temer (SP) à presidência do PMDB, e o
consequente fortalecimento da tese a favor da aliança com o PT na eleição
presidencial, a ala peemedebista que faz oposição ao governo federal começa a
articular a reversão do quadro - hoje favorável à coligação com a ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507876,0.php
 
O Estado de S.Paulo
'Sem aliança em Minas, meu eleitor se sentirá traído'
Entrevista com Hélio Costa: ministro das Comunicações. Para ele, PT e PMDB
serão derrotados na disputa pelo governo de Minas Gerais se concorrerem
separadamente no Estado
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507877,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Alencar vira aposta do PT para unificar base em Minas
Vice vem sendo estimulado a se lançar ao governo estadual para fortalecer
candidatura de Dilma
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507878,0.php
 
Folha de S.Paulo
PT já disputa lugar na chapa de José Alencar em Minas
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u690880.shtml
 
Agência Brasil
Investimentos em educação vão transformar Brasil em potência econômica, diz
Lula
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2010/02/08/materia.2010-02-08.125957415\
7/view

O Estado de S.Paulo
Um papel falso que pôs Cabral em saia-justa
Documento pediu extinção de processo em que ele defende direitos de servidores
homossexuais
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507879,0.php
 
ECONOMIA
O Estado de S.Paulo
Classe C chega perto da A/B no consumo, mas deve mais
E metade das classes C e D teve problemas com crediário, diz estudo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507884,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Empresas brasileiras pagam dividendos recordes em 2009
Estudo mostra que, em média, companhias pagaram R$ 1,28 por ação no ano
passado, 52% mais que em 2008
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507889,0.php
 
O Estado de S.Paulo
A revolução silenciosa do empreendedorismo
Muito se comenta sobre o papel da estabilização macroeconômica, das reformas
constitucionais, da abertura dos mercados e de mecanismos de distribuição de
renda no atual ciclo de desenvolvimento econômico e social do Brasil.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507895,0.php
 
O Estado de S.Paulo
O mago dos imóveis vai investir em infraestrutura no Brasil
Sam Zell quer aproveitar as oportunidades de negócios que surgirão com a Copa
do Mundo e a Olimpíada
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507897,0.php
 
O Estado de S.Paulo
''Nós vamos agarrar todas as oportunidades''
Estrategista típico, Sam Zell compara o Brasil ao México de alguns anos atrás
e fala sobre seu investimento em mídia
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507898,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Pré-sal cria nova corrida do ouro
Investimento da Petrobrás atrai cadeia de fornecedores ao País
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507899,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Brasil vai à OMC contra subsídio ao açúcar europeu
UE descumpre acordo e autoriza seus produtores a exportar 500 mil toneladas
acima do teto permitido
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507912,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Europa tenta sair da crise sem FMI
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507882,0.php
 
INTERNACIONAL
Agência Brasil
Técnicos brasileiros vão à Venezuela ajudar a resolver problemas de geração
de energia
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2010/02/08/materia.2010-02-08.557968745\
4/view
 
O Estado de S.Paulo
Para Itamaraty, líder iraniano está 'blefando'
Especialistas brasileiros dizem que Teerã não teria capacidade de enriquecer o
urânio a 20%
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507870,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Piedad diz que Brasil facilitará libertações
A senadora colombiana Piedad Córdoba disse ontem que, graças à ajuda
brasileira, novas libertações de reféns das Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia (Farc) podem estar próximas.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507862,0.php
 
ESPORTES
G1
Melhores momentos de São Paulo 1 x 2 Santos
http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1206768-7824-MELHORES+MOMENT\
OS+DE+SAO+PAULO+X+SANTOS+PELA+RODADA+DO+PAULISTA,00.html

G1
Os gols de Bragantino 2 x 3 Palmeiras
http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1206643-7824-OS+GOLS+DE+BRAG\
ANTINO+X+PALMEIRAS+PELA+RODADA+DO+PAULISTAO,00.html

G1
Classificação e jogos do Campeonato Paulista
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Futebol/Classificacao/0,,ESP0-9839,00.htm\
l

EM CIMA DA HORA - PM do Serra reprime protestos dos alagados em SP
Viomundo
Barbárie e covardia: PM usa cassetetes e gás pimenta e spray contra
manifestantes - por Conceição Lemes
“Uma grade separava os manifestantes da sede da Prefeitura. Como havia uma
brecha, as pessoas foram entrando. A PM, para aumentar a área de proteção do
prédio , resolveu fechá-la e empurrar a grade, para afastar mais os
manifestantesâ€, relata o jornalista Leonardo Fuhrmann. “As pessoas já
estavam recuando. Aí, começou  uma  discussão tremenda. A PM partiu para a
porrada: desceu o cassetete e lançou spray de gás pimenta a torto e a
direito.â€
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/barbarie-e-covardia-pm-usa-cassetetes-e-\
gas-pimenta-e-spray-contra-manifestantes/
 
Globo Online
Protesto contra enchentes termina em confusão com a Polícia Militar no centro
de SP
http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2010/02/08/protesto-contra-enchentes-term\
ina-em-confusao-com-policia-militar-no-centro-de-sp-915810885.asp
 
Uol Notícias
PM e moradores de áreas alagadas se enfrentam em SP
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia/2010/02/08/pm-e-moradores-de\
-areas-alagadas-se-enfrentam-em-sp.jhtm
 
Folha Online
Grupo protesta contra enchente e entra em confronto com PM em frente à
Prefeitura de SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u691086.shtml
 
G1
Após confusão com a PM, manifestantes se reúnem na Prefeitura
Reunião com grupo que protesta contra alagamentos começou às 15h.
Dois parlamentares foram atingidos por spray de pimenta no rosto.
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1481826-5605,00-APOS+CONFUSAO+COM+A+\
PM+MANIFESTANTES+SE+REUNEM+NA+PREFEITURA.html
 
SÃO PAULO DESPREPARADO (A) PARA ENFRENTAR CHUVAS
R7
Após dois meses de alagamento, sonho da casa própria virou pesadelo para
moradores do Jardim Romano
Lama e cheiro de esgoto espantam famílias da região na zona leste de São
Paulo
http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/apos-dois-meses-de-alagamento-sonho-da\
-casa-propria-virou-pesadelo-para-moradores-do-jardim-romano-20100208.html
 
Bom Dia Brasil - 08/02/2010
Paulistanos lutam pela sobrevivência em áreas arrasadas pela chuva
Vivendo em escolas, os desabrigados temem o começo das aulas. Nas salas, há
até briga por comida
http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1480957-16020,00-PAULISTANOS+LUTAM+PELA+S\
OBREVIVENCIA+EM+AREAS+ARRASADAS+PELA+CHUVA.html
 
Bom Dia são Paulo - 08/02/2010
Bairro inteiro está com água em casa
São 260 famílias vovendo em condições críticas na região. A prefeitura
ofereceu bolsa-aluguel, mas os moradores querem mais garantias para se mudar. A
congregação batista está recolhendo donativos
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481054-16577,00-BAIRRO+INTEIRO+ESTA\
+COM+AGUA+EM+CASA.html
 
SPTV 1ª  Edição - 08/02/2010
Alagamentos ainda não acabaram
A cada dia que passa surpreende mais o que está acontecendo na zona leste da
capital e nos bairros das cidades vizinhas, como em Itaquaquecetuba e Guarulhos
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481500-16574,00-ALAGAMENTOS+AINDA+N\
AO+ACABARAM.html
 
Bom Dia São Paulo - 08/02/2010
Alunos do CEU Três Pontes terão mais uns dias de férias por causa da chuva
A escola fica na região alagada do Jardim Romano. A Secretaria Municipal de
Educação informou que ainda faltam alguns ajustes para que as crianças voltem
às aulas
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481053-16577,00-ALUNOS+DO+CEU+TRES+\
PONTES+TERAO+MAIS+UNS+DIAS+DE+FERIAS+POR+CAUSA+DA+CHUVA.html
 
SPTV 1ª  Edição - 08/02/2010
Enchentes atrasam volta às aulas
Todo o drama enfrentado pelos moradores dessa região da Grande São Paulo afeta
também o retorno às aulas. Um milhão de alunos voltam hoje a estudar nas mais
de mil escolas da capital
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481501-16574,00-ENCHENTES+ATRASAM+V\
OLTA+AS+AULAS.html
 
SPTV 1ª  Edição - 08/02/2010
Dia de faxina nas ruas da zona norte
Moradores da zona norte da capital comemoram a limpeza das ruas próximas à
avenida Inajar de Souza. No sábado o SPTV primeira edição mostrou que as
calçadas eram usadas como depósito de lixo
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481531-16574,00-DIA+DE+FAXINA+NAS+R\
UAS+DA+ZONA+NORTE.html
 
O Estado de S.Paulo
Prefeitura reconhece necessidade de mais ações
A Prefeitura de São Paulo reconhece a necessidade de novas intervenções em
algumas das áreas mapeadas como de risco em 2003, como é o caso do Parque
Europa, em M"Boi Mirim, na zona sul.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507849,0.php
 
SPTV 1ª  Edição - 08/02/2010
Rompimento de adutora para trânsito
Começo de semana difícil para motoristas na zona sul e para moradores de
várias regiões. Tudo por causa da obra para consertar uma adutora rompida
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1481525-16574,00-ROMPIMENTO+DE+ADUTO\
RA+PARA+TRANSITO.html
 
O Estado de S.Paulo
Adutora rompe e 700 mil ficam sem água
Abastecimento na capital paulista só deve ser normalizado hoje
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507840,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Concessionárias têm de explicar falta de energia
Bairros ficaram 48h sem luz na semana passada
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507842,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Chuva já atrapalha os desfiles em SP
Escolas perdem alegorias inteiras e dobram turnos nos preparativos
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507848,0.php
 
Viomundo
Leitores: Fantástico culpa a população pelas enchentes
http://www.viomundo.com.br/denuncias/leitores-fantastico-culpa-a-populacao-pelas\
-enchentes/
 
Conversa Afiada
Chuva: Fantástico põe a culpa no pobre
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=26836
 
Clique aqui e veja a reporcagem do Fantástico de ontem, 07/2, que culpa os
pobres pelas inundações e enchentes em SP
 
OUTRAS NOTÍCIAS DE SP
JT
Estação de Metrô, só em ano de votação?
Das inaugurações de paradas de metrô desde 1998, só uma não ocorreu quando
houve disputa
http://txt.jt.com.br/editorias/2010/02/08/pol-1.94.9.20100208.1.1.xml
 
Estadão Online
Protesto bloqueia pista da rodovia Padre Manoel da Nóbrega
São Paulo - Um grupo de aproximadamente 30 pessoas realiza um protesto e
bloqueia, desde as 15h30 deste domingo, 7, a pista sentido capital da Rodovia
Padre Manoel da Nóbrega, na altura do quilômetro 293, em Praia Grande, litoral
sul paulista.
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,protesto-bloqueia-pista-da-rodovia-pa\
dre-manoel-da-nobrega,507712,0.htm
 
Agora SP
Bebê é sequestrado dentro de casa
http://www.agora.uol.com.br/policia/ult10104u690815.shtml
 
http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1206643-7824-OS+GOLS+DE+BRAG\
ANTINO+X+PALMEIRAS+PELA+RODADA+DO+PAULISTAO,00.htmlOs gols de Bragantino 2 x 3
Palmeiras Os gols de Bragantino 2 x 3 Palmeiras
http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1206643-7824-OS+GOLS+DE+BRAG\
ANTINO+X+PALMEIRAS+PELA+RODADA+DO+PAULISTAO,00.html
 
MÁFIA DEMO-TUCANO DO DF
Bom Dia DF - 08/02/2010
Cai mais um integrante da cúpula do GDF
Rodrigo Arantes, secretário particular de Arruda, pediu exoneração. Ele é
apontado como a pessoa que entregou R$ 200 mil a Antônio Bento, dinheiro usado
para tentar subornar Edson Sombra (foto).
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1481195-10041,00-CAI+MAIS+UM+INTEGRA\
NTE+DA+CUPULA+DO+GDF.html
 
O Estado de S.Paulo
Sobrinho de Arruda deixa cargo e agrava cenário de crise
Rodrigo Diniz Arantes é apontado como um dos articuladores de tentativa de
suborno
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507880,0.php
 
R7
Após denúncias de suborno, Arruda pode
perder o cargo e ter seus bens bloqueados
OAB quer bloquear bens de Arruda enquanto seus secretários abandonam o governo
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/apos-denuncias-arruda-pode-perder-cargo-e\
-ter-bens-bloqueados-20100208.html
 
O Globo - 08/02/2010
Corrupção documentada
Mensalão do DEM: novos vídeos mostram que secretário do DF sabia de suborno
BRASÍLIA - Vídeos gravados pelo jornalista Edimilson Edson dos Santos, o
Sombra, revelam que o secretário de Comunicação do Distrito Federal, Weligton
Moraes, sabia do suborno que seria pago a ele (Sombra) em troca de um depoimento
favorável ao governador  José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) nas
investigações do supostoesquema de corrupção instaladona administração
local. Testemunha importante no inquérito, Sombra é amigo de Durval Barbosa,
ex-secretário de Relações Institucionais do governo de Arruda e delator do
esquema.
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/02/08/mensalao-do-dem-novos-videos-mostram\
-que-secretario-do-df-sabia-de-suborno-915807622.asp
 
Bom Dia DF - 08/02/2010
Integrantes do movimento Fora Arruda voltam a agir
Nesse domingo, na Asa Sul, teve passeata contra o governador do Distrito
Federal.
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1481089-10041,00-INTEGRANTES+DO+MOVI\
MENTO+FORA+ARRUDA+VOLTAM+A+AGIR.html
 
Bom Dia DF - 08/02/2010
Ex-presidente da OAB-DF está sob proteção policial
Estefânia Viveiros procurou a Polícia Federal porque está sendo ameaçada.
A advogada disse que recebeu duas fotos, em que aparece ao lado de Durval
Barbosa. De acordo com ela, houve uma montagem. As fotos já estão com a
Polícia Federal.

http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1481082-10041,00-EXPRESIDENTE+DA+OAB\
DF+ESTA+SOB+PROTECAO+POLICIAL.html
 
O Globo - 08/02/2010
Mensalão do DEM: ex-presidente da OAB-DF está sob proteção policial
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/02/08/mensalao-do-dem-ex-presidente-da-oab\
-df-esta-sob-protecao-policial-915807807.asp
 
Conjur - 08/02/2010
Nova acusação
Já a Folha publica que José Roberto Arruda (sem partido) é acusado agora de
usar a Polícia Civil para atrapalhar a investigação de grampo contra
adversários.
http://www.conjur.com.br/2010-fev-08/noticias-justica-direito-jornais-segunda-fe\
ira
 
Terra - 08/02/2010
Propina pode ter pago cartões de Dia das Mães no DF
O Ministério Público investiga se cartões em homenagem ao Dia das Mães
enviados pela Associação Amigos do Arruda, ligada ao governador do Distrito
Federal, José Roberto Arruda (sem partido), foram pagos com dinheiro do esquema
de corrupção do Distrito Federal.
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4252241-EI7896,00.html
 
Correio Braziliense - 08/02/2010
Ademir Malavazi passa de conselheiro a chefe da comunicação
Para assumir a área de comunicação do GDF em lugar de Weligton Moraes, que
deixou o governo no fim da semana passada, o governador José Roberto Arruda
alçou dos bastidores o jornalista Ademir Malavazi. Amigo e conselheiro de
Arruda há duas décadas, os dois trabalharam juntos pela primeira vez após a
eleição do político para o Senado, em 1994
Clique aqui para ler

Correio Braziliense - 08/02/2010
Vídeo mostra negociação entre ex-servidor preso e Sombra Nas imagens,
Antônio Bento aparece oferecendo R$ 200 mil para o jornalista Edson Sombra
dizer que gravações feitas por Durval foram manipuladas. Advogados voltam a
negar envolvimento do governador
Clique aqui para ler
 
Zero Hora - 08/02/2010
Arruda é alvo de novos protestos
Brasília teve ontem uma nova manifestação contra o governador do Distrito
Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido). A concentração ocorreu no
Eixão Sul ontem por volta das 9h.
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a28\
02559.xml&template=3898.dwt&edition=14067&section=1007

NACIONAL
O Estado de S.Paulo
Dilma comanda reação petista a FHC e diz que insistirá em comparações
Com Dutra e Padilha, ela responde a artigo no 'Estado' em que ex-presidente
acusa Lula de 'enunciar inverdades'
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507871,0.php
 
Folha de S.Paulo
Lula propõe ao Congresso ampliar punições contra empresas corruptoras
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai encaminhar nesta segunda-feira ao
Congresso um projeto de lei que responsabiliza empresas que praticarem atos de
corrupção contra a administração pública nacional e internacional.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u690926.shtml

Reuters
Em reação a FHC, governo mantém tática de comparar gestões
http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE6170FF20100208
 
O Estado de S.Paulo
Foco tem de ser biografia de candidatos, cobram tucanos
Para integrantes do PSDB, artigo de FHC expõe o diagnóstico do partido sobre
conjuntura política atual
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507874,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Ala oposicionista do PMDB avisa que insistirá em reverter quadro pró-PT
Com a recondução do deputado Michel Temer (SP) à presidência do PMDB, e o
consequente fortalecimento da tese a favor da aliança com o PT na eleição
presidencial, a ala peemedebista que faz oposição ao governo federal começa a
articular a reversão do quadro - hoje favorável à coligação com a ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507876,0.php
 
O Estado de S.Paulo
'Sem aliança em Minas, meu eleitor se sentirá traído'
Entrevista com Hélio Costa: ministro das Comunicações. Para ele, PT e PMDB
serão derrotados na disputa pelo governo de Minas Gerais se concorrerem
separadamente no Estado
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507877,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Alencar vira aposta do PT para unificar base em Minas
Vice vem sendo estimulado a se lançar ao governo estadual para fortalecer
candidatura de Dilma
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507878,0.php
 
Folha de S.Paulo
PT já disputa lugar na chapa de José Alencar em Minas
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u690880.shtml
 
Agência Brasil
Investimentos em educação vão transformar Brasil em potência econômica, diz
Lula
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2010/02/08/materia.2010-02-08.125957415\
7/view

O Estado de S.Paulo
Um papel falso que pôs Cabral em saia-justa
Documento pediu extinção de processo em que ele defende direitos de servidores
homossexuais
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507879,0.php
 
ECONOMIA
O Estado de S.Paulo
Classe C chega perto da A/B no consumo, mas deve mais
E metade das classes C e D teve problemas com crediário, diz estudo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507884,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Empresas brasileiras pagam dividendos recordes em 2009
Estudo mostra que, em média, companhias pagaram R$ 1,28 por ação no ano
passado, 52% mais que em 2008
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507889,0.php
 
O Estado de S.Paulo
A revolução silenciosa do empreendedorismo
Muito se comenta sobre o papel da estabilização macroeconômica, das reformas
constitucionais, da abertura dos mercados e de mecanismos de distribuição de
renda no atual ciclo de desenvolvimento econômico e social do Brasil.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507895,0.php
 
O Estado de S.Paulo
O mago dos imóveis vai investir em infraestrutura no Brasil
Sam Zell quer aproveitar as oportunidades de negócios que surgirão com a Copa
do Mundo e a Olimpíada
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507897,0.php
 
O Estado de S.Paulo
''Nós vamos agarrar todas as oportunidades''
Estrategista típico, Sam Zell compara o Brasil ao México de alguns anos atrás
e fala sobre seu investimento em mídia
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507898,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Pré-sal cria nova corrida do ouro
Investimento da Petrobrás atrai cadeia de fornecedores ao País
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507899,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Brasil vai à OMC contra subsídio ao açúcar europeu
UE descumpre acordo e autoriza seus produtores a exportar 500 mil toneladas
acima do teto permitido
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507912,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Europa tenta sair da crise sem FMI
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507882,0.php
 
INTERNACIONAL
Agência Brasil
Técnicos brasileiros vão à Venezuela ajudar a resolver problemas de geração
de energia
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2010/02/08/materia.2010-02-08.557968745\
4/view
 
O Estado de S.Paulo
Para Itamaraty, líder iraniano está 'blefando'
Especialistas brasileiros dizem que Teerã não teria capacidade de enriquecer o
urânio a 20%
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507870,0.php
 
O Estado de S.Paulo
Piedad diz que Brasil facilitará libertações
A senadora colombiana Piedad Córdoba disse ontem que, graças à ajuda
brasileira, novas libertações de reféns das Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia (Farc) podem estar próximas.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507862,0.php
 
ESPORTES
G1
Melhores momentos de São Paulo 1 x 2 Santos
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G1
Os gols de Bragantino 2 x 3 Palmeiras
http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1206643-7824-OS+GOLS+DE+BRAG\
ANTINO+X+PALMEIRAS+PELA+RODADA+DO+PAULISTAO,00.html

G1
Classificação e jogos do Campeonato Paulista
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#89984 De: contato@...
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 10:07 am
Assunto: Boletim Intervozes 11
betomlc
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11

Olá!

O novo ano começou agitado para quem luta pelo direito à comunicação no Brasil. Já nos primeiros dias de 2010, a sociedade brasileira presenciou um feroz ataque dos veículois comerciais de comunicação à terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3-). Diversas entidades manifestaram apoio à integralidade do PNDH-3, entre elas o Intervozes, que defendeu especialmente a diretriz 22, que trata do direito humano à comunicação.

Já no início de fevereiro, o presidente Lula convocou uma reunião com organizações da sociedade civil e especialistas para debater o Plano Nacional de Banda Larga. O Intervozes, convidado pela presidência a dar contribuições, apresentou seu documento e destacou, na reunião com o presidente, a importância do serviço de banda larga ser prestado em regime público. O coletivo também defendeu a reativação da Telebrás como gerenciadora da rede de fibras óticas de empresas estatais, atualmente subutilizada, além de pontuar que a entrada da empresa no mercado trará benefícios ao povo brasileiro.

Por fim, o Intervozes assinou uma carta endereçada ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira, reiterando o pedido de publicação imediata do anteprojeto de reforma da Lei do Direito Autoral. O documento, assinado por outras cinco entidades, alerta sobre o risco do projeto não ser votado se não for colocado imediatamente em consulta pública e logo em seguida ser enviado ao Congresso Nacional.

Uma ótima leitura!

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

*

Lula se reúne com especialistas e representantes de entidades para debater o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL)

Intervozes foi uma das entidades convidadas a apresentar contribuições sobre o plano na reunião que aconteceu na última terça (02/01), em Brasília. O Coletivo defendeu a regulação da prestação de serviços em regime público e a reativação da Telebrás para popularizar a internet no Brasil.

Entidades cobram do MinC a publicação do projeto de reforma da lei de direitos autorais

Carta endereçada ao ministro Juca Ferreira reitera o alerta sobre as dificuldades das votações no ano eleitoral e pede que o ministro não desperdice “uma oportunidade histórica de elaborar uma proposta avançada, adequada à nova realidade tecnológica e às necessidades efetivas da sociedade brasileira”.

Intervozes manifesta apoio ao III Programa Nacional de Direitos Humanos

O Coletivo Intervozes afirma seu apoio ao PNDH-3 e às medidas previstas na diretriz 22, relativas à comunicação social, que visam à ampliação da garantia do direito à informação e à comunicação e à defesa dos direitos da população.

 

 

 

 

 

 

 

 

Rua Rego Freitas 454, CJ 122 - 12º andar
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#89983 De: "Marcus Castanhola" <mcastanhola@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 11:10 am
Assunto: O papel do Pentágono na catástrofe global
mcastanhola
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Donos de uma polêmica estrutura militar de manipulação climática (HAARP), as
informações do texto abaixo enriquecem de mais elementos para compreender melhor
a necessidade dos EUA em cria uma nova agência federal exclusivamente dedicada
às mudanças climáticas
(http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/02/100208_noaaclimaebc.shtml) .

Marcus Castanhola.

O papel do Pentágono na catástrofe global

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16385&edito\
ria_id=6

Como o Pentágono conseguiu a isenção de todos os acordos climáticos? Durante as
negociações para o Acordo de Kyoto, os EUA exigiram, como condição para a sua
assinatura, que todas as suas operações militares no mundo, bem como as
operações em que participa com a ONU e com a OTAN, ficassem totalmente isentas
das medidas restritivas de redução da emissão de gases. Depois de obter essa
gigantesca concessão, o governo Bush se negou a assinar os acordos. A total
exclusão das operações globais do Pentágono faz com que as emissões de dióxido
de carbono dos EUA pareçam ser muito menores do que são na realidade. O artigo é
de Sara Flounders.

Sara Flounders (*)

Ao avaliar a conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas em
Copenhagen - onde estiveram presentes mais de 15 mil participantes de 192
países, além de 100 chefes de Estado e ao redor de 100 mil manifestantes nas
ruas - é importante perguntar: como é possível que o maior contaminador de
dióxido de carbono e de outras emissões tóxicas do planeta não tenha sido objeto
de nenhuma discussão na conferência ou alvo de propostas restritivas à sua ação?

Pois é o Pentágono o maior utilizador institucional de produtos de petróleo e
energia. E, não obstante, tem isenção geral em todos os acordos climáticos
internacionais.

As guerras do Pentágono no Iraque e no Afeganistão; suas operações secretas no
Paquistão; seu equipamento operacional em mais de 1000 bases estadunidenses em
todo o mundo; suas 6000 instalações somente nos EUA; todas as operações da OTAN;
seus porta-aviões, jatos, testes, treinamento e vendas de armas, não serão
levados em conta com respeito aos limites dos efeitos dos gases estufa dos EUA
ou incluídos em qualquer estudo?

Em 17 de fevereiro de 2007, o Energy Bulletin publicou, com pormenores, o
consumo de petróleo dos EUA só para aviões, barcos, veículos terrestres e
instalações militares, o que converte o país no maior consumidor de petróleo do
mundo. Naquela data, a Marinha dos EUA possuía 195 barcos de combate e apoio e
4.000 aviões em condições operacionais. O Exército possuía 28.000 veículos
blindados, 140.000 veículos de alta mobilidade e uso múltiplo, mais de 4.000
helicópteros de combate, centenas de aviões de asa fixa e um parque móvil de
187.493 veículos. Sem contar os 80 submarinos e porta-aviões nucleares, que
propagam contaminação nuclear, todos os outros veículos utilizam petróleo.

Segundo dados do World Factbook, 2006 (publicação da CIA), somente 35 países no
mundo, num total de 210, consomem mais petróleo por dia do que o Pentágono.

As Forças Armadas do EUA consomem oficialmente 320.000 barris de petróleo por
dia. Contudo, esse total não inclui o combustível consumido por empreiteiras ou
o combustível consumido em instalações alugadas ou privatizadas. E também não
inclui a grande quantidade de energia e de recursos utilizados para produzir e
manter seu equipamento letal de bombas, granadas ou mísseis que emprega.

Steve Kretzmann, diretor da Oil Change International, informa que 'a guerra do
Iraque produziu, pelo menos, 141 milhões de toneladas métricas de dióxido de
carbono (MMTCO2E) desde março de 2003 até dezembro de 2007... Essa guerra emite
mais de 60% do dióxido de carbono de todos os outros países... Essa informação
não é facilmente acessível porque as emissões militares no estrangeiro estão
isentas dos requerimentos nacionais de informação exigidos pela lei dos EUA e a
Convenção Marco da ONU sobre Mudanças Climáticas' (www.naomiklein.org,) A
maioria dos cientistas culpam as emissões de dióxido de carbono pelos efeitos do
gás estufa e das mudanças climáticas.

ISENÇÃO CRIMINOSA

Como conseguiu o Pentágono a isenção de todos os acordos climáticos? Durante as
negociações para o Acordo de Kyoto, os EUA exigiram, como condição para a sua
assinatura, que todas as suas operações militares no mundo, bem como as
operações em que participa com a ONU e com a OTAN, ficassem totalmente isentas
das medidas restritivas de redução da emissão de gases. Depois de obter essa
gigantesca concessão, o governo Bush se negou a assinar os acordos.

Em artigo de 18 de maio de 1998, intitulado "Temas de Segurança Nacional e de
Política Militar contidos no Tratado de Kioto", o doutor Jeffrey Salmon
descreveu a posição do Pentágono. Cita o informe anual de 1997 ao Congresso, do
então Secretário de Defesa William Cohen: "O Departamento de Defesa recomenda
energicamente que os EUA insistam em uma cláusula de segurança nacional no
protocolo de mudança climática que se está negociando". (www.marshall.org)

Segundo Salmon, essa cláusula de segurança nacional foi proposta em um rascunho
que especificava "uma isenção militar total para os limites de emissão de gases
que provocam o efeito estufa. O rascunho inclui operações multilaterais como,
por exemplo, atividades aprovadas pela OTAN e a ONU, mas também inclui ações
amplamente relacionadas com a segurança nacional, o que parece incluir todas as
formas de ações militares unilaterais e de exercícios e treinamentos para tais
ações".

O doutor Salmon cita também o subsecretário de Estado, Stuart Eizenstat, que
chefiou a delegação dos EUA a Kioto. Eizenstat informou que "o departamento de
defesa e os militares de uniforme que estiveram comigo em Kioto obtiveram todos
os requerimentos que queriam, ou seja, autodefesa, manutenção da paz e ajuda
humanitária".

Mesmo tendo recebido todas essas garantias nas negociações, o Congresso norte
americano aprovou uma cláusula explícita garantindo a isenção militar para o
país. A agência Inter Press Service informou em 21 de maio de 1998: "Os
legisladores dos EUA, em seu mais recente golpe contra os esforços
internacionais para conter o aquecimento global, eximiram hoje as operações
militares dos EUA do acordo de Kioto que especifica claramente compromissos
vinculantes para reduzir a emissão de gases provocadores do efeito estufa. A
Câmara de Representantes aprovou uma emenda à lei de autorização militar do
próximo ano (1999) "que proíbe restrições às forças armadas a partir do
Protocolo de Kioto".

Em Copenhagen, continuaram valendo os mesmos acordos e diretivas sobre a emissão
de gases "estufa". Contudo, não há a menor referência a esta manifesta omissão.

Segundo a jornalista e ecologista Johanna Peace, as atividades militares
continuarão sendo eximidas de uma ordem executiva assinada pelo presidente
Barack Obama e que prevê que as agências federais reduzam suas emissões de gases
poluentes até o ano de 2020. Peace assinala que: "As forças armadas representam
80% das necessidades de energia do governo federal". (solveclimate.com).

A total exclusão das operações globais do Pentágono faz com que as emissões de
dióxido de carbono dos EUA pareçam ser muito menores do que são na realidade. E
apesar disso, mesmo sem contar com o Pentágono, os EUA têm as maiores emissões
de dióxido de carbono do mundo.

MAIS DO QUE EMISSÕES

Além da emissão de dióxido de carbono, as operações militares dos EUA liberam
outros materiais altamente tóxicos e radioativos no ar, na água e no solo.

Armas estadunidenses feitas com urânio empobrecido já descarregaram milhares de
quilos de micro partículas de dejetos radioativos e altamente tóxicos em todo o
Oriente Próximo, Ásia Central e Bálcãs.

Os EUA vendem minas terrestres e bombas de racimo (bombas que ao explodir
liberam outras bombas, também chamadas de bombas cluster) que são a maior causa
de explosões retardadas, de mutilação e incapacitação, especialmente em
camponeses e outros moradores do interior na África, Ásia e América Latina.
Israel, por exemplo, lançou mais de um milhão de bombas racimo sobre o Líbano em
sua invasão de 2006, fornecidas pelos EUA.

Durante a guerra do Vietnã, os EUA deixaram grandes áreas contaminadas com o
herbicida 'Agente Laranja'. Atualmente, mais de 35 anos depois, a contaminação
com dioxina ainda está entre 300 e 400 vezes maior do que os níveis "seguros" de
contaminação. Uma terceira geração pós-guerra está sofrendo defeitos no
nascimento e com altas taxas de câncer resultantes desta contaminação.

A guerra de 1991 no Iraque, seguida por 13 anos de cruéis sanções, bem como a
invasão de 2003 e a conseqüente ocupação do país, transformou a região - que tem
uma história de 5000 anos de ser o celeiro do Oriente Próximo - é hoje uma
catástrofe ecológica. A terra arável e fértil do Iraque se converteu em um
pântano desértico, no qual o menor vento provoca uma tempestade de areia. O
Iraque, que era exportador de alimentos, agora importa 80% de suas necessidades
nesse setor. O ministro da agricultura iraquiano estima que 90% da terra sofre
uma severa desertificação.

A GUERRA ECOLÓGICA NO INTERIOR DOS EE.UU.

Além disso, o departamento de defesa tem se oposto rotineiramente às ordens da
Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA em inglês) para limpar as bases
estadunidenses contaminadas (Washington Post, 30 de junho de 2008). As bases
militares do Pentágono lideram as listas dos lugares mais contaminados do
Superfund (programa de defesa do meio ambiente que exige a localização e limpeza
de áreas poluídas), sendo os contaminantes absorvidos por aqüíferos de água
potável e pelo solo.

O Pentágono tem se oposto também aos esforços da Agência de Proteção Ambiental
em estabelecer novos níveis de contaminação para os produtos químicos que se
encontram em grande quantidade nas instalações militares: o perclorato,
encontrado no propulsor de foguetes e mísseis; e o tricloroetileno, um
desengordurante para partes de metal.

O tricloroetileno é o contaminador de água mais generalizado no país e é
absorvido por aqüíferos da Califórnia, Nova Iorque, Texas, Florida e outros
lugares. Mais de 1000 instalações militares dos EUA estão contaminadas com o
produto. As comunidades mais pobres, especialmente comunidades negras, são as
mais severamente castigadas por esse envenenamento.

As provas estadunidenses de armas nucleares no sudoeste e nas ilhas ao sul do
Pacífico já contaminaram com radiação milhões de hectares de terra e água.
Montanhas de dejetos radioativos e tóxicos de urânio são abandonadas em terras
indígenas do sudoeste do país. Mais de 1000 minas de urânio têm sido abandonadas
em reservas de índios navajos no Arizona e no Novo México.

Em todo o mundo, como nas bases antigas e ativas em Porto Rico, Filipinas,
Coréia do Sul, Vietnã, Laos, Camboja, Japão Nicarágua, Panamá e na antiga
Iugoslávia, encontram-se barris corroídos com produtos químicos e solventes,
além de milhões de projéteis, criminalmente abandonados pelo Pentágono.

A melhor e mais dramática maneira de limpar o meio ambiente é fechar o
Pentágono. O que se necessita de fato para combater as mudanças climáticas é uma
completa mudança de sistema.

Fonte: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=16609

Sara Flounders é co-diretora do International Action Center (www.iacenter.org/)
para a Global Research. Texto publicado no site www.rebelion.org/ Tradução do
espanhol de Izaías Almada.


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#89982 De: "PAULA" <teatrocultura@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 4:29 am
Assunto: CONVITES GRATUITOS DE TEATRO PARA CRIANÇAS - SÃO PAULO
paulagiannini
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Caros Amigos,
Estamos oferecendo ingressos gratuitos do espetáculo "A Megera Domada PAra
Crianças", em  cartaz no Teatro MAria Della Costa:
http://ruthescobar.apetesp.org.br/MDC/amegeradomada.htm

O espetáculo faz parte do Projeto "O Circo do Sol e da Lua" - Shakspeare PAra
Crianças.

Os ingressos são para instituições de assitência ao menor (grupos de até 50
pessoas).

Os interessados podem enviar e-amil para palcoproducoes@... ou ligar
para (11)82497839 - (21) 84245631
Paula Giannini e Amauri Ernani

#89981 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Data: Seg, 8 de Fev de 2010 9:09 pm
Assunto: [Carta O BERRO] Carta Aberta.da cpmi - copie, cole no email e envie para os endereços indicados.
vanderleycai...
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CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA CPMICarta O
Berro...........................................................................\
..............................................................repassem


Estimados amigos e amigas,

Vejam anexo campanha de carta a ser dirigida ao presidente da CPMI e ao relator
deputado Jilmar Tatto.   Voce podera subscrever a carta e enviar diretamente aos
correios eletronicos dos dois parlamentares.
Com cópia para sgeral@...

(A carta assinada pode ser enviada por correio eletrônico  para:Deputado Jilmar
Tatto  relator  - dep.jilmartatto@...   E Senador  Almeida Lima 
presidente da cpmi - almeida.lima@...





CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA CPMI

Aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal

e ao Poder judiciario

Fevereiro de 2010.

Prezados senhores,

O Parlamento Brasileiro instalou novamente mais uma Comissão Parlamentar Mista
de Inquérito - CPMI (com a participação de Deputados e Senadores) para
investigar os convênios firmados entre o Governo Federal e entidades e
movimentos de trabalhadores rurais.

Apesar da Bancada Ruralista e da grande imprensa insistir que é uma "CPMI do
MST", o requerimento que criou a Comissão estabelece objetivos mais amplos, como
explicitados na ementa: "apurar as causas, condições e responsabilidades
relacionadas a desvios e irregularidades verificados em convênios e contratos
firmados entre a União e organizações ou entidades de reforma e desenvolvimento
agrários, investigar o financiamento clandestino, evasão de recursos para
invasão de terras, analisar e diagnosticar a estrutura fundiária agrária
brasileira e, em especial, a promoção e execução da reforma agrária".

Diferente do divulgado pela grande imprensa, os reais objetivos dos autores do
requerimento - Bancada Ruralista no Congresso - ao centrar as investigações
apenas em convênios assinados entre o Poder Executivo e entidades populares, é
criminalizar os movimentos sociais, especialmente o Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra.

Esta é a terceira Comissão Parlamentar de Inquérito com o mesmo objetivo nos
últimos sete anos. Em 2003, foi criada a "CPMI da Terra", que funcionou até
novembro de 2005, e nada provou contra o MST ou qualquer outra entidade agrária.
Naquela CPMI, a Bancada Ruralista conseguiu rejeitar o relatório apresentado
pelo Dep. João Alfredo (PSOL/CE), então relator da CPMI, e aprovou o relatório
do Dep. Lupion (DEM/PR), que propôs classificar as ocupações de terra como crime
hediondo.

Em junho de 2007, o Senado aprovou a criação da CPI das ONGs, destinada a
investigar a utilização de recursos públicos por entidades da sociedade civil
organizada. Novamente, valendo-se de tese semelhante - ou seja, que as entidades
populares e movimentos sociais desviam recursos públicos -, os inimigos da
reforma agrária voltaram a atacar, pedindo a quebra do sigilo bancário, fiscal e
telefônico de entidades parceiras do MST. A CPI ainda está funcionando, e o seu
encerramento está previsto para fevereiro de 2010. Além de analisar a aplicação
legal dos recursos, seria importante analisar os resultados dos convênios, e se
os objetivos propostos foram realizados.

Agora, a Bancada Ruralista voltou a atacar os movimentos sociais rurais,
especialmente o MST, com a criação de mais uma CPMI, buscando dar resposta às
pressões de sua base social, e utilizando-a como um meio de barrar a atualização
dos índices de produtividade. Os argumentos e a tese são sempre os mesmos:
movimentos sociais e entidades populares não têm direito a acessar recursos
públicos.

Por outro lado, a instalação desta CMPI, tendo como objeto de investigação a
atuação de entidades no meio rural, é uma excelente oportunidade para
investigar, por exemplo, a destinação dos recursos recebidos pelo Sistema S.
Essa investigação é oportuna, não só pela quantidade de recursos públicos
envolvidos (entre 2000 e 2009, o SENAR e o SESCOOP, entidades dominadas pelas
entidades dos fazendeiros, receberam, só em recursos da contribuição
obrigatória, mais de R$ 2 bilhões), mas também por fartas evidências de má
versação dos mesmos. Em reiteradas decisões do Tribunal de Contas da União, por
exemplo, estes recursos estariam sendo utilizados não para educar e treinar o
povo do campo, mas para manter, de forma irregular, as estruturas
administrativas e mordomias das Federações patronais.

Além disso, seguindo o que está proposto na ementa do requerimento aprovado, é
uma excelente oportunidade para investigar a grilagem de terras publicas nos
mais diversos Estados da Federação, que a imprensa denunciou e que envolve
inclusive parlamentares como a senadora Katia Abreu, no estado de Tocantins, ou
banqueiros sob suspeita, como é o caso da compra de 36 fazendas em apenas tres
anos no sul do Pará pelo Banco Oportunity, o que foi denunciado em inquerito da
Policia federal.

Ou ainda, como a compra de terras por empresas estrangeiras em faixa de
fronteira. Como acontece com a empresa Stora Enso, no RS, e a seita Monn, no MS.
Além da notória desnacionalização dos recursos naturais e da agricultura
brasileira, que passa a ser controlada cada vez mais por empresas
transnnacionais, que impõem sua lógica de lucro e afeta a soberania alimentar de
nosso país.

A violência no campo (e suas causas) é outra realidade a ser investigada. Nos
últimos anos, foram mortos diversas lideranças do MST e de outros movimentos
agrários. Desde a redemocratizaçao, em 1985, até os dias atuais, foram
assassinados mais de 1.600 lideranças de trabalhadores rurais, incluindo agentes
de pastoral, advogados etc. Destes apenas 80 chegaram aos tribunais e menos de
20 foram julgados. A CPMI precisa investigar os seus responsaveis e por que o
poder judiciário é tao conivente com os latifundiarios mandantes desses crimes.

Recomendamos que o parlamento brasileiro investigue porque um verdadeiro
oligopolio de empresas estrangerias domina a produçao de agrotóxicos, e
transformou o Brasil no maior consumidor mundial de venenos agricolas, afetando
a qualidade dos alimentos e a saúde da população, sem nenhuma responsabilidade.

Entendemos que estes seriam alguns temas que esta CMPI deveria investigar,
contribuindo para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática,
apoiando as iniciativas populares, inclusive das organizações e movimentos que,
na conquista de um pedaço de chão, produzem alimentos para a população
brasileira. A restrição dos trabalhos dessa CMPI à investigação apenas de
convênios de entidades parceiras do MST representará, unicamente, mais uma
iniciativa parlamentar de criminalização dos movimentos sociais e não uma
contribuição ao desenvolvimento e democratização do campo brasileiro.

Queremos manifestar aos senhores nossa total solidariedade ao MST e a todos os
movimetnos sociais e entidades que colocam seus esforços na luta por uma reforma
agraria justa e necessária. O Brasil nunca será uma sociedade democratica, nem
justa, se não resolver essa vergonhosa concentração da propriedade da terra, em
que apenas 15 mil fazendeiros sao donos de 98 milhões de hectares, como
denunicou o ultimo censo, e que menos de 2% do total dos estabelecimetnso
controlam mais de 45% de todas as terras. E quem luta pela democratização da
propriedade, nao poder ser criminalizado justamente por aqueles que querem
manter o monopolio da propriedade da terra.

                 Atenciosamente,




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#89980 De: Natanael Germanio de Sá <adm.natanael@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 2:50 am
Assunto: O senso comum fraudado
adm.natanael@...
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Repassando...

Abs.

De: Julio Severo <juliosevero@...>

Assunto: O senso comum fraudado
Para:
Data: Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010, 12:23


  O senso comum fraudado
*Dr. Márcio Luís Chila Freyesleben, **em matéria especial para o Blog Julio
Severo***
Chamou-me a atenção as repercussões causadas pelas declarações do General
Raymundo Nonato de Cerqueira Neto durante sabatina a que foi submetido no
Senado Federal, ocasião em que opinou desfavoravelmente à presença de
homossexuais nas Forças Armadas. Como sói ocorrer, os movimentos sociais
afins, jornalistas, políticos e, como de hábito, o presidente da OAB vieram
em coro externar seus judiciosos pareceres, todos de Carta Magna em riste.
As manifestações exacerbadas de dignidade ofendida mal ocultavam os reais
fundamentos da histeria. Desde que as ideias do Sr. Gramsci chegaram ao
Brasil, nos idos de sessenta, pôs-se em prática a estratégia de modificação
do senso comum da população, com o objetivo de promover a sua conversão à
doutrina que, em que pese às evidências de ser responsável pelo extermínio
de milhões de almas pelo mundo em fora, é-nos vendida como solução
miraculosa e redentora: o comunismo ou, eufemisticamente, socialismo.
Como é do feitio da esquerda, a mentira sempre estará a serviço de suas
empreitadas. Os meios de comunicação e o sistema de ensino, público e
privado, salvo raríssimas exceções, oferecem seus inestimáveis préstimos,
endossando e reverberando o ideário vermelho. As questões atinentes ao
politicamente correto, ao pluralismo, à igualdade, a par de toda a temática
afeta aos movimentos sociais, compõem a farofa ideológica posta na ordem do
dia. Há um esforço hercúleo para torcer, retorcer e distorcer costumes e
tradições, reduzindo-os a nada, para então permitir a edificação, sob os
escombros de uma sociedade desprovida dos brios, do “Socialismo do Século
XXI”.
Há, porém, um aspecto do estratagema que é novo, que não foi pensado por
Gramsci. Enquanto os esforços para a deformação do senso comum estão em
andamento, os meios de comunicação e o sistema de ensino encarregam-se de
dar por acabada e exitosa a transformação da sociedade. Isto é,
encarregam-se de convencer a todos de que a cartilha vermelha já teria sido
devidamente apreendida pela população e de que os brasileiros comungariam
das mesmas opiniões a respeito de temas como a união homossexual,
legalização do aborto, a liberação das drogas, a demonização dos valores
cristãos e a santificação dos valores socialistas, etc.
A estratégia é eficaz, pois o indivíduo, isolado no pequeno universo de seu
cotidiano, crê que suas ideias são ultrapassadas, dissidentes e pior,
preconceituosas; sente-se divorciado de uma realidade que, com efeito,
existe apenas no universo fantasioso da mídia e do ensino.  Entrementes, o
indivíduo vê-se diante de uma dicotomia: o senso comum que lhe próprio e o
senso comum que lhe é impingido.
A existência dessa dualidade ficou nítida no plebiscito do desarmamento:
enquanto jornalistas, artistas, professores universitários e outros
valorosos integrantes de nossa pseudo-intelectualidade desdobravam-se em
argumentos para demonstrar que a proposta de desarme ia ao encontro dos mais
sinceros anseios da pacífica população brasileira, as urnas provavam que o
discurso dessa cambada não passava de empulhação. O resultado do plebiscito
tornou-se emblemático, porque revelou o desplante daqueles que tentaram
infundir um senso comum fraudado em toda a gente.
Situação semelhante ocorre no episódio protagonizado pelo General Cerqueira
Neto. Tenta-se incutir na população a noção de que as Forças Armadas andam
na contramão dos mais caros sentimentos nacionais; o que é uma vergonhosa
mentira. Fizessem eles outro plebiscito, veriam nas urnas o que pensa a
população sobre a “causa gay”; saberiam eles que, para um povo
essencialmente cristão, tais causas encerram “delitos contra a natureza
humana”.
Quem quer que tenha um ponto de vista histórico do problema percebe uma
ironia em curso. Governos socialistas invariavelmente perseguem e
criminalizam os homossexuais, não sem antes usá-los em sua estratégia
revolucionária. Uma vez no poder, homossexuais e intelectuais orgânicos
solidarizar-se-ão no “paredón”, à moda cubana, ao estilo Guevara.
É nesse sentido que deve ser compreendida a esparrela que está sendo armada
para os militares. Após a execração pública que se pretende empreender
contra os militares anistiados, o próximo passo será obrigar as Forças
Armadas a receberem em suas fileiras homossexuais. Há nisso o dissimulado
propósito de solapar as bases sobre as quais a vida militar é erigida, até a
inevitável ruptura com todos os valores que forjaram as suas principais
colunas de sustentação: a hierarquia e a disciplina.
Para levar a cabo seu intento, a esquerda corromperá instituições e
destruirá todos os valores da sociedade brasileira: a família, a religião, a
moral, a propriedade, etc.; como estratégia de subversão dos valores que
impediram, até agora, a implantação do marxismo.
Depois da débâcle militar, pouco restará em socorro de nossa liberdade.
*Márcio Luís Chila Freyesleben é Procurador de Justiça do Ministério Público
de Minas Gerais*
*Fonte: **www.juliosevero.com* <http://www.juliosevero.com/>


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#89979 De: José Antonio dos Santos da Silva <jassrs@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 1:58 am
Assunto: Plenária de Articulação da Campanha Nacional AFIRME-SE!
jassrs62
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*Plenária de Articulação da Campanha Nacional AFIRME-SE! Pela manutenção da
política de cotas no STF.***

Plenária Estadual de Mobilização e Articulação da Campanha Nacional
"AFIRME-SE!"

Proposta de retirar um documento do RS e articular a presença de uma
delegação gaúcha na Audiência de julgamento da Política de Cotas no STF -
Supremo Tribunal Federal de 03 à 05 de maio de 2010, em Brasília/DF.

O objetivo do evento é ajudar a organizar a Campanha de repercussão nacional
a partir da mobilização de entidades e militantes que lutam em defesa das
ações afirmativas no Brasil. O Supremo Tribunal Federal entre 3 e 5 de
março, através de uma audiência pública, iniciará as discussões que irão
pôr
em xeque a legitimidade constitucional das cotas nas Universidades Públicas.

A Campanha afirme-se! Tem como propósito despertar a sociedade brasileira
para o ataque iminente que põe em risco a continuação de políticas que
beneficiam os setores historicamente excluídos e marginalizados do país.
Caso o Supremo Tribunal Federal julgue inconstitucional a adoção dessas
ações afirmativas, as cotas serão retiradas das universidades públicas o que
será uma grande derrota para o movimento negro, quilombolas, indígenas,
movimento gay e até o Estatuto da Igualdade Racial estará sendo ameaçado.

Contexto:

O sistema de cotas surgiu nos EUA, na década de 60, no período de lutas
intensas por ações afirmativas naquele país. Influenciados por líderes como
Marthin Luther King a comunidade negra norte-americana conseguiu adotar a
reserva de vagas nas universidades brancas e segregadas dos Estados Unidos.
Entretanto, após denúncias de que as cotas estavam aumentando a desigualdade
racial e a legitimidade republicana, a Suprema Corte pôs fim ao regime
cotista.

No Brasil, as políticas de ação afirmativa foram sistematizadas após a
promulgação da Lei nº 3.708 como fruto de inúmeras mobilizações e
reivindicações do movimento negro organizado. Entretanto, essa conquista
histórica está sendo posta em ataque por processos que estão em trâmite no
Supremo Tribunal Federal. O principal argumento utilizado pelos autores dos
processos é o seguinte: a reserva de cotas com o intuito de aumentar a
participação de negros nas universidades brasileiras viola a Constituição
federal, que garante, no artigo 206, "igualdade de condições para o acesso"
à escola e ensino gratuito "em estabelecimentos oficiais". Por isso, a
Campanha Afirme-se! – Pela Manutenção no STF das Políticas de Ação
Afirmativa espera contar com o apoio do movimento social na plenária de
articulação e mobilização, para que juntos possamos lutar contra esse ataque
aos direitos conquistados pela população que sempre esteve à margem das
benesses do Estado.

Acesse, divulgue, repasse e colabore: http://afirmese.blogspot.com



Data: 19 de fevereiro (sexta-feira)

Local: Sala Salzano Vieira da Cunha – 3º andar – Assembléia Legislativa do
Estado do RS.

            Praça Marechal Deodoro, 101 – Centro – Porto Alegre/RS

Horário: 18 horas.

Contatos:

51.91792404

53.99491618

*Obs.: Favor divulgar em suas listas de conta.*

Asé.


--
José Antonio dos Santos da Silva
51.91792404 - Claro
53.99491618 - Vivo
61.99935991 - Vivo
11.61516805 - Oi
Ogun ko ni fe o si ewu lona wa

"Com a proteção de Ogun não haverá nenhum perigo em nosso caminho".

"Ubuntu" é uma antiga palavra Africana, cujo significado é "humanidade para
todos". Ubuntu também quer dizer "Eu sou o que sou devido ao que todos nós
somos".

Página Pessoal - http://joseantoniodossantosdasilva.blogspot.com

Página da UNEGRO Nacional - www.unegro.org.br


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#89978 De: Natália Morales <nat.morales@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 1:45 am
Assunto: Trotes
nmsrogue
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Trotes X Carnaval
Estamos em Fevereiro, mês do carnaval, mas também do início de aulas, tanto nas
escolas em geral como nas Universidades particulares. Enquanto muitos estão
saindo para os blocos e pensando em quem vai ser o próximo ganhador da Fazenda 2
ou do BBB 10. Esquecemos daqueles que estão estudando, e não só isso, muitos
cursos, começaram suas aulas em Janeiro, no caso de Medicina, e com isso seus
TROTES também. Minha denuncia é sobre isso. Vivemos no mundo “democrático”, de
livre arbítrio, escolhas, etc. Mas somente no papel, quando falamos da Academia,
vemos um certo conservadorismo que apóia tais atrocidades que entra em total
contradição aos nosso princípios. E que princípios são esses, e valores? A cada
ano que passa jovens são obrigados a passar por humilhações publicas em prol, de
praticamente uma matricula na Universidade. Que formação é essa? Praticamente
são os formadores dos futuros profissionais da nação. Em São Paulo, enquanto
esta prática é esquecido no Senado, crimes sucedem sem punições, jovens são
obrigados a se denegrirem publicamente por uma tradição idiota, por assim dizer.
Não vamos esquecer do aluno Edson Hsuen, que morreu afogado na piscina da
universidade e ate hoje nenhum culpado foi a julgamento, aluno foi esfaqueado
pois não queria cortar o cabelo. Casos como estes estão arquivados à quinze
anos, e ano passado ainda foi aprovado um projeto, do Deputado Carlos Sampaio
(PSDB-SP), que não criminaliza trotes violentos, mas impõe sanções. Como isso
fosse adiantar. É essa academia que queremos freqüentar? Queremos realmente esse
tradicionalismos? Não vivemos, não mais, em uma sociedade tradicionalista,
religiosa, conservadora, capitalista. Sociedade que entra em conflitos internos
em sua maior parte. Como disse o pesquisador do ESALQ – USP – Antônio Ribeira de
Almeida Jr.: “ A lei é equivocada. Ela diz: ‘Vamos coibir o trote violento e
promover o solidário’. A palavra trote deveria ser banida do vocabulário
acadêmico. Trote é violência. Há violência solidária? Essa modalidade de trote
solidário é uma maneira de esconder o problema.” e diz mais, “É uma máfia
profissional, que envolve pessoas, que em algumas faculdades, exercem posições
de poder. (...)”. Essas práticas são passadas de geração em geração com orgulho.
Sei que agora será difícil agirmos, mas é algo a se pensar. O mundo se move a
cada dia, quebrando essa sociedade. Como no caso de casamento gays, ou até mesmo
a aceitação da maconha. Coisas antes vistas à margem da sociedade, hoje está
mais presente que nunca, e espero que continue assim. Quebrar essa vivencia foi
o que fizemos no decorrer dos anos e fazemos tanto em nossas Academias e ruas,
por quê essa tradição infame não pode ser quebrada? (p.s.: sei que as
comparações tanto em relações a sociedade LGBTTT e aos Growroom, mas são
comparações validas, levando em comparação a realidade e a movimentação e
mudança de valores e moral)Trechos retirada da Reportagem – Trote Violento é
rotina na universidades do Jornal OGLOBO 07/02/10
N.M

_________________________________________________________________
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#89977 De: marieee <paramarie@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 12:42 am
Assunto: Kassab veta projeto que proibia sacolas plásticas
marie.bertioga
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MEIO AMBIENTE
Kassab veta projeto que proibia sacolas plásticas
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou, no último dia 22 de
janeiro, o Projeto de Lei 577 de 2007, de autoria dos vereadores Gilson
Barreto e Claudinho de Souza (PSDB). O projeto determinava que os
estabelecimentos comerciais da capital paulista substituíssem o uso de
embalagens plásticas por sacolas reutilizáveis ou "confeccionadas em
materiais de fontes renováveis ou recicláveis", de acordo com informações do
Diário Oficial.

O projeto ainda estipulava que a Secretaria Municipal de Coordenação das
Subprefeituras ficasse responsável pela fiscalização dos estabelecimentos,
que estariam sujeitos a multa de R$ 5 mil caso não adotassem a mudança no
período de um ano.

Kassab alegou, em nota publicada pelo Diário Oficial em 23 de janeiro, que
ainda seria preciso analisar melhor a eficiência da medida no controle da
poluição. De acordo com parecer técnico da Secretaria do Verde e do Meio
Ambiente, "não há garantia de que a substituição proposta pelo projeto de
lei resulte em prevenção, controle da poluição ambiental e proteção do meio
ambiente".

Segundo a secretaria, os materiais usados na fabricação das sacolas
biodegradáveis (aquelas que levam menos tempo para se decompor na natureza)
também geram resíduos tóxicos. "Se foram utilizados aditivos químicos
aceleradores da reação do polímero com o oxigênio, o que diminui o tempo de
decomposição, pode haver contaminação do meio ambiente com metais pesados",
afirma o prefeito na nota.

O material biodegradável tem um aditivo capaz de decompor o plástico em
partículas orgânicas menores e menos impactantes ao ambiente - basicamente
água, biomassa e gás carbônico - o que alivia a obstrução de bueiros durante
as enchentes, e impede a ingestão das sacolas por animais.

No entanto, o gás carbônico, principal causador do efeito estufa, continua
sendo eliminado no processo. Outro problema da proposta é que esbarra na
ausência de regulamentação para plásticos biodegradáveis no Brasil. Como as
empresas baseiam seus laudos em normas internacionais, há margens para
contestações, como a da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. (AE)





--
saúde e liberdade
SAIBA MAIS SOBRE OS ODM-SP
http://odmsp.blogspot.com/


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#89976 De: "inovatok" <ehcmonte@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 12:37 am
Assunto: Estaremos lá ! Venha também !
inovatok
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Caros colegas de RPPS,Projeto SITIMI  e 3 Setor,

Estaremos presentes ao evento abaixo e repassamos o convite a todos os que
puderem ir.

Abraços.

Eduardo Monte
Projeto SITIMI

Prezados e prezadas colegas da RTS no Rio,

Viemos convidá-los/las para um momento histórico para todos/todas nós da Rede de
Tecnologia Social (RTS).

Nos próximos meses, estará disponível no Portal da RTS o Espaço Aberto de
Conhecimento, plataforma virtual cuja finalidade será disponibilizar um banco
permanente de Tecnologias Sociais, além de um novo ambiente para redes sociais e
novas ferramentas de colaboração e construção coletiva do conhecimento.

Para dar início à alimentação do Espaço, promoveremos no dia 11/02
(quinta-feira) , no Espaço Cultural da FINEP (Av. Praia do Flamengo, n° 200,
Pilotis), uma oficina à qual estão convidadas todas as organizações do Rio que
difundam e reapliquem Tecnologias Sociais, notadamente aquelas associadas à RTS.
O objetivo é fazer o registro das primeiras Tecnologias Sociais que integrarão o
Espaço Aberto, com vistas a disponibilizar este conhecimento à sociedade
brasileira de forma simples, objetiva e sistematizada.

A dinâmica inclui, entre às 9h e 12h, uma apresentação sobre o Espaço e suas
funcionalidades. Um representante da secretaria-executiv a da RTS também
auxiliará a preencher o Formulário de Registro de Tecnologia Social, no qual
constarão informações básicas como o principal problema enfrentado pela
Tecnologia Social, o passo-a-passo para a reaplicação e os contatos das
organizações responsáveis pelo preenchimento (vide modelo anexo). Aliás,
agradecemos aos que puderem trazer o formulário já preenchido, de modo que
possamos incluí-los no Espaço. Também agradecemos aos que puderem trazer
notebooks, para manusearem o sistema durante a oficina.

Estamos certos de que a contribuição de vocês ajudará a criar um espaço de
referência internacional em Tecnologia Social, baseado na construção coletiva do
conhecimento e na partilha de técnicas, processos e metodologias capazes de
levar transformação social para dentro e fora do Brasil.

Para confirmar sua participação, favor responder esta mensagem até o dia
09/02//2010.

Qualquer dúvida estamos à disposição.

Um abraço e até lá,

Secretaria-Executiv a da Rede de Tecnologia Social - Secex/RTS

Obs: O Espaço Aberto de Conhecimento agrupará registros de Tecnologias Sociais
em 22 temas. São eles: Agricultura familiar, Comunicação, Cultura,
Democratização do conhecimento, Desenvolvimento local, Economia solidária,
Educação, Energia, Geração de trabalho e renda, Juventude, Meio ambiente,
Microfinanças, Moradia, Organização e fortalecimento de capital social, Processo
produtivo, Promoção de direitos (gênero, raça e deficiências) , Reciclagem de
resíduos sólidos, Recursos hídricos, Saneamento básico, Saúde, Segurança
alimentar e nutricional e Tecnologias assistivas / ajudas técnicas.

#89975 De: "MVM<==>News" <mvmeireles@...>
Data: Ter, 9 de Fev de 2010 12:51 am
Assunto: F H C (PSDB) resolveu “entrar em campo” dando Tiro no pé - Para petistas, críticas de FHC contra Dilma mostram desespero dos tucanos - 08/02/2010
mcmeireles
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De: MVM<==>News


Eleições 2010

FHC (PSDB) resolveu "entrar em campo" dando Tiro no pé - Para petistas, críticas
de FHC contra Dilma mostram desespero dos tucanos


___________________________________________

08/02/2010 -
Olhar Direto -


F H C (PSDB) resolveu “entrar em campo”

Tiro no pé



Com a proximidade das eleições presidenciais, o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso (PSDB) resolveu “entrar em campo” tecendo críticas à pré-candidata
petista Dilma Rousseff. Porém, a estratégia pode acabar sendo um tiro no pé do
tucano. Ao tentar entrar no jogo, FHC acaba ligando seu nome ao de Serra,
justamente uma das estratégias do PT para vencer a eleição: fazer o debate
baseado nas diferenças entre o governo Lula e FHC.


++++++++++++++++++++++++++++++++


08/02/2010
Midiamax - Folha/DA


Para petistas, críticas de FHC contra Dilma mostram desespero dos tucanos



Líderes petistas rebateram nesta segunda-feira as críticas do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso de que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) "não é
líder, é por enquanto um reflexo de um líder" --o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.


O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse que as críticas de FHC tornam mais
fácil a disputa eleitoral porque o partido poderá vincular o governo do
ex-presidente com o candidato tucano, José Serra (PSDB).


"No desespero dos tucanos, ele resolveu aparecer. Quanto mais ele fala, mais
fácil é fazer o vínculo do Serra com o Fernando Henrique e com o governo
Fernando Henrique", afirmou.


A líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), disse que as
críticas de FHC são resultado da ausência de uma proposta tucana para o país. "É
lamentável. Acredito que a oposição frente aos resultados positivos das ações do
governo, sua popularidade em alta e otimismo, está há bastante tempo sem
discurso, só restando a baixaria e o ataque pessoal", afirmou.


Berzoini disse que, como sociólogo, o ex-presidente não deveria menosprezar a
liderança de Dilma. "Mais uma vez, como sociólogo, o Fernando Henrique só
desmerece a categoria. A Dilma é reflexo do processo político que a liderança
social conhece muito bem", disse o petista.


Na opinião de Ideli, a oposição partiu para o ataque porque não sustenta a
defesa da gestão FHC na comparação com o governo Lula. "A oposição há muito
tempo fala, mas não responde a principal questão, que é o que eles querem para o
futuro do país. Eles ainda não deram conta de responder a isso. Quando falam,
ainda provocam confusão, como foi o discurso de que querem acabar com o PAC
[Programa de
Aceleração do Crescimento] ou mexer na taxa de câmbio", afirmou.


Ideli disse que "não é adequado" fazer comparação entre Dilma e o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva porque "Dilma não é o Lula de saia".
O líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT), disse que FHC faz um
discurso isolado porque nem os candidatos tucanos querem destacar a gestão do
ex-presidente.


"Ele vai atrapalhar ainda mais os candidatos dele, que querem escondê-lo. Ele
precisa ter cuidado, senão vai se desmoralizar e aumentar a sua rejeição, maior
do que já está."


Vacarezza classificou de "baixo" o comportamento de FHC, especialmente por ser
uma liderança política do país.


Ataques


O ex-presidente Fernando Henrique questionou hoje a capacidade de liderança da
ministra, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto. "Pode até vir a ser, mas
por enquanto ela não é líder. Por enquanto, é reflexo de um líder", disse FHC na
inauguração da Biblioteca de São Paulo.


"O Serra já tem liderança e mostrou que faz. Na prefeitura, no Ministério da
Saúde, no governo do Estado. Infelizmente, pela história da ministra Dilma, ela
não teve essa oportunidade. Não estou condenando. Simplesmente estou dizendo
que, para mim, Serra é competente, é um líder que inspira confiança. A outra,
para mim, ainda não", afirmou.


Indagado se considerava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva um líder, o
ex-presidente riu e respondeu: "Claro que sim, eu não sou bobo".


FHC afirmou ainda que Serra não tem que se declarar candidato ao Planalto neste
momento. "O PSDB tem de se posicionar. Tem candidato. [Mas] O governador tem de
esperar um pouco mais." (Pergunta da edição: afinal, quem é o boneco?)



De: http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=706697


+++++++++++++++++++++++++++++


8 de Fevereiro de 2010 -
Portal Vermelho
Por Gilson Caroni Filho, na Carta Maior*


Fernando Henrique Cardoso precisa de amigos



Isso é FHC. A exigência egóica de ser admirado o torna, paradoxalmente, um líder
sem liderados. Para quem acredita que fez um grande favor ao mundo nascendo, sua
irritabilidade é permanente e justificada.


Em seu texto Luto e Melancolia, Freud diz que manifestações melancólicas assumem
várias formas clínicas, se caracterizando, entre outros sintomas, "por uma
depressão profundamente dolorosa, uma suspensão do interesse pelo mundo externo,
diminuição do sentimento de auto-estima e inibição de todas as atividades." A
identificação com o objeto perdido é inevitável e, na medida em que não consegue
incorporação simbólica, o que sobra ao sujeito é a identificação com o vazio de
um pai ausente.


Se a psicanálise sofre hoje contestações de diferentes ordens, as palavras do
seu criador sobre o comportamento melancólico se encaixam como uma luva para o
amontoado de sandices que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escreveu e
disse no último domingo (7), tentando deter e repudiar a impopularidade que o
persegue desde o segundo mandato.



Há alguns anos, Carlos Heitor Cony, em artigo na Folha de S.Paulo, não poupou
palavras para melhor definir o “príncipe dos sociólogos: "Diziam seus
admiradores que FHC era uma cabeça, um intelectual, um produtor de coisas
inteligentes. Sua exposição no cargo mais alto do país rebaixou-o à dimensão de
um demagogo banal, incapaz de articular um argumento alem do insulto aos que não
acreditam nele e o acusam inclusive de improbidade."


Isso é FHC. A exigência egóica de ser admirado o torna, paradoxalmente, um líder
sem liderados. Um prócer a ser evitado em anos eleitorais. Para quem acredita
que fez um grande favor ao mundo nascendo, sua irritabilidade é permanente e
justificada. Afinal, deve ser duro para quem esteve no poder durante oito anos,
constatar que o resto do mundo político não reconhece sua importância. Pior, o
que ganha realce são os erros grosseiros de um dirigente que governou de acordo
com os humores do capital financeiro.



Seu governo passou para a história como um modelo que acentuava a exclusão
social e penalizava as classes de menor renda. A estratégia de estabilização de
preços baseada na captação de capital externo de curto prazo, através da
sobrevalorização da moeda e da manutenção de elevadas taxas de juros, levou o
país a níveis de desemprego sem precedentes, à desarticulação da estrutura
produtiva e à deterioração do tecido social no campo e na cidade.


O mau desempenho do comércio brasileiro na época foi minuciosamente construído
pela equipe de FHC que, realizando uma abertura irresponsável da economia, pôs
em prática políticas monetárias e cambiais que minaram em grande parte nossa
capacidade de competição internacional.



Mostrando a miopia fiscalista que o orienta até hoje, Cardoso escreveu em seu
artigo (Sem medo do passado), publicado no Globo: "Esqueceu-se [Lula] dos ganhos
que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a
democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale
privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em
dividendos quando a empresa era estatal."


A entrega do patrimônio público ainda é apresentada como fórmula eficaz de fazer
caixa. O que FHC faz questão de esquecer faz parte de sua história: grande parte
do programa de privatização brasileiro foi financiada pelo BNDES. No cassino
tucano, muitas empresas privatizadas não queriam fazer investimento aqui e se
aproveitavam de polpudos créditos que também beneficiavam transnacionais já
instaladas no país. O argumento utilizado era o de que a vinda desses setores
permitiria agregar elementos de financiamento ao desenvolvimento nacional.



Quando se lê um artigo assim, descontextualizado, mal costurado em seus
argumentos, é que nos damos contas da importância de olhar pelo retrovisor. É
ele que sinaliza as perspectivas do futuro. Nesse ponto, o texto de Cardoso é
didático, quase leitura obrigatória.


FHC sabe que a grande mídia corporativa exercerá o prestimoso papel de guiar
suas mãos na hora de legitimar a irrelevância dos seus escritos. Somente os
exércitos de colunistas destacados pelas famílias que controlam os meios de
comunicação garantem sua vida política vegetativa.



Quando compara a ministra Dilma Rousseff a um boneco manipulado pelo presidente
Lula não faz qualquer ponderação política, apenas evidencia que sua cabeça está
longe de ser privilegiada. É uma mente que destila bile (que está na raiz da
palavra melancolia) para desqualificar seus adversários. É o menestrel da
política pequena buscando a facilidade da ribalta midiática.


Antes de dizer que “o PT “tenta desconstruir o seu mandato”, o ”príncipe”
deveria dedicar mais tempo à leitura do que andaram falando sobre seu governo as
principais lideranças do seu partido, em especial o governador de São Paulo. Uma
boa sugestão seria o livro “Conversas com Economistas Brasileiros II", que a
Editora 34 lançou em 1999. Lá ele encontraria o seguinte trecho:



“A política cambial do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso foi um
desastre gratuito e total. Foi resultado de pouca reflexão analítica de seus
condutores. Suas conseqüências foram devastadoras em muitas áreas da economia,
inclusive comprometendo as metas fixadas no processo de privatização."


Essa crítica, das mais contundentes feitas por um economista que participou dos
dois mandatos do governo FHC, é de José Serra em entrevista a dois professores
da FGV, Guido Mantega e José Márcio Rego. E agora, quem é o boneco de quem? Nem
mesmo um governador que submergiu com as enchentes em São Paulo, levando com ele
a suposta capacidade gerencial do tucanato, pôde endossar a política arrasada do
ex-presidente. O que esperar da oposição? A compaixão que deve ser concedida aos
incapazes?



As palavras do ex-presidente devem ser vistas como movimentos de descompressão
da realidade. Quando, a partir da melancolia e solidão de sua maturidade, um
ator político faz a volta à infância, o ridículo se apodera do cenário. Fernando
Henrique precisa de amigos.



* Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio
Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do
Jornal do Brasil; fonte: Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br)


De: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=123886


____________________________________________________________________


Leia também (matérias relacionadas):


FHC critica Dilma Rousseff: 'Precisamos de um líder que inspire confiança'
http://www.sidneyrezende.com/noticia/73746


Fernando Henrique diz que Dilma Rousseff é 'boneco' do presidente Lula
http://www.sidneyrezende.com/noticia/73660


Dilma rebate FHC e diz que vai comparar gestões
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/dilma-rebate-fhc-e-diz-que-vai-continuar-\
comparando-gestoes-20100207.html



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#89974 De: "Flavio Abelha" <jfabelha@...>
Data: Seg, 8 de Fev de 2010 11:02 pm
Assunto: PNDH 3 é fiel à Constituição, diz Sepúlveda Pertence
jfabelha@...
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REPASSANDO
-----Mensagem Original-----
De: Ana Santanna


O Outro Lado da Notícia
PNDH 3 é fiel à Constituição, diz Sepúlveda Pertence
Posted on janeiro 19th, 2010 por osvaldobertolino


Em entrevista à Carta Maior, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal
(STF), Sepúlveda Pertence, defende o 3° Plano Nacional de Direitos Humanos e
critica a ignorância de quem não leu o plano e o “propósito, mal dissimulado, de
fazer da objeção global ao plano uma bandeira da campanha eleitoral que se
avizinha”. Para Pertence, “o Plano é fiel à Constituição. Não apenas ao que dela
já se implementou, mas principalmente, ao arrojado projeto de um Brasil futuro,
que nela se delineou, e que falta muito para realizar”.

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence,
defende que o 3° Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) é fiel à
Constituição brasileira e à tarefa expressa nela de constituir uma sociedade
livre, justa e solidária. Em entrevista concedida por email à Carta Maior,
Sepúlveda Pertence analisa a polêmica e as reações que sugiram contra o plano.
Ele critica a ignorância de quem não leu o plano e o “desconhecimento da verdade
de que a liberdade e a igualdade formais do liberalismo clássico valem muito
pouco, se não se efetivam os pressupostos substanciais mínimos da dignidade da
pessoa e, portanto, da fruição por todos dos direitos humanos”. E aponta “o
propósito, mal dissimulado, de fazer da objeção global ao plano uma bandeira da
campanha eleitoral que se avizinha”.

Carta Maior: Qual sua avaliação sobre toda essa polêmica em torno do Programa
Nacional de Direitos Humanos e da proposta da Comissão de Verdade?

Sepúlveda Pertence: Na base das críticas ao 3º Plano Nacional de Direitos
Humanos – o PNDH–3 – está um cipoal que entrelaça galhos e raízes desconexas.
Elas partem da ignorância de quem não leu o Plano e do desconhecimento da
verdade – estabelecida há quase dois séculos – de que a liberdade e a igualdade
formais do liberalismo clássico valem muito pouco, se não se efetivam os
pressupostos substanciais mínimos da dignidade da pessoa humana e, portanto, da
fruição por todos dos direitos humanos. A essa ignorância – quando não se servem
propositadamente dela – se tem somado para aviventar atoarda contra o Plano,
desde a manifestação legítima de divergências a algumas de suas propostas e
metas – assim, a da Igreja, a respeito da descriminalização do aborto – os
temores de segmentos das Forças Armadas, na questão da Lei de Anistia de 1979 –
, e a voz poderosa dos interesses e privilégios a preservar contra qualquer
ameaça, ainda que remota, de trazê-los à agenda da discussão nacional.

Tudo isso, sem considerar o propósito, mal dissimulado, de fazer da objeção
global ao Plano uma bandeira da campanha eleitoral que se avizinha. Aí, fingindo
ignorar que o PHDC–3 retoma e reagita, em grande parte – malgrado, às vezes, com
estilo menos cauteloso –, as diretrizes, metas e propostas do Plano anterior,
editado no governo do Presidente Fernando Henrique, e justamente creditado a
Jose Gregori, figura admirável de dedicação, coragem, altivez e coerência na
luta pelos direitos humanos no Brasil.

Desse modo, a crítica que se poderia fazer ao PNDH-3 – e no plano da estratégia
política –, é a de sua abrangência, deveras ambiciosa. Nesse sentido, a censura
do brilhante jornalista Willian Waack no seu programa de televisão, do qual
participei, ao lado de Gregori e de Bolívar Lamonnier a de que o Plano, de tão
amplo, pretenderia ser uma nova constituição do Pais. O dito é inteligente e
espirituoso. Mas não é exato.

Ao contrário, o Plano é fiel à Constituição. Não apenas ao que dela já se
implementou, mas principalmente, ao arrojado projeto de um Brasil futuro, que
nela se delineou, e que falta muito para realizar.

Afinal, foi a Constituição que erigiu a tarefa de “constituir uma sociedade
livre e justa e solidária” em objetivo fundamental da República. Objetivo no
sentido do qual ela própria, a Constituição, se empenhou nas generosas
declarações de direito individuais e coletivos. E para a consecução do qual o
texto da Constituição se estendeu em capítulos e capítulos de aldazes inovações,
a exemplo daqueles em se subdividia o Titulo VIII – Da Ordem Social.

O PNDH-3, como o Plano que o antecedeu, é um esforço admirável de sistematizar
propostas no rumo da concretização do programa constitucional de uma sociedade
futura- “justa, livre e solidária”. Lido sem preconceito, é claro que se sujeita
a críticas e objeções pontuais. Nunca, porém, à reação global e desenfreada – às
vezes, histérica – de que tem sido alvo, e que só os interesses atemorizados
explicam.

Carta Maior: O que esse debate indica a respeito do atual estágio da democracia
no Brasil?

Sepúlveda Pertence: A democracia se fortalece na razão direta da capacidade, que
a sua prática demonstre, de solver conflitos.
A polêmica suscitada por um simples Plano, sem nenhuma eficácia jurídica, só
antecipa os conflitos reais de idéias e de interesses a enfrentar no futuro,
quando algumas das propostas nele apenas esboçadas – e contra a maioria das
quais nem a reação mais emperdenida ousa manifestar-se –, se converterem em
projetos concretos de legislação ou de ação governamental. Vale, assim, como
advertência das dificuldades a vencer.

Carta Maior: Diante da reação manifestada por alguns setores da sociedade, quais
são as chances de avanços no pais do debate sobre os direitos humanos? O que
pode ser feito, na sua avaliação, para superar essa resistência?

Sepúlveda Pertence: Nos pontos em que a resistência se funda em preconceitos, a
evolução da cultura social se encarregará de superá-los. Desde, é claro, que
preservada e ampliada a liberdade para desmontá-los.
Mais árdua é a caminhada para vencer interesses e privilégios estabelecidos, em
particular, os que comandam as empresas de comunicação de massa.

O que resta é confiar em que, passo a passo, a diminuição da pobreza gere a
difusão e o aprofundamento da consciência da cidadania, e esta, a organização da
maioria explorada pelos privilégios arraigados por séculos de brutal
desigualdade. Eu não verei essas transformações, mas sou otimista, e creio que
os meus netos as viverão.

Carta Maior: Qual sua opinião sobre a “acusação” de revanchismo, levantada pelos
adversários da proposta de criação de uma Comissão da Verdade para avaliar fatos
ocorridos durante a ditadura?

Sepúlveda Pertence: Para cuidar do tema da pergunta, é preciso, de início,
desfazer a confusão -, difundida largamente por veículos da grande imprensa -,
entre ela – a proposta, desenvolvida no PNDH-3, de criação da Comissão Nacional
da Verdade, destinada, não a “avaliar”, mas, sim à reconstituição histórica dos
anos de chumbo – e a suposta pretensão de rever os termos da concessão da
anistia pela Lei 6.683, de 1979, de modo a excluir do seu alcance os abusos
criminosos cometidos na repressão, aos crimes políticos dos adversários da
ditadura militar, conforme a hodienta Lei de Segurança Nacional.

É no mínimo curioso – para não cogitar de distorção propositada da informação ao
público – que o PNDH–3 não contém proposta alguma, e sequer sugere, a tal
revisão da Lei de Anistia de 1979.

A única alusão à matéria está na referência à argüição pela Ordem dos Advogados
perante o Supremo Tribunal, visando à declaração de que a tortura, os homicídios
e outros crimes da repressão aos presos políticos não foram beneficiados por
aquela Lei da Anistia (PNDH–3: Eixo Orientador VI: Direto à Memória e à
Verdade): sobre o mérito da questão, o Plano não emite juízo; ao contrário, ao
enumerar o rol de competências sugerido para a Comissão Nacional de Verdade,
nele inclui a de “colaborar com todas as instâncias do Poder Público para a
apuração de violações de Direitos Humanos, observadas as disposições da Lei n°
6.683”, isto é, a Lei de Anistia de 1979.

Quanto a idéia e às linhas gerais da proposta da Comissão Nacional da Verdade,
minha opinião é decididamente favorável: viabilizar a reconstituição histórica
daqueles tempos é um imperativo da dignidade nacional.

Para propiciá-la às gerações de hoje e de manhã, é necessário, descobrir e
escancarar os arquivos, estejam onde estiverem, seja quem for que os detenha.

Passado um quarto de século da eleição de Tancredo Neves, e da retomada do
processo democrático, divisar “revanchismo” nesse esforço de desvelar os
segredos ainda remanescentes da historia das décadas anteriores seria animar o
ressurgimento das “vivandeiras de quartel”, a que se referiu com desprezo o
Marechal Castello Branco.

Outra coisa é compreender as feridas ainda não cicatrizadas dos que padeceram a
tortura institucionalizada, ou da perda de entes queridos, muitos dos quais
ainda jazem nos sepulcros clandestinos: o mínimo a reconhecer-lhes é o direito a
verdade.

Ainda guardo certo constrangimento de externar opiniões sobre questões pendentes
no Supremo Tribunal, que integrei por quase duas décadas. E em termos
profissionais, me tenho recusado terminante e freqüentemente a fazê-lo, na
observância da interpretação mais estrita do triênio da quarentena prescrita
pela Reforma Judiciária.

Fui no entanto, modesto participe e testemunha privilegiada da luta pela
anistia.

Relator, no Conselho Federal, da manifestação unânime da OAB sobre o projeto de
lei da anistia – reivindicação pioneira da Ordem – afinal extraído do governo do
General Figueiredo, nada tenho a alterar no parecer que então submeti aos meus
pares

No projeto, havia um ponto inegociável pelo Governo: o § 1° do art. 1°, que,
definindo, com amplitude heterodoxa, o que se considerariam crimes conexos aos
crimes políticos, tinha o sentido indisfarçável de fazer compreender, no alcance
da anistia, os delitos de qualquer natureza cometidos nos “porões do regime” – ,
como então se dizia – pelos agentes civis e militares da repressão.

Meu parecer reconheceu abertamente que esse era o significado inequívoco do
dispositivo. E sem alimentar esperanças vãs de que pudesse ele ser eliminado
pelo Congresso, concentrava a impugnação ao projeto governamental no § 2° do
art. 1°, que excluia da anistia os já condenados por atos de violência contra o
regime autoritário.

A circunstância me transformou em assessor informal, na companhia de Raphael de
Almeida Magalhães, do ícone da campanha da anistia, o indomável Senador Teotônio
Vilela. Teotônio foi um tipo singular daqueles tempos, que a incurável amnésia
histórica dos Brasileiros começa a esquecer.

Acompanhei, por isso, cada passo da tramitação legislativa do projeto, pois
Teotônio presidiu a comissão especial que o discutiu.

É expressivo recordar que, no curso de todo processo legislativo – que
constituiu um marco incomum de intenso debate parlamentar sobre um projeto dos
governos militares – , nenhuma voz se tenha levantado para pôr em dúvida a
interpretação de que o art.1º, § 1º, se aprovado, como foi, implicava a anistia
da tortura praticada e dos assassínios perpetrados por servidores públicos,
sobre o manto da imunidade de fato do regime de arbítrio. O que houve foram
propostas de emenda – não muitas, porque de antemão condenado à derrota sumária
– para excluir da anistia os torturadores e os assassinos da repressão
desenfreada.

É que – na linha do parecer que redigira, e que a Ordem, sem discrepância,
aprovara –, também no Congresso Nacional, a batalha efetivamente se concentrou
na ampliação da anistia, de modo a retirar do projeto governamental, a execrável
regra de exclusão dos já condenados por ações violentas de oposição à ditadura.
Exclusão tão mais odiosa na medida em que – contrariando o caráter objetivo do
conceito de anistia – discriminava entre agentes do mesmo fato, conforme já
estivessem ou não condenados.

A orientação de Teotônio – que Raphael e eu municiávamos – foi espargir emendas
para todos os gostos, até identificar uma, de aprovação viável.
A eleita – pelo conteúdo e pela respeitabilidade do subscritor, o Deputado
Djalma Marinho – um ex–udenista que continuou fiel ao discurso libertário da
UDN: nela além de suprimir a odiosa regra de exclusão do §2º, ampliava-se o raio
de compreensão do § 1º, de modo a tornar indiscutível que a anistia – malgrado
beneficiasse os torturadores também alcançaria que a linguagem oficial rotulava
de “terroristas”, já condenados ou não.

A Emenda Djalma Marinho – sustentada pelo discurso candente de Teotônio – contra
toda força ainda esmagadora do governo autoritário –, dividiu literalmente a
Câmara dos Deputados: foi rejeitada por 206 contra 202 votos!

A derrota sofrida no processo legislativo se converteu em vitória, vinda de onde
menos se esperava: à base do princípio da igualdade, o Superior Tribunal Militar
estendeu aos já condenados a anistia concedida aos acusados, mas ainda não
julgados, dos mesmos crimes políticos .

Desculpem–me pelo tom de antecipadas “memórias póstumas” deste depoimento.

Se não pude evitá-lo, é por que a minha convicção jurídica continua a mesma do
parecer apresentado à Ordem, em 1979: não obstante toda nossa repulsa à tortura
estatal, os torturadores foram, sim, anistiados pela lei de 1979.

E lei de anistia é essencialmente irreversível, porque implica, na lição dos
mestres, tornar não criminosos atos criminosos ao tempo de sua prática. E, por
isso, sua eficácia jurídica se exaure e se faz definitiva, no momento mesmo em
que entra em vigor.

É certo que a anistia se restringe a elidir caracterização penal do fato. Resta
íntegra, quando se refere à ação de agentes públicos, a responsabilidade
patrimonial do Estado pelos danos causados aos cidadãos. Mas essa, a
responsabilidade civil – cujos efeitos a prescrição quinquenal poderia extinguir
– as leis editadas sob o governo Fernando Henrique reassumiu.

Li e reli , com a veneração intelectual e o respeito pessoal por seu redator , o
amigo Fábio Konder Comparato, a petição da OAB de hoje, de retratação da posição
assumida em 1979. Mas dela não me convenci.

Não superei a impressão inicial de que a maestria do autor não logrou livrar a
tese do pecado do anacronismo: ela pretende reler, à luz da Constituição de
hoje, que fez da tortura crime “insusceptível de graça e anistia”, e de
convenções internacionais que ditam a sua imprescritibilidade, a inequívoca
interpretação de uma lei de 1979, editada sob a égide do autoritarismo da Carta
de 1969, outorgada pela junta militar que assaltara o Poder. Para aceitar a
tese, de minha parte, teria de repudiar convicções acendradas.

Por outro lado, hoje, é cômodo tachar de “posição imediatista e visão curta
sobre direitos humanos” – como está em importante revista da semana o parecer
que – submeti à OAB, em 1979, e que o Conselho Federal acolheu por unanimidade:
afinal, hoje, não se tem presos políticos a libertar, nem processos a trancar,
preocupações inadiáveis para os que então lutávamos pela anistia. E o crítico
feroz de agora sequer fora escorraçado dos quadros da magistratura que – é justo
dizê-lo – exerceu com brilho e dignidade.
“E la nave và”…

http://www.vermelho.org.br/blogs/outroladodanoticia/?p=17448

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no Brasil e no exterior. Estão  divididos em 20 operadores/repetidores e 170
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exterior para distribuição na rede]



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#89973 De: Denise Nagem <denisenagem@...>
Data: Seg, 8 de Fev de 2010 10:57 pm
Assunto: DANÇAS CIRCULARES - RODA DA LUA - Niterói
denisenagem
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DANÇAS CIRCULARES *Nossa proposta é resgatar o antigo costume de se dançar em
círculo nas festas, praças, escolas, empresas, clubes, enfim onde houver um
grupo de pessoas dispostas a celebrar a vida, estar em comunhão com as outras
pessoas, vibrar pela Paz, meditar ou simplesmente se divertir.
   Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode dançar em uma Roda.  Não é preciso
ter experiência anterior em dança, basta ter vontade, querer entrar em contato
com a alegria e com a possibilidade da comunhão entre os seres humanos.
Dançando, nosso corpo se expressa através do movimento e aquieta a mente.A
alegria brota naturalmente e o movimento simples e repetido aproxima as pessoas,
promovendo uma integração física, mental, emocional e espiritual.
As Danças Circulares promovem uma rápida integração de grupos, reflexões sobre o
trabalho em equipe, compreensão sobre conflitos, o despertar da criatividade, a
integração dos hemisférios cerebrais, a ativação corporal, meditação dinâmica,
conexão com seu Eu superior.
 Dançamos, geralmente, de mãos dadas. Dar as mãos em círculo é muito mais que um
simples toque, é criar um fluxo de energia que vai sustentar o campo que se
forma com a presença das pessoas e com todos os elementos da natureza presentes
no ambiente.
Danças dos Povos do mundo inteiro, muitas com origem no folclore de cada país,
outras tradicionais de comemorações, colheitas etc...
Danças Meditativas - Através do movimento repetido, podemos entrar em estado de
meditação.Danças da Natureza e de Plantas Curativas - Com a evolução do
movimento das Danças Circulares, foram surgindo coreografias que reverenciam a
natureza e outras que vibram a energia das plantas curativas.Danças
Contemporâneas - São danças coreografadas por dançarinos da atualidade, algumas
para músicas tradicionais, outras para músicas contemporâneas, com base nos
passos e nos movimentos de cada tradição. 
   VENHA CONHECER AS 
   DANÇAS CIRCULARES NA  RODA DA LUA
           DIA 20 DE FEVEREIRO - Sábado
          das 18 horas às 20 horas, no ESPAÇO CULTURAL TRIBO URBANA RUA DR.
ARTHUR TIBAU, 31, INGÁ - NITERÓI -
2717-7484  www.tribo-urbana.blogspot.com  "Estar em um encontro de danças
circulares para mim significa estar em comunhão, em harmonia com outras
pessoas na prática da dança, que por si só já é, para mim, uma comunhão com o
divino. Sendo assim,  é como juntar o divino (o universo)  com a parte divina
que existe em cada um de nós, é dizer: somos todos um, não em um sentido de
anulação, mas de compartilhamento, de agregação (vamos aprendendo juntos os
movimentos). Quando damos as mãos, sinto que queremos ir juntos, estar juntos.
 Aos poucos vamos resgatando a criança que está em cada um de nós e assim nos
sentindo a vontade no círculo, no qual todos se doam, cada uma a sua maneira.
Além de conhecer um pouco mais da cultura de outros povos. É simples e
mágico!"Wagner Luz(professor de Danças de
  Salão na Tribo Urbana)
 
Participação: R$10,00 e um prato de doce ou salgado para o lanche após a roda.
 Confirme sua presença até o dia 19 de FEVEREIRO pelo e-mail ou pelo telefone:
denisenagem@...   
Denise Nagem  - 96544584Arteterapeuta, Especialista  em Arteterapia,
Focalizadora de Danças Circulares,Artista Plástica, Arquiteta.
 Docente dos Cursos de Formação e Pós-Graduação Lato Sensu em  Arteterapia
POMAR/ISEPE
Diretora Acadêmica da AARJ









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#89972 De: marieee <paramarie@...>
Data: Seg, 8 de Fev de 2010 10:35 pm
Assunto: Barbárie: PM usa cassetete e gás pimenta contra manifestantes
marie.bertioga
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http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/barbarie-pm-usa-cassetete-e-gas-pimenta-\
contra-manifestantes/

Você escreve [image: Utilidades]

Barbárie: PM usa cassetete e gás pimenta contra manifestantes

Atualizado em 08 de fevereiro de 2010 às 19:32 | Publicado em 08 de
fevereiro de 2010 às 18:01

*por Conceição Lemes*

Moradores da região do Pantanal reuniram-se hoje às 14hs em frente á
Prefeitura de São Paulo para protestar contra o descaso do poder público em
relação às inundações. Afinal, há 60 dias estão vivendo com casas e ruas
alagadas.  Segundo a PM, eram 200 manifestantes; para representantes de
movimentos populares, cerca de 400.

“Uma grade separava os manifestantes da sede da Prefeitura. Como havia uma
brecha, as pessoas foram entrando. A PM, para aumentar a área de proteção do
prédio , resolveu fechá-la e empurrar a grade, para afastar mais os
manifestantes”, relata o jornalista Leonardo Fuhrmann. “As pessoas já
estavam recuando. Aí, começou  uma  discussão tremenda. A PM partiu para a
porrada: desceu o cassetete e lançou spray de gás pimenta a torto e a
direito.”

“De repente a PM partiu com tudo para cima da gente”, reforça a historiadora
e blogueira Conceição Oliveira. “O povo totalmente desarmado. No meio havia
crianças, idosos. Foi uma verdadeira barbárie. Uma prova de que o poder
público está devendo mesmo.”

“O Simão Pedro [deputado estadual do PT] e Carlos Zaratini [deputado federal
do PT] tentaram conversar com a PM”, acrescenta Leonardo. “A policia não deu
a menor bola, ainda jogou gás pimenta na cara deles”

O mesmo aconteceu com os vereadores Jamil Murad (PCdoB) e Zelão (PT) e
muitos manifestantes. Conceição e Leonardo, que estavam ali como cidadãos,
filmando e fotogrando o ato, também sofreram na pele os efeitos do gás
pimenta.

“Jogarão em cima de mim. Parece queimadura de panela. Pegou o meu braço, o
meu olho”, conta Conceição. “Não havia água no local. Uma pessoa teve de me
ajudar a ir até uma farmácia para comprar água e uma pasta d’água pra ver se
aliviava. Comecei a vomitar, não enxergava nada.”

“Eu tomei gás pimenta direto na cara”, observa Leonardo. “Além de arder
demais, fiquei sem enxergar. A vista ficou embaçada até agora.”


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#89971 De: sgeral@...
Data: Seg, 8 de Fev de 2010 8:35 pm
Assunto: Carta entregue pelo MAB ao Presidente Lula
betomlc
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No dia 4 de fevereiro, quinta-feira passada, o MAB foi recebido em
audiência pelo presidente Lula, em Brasília. Na oportunidade o
Movimento entregou uma carta com seus posicionamentos e solicitações
acerca dos direitos dos atingidos por barragens e a Questão Energética
no Brasil.

A carta segue abaixo.



Movimento dos Atingidos por Barragens

Av. Thomas Edison, 301

Barra Funda, São Paulo/SP

CEP: 01140-000

Fone/Fax: 11.3392.2660

Home-page: www.mabnacional.org.br

­­­­­­­­­­­­____________________________________________________________________\
___
                                                          Brasília/DF,
04 de fevereiro de 2010





Excelentíssimo Senhor

Luis Inácio Lula da Silva

Presidente da República

Brasília/DF



Aqui estamos, neste encontro com Vossa Excelência, porque acreditamos
que o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), cumpre um papel
histórico em defesa dos direitos do povo atingido, somos parte da luta
popular em nosso país e estamos convencidos que nossa ação contribui
na luta permanente contra todas as estruturas injustas da sociedade.

            Ouvimos com alegria Vosso pronunciamento por ocasião do
lançamento do Plano Safra 2009/2010, onde Vossa Excelência manifestou
preocupação com a situação vivida pelos atingidos por barragens,
reconhecendo a dívida histórica que o Estado Brasileiro tem com estas
populações ribeirinhas, camponeses, quilombolas, indígenas e moradores
das cidades e vilas atingidas.

            Entendemos vosso gesto como uma manifestação concreta de
quem, de fato, tem vontade política de solucionar este problema
histórico.

            Vivenciamos, no início deste governo, vários avanços que
foram ao encontro da solução dos problemas do povo atingido. Lembramos
aqui que o CONSISE (Conselho dos Presidentes das Estatais do Setor
Elétrico), a partir de debates conosco, estava avançando na definição
de um conceito de atingido. Definição importante para avançarmos na
resolução destes problemas.

            Assistimos também o acolhimento de nossas propostas para a
implementação de programas de recuperação e desenvolvimento das
comunidades atingidas, também debatidas e inicialmente encaminhadas na
Eletrobrás. Poderíamos citar aqui outros fatos que consideramos
avanços na relação entre o Estado Brasileiro e a organização dos
atingidos por barragens neste período.

            No entanto, estranhamos muito, e já manifestamos esta
opinião para vários representantes deste governo, ao verificarmos um
grande recuo do governo nesta relação. Este procedimento estranho
perdurou por vários anos até 2009.

            É importante destacar que após Vosso pronunciamento no
lançamento do Plano Safra 2009/2010, com exceção do Ministério de
Minas e Energia (MME), retomamos o processo de diálogo coordenado pela
Secretaria Geral da Presidência da República.

            Entendemos que, como Vossa Excelência mesmo manifestou, há
muitos problemas na política energética vigente. Sobre isso, nossa
opinião é que:

1)      Não reconhece e muitas vezes ferem os direitos dos atingidos,
fato comprovado no atual estudo coordenado pela Secretaria Especial de
Direitos Humanos. Relatório que encontra-se em fase final de debates e
aprovação, que em futuro próximo deverá ser encaminhado a Vossa
Excelência;

2)      Continuam ferindo a soberania nacional e energética na medida
em que está sendo entregue para as grandes empresas privadas o
controle dos nossos recursos naturais como a água, grande fonte de
produção de energia. E junto com esta uma extraordinária acumulação de
lucro para estas grandes empresas, além de um visível retrocesso no
tratamento das questões sociais e ambientais. Tudo feito com enormes
somas de dinheiro público, provindos em grande parte do BNDES;

3)      Cobram da população brasileira tarifas de energia extremamente
elevadas, totalmente distante dos custos de produção da nossa
principal fonte de energia que são as hidrelétricas. A saber, pagamos
a quinta maior tarifa de energia elétrica do mundo;

4)      Impõe a construção de obras extremamente discutíveis e
contestadas como as hidrelétricas no rio Xingu, iniciando pela
proposta de construir Belo Monte;

5)      Há uma completa ausência de conceitos, dados e informações
confiáveis por parte de Estado brasileiro a respeito das áreas e povos
atingidos. Citando o caso clássico do Rio Madeira, nas usinas de Santo
Antonio e Jirau, onde diziam haver 700 famílias atingidas. Hoje já
consideram a existência de 1.200 propriedades atingidas somente na UHE
 Santo Antônio. Passado um ano e meio do início da construção da obra
é que o INCRA, em conjunto com as construtoras, está fazendo o mapa da
área, o que pode alterar novamente estes dados;

6)      Salientamos que toda esta situação é ainda mais grave e amplia
o sofrimento quando afeta comunidades tradicionais, pescadores,
quilombolas, indígenas e, sobretudo as mulheres;

7)      Finalmente, percebemos o aumento da violência e criminalização
contra os atingidos e suas lideranças, chegando aos extremos de serem
efetuadas prisões arbitrárias e assassinatos, sendo as últimas mortes
ocorridas no reassentamento de Pedro Velho, na barragem de Acauã, na
Paraíba, e em Rondônia, na comunidade de Jaci Paraná em Porto Velho,
atingida pela barragem de Jirau. É recorrente ainda o incentivo a
prostituição, o aumento do consumo de álcool e drogas, desestruturando
as famílias atingidas por  estas obras.



O que aqui relatamos está amplamente documentado e cientificamente
comprovado em muitos trabalhos acadêmicos e pesquisas realizadas. Além
do testemunho de vida dos povos atingidos, e mesmo em documentos
oficiais do Estado brasileiro. Inclusive em documentos e propostas
entregue pelo MAB, a este governo desde 2002.

Levando em conta os problemas apontados e acreditando na boa vontade
deste governo propomos:

1) Que se inicie imediatamente um cadastro para que tenhamos dados
oficiais confiáveis sobre as populações atingidas por barragens no
Brasil;

2) Que se garanta o reassentamento de todos os atingidos por
barragens, utilizando-se inclusive de processo de desapropriação de
latifúndio por utilidade pública, assim como se faz atualmente  com
as  famílias  atingidas por  barragens;

3) Que seja criada uma política de tratamento das questões sociais e
ambientais para as populações atingidas por barragens, onde se defina
o conceito de atingido já aprovado no CONSISE, quais os direitos
básicos desta população e qual o órgão público responsável por
executar e fiscalizar o cumprimento desses direitos;

4) Que sejam criadas políticas públicas específicas para os atingidos
por barragens ou a adequação das já existentes. Se constitua um fundo
especial com recursos do BNDES e do Fundo Social das Estatais e se
inicie entre o governo e MAB a imediata implantação de programas de
recuperação e desenvolvimento de comunidades atingidas (PROSDESCA) já
discutidos na Eletrobrás;

5) Que se realize um amplo debate com a sociedade brasileira sobre a
Política Energética Nacional, com o objetivo de incentivar ações de
eficiência e economia de energia;

6) Que seja feita uma séria revisão nos absurdos preços das tarifas de
energia elétrica cobrada da população brasileira;

7) Que sejam criados mecanismos para que as empresas que se
apropriaram indevidamente de mais de 10 bilhões de reais nos últimos
10 anos devolvam estes recursos na forma de investimentos coletivos
necessários aos municípios (em especial nas áreas da saúde,
saneamento, habitação, agricultura camponesa);

8) Que assim que aprovado, o governo aplique as recomendações contidas
no relatório de direitos humanos, coordenado pela Secretaria Especial
dos Direitos Humanos;

9) Que não se leve adiante a construção da Usina Hidrelétrica de Belo
Monte e que esta questão seja um dos pontos de debate com a população
brasileira;

10) Que nosso país reassuma de forma pública e com participação
popular o controle da geração, transmissão e distribuição da energia,
iniciando pela não renovação das concessões que vencem nos próximos
anos.

            Salientamos que as práticas hoje desenvolvidas de forma
fragmentada e individualizada, obra por obra, e internamente em cada
obra servem como forma concreta de ampliar a exploração sobre o povo
atingido e fragilizar ainda mais os oprimidos. Entendemos que o Estado
Brasileiro deva combater  este tipo de prática e nunca incentivá-las.

            Acreditamos que políticas de Estado podem ajudar na
solução deste problema e nós do MAB, à nossa  maneira, iremos
contribuir para isto.

            Finalmente entendemos que este governo deve tratar com
carinho as reivindicações dos camponeses/as em especial com relação às
dívidas agrícolas e à compensação financeira para a preservação
ambiental e dar toda ajuda solidária ao sofrido povo do Haiti,
conforme documento entregue neste momento que manifesta a opinião da
Via Campesina.

Atenciosamente,



Coordenação Nacional do MAB

ÁGUA E ENERGIA NÃO SÃO MERCADORIAS


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